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Funcionário do Itamaraty rechaça críticas sobre politização da diplomacia e diz que reação à revogação de visto de embaixadora deve ser proporcional
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Priscila Yazbek
Correspondente
em Nova York, Priscila é apaixonada por coberturas internacionais e
econômicas — e por conectar ambas. Ganhou 11 prêmios de jornalismo
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Postado em 11 de Agosto de 2.026 às 13h25m
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Palácio do Itamaraty, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília • Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Ele diz que a linha do tempo das medidas adotadas pelos Estados Unidos em relação ao Brasil desde julho de 2025, quando foi anunciado o tarifaço, deixa clara a falta de disposição do governo de Donald Trump para o diálogo. "Temos tentado a via da negociação há mais de um ano e, nos últimos meses, ficou claro que o outro lado não quer negociar; prefere atacar o Brasil na tentativa de impor sua vontade na eleição [presidencial no Brasil]”, disse.
O diplomata procurou a CNN Brasil para rebater as críticas feitas por outros integrantes do Itamaraty, que avaliam que as respostas do governo brasileiro extrapolaram o campo da diplomacia e entraram no terreno político.
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Eles argumentam que a negativa de vistos a autoridades americanas, por exemplo, foi uma reação exagerada e contribuiu para escalar a crise entre os dois países. E também consideram que as respostas do Itamaraty e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, evocando a defesa da soberania nacional, assumiram um tom eleitoral que foge da tradicional postura adotada pela diplomacia brasileira.
Ao defender a posição do governo, o diplomata afirmou que a ingerência atual dos Estados Unidos não tem precedentes, por isso a resposta "tem que ser proporcional e rápida". "Isso não é politização, é profissionalismo e saber ler a realidade", afirmou. "Não adianta pensar em respostas convencionais para desafios sem precedentes", acrescentou.
Na avaliação do diplomata, diversas autoridades brasileiras continuam sem visto "por ter cumprido sua função, julgar e condenar os golpistas".
"Reitero, não tem precedentes, nem mesmo para o padrão de intervencionismo deles", completa.
Em abril, o Gabinete de Assuntos do Hemisfério Ocidental do governo dos Estados Unidos pediu que o delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo deixasse o território americano. O delegado atuava em Miami, na investigação da "Abin Paralela" e de planos de golpe, e foi responsável pela prisão de Alexandre Ramagem no país, aliado da família Bolsonaro.
O ex-deputado foi solto dois dias depois, mas a atuação de Ivo incomodou as autoridades americanas. Em resposta, o governo brasileiro usou o princípio da reciprocidade e expulsou do Brasil um oficial de imigração dos EUA (do órgão Homeland Security), cassando suas credenciais de trabalho.



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