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terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

As baterias que podem tornar o petróleo coisa do passado

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A chegada da tecnologia das baterias de larga escala pode superar um dos maiores obstáculos para a energia renovável: a intermitência das energias solar e eólica. 
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TOPO
Por BBC  
23/02/2021 15h15 Atualizado há uma hora
Postado em 23 de fevereiro de 2021 às 16h15m


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Representação do que será a maior instalação de armazenamento de bateria do Reino Unido, com 320 megawatts de capacidade — Foto: Intergen via BBC
Representação do que será a maior instalação de armazenamento de bateria do Reino Unido, com 320 megawatts de capacidade — Foto: Intergen via BBC

Lá estão as chaminés gêmeas da torre da usina de Moss Landing sobre a Baía de Monterey. Avistados por quilômetros ao longo da costa norte da Califórnia, os pilares de 150 metros de altura coroam o que já foi a maior estação de energia elétrica do Estado americano, movida a gás natural.

Hoje, enquanto a Califórnia se movimenta continuamente para "descarbonizar" sua economia, essas chaminés estão inativas, e a usina está praticamente desativada.

Mas o local está prestes a começar uma vida nova como a maior bateria do mundo, armazenando o excesso de energia quando os painéis solares e os parques eólicos estão produzindo eletricidade – e abastecendo de volta a rede quando eles não estão gerando energia.

Dentro do prédio da turbina, uma bateria de íon-lítio de 300 megawatts está sendo preparada para operação — e outra de 100 megawatts deve ser lançada neste ano.

Essas não são as únicas baterias de grande porte que logo estarão operando na usina de Moss Landing.

Um total de 182,5 megawatts adicionais produzidos por 256 unidades de bateria Megapack da Tesla está programado para começar a abastecer a rede elétrica da Califórnia em meados de 2021, com planos de agregar capacidade suficiente para abastecer todas as casas nas proximidades de San Francisco por seis horas, de acordo com a concessionária Pacific Gas & Electric (PG&E), que vai operar o sistema.

Além disso, um projeto de armazenamento de 250 megawatts foi lançado no ano passado, em San Diego; um sistema de 150 megawatts começou a ser construído perto de San Francisco; um projeto de bateria de 100 megawatts está quase pronto em Long Beach; e há vários outros em diferentes estágios de desenvolvimento em todo o Estado.

A Califórnia é atualmente líder global no esforço para compensar a intermitência da energia renovável em redes elétricas com baterias de armazenamento em larga escala, mas o resto do mundo está seguindo seu exemplo.

Os planos anunciados recentemente variam de um sistema de 409 megawatts no sul da Flórida, nos EUA, a uma usina de 320 megawatts perto de Londres, no Reino Unido, a uma instalação de 200 megawatts na Lituânia e uma unidade de 112 megawatts no Chile.

Impulsionados pela queda acentuada dos preços e pelo avanço tecnológico que permite que as baterias armazenem quantidades cada vez maiores de energia, os sistemas de rede de larga escala estão registrando um crescimento recorde.

Muitos dos ganhos são reflexo da corrida da indústria automobilística para construir baterias de íon-lítio menores, mais baratas e mais potentes para carros elétricos.

Nos EUA, as exigências estaduais de energia limpa, junto a incentivos fiscais para sistemas de armazenamento que são combinados com instalações solares, também desempenham um papel importante.

A implantação em massa do armazenamento pode superar um dos maiores obstáculos da energia renovável: seu ciclo entre o excesso de oferta quando o sol brilha ou o vento sopra, e a escassez quando o sol se põe ou o vento diminui.

Ao suavizar os desequilíbrios entre a oferta e a demanda, dizem os defensores da ideia, as baterias podem substituir as usinas de combustível fóssil de pico, que entram em operação algumas horas por dia quando a demanda por energia aumenta.

Desta forma, a disseminação do armazenamento de energia pode ser fundamental para expandir o alcance das energias renováveis ​​e acelerar a transição para uma rede elétrica livre de carbono.

"O armazenamento de energia é, na verdade, a real ponte para um futuro com energia limpa", diz Bernadette Del Chiaro, diretora-executiva da California Solar and Storage Association.

A rapidez com que esse futuro vai chegar depende em grande parte da velocidade com que os custos vão continuar a cair. O preço das baterias de armazenamento em larga escala nos EUA despencou, caindo quase 70% entre 2015 e 2018, de acordo com a Administração de Informação de Energia do país.

Essa queda brusca de preços seguiu os avanços na química da bateria de íon-lítio para melhorar significativamente o desempenho. A capacidade da bateria também aumentou, com instalações capazes de armazenar e descarregar energia por períodos cada vez mais longos.

Atualmente, a maior bateria do mundo é a Hornsdale Power Reserve, no sul da Austrália — Foto: Alamy via BBC
Atualmente, a maior bateria do mundo é a Hornsdale Power Reserve, no sul da Austrália — Foto: Alamy via BBC 

A concorrência no mercado e o aumento da produção de baterias também desempenham um papel importante; uma projeção do Laboratório Nacional de Energia Renovável dos EUA prevê uma queda de mais de 45% no custo médio das baterias de íon-lítio entre 2018 e 2030.

"Estamos praticamente pegando carona no avanço da tecnologia das baterias de íon-lítio, que é impulsionado principalmente por veículos elétricos e eletrônicos de consumo", diz Ray Hohenstein, diretor da Fluence, provedora de tecnologia de armazenamento de energia com projetos que totalizam quase 1 gigawatt (1.000 megawatts), previstos para entrar em operação na Califórnia dentro de um ano.

O dinheiro investido em pesquisas para essas aplicações está reduzindo os custos em todas as áreas, afirma Hohenstein.

"É exatamente como o que vimos com os painéis solares."

Na Califórnia, a queda dos preços das baterias, seguido do incentivo agressivo do Estado em direção a uma rede elétrica livre de carbono até 2045, levou a uma série de projetos de armazenamento.

Um projeto de lei de 2013 definiu uma meta de 1,325 gigawatts de armazenamento a serem comissionados para a rede do Estado até 2020.

Com 1,5 gigawatts de projetos atualmente aprovados — incluindo mais de 500 megawatts instalados até agora —, essa meta já foi superada, de acordo com a California Public Utilities Commission.

Quando o projeto Moss Landing estiver totalmente operacional, em meados de 2021, vai mais do que dobrar a quantidade de armazenamento de energia na Califórnia.

Vários outros Estados americanos também estão embarcando em grandes projetos de armazenamento de energia.

Entre eles, o projeto Ravenswood de 316 megawatts, em Nova York, será capaz de fornecer energia a mais de 250 mil residências por até oito horas, substituindo duas usinas de pico a gás natural no bairro do Queens.

E o sistema Manatee de 409 megawatts planejado para o sul da Flórida será carregado por uma usina solar adjacente. A instalação, que a concessionária Florida Power and Light diz que será o maior sistema de bateria movido a energia solar do mundo, substitui duas unidades antigas de gás natural.

Como um todo, a capacidade das baterias de larga escala dos EUA deve aumentar de 1,2 gigawatts em 2020 para quase 7,5 gigawatts em 2025, de acordo com a Wood MacKenzie, empresa de pesquisa e consultoria de recursos naturais.

Kelly Speakes-Backman, presidente-executiva da Associação de Armazenamento de Energia dos EUA, diz que a inclusão do armazenamento de bateria dobrou em 2020, e provavelmente teria triplicado se não fosse pela desaceleração da construção causada pela pandemia de covid-19.

As baterias de larga escala para armazenamento de energia são a solução para a volatilidade da energia renovável — fazendo com que a energia solar não fique restrita às horas do dia — Foto: Getty Images via BBC
As baterias de larga escala para armazenamento de energia são a solução para a volatilidade da energia renovável — fazendo com que a energia solar não fique restrita às horas do dia — Foto: Getty Images via BBC

A Europa demorou mais para aderir ao armazenamento.

"Em geral, a Europa é um pouco mais conservadora" quando se trata de tais desenvolvimentos, diz Daniele Gatti, analista da IDTechEx, empresa de pesquisa de mercado com sede no Reino Unido especializada em tecnologia emergente.

Segundo ela, o desenvolvimento do armazenamento de energia na Europa foi prejudicado por um mercado restritivo de eletricidade dominado por leilões do governo que tendem a subestimar o armazenamento.

Ainda assim, alguns projetos de baterias de larga escala estão tomando forma agora, incluindo o sistema Gateway de 320 megawatts a ser construído em uma nova instalação portuária perto de Londres.

Globalmente, Gatti prevê um rápido crescimento no armazenamento de energia, chegando a 1,2 terawatts (1.200 gigawatts) na próxima década.

Entre os principais players está a Austrália, que em 2017 se tornou a primeira nação a instalar uma bateria de armazenamento de larga escala em sua rede, a Hornsdale Power Reserve, com 100 megawatts, e agora planeja adicionar outros 300 megawatts perto de Victoria.

O novo sistema vai distribuir eletricidade entre os Estados conforme a necessidade, maximizando a eficiência da infraestrutura de transmissão existente e reduzindo a necessidade de construção de novas linhas elétricas que ficariam ociosas na maior parte do tempo.

Projetos semelhantes estão surgindo em Baden-Württemberg, no sudoeste da Alemanha.

E embora a Moss Landing, nos EUA, esteja prevista para ser a maior bateria do mundo, não se sabe por quanto tempo. A Arábia Saudita acaba de anunciar sua candidatura a esse título, com um enorme sistema de armazenamento de energia solar na costa oeste do país.

A instalação fornecerá energia 100% renovável 24 horas por dia para um complexo de resort de 50 hotéis e 1,3 mil casas sendo construídas ao longo do Mar Vermelho.

Com um relatório recente concluindo que a maioria das usinas de combustível fóssil nos Estados Unidos chegará ao fim de sua vida útil em 2035, especialistas dizem que a hora para o rápido crescimento no armazenamento de energia em escala industrial está próxima.

Yiyi Zhou, especialista em sistemas de energia renovável da Bloomberg NEF, diz que as energias renováveis ​​combinadas ao armazenamento em bateria já são uma alternativa economicamente viável à construção de novas usinas de pico de gás.

Combinar geração de eletricidade com armazenamento funciona especialmente bem com energia solar, que geralmente segue um padrão diário previsível.

E, segundo Zhou, à medida que mais energia solar entra na rede, o custo de operação das usinas a gás, na verdade, aumenta.

"Isso acontece principalmente porque [as usinas a gás] são forçadas a ligar e desligar muito mais agora por causa da penetração solar", diz Zhou.

"Isso adiciona desgaste e encurta sua vida útil."

As baterias estão começando a atingir um tamanho — cerca de 200 megawatts — que permite que as energias renováveis ​​substituam os geradores de gás natural de pequeno a médio porte, acrescenta Hohenstein, da Fluence.

O preço das baterias de íon-lítio despencou nos últimos anos — e a previsão é que caia ainda mais, tornando as baterias maiores mais viáveis — Foto: Alamy via BBC
O preço das baterias de íon-lítio despencou nos últimos anos — e a previsão é que caia ainda mais, tornando as baterias maiores mais viáveis — Foto: Alamy via BBC

"Agora somos capazes de realmente construir esses recursos híbridos — solar, de armazenamento, eólico — e fazer o trabalho que era tradicionalmente feito por usinas de combustível fóssil", afirma Hohenstein, cuja empresa está observando um aumento no interesse por projetos de grande porte.

Adicionar armazenamento também torna a energia renovável mais lucrativa, diz Wesley Cole, analista de energia do Laboratório Nacional de Energia Renovável.

"Um dos desafios da energia renovável é que quanto mais você coloca na rede, mais o valor diminui", diz Cole.

O armazenamento ajuda a lidar com isso absorvendo o excesso de energia que seria perdido no meio do dia, quando a demanda por eletricidade é menor, e transferindo-a para um momento em que tenha mais valor.

Embora o armazenamento de energia esteja prosperando em mercados de grande valor, como a Califórnia, os preços das baterias precisam reduzir ainda mais para alcançar uma implantação global em grande escala.

No entanto, os analistas estão otimistas de que os preços das baterias vão cair o suficiente para o uso generalizado de armazenamento de energia.

"Vemos o armazenamento como um grande player em efetivamente todos os futuros que vislumbramos", diz Cole.

"E não apenas um ou dois gigawatts... mas dezenas a centenas de gigawatts."

*Esta reportagem foi publicada originalmente pelo site Yale e360 e republicada aqui mediante autorização — leia também a versão original (em inglês).

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Embalagens e alimentos têm 'mínima probabilidade de espalhar' coronavírus, diz agência americana

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FDA afirma que conclusão é um "consenso científico internacional esmagador" e lembra que vírus se espalha de pessoa a pessoa.  
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Por G1  
22/02/2021 18h25 Atualizado há uma hora
Postado em 22 de fevereiro de 2021 às 19h30m


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Foto de um supermercado no Rio de Janeiro em 20 de maio de 2020 — Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Foto de um supermercado no Rio de Janeiro em 20 de maio de 2020 — Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos publicou um novo documento informando que é "mínima a probabilidade" de embalagens e alimentos transmitirem o coronavírus.

Publicado na quinta-feira (18) no site da FDA e assinado também pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o documento informa que não há evidência comprovada de que alimentos ou embalagens de alimentos estejam associados ou são uma fonte provável de transmissão do coronavírus.

"Considerando os mais de 100 milhões de casos da Covid-19, não vimos evidências epidemiológicas de alimentos ou embalagens de alimentos como a fonte de transmissão da SARS-CoV-2 para humanos", explica o documento.

A publicação garante que existe um "consenso científico internacional esmagador" de que "os alimentos consumidos e as suas embalagens são altamente improváveis de espalhar o Sars-CoV-2".

Os cientistas ainda lembram que a Covid-19 é uma doença respiratória e é transmitida de pessoa para pessoa, não sendo um vírus transmitido por alimentos.

Infectologista explica como é feita a transmissão da Covid-19 pelo ar
Infectologista explica como é feita a transmissão da Covid-19 pelo ar

"É particularmente importante observar que a Covid-19 é uma doença respiratória transmitida de pessoa para pessoa, ao contrário dos vírus transmitidos por alimentos ou gastrointestinais, como o norovírus e a hepatite A, que costumam deixar as pessoas doentes por meio de alimentos contaminados", diz a nota.

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Analistas do mercado elevam estimativa de inflação em 2021 para 3,82%, acima da meta central

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Esta foi a sétima alta seguida na expectativa de inflação. Previsão de alta do PIB passou de 3,43% para 3,29%, e mercado também passou a estimar alta maior dos juros neste ano.  
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Por Alexandro Martello, G1 — Brasília  
22/02/2021 08h31 Atualizado há 3 horas
Postado em 22 de fevereiro de 2021 às 11h35m


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Os economistas do mercado financeiro elevaram a estimativa de inflação para 2021 pela sétima semana seguida e também passaram a projetar uma alta menor do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

As informações estão no boletim de mercado, conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (22) pelo Banco Central (BC). Os dados foram levantados na semana passada em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

Para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, a expectativa do mercado para este ano passou de 3,62% para 3,82%.

Com o novo aumento, a expectativa de inflação do mercado passou a ficar acima da meta central deste ano, de 3,75%. Pelo sistema de metas, não haverá descumprimento se a inflação oscilar entre 2,25% e 5,25% em 2021.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Em 2020, pressionado pelos preços dos alimentos, o IPCA ficou em 4,52%, acima do centro da meta para o ano, que era de 4%, mas dentro do intervalo de tolerância. Foi a maior inflação anual desde 2016.

Para 2022, o mercado financeiro manteve em 3,49% a previsão de inflação. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,50% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2% a 5%.

Expansão da economia

Sobre o comportamento da economia brasileira em 2021, os economistas do mercado financeiro reduziram a estimativa para a alta do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,43% para 3,29% na semana passada. Essa foi a terceira queda seguida do indicador.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Para 2022, o mercado manteve em 2,50% a estimativa de expansão do PIB.

A expectativa para o nível de atividade foi feita em meio à pandemia de Covid-19, que derrubou a economia mundial e colocou o mundo no caminho de uma recessão. Nos últimos meses, porém, indicadores têm mostrado uma retomada da economia brasileira.

Taxa básica de juros

O mercado financeiro também passou a prever uma alta maior dos juros neste ano.

A expectativa dos analistas dos bancos para a taxa Selic no fim de 2020 subiu de 3,75% para 4% ao ano.

Em janeiro, o Copom realizou a sua primeira reunião de 2021 e decidiu manter a taxa básica de juros em 2% ao ano.

Para o fechamento de 2022, os economistas do mercado financeiro mantiveram a expectativa estável em 5% ao ano.

Outras estimativas

  • Dólar: a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2021 subiu de R$ 5,01 para R$ 5,05. Para o fechamento de 2022, permaneceu em R$ 5 por dólar.
  • Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2021 caiu de US$ 57 bilhões para US$ 56 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado avançou de US$ 49,85 bilhões para US$ 50 bilhões de superávit.
  • Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil neste ano ficou estável em US$ 60 bilhões. Para 2022, a estimativa permaneceu em US$ 70 bilhões.

domingo, 21 de fevereiro de 2021

Casa de 139 anos é transportada para mudar de endereço em San Francisco

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Casa vitoriana com dois andares tem seis quartos e foi transferida para novo local a seis quarteirões de distância do endereço original. Proprietário irá pagar cerca de R$ 2,15 milhões em taxas e custos de mudança. 
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TOPO
Por Associated Press  
21/02/2021 19h34 Atualizado há 1 horas
Postado em 20 de fevereiro de 2021 às 20h35m


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Casa de 139 anos é transportada para mudar de endereço em San Francisco, nos EUA, no domingo (21) — Foto: AP Photo/Noah Berger
Casa de 139 anos é transportada para mudar de endereço em San Francisco, nos EUA, no domingo (21) — Foto: AP Photo/Noah Berger

Após 139 anos no número 807 da Franklin Street, em San Francisco, uma casa vitoriana de dois andares tem um novo endereço.

A casa verde com grandes janelas e uma porta da frente marrom foi carregada em carrinhos gigantes e transferida neste domingo (21) para um local a seis quarteirões de distância.

Casa de 139 anos é transportada para mudar de endereço em San Francisco, nos EUA, no domingo (21) — Foto: AP Photo/Noah Berger
Casa de 139 anos é transportada para mudar de endereço em San Francisco, nos EUA, no domingo (21) — Foto: AP Photo/Noah Berger


Casa de 139 anos é transportada para mudar de endereço em San Francisco, nos EUA, no domingo (21) — Foto: AP Photo/Noah Berger
Casa de 139 anos é transportada para mudar de endereço em San Francisco, nos EUA, no domingo (21) — Foto: AP Photo/Noah Berger

Os espectadores alinhavam-se nas calçadas para tirar fotos enquanto a casa passava sobre os carrinhos - a uma velocidade máxima de 1,6 km/h – em direção ao número 635 da Fulton Street.

A transferência da casa estava nos estágios de planejamento há anos, relatou o jornal San Francisco Chronicle.

Casa de 139 anos é transportada para mudar de endereço em San Francisco, nos EUA, no domingo (21) — Foto: AP Photo/Noah Berger
Casa de 139 anos é transportada para mudar de endereço em San Francisco, nos EUA, no domingo (21) — Foto: AP Photo/Noah Berger

O veterano movedor de casas, Phil Joy, disse ao jornal que precisou obter autorizações de mais de 15 agências municipais.

Casa de 139 anos é transportada para mudar de endereço em San Francisco, nos EUA, no domingo (21) — Foto: AP Photo/Noah Berger
Casa de 139 anos é transportada para mudar de endereço em San Francisco, nos EUA, no domingo (21) — Foto: AP Photo/Noah Berger

Joy explicou que a movimentação foi complicada porque a primeira parte do trajeto envolvia uma descida. Isso é sempre difícil para uma casa, disse ele.

Casa de 139 anos é transportada para mudar de endereço em San Francisco, nos EUA, no domingo (21) — Foto: AP Photo/Noah Berger
Casa de 139 anos é transportada para mudar de endereço em San Francisco, nos EUA, no domingo (21) — Foto: AP Photo/Noah Berger

Ao longo do percurso, parquímetros foram arrancados, galhos de árvores foram aparados e sinais de trânsito foram realocados.

O proprietário da casa de seis quartos, o corretor de São Francisco Tim Brown, vai pagar cerca de US$ 400 mil (aproximadamente R$ 2,15 milhões) em taxas e custos de mudança, disse o Chronicle.

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sábado, 20 de fevereiro de 2021

Imagens do robô Perseverance em Marte emocionam cientistas

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Nasa divulgou as primeiras imagens da descida da espaçonave no planeta vermelho na sexta-feira (19). 
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Por G1  
20/02/2021 10h49 Atualizado há 53 minutos
Postado em 20 de fevereiro de 2021 às 11h50m


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Membros da equipe do Perseverence comemoram a notícia do pouso em Marte. — Foto: Associated Press
Membros da equipe do Perseverence comemoram a notícia do pouso em Marte. — Foto: Associated Press

A Nasa publicou imagens nesta sexta-feira (19) mostrando a espetacular descida de seu veículo de exploração Perseverance à superfície de Marte, suspenso por cabos para desacelerá-lo, as primeiras imagens de uma manobra desse tipo. A Nave pousou no planeta na quinta-feira.

As primeiras fotos que chegaram foram "muito emocionantes, a nossa equipe enlouqueceu", disse a chefe de sistemas da operação, Pauline Hwang.

"A equipe científica imediatamente começou a olhar para as rochas e a se aproximar para dizer, 'o que é isso?' Não poderia ter sido melhor", resumiu.

Equipe da Nasa comemora pouso do robô Perseverance em Marte.
Equipe da Nasa comemora pouso do robô Perseverance em Marte.

A Nasa também publicou fotos tiradas por uma câmera a bordo da Mars Reconnaissance Orbiter, uma sonda norte-americana enviada à Marte em 2005 para procurar evidências de água no planeta.

As imagens mostram Perseverance pousando com a ajuda de um paraquedas na cratera de Jezero onde ficavam um rio e um lago há bilhões de anos.

Imagem de Perseverance descendo para a cratera Jezero com a ajuda de um paraquedas. — Foto: NASA/JPL-Caltech/University of Arizona
Imagem de Perseverance descendo para a cratera Jezero com a ajuda de um paraquedas. — Foto: NASA/JPL-Caltech/University of Arizona

As primeiras imagens divulgadas ainda na quinta-feira, logo após o pouso da espaçonave em Marte, eram fotos em preto e branco em baixa resolução. Mas, as novas fotos têm maior qualidade de imagem.

Elas mostram os últimos 20 metros da descida, enquanto seus oito motores trabalhavam para desacelerar o dispositivo.

"Pode-se ver a poeira sendo levantada pelos motores do veículo", disse Adam Steltzner, diretor de engenharia do Perseverance. Ele acredita que a foto captura o momento em que a nave chegou a quase dois metros do solo.

Foto colorida do momento de pouso do robô Perseverance ao planeta Marte. — Foto: NASA/JPL-Caltech
Foto colorida do momento de pouso do robô Perseverance ao planeta Marte. — Foto: NASA/JPL-Caltech

Os três cabos paralelos na imagem são freios mecânicos e uma terceira extremidade curva é uma sonda para transmitir dados da câmera para o dispositivo.

Quando o veículo tocou o solo, os cabos de 6,4 metros foram cortados, permitindo que ele descesse de forma independente.

O Perseverance também conseguiu enviar uma imagem que mostra o interior da cratera de Jezero e outra de uma de suas rodas na superfície rochosa de Marte.

Perseverance envia primeira imagem colorida de Marte um dia após pouso difícil. — Foto: NASA/JPL-Caltech
Perseverance envia primeira imagem colorida de Marte um dia após pouso difícil. — Foto: NASA/JPL-Caltech

"Uma das perguntas que vamos nos fazer primeiro é se essas rochas são vulcânicas ou se originaram de sedimentos", explicou a vice-diretora de projetos científicos da NASA, Katie Stack Morgan.

As rochas vulcânicas encontradas lá têm a particularidade de sua idade poder ser datada com altíssima precisão, uma vez que as amostras sejam trazidas à Terra em uma missão futura, que é promissora do ponto de vista da ciência planetária.

Nos próximos dias, a Nasa espera ter mais imagens e vídeos de alta resolução, mas ainda não se sabe se foi capaz de capturar sons de Marte usando os microfones com que o Perseverance está equipado.

Steltzner estimou que esta dúvida pode ser esclarecida no início da próxima semana.

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