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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Vendas no varejo caem 6,1% em dezembro, mas crescem em 2020 pelo 4º ano seguido

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Queda foi a maior já registrada para um mês de dezembro de toda a série histórica do IBGE. No ano, setor fechou com alta de 1,2%, mas vendas do comércio varejista ampliado, que inclui veículos e material de construção, caíram 1,5%.  
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Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, G1 — São Paulo e Rio de Janeiro  
10/02/2021 09h00 Atualizado há 2 horas
Postado em 10 de fevereiro de 2021 às 11h05m


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Vendas fecham pelo quarto ano seguido em alta de 1,2%, mostra IBGE
Vendas fecham pelo quarto ano seguido em alta de 1,2%, mostra IBGE

As vendas do comércio varejista fecharam 2020 acumulando um crescimento de 1,2% na comparação com o ano anterior, segundo divulgou nesta quarta-feira (10) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Foi a quarta alta anual consecutiva do setor, mas a taxa mais fraca dos últimos 4 anos.

Em dezembro, houve queda de 6,1% na comparação com novembro, o segundo recuo mensal consecutivo. Foi o maior tombo para um mês de dezembro de toda a série histórica, iniciada em 2000. Já no confronto com dezembro de 2019, houve alta de 1,2%, a sexta taxa positiva consecutiva nesta base de análise.

"Com o recuo de dezembro, as vendas do varejo se igualaram ao patamar de fevereiro, período pré-pandemia", informou o IBGE. O nível de atividade do setor encerrou o ano 6,2% abaixo do ponto mais alto da série histórica, registrado em outubro de 2020.

Comércio varejista fecha 2020 com alta; foi o quarto crescimento seguido, mas o menos intenso desse período — Foto: Economia/G1
Comércio varejista fecha 2020 com alta; foi o quarto crescimento seguido, mas o menos intenso desse período — Foto: Economia/G1

O resultado de dezembro veio bem abaixo do esperado. A expectativa em pesquisa da Reuters era de queda de 0,5% na comparação mensal e de avanço de 6% sobre um ano antes.

Apesar da perda de fôlego na reta final de 2020, o comércio se mostrou um dos destaques da retomada da economia brasileira, após a pandemia de Covid-19 ter derrubado a economia global. A produção industrial brasileira, por exemplo, encerrou 2020 com um tombo de 4,5%. Já os dados do setor de serviços, o mais afetado pela crise do coronavírus, serão divulgados nesta quinta-feira (11).

Queda de 0,2% no 4º trimestre

O balanço positivo no acumulado de 2020 veio após um primeiro semestre de queda (-3,2%) e um segundo semestre de alta (5,1%).

A análise trimestral aponta, porém, que o comércio fechou o quarto trimestre com queda de 0,2% na comparação com o terceiro trimestre. Foi a terceira taxa negativa do ano. A única alta foi registrada no terceiro trimestre (15,5%). No segundo trimestre, a queda havia sido de 8,5%, enquanto no primeiro, de -1,3%.

Ao fechar o levantamento do setor para o ano de 2020, o IBGE revisou os resultados mensais, na comparação com o mês imediatamente anterior, de janeiro a outubro. As revisões mais expressivas foram dos meses de abril, que passou de uma queda de 16,6% para -17,2%, de maio, cuja alta passou de 12% para 13,3%, e de junho, cujo crescimento passou de 8,4% para 7,9%.

Comércio registra de 6,1% nas vendas na passagem de novembro para dezembro — Foto: Economia/G1
Comércio registra de 6,1% nas vendas na passagem de novembro para dezembro — Foto: Economia/G1

Impacto da inflação e da redução do auxílio emergencial

Segundo o IBGE, além da redução do auxílio emergencial, outro fator que pesou no desempenho do comércio nos últimos meses do ano foi a inflação dos alimentos.

O que acontece nos mercados influencia bastante a pesquisa. E, por conta dos resultados recentes do IPCA, o volume de vendas acabou sendo afetado, explicou o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, destacando que as vendas de supermercados representam quase a metade do resultado total do indicador geral de vendas do comércio.

Em dezembro, todas as atividades do comércio registraram queda na comparação com novembro. Os maiores tombos foram nas vendas de outros artigos de uso pessoal e doméstico (-13,8%), tecidos, vestuário e calçados (-13,3%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-6,8%). Nos hipermercados e supermercados, o recuo foi de 0,3%.

Para Lisandra Barbero, economista da XP, também contribuiu para o tombo histórico em dezembro a "antecipação do consumo de bens semiduráveis e duráveis ​​durante a pandemia, que reduziu as compras típicas de final de ano".

Veja o desempenho de cada um dos segmentos em dezembro:

  • Combustíveis e lubrificantes: -1,5%
  • Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: -0,3%
  • Tecidos, vestuário e calçados: -13,3%
  • Móveis e eletrodomésticos: -3,7%
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: -1,6%
  • Livros, jornais, revistas e papelaria: -2,7%
  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: -6,8%
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: -13,8%
  • Veículos, motos, partes e peças: -2,6% (varejo ampliado)
  • Material de construção: -1,8% (varejo ampliado)
  • 5 das 10 atividades fecham o ano em queda

Entre as atividades do comércio varejista ampliado, 5 tiveram alta, com destaque para material de construção (10,8%), móveis e eletrodomésticos (10,6%), artigos farmacêuticos (8,3%) e supermercados (4,8%) – todas elas beneficiadas pelo maior número de pessoas em casa e mudanças no padrão de consumo.

Do lado das quedas, os maiores tombos foram nas vendas de livros, jornais, revistas e papelaria (-30,6%) e de tecidos, vestuário e calçados (-22,7%), impactadas pela menor circulação de pessoas após a pandemia, fechamento de lojas físicas e substituição dos produtos impressos pelos de meio eletrônico.

Metade das 10 atividades do comércio ampliado fecharam 2020 no campo negativo, aponta IBGE — Foto: Economia/G1
Metade das 10 atividades do comércio ampliado fecharam 2020 no campo negativo, aponta IBGE — Foto: Economia/G1

Comércio varejista ampliado tem 1ª queda em 4 anos

No comércio varejista ampliado, que inclui "Veículos, motos, partes e peças" e de "Material de construção", o volume de vendas caiu 3,7% em dezembro – a primeira taxa negativa em 8 meses – e fechou o ano em queda de 1,5%. Foi o primeiro recuo anual desde 2016, quando caiu 8,7%.

Ainda para o varejo ampliado, o volume de vendas caiu 3,7% em relação a novembro, descontando parte de sete meses consecutivos de acréscimos. Já em relação a dezembro de 2019, o varejo ampliado cresceu 2,6%, sexta taxa positiva consecutiva.

Perspectivas para 2021

Apesar da perspectiva de retomada da economia em 2021, analistas têm destacado que uma reação mais forte depende do controle da pandemia e também de uma recuperação consistente do mercado de trabalho.

Os dados mais recentes divulgados pelo IBGE mostram que o desemprego teve queda no país por dois meses seguidos, mas ainda atinge mais de 14 milhões de brasileiro.

Indicadores antecedentes têm apontado também uma desaceleração da atividade econômica neste começo de ano em meio ao término das medidas de auxílio governamental. O índice que mede a confiança do comércio da Fundação Getulio Vargas caiu em janeiro pela quarta vez seguida.

"Entendemos que o setor deve continuar perdendo fôlego, em meio à alta da inflação de alimentos e principalmente à redução dos incentivos fiscais. No entanto, sinais de aumento da poupança circunstancial por parte das famílias mais ricas e condições de crédito positivas podem ajudar a preencher parcialmente essa lacuna", avaliou Barbero.

Para 2021, o mercado financeiro reduziu de 3,50% para 3,47% a previsão para a alta do Produto Interno Bruto (PIB), abaixo da média mundial, em meio a persistentes preocupações com a situação fiscal do país, que limita os investimentos públicos e o espaço no orçamento para estímulos econômicos.

Vendas no comércio caíram em janeiro; lojistas da capital reclamam da fase vermelha
Vendas no comércio caíram em janeiro; lojistas da capital reclamam da fase vermelha

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ES teve maior recuo na indústria em 2020; setor de veículos de SP puxou queda nacional

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Somente Pernambuco, Rio de Janeiro e Goiás registraram crescimento na comparação com 2019.  
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Por G1 — Rio de Janeiro  
09/02/2021 09h01 Atualizado há 6 horas
Postado em 10 de fevereiro de 2021 às 10h00m


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Indústria automotiva, sobretudo de São Paulo, puxou tombo da indústria nacional em 2020, segundo o IBGE — Foto: Shutterstock
Indústria automotiva, sobretudo de São Paulo, puxou tombo da indústria nacional em 2020, segundo o IBGE — Foto: Shutterstock

A produção industrial brasileira fechou o ano de 2020 com queda em 12 dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam os dados divulgados nesta terça-feira (9).

De acordo com o IBGE, dos 12 locais com queda na produção, em sete o recuo foi mais intenso que o total da indústria. A maior queda foi registrada no Espírito Santo, de 13,9% - mais do dobro da registrada no Ceará, que registrou o segundo maior recuo, de 6,1%.

Somente Pernambuco, Rio de Janeiro e Goiás registraram crescimento da indústria na comparação com 2019.

Sete dos 12 locais com queda na produção industrial em 2020 tiveram recuo mais intenso que a média nacional  — Foto: Economia/G1
Sete dos 12 locais com queda na produção industrial em 2020 tiveram recuo mais intenso que a média nacional — Foto: Economia/G1

De acordo com o analista da pesquisa, Bernardo Almeida, o baixo desempenho capixaba é explicado pelos segmentos extrativo e metalúrgico.

"O setor extrativo tem uma boa concentração na indústria capixaba, então qualquer movimento dele impacta o setor como um todo. Esse resultado se deu, principalmente, pela queda na produção de minério de ferro. Temos também o setor metalúrgico, complementar ao extrativo, que também teve baixo desempenho na indústria local, puxado pela produção de produtos siderúrgicos", apontou. 
Setor de veículos de SP puxa queda nacional

Ao apresentar os dados da indústria nacional, o IBGE já havia adiantado que o maior impacto na queda do setor partiu do segmento de veículos automotores. Ao divulgar os dados regionalizados, o instituto enfatizou que foi de São Paulo, o maior parque industrial do país, a principal influência negativa na produção de veículos.

Mesmo vindo de oito meses seguidos de resultados positivos, logo após as paralisações que aconteceram devido às medidas mais restritivas de isolamento social, o setor de veículos paulista fecha o ano no campo negativo. Isso é atribuído à baixa produção de automóveis, autopeças e, também, caminhões, apontou o analista da pesquisa, Bernardo Almeida.

A indústria paulista representa, segundo o IBGE, São Paulo, 34% da produção nacional. Por isso, embora não tenha registrado a maior queda entre os 15 locais pesquisados, ela acaba tendo a maior influência no baixo desempenho do setor como um todo.

O IBGE enfatizou, ainda, que não foi somente a atividade de veículos que teve resultado negativo em São Paulo ao longo de 2020.

O estado também teve queda na produção de máquinas e equipamentos, principalmente na produção de máquinas para trabalhar matéria-prima na fabricação de pasta de celulose, e também retração na produção de rolamentos para equipamentos industriais, destacou Almeida.

O IBGE ressaltou que o segundo local que mais influenciou a queda no acumulado do ano na produção industrial foi o Rio Grande Sul, também por causa da retração no setor de veículos automotores, com queda na produção de automóveis, autopeças e carrocerias para ônibus. Mas o segmento de couro, relevante na indústria gaúcha, também teve baixo desempenho no ano.

Dentro da indústria gaúcha, temos também o setor de produtos de couro, artigos de viagens e calçados, que é bastante atuante dentro da indústria gaúcha e teve queda na produção de calçados femininos de couro e de material sintético, apontou o analista da pesquisa. 
Alimentos puxa alta da indústria pernambucana

Dos três locais que fecharam 2020 com saldo positivo, o grande destaque ficou com Pernambuco. Segundo o IBGE, o bom desempenho foi pressionado, sobretudo, pelas atividades de produtos alimentícios.

Houve aumento na produção de açúcar cristal, açúcar VHP e também de açúcar refinado de cana. Já um setor secundário nesse crescimento é o de produção de bebidas, que teve aumento na produção de cervejas e chopes, refrigerantes e aguardente de cana-de-açúcar, explicou o analista da pesquisa Bernardo Almeida.

Os outros dois locais com resultado positivo no acumulado do ano foram Rio de Janeiro e Goiás. Na indústria fluminense, o destaque foi a indústria extrativa. Já na goiana, o bom desempenho também foi puxado pela indústria alimentícia.

A indústria fluminense acaba fechando o ano com um crescimento bem tímido, sendo impulsionado, principalmente, pelo setor extrativo, devido ao aumento na extração de óleos brutos de petróleo e gás natural. Em segundo plano, temos a indústria farmacêutica, com aumento na produção de medicamentos, apontou o pesquisador.

Entre novembro e dezembro, 11 locais tiveram alta

Na passagem de novembro para dezembro, a indústria nacional avançou 0,9%, sendo o oitavo mês seguido de alta. Nesta base de comparação, 11 dos 15 locais pesquisados registraram alta da produção.

Segundo o IBGE, o resultado positivo disseminado entre as regiões pesquisadas refletiu "em grande medida, a ampliação do movimento de retorno à produção de unidades produtivas, após a adoção de medidas de combate à pandemia de Covid-19".

Maioria das regiões tiveram alta da produção industrial na passagem de novembro para dezembro — Foto: Economia/G1
Maioria das regiões tiveram alta da produção industrial na passagem de novembro para dezembro — Foto: Economia/G1

Espírito Santo e Ceará foram os locais com os melhores resultados na passagem de novembro para dezembro, seguidos por Pará, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Paraná.

Já Bahia, Amazonas, Pernambuco e Goiás foram os quatro locais com recuo na produção.

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terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

IPCA: inflação oficial desacelera para 0,25% em janeiro, menor taxa desde agosto

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Queda no preço da energia elétrica foi o que mais contribuiu para índice perder força. No acumulado em 12 meses, porém, IPCA tem alta de 4,56% e está acima da meta central para o ano, que é de 3,75%. 
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Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, G1 — São Paulo e Rio de Janeiro  
09/02/2021 09h00 Atualizado há 2 horas
Postado em 09 de fevereiro de 2021 à 11h00m


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IPCA desacelera para 0,25% em janeiro
IPCA desacelera para 0,25% em janeiro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, avançou 0,25% em janeiro, depois de ter subido 1,35% em dezembro, segundo divulgou nesta terça-feira (9) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Trata-se da menor taxa mensal desde agosto de 2020 (0,24%), embora ela permaneça acima do centro da meta em 12 meses.

Os preços da energia elétrica iniciaram o ano em queda e ajudaram a aliviar a inflação. Por outro lado, alimentos e bebidas continuam a puxar os preços para cima, ainda que com menos força.

IPCA - Inflação oficial mês a mês — Foto: Economia G1
IPCA - Inflação oficial mês a mês — Foto: Economia G1

A inflação oficial de janeiro ficou abaixo da expectativa do mercado. Pesquisa da Reuters projetava um avanço de 0,31%.

Energia elétrica recua 5,6%

O item que mais contribuiu para a inflação perder força em janeiro foi energia elétrica, que teve queda de 5,60% e representou o maior impacto negativo no índice do mês (-0,26 ponto percentual).

"Após a vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 2 em dezembro, passou a vigorar em janeiro a bandeira amarela. Assim, em vez do acréscimo de R$ 6,243 por cada 100 quilowatts-hora, o consumidor passou a pagar um adicional bem menor, de R$ 1,343. O que resultou em uma deflação (-1,07%) no grupo Habitação, do qual esse item faz parte", destacou o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov.

A maior pressão veio mais uma vez do grupo Alimentação e bebidas, que registrou avanço de 1,02% em janeiro, embora tenha desacelerado a alta na comparação com dezembro (1,74%).

Dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados, 7 tiveram avanço nos preços em janeiro. Confira:

  • Alimentação e bebidas: 1,02%
  • Habitação: -1,07%
  • Artigos de residência: 0,86%
  • Vestuário: -0,07%
  • Transportes: 0,41%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,32%
  • Despesas pessoais: 0,39%
  • Educação: 0,13%
  • Comunicação: 0,02%

Além dos custos com habitação, outro grupo que registrou deflação em janeiro foi o de Vestuário (-0,07%), após alta de 0,59% em dezembro, quando as vendas do setor tradicionalmente se aquecem em razão das festas de final de ano.

Menor espalhamento da alta de preços

O índice de difusão do IPCA desacelerou na passagem de dezembro para janeiro. Segundo o gerente da pesquisa, ele reflete o espalhamento da alta de preços entre os 377 subitens pesquisados. Em dezembro, este índice havia sido de 72%, caindo para 66% em janeiro.

Espalhamento da alta de preços desacelerou na passagem de dezembro para janeiro, segundo o IBGE — Foto: Economia/G1
Espalhamento da alta de preços desacelerou na passagem de dezembro para janeiro, segundo o IBGE — Foto: Economia/G1

Alta de 4,56% em 12 meses

Em 12 meses, o IPCA passou a acumular alta de 4,56%, acima dos 4,52% observados nos 12 meses anteriores e da meta central do governo para o ano, que é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Cebola e tomate são destaques de alta

Os alimentos para consumo no domicílio, que haviam subido 2,12% no mês anterior, desaceleraram a alta para 1,06% em janeiro. Já a alimentação fora do domicílio seguiu movimento inverso, passando de 0,77% em dezembro para 0,91% em janeiro, pressionada principalmente pela alta do lanche (1,83%).

Os destaques de alta entre os alimentos no mês de janeiro foram cebola (17,58%) e tomate (4,89%), que haviam recuado no mês anterior. No lado das quedas, houve queda nos preços de carnes (-0,08%), leite longa vida (-1,35%) e óleo de soja (-1,08%) – que acumulou alta de 103,79% em 2020.

Segundo o IBGE, o recuo nos preços das carnes, que em dezembro haviam registrado alta de 3,58%, pode ser um reflexo do fim do auxílio emergencial.

De fato, o Auxílio Emergencial ajudou a sustentar uma alta dos alimentícios ao longo do ano passado, porque esses recursos são geralmente direcionados para o consumo de produtos essenciais. Essa deflação das carnes em janeiro pode ter a ver com a redução do benefício, mas pode ter outras influências do próprio mercado que a gente precisa aguardar para analisar melhor, disse Kislanov.

O pesquisador lembrou, no entanto, que nos primeiros quatro meses de 2020 as carnes também registraram deflação, depois de terem registrado aumento expressivo de 18,06% em dezembro de 2019.

Combustíveis mais caros

Embora o custo do grupo transportes tenha desacelerado a alta, os preços dos combustíveis avançaram 2,13%, apresentando variação superior à do mês passado (1,56%), com destaque para gasolina (2,17%) e óleo diesel (2,60%).

Já o preço do gás de botijão subiu 3,19% em janeiro, o oitavo mês consecutivo de alta.

Os preços dos automóveis novos (1,31%) também subiram em janeiro.

Itens de casa e planos de saúde

Em Artigos de residência, o maior impacto veio dos itens de mobiliário (1,48%), que acumulam alta de 8,82% nos últimos cinco meses. Na sequência, destaque para a alta nos preços de eletrodomésticos e equipamentos (1,58%) e de artigos de cama, mesa e banho (1,27%).

No grupo Saúde e cuidados pessoais, o maior impacto veio do item plano de saúde (0,66%), que estavam com reajuste suspenso em 2020 e terão agora em 2021 aumentos retroativos. Em janeiro, foi incorporada a primeira parcela da fração mensal do reajuste anual suspenso em 2020.

Inflação de serviços desacelera

A inflação de serviços desacelerou de 0,83% em dezembro para 0,07% em janeiro. Segundo o gerente da pesquisa, o resultado foi puxado pela queda de 19,93% no preço das passagens aéreas, que havia registrado alta de 28,05% no mês anterior.

Também teve impacto relevante nessa desaceleração o preços dos transportes por aplicativo, que tiveram queda de 12,08% em janeiro, depois de terem avançado 13,20% em dezembro.

Meta de inflação e perspectivas para 2021

Para 2021, o mercado financeiro subiu de 3,53% para 3,60% a previsão para o IPCA, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central. Neste ano, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Em 2020, pressionado pelos preços dos alimentos, o IPCA ficou em 4,52%, acima do centro da meta para o ano, que era de 4%, mas dentro do intervalo de tolerância. Foi a maior inflação anual desde 2016.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), atualmente em 2% – mínima histórica.

Os analistas do mercado projetam uma Selic em 3,5% no final de 2021, o que pressupõe alta da Selic no decorrer do ano. Parte dos analistas projetam uma elevação da taxa básica de juros já em março.

Para Felipe Sichel, estrategista-chefe do banco Modalmais, o resultado do IPCA de janeiro "retira um pouco da pressão de curto prazo em cima do Banco Central na medida em que preços livres desaceleram, mas as pressões em subjacentes permanecem".

Inflação por região do país

Das 16 áreas pesquisadas pelo IBGE, apenas duas registraram deflação em janeiro. O menor resultado ficou com o município de Goiânia (-0,17%), influenciado pela queda de 7,53% na energia elétrica. Em Belém, houve variação negativa de 0,03%.

Já o maior índice foi registrado no município de Campo Grande (0,53%), onde pesaram as altas da gasolina (2,42%) e da taxa de água e esgoto (4,90%).

Em São Paulo e no Rio de Janeiro, as taxas foram de 0,24% e 0,18%, respectivamente.

INPC varia 0,27% em janeiro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC, usado como referência para o reajuste dos benefícios previdenciários, teve alta de 0,27% em janeiro, contra 1,46% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula alta de 5,53%, acima dos 5,45% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Paulistanos têm dificuldades pra equilibrar contas com alta da inflação
Paulistanos têm dificuldades pra equilibrar contas com alta da inflação

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

A fascinante descoberta da rede de 'estradas celestiais' que poderia revolucionar viagens espaciais

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Usando simulações de computador, um grupo de astrônomos e engenheiros detectou uma série de corredores gravitacionais que aceleram o caminho de objetos que cruzam o sistema solar. 
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TOPO
Por BBC  
08/02/2021 11h20 Atualizado há 1 horas
Postado em 08 de fevereiro de 2021 às 12h25m


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No futuro, as rodovias espaciais podem permitir viagens espaciais super-rápidas — Foto: Getty Images via BBC
No futuro, as rodovias espaciais podem permitir viagens espaciais super-rápidas — Foto: Getty Images via BBC

Se você já teve o prazer de dirigir rápido em uma estrada vazia, imagine fazer o mesmo percorrendo uma via expressa no espaço.

Em um estudo recente, um grupo de astrônomos afirma ter descoberto uma rede de "rodovias celestiais" que permitiria que espaçonaves fossem enviadas a partes remotas do sistema solar a uma velocidade sem precedentes.

Os cálculos dos pesquisadores mostram que um asteroide pode viajar de Júpiter a Netuno em menos de uma década por meio dessas supervias.

Um objeto que viaja por um século por uma rodovia celestial poderia completar uma distância de 15 bilhões de quilômetros, o que equivale a 100 vezes a distância entre a Terra e o Sol.

Mas como funcionam essas estradas cósmicas e o que elas nos ensinam sobre o universo?

Interação entre a gravidade dos planetas forma arcos que se estendem ao longo dos coletores espaciais — Foto: NATAŠA TODOROVIĆ, DI WU, AARON J. ROSENGREN
Interação entre a gravidade dos planetas forma arcos que se estendem ao longo dos coletores espaciais — Foto: NATAŠA TODOROVIĆ, DI WU, AARON J. ROSENGREN

Um corredor invisível

"Para simplificar, essas rodovias são produzidas pelos planetas", diz Aaron Rosengren, um dos autores do estudo e professor de engenharia mecânica e aeroespacial na Universidade da Califórnia, em San Diego, nos Estados Unidos.

Essas rotas expressas são formadas devido à atração gravitacional entre os planetas, criando assim um corredor invisível que se estende do cinturão de asteroides localizado entre as órbitas de Júpiter e Marte, para além de Urano.

Especialistas já sabiam que vias expressas existem no espaço, mas só agora descobriram que podem ser conectadas entre si, como um complexo sistema de estradas — Foto: Getty Images via BBC
Especialistas já sabiam que vias expressas existem no espaço, mas só agora descobriram que podem ser conectadas entre si, como um complexo sistema de estradas — Foto: Getty Images via BBC

Usando simulações de computador e analisando milhões de órbitas no sistema solar, os especialistas notaram que arcos são formados ao redor de cada planeta, que por sua vez formam o que eles chamam de "coletores espaciais".

Os arcos e coletores são produzidos pela interação da gravidade entre dois objetos que estão em órbita.

Dessa forma, um "corredor gravitacional" é gerado, como descreve Shane Ross, um engenheiro aeroespacial da Virginia Tech University, em um artigo no portal Live Science.

Este vídeo mostra uma simulação de como os arcos são formados ao longo de um coletor espacial durante um período de 120 anos.

Embora sejam invisíveis, as simulações de computador mostraram como a trajetória de partículas que se aproximaram de planetas como Júpiter, Urano ou Netuno foi afetada ao entrar nos coletores.

Além disso, eles observaram que "cada planeta gera esses arcos e todas essas estruturas podem interagir umas com as outras para produzir rotas de transporte complexas", explica Rosengren.

Os cientistas já sabiam que cada planeta pode formar seu próprio "circuito de estradas celestiais", mas só agora descobriram que essas rotas podem se cruzar com as de outros planetas e, assim, formar uma rede mais complexa.

A grande rodovia de Júpiter

O maior número de rodovias detectadas pelos pesquisadores foi encontrado na área para onde influem as forças gravitacionais de Júpiter, o maior planeta do sistema solar.

Maior número de rodovias celestes foi encontrado em Júpiter — Foto: NASA/JPL/UNIVERSIDADE DO ARIZONA
Maior número de rodovias celestes foi encontrado em Júpiter — Foto: NASA/JPL/UNIVERSIDADE DO ARIZONA

Coletores de Júpiter poderia ser a explicação para o comportamento de cometas e asteroides que tendem a pairar em torno do planeta antes de filmar fora de órbita.

"É incrível como os coletores que emanam de Júpiter podem penetrar no sistema solar", escreve Rosengren no Live Science.

O passo seguinte

Entender como essa rede de rodovias funciona, incluindo aquelas próximas à Terra, pode ser a chave para usá-las como rotas rápidas para viagens espaciais que podem ir mais longe em menos tempo.

Além disso, explicam os autores do estudo, pode ser útil monitorar a trajetória de objetos que podem colidir com nosso planeta, bem como monitorar o número crescente de satélites artificiais que flutuam entre a Terra e a Lua.

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domingo, 7 de fevereiro de 2021

Casa mais estreita de Londres à venda por US$ 1,3 milhão

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A casa tem cinco andares e 1,7 metro de largura. Originalmente, era um depósito de chapéus. 
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Por France Presse  
07/02/2021 13h17 Atualizado há 2 horas
Postado em 07 de fevereiro de 2021 às 15h20m


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Reprodução de página da agência imobiliária que anuncia a casa mais fina de Londres — Foto: Reprodução
Reprodução de página da agência imobiliária que anuncia a casa mais fina de Londres — Foto: Reprodução

Localizada entre um salão de beleza e um consultório médico, a casa mais estreita de Londres, com apenas 1,7 metros de largura, está à venda por US$ 1,3 milhão (quase R$ 7 milhões, na cotação atual).

A casa tem cinco andares e é localizada no bairro de Shepherd's Bush. Originalmente, era um depósito de chapéus, com dois cômodos para armazenar mercadorias e quartos nos andares superiores. Como uma referência ao seu passado, a casa manteve sua pequena vitrine, adornada com um abajur em forma de chapéu-coco.

Para David Myers, diretor de vendas da agência responsável pelo imóvel, o preço se explica porque o prédio, construído no final do século XIX ou início do século XX, é "uma parte única da história de Londres". "É um pouco da magia de Londres", disse à AFP.

De um canto a outro da casa, as dimensões dos quartos variam muito. Embora a cozinha localizada no mezanino seja o local mais estreito, ela abre para uma sala de jantar com o dobro do tamanho. Atrás, duas portas que funcionam ao mesmo tempo como janelas abrem para um jardim de 2,5 metros de largura.

Espaços vazios e subterrâneos viram imóveis em Londres
Espaços vazios e subterrâneos viram imóveis em Londres

Graças s suas características "únicas" de época e às inovações ecléticas do interior, a casa pode atrair compradores "artísticos" ou "boêmios".

O preço da casa é exagerado em relação ao custo médio de uma casa no Reino Unido, que é de 256 mil libras (R$ 1,4 milhão), mas mesmo assim é típico do mercado londrino.

"Em muitas partes de Londres, as pessoas usam o preço do metro quadrado como referência para determinar o valor das propriedades", disse. "Mas isso nem sempre funciona assim. Quando há algo tão particular como esta casa, isto se reflete no preço."

Segundo o diretor da agência, a pandemia do coronavírus levou muitas pessoas, principalmente famílias, a deixar Londres para adquirir uma propriedade maior, o que poderia afetar a venda desse imóvel específico.

O agente londrino não está desanimado e afirma que a propriedade "é chique, é linda e é por isso que esta casa vai ser vendida".

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