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terça-feira, 1 de julho de 2025

BYD apresenta primeiros carros montados no complexo fabril da Bahia

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Unidade foi visitada por executivos da empresa, autoridades e jornalistas nesta terça-feira (1º), em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. Perspectiva é que até 2030, 80% dos componentes dos veículos sejam nacionais.
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Por Rafaela Paixão, g1 BA

Postado em 01 de Julho de 2.025 às 15h25m

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Primeiros carros elétricos da BYD montados no Brasil são apresentados na Bahia
Primeiros carros elétricos da BYD montados no Brasil são apresentados na Bahia

A montadora chinesa Build Your Dreams (BYD) apresentou, nesta terça-feira (1°), os primeiros carros montados no complexo fabril localizado em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.

De acordo com Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD Brasil, o Dolphin Mini custa atualmente R$ 122 mil e, quando todos os modelos passarem a serem montados na fábrica de Camaçari, passará a ser vendido por R$ 119 mil.

Além do Dolphin Mini, a BYD apresentou seu primeiro carro híbrido produzido no local, o Song Pro. Segundo a montadora, a produção dos primeiros três modelos nacionais começa nas próximas semanas: BYD Dolphin Mini, Song Pro (GL/GS) e King (GL/GS). As datas não foram especificadas.

A nova unidade está localizada no Polo Petroquímico de Camaçari e foi construída do zero em uma área que faz parte do terreno antes utilizado pela também empresa automobilística Ford, que encerrou as atividades no Brasil em 2021. O espaço foi vendido para o governo estadual em 2023.

Em coletiva de imprensa, Alexandre Baldy falou sobre os trabalhadores chineses que foram resgatados de situação análoga à escravidão na obra de construção da BYD. Ele definiu a situação como "um triste episódio" e afirmou que a montadora chinesa "tem compromisso com a legislação brasileira, trabalhista e dignidade humana".

"Nós acompanhamos toda a tramitação, inclusive, extinguimos fornecedores, com todos esses aspectos", comentou o vice-presidente sênior da BYD Brasil.

Questionado sobre a situação, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) disse que "é uma questão direta entre a BYD e o Ministério Público do Trabalho (MPT), mas o Governo do Estado segue acompanhando os desdobramentos".

Além de Jerônimo Rodrigues, a cerimônia de apresentação da fábrica contou com a presença de outras autoridades políticas, como a ministra da Cultura, Margareth Menezes, o prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), deputados estaduais e federais, além da vice-presidente executiva global da BYD, Stella Li.

Geração de empregos

Cerimônia de apresentação da BYD foi realizada nesta terça-feira (1°) — Foto: Rafaela Paixão/g1
Cerimônia de apresentação da BYD foi realizada nesta terça-feira (1°) — Foto: Rafaela Paixão/g1

Ao g1, Augusto Vasconcelos, secretário estadual da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), falou que 508 vagas de emprego são oferecidas de imediato pela empresa.

"As vagas já estão sendo anunciadas pelo SineBahia e os profissionais vão passar por um processo seletivo. A previsão é de produção de veículos nos modelos SKD e CKD neste ano. A perspectiva é que, até 2030, 80% dos componentes dos veículos sejam nacionais, o que vai ampliar ainda mais o valor agregado da fábrica e dinamizar a economia brasileira e baiana", afirmou o secretário.

Nesta terça, a BYD ainda anunciou a abertura de mais 3 mil oportunidades profissionais, que serão preenchidas até o fim do ano.

Outros negócios

Durante o evento, a BYD anunciou a qualificação de 106 empresas instaladas no Brasil para fornecer peças para a fábrica na Bahia. A Continental Pneus de Camaçari, vizinha da montadora, é a primeira companhia oficialmente homologada

A fábrica da BYD na Bahia é fruto de R$ 5,5 bilhões em investimentos anunciados pela companhia em 2023. O polo industrial envolve três unidades em Camaçari. Além dos carros elétricos e híbridos, a marca também vai produzir caminhões e chassis para ônibus, processamento de insumos para as baterias, como lítio e ferro fosfato.

A fábrica começa com capacidade anual de 150 mil veículos, com expansão planejada para 300 mil na segunda fase. Inicialmente operando no sistema SKD (Semi Knocked-Down), a planta evoluirá gradualmente para produção nacional completa — incluindo estampagem, soldagem, pintura e aumento do conteúdo local.

O projeto ainda inclui o desenvolvimento de um motor híbrido flex, o 1.5 DM-i, programado e construído numa cooperação entre cientistas chineses e brasileiros. Desenvolvido para rodar com gasolina e etanol, o motor combina a tecnologia elétrica da BYD com desempenho de última geração.

Apresentação da fábrica da BYD em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador — Foto: Rafaela Paixão/ g1
Apresentação da fábrica da BYD em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador — Foto: Rafaela Paixão/ g1

Veja mais notícias do estado no g1 Bahia.

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    Imagem de satélite mostra calor extremo no sul da Europa; VEJA

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    Registro revela temperaturas altíssimas na superfície em países como Espanha, Itália e Grécia durante onda de calor intensa que afeta também o Norte da África.
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    Por Roberto Peixoto, g1

    Postado em 01 de Julho de 2.025 às 14h25m

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    Imagem de satélite mostra temperaturas da superfície da terra e do mar no sul da Europa e norte da África em 29 de junho de 2025. — Foto: Dados do Copernicus Sentinel (2025), processados ​​pela ESA
    Imagem de satélite mostra temperaturas da superfície da terra e do mar no sul da Europa e norte da África em 29 de junho de 2025. — Foto: Dados do Copernicus Sentinel (2025), processados ​​pela ESA

    Uma imagem de satélite capturada pela Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) mostra a extensão e a intensidade da onda de calor que tem castigado o sul da Europa e partes do Norte da África nos últimos dias.

    Os dados foram registrados no sábado (29) pela missão Copernicus Sentinel-3 e revelam temperaturas muito acima do normal tanto na superfície terrestre quanto no mar Mediterrâneo (veja ACIMA).

    A forte onda de calor é apenas a primeira do ano no continente europeu, mas já vem elevando as temperaturas muito acima da média. Países como Espanha, França, Itália, Grécia, Chipre e Argélia estão entre os mais impactados.

    🌡️ ENTENDA A MEDIÇÃO: O registro da ESA combina dados de cinco passagens orbitais do satélite na parte da manhã e foi produzido por um dos instrumentos do Sentinel-3, que mede a temperatura da superfície da Terra (ou seja, o calor diretamente no solo, e não no ar).

    ⚠️ Justamente por isso, os valores mostrados na imagem são ainda mais altos do que os que costumamos ver nas previsões meteorológicas, já que a superfície pode esquentar bem mais que o ar ao redor.

    O calor, no entanto, não ficou restrito à terra firme: no registro, o mar Mediterrâneo também aparece com temperaturas elevadas, segundo os dados do Serviço de Monitoramento Marinho do programa Copernicus.

    O mar Tirreno, entre a Itália e as ilhas da Sardenha e Sicília, chegou a registrar 28 °C na superfície. Já o mar Egeu, entre a Grécia e a Turquia, marcou 23 °C, valores significativamente acima da média para o fim de junho (veja MAPA abaixo com as temperaturas).

    Na superfície terrestre, as temperaturas foram ainda mais alarmantes. A cidade de Sevilha, no sul da Espanha, registrou 54 °C — um dos pontos mais quentes do mapa.

    Em Zaragoza e Béziers (ao sul da França), os termômetros marcaram 47 °C, enquanto Madri chegou a 45 °C. Em Roma, na Itália, a temperatura na superfície também bateu os 45 °C, e Foggia, no sul do país, foi ainda mais longe, e registrou 49 °C.

    Imagem com temperaturas de até 54 °C na superfície mostra avanço da onda de calor no sul da Europa e Norte da África. — Foto: Dados do Copernicus Sentinel (2025), processados ​​pela ESA
    Imagem com temperaturas de até 54 °C na superfície mostra avanço da onda de calor no sul da Europa e Norte da África. — Foto: Dados do Copernicus Sentinel (2025), processados ​​pela ESA

    Domo de calor

    Segundo meteorologistas, o que está provocando esse calorão todo é um sistema de alta pressão parado sobre o oeste europeu, conhecido como “domo de calor” (ou heat dome, em inglês).

    O fenômeno funciona como uma tampa, mantendo o ar quente e seco preso na região e fazendo com que as temperaturas subam mais a cada dia.

    À medida que esse sistema avança para o leste, ele puxa ainda mais ar quente vindo do Norte da África, piorando o cenário.

    E a previsão é de que a onda de calor continue nos próximos dias, com os termômetros superando os 40 °C em várias regiões.


    Ártico pode ficar irreconhecível até 2100 e efeitos serão devastadores, aponta estudo; veja IMPACTOS

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    Embraer fecha contrato avaliado em R$ 21,7 bilhões para venda de 45 aviões comerciais

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    Primeiras entregas estão previstas para o final de 2027. Acordo ainda prevê direito de compra para mais 10 jatos.
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    Por Carlos Santos, g1 Vale do Paraíba e Região

    Postado em 01 de Julho de 2.025 às 11h20m

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    Embraer anuncia a venda de 45 jatos E195-E2
    Embraer anuncia a venda de 45 jatos E195-E2

    A Embraer anunciou nesta terça-feira (1º) a venda de 45 jatos comerciais do modelo E195-E2 para a Scandinavian Airlines, em um contrato avaliado em US$ 4 bilhões — cerca de R$ 21,7 bilhões na cotação atual.

    As entregas serão feitas ao longo de quatro anos, com início previsto para o fim de 2027. O contrato também inclui a opção de compra de mais 10 aeronaves.

    Segundo a Embraer, essa é a maior encomenda feita pela Scandinavian Airlines desde 1996 e faz parte da renovação da frota da empresa.

    O E195-E2 é o maior avião comercial já produzido pela Embraer. Ele pertence à nova geração de jatos E-Jets, lançada em 2016, e pode ser configurado com até 120 assentos em duas classes ou 146 em classe única.

    Em junho, durante o Paris Air Show — uma das maiores feiras do setor aeronáutico — a Embraer já havia fechado acordos para vender ao menos 70 jatos comerciais. Um deles, com a empresa americana SkyWest, prevê a entrega de 60 aeronaves por US$ 3,6 bilhões, o equivalente a R$ 19,5 bilhões.

    Embraer fecha contrato avaliado em R$ 21,7 bilhões para venda de 45 aviões comerciais — Foto: Embraer/Divulgação
    Embraer fecha contrato avaliado em R$ 21,7 bilhões para venda de 45 aviões comerciais — Foto: Embraer/Divulgação

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    segunda-feira, 30 de junho de 2025

    'Drone mosquito': conheça o 'nanoespião' da China capaz de atuar no campo de batalha

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    Pequim quer usar minúsculo espião em atividades de inteligência e combate. Minidrones potentes são cada vez mais requisitados no campo de batalha. Mas tecnologia ainda não é tão acessível assim.
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    TOPO
    Por Deutsche Welle

    Postado em 30 de Junho de 2.025 às 12h50m

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    Drone 'mosquito', desenvolvido pela China e exibido em reportagem na TV chinesa. — Foto: CCTV/ SCMP via DW
    Drone 'mosquito', desenvolvido pela China e exibido em reportagem na TV chinesa. — Foto: CCTV/ SCMP via DW

    O sonho de todo serviço secreto parece uma mosca, tem duas asas translúcidas, um corpo miúdo e três perninhas. Mas não é um inseto, e sim um minidrone desenvolvido pela Universidade Nacional de Tecnologia de Defesa (NUDT) da China.

    O minúsculo equipamento foi projetado para uso em operações militares e de inteligência, segundo o jornal "South China Morning Post", de Hong Kong. Ele foi apresentado em uma reportagem recente do canal militar CCTV7, parte da rede de emissoras estatais controladas pelo governo chinês.

    "Aqui na minha mão está um robô parecido com um mosquito. Minirrobôs biônicos como este são especialmente indicados para obtenção de informações e operações especiais no campo de batalha", afirmou à CCTV7 Liang Hexiang, pesquisador da NUDT que também desenvolve robôs humanoides.

    A reportagem também exibiu o protótipo de um outro minidrone com quatro asas que pode ser controlado por um smartphone.

    Corrida militar pelo menor drone

    A reportagem do CCTV7 surpreendeu não só pela demonstração dos avanços dos militares chineses no setor de tecnologia robótica, mas também pela revelação pública da existência do minúsculo drone espião.

    Ao redor do mundo, militares trabalham há anos no desenvolvimento de drones cada vez menores e mais potentes. O processo é complexo, já que requer a acomodação de diversos componentes, como microfones, câmeras, controles e baterias.

    Ao mesmo tempo, o produto final precisa ser silencioso, robusto, potente e capaz de percorrer grandes distâncias.

    A fabricação de minidrones também demanda conhecimentos específicos em diversas disciplinas, como robótica, ciência de materiais e sensores – expertise técnica disponível principalmente em instalações militares.

    Muito semelhante a modelo americano

    Mas não são só os militares da China que investem pesado no desenvolvimento de drones minúsculos inspirados em abelhas, vespas ou mosquitos.

    O modelo chinês da NUDT lembra o "RoboBee", um drone de cerca de três centímetros de tamanho que foi apresentado em 2013 por pesquisadores de Harvard. O aparelho, porém, havia sido projetado para o monitoramento agropecuário e ambiental, e é bem maior que a versão chinesa.

    Alguns modelos autônomos do "RoboBee" são capazes de nadar embaixo da água e, dali, alçar voo, ou manter-se "sobre superfícies com a ajuda de eletricidade estática", segundo o Wyss Institute, de Harvard.

    Nanodrones robustos para uso no campo de batalha

    Vídeo mostra momento em que drone russo atinge prédio em Kiev
    Vídeo mostra momento em que drone russo atinge prédio em Kiev

    Mas esses minidrones espiões não são robustos o suficiente para uso em campo de batalha. Para isso, eles teriam que resistir às intempéries do clima. Além disso, as imagens e dados teriam que ser precisos, a bateria teria que ter maior durabilidade e o alcance teria que ser tal que possibilitasse a soldados controlá-los de uma posição segura.

    Por isso, os militares se empolgam mais com drones do tamanho aproximado da palma da mão, como o "Black Hornet" desenvolvido na Noruega e que já é usado há alguns anos para reconhecimento seguro em operações de combate.

    O aparelho, que lembra um mini-helicóptero de brinquedo, também está em uso pela Bundeswehr, as forças armadas alemãs. Ele serve para o "reconhecimento óptico silencioso em áreas táticas próximas" e "permite que os soldados realizem um reconhecimento imediato e discreto, mesmo sem um treinamento especial", segundo a instituição.

    O "Black Hornet" também dispõe de tecnologia infravermelha, é "muito leve e não emite praticamente ruído nenhum", afirma a Bundeswehr. Com uma capacidade de voo de até 25 minutos, o nanodrone portátil entrega vídeos ao vivo e imagens em HD, o que pode ser útil para reconhecer armadilhas.

    O Exército norte-americano também desenvolve minidrones próprios, conforme anunciado pela Força Aérea dos EUA em 2021. Mas a instituição mantém segredo sobre o estágio de desenvolvimento e uso de seus produtos.

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    domingo, 29 de junho de 2025

    Observatório do Chile captura o universo com câmera de 3.200 megapixels; confira novas imagens

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    Com 3.200 megapixels, a supercâmera já identificou mais de 2.100 asteroides em 10 horas e promete gerar 1.000 imagens por noite do céu do hemisfério sul.
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    TOPO
    Por Reuters

    Postado em 29 de Junho de Junho de 2.025 às 08h00m

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    O aglomerado estelar aberto Messier 21 é visto em uma imagem produzida pelo Observatório Vera C. Rubin, em Pachón, Região de Coquimbo, Chile, em 12 de junho de 2025. — Foto: RubinObs/NOIRLab/SLAC/NSF/DOE/AURA/Handout via REUTERS
    O aglomerado estelar aberto Messier 21 é visto em uma imagem produzida pelo Observatório Vera C. Rubin, em Pachón, Região de Coquimbo, Chile, em 12 de junho de 2025. — Foto: RubinObs/NOIRLab/SLAC/NSF/DOE/AURA/Handout via REUTERS

    O Observatório Vera C. Rubin do Chile, que possui a maior câmera digital do mundo, começou a exibir suas primeiras imagens do cosmos. As imagens podem permitir que os astrônomos descubram como o sistema solar se formou e até mesmo se um asteroide representa uma ameaça para a Terra.

    O observatório detectou mais de 2.100 asteroides nunca antes vistos somente em 10 horas, concentrando-se em uma pequena área do céu visível. Seus pares terrestres e espaciais descobrem, no total, cerca de 20.000 asteroides por ano.

    Localizado na Colina Pachón, na região de Coquimbo, o telescópio de 8,4 metros tem uma câmera de 3.200 megapixels que alimenta um poderoso sistema de processamento de dados.

    Os céus mais escuros sobre o árido deserto do Atacama fazem do Chile um dos melhores lugares do mundo para a observação astronômica.

    A cada noite, o Rubin fará cerca de 1.000 imagens do céu do hemisfério sul, permitindo que ele cubra todo o céu do sul a cada três ou quatro noites.

    A Nebulosa Trífida é vista em uma imagem produzida pelo Observatório Vera C. Rubin, no Cerro Pachón, Região de Coquimbo, Chile, em 12 de junho de 2025. — Foto: RubinObs/NOIRLab/SLAC/NSF/DOE/AURA/Handout via REUTERS
    A Nebulosa Trífida é vista em uma imagem produzida pelo Observatório Vera C. Rubin, no Cerro Pachón, Região de Coquimbo, Chile, em 12 de junho de 2025. — Foto: RubinObs/NOIRLab/SLAC/NSF/DOE/AURA/Handout via REUTERS

    "Isso realmente mudará e desafiará a maneira como as pessoas trabalham com seus dados", disse William O'Mullane, gerente de projeto focado em dados no Vera Rubin.

    O'Mullane disse que o observatório permitirá que os astrônomos coletem grandes quantidades de dados rapidamente e façam descobertas inesperadas.

    "Em vez [da apresentação] das habituais observações e da redação de um artigo acadêmico. Não, eu lhe darei um milhão de galáxias, um milhão de estrelas ou até mesmo um bilhão, porque nós as temos: 20 bilhões de medições de galáxias", afirmou ele.

    O nome do centro é uma homenagem à astrônoma norte-americana Vera C. Rubin, pioneira na descoberta de provas conclusivas da existência de grandes quantidades de material invisível conhecido como matéria escura.

    "O número de alertas que o telescópio enviará todas as noites é equivalente às caixas de entrada de 83.000 pessoas. É impossível que alguém dê uma olhada em cada um deles. Teremos que usar ferramentas de inteligência artificial", disse o astrofísico Francisco Foster.

    O aglomerado globular NGC 6544 é visto em uma imagem produzida pelo Observatório Vera C. Rubin, em Pachón, Região de Coquimbo, Chile, em 12 de junho de 2025. — Foto: RubinObs/NOIRLab/SLAC/NSF/DOE/AURA/Handout via REUTERS.
    O aglomerado globular NGC 6544 é visto em uma imagem produzida pelo Observatório Vera C. Rubin, em Pachón, Região de Coquimbo, Chile, em 12 de junho de 2025. — Foto: RubinObs/NOIRLab/SLAC/NSF/DOE/AURA/Handout via REUTERS.


    As Nebulosas Trífida e Laguna são vistas em uma imagem produzida pelo Observatório Vera C. Rubin, no Cerro Pachón, Região de Coquimbo, Chile, em 12 de junho de 2025. — Foto: RubinObs/NOIRLab/SLAC/NSF/DOE/AURA/Handout via REUTERS
    As Nebulosas Trífida e Laguna são vistas em uma imagem produzida pelo Observatório Vera C. Rubin, no Cerro Pachón, Região de Coquimbo, Chile, em 12 de junho de 2025. — Foto: RubinObs/NOIRLab/SLAC/NSF/DOE/AURA/Handout via REUTERS


    Galáxias distantes são vistas em uma imagem produzida pelo Observatório Vera C. Rubin, no Cerro Pachon, Região de Coquimbo, Chile, em 18 de junho de 2025 — Foto: RubinObs/NOIRLab/SLAC/NSF/DOE/AURA/Handout via REUTERS
    Galáxias distantes são vistas em uma imagem produzida pelo Observatório Vera C. Rubin, no Cerro Pachon, Região de Coquimbo, Chile, em 18 de junho de 2025 — Foto: RubinObs/NOIRLab/SLAC/NSF/DOE/AURA/Handout via REUTERS


    Super telescópio James Webb fotografa, pela primeira vez, um planeta fora do Sistema Solar
    Super telescópio James Webb fotografa, pela primeira vez, um planeta fora do Sistema Solar