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segunda-feira, 22 de julho de 2013

Sobe para 73 o número de mortos após terremotos na China


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Tremores de magnitude 5,9 e 5,4 atingiram a província de Gansu.
Número de vítimas pode aumentar, temem as autoridades.

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22/07/2013 03h28 - Atualizado em 22/07/2013 09h20
Do G1, em São Paulo
Pelo menos 73 pessoas morreram nesta segunda-feira (22)em dois terremotos em uma região montanhosa e de difícil acesso da província chinesa de Gansu, no noroeste do país.
"O número de mortos no violento tremor chega a 73", comunicou o governo da cidade de Dingxi, na província de Gansu, onde se localizam os distritos mais afetados pelo terremoto.
O primeiro tremor ocorreu às 7h45 locais (20h45 de Brasília) a uma profundidade de 9,8 quilômetros, informou o serviço geológico americano (USGS).

Pouco depois, às 9h12 locais, um segundo tremor de 5,6 graus de magnitude atingiu a mesma região, com um epicentro a 10,1 quilômetros de profundidade, acrescentou o USGS.

"Mais de 21 mil edifícios ficaram gravemente danificados e outros 1.200 desabaram", informou à France Presse um funcionário do serviço sismológico de Gansu.
Esta província de Gansu, uma região montanhosa com grandes zonas desérticas, é uma das menos povoadas da China, embora Dingxi abrigue 2,7 milhões de habitantes concentrados em fazendas e povoados.

Um morador do distrito de Min, onde se situou o epicentro, que estava trabalhando em uma fábrica quando ocorreu o tremor, explicou à AFP que viu vários edifícios desabarem.

"Estava na oficina, notei uma grande sacudida e fui correndo ao pátio da fábrica", explicou este homem chamado Ma. "Quando cheguei ao pátio vi um edifício de 19 andares, o mais alto de nosso distrito, que balançava violentamente, sobretudo o último andar", acrescentou.

No distrito de Min, mais de 200 pessoas ficaram feridas nas sete zonas afetadas pelos terremotos, segundo explicou à AFP um funcionário do comitê do Partido Comunista do distrito chamado He, que não forneceu seu sobrenome.

No distrito vizinho de Zhang, 380 edifícios desabaram e outros milhares ficaram danificados, indicaram as autoridades de Dingxi. Segundo a agência Xinhua, 13 pequenas localidades ficaram sem telefone e uma parte da região não tem eletricidade.
mapa terremoto china 22/7 (Foto: 1)
As imagens da rede de televisão pública CCTV mostraram povoados rurais cheios de escombros.
Cerca de 500 soldados, 120 deles especialistas em operações de resgate, se dirigiam à região afetada pelo tremor, indicou o site de informação 163.com.

Segundo as previsões meteorológicas, irão ocorrer fortes chuvas na região nas próximas horas, o que pode complicar muito o trabalho dos socorristas em um território muito montanhoso.

Também foram enviadas à região 500 barracas e 2.000 cobertores, indicou a agência Xinhua.
O tremor foi sentido em Lanzhou, a capital de Gansu, e inclusive em Xi'An, a capital da província vizinha de Shanxi.


Os terremotos são frequentes no oeste da China e em abril um tremor de magnitude 6,6 provocou a morte de 200 pessoas em Sichuan, o mesmo local onde em 2008 outro tremor de 8 graus de magnitude provocou a morte de 90.000 pessoas.

Em abril de 2010, um terremoto de magnitude 6,9 na província ocidental de Qinghai (planalto tibetano) causou a morte de quase 2.700 pessoas.

A província de Gansu, uma região montanhosa com grandes zonas desérticas, é uma das menos povoadas da China, embora Dingxi abrigue 2,7 milhões de habitantes concentrados em fazendas e povoados.

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domingo, 21 de julho de 2013

Documentários revelam a herança de Fukushima


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  • Produções registram impacto do acidente dois anos depois
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TÓQUIO - Embora a tragédia já não desperte mais tanta atenção do mundo, a radiação que sai da usina de Fukushima ainda é uma ameaça no Nordeste do arquipélago japonês. Uma série de produções independentes têm ajudado a contar esse capítulo dramático da História do Japão que ainda não teve um ponto final.

 Documentários rodados na região, onde nem todo mundo se arrisca a ir, registraram o impacto do acidente sobre a vida de dezenas de milhares de pessoas, que não sabem se um dia conseguirão retomar suas rotinas ou se morrerão sem ver uma solução para a maior crise nuclear desde Chernobyl.


Câmera na mão e poucos recursos no bolso, diretores estrangeiros e japoneses conseguiram captar a dimensão do pesadelo iniciado há dois anos, quando um terremoto provocou a tsunami que invadiu a Usina de Fukushima, desestabilizando seus reatores. Enquanto as informações oficiais pecam pela falta de transparência, vários documentários funcionam como registro da herança radioativa, reunindo depoimentos de quem viu a contaminação se espalhar.

Hoje se sabe que o governo japonês escondeu a verdade. O derretimento das barras de combustível dos reatores só foi confirmado mais de dois meses depois da tsunami. Não há consenso entre especialistas sobre os efeitos da radiação na população, mas mesmo quem optou por ficar na região desconfia da garantia de que a situação está sob controle. Nos últimos dias, Fukushima voltou ao noticiário com a confirmação de que uma grande quantidade de água radioativa está vazando da usina, e ameaça contaminar o Pacífico.

Logo após o desastre de 2011, o professor de inglês Chris Noland decidiu trabalhar como voluntário nas cidades atingidas. O americano nunca havia produzido um filme, mas gravou o que viu e mergulhou numa investigação sobre o acidente nuclear, buscando ir além das declarações oficiais. O resultado é o documentário “Surviving Japan”, apoiado por Yoko Ono, autora da trilha sonora. O filme vem sendo exibido em festivais internacionais e em março passou por Nova York e Califórnia.

— Quando comecei a filmar, queria ser um meio para que as pessoas pudessem falar e expressar seus temores, assim se sentiriam ouvidas. A mídia não estava cobrindo essas histórias, e os moradores estavam tão confusos que não sabiam a quem recorrer. Havia desinformação de todos os lados — conta Noland, que continua voltando a Fukushima para registrar a rotina dos moradores.

“Nuclear Nation” (Nação Nuclear), do diretor Atsushi Funahashi, exibido no Festival de Berlim, conta a história dos moradores de Futaba, vilarejo dentro da zona de exclusão, a três quilômetros da usina. Expulsos pela radiação, 1.400 desabrigados se mudaram para uma escola desativada a 250 quilômetros de suas casas, num subúrbio de Tóquio. 

É o que o diretor descreve como o primeiro campo de refugiados nucleares desde Chernobyl. Durante meses, ele filmou a espera de quem deixou tudo para trás, um grupo massacrado pela monotonia da vida no abrigo. Futaba já foi um lugar que tinha orgulho da central nuclear. Hoje está deserta.

O cineasta Ian Ash já lançou dois documentários sobre Fukushima, “In the Grey Zone” (Na zona cinza) e “A2”. O último segue um grupo de crianças que, 18 meses após o vazamento nuclear, apresentou nódulos na tireoide (A2 é o termo médico para classificar exames positivos). Elas moram na cidade de Date, onde a população não recebeu ordem para sair, apesar dos índices de radiação acima do recomendável. O documentário mostra a luta das mães contra as autoridades, que continuam minimizando a gravidade da situação.

O filme acaba de ser premiado em Frankfurt. Segundo Ash, a maior parte do público se mostra surpresa ao descobrir que os problemas em Fukushima não terminaram.

— Minha esperança é que as pessoas saibam o que está acontecendo e façam perguntas. Queria provocar a discussão — disse o diretor americano em Tóquio, onde vive.

Várias outras produções, em geral críticas ao lobby nuclear, vêm sendo exibidas em espaços alternativos, tentando manter vivo o debate. 

Outras, mais esperançosas, não escondem o sofrimento, mas enfatizam a vontade de seguir em frente, como o belo “A tsunami e as cerejeiras em flor”, de Lucy Walker, que concorreu ao Oscar de melhor curta, e “Japão em um dia”, produzido por Ridley Scott, inteiramente feito com cenas filmadas por cineastas amadores.

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Microsoft perde US$ 36 bilhões em seu pior resultado no século


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  • Ações desabam com resultados fracos no 2º tri e prejuízo com Surface
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SEATTLE As ações da Microsoft caíram mais de 12% — a maior queda em 13 anos —, um dia depois de a gigante de software anunciar resultados trimestrais decepcionantes devido à demanda fraca pela última versão do sistema operacional Windows e vendas do tablet Surface abaixo do esperado. 

As perdas representam cerca de US$ 36 bilhões de queda no valor de mercado da companhia em um só dia — para fins comparativos, a soma se revela maior do que o tamanho da rival Yahoo!. A derrocada, na prática, é a maior do século XXI na vida financeira da companhia.

Ontem, no fim da manhã, os papéis da empresa já estavam em queda de 9,2%. As ações da Microsoft fecharam ontem cotadas a US$ 31,40, em queda de 11,4%.

No segundo trimestre, a empresa fundada por Bill Gates e Paul Allen faturou US$ 19,90 bilhões, 10% a mais que os US$ 18,06 bilhões no mesmo período de 2012, mas abaixo do consenso entre analistas sobre um resultado esperado de cerca de US$ 20,73 bilhões.

O fiasco do Surface
Uma das revelações que pegaram o mercado de surpresa foi o anúncio de perdas de US$ 900 milhões em “ajustes de estoque” do Surface RT, tablet lançado no ano passado com uma versão mais modesta do Windows 8. No início desta semana, a Microsoft disse que estava cortando drasticamente os preços do Surface (em US$ 150) para atrair consumidores. Mas a tática não deu resultado.

“O custo de capital aumentou US$ 1,4 bilhão, ou 35%, refletindo custos associados ao Surface e ao Windows 8, incluindo o ônus para ajustes de estoque do Surface RT de aproximadamente US$ 900 milhões”, informou a companhia num comunicado na quinta-feira.

Papéis têm valor cortado
O movimento de venda dos papéis da Microsoft ocorreu depois de um momento em que as ações atingiram máximas em relação aos últimos cinco anos e é a maior queda percentual desde abril de 2000, quando a companhia vivia uma disputa antitruste com o governo dos Estados Unidos e a chamada “bolha da internet”perdia volume rapidamente.

As corretoras Raymond James e Cowen & Co reduziram suas recomendações para os papéis da Microsoft para “market perform” (performance em média com o mercado), e pelo menos outras cinco corretoras cortaram os preços-alvo em até US$ 3.

A Microsoft lançou o tablet Surface no ano passado em desafio ao iPad, da Apple, mas as vendas não têm cumprido expectativas.

“Os potenciais motores de crescimento da Microsoft (Windows 8, Surface) parecem estar perdendo força à medida que entramos no ano fiscal de 2014”, disse David Hilal, da FBR Capital Markets, em relatório. Ele afirmou ainda que areceita do Windows no trimestre passado ficou 9% abaixo de suas expectativas.
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