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quinta-feira, 6 de agosto de 2020

É libertador saber como vai acabar o universo, diz astrônoma

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Em seu livro 'O Fim de Tudo', a cosmóloga Katie Mack afirma estar ciente de como tudo terminará e diz que isso a liberta. TOPO Por BBC  06/08/2020 07h10  Atualizado há 6 horas
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Por BBC
Postado em 06 de gosto de 2020 às 10h15m

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Buracos negros fizeram Mack se interessar pelo universo  — Foto: JPL CALTECH-NASA/ BBCBuracos negros fizeram Mack se interessar pelo universo — Foto: JPL CALTECH-NASA/ BBC

Expressões como "morte térmica", "grande implosão", "decomposição à vácuo" não parecem muito animadoras. E realmente não são.

Elas descrevem algumas das teorias apresentadas pelos cientistas sobre como o universo um dia morrerá.
No entanto, quando a cosmóloga Katie Mack pensa sobre o fim de tudo, ela sente uma paz profunda.
"Há algo em aceitar a transitoriedade da existência que te liberta um pouco", disse ela à BBC.
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Como será o fim do universo? — Foto: Nasa Goddard/ BBCComo será o fim do universo? — Foto: Nasa Goddard/ BBC

Mack ainda se lembra vivamente da primeira vez em que teve consciência de que o universo poderia acabar a qualquer momento: ela estava com um professor e colegas de classe na universidade.

"Eu estava sentada no chão da sala do professor Phinney com o resto da minha turma de astronomia após nosso jantar semanal, e lembro que o professor estava com a filha dele de 3 anos no colo", escreveu ela em seu novo livro: "O fim de tudo."

Ela aprendeu que os cientistas não têm a menor ideia de por que o universo se expande de tal maneira — a chamada inflação cósmica — e isso significa que eles também não podem afirmar que o espaço não começará a se destruir violentamente a qualquer momento.

"Eu transformei aquilo numa questão pessoal. Pensei que já que todo o universo tem esses processos que ocorrem o tempo todo, em princípio isso também pode acontecer comigo. Eu estou no universo, sou parte dele, e não tenho como me proteger de tudo isso", conta.

"Uma das coisas que procuro com este livro é compartilhar um pouco desse terror, que pode parecer mesquinho, mas é para ajudar as pessoas a terem uma conexão mais pessoal com o que acontece no universo", acrescenta.

O que está acontecendo no espaço fascina Mack desde que ela era pequena. Mas ser uma empregada doméstica em Los Angeles não lhe deu muito acesso ao que a maioria dos astrônomos diriam que os inspiraram a seguir essa carreira.

"Ali você não pode ver a Via Láctea. A duras penas você consegue ver as estrelas", diz Mack, que trabalhou como pesquisadora nas universidades de Caltech, Princeton, Cambridge e agora na Universidade Estadual da Carolina do Norte.

Em vez disso, foram "todas as coisas raras" que a levaram para esse caminho: "Todas essas coisas que torcem seu cérebro, como buracos negros e espaço-tempo".
Quando soube que Stephen Hawking se rotulava como um cosmólogo, ela soube "o que queria ser".

Devo esclarecer que não passei nos exames de ciências para obter o certificado do ensino médio, por isso imagino que deve haver melhores repórteres para entrevistar uma astrofísica teórica.

Mas depois de acumular 350 mil seguidores no Twitter, Mack aprimorou sua capacidade de falar com pessoas comuns e é para mentes não científicas que seu livro é voltado.
Não vou fingir que entendi todos os conceitos de seu livro, mas Mack reconhece que "não é para folhear e absorver tudo imediatamente".

'Dar um tempo'

"Eu sei que muitos escritores científicos tentam evitar isso completamente e querem guiar os leitores por todos os detalhes, mas acho que às vezes é recomendável dar um tempo."

Palavras simples como "morte térmica" são fáceis de entender, e isso é bom porque é a maneira mais provável de o universo acabar.
"É a ideia de que o universo se expande e se expande até esfriar e tudo desmoronar e desaparecer", diz Mack, reconhecendo que não é a "probabilidade mais fascinante".

"A que eu acho mais engraçada é a decomposição à vácuo. Talvez divertida não seja a palavra que devo usar em relação à destruição do universo, mas o conceito é divertido.

"Ela altera algo nas equações e logo é possível que algum tipo de bolha da morte se materialize em algum lugar do universo e se expanda na velocidade da luz destruindo tudo".

A ciência não pode descartar essa possibilidade.
"A única coisa que nos faz duvidar do que aconteceria é que ela existe naquele âmbito em que não podemos testar nenhum aspecto da teoria. Portanto, não sabemos se algo mudaria teoricamente nessa situação de alta energia", diz ele.
"Provavelmente não vai acontecer nos próximos trilhões e trilhões e trilhões de anos. Mas tecnicamente isso pode acontecer a qualquer momento."

São pensamentos desse calibre que Mack sustenta que não podem dar um "senso de perspectiva".
"Muitos aspectos da vida moderna são projetados para tentar nos convencer de que estamos completamente seguros, protegidos e no controle de tudo que nos rodeia. E isso simplesmente não é verdade. Evidentemente, o mundo está passando por uma situação que está impulsionando essa mensagem".

"Mas também de uma perspectiva cósmica, estamos dentro deste universo e temos que aceitar o que ele nos dará."

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quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Imunidade contra a Covid-19 por histórico de resfriados ainda é especulação, diz estudo na 'Science'

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Cientistas imaginam que o histórico pode influenciar na intensidade da doença, mas ainda não podem provar. Pesquisa identifica partes do novo coronavírus que podem ser reconhecidas pelo sistema de defesa do corpo mesmo que ele nunca tenha tido contato com a infecção, pela semelhança com vírus que causam resfriados.  
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Por Lara Pinheiro, G1  
05/08/2020 16h17 Atualizado há 4 horas
Postado em 05 de agosto de 2020 às 20h25m

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Homem passa por cartaz colado em caminhão que diz, em inglês, "por favor, vá para casa e fique em casa", em Melbourne, na Austrália, nesta quarta-feira (5). — Foto: William West / AFPHomem passa por cartaz colado em caminhão que diz, em inglês, "por favor, vá para casa e fique em casa", em Melbourne, na Austrália, nesta quarta-feira (5). — Foto: William West / AFP

Uma pesquisa publicada na terça-feira (4) na revista científica "Science", uma das mais importantes do mundo, identificou partes do novo coronavírus (Sars-CoV-2) que podem ser reconhecidas pelo sistema de defesa do corpo mesmo que ele nunca tenha tido contato com a infecção, pela semelhança com alguns vírus que causam resfriados.

Essa semelhança, entretanto, não significa que ter tido resfriados no passado dê alguma proteção contra a Covid-19. No estudo, os pesquisadores destacam que essa possibilidade é uma especulação que ainda precisa ser provada com ensaios clínicos.
"A hipótese de imunidade cruzada entre Sars-CoV-2 e [vírus] HCoVs para resfriado comum ainda aguarda ensaios experimentais", afirmam os pesquisadores, de três universidades nos Estados Unidos e uma na Austrália.

Eles já sabiam, de estudos anteriores feitos em vários países, que uma parte da população (entre 20% e 50%) era capaz de "reconhecer" pedaços do novo coronavírus mesmo sem ter tido contato com ele. Esse reconhecimento é feito com as células T, um tipo de célula de defesa do corpo que é responsável por, além de outras atividades, destruir células infectadas com vários tipos de vírus (não só o Sars-CoV-2).

O que os cientistas não sabiam, entretanto, é como essas células T eram capazes de reconhecer o novo coronavírus sem nunca ter sido expostas a ele.
Para tentar desvendar esse mecanismo, eles mapearam 142 partes do novo coronavírus que, em indivíduos infectados, eram "reconhecidas" pelas células T.

Depois, testaram, em laboratório, esses pedaços de vírus contra outras células T, retiradas de amostras de sangue colhidas antes do surgimento do novo coronavírus. Dessa forma, teriam certeza de que as células de defesa nunca teriam tido contato com o Sars-CoV-2.

Nos testes, viram que houve reação dessas células a algumas partes do novo coronavírus. Com isso, demonstraram que as células tinham uma "memória cruzada", que conseguia identificar partes do vírus da Covid-19 que eram semelhantes às de vários outros vírus da família corona, causadores de resfriados. Por isso é que as células das amostras eram capazes de identificar esses pedaços, de outros vírus, no Sars-CoV-2.
Foto microscópica mostra célula humana sendo infectada pelo Sars Cov-2, o novo coronavírus — Foto: NIAID via NasaFoto microscópica mostra célula humana sendo infectada pelo Sars Cov-2, o novo coronavírus — Foto: NIAID via Nasa
"Eles mostraram o mecanismo: você vê a célula reconhecendo ou não", explica Natália Machado Tavares, pesquisadora de imunologia e patologia da Fiocruz Bahia. "Isso não quer dizer que quem teve um resfriado comum causado por um coronavírus está imune", esclarece.

No estudo, os cientistas levantam essa hipótese: de que essa "memória" das células T pode ter relação com a gravidade com que uma pessoa desenvolve a Covid-19. Ou seja: poderia explicar por que algumas pessoas morrem enquanto outras têm apenas sintomas leves, ou nem sequer os apresentam. Mas isso não tem comprovação, frisam os autores.
"Com base nesses dados, é plausível supor que a memória das células T que têm reação cruzada preexistente em alguns doadores possa ser um fator contribuinte para variações nos resultados da doença do paciente com Covid-19, mas, no momento, é altamente especulativo", frisam.
Exposição

A professora e pesquisadora de imunologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Daniela Santoro Rosa explica que o estudo, apesar de trazer várias possibilidades, não consegue dizer se essa exposição anterior a outros tipos de coronavírus vai influenciar na gravidade clínica da Covid-19.
"O que a gente precisa saber é: o que isso causa para o indivíduo? Quem teve essa infecção com [outro] coronavírus, fez essa célula de memória e depois entrou em contato com o Sars-CoV-2, como foi a infecção pela Covid? Foi mais leve?", questiona a cientista.

Por fim, ela lembra que nem todos os resfriados são causados por coronavírus (vírus da família corona), e, na maioria das vezes, as pessoas não sabem qual tipo de vírus é o causador.

"Quando eles [cientistas] falam 'vírus do resfriado', eles falam do resfriado causado por coronavírus, porque existem outros vírus que causam resfriados: rinovírus, adenovírus", pondera Rosa.
'Imunidade de rebanho': o que é e quais os riscos de deixar a pandemia correr seu curso
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Entenda algumas das expressões mais usadas na pandemia do covid-19
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CORONAVÍRUS

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Próxima epidemia ‘já está a caminho’, alerta médico sobre desmatamento na Amazônia

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Em entrevista à GloboNews, o médico sanitarista e ex-presidente da Anvisa Gonçalo Vecina alertou para o desmatamento na floresta, onde a quantidade de vírus existentes pode levar a outras epidemias. 
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Por GloboNews 
05/08/2020 08h45 Atualizado há 2 horas
Postado em 05 de agosto de 2020 às 10h50m

            .      Post.N.\9.438     .        
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Próxima epidemia ‘já está a caminho’, alerta médico sobre desmatamento na AmazôniaPróxima epidemia ‘já está a caminho’, alerta médico sobre desmatamento na Amazônia

O médico sanitarista e ex-presidente da Anvisa Gonçalo Vecina afirmou, em entrevista à GloboNews nesta quarta-feira (5), que o desmatamento na Amazônia pode levar a outras epidemias, como a da Covid-19, pelo fato de a floresta abrigar muitos outros vírus.
"Nós estamos agredindo a Amazônia. Na Amazônia, tem uma quantidade de vírus imensa. A próxima epidemia, com o nível de agressão que nós estamos fazendo ao meio ambiente, já está a caminho", afirmou Vecina.

"Nós temos que estar cuidando disso desde agora. E cuidar disso significa identificar esses agentes o mais cedo possível e desenvolver remédios e vacinas o mais cedo possível", acrescentou o médico.

"Portanto, investimento em ciência continuamente – ciência básica e ciência aplicada – será fundamental. Espero que os nossos próximos governantes – porque desse já não falo mais – tenham essa consciência e façam esse investimento, para que nós estejamos preparados para a próxima crise, que virá", completou Vecina.

As declarações do médico foram feitas depois que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, recuou da proposta de diminuir a meta de preservação da Amazônia.

Em maio, o ministro defendeu "passar a boiada" e "aproveitar o momento" em que o foco da sociedade e da mídia está voltado para o coronavírus para mudar regras de proteção ambiental.

Febre hemorrágica brasileira

Febre hemorrágica reaparece no Brasil após 20 anos
Febre hemorrágica reaparece no Brasil após 20 anos

"Alguns [vírus] nós já conhecemos", lembrou Vecina. "Tem um vírus lá [na Amazônia], chamado sabiá, que é um vírus mortal terrível", lembrou Vecina.

O vírus sabiá é o causador da febre hemorrágica brasileira, uma doença rara e de alta letalidade. Ele reapareceu no Brasil em janeiro deste ano, em São Paulo, o primeiro caso depois de 20 anos. (Veja vídeo acima).

O sabiá pertence à mesma família do vírus causador da febre de Lassa, que é endêmica em alguns países do oeste africano, como Benin, Gana, Guiné, Libéria, Mali, Serra Leoa, Togo e Nigéria.

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terça-feira, 4 de agosto de 2020

Explosão em Beirute deixa pelo menos 78 mortos e quase 4 mil feridos

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A suspeita é de que a explosão aconteceu em um depósito de nitrato de amônio, um tipo de fertilizante, na zona portuária da capital libanesa. 
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Por G1  
04/08/2020 12h25  Atualizado há 10 minutos
Postado em 04 de agosto de 2020 às 13h00m

            .      Post.N.\9.437     .        
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Veja o momento exato da explosão no porto de Beirute Veja o momento exato da explosão no porto de Beirute


Uma explosão na região portuária de Beirute deixou ao menos 78 mortos e cerca de 4 mil feridos nesta terça-feira (4), segundo a contagem oficial do governo do Líbano. A suspeita é que a explosão tenha partido de um armazém que guardava nitrato de amônio, um tipo de fertilizante.
O presidente do país, Michel Aoun, disse que a capital deve declarar estado de emergência para as próximas duas semanas e defendeu ser "inaceitável" que 2.750 toneladas de nitrato de amônio fossem armazenadas por seis anos em um depósito sem a segurança necessária.

"Há muitos desaparecidos. As pessoas estão perguntando ao departamento de emergência sobre seus parentes e é difícil procurar à noite porque não há eletricidade", disse ministro libanês da Saúde, Hamad Hasan à agência de notícias Reuters.
"Estamos diante de uma verdadeira catástrofe e precisamos de tempo para avaliar a extensão dos danos" – Hamad Hasan, ministro da Saúde

Apesar de o país já ter sido alvo de terroristas e viver período de instabilidade política, não há evidência de que se trate de um atentado terrorista.
Explosão em Beirute deixa mais de 70 mortos e cerca de 4 mil feridos
Explosão em Beirute deixa mais de 70 mortos e cerca de 4 mil feridos

O primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, disse em um pronunciamento que o país enfrenta uma catástrofe e declarou luto oficial de três dias. Ele disse também que o governo irá investigar os responsáveis pelo armazém que funcionava no porto da capital desde 2014.
"Eu prometo que esta catástrofe não passará sem que os culpados sejam responsabilizados. Os responsáveis pagarão o preço" – Hassan Diab, primeiro-ministro

Explosão em armazém no porto de Beirute, no Líbano — Foto: Arte/G1

O nitrato de amônio, por si só, é relativamente pouco explosivo – mas tem grande potencial explosivo. Ele se apresenta como um pó branco ou em grânulos solúveis em água e é seguro, desde que não aquecido. A partir de 210 °C, decompõe-se e, se a temperatura aumentar para além de 290 °C, a reação pode tornar-se explosiva.
Um incêndio, tubos superaquecidos, fiação defeituosa ou relâmpagos podem ser suficientes para desencadear tal reação em cadeia.

Ouvida a mais de 200 km

A explosão no porto causou destruição em larga escala e quebrou o vidro de janelas a quilômetros de distância. Alguns barcos que navegavam próximos à costa do Líbano chegaram a ser balançados pela força da explosão. As explosões chegaram a ser ouvidas em Larnaca, no Chipre, a pouco mais de 200 km da costa libanesa.
O chefe de segurança interna do Líbano, Abbas Ibrahim, disse em entrevista a uma rede de televisão que a explosão aconteceu em uma área que armazena materiais altamente explosivos, o nitrato de amônio, mas que não são explosivos em si.

Uma embarcação da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) foi danificada após a explosão no porto. Em um comunicado, os capacetes azuis informaram que alguns membros da missão de paz se feriram e foram transferidos para hospitais do país.
Mapa identifica a região portuária de Beirute, onde aconteceu uma grande explosão nesta terça-feira (4) — Foto: G1
Mapa identifica a região portuária de Beirute, onde aconteceu uma grande explosão nesta terça-feira (4) — Foto: G1

Segundo a Cruz Vermelha, barcos foram mobilizados para resgatar pessoas que foram jogadas ao mar após a explosão. Também segundo a organização humanitária, ainda há gente presa nos escombros e dentro de suas casas.

A emissora libanesa LBCI informou que o hospital Hôtel-Dieu de France, no centro da capital libanesa, atende a mais de 500 feridos. O governo da capital pede que os feridos sejam levados para atendimento em centros de saúde de fora da cidade.
Grande explosão atingiu capital libanesa, Beirute, nesta terça-feira (4) — Foto: Anwar Amro/AFPGrande explosão atingiu capital libanesa, Beirute, nesta terça-feira (4) — Foto: Anwar Amro/AFP
Há operações para retirar as pessoas da região, de acordo com agência oficial, a NNA.

Um fotógrafo da agência norte-americana Associated Press, que trabalha perto do porto de Beirute, contou ver pessoas feridas no chão e uma destruição generalizada no local. O primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison disse, em entrevista ao Channel 4 que há ao menos um australiano entre os mortos e que a Embaixada do país foi "fortemente comprometida".

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a explosão "se parece com um terrível ataque" e disse que seu país está pronto para ajudar. E o Itamaraty disse em nota que o Brasil se solidariza com as vítimas da explosão no porto de Beirute.

Emmanuel Macron, presidente da França, disse em uma rede social que vai enviar voluntários da defesa civil e médicos "o mais rapidamente" para apoiar os hospitais do Líbano no atendimento aos feridos em Beirute.
Enfermeiro cuida de mulher ferida em explosão na zona portuária de Beirute, no Líbano — Foto: IBRAHIM AMRO/AFPEnfermeiro cuida de mulher ferida em explosão na zona portuária de Beirute, no Líbano — Foto: IBRAHIM AMRO/AFP

Homem ferido é examinado por um bombeiro perto do local da explosão em um porto de Beirute nesta terça (4) — Foto: Anwar Amro/AFPHomem ferido é examinado por um bombeiro perto do local da explosão em um porto de Beirute nesta terça (4) — Foto: Anwar Amro/AFP

Imagens mostram coluna de fumaça após explosão em porto do Líbano nesta terça (4)
Imagens mostram coluna de fumaça após explosão em porto do Líbano nesta terça (4)

Coluna de fumaçam sobre Beirute, nesta terça (4). Uma grande explosão ocorreu na cidade — Foto: Reuters/Mohamed AzakirColuna de fumaçam sobre Beirute, nesta terça (4). Uma grande explosão ocorreu na cidade — Foto: Reuters/Mohamed Azakir

Veredito de julgamento

O Líbano vive um período de instabilidade política. No fim do ano passado, o primeiro-ministro Saad Al-Hariri renunciou. O país viveu um período com um vácuo de poder, até que Hassan Diab assumiu e anunciou a formação de um novo governo em janeiro.

Nesta sexta-feira (7), um tribunal apoiado pela ONU deve divulgar seu veredito no julgamento contra quatro homens acusados de terem participado do assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafic Hariri em 2005, uma etapa fundamental em um longo processo no qual os suspeitos continuam em liberdade.
Os réus, todos membros do movimento xiita do Hezbollah, estão sendo julgados à revelia pelo Tribunal Especial do Líbano (TSL), com sede em Haia, encarregado de ditar a sentença 15 anos após o atentado com um carro-bomba no centro de Beirute. Nele, morreram o bilionário sunita e outras 21 pessoas.

O assassinato de Hariri, pelo qual quatro generais libaneses foram inicialmente acusados, desencadeou uma onda de protestos que forçou a retirada das tropas sírias do país, após uma presença de 30 anos no país.

Em março deste ano, o país deu um calote em seus credores. O Líbano deveria reembolsar US$ 1,2 bilhão em títulos do Tesouro, dos quais uma parte significativa está nas mãos dos bancos e do Banco Central, e decidiu não fazer isso.
Bombeiros jogam água em um incêndio após explosão em Beirute, no Líbano — Foto: Mohamed Azakir/ReutersBombeiros jogam água em um incêndio após explosão em Beirute, no Líbano — Foto: Mohamed Azakir/Reuters

Embarcação brasileira


A Fragata Liberdade, da Marinha do Brasil, está no mar do Líbano, mas distante do local da explosão. A Marinha publicou uma nota na qual informou que os militares estão bem e não há feridos. A embarcação não estava na área do porto onde ocorreu a grande explosão.
"A Marinha do Brasil informa, com relação à explosão ocorrida em Beirute, hoje, que todos os militares componentes da Força Tarefa Marítima (UNIFIL) da MB estão bem e não há feridos. A Fragata Independência encontra-se operando no mar, normalmente. O navio estava distante do local onde ocorreu a explosão. Outras informações serão passadas tempestivamente." – Centro de Comunicação Social da Marinha

Contra-almirante afirma que nenhum militar brasileiro se feriu em explosão no Líbano
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