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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Arte rupestre mais antiga do mundo é identificada na Indonésia; veja IMAGEM

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Descoberta ajuda a reconstruir rotas de migração usadas há dezenas de milhares de anos.
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Por Roberto Peixoto, g1

Postado em 21 de Janeiro de 2.026 às 15h00m
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Arqueólogos buscam na arte rupestre a origem dos povos do Pantanal 

Uma simples silhueta de mão pintada na parede de uma caverna na Indonésia passou a ser considerada a arte rupestre mais antiga do mundo, superando em cerca de 15 mil anos um registro anterior encontrado na mesma região.

A silhueta tem pelo menos 67,8 mil anos e foi encontrada em uma caverna no sudeste da ilha de Sulawesi, a leste de Bornéu.

Segundo os pesquisadores por trás do estudo, o achado leva não só a uma revisão das datas da História da Arte rupestre como das rotas seguidas pelos primeiros grupos humanos até a Austrália (entenda mais abaixo).

A marca foi encontrada na caverna de Liang Metanduno, na ilha de Muna, em um conjunto de pinturas já conhecido por arqueólogos.

O que surpreendeu os pesquisadores, porém, não foi a silhueta de mão em si — registros semelhantes existem em diferentes partes do mundo —, mas a idade da imagem agora confirmada por novos métodos de datação.

Até então, o registro mais antigo de arte rupestre era outra pintura de Sulawesi, descoberta em 2024 pelo mesmo grupo de pesquisa.

Silhueta de mão com cerca de 67,8 mil anos encontrada em uma caverna em Muna, na ilha de Sulawesi, na Indonésia. — Foto: Max Aubert
Silhueta de mão com cerca de 67,8 mil anos encontrada em uma caverna em Muna, na ilha de Sulawesi, na Indonésia. — Foto: Max Aubert

Como foi feita confirmação?

Para estimar a idade da pintura, os pesquisadores analisaram depósitos minerais formados naturalmente na rocha ao longo do tempo.

Esses depósitos funcionam como uma espécie de camada protetora que se acumula muito lentamente sobre as paredes das cavernas.

Assim, ao analisar camadas de material formadas antes e depois da pintura, os pesquisadores conseguiram delimitar a idade mínima da silhueta, estimada em 67,8 mil anos.

Fora isso, o estudo também mostrou que a caverna de Liang Metanduno não foi usada apenas uma vez.

As evidências indicam que o local serviu como espaço de produção artística por um período extremamente longo, com pinturas feitas ao longo de pelo menos 35 mil anos, até cerca de 20 mil anos atrás.

O arqueólogo Adhi Agus Oktaviana ilumina a silhueta. — Foto: Fornecido por Max Aubert
O arqueólogo Adhi Agus Oktaviana ilumina a silhueta. — Foto: Fornecido por Max Aubert

Para os pesquisadores, isso aponta para uma tradição cultural mantida por muitas gerações, em um território estratégico para a história da ocupação humana no Sudeste Asiático.

“Nossa nova fase de pesquisa mostra que Sulawesi abrigou uma das culturas artísticas mais antigas e ricas do mundo, com origens que remontam ao início da ocupação humana da ilha, há pelo menos 67,8 mil anos”, afirmou o arqueólogo e geoquímico Maxime Aubert, um dos líderes do estudo.

Além da idade, a silhueta de mão apresenta também um detalhe incomum, uma modificação feita após a pintura original. Isso porque os contornos dos dedos foram alterados de forma intencional, ficaram mais estreitos e deram à imagem a aparência de uma garra.


Em achado inédito, James Webb dá pistas sobre mistério da astronomia: buraco negro ou estrela de nêutrons?

Ainda segundo os pesquisadores, essa modificação não parece acidental e sugere algum tipo de significado simbólico, ainda que não seja possível afirmar qual.

Aliado a isso, a nova datação fortalece a hipótese de uma chegada mais antiga dos primeiros humanos à Austrália.

Durante décadas, pesquisadores se dividiram entre a ideia de que essa ocupação ocorreu há cerca de 50 mil anos e a hipótese de que ela começou bem antes, há pelo menos 65 mil anos, quando a Austrália ainda fazia parte da antiga massa continental conhecida como Sahul, que incluía também a Tasmânia e a Nova Guiné.

Para os autores do estudo, contudo, a nova datação fortalece a hipótese de uma chegada mais antiga.

A interpretação é de que os grupos que produziram a arte em Sulawesi faziam parte de uma população maior que, ao longo de milhares de anos, se espalhou pelo Sudeste Asiático e acabou alcançando Sahul.

Entrada da caverna em Muna, na ilha de Sulawesi, na Indonésia. — Foto: Ratno Sardi
Entrada da caverna em Muna, na ilha de Sulawesi, na Indonésia. — Foto: Ratno Sardi

Os dados também ajudam a entender por onde esses grupos podem ter passado. Há duas rotas principais discutidas pelos pesquisadores: uma mais ao norte, passando por ilhas como Sulawesi e seguindo em direção à Nova Guiné, e outra mais ao sul, com travessias marítimas mais diretas até o norte da Austrália.

E a presença de uma arte tão antiga em Sulawesi reforça a importância da rota norte nesse processo.

A descoberta é resultado de um trabalho internacional liderado por cientistas da Griffith University (Austrália), em parceria com a agência nacional de pesquisa da Indonésia (BRIN) e a Southern Cross University.

Os dados foram reunidos ao longo de vários anos de pesquisas em campo e análises laboratoriais e publicados na revista científica "Nature".

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Campeonato Brasileiro de Cartola vai render R$ 500 mil ao vencedor: saiba tudo sobre a novidade!

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Competição está liberada para todos os cadastrados no game. Basta entrar na opção "Ligas Premiadas Cartola". Veja como será cada etapa para chegarmos ao grande campeão
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Por Cartola — Rio de Janeiro

Postado em 21 de Janeiro de 2.026 às 12h30m
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Campeonato Brasileiro de Cartola vai premiar vencedor com R$ 500 mil
Campeonato Brasileiro de Cartola vai premiar vencedor com R$ 500 mil

Atenção, cartoleiros e cartoleiras! Chegou para ficar uma competição que vai revolucionar o maior fantasy game do Brasil. Com o prêmio de R$ 500 mil (livre de impostos) para o vencedor, o Campeonato Brasileiro de Cartola vai viver a sua primeira edição. Uma dinâmica que tem fases distintas e que vai afunilar do início da disputa até a reta final. O melhor ou a melhor do Brasil em 2026 será conhecido (a) após passar por etapas de pontos corridos, liga clássica e confrontos de mata-mata. A regularidade será a chave para ir longe nessa disputa de tirar o fôlego.

+ Liga Premiada Mensal do Cartola vai premiar usuários FREE e PRO de acordo com níveis do game
+ Cartola PRO 2026 traz premiações exclusivas e mais ligas para jogar: confira todos os benefícios

Cami Campos, Rafael, Roberto Veloso e Aline Callandrini no evento de lançamento do Cartola, em São Paulo — Foto: Wilson Hebert
Cami Campos, Rafael, Roberto Veloso e Aline Callandrini no evento de lançamento do Cartola, em São Paulo — Foto: Wilson Hebert

A novidade foi anunciada com detalhes no evento de lançamento do Cartola, nesta quarta-feira (21), em São Paulo.

Para fazer parte dessa disputa basta entrar na opção "Ligas Premiadas Cartola" e aceitar os termos de uso. A partir daí é contigo. Seu desempenho pode ser recompensado no fim do ano.
Roberto Veloso comandou o evento de lançamento do Cartola, em São Paulo — Foto: Wilson Hebert
Roberto Veloso comandou o evento de lançamento do Cartola, em São Paulo — Foto: Wilson Hebert

CAMPEONATO DIVIDIDO POR ETAPAS

A primeira parte do Campeonato Brasileiro de Cartola será disputada em ligas de pontos corridos. Você terá nove adversários aleatórios, gerados automaticamente pelo sistema do game. Os confrontos contra esses nove cartoleiros vão ocorrer no sistema de ida e volta. Ou seja, essa liga vai durar 18 rodadas, (da 2ª a 19ª).

Veja 11 caras novas que jamais estiveram no Cartola

Em resumo, cada liga terá dez concorrentes, e os dois primeiros vão passar de fase. Lembrando que a liga de pontos corridos dá três pontos para cada vitória nos confrontos diretos. E a pontuação geral é critério de desempate. Portanto, 20% da liga premiada vão avançar à fase seguinte. Como exemplo, se a fase de pontos corridos tiver 10 mil cartoleiros, 2 mil deles vão seguir na disputa do Campeonato Brasileiro de Cartola.

— Foto: Arte
— Foto: Arte

A segunda fase da disputa será feita na tradicional liga clássica, a corrida natural por pontos conquistados a cada rodada no game. Independentemente do número de cartoleiros na liga, somente os 16 primeiros colocados vão avançar à etapa seguinte do Campeonato Brasileiro de Cartola.

É importante ressaltar que esta fase vai durar 15 rodadas (da 20 a 34). Uma média alta de pontuações - somada à regularidade - pode ser a chave para quem desejar seguir adiante na competição.

FASE FINAL

A reta final dessa emocionante disputará se dará numa liga mata-mata, afunilada com 16 participantes. Portanto, as quatro últimas rodadas (da 35 a 38) vão definir o grande campeão do Campeonato Brasileiro de Cartola. E que vai faturar R$ 500 mil, livre de impostos.

As oitavas de final serão na rodada 35. As quartas, na 36. A semifinal acontecerá na penúltima rodada, a 37. E a grande final vai rolar na rodada 38, com todos os holofotes para conhecermos o campeão ou a campeã.

— Foto: Arte
— Foto: Arte

A cobertura dessa fase final do Campeonato Brasileiro do Cartola será grandiosa, com espaço para os concorrentes nas principais mídias da Globo. Não virou cartoleiro (a) ainda? Não perca tempo e entre nas Ligas Premiadas do Cartola.

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Conheça a LaFerrari, carro com IPVA mais caro do Brasil e que foi o 1º híbrido da marca italiana

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O supercarro foi lançado em 2013 e tem só 499 unidades no mundo. Sistema híbrido conseguiu reduzir o consumo de combustível em 40%.
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 Por André Fogaça, g1 — São Paulo

Postado em 21 de Janeiro de 2.026 às 06h00m
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O IPVA mais caro do Brasil passa de R$ 1 milhão
O IPVA mais caro do Brasil passa de R$ 1 milhão 

O carro com o IPVA mais caro do Brasil é uma LaFerrari do DF, avaliada em R$ 35,6 milhões, com imposto de R$ 1.067.933,76. Para quem pensa em comprar uma unidade zero km, vale saber: todas as 499 unidades fabricadas já foram vendidas.

O superesportivo italiano também impressiona por outros números (além do IPVA milionário). Lançada em 2013, ela marcou história por ser o primeiro carro híbrido da Ferrari.

Graças ao sistema eletrificado, conseguiu ser ao mesmo tempo o modelo mais potente da marca e reduzir o consumo de combustível em 40%.

O motor a combustão é um V12 6.3 aspirado, montado na posição central. Ele entrega até 789 cv, com auxílio do sistema eletrificado, que eleva a potência total para 963 cv.

Ferrari LaFerrari — Foto: divulgação/Ferrari
Ferrari LaFerrari — Foto: divulgação/Ferrari

Com esse conjunto, a LaFerrari vai de 0 a 100 km/h em apenas 2,9 segundos e atinge 350 km/h de velocidade máxima.

Para conseguir lidar com tanto poder, os freios são de carbono cerâmica, combinação que garante maior capacidade de lidar com o calor gerado pelas fortes reduções de velocidade.

Ao todo, as 499 unidades da LaFerrari foram fabricadas entre 2013 e 2018. A última delas foi enviada da Itália para o Brasil por uma importadora e registrada em Santa Catarina.

Ferrari LaFerrari

Ferrari LaFerrari — Foto: divulgação/Ferrari

Ferrari LaFerrari — Foto: divulgação/Ferrari

Ferrari LaFerrari — Foto: divulgação/Ferrari

Ferrari LaFerrari — Foto: divulgação/Ferrari

Ferrari LaFerrari — Foto: divulgação/Ferrari

Ferrari LaFerrari — Foto: divulgação/Ferrari

Ferrari LaFerrari — Foto: divulgação/Ferrari
Ferrari LaFerrari — Foto: divulgação/Ferrari

Ferrari LaFerrari

Ferrari LaFerrari

Ferrari LaFerrari

Ferrari LaFerrari

Ferrari LaFerrari

Ferrari LaFerrari

Ferrari LaFerrari

Mesmo sendo um carro praticamente feito à mão, a LaFerrari já teve problemas de fabricação, todos corrigidos por meio de recalls:

  • Algumas unidades apresentaram problemas no tanque de combustível, com risco de incêndio. A Ferrari substituiu o componente;
  • Algumas unidades tiveram os assentos substituídos em recall por falha na capacidade do material de absorver energia;
  • Algumas unidades exibiam informações incorretas nos sensores de pressão dos pneus;
  • Algumas unidades também tiveram o airbag do passageiro substituído.
Veja abaixo a ficha técnica do superesportivo.









 Ferrari LaFerrari — Foto: divulgação/Ferrari

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Alemanha cobra redes sociais por imagens falsas de IA que banalizam o Holocausto

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Governo alemão e instituições memoriais defendem identificação e remoção de conteúdos falsos gerados por IA
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TOPO
Por Reuters

Postado em 19 de Janeiro de 2.025 às 11h00m
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Mulher observa Memorial do Holocausto em Berlim, na Alemanha. — Foto: AP
Mulher observa Memorial do Holocausto em Berlim, na Alemanha. — Foto: AP

O governo da Alemanha e instituições de memória do Holocausto exigiram que plataformas de redes sociais parem de disseminar imagens falsas que, segundo eles, distorcem e banalizam a história.

Memoriais de campos de concentração e centros de documentação manifestaram profunda preocupação, em uma carta divulgada nesta semana, com a onda do chamado AI slop — imagens falsas geradas por inteligência artificial — sobre o assassinato de mais de seis milhões de judeus pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

Entre os conteúdos citados estão ilustrações altamente emocionais de episódios inventados, como encontros entre prisioneiros de campos de concentração e seus libertadores ou crianças atrás de arame farpado.

“O conteúdo gerado por IA distorce a história por meio da trivialização e da kitschificação”, diz a carta, datada de 13 de janeiro. Segundo as instituições, essas imagens também contribuem para aumentar a desconfiança dos usuários em relação a documentos históricos autênticos.

O ministro da Cultura e da Mídia da Alemanha, Wolfram Weimer, afirmou que apoia os esforços das instituições memoriais para que imagens geradas por IA sejam claramente identificadas e, quando necessário, removidas.

“Essa é uma questão de respeito pelos milhões de pessoas que foram mortas e perseguidas sob o regime de terror nazista”, disse ele em um e-mail enviado à Reuters.

Empresas de inteligência artificial, especialmente a xAI, de Elon Musk, responsável pelo chatbot Grok — também enfrentam pressão após a circulação online de milhares de imagens deepfake sexualizadas de mulheres e menores de idade.

As instituições memoriais afirmam que parte dessas imagens é criada para gerar engajamento e lucro, enquanto outra parte tem o objetivo de “diluir fatos históricos, inverter os papéis de vítimas e perpetradores ou espalhar narrativas revisionistas”.

Entre as instituições signatárias estão centros memoriais de Bergen-Belsen, Buchenwald, Dachau e outros campos de concentração onde judeus foram mortos, assim como outras pessoas, incluindo ciganos e sinti, minorias sexuais e pessoas com deficiência.

Segundo elas, as plataformas de mídia social devem agir de forma proativa contra imagens falsas geradas por IA sobre o Holocausto, em vez de esperar que usuários façam denúncias. As medidas defendidas incluem a identificação clara desse tipo de conteúdo e a proibição de sua monetização.

A disseminação de AI slop de baixa qualidade, que pode incluir textos, imagens ou vídeos falsos, tem despertado o alerta de especialistas, que temem que esse material polua o ambiente informativo e torne cada vez mais difícil para os usuários distinguir o que é verdadeiro do que é falso.

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Cinco mil produtos brasileiros terão imposto zero na União Europeia com acordo com Mercosul em vigor, diz CNI

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Entidade diz que tratado amplia 8% para 36% o acesso de produtos brasileiros ao comércio mundial e cria um novo patamar de inserção internacional para a indústria nacional.
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Por Pedro Henrique Gomes, Alexandro Martello, g1 — Brasília

Postado em 19 de Janeiro de 2.026 às 06h00m
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Acordo Mercosul-UE abre caminho para preços menores
Acordo Mercosul-UE abre caminho para preços menores

Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que mais de cinco mil produtos brasileiros terão imposto de importação zerado na União Europeia assim que o acordo entre Mercosul e União Europeia entrar em vigor.

Segundo a CNI, 54,3% dos produtos negociados no âmbito do acordo terão imposto de importação zerado na União Europeia logo na entrada em vigor do tratado. Já do lado do Mercosul, o Brasil terá prazos mais longos para a redução tarifária.

🌎 De acordo a entidade, a medida amplia de forma significativa o acesso do Brasil ao comércio global e cria um novo patamar de inserção internacional para a indústria nacional.

📈 Os acordos preferenciais e de livre comércio dos quais o Brasil participa atualmente cobrem cerca de 8% das importações mundiais de bens segundo a CNI. Com a entrada em vigor do acordo com a União Europeia, esse percentual deve subir para 36%, considerando que o bloco europeu respondeu por 28% do comércio global em 2024.

"Já do lado do Mercosul, o Brasil terá prazos mais longos, entre 10 e 15 anos, para reduzir tarifas de 44,1% dos produtos (4,4 mil itens), assegurando uma transição gradual e previsível", afirmou a CNI.

Para a confederação, esse desenho garante uma transição considerada previsível para a indústria brasileira, permitindo ajustes produtivos e tecnológicos antes da abertura total de alguns setores.

Indústria concentra o comércio entre Brasil e União Europeia

Os dados citados pela CNI mostram que a indústria sustenta a maior parte do comércio bilateral entre Brasil e União Europeia. Nas exportações brasileiras ao bloco europeu, 46,3% corresponderam a bens industriais.

Considerando apenas os insumos industriais, a participação foi de 56,6% das importações e de 34,2% das exportações em 2024, reforçando, segundo a CNI, a complementaridade entre as economias e o papel do acordo na modernização da indústria nacional.

Contêineres em porto no RJ — Foto: Reprodução/TV Globo
Contêineres em porto no RJ — Foto: Reprodução/TV Globo

💵 Em 2024, a União Europeia foi destino de US$ 48,2 bilhões das exportações brasileiras, o equivalente a 14,3% do total exportado pelo país, mantendo-se como o segundo principal mercado externo do Brasil.

💰 No mesmo período, o bloco respondeu por US$ 47,2 bilhões das importações brasileiras, o que representou 17,9% do total. Do lado das importações, 98,4% dos produtos provenientes da União Europeia foram bens da indústria de transformação.

Negociação iniciada em 1999

As tratativas começaram em 1999 e passaram por períodos de paralisação, retomadas e revisões técnicas e políticas ao longo dos anos.

O tratado prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas sobre mais de 90% do comércio entre os dois blocos, com prazos diferenciados para setores considerados sensíveis.

A expectativa é de que os efeitos econômicos ocorram de forma progressiva, à medida que as etapas de implementação forem concluídas e o acordo seja ratificado.

Lula não comparece à cerimônia de assinatura no Paraguai

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não participou da cerimônia de assinatura do acordo em Assunção. O Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Lula permaneceu no país e cumpriu agenda oficial em Brasília.

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