Objetivo:
“Projetando o futuro e o desenvolvimento autossustentável da sua empresa, preparando-a para uma competitividade e lucratividade dinâmica em logística e visão de mercado, visando sempre e em primeiro lugar, a satisfação e o bem estar do consumidor-cliente."
Tornado estava dentro de supercélula que destruiu 90% de Rio Bonito do Iguaçu na sexta-feira (7). No mesmo dia, outros dois tornados foram registrados no estado. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Millena Sartori, g1 PR — Ponta Grossa Postado em 10 de Novembro de 2.025 às 12h40m #.* -- Post. - Nº.\ 11.942 -- *.#
Vídeo mostra chegada de tornado no Paraná
Um vídeo gravado na sexta-feira (7) pelo circuito de câmeras do campus de Laranjeiras do Sulda Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) mostra a chegada do tornado na cidade vizinha de Rio Bonito do Iguaçu, na região central do Paraná. Assista acima.
A gravação foi feita em time-lapse - ou seja, em velocidade acelerada - e mostra o avanço da supercélula.A
tempestade, que carregava o tornado dentro dela, é caracterizada pela
presença de um mesociclone (uma corrente de ar ascendente girando no
interior da nuvem).
O vídeo inicia às 18h e vai até às 18h16, e impressiona pelo tamanho e
força do fenômeno. As câmeras da UFFS ficam na zona rural de Laranjeiras
do Sul, a cerca de 5 km de Rio Bonito do Iguaçu.
Elas foram analisadas pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento
Ambiental do Paraná (Simepar) e divulgadas nesta segunda-feira (10).
Nesta segunda (10) o Simepar também atualizou que em Rio Bonito do Iguaçu os ventos chegaram a até 330 km/h, e que outros dois tornados foram registrados no mesmo dia, sendo um em Guarapuava(a 130 km) e outro em Turvo(a 166 km).
No total, seis vítimas
morreram durante as tempestades. Outras 750 pessoas ficaram feridas, e
22 delas permaneciam internadas até o início da manhã desta
segunda-feira (10).
"O
Corpo de Bombeiros informa que não há mais buscas ou resgates e
atendimentos pré-hospitalares. O trabalho de cadastramento e atendimento
das famílias continua, assim como a distribuição dos donativos. O
esforço coletivo de moradores, voluntários e servidores do Estado e
prefeitura para retirada de estruturas danificadas e limpeza segue em
andamento", disse o Governo, nesta segunda (10).
Vídeo mostra chegada de tornado no Paraná — Foto: Reprodução/Governo do Paraná
Até o momento, foi autorizada a reconstrução das escolas destruídas, e a
prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que seria aplicada
neste domingo,foi adiada na cidade.
Vídeo mostra chegada de tornado em cidade que foi devastada no Paraná — Foto: UFFS
'Cenário de guerra'
Os efeitos do tornado no Paraná — Foto: Reprodução/TV Globo
O subcomandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Jonas Emmanuel
Benghi Pinto, descreveu o cenário encontrado em Rio Bonito do Iguaçu
como “de guerra”.
"O
pai estava com a mãe em casa, como de costume. De repente veio o
tornado e, em questão de um minuto, um minuto e 20 segundos, foi como se caísse uma bomba na casa
deles. A casa dele foi arremessada uns 30 metros de distância, era uma
casa de madeira. Nesse impulso, ele foi junto e as madeiras caíram em
cima", conta o filho.
Infográfico: tornado deixa rastro de destruição no Paraná — Foto: g1
Conheça Tiangong, a estação espacial exclusiva da China em órbita desde 2021, que compete em presença espacial com a ISS, a Estação Espacial Internacional. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Alexandre Marques 3 de maio de 2024 Postado em 10 de Novembro de 2.025 às 05h00m #.* -- Post. - Nº.\ 11.941 -- *.#
Conheça Tiangong, a estação espacial exclusiva da China em órbita
desde 2021, que compete em presença espacial com a ISS, a Estação
Espacial Internacional.
A estação espacial da China, Tiangong, representa um
marco significativo na exploração espacial do país asiático. Composta
por módulos principais e laboratórios, a estação foi projetada para
operações de longa duração, visando a realização de experimentos
científicos e tecnológicos, além de promover a cooperação internacional
no espaço. Tiangongé parte integrante do ambicioso
programa espacial chinês, que inclui missões tripuladas, demonstrando o
comprometimento da China com a exploração espacial e a pesquisa
científica de ponta.
O projeto Tiangong que teve seu primeiro módulo lançado
em 2021, representa uma conquista significativa para a China,
consolidando seu status como potência espacial em ascensão. A estação
espacial oferece oportunidades únicas para a pesquisa em microgravidade,
biologia espacial, física e outras áreas científicas. Saiba mais sobre o
projeto a seguir.
Fundação
A Tiangong é uma estação espacial
em órbita terrestre baixa, entre 340-450 km acima da superfície da
Terra. Foto: Reprodução / Internet.
Projetada e controlada pelaAgência Espacial Tripulada Chinesa (CMSA), a Estação Espacial Tiangong, ou Tiangong-3,
marca um avanço importante em seu programa espacial. O nome “Tiangong”,
que significa “Palácio Celestial” em chinês, reflete a ambição e a
importância que a China atribui a esta estação espacial. Projetada como
um complexo espacial modular, a Tiangong foi concebida
para ser um laboratório de pesquisa em órbita terrestre baixa,
promovendo a realização de experimentos científicos de vanguarda,
observações da Terra e o desenvolvimento de tecnologias espaciais
avançadas.
A construção da Estação Espacial Tiangongfoi
realizada em várias etapas. O primeiro módulo, Tianhe, foi lançado em
abril de 2021, sendo posteriormente ocupado pelo trio de taikonautas— termo utilizado pela agência espacial chinesa para denominar os astronautas chineses — enviado pela Shenzhou-12. Posteriormente, a estação foi complementada pelos módulos experimentais Wentian e Mengtianem
2022. Assim, a estação é composta por uma série de módulos principais
interligados que formam um complexo espacial funcional, proporcionando
um ambiente seguro e eficiente para a realização de pesquisas no espaço.
A China demonstrou interesse em colaborar com outras agências espaciais internacionais, como a NASAe a ESA, para realizar experimentos e missões conjuntas na estação espacial. A Tiangongestá
planejada para operar por pelo menos uma década, com planos de expansão
e atualização ao longo do tempo. A estação servirá como uma base
essencial para a exploração espacial chinesa e como um trampolim para
futuras missões tripuladas à Lua, Marte e além.
Estruturas
A Tiangong, também conhecida como
“Palácio Celestial” em chinês, é composta por pelos módulos: Tianhe,
Wentian e Mengtian. Foto: Reprodução / Internet.
A China realizou um esforço ambicioso para estabelecer sua própria
presença na órbita baixa da Terra, construindo a estação espacial Tiangongcomo parte desse ambicioso objetivo. O país, não sendo um parceiro da Estação Espacial Internacional(ISS), lançou os laboratórios espaciais precursoresTiangong-1 em 2011 e Tiangong-2em 2016, ambos fornecendo informações cruciais para o desenvolvimento da estação Tiangong.
Esses laboratórios espaciais foram fundamentais para a evolução e
aprendizado da China no espaço, preparando o terreno para a construção
da estação espacial.
O módulo fundamental da estação, o Tianhe, foi
lançado em 29 de abril de 2021. Com o significado de “harmonia dos
céus”, ele desempenha um papel vital ao fornecer suporte de vida e
alojamento para até três tripulantes. Este módulo é essencial para as
operações tripuladas na estação, servindo como base para as atividades
humanas no espaço e como um centro de controle para as operações gerais
da estação.
A China avançou com a montagem da estação, lançando o módulo de laboratório Wentian em
24 de julho de 2022, que oferece alojamento adicional, suporte de vida
suplementar e uma plataforma científica externa com um braço robótico.
Em seguida, em 31 de outubro de 2022, foi lançado o módulo do
laboratório Mengtian, que completa o núcleo da estação.
Mengtian é equipado com uma pequena câmara de descompressão para
facilitar a transferência de experimentos dentro e fora da estação,
utilizando o braço robótico de Wentian para movimentação. Esses módulos
adicionais ampliam as capacidades da estação, permitindo uma variedade
de atividades de pesquisa e experimentos no espaço.
A conclusão da estação espacial chinesa Tiangong em 5
de novembro de 2022 estabeleceu um marco importante para a China no
campo da exploração espacial. A estação foi concluída após uma manobra
cuidadosa para transferir o módulo recém-chegado, Mengtian, para seu
porto de ancoragem permanente. Em comparação com a Estação Espacial
Internacional (ISS), a Tiangong é consideravelmente menor, com apenas três módulos em comparação com os 16 da ISS. Além disso, a Tiangongé significativamente mais leve, com cerca de 20% da massa da ISS, pesando cerca de 400 toneladas (450 toneladas métricas).
O módulo Tianhe, com 16,6 metros de comprimento, desempenha um papel
central na estação, com um centro de acoplamento que permite receber a
tripulação da Shenzhou e a espaçonave de carga Tianzhou. Um grande braço
robótico foi fundamental para posicionar os módulos Mengtian e Wentian e
também auxilia os astronautas durante as caminhadas espaciais. Tianhe é
muito maior do que os laboratórios espaciais de teste Tiangong1
e 2, lançados pela China na última década, e quase três vezes mais
pesado, pesando 24 toneladas (22 toneladas métricas). Este módulo
oferece uma riqueza de espaço utilizável para os astronautas chineses,
proporcionando um ambiente mais espaçoso e confortável para viver e
trabalhar no espaço.
Além de servir como habitat principal dos astronautas e abrigar os
sistemas de propulsão necessários para manter a estação em órbita, o
Tianhe apresenta suporte de vida regenerativo, incluindo um sistema para
reciclar a urina dos astronautas, permitindo que eles permaneçam em
órbita por longos períodos.
A Tiangongtambém terá a companhia de um telescópio espacial semelhante ao Hubble, chamado Xuntian,
que compartilhará a órbita da estação e poderá acoplar-se a ela para
reparos, manutenção e possivelmente atualizações. Com um espelho de 2
metros de diâmetro e um campo de visão 300 vezes maior que o do Hubble, o
Xuntian terá como objetivo pesquisar 40% do céu ao longo de 10 anos
usando sua enorme câmera de 2,5 bilhões de pixels.
A estação espacial Tiangongtem potencial para
expansão, podendo ser aumentada para seis módulos no futuro. Bai Linhou,
vice-designer-chefe da estação espacial, mencionou que a estação
poderia evoluir para uma combinação de quatro módulos em forma de cruz,
permitindo a adição de mais dois módulos ao posto orbital.
Motivações
Tiangong leva os experimentos
científicos chineses e busca por novas descobertas da China. Foto:
Agência Espacial Tripulada da China / Reprodução.
A China tem várias motivações para lançar a estação espacial Tiangonge
expandir suas capacidades no espaço. Uma das principais razões é o
desejo do país de se tornar uma potência espacial líder, demonstrando
sua capacidade de realizar operações espaciais avançadas e de longo
prazo. O lançamento e operação da Tiangongsão vistos como um símbolo do progresso tecnológico e do prestígio internacional da China no campo da exploração espacial.
Além disso, a China está focada em impulsionar a pesquisa científica e a inovação tecnológica por meio da Tiangong.
A estação espacial oferece um ambiente único para a realização de
experimentos em microgravidade, biologia espacial, física e outras áreas
científicas. A presença contínua de astronautas na estação permitirá a
realização de uma ampla gama de experimentos que contribuirão
significativamente para o avanço do conhecimento humano no espaço.
A China também está interessada em expandir suas colaborações internacionais no campo da exploração espacial por meio da Tiangong.
Embora a China não seja um parceiro da Estação Espacial Internacional, o
país expressou interesse em cooperar com outras agências espaciais
internacionais, como a NASAe aESA,
em projetos de pesquisa e exploração espacial. Essas colaborações podem
abrir novas oportunidades para avanços científicos e tecnológicos
compartilhados entre a China e outras nações.
O desenvolvimento e a operação bem-sucedidos daTiangongsão
fundamentais para a preparação da China para futuras explorações
espaciais ambiciosas, consolidando sua posição como uma potência
espacial global.
Por que a China não faz parte da ISS?
Na foto, os astronautas Chen
Dong, Liu Yang e Cai Xuzhe se preparam para o lançamento do foguete
transportador Longa Marcha-2F. Foto: Reproduçãpo / Internet.
A exclusão da China do programa ISSestá
principalmente relacionada às preocupações dos EUA sobre as ligações dos
programas espaciais chineses com o Exército de Libertação Popular, o
ramo militar do Partido Comunista no poder. Essas preocupações levaram o
Congresso dos EUA a aprovar a Emenda Wolf em 2011, que proibiu a NASAde
cooperar substancialmente com a agência espacial chinesa sem
autorização prévia expressa. Como resultado, a China não é uma parceira
da ISS, e nenhum astronauta chinês jamais visitou a estação.
Diante da impossibilidade de colaborar com a ISS, a China decidiu construir sua própria estação espacial. A estação espacial chinesa, conhecida como Tiangong, é significativamente menor que a ISS, composta por apenas três módulos em comparação com os 16 módulos da ISS.
A estação chinesa também é mais leve, pesando cerca de 77 toneladas (70
toneladas métricas), em comparação com as 450 toneladas (408 toneladas
métricas) da ISS.
Na corrida pela liderança espacial, a China está em busca de alcançar seus rivais americanos. Atualmente, a ISSestá programada para operar até 2030, mas após esse período, a Tiangongpoderia se tornar o único posto avançado da humanidade em órbita. A Tiangongpoderia
se tornar não apenas um símbolo da crescente influência da China no
cenário espacial, mas também uma base mundial vital para futuras missões
tripuladas e exploratórias além da órbita terrestre.
Dívida pública é termômetro da capacidade de um país honrar seus compromissos; endividamento brasileiro tem nível acima de países da América Latina e emergentes. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Alexandro Martello, g1 — Brasília 09/11/2025 04h01 Atualizado há 02 horas Postado em 09 de Novembro de 2.025 às 06h00m #.* -- Post. - Nº.\ 11.940 -- *.#
Economistas alertam que excesso de gastos fora da meta compromete credibilidade das contas públicas
A metodologia utilizada no cálculo do indicador, entretanto, não observa as normas internacionais. Em nota, o Banco Central informou que seu método, utilizado desde 2008, "reflete as características institucionais brasileiras".
➡️ No padrão do Fundo Monetário Internacional (FMI), referência para comparação internacional — que inclui títulos públicos que estão na carteira do BC no endividamento brasileiro —, a dívida do país é muito maior: 90,5% do PIB(patamar de setembro).
➡️Com a manutenção de déficits anuais seguidos na atual gestão do presidenteLuiz Inácio Lula da Silva(PT), a dívida vem registrando crescimento.
➡️Em 2023, o governo registrou um rombo de R$ 230 bilhões em suas contas, valor que caiu para R$ 43 bilhões em 2024. Para 2025, a previsão do governo é de um déficit de cerca de R$ 75 bilhões e, para 2026, de R$ 23,3 bilhões. Os valores incluem despesas com precatórios fora das metas fiscais.
🔎 A dívida do setor público consolidado é um conceito fiscal que representa o montante total das obrigações financeiras assumidas por um ente da Federação (União, Estados, Distrito Federal e Municípios), apurado sem duplicidade.
🔎 O indicador é considerado um termômetro da chamada "solvência" de uma nação, ou seja, da capacidade de honrar seus compromissos futuros. Quanto maior o indicador, maior o risco de um calote em momentos de crise.
💵 Em termos práticos, com uma dívida mais alta há uma pressão maior sobre a taxa de juros brasileira. Isso se reflete nos juros cobrados pelo mercado financeiro ao setor produtivo da economia, restringindo o crescimento do país.
🌎Na comparação internacional, o endividamento brasileiro já estava muito próximo do padrão de países da Zona do Euro em 2024; bem acima de países da América Latina e de nações emergentes. Mas segue abaixo endividamento de países desenvolvidos.
O objetivo seria aumentar a confiança dos investidores e possibilitar a redução da taxa de juros, com efeitos positivos sobre o nível de atividade e sobre o emprego.
Comparação entre governos
De acordo com a série histórica do Banco Central, que tem início em dezembro de 2001, considerando o critério internacional adotado pelo FMI, a dívida se mostrou relativamente contida até 2015 — quando começou o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff(PT).
TRAJETÓRIA DA DÍVIDA BRASILEIRA
EM % DO PIB (FIM DE PERIODO, CONCEITO DO FMI)
Fonte: BANCO CENTRAL
Os números oficiais mostram queda da dívida nas duas primeiras gestões do presidente Lula, e também no primeiro mandato de Dilma.
Na segunda gestão da presidente Dilma, interrompido em agosto de 2016 por um processo de "impeachment", o endividamento avançou, assim como no mandato de Michel Temer, que assumiu até 2018.Houve pequena queda no governo Bolsonaro, mesmo em meio à pandemia da Covid-19. O resultado foi favorecido, porém, pela limitação no pagamento de precatórios após a aprovação de uma PEC.
Dívida pública por mandatos pelo critério do FMI
Lula (2003 a 2006): queda de 11,5 pontos do PIB;
Lula (2006 a 2010): recuo de 2,2 pontos do PIB;
Dilma (2010 a 2014): queda de 0,8 ponto do PIB;
Dilma (2014 a agosto de 2016): alta de 10,7 pontos do PIB;
Temer (setembro 2016 a dezembro de 2018): alta de 12,5 pontos do PIB;
Bolsonaro (2019 a 2022): recuo de 0,8 ponto do PIB;
Lula (considerando a projeção do Tesouro Nacional): alta de 10,8 pontos percentuais.
Aumento no 3º mandato de Lula
No terceiro mandato de Lula, o endividamento subiu 6,6 pontos percentuais em pouco mais de dois anos e meio por conta do aumento de despesas públicas, algo que tem pressionado a taxa de juros, tais como:
PEC da transição: ampliou o limite para gastos públicos, permanentemente, em cerca de R$ 170 bilhões por ano.
Reajuste real do salário mínimo:é um dos principais motivo da alta, pois os benefícios previdenciários têm como piso o salário mínimo.
Pisos saúde e educação: retomada da política de atrelar à receita os gastos mínimos em saúde e educação.
Pagamento de precatórios atrasados: valores que deixaram de ser pagos com Bolsonaro foram acertados com Lula, um montante de R$ 92,3 bilhões.
Reajustes a servidores públicos: retomada dos reajustes a servidores públicos, represada com Bolsonaro, com base na inflação. Cerca de 100 categorias contempladas.
Para tentar conter o crescimento da dívida, em 2023 o governo aprovou o chamado "arcabouço fiscal", ou seja, novas regras para as contas públicas em substituição ao teto de gastos. Por estas regras:
a despesa não pode registrar crescimento maior do que 70% do aumento da arrecadação;
a alta de gastos fica limitada, em termos reais, a 2,5% por ano;
o arcabouço busca conter o crescimento da dívida pública no futuro.
Na ausência de uma "âncora" fiscal crível para os próximos anos, o mercado financeiro estima que a dívida pública brasileira, pelo critério de cálculo do FMI, ultrapassará 100% do PIB em 2028 ou 2029— ficando bem distante do patamar de emergentes, e próxima de países desenvolvidos.
— Foto: Caio Rocha/Framephoto/Estadão Conteúdo
Para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), porém, as críticas de analistas do mercado financeiro são infundadas. Em evento da Bloomberg nesta semana, em São Paulo, ele afirmou que o Brasil, na política para suas contas públicas, está melhor do que "qualquer país da América do Sul".
“Vamos entregar o melhor resultado fiscal do país em quatro anos, mesmo considerando tudo o que se pagou no calote do governo anterior. A impressão que se tem é que estamos vivendo uma crise fiscal. É um delírio que eu precisava entender do ponto de vista psicológico, porque do ponto de vista econômico eu não consigo entender. Estão falando que eu vou mudar a meta de resultado primário desde 2023, eu não mudei nenhuma vez", afirmou Haddad, na ocasião.
Nesta semana, o Tesouro Nacional avaliou que uma redução sustentada da dívida/PIB, no médio prazo, depende da continuidade de reformas que melhorem o ambiente de negócios e maior crescimento do PIB, com destaque para aquelas que promovam a "consolidação fiscal"(contenção de despesas permanentes).
Enquanto o governo admite que seguirá com as contas no vermelho até 2026, a Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal, calculou que, para conter o crescimento da dívida pública, o governo deveria registrar um superávit anual, de, ao menos, 2,1% do Produto Interno Bruto(cerca de R$ 265 bilhões em 2025).
Em análise divulgada em outubro, Marcus Pestana, diretor-executivo da IFI, avaliou que, no cenário fiscal e orçamentário do setor público, "o céu não é o limite".
Segundo ele, as duas principais fontes de financiamento da máquina e das políticas públicas, a tributação (carga tributária elevada para emergentes) e o endividamento, estão demostrando "esgotamento".
"Há graves restrições e consequências importantes que mais cedo ou mais tarde se apresentarão, se a rota não for alterada. E há um momento, em que o problema terá que ser enfrentado estruturalmente, quando a possibilidade de adiar soluções não for possível. Há um aspecto inclusive, na questão do aumento do endividamento, que diz respeito ao pacto intergeracional. A estratégia de trocar gasto presente por dívida futura tem que levar em conta os interesses vitais das futuras gerações", acrescentou Marcus Pestana, da IFI.
Estudo doCentro de Liderança Pública(CLP), assinado pelo economista Daniel Duque, diz que a redução expressiva da pobreza no Brasil nas últimas décadas foi motivada por três fatores:
controle da inflação;
aumento de transferências de renda (BPC e Bolsa Família); e
a redução da desigualdade no mercado de trabalho — também por conta da valorização do salário-mínimo.
Acrescentou que esses resultados, porém, tiveram um preço fiscal, com a carga tributária subindo para 34% do PIB em 2024, patamar de nações desenvolvidas, ou seja, uma "capacidade de financiamento incomum para um país de renda média".
"Em termos simples, construímos um Estado com receitas de país rico sem ter alcançado a mesma dinâmica de produtividade e crescimento", avaliou.
O autor conclui que o Brasil ganhou muito em redução da pobreza e desigualdade, mas perdeu posições de renda e de crescimento econômico, e que isso "cobra um preço dos mais pobres, porque menos crescimento significa menos emprego de qualidade e mobilidade".
Simulações contidas no estudo, segundo ele, mostram que haveria uma "clara vantagem" para o crescimento econômico para aumentar a renda dos mais pobres.
A conclusão é que é preciso combinar frentes para reduzir a desigualdade no Brasil: preservar e aprimorar a progressividade das políticas, mas, ao mesmo tempo, virar a chave do crescimento.
"Para acelerar a economia, é preciso uma estratégia coerente e simultânea em três eixos: sustentabilidade fiscal de longo prazo, para reduzir risco, juros e liberar espaço a investimentos; competitividade e abertura, para destravar produtividade via comércio, investimento externo, concorrência e um ambiente regulatório simples; e eficiência das políticas sociais, elevando capital humano e saneando os gastos que mais impactam bem-estar e produtividade", avaliou o estudo do CLP.