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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Melhoramentos urbanos variam de acordo com renda dos moradores


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94% dos domicílios com renda superior a R$ 1 mil por mês estão em ruas pavimentadas; proporção cai a dois terços quando renda é menor do que R$ 250


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25 de maio de 2012 | 10h 07
Atualizado  | 11h 25

José Roberto de Toledo e Rodrigo Burgarelli
Quanto maior a renda dos moradores, mais alta a taxa de urbanização em volta de sua casa: melhor a iluminação pública, mais chance de o lixo ser recolhido com frequência adequada e de o esgoto correr por baixo do pavimento e não pelo meio-fio -se é que há meio fio defronte à moradia. Essa relação parece óbvia, mas há décadas não era medida em uma pesquisa de amplitude nacional. É uma novidade do Censo 2010.

A taxa de urbanização foi calculada pelo Estado a partir de observações feitas pelos recenseadores sobre dez tipos de melhoramentos urbanos localizados no entorno de 57 milhões de domicílios brasileiros, e divulgadas esta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Na média do Brasil, a taxa de atendimento dos domicílios no conjunto dos dez itens foi de 68%, mas com grandes variações: de 96% de iluminação pública a menos de 5% de rampas para cadeirantes. As desigualdades são ainda maiores quando se leva em conta a renda domiciliar.

Nada menos do que 94% dos domicílios brasileiros cujo rendimento é maior do que R$ 1 mil por mês estão em ruas pavimentadas. Mas essa proporção cai a dois terços quando a renda dos moradores é inferior a R$ 250 (em valores de setembro de 2010). A disparidade é ainda pior quando se trata de calçadas: 87% da parcela de renda superior tem calçamento na porta de casa, enquanto a taxa no extrato de renda mais baixa cai a 45%.

Em todos os dez tipos de melhoramentos pesquisados há diferenças significativas na taxa de atendimento por esses equipamentos urbanos básicos em função da renda de quem mora nos domicílios. Os mais pobres têm seis vezes mais chances de verem o esgoto correr a céu aberto na frente de suas casas, por exemplo. A qualidade do urbanismo varia intensamente tanto dentro das próprias cidades quanto entre elas.

Em primeiro lugar no ranking dos 5.565 municípios ficou Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina. Sua taxa de urbanização é de 91,3%. O resultado é cinco vezes melhor do que o de Pacajá, no Pará, onde menos de 18% dos domicílios são atendidos adequadamente por serviços e equipamentos urbanos básicos. Quatro em cada cinco cidades brasileiras, porém, têm uma taxa de urbanização superior a 50%. E em uma a cada quatro essa taxa supera 70%. As melhores taxas estão na região Sudeste e as piores, nos municípios do Norte.

Balneário Camboriú não alcança o primeiro lugar em nenhum item específico, mas tem a melhor média de atendimento no conjunto deles: mais de 99% de seus domicílios estão sob iluminação pública e têm seu esgoto e lixo recolhidos, 98% estão em ruas devidamente identificadas, pavimentadas e dotadas de meio-fio, 97% têm calçada à porta, 92% se beneficiam da existência de bueiro na via onde estão, 78% gozam a sombra de árvores nas calçadas. E 54% dessas calçadas têm rebaixamentos que servem de rampa de acesso para pessoas que se locomovem em cadeiras de rodas.

A taxa de urbanização é a média de dez características urbanísticas observadas pelos recenseadores IBGE. Eles medem a proporção de domicílios que têm à sua porta os principais equipamentos e serviços públicos que se esperam encontrar em uma área urbanizada: iluminação pública, pavimentação das vias, calçada, meio-fio, arborização, esgoto, bueiro, recolhimento de lixo, identificação do logradouro (nome da rua, por exemplo) e rampa para cadeirantes.

A iniciativa resgata uma tradição de pesquisas que eram feitas até 1957 e que chamavam essas características de "melhoramentos urbanos". Desta vez, o levantamento considerou apenas as áreas urbanas dos municípios e não levou em conta favelas e outros tipos de aglomerados urbanos subnormais -onde esse tipo de equipamento e serviços nem sequer é alvo de políticas públicas. Mesmo assim, a pesquisa do IBGE abrangeu o entorno de 97% dos domicílios localizados dentro das áreas urbanas dos municípios brasileiros.


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Mercado internacional começa a mostrar desencanto com o Brasil

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Para analistas, baixo crescimento e falta de reformas frustram investidores.


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Por Flávia Barbosa do O Globo on line
WASHINGTON — O mercado internacional parece viver um período de desencanto com o Brasil. Depois das expectativas geradas pelo crescimento de 7,5% em 2010, investidores estão frustrados com as baixas perspectivas de expansão e com a ausência de uma agenda de reformas que garanta salto de produtividade e redução de custos operacionais. A insistência do governo em medidas que privilegiam o consumo, vistas como conjunturais, desconfianças renovadas quanto à atuação do Banco Central e a decepção com ações de controle de câmbio e juros mais baixos, que reduzem o retorno sobre aplicações, completam o cenário de ressaca.

Dúvidas sobre o potencial do país estão em publicações estrangeiras, que questionam a capacidade de o Brasil crescer mais sem atacar problemas históricos (baixos níveis de investimento, poupança e educação; infraestrutura deficiente; elevada carga tributária; política fiscal engessada, entre outros) e sem contar com benefícios externos como capital farto e barato.

Em artigo na revista “Foreign Affairs”, Ruchir Sharma, do banco Morgan Stanley, argumentou que o país desperdiçou oportunidades abertas com o boom dos produtos básicos e sofrerá forte impacto quando seus preços caírem. Já a última edição da revista “The Economist” destaca, em dois artigos, a inversão do humor dos investidores com o país, apesar das imensas oportunidades de negócios.

— Todos esses artigos batem no lugar certo. Não é que o Brasil vai entrar em crise. Significa que, se o país quer ter uma taxa de crescimento maior, é melhor começar a investir mais e adotar sem demora reformas estruturais. Muitos se convenceram no fim do governo Lula de que hoje temos um novo Brasil. O novo Brasil não existe ainda, é potencial. Muitas das coisas boas que foram feitas são mais fruto da sorte do que do engenho — afirma Alberto Ramos, chefe para América Latina da Divisão de Pesquisas do grupo Goldman Sachs.

Intervencionismo estatal preocupa investidores

Para Sebastian Briozzo, diretor de ratings soberanos da agência Standard&Poor’s, o Brasil não é tão dinâmico como muitos pensam:— É menos dinâmico do que China e Índia. Mas também, mais estável. O mercado tem sentimento volátil e ficou bem impressionado com os 7,5% de 2010. Agora está se dando conta de que o potencial é baixo, entre 3,5% e 4,5%, e que o país não tem feito mudanças profundas para elevar esse patamar.

Os investidores estão expondo desconfianças antes reservadas, avalia Robert Wood, analista de América Latina do setor de pesquisas de “The Economist” (EIU, na sigla em inglês). O BC sob a gestão de Alexandre Tombini é tido como mais suscetível politicamente do que o de Henrique Meirelles: aceita uma inflação mais alta em nome de crescimento e câmbio mais equilibrado.O alto grau de intervenção estatal na economia e as regras do pré-sal, que não deixam claras as oportunidades de exploração, também causam desconforto a investidores. 

Reflexos do desencanto, potencializados pela crise europeia, seriam as perdas que a Bovespa tem sofrido, o fato de o risco-país ter subido e a falta de liquidez no mercado de câmbio para boas aplicações.— O Brasil ainda recebe muito investimento estrangeiro direto. E tem um mercado doméstico gigantesco. Isso continuará. Mas poderíamos ver taxas mais altas com reformas estruturais — afirma Wood.
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Em apenas 2 meses, novo iPad já é mais usado que o primeiro nos EUA


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25/05/2012 - 07h18
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Há apenas dois meses no mercado, o novo iPad da Apple já é mais utilizado nos EUA do que o iPad original, de acordo uma pesquisa publicada nesta quarta-feira (24) pela empresa Localytics.
Divulgação
Novo iPad, apesar de já ser mais utilizado que o iPad original nos EUA, ainda está bem atrás da segunda geração
Novo iPad, apesar de já ser mais utilizado que o iPad original nos EUA, ainda está bem atrás da segunda geração
Segundo o estudo, o novo iPad já ocupa exatos um quinto do mercado de tablets da Apple nos EUA, enquanto o iPad 2 é responsável por 60% e o iPad original, pelos outros 20%. A pesquisa considerou dados de mercado disponíveis até o dia 12 de maio.


Na semana de lançamento, a Localytics diz que a terceira geração do tablet já possuía 14% do mercado, contra 62% do seu antecessor e 24% do primeiro aparelho.
Segundo a Apple, foram vendidas 3 milhões de unidades no fim de semana de estreia. Inicialmente, apenas EUA e em outros nove países receberam o dispositivo.


NO BRASIL
Por aqui, o novo iPad chegou há apenas duas semanas, no dia 11 de maio --quase dois meses do lançamento nos EUA. 

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'The Economist' chama Eike de 'vendedor do Brasil' em perfil


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DE SÃO PAULO

Com o título de "O Vendedor do Brasil", a revista britânica "The Economist" publicou nesta semana um perfil do empresário Eike Batista.


A reportagem conta a trajetória dele, desde quando era vendedor de seguros de porta em porta até se tornar o homem mais rico do Brasil, com fortuna estimada em US$ 30 bilhões.


A publicação diz que o executivo "é mais do que Mark Zuckerberg", fundador do Facebook, e que Eike não vai descansar até passar ao primeiro lugar no ranking dos mais ricos, no lugar do mexicano Carlos Slim.
Segundo o texto, o empresário descreve a si mesmo como "um labrador caçador de trufas", uma referência à exploração das minas.


No entanto, a reportagem ressalta o potencial vendedor de Eike, que o ajudou a se tornar o sétimo mais rico do mundo e fala das críticas que vem recebendo de que "é um vendedor bom demais para ser verdade".


Conta que ele criou o império EBX, mas que poucos dos projetos já resultaram em lucros, alguns foram listados quando ainda eram pouco mais do que uma ideia, diz a revista. Cita reportagens que questionam a capacidade de Eike de entregar o que promete, mas diz que o empresário afirma que já entregou muito.


O texto sugere uma conclusão ao final: "mais cedo ou mais tarde, o vendedor do Brasil terá que entregar". 

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