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domingo, 22 de maio de 2011

Mercado de aviação experimental e desportiva cresce no Brasil

Mas a indústria aeronáutica brasileira é muito ampla, e não somente um negócio lucrativo para uma grande empresa como a Embraer e seus fornecedores;


 


R$=*=$R O Brasil de Alberto Santos Dumont honra o nome do pai da aviação. Atualmente, os jatos comerciais da Embraer voam em mais de 70 países e a empresa é referência mundial quando o assunto são aviões de treinamento militar.

Mas a indústria aeronáutica brasileira é muito ampla, e não somente um negócio lucrativo para uma grande empresa como a Embraer e seus fornecedores. O mercado cresceu muito no país e já tem gente faturando alto no setor da aviação experimental.

Equipamentos fabricados aqui quebraram vários recordes mundiais. Atualmente, as velas da Sol, por exemplo, são exportadas para 68 países. É a única empresa do gênero situada fora do continente asiático.

A fábrica, que fatura R$ 6 milhões projetando velas, cortando e costurando pano, mostra que, por trás do desejo de domesticar o ar, se sustenta um grande negócio e vários pequenos negócios que empregam milhares de pessoas.

Joãozinho na Igreja...

Piada do Dia. = 048\2011








Todo domingo, Joãozinho era obrigado a acordar cedo e
ir para a igreja com sua mãe. No meio da missa ele não
aguentava e caia no sono.

O padre já não aguentava mais ver aquilo e fez uma
pergunta para Joãozinho.

- João quem é o nosso pai?
A irmã de Joãozinho percebeu que ele estava dormindo e
cutucou a chave na bunda dele e ele acordou.

- DEUS!!!
O padre deu os parabens a Joãozinho e prosseguiu a
missa.

João dormia em todas as missas.
Um mês depois o padre quis pegar ele novamente e
perguntou:

- Qual o nome "da pessoa" que foi posta na cruz?
A irmã de João novamente cutucou a chave na bunda dele
e ele acordou.

- JESUS CRISTO!!!.
O padre continuou a missa, mas ele já estava pensando
em outra pergunta para fazer para Joãozinho.

Passado um certo tempo o padre percebeu que Joãozinho
estava dormindo e perguntou:

- O que a Eva disse para o Adão quando descobriram o
pecado original?

João esperto percebeu que sua mãe vinha com a chave e
disse:

- SE VOCÊ CUTUCAR ESSA CHAVE NA MINHA BUNDA DE NOVO EU TE QUEBRO A CARA!!!

Cidadão 70

=*= Obra de Orson Welles forjou sua fama e tradição ao longo do tempo.

 
Luiz Zanin Oricchio - O Estado de S.Paulo
 

 **#** Rosebud. Essa palavra, todo cinéfilo tem de cor na cabeça, desde que Cidadão Kane tornou-se o ícone mundial do cinema de arte. Não foi uma fama imediata. O mito Kane foi se construindo ao longo do tempo, forjando sua própria tradição e posteridade. Cidadão Kane teve sua première dia 1.º de maio de 1941, em Nova York. Chegou ao Brasil em 16 de junho do mesmo ano, antes da Europa. Compreende-se. A maior parte dos países europeus estava então envolvida na 2.ª Guerra e fechada ao cinema americano. Uma exceção era Portugal - neutro -, que colocou o filme de Welles em cartaz em outubro de 41, com o título de O Mundo a Seus Pés.

Divulgação.
Divulgação.
Percalços. Welles teve de enfrentar a fúria do verdadeiro Kane
 
 

**#** Em sua terra, Kane enfrentava percalços. O magnata das comunicações, William Randolph Hearst, reconheceu-se no personagem e boicotou a película. Via em Kane o homem poderoso e, no fundo, vazio, corrupto, destruidor de pessoas que era ele próprio. Havia outra alusão, de ordem sexual. Rosebud (botão de rosa) seria o apelido que Hearst dava à parte íntima da anatomia da amante, Marion Davies. Temeroso do poder de Hearst, Louis B. Mayer, boss da MGM, ofereceu à RKO US$ 800 mil para queimar o negativo. Por sorte, a oferta não foi aceita. No Oscar, Kane não teve melhor sorte. Indicado a nove categorias, ganhou apenas em uma - roteiro, de Herman Mankiewicz, dividindo o crédito com o próprio Welles.
Kane se impôs aos poucos. A cada geração, enaltecido por camadas geológicas de exegeses e críticas favoráveis, foi ganhando a posição de "filme dos filmes". Uma espécie de princípio do cinema moderno, aquele que saía do cisma provocado pela entrada em cena do sonoro nos anos 30, e que subvertera a estética do silencioso. Os anos 20 haviam produzido todo o expressionismo alemão, boa parte da obra de Chaplin, os divisores de água de Eisenstein (Encouraçado Potemkin e Outubro). Com o sonoro, temia-se a regressão a uma estética anterior, colocando toda a força nos diálogos e esvaziando a imagem. Não precisava ser assim, e não foi. Kane não foi o único a demonstrá-lo, mas talvez o tenha feito com ênfase inigualável.
Mesmo após o incrível sucesso crítico alcançado, Kane continuou a levantar polêmicas. Uma delas partiu da norte-americana Pauline Kael que, em seu ensaio Criando Kane, atribui a Mankiewicz a maior parte do mérito pelo sucesso de Kane. De acordo com Kael, é o texto brilhante que faz o filme. Ok, mas mesmo com o melhor dos textos, o que seria da obra sem a mescla de gêneros proposta por Welles, sem a profundidade de campo usada por Gregg Toland, a montagem descontínua de Robert Wise, a música de Bernard Herrmann, o uso criativo da narração radiofônica? Enfim, sem tudo aquilo que faz de Kane um filme (e não um texto) extraordinário, por obra e graça de Welles, o grande regente por trás de todos esses talentos?
Sua influência posterior talvez seja inigualável, pois todo o melhor cinema moderno é seu devedor. Mesmo seu achado - a palavra "rosebud" -, que guia a trama nesse intrincado enigma chamado Charles Foster Kane, mantém sua força. Rever Cidadão Kane, 70 anos depois, ainda é uma experiência sem par. Terminamos o filme sem fôlego, contemplando aquela imagem singela e ao mesmo tempo misteriosa. Todos temos o nosso rosebud pessoal. Foi Kane que nos ensinou essa verdade simples.

Vulcão entra em erupção na Islândia

%**% Vulcão Grimsvoetn em atividade  está localizado na geleira Vatnajoekull, no sudeste do país.

Foto: STR/AFP ZoomO vulcão Grimsvoetn está localizado na geleira Vatnajoekull O vulcão Grimsvoetn está localizado na geleira Vatnajoekull

Da AFP

O vulcão Grimsvoetn entrou em erupção neste sábado na maior geleira da Islândia, anunciaram os serviços meteorológicos islandeses, indicando que uma grande coluna de fumaça ergueu-se sobre a cratera.

"Uma erupção teve início em Grimsvoetn e um avião está a caminho de lá para recolher mais informações", indicou à AFP o meteorologista Haraldur Eirkisson.

"Havia uma nuvem erguendo-se de Grimsvoetn às 19h GMT (16h de Brasília) e pouco antes das 20h GMT (17h) alcançou 11 km de altura", acrescentou o cientista. O vulcão Grimsvoetn está localizado na geleira Vatnajoekull, no sudeste do país.

Em abril de 2010, uma nuvem de cinzas expelida após a erupção do vulcão islandês Eyjafjöll obrigou as autoridades europeias a fechar o espaço aéreo da Europa. Mais de 100.000 voos foram cancelados e mais de oito milhões de passageiros ficaram bloqueados.

Ainda não é possível determinar neste sábado à noite se as cinzas da erupção do Grimsvoetn podem provocar problemas como esse. O vulcão está situado sob uma espessa camada de gelo, o que foi determinante para os efeitos da erupção
de abril de 2010.

Banco do Brasil e 12 órgãos abrem inscrições para 1,4 mil vagas

#** # Salários chegam a R$ 8.931,01 no Corpo de Bombeiros do Distrito Federal.
Entre órgãos estão IML do Paraná e Tribunal de Justiça do Espírito Santo.





Do G1, em São Paulo


*B$B* Pelo menos 13 órgãos abrem inscrições nesta segunda-feira (23) e terça-feira (24) para 1.408 vagas e formação de cadastro de reserva em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 8.931,01 no Corpo de Bombeiros do Distrito Federal.
Os órgãos que abrem inscrições na segunda-feira (23) para 1.115 vagas e formação de cadastro de reserva são os seguintes: Banco do Brasil, DAE de Jundiaí, Prefeitura e Câmara de Açailândia (MA), Prefeitura de Campinas (SP), Prefeitura de Combinado (TO), Prefeitura de Estância (SE), Prefeitura de Jacinto (MG), Prefeitura de São José de Ribamar (MA), Prefeitura de Teixeiras (MG) e Secretaria da Segurança Pública do Paraná.
Já na terça-feira o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, a Prefeitura de Igarapé (MG) e o Tribunal de Justiça do Espírito Santo abrem inscrições para 293 vagas e formação de cadastro.

Banco do Brasil

O Banco do Brasil lançou edital para formação de cadastro de reserva para o cargo de escriturário, que exige nível médio. Nesse tipo de concurso os aprovados são chamados conforme disponibilidade na instituição. O salário é de R$ 1.280,10, com gratificação de 25% paga mensalmente -
veja aqui o edital.
As vagas são para 51 cidades dos estados do Amazonas, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Santa Catarina. É a primeira seleção do BB no ano que contempla o Sudeste.
As inscrições podem ser feitas de 23 de maio a 16 de junho, através do site www.concursosfcc.com.br. A taxa de inscrição é de R$ 40.
A prova objetiva será aplicada no dia 7 de agosto.

China clona do MSN ao Google e lidera web

Cláudia Trevisan, de O Estado de S. Paulo
 
 
 

Cidade de Pequim - China
 
$$=$$ PEQUIM - O mapa luminoso da presença global do Facebook mostra uma mancha negra sobre a China, onde a mais célebre rede social da internet é bloqueada, assim como YouTube e Twitter. Mas isso não significa que a maior população online do planeta está fora do universo dos microblogs, games e redes virtuais de amigos.
Dentro da invisível Grande Muralha de Fogo levantada pela censura chinesa surgiram algumas das maiores empresas de internet do mundo, que começam a rivalizar com os originais que clonaram, em valor de mercado e número de usuários.
O serviço de mensagens instantâneas QQ tem apenas 5% de seus clientes fora da China, mas a audiência doméstica é suficiente para colocá-lo em 10.º lugar no ranking dos sites mais visitados do mundo, elaborado pela consultoria Alexa - uma posição acima do MSN da Microsoft.

Na origem do sucesso do QQ estão os 477 milhões de usuários da internet na China, quase o dobro dos 250 milhões existentes nos Estados Unidos. Em poucos anos, a população online do país asiático será o triplo da norte-americana, estima Duncan Clark, da empresa de consultoria BDA China. "O centro de gravidade da internet está mudando", observa.
QQ é a face mais popular da Tencent, a maior companhia de internet da China e a terceira do mundo em valor de mercado, com US$ 52 bilhões, abaixo apenas do Google (US$ 171,2 bilhões) e Amazon (US$ 89,9 bilhões). Se o Facebook tivesse ações em Bolsa, certamente estaria à frente da empresa chinesa.

O consultor Bill Bishop, editor do site Digichina, acredita que a internet representa o maior segmento da economia chinesa fora das mãos do Estado. As líderes são empresas de capital privado com ações nas Bolsas de Valores de Nova York ou Hong Kong - nenhuma tem papeis negociados na China.
Entre as 12 representantes chinesas que apareceram na lista BrandZ das 100 marcas mais valiosas do mundo divulgada no início de maio, só duas não eram estatais: Baidu e Tencent, ambas do setor de internet.
Elaborado pela agência Millward Brown Group, o ranking estimou o valor da marca Baidu em US$ 22,56 bilhões, alta de 141% em relação ao ano anterior, o que elevou a grife chinesa ao segundo lugar entre as de mais rápido crescimento do planeta, atrás apenas do Facebook.
O vigor da internet também se reflete na lista dos chineses mais ricos elaborada pela Forbes. O primeiro lugar de 2011 é ocupado por Li Yanghong, de 42 anos, o fundador do Baidu. Também conhecido como Robin Li, ele é dono de uma fortuna de US$ 9,4 bilhões, o que o deixa na posição 95 no ranking global da revista. O criador da Tencent, Ma Huateng, 39 anos, aparece na 10.ª posição entre os chineses endinheirados, com US$ 5 bilhões.

Idealizada para controlar a informação e barrar o que é considerado contrário aos interesses do Partido Comunista, a censura acabou funcionando como uma reserva de mercado, que permitiu o desenvolvimento dos sites chineses sem a ameaça de concorrência externa.
Mas a proteção não é o único fator que explica o sucesso de alguns deles. O Baidu já era líder do mercado de buscas antes de o Google decidir transferir seu site chinês para Hong Kong, em março de 2010, em razão da intensificação da censura.
De qualquer maneira, a saída de campo de seu principal competir elevou a fatia de mercado do Baidu de pouco mais de 60% para cerca de 80%. Nesse mesmo, o preço de suas ações na Nasdaq teve alta de quase 150%, o que jogou o valor de mercado da empresa para US$ 47,4 bilhões, mais que o dobro do Yahoo!. O Baidu está em sexto lugar no ranking dos sites mais visitados do mundo, segundo a consultoria Alexa, atrás de Google, Facebook, YouTube, Yahoo! e Live.
Os campeões da internet chinesa só conseguiram prosperar porque se sujeitaram aos limites impostos pelo Partido Comunista, que os transformam em agentes executores da censura.

Os sites são responsáveis por impedir que cheguem a seus portais todas as informações vetadas pelas autoridades de Pequim. A lista do que é proibido tem temas permanentes, como independência do Tibete, e outros que mudam de acordo com as circunstâncias.
Diariamente, a relação do que está vetado é distribuída pelos censores de Pequim. Jasmim, nome do chá mais popular da China, foi banido desde que foi vinculado à Revolução do Jasmim que derrubou o governo da Tunísia, em janeiro.
O agravamento da censura, a crescente dificuldade para atuar no país e o ataque de seu site por hackers foram os argumentos utilizados pelo Google para justificar a transferência de sua operação em chinês para Hong Kong. Na China, o Google tinha de a praticar a autocensura, como os demais sites do país.

Diante da barreira à entrada de empresas estrangeiras na China, a compra de ações em Bolsa ou a aquisição de participação direta no capital das empresas chinesas se transformaram nos únicos caminhos pelos quais os investidores podem apostar no boom da internet no país.
Há quem entre nesse mercado sem saber se terão uma rede de proteção. O site de relacionamento Renren, uma versão chinesa do Facebook, levantou US$ 743,4 milhões na Bolsa de Nova York este mês, dez vezes mais do que faturou em 2010. As ações perderam 24% desde então, mas estão em patamar que dá à companhia um valor de mercado de US$ 5,4 bilhões. "O Renren é pequeno, e isso certamente é uma bolha", afirma Clark, da BDA.

sábado, 21 de maio de 2011

Aqui quem manda é a natureza

O turismo ecológico traz riqueza para a Tanzânia. Mas o excesso de visitantes ameaça o equilíbrio ambiental e o parque mais famoso do país pode ser cortado por uma estrada.
 
 
Haroldo Castro (texto e fotos), de Serengeti (Tanzânia)

Haroldo Castro/ÉPOCA
LEI DA SELVA Uma impala perdida é atacada por duas leoas no Parque Ruaha. É um flagrante raro em safáris
 

reprodução/Revista Época
=**= As planícies do Parque Nacional de Serengeti, na Tanzânia, são o palco de um dos espetáculos naturais mais impressionantes do planeta: a migração anual. Manadas de até 1,3 milhão de gnus, 200 mil zebras e 500 mil gazelas realizam um percurso circular de 700 quilômetros para buscar as pastagens esverdeadas pela chuva. O movimento dos animais transcende fronteiras. Entre agosto e outubro, eles deixam a Tanzânia e entram na Reserva Maasai Mara do Quênia, sem cercas ou limites. Mas um projeto do governo tanzaniano pode interferir na circulação dos bichos. A construção de uma rodovia, entre Arusha e Musoma, cruzaria o parque. Segundo o governo, a estrada deverá desenvolver a região. Para o setor turístico e para conservacionistas, será um desastre ecológico. “Ela fragmentaria o ecossistema, interferindo na migração”, afirma David Blanton, da ONG Serengeti Watch, dedicada a proteger o parque. “O projeto pode deixar um rastro de devastação na economia, na reputação e no orgulho do país.”
A escolha do percurso da estrada de Serengeti simboliza os dilemas não só da Tanzânia, mas de todos os países com uma riqueza natural única. Esse patrimônio de vida selvagem sustenta um turismo gerador de empregos e de renda. Na Tanzânia, os 700 mil visitantes por ano contribuem com US$ 950 milhões à economia. É mais do que o faturamento da agricultura. Mas o desafio é evitar que a exploração excessiva dos parques ou de outras atividades econômicas prejudique o exuberante espetáculo natural. “O desenvolvimento de nosso país é prioritário, e o governo precisa investir mais em infraestrutura”, diz Scholastica Ponera, diretora da operadora Pongo Safaris, de Dar es Salaam, principal cidade do país. “Mas deve fazer isso sem manchar nosso patrimônio natural.”
Em busca de uma solução conciliatória para a estrada de Serengeti, o governo alemão propôs um desenho alternativo, contornando a reserva e evitando a divisão do parque. É a chamada Rota Sul. Um dos argumentos é o benefício social. “Enquanto a Rota Norte favoreceria cerca de 430 mil tanzanianos, a Rota Sul, mais longa, beneficiaria uma população maior, de 2,3 milhões de habitantes”, afirma Boyd Norton, diretor da ONG Serengeti Watch. O Banco Mundial e a Alemanha ofereceram apoio técnico e financeiro. Mesmo assim, o presidente tanzaniano, Jakaya Kikwete, reeleito em outubro de 2010, ainda não aceitou oficialmente a oferta, insistindo, em seus discursos, na Rota Norte que atravessa o parque. Segundo o alemão Wolfgang Thome, radicado em Uganda e especialista em turismo, uma das razões seria a “instalação de uma fábrica de carbonato de sódio às margens do Lago Natron”, um lago alcalino situado a 80 quilômetros de Serengeti.
Serengeti não é a única atração turística em risco na Tanzânia. Ironicamente, são os próprios visitantes que ameaçam a saúde ambiental da Área de Conservação Ngorongoro, eleita como patrimônio mundial pela Unesco. A região foi moldada há 2 milhões ou 3 milhões de anos, quando o Vulcão Ngorongoro teria explodido, formando uma cratera com quase 20 quilômetros de diâmetro. Dentro dela, há um ecossistema particular, onde proliferam mais de 25 mil mamíferos selvagens. Minha primeira surpresa ao visitar a área é com um elefante, o maior macho da espécie dentro da cratera. Sua presa mede quase 2 metros e chega a encostá-la no solo. Como as presas nunca param de crescer, não é difícil calcular que o gigante também deve ser um dos mais velhos do grupo. Os leões de Ngorongoro possuem uma história particular e nem sempre saudável. Há algumas décadas, devido aos cruzamentos entre o grupo, isolado de seus parentes do Parque Serengeti, alguns leões nasceram com problemas de consanguinidade e têm menor imunidade.
Mais de 25 mil mamíferos selvagens se abrigam numa
cratera vulcânica com 20 quilômetros de diâmetro
Entrar nesse paraíso reservado é caro. O visitante paga US$ 200 para cada veículo, mais US$ 50 por pessoa. Essa contribuição alimenta os trabalhos de conservação de Ngorongoro com milhões de dólares anuais. O preço elevado também deveria inibir um número maior de visitantes, diminuindo o impacto em um ambiente tão frágil. Quando observo uma meia dúzia de carros indo para a mesma direção, levantando rastros de poeira, deduzo que um animal é o ponto magnético de convergência. No local, todos os olhos, binóculos, câmeras e filmadoras convergem para um guepardo. O felino, o animal mais veloz do planeta, com picos que atingem 120 quilômetros por hora, está sentado sobre suas patas traseiras e esquadrinha o horizonte em busca de alguma presa. O guepardo não muda de posição, e os carros continuam chegando. Quando olho a meu redor, conto 16 veículos, com um mínimo de quatro passageiros em cada um.
O excesso de turistas pode pôr em risco a saúde ambiental da reserva. Pesquisadores concluíram que um grande número de visitantes rodeando um único animal pode causar estresse. O efeito mais negativo é inibir a iniciativa para caçar. Mesmo para o guepardo, que pode acelerar até 100 quilômetros por hora em apenas três segundos (como uma Ferrari), a perseguição tem um elevado custo energético. Por isso, o guepardo só vai investir em uma arrancada quando ele estiver certo que conseguirá a presa. E os turistas afugentaram as presas. O guepardo, enfim, se levanta e caminha em direção contrária à manada de jipes. Prefere jejuar por mais algumas horas. Essa cena acontece regularmente. A solução para Ngorongoro é mais simples do que a de Serengeti: basta limitar o número de vans dentro da cratera.
Com uma possível estrada cortando o Serengeti e um congestionamento crescente de vans em Ngorongoro, a magia da observação de animais selvagens está se transferindo para outras áreas ainda intocadas, de acesso difícil. Uma delas é a Reserva Natural Selous. Sua mata é mais fechada do que a das savanas do norte e o campo de visão é mais reduzido. Nas primeiras duas horas em busca de animais, vejo apenas girafas e impalas. A apatia é quebrada por uma freada. No meio da estrada, descubro um animal deitado perto de uma poça de lama, lambuzado. É um cachorro-selvagem-africano, uma espécie rara e difícil de ser avistada. Ameaçado de extinção, já desapareceu no leste da África. Conservacionistas estimam que existam entre 3 mil e 5.500 animais, distribuídos em três locais específicos, como no Parque Nacional Kruger (África do Sul), no Delta do Okavango (Botsuana) e aqui na Reserva Selous.

Mas a maior área protegida da Tanzânia é o Parque Nacional Ruaha (quase do tamanho de Sergipe). A árvore mais simbólica da África, o milenar baobá, capaz de guardar em seu interior milhares de litros de água, parece ter encontrado um solo perfeito em Ruaha. Um guarda-parques estima que haja, em Ruaha, meio milhão dessas árvores. Durante os nove meses que o baobá fica sem folhas, seus galhos secos e tortuosos parecem um emaranhado de raízes olhando para o céu. Durante os dias que transito pelas pistas de Ruaha, não cruzo com nenhuma caminhonete. Estou sozinho no lugar, uma sensação radicalmente oposta àquela em Ngorongoro. Aqui, a natureza se impõe. O número de elefantes é 100 vezes maior que o de pessoas que vivem no parque. São mais de 10 mil paquidermes, a maior população de elefantes do leste da África.
O encontro mais espetacular acontece com leões. Em três dias, consigo ver 29 indivíduos em três diferentes grupos. Descubro um dos bandos jogado no solo, como trapos sujos. Os felinos parecem mortos. Em uma fração de segundo, porém, o macho do grupo acorda, rosna, se levanta e corre ao encontro de uma gazela perdida. Pega de surpresa, ela escolhe a rota de fuga errada e, em vez de regressar por onde veio, cai direto no antro das leoas. As fêmeas, exímias caçadoras, despertadas pelo rugido do macho, recebem a impala de boca aberta. Uma agarra o cangote, outra o flanco. Outras duas surgem e capturam as pernas. O macho também quer sua parte: ele arranca a cabeça. Em cinco segundos, a impala foi esquartejada por felinos que pareciam lerdos e dorminhocos. Presenciar uma caçada dessas é um evento raro. Não é coincidência que esse instante tenha acontecido em Ruaha, longe das vans de turistas de Ngorongoro e de uma futura rodovia que pretende cortar um santuário natural. Aqui, quem manda ainda é a natureza.


Papa conversa com astronautas da ISS

Papa conversa com astronautas da ISS

Foto: Observatório Romano/AFPZoomO Bapa Bento 16 conversou com os 12 astronauas via satélite O Bapa Bento 16 conversou com os 12 astronauas via satélite

Da Redação, com AFP

 

$#**#$ O papa Bento 16 conversou neste sábado com os tripulantes da ISS (Estação Espacial Internacional), no âmbito da última missão do Endeavour, na primeira conexão via satélite mantida por um Papa com o espaço.

"Bem-vindo a bordo da Estação Espacial, sua Santidade", afirmaram ao Papa os comandantes da ISS e do Endeavour, enquanto os demais tripulantes acenavam para o Papa, que respondeu com um sorriso e um aceno.

Bento 16, falando a partir da biblioteca do Vaticano, destacou "a valentia, a disciplina e o compromisso" dos astronautas, antes de perguntar a eles sobre sua vida no espaço e sua percepção do mundo.

"Quando vocês contemplam a Terra aí de cima, se perguntam sobre a maneira como as nações e os povos vivem juntos ou como a ciência pode contribuir para a paz?", perguntou o pontífice.

"Daqui não se veem as fronteiras", respondeu o comandante Mark Kelly. A conversa teve uma duração de 20 minutos.

O ônibus espacial americano Endeavour, com seis astronautas a bordo (um deles italiano) se acoplou à ISS no dia 18 de maio.

Presidente do Iêmen diz que sua saída fortalecerá Al-Qaeda

"Caso este regime chegue ao fim, a Al-Qaeda vai conhecer seu auge em Hadramut, Chabwa e em Abyan", disse o líder.



Foto: Mohammad Huwais/AFP ZoomPresidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, qualificou como um Presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, qualificou como um "complô" o plano dos países do Golfo que analisam sua saída do cargo

Da AFP


O presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, qualificou como um "complô" o plano dos países do Golfo que analisam sua saída do cargo, mas anunciou que aceitaria a decisão, advertindo que a Al-Qaeda irá se reforçar no país com o fim do seu mandato.

Em um discurso transmitido pela televisão estatal na comemoração pelo 21º aniversário da reunificação do país, Saleh afirmou que o plano de saída da crise apresentado pelo Conselho de Cooperação do Golfo "não é mais que um puro complô".

"Caso este regime chegue ao fim, a Al-Qaeda vai conhecer seu auge em Hadramut, Chabwa e em Abyan (cidades ao sul e sudeste do Iêmen). Alerto nossos amigos nos Estados Unidos e na União Europeia que a situação vai piorar", disse Saleh, considerado durante muito tempo um importante aliado norte-americano na luta contra o terrorismo.

Mesmo assim, o presidente diz aceitar o plano proposto pelo Conselho e acusou a oposição parlamentar, com a qual deve assinar o acordo de transição, de querer "assumir o poder com um banho de sangue".

Saleh disse ainda que a revolta no Iêmen, iniciada no fim de janeiro seguindo os protestos organizados na Tunísia e no Egito, faz parte de "uma agenda das grandes potências que exportam seus problemas e pretendem impor sua tutela aos povos menos favorecidos".

O discurso parece ser uma resposta às declarações na última quinta-feira do presidente norte-americano Barack Obama, que se mostrou firme em seu apoio às manifestações a favor da democracia nos países árabes.

De acordo com um levantamento da AFP, 180 pessoas morreram desde janeiro no Iêmen em consequência das repressões aos protestos contra o regime de Saleh.

Terremoto de 5,5 graus atinge província japonesa de Chiba


EM CIMA DA HORA... Notícia em deseaque!

DA EFE, EM TÓQUIO

$*=*$ Um terremoto de 5,5 graus na escala Richter sacudiu no início da manhã de domingo (horário local) o norte da província japonesa de Chiba e chegou a ser sentido em Tóquio, embora não haja registro de danos.

O terremoto ocorreu às 07h06 no horário local (19h06 de Brasília) e seu epicentro se localizou entre as províncias de Chiba e Ibaraki, a 40 quilômetros de profundidade, mas não provocou um alerta de tsunami, segundo a Agência Meteorológica do Japão.

O tremor foi sentido na capital japonesa, que viveu constantes réplicas desde 11 de março, quando um grande terremoto de nove graus e um posterior tsunami devastaram a costa noroeste do Japão e provocaram um grave acidente nuclear na central de Fukushima Daiichi.

Desde então, o Japão sofreu 458 réplicas superiores a cinco graus na escala Richter, 76 de pelo menos seis graus e sete de mais de sete graus, mas a maioria não chegou a provocar danos.