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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Brasil fecha em janeiro 99,6 mil vagas formais, pior resultado em 7 anos

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Saldo do emprego formal foi divulgado pelo Ministério do Trabalho.
Janeiro foi o 10º mês seguido com queda no número de empregos formais.

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Alexandro MartelloDo G1, em Brasília
26/02/2016 15h00 - Atualizado em 26/02/2016 16h43
Postado às 16h55m

A economia brasileira iniciou o ano de 2016 com fechamento de vagas com carteira assinada. Segundo números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho nesta sexta-feira (26), em janeiro as demissões superaram as contratações em 99.694 empregos, pior resultado para o mês em sete anos.

Criação de vagas de formais
Para janeiro, em milhares
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Ministério do Trabalho

O maior número de vagas fechadas foi registrado no comércio (69.750). Já entre as regiões, o Sudeste foi a que mais perdeu postos (71.956).

Esse foi o décimo mês seguido com mais fechamento do que abertura de vagas formais no país. O último mês com contratações acima das demissões foi em março do ano passado - quando foram criados 19,2 mil postos de trabalho.


Além disso, o resultado do mês passado foi o pior para meses de janeiro desde 2009, ou seja, em sete anos. Em janeiro do ano passado, foram fechadas 81,7 mil vagas formais.

Em 2015, a economia brasileira registrou a demissão de 1,54 milhão de trabalhadores no que foi o pior resultado para um ano fechado em 24 anos. Quando divulgou este resultado, o ministro do Trabalho e da Previdência, Miguel Rossetto, admitiu que o ano foi "difícil".

Economia em recessão
O fechamento de vagas acontece em meio à forte queda do nível de atividade, com a economia em recessão. Para este ano, a estimativa do mercado financeiro é de uma queda de 3,3% no Produto Interno Bruto (PIB), após uma retração estimada em 3,8% para 2015 - a maior em 25 anos.


Ao mesmo tempo, a inflação em alta, com o IPCA somando 10,71% em doze meses até janeiro, o maior patamar desde novembro de 2003, diminui a renda dos trabalhadores. E as famílias continuam endividadas, o que tem gerado aumento da inadimplência.
Resultado em 12 meses
Em doze meses até janeiro, os números oficiais, com os valores dos meses anteriores ajustados para declarações enviadas fora do prazo, mostram o fechamento de 1,59 milhão de vagas com carteira assinada no período.

Para Rodolfo Torelly, especialista no mercado de trabalho, o resultado de janeiro, e na parcial de doze meses, é "bastante ruim".

"Todos os indicadores da economia são negativos. Além da recessão, há perda de renda e queda no consumo das famílias. Não tem como não ter um pessimismo no ar da economia como um todo. Realmente, no curto prazo não estou vendo melhora", declarou.

Para ele, os dados de janeiro indicam que as demissões podem superar a marca de 2 milhões em 2016 - o que, se confirmado, será o pior ano da história.


Setores
O comércio liderou o fechamento de vagas formais em janeiro deste ano, com as demissões superando as contratações em 69.750 postos com carteira assinada.


O setor de serviços, por sua vez, eliminou 17.159 vagas no primeiro mês deste ano, segundo o Ministério do Trabalho. A indústria de transformação fechou 16.553. Já a construção civil fechou 2.588 empregos com carteira assinada.

O setor de agricultura foi o único que contratou mais do que demitiu em janeiro. De acordo com o ministério, foram criados 8.729 novos postos de trabalho.

O diretor do Departamento de Emprego e Salário da Secretaria de Políticas Públicas de Emprego do Ministério do Trabalho e da Previdência, Márcio Borges, admitiu que o comportamento do emprego formal, em janeiro, foi "negativo". Ele acrescentou, porém, que na desagregação do resultado, 7 dos 25 subsetores da economia tiveram contratações.

Entre eles, estão a indústria de borracha, de material mobiliário, de calçados e as instituições financeiras. Além disso, observou que o estoque total de empregos formais ficou em 39,5 milhões em janeiro. No mesmo mês de 2015, esse estoque estava em 41,18 milhões.

Regiões do país
Segundo o Ministério do Trabalho, houve o registro de demissões em três das cinco regiões do país em janeiro deste ano.

No Sudeste, foram fechadas 71.956 vagas formais em janeiro deste ano. Já a região Nordeste fechou 32.011 postos formais, enquanto que a região Nordeste registrou 33.411 demissões no mês passado.

A região Norte registrou o fechamento de 11.496 postos formais em janeiro deste ano, segundo os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.

Na contramão, a região Sul abriu 15.548 postos formais em janeiro, ao mesmo tempo em que o Centro-Oeste registrou a contratação de 1.621 trabalhadores com carteira assinada no primeiro mês de 2016.

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Brasília é cidade com maior qualidade de vida do país, aponta ranking

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Avaliação considera 39 categorias; 230 cidades do mundo estão na lista.
Entre critérios estão acesso a moradia, qualidade do ar e entretenimento.

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Raquel MoraisDo G1 DF
25/02/2016 12h22 - Atualizado em 25/02/2016 12h22
Postado às 19h45m

Vista geral da Esplanada dos Ministérios, em Brasília (Foto: Jamila Tavares / G1)Vista geral da Esplanada dos Ministérios, em Brasília (Foto: Jamila Tavares/G1)

Brasília é apontada como a cidade com maior qualidade de vida do país e 106ª do mundo em ranking divulgado nesta segunda-feira (22) pela consultoria Mercer. 

A empresa diz elaborar o ranking "para auxiliar empresas multinacionais e outras organizações a remunerar de maneira justa seus empregados enviados em transferências internacionais" e tem como referência dez critérios, subdivididos em 39 categorias, como acesso a moradia, qualidade do ar, problemas de transporte, educação e entretenimento.

A posição de Brasília é a mesma da do ano passado. As outras três cidades brasileiras listadas foram Rio de Janeiro, em 117º (subiu um lugar em relação a 2015); São Paulo, em 121º (caiu duas posições por causa da crise da água e do aumento de ocorrência de doenças infecciosas) e Manaus, em 125º (subiu uma posição). O ranking traz ao todo 230 locais em todo o mundo.

Onça parda e filhote flagradas no Parque Nacional de Brasília (Foto: Parque Nacional de Brasília/Reprodução)Onça-parda e filhote flagradas no Parque Nacional de Brasília (Foto: Parque Nacional de Brasília/Reprodução)

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, afirmou ver com “alegria” a posição da cidade no ranking. “É uma cidade bastante arborizada, a população é bastante afetiva. Brasília ainda tem uma segurança que é em média melhor do que da maioria das cidades brasileiras. Nós temos uma infraestrutura de serviços boa, então acho que o conjunto dessas coisas fazem de Brasília a cidade com a melhor qualidade de vida do país.”

Rollemberg disse considerar como meta fazer com que esse cenário se estenda para as regiões administrativas além do Plano Piloto. O desafio, para ele, é melhorar a qualidade de atendimento na saúde pública. Já os locais que destaca são o Parque da Cidade, as cachoeiras, o Clube do Choro e as feiras, como as do Guará e de Ceilândia.

“Tem ainda toda a questão da diversidade cultural. E acho que poucas cidades vão ter o privilégio do Parque Nacional de Brasília com aquelas piscinas deliciosas e, em pleno século 21, onças se reproduzindo em condições naturais”, declarou.
Vista aérea de cruzamento conhecido como 'tesourinha' no Eixo Monumental, em Brasília (Foto: Jamila Tavares / G1)Vista aérea de cruzamento conhecido como 'tesourinha' no Eixo Monumental, em Brasília (Foto: Jamila Tavares/G1)

O secretário de Turismo, Jaime Recena, disse considerar o resultado “uma notícia muito boa”. “Brasília é uma cidade única no mundo, patrimônio cultural da humanidade, isso reforça a vocação dela. 

Tem apresentado bons índices de segurança pública nos últimos anos, com redução de alguns números referentes à criminalidade, o que a torna segura. Brasília é uma cidade de fácil locomoção, de mobilidade, você não tem problemas de trânsito como em outros locais do mundo.”

“É uma cidade que tem cultura de respeito ao cidadão, como a questão da faixa de pedestre, o que demonstra esse espírito colaborativo do brasiliense. São inúmeras qualidades. É uma cidade parque, é uma cidade em que você tem uma integração muito grande com a natureza, é muito presente na vida da cidade”, completou.

O gestor afirmou ver pontos passíveis de melhora – como saúde pública e incentivo ao uso de bicicletas –, mas destacou que, apesar de ter vivido oito meses em Barcelona [Espanha] e seis meses em Dublin [Irlanda], prefere a capital entre todas as cidades que já conheceu. “Para mim é a melhor [cidade que tem]. Não troco Brasília por nenhuma.”
A advogada Kathyanne Figueiredo e o marido em frente ao Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília (Foto:  Kathyanne Figueiredo/Arquivo Pessoal)
A advogada Kathyanne Figueiredo e o marido em frente ao Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília (Foto: Kathyanne Figueiredo/Arquivo Pessoal)

Para a advogada baiana Kathyanne Figueiredo, o fato de a cidade ser planejada e o apreço dos brasiliense por parques, museus, teatro e orquestras são um diferencial. Ela se mudou de Salvador para Águas Claras, região administrativa a 20 quilômetros do Plano Piloto, há três anos.

“Tive que largar tudo, casei e meu marido já estava aqui por causa de concurso público, aí tive que vir. No primeiro ano eu detestava, chorava tanto, sofria tanto, arrumava as malas toda semana. Mas passado esse ano de adaptação, aprendi a amar Brasília de uma forma tão intensa que não quero voltar de jeito nenhum”, afirma.
Vista aérea de Brasília (Foto: Folhapress)Vista aérea de Brasília (Foto: Folhapress)

Kathyanne diz que é inevitável comparar a infraestrutura do Distrito Federal com a da capital baiana quando viaja nas férias. “É completamente impossível deixar de amar Brasília. 

Sinto uma segurança e uma tranquilidade para viver aqui, apesar dos problemas que existem e que não são poucos.”

“Amo Águas Claras de paixão, não pretendo sair nunca daqui. Até brinco que acho que posso me separar, mas mudar de Brasília é impossível”, ri. “Penso que é o melhor lugar para construir minha família, criar meus filhos.”
Céu de Brasília fotografado por internauta (Foto: Anderson Melo Loiola Pereira/VC no G1)
Céu de Brasília fotografado por internauta (Foto: Anderson Melo Loiola Pereira/VC no G1)

A empresária Carina Vieira Nunes mora no DF há 18 anos e diz apreciar a beleza de monumentos como a Torre de TV. Ela deixou Belo Horizonte (MG) aos 14 anos, por causa do trabalho do pai. 

“É muito diferente. Deixar amigos foi meio difícil, mas eu me adaptei. Onde eu morei as pessoas foram muito receptivas. E acho aqui maravilhoso. Às vezes o pessoal reclama do tempo, seco, frio, mas para mim é sempre bom”, disse.

A mulher, que tem um filho de 5 anos, destacou ainda a ligação com o verde. “Sou realmente apaixonada pelo fato de viver no meio da natureza. Aonde você vai, em qualquer quadra, sempre tem uma árvore com um fruto. 

Ontem mesmo saí do médico e tinha uma árvore de carambola. É isso de ao mesmo tempo a gente estar entre os prédios da cidade moderna e ter o contato direto com a natureza.”
Vista geral da Esplanada dos Ministérios, em Brasília (Foto: Jamila Tavares /G1)Vista geral da Esplanada dos Ministérios, em Brasília (Foto: Jamila Tavares/G1)

Fundada em 1950 pelo presidente Juscelino Kubitschek, Brasília atende à profecia de Dom Bosco: ele sonhou ter visto entre os paralelos 15 e 20 o surgimento de uma grande civilização onde correria leite e mel e ficaria junto de um grande lago. A cidade tem 31 regiões administrativas e abriga 2,91 milhões de pessoas.
Memorial JK, que reconta a história do presidente responsável pela construção de Brasília (Foto: Raquel Morais/G1)Memorial JK, que reconta a história do presidente responsável pela construção de Brasília (Foto: Raquel Morais/G1)

O ranking
Viena (Áustria) ocupa o primeiro lugar, seguida por Zurique (Suíça) e Auckland (Nova Zelândia). Na América Latina, Montevidéu (Uruguai) tem a melhor da região – 78ª. Santiago (Chile) e Buenos Aires (Argentina) aparecem em 93º e 94º lugar, respectivamente.


A comparação tem como alvo "empresas e multinacionais que devem avaliar quanto mais pagar ou como compensar seus empregados por dificuldades que eles enfrentarão quando são enviados, por exemplo, de Londres a Buenos Aires", disse o pesquisador que liderou a equipe do estudo, Slagin Parakatil, à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

A pesquisa faz parte da Pesquisa de Qualidade de Vida Mundial divulgada anualmente pela consultoria. Nesta edição, a empresa incluiu um novo fator de avaliação, sobre segurança pessoal. Nesta categoria, Luxemburgo ocupa o primeiro lugar. Entre as brasileiras, Manaus é a melhor colocada. Atrás dela fica Brasília, em 134ª, Rio de Janeiro, em 185ª, e São Paulo, em 192ª.

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Empresas de 20 países fornecem componentes para o Estado Islâmico

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Estudo da União Europeia mostra que material acaba se tornando explosivo.
Jihadistas controlam grandes áreas do Iraque e da Síria.

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Da Reuters
25/02/2016 09h25 - Atualizado em 25/02/2016 09h28
Postado às 17h45m

GNEWS Estado Islâmico (Foto: GloboNews)GNEIntegrantes do Estado Islâmico mostram armas (Foto: GloboNews)

Empresas de 20 países estão envolvidas na cadeia de fornecimento de componentes que acabam em explosivos do Estado Islâmico, de acordo com um estudo divulgado nesta quinta-feira (25), sugerindo que governos e empresas precisam fazer mais para controlar o fluxo de cabos, produtos químicos e outros equipamentos.

O estudo encomendado pela União Europeia mostrou que 51 empresas de países como Turquia, Brasil e Estados Unidos produziram, venderam ou receberam mais de 700 componentes utilizados pelo Estado Islâmico para produzir dispositivos explosivos improvisados ​​(IEDs, na sigla em inglês).
Os IEDs estão agora sendo produzidos em uma "escala quase industrial" pelo grupo militante, que usa componentes industriais que são regulados e equipamentos amplamente disponíveis, como produtos químicos e telefones celulares, de acordo com a Pesquisa de Conflito Armado (CAR, na sigla em inglês), que realizou a estudo de 20 meses.

O Estado Islâmico controla grandes áreas do Iraque e da Síria. A Turquia, membro da Otan, faz fronteira com os dois países e reforçou a segurança para evitar o fluxo de armas e insurgentes para o grupo sunita de linha-dura.

Um total de 13 empresas turcas foi identificada como envolvida na cadeia de abastecimento, mais do que qualquer país. Em segundo lugar vem a Índia, com sete.

"Estes resultados ratificam a crescente consciência internacional de que forças do Estado Islâmico no Iraque e na Síria são muito auto-sustentáveis -em aquisição de armas e bens estratégicos, como componentes de IEDs, em nível local e com facilidade", disse o diretor-executivo da CAR, James Bevan.

Empresas de Brasil, Romênia, Rússia, Holanda, China, Suíça, Áustria e República Tcheca também estavam envolvidas, de acordo com o relatório.

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