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quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Ainda dá tempo de mudar o rumo do clima no planeta?

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Levantamento do g1 ouviu 33 nomes centrais da ciência e do ativismo climático. Eles apontam prioridades até 2050 e explicam se ainda é possível evitar os piores cenários.
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Por Poliana Casemiro, g1

Postado em 20 de Novembro de 2.025 às 06h00m
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Ainda dá tempo de mudar o rumo do clima no planeta
Ainda dá tempo de mudar o rumo do clima no planeta

O g1 reuniu 33 dos principais nomes entre pesquisadores de referência mundial, ambientalistas e personalidades com voz ativa no debate climático para responder a uma pergunta central: qual é o futuro do planeta?

Eles estiveram na linha de frente da ciência, das negociações internacionais e da defesa da floresta e agora compartilham suas visões.

As respostas, reunidas ao longo de meses de apuração, revelam um consenso e um alerta: o tempo está se esgotando.

Da transição energética à proteção das florestas, das mudanças no modelo de consumo à urgência de adaptação, os entrevistados apontam quais devem ser as prioridades globais até 2050 — e o que ainda é possível salvar.

Se você pudesse apertar um botão de emergência para o planeta, em qual área ele deveria agir?

Para os entrevistados, a raiz da crise climática está no modelo global de consumo, que esgota os recursos naturais e amplia as desigualdades.

Produção em massa, extração sem limite e desperdício em escala mundial criam um ciclo que alimenta o desmatamento, a poluição e o aquecimento do planeta.

Mudar esse padrão é visto como o primeiro passo para qualquer transformação ambiental duradoura.


Na sua opinião, qual será o maior desafio ambiental para o planeta em 2050?

O ano de 2050 virou símbolo da corrida global contra a crise climática.

É o prazo que a maioria dos países definiu para zerar as emissões líquidas de gases do efeito estufa. Mas esse também é o ponto em que o planeta pode ultrapassar o limite de 2 °C de aquecimento, caso não haja cortes drásticos nas emissões.

Para os especialistas ouvidos pelo g1, o alerta é claro: os próximos 25 anos serão decisivos para o clima.


Você acha que ainda há tempo para reverter os piores impactos da crise climática?

Em meio a tantos alertas e metas, sobra uma dúvida que move todos os debates: ainda dá tempo de mudar o destino do planeta?

A maioria dos especialistas ouvidos pelo g1 são céticos sobre isso. Para eles, o relógio climático está em contagem regressiva, e a diferença entre esperança e desastre está na velocidade da reação global.


Em uma escala de 0 a 10, qual é o seu nível de otimismo em relação ao compromisso dos países mais desenvolvidos com ações para mitigar o aquecimento global?

As maiores economias do planeta foram as que mais emitiram gases de efeito estufa nos últimos séculos e, por isso, têm responsabilidade histórica na crise climática.

Mesmo assim, o avanço das metas tem sido desigual: grandes emissores têm atrasado compromissos, reduzido metas e até saído de acordos internacionais.

O levantamento mostra que quem acompanha o tema de perto tem pouca confiança de que esses países assumam o protagonismo necessário — um sinal de alerta para o futuro do planeta.


Imagem mostra índice de calor sobre a Terra — Foto: Copernicus
Imagem mostra índice de calor sobre a Terra — Foto: Copernicus

As personalidades por trás da pesquisa

Veja abaixo quais personalidades participaram deste especial

  • Roopali Phadke - Pesquisadora de política ambiental (ÍNDIA)
  • Daniel Jacob - Espcialista em química atmosférica e professor em Harvard (EUA)
  • Rashid Sumaila - Especialista em economia dos oceanos, ganhador do Tyler Prize, o Oscar de Meio Ambiente (NIGÉRIA)
  • Paulo Artaxo - Coordenador do Centro de Estudos Amazônia Sustentável da USP (BRASIL)
  • Sergio Franklin - Pesquisador sobre economia ambiental no MIT e colaborou no relatório do IPCC. (BRASIL)
  • Susanna Hecht - Professora da Universidade da Califórnia (UCLA) e uma das criadoras da abordagem analítica da Ecologia Política (EUA)
  • Marcus Jorge Bottino - Pesquisador em Meteorologia no Inpe (BRASIL)
  • Johan Rockström - Pesquisador que é referência mundial por seu trabalho sobre sustentabilidade global ganhador do prêmio Tyler Prize (SUÉCIA)
  • João Paulo Ferreira - CEO da Natura, empresa referência em sustentabilidade (BRASIL)
  • Eduardo Brondizio - Pesquisa Antropologia Ambiental e ganhou o prêmio Tyler, conhecido como Oscar de Meio Ambiente em 2025 (BRASIL)
  • Jose Marengo - Pesquisador mais citado do país em Geociências (PERU)
  • William Laurance - Um dos mais renomados pesquisadores sobre Amazônia e membro da academia nacional de ciências do Reino Unido (AUSTRÁLIA)
  • Carlos Afonso Nobre - Principal nome na ciência climática no país (BRASIL)
  • Marcia Barboza - Pesquisadora sobre recursos hídricos reconhecida pela ONU Mulheres como uma das sete cientistas que moldam o mundo (BRASIL)
  • Regina R. Rodrigues - Pesquisadora sobre oceanos na Organização Meteorológica Mundial (OMM) (BRASIL)
  • Alyssa Findlay - Editora Sênior da revista Nature, uma das mais renomadas revistas científicas no mundo (ALEMANHA)
  • Sonia Guajajara - Ministra dos Povos Indígenas do Brasil (BRASIL)
  • François Morillion - Co-CEO da Veja (FRANÇA)
  • Luiza Helena Trajano - Presidente do Conselho do Magazine Luiza (BRASIL)
  • Kongjian YU - Arquiteto que criou o conceito de cidade esponja (CHINA)
  • Laurent Lebreton - Líder de pesquisa da empresa Ocean Cleanup, que tem como meta limpar o plástico dos oceanos (NOVA ZELÂNDIA)
  • Helena Rizzo - Chef de Cozinha que tem como pilar de sua gastronomia a sustentabilidade (BRASIL)
  • Fatou Jeng - Jovem ativista climática e ex-assessora do secretário geral da ONU (GÂMBIA)
  • Alok - DJ e líder do programa Planeta Verde, que restaura áreas degradadas na Amazônia (BRASIL)
  • Cacique Raoni Metuktire - Liderança do povo Mebêngôkre (Kayapó) e conhecido internacionalmente por sua luta pela preservação da Amazônia (BRASIL)
  • Brian Soden - Pesquisador sobre ciência atmosférica entre os mais citados em relatórios do IPCC. (EUA)
  • Izabella Teixeira - Ex-ministra do Meio Ambiente (BRASIL)
  • Ed Hawkins - Cientista Climático que criou as listras do clima, uma ferramenta de visualização de dados que usa barras coloridas para mostrar o aquecimento da Terra (INGLATERRA)
  • William Magnusson - Pesquisador no Inpa e esteve na lista dos 100 mil cientistas mais influentes do mundo (AUSTRÁLIA)
  • Marina Hirota - Pesquisadora sobre Amazônia com publicações na Nature (BRASIL)
  • Mercedes Bustamante - Pesquisadora sobre Mudanças Climáticas, ex-presidente da Capes e membro da Academia Brasileira de Ciências (BRASIL)
  • Maria Fernanda Lemos - Pesquisa adaptação às mudanças climáticas e e coautora de relatório do IPCC expõe diretrizes para enfrentar as mudanças do clima. (BRASIL)
  • Tamara Klink - Mais jovem brasileira a fazer a travessia do Oceano Atlântico e debate os impactos da mudança do clima no Ártico (BRASIL)
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quarta-feira, 19 de novembro de 2025

A magia do 'sangue dourado': como cientistas estão tentando cultivar tipo sanguíneo mais raro do mundo

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Uma a cada seis milhões de pessoas possui sangue tipo Rh nulo. Agora, os pesquisadores tentam cultivar o chamado "sangue dourado" em laboratório, para salvar mais vidas com transplantes.
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TOPO
Por BBC

Postado em 19 de Novembro de 2.025 às 05h00m
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São conhecidas apenas 50 pessoas com o tipo sanguíneo RH nulo em todo o mundo. — Foto: Getty Images via BBC
São conhecidas apenas 50 pessoas com o tipo sanguíneo RH nulo em todo o mundo. — Foto: Getty Images via BBC

As transfusões de sangue transformaram a medicina moderna.

Se, algum dia, tivermos a infelicidade de sofrer lesões ou precisarmos de uma cirurgia importante, o sangue doado por outras pessoas pode fazer a diferença entre a vida e a morte.

Mas nem todos conseguem se beneficiar deste notável procedimento. Pessoas com tipos raros de sangue enfrentam dificuldade para encontrar doadores compatíveis.

Um dos tipos mais raros que existem é o sangue RH nulo. Até onde se sabe, ele é encontrado em apenas 50 pessoas em todo o mundo.

Se alguma delas sofrer um acidente e precisar de transfusão, a probabilidade de encontrar um doador é mínima. Por isso, o conselho é que essas pessoas congelem seu próprio sangue para que fique armazenado por longo prazo.

Mas, apesar da sua raridade, este tipo de sangue também é altamente valorizado por outras razões. E, na comunidade médica e de pesquisa, ele costuma ser chamado de "sangue dourado", devido às suas possibilidades de uso.

Os cientistas buscam formas de superar as questões de imunidade que, atualmente, restringem a forma de uso do sangue doado. E o sangue tipo Rh nulo pode ser usado para criar transfusões de sangue universais.

O sistema ABO é apenas um dentre diversos tipos de classificação do sangue. — Foto: Getty Images via BBC
O sistema ABO é apenas um dentre diversos tipos de classificação do sangue. — Foto: Getty Images via BBC

Como são classificados os tipos sanguíneos

O tipo de sangue que circula no corpo humano é classificado com base na presença ou ausência de marcadores específicos sobre a superfície dos glóbulos vermelhos do sangue.

Conhecidos como antígenos, esses marcadores consistem de proteínas ou açúcares que se estendem a partir da superfície celular e podem ser detectados pelo sistema imunológico do corpo.

"Se você receber transfusão de sangue doado contendo antígenos diferentes do seu, irá produzir anticorpos para aquele sangue e atacá-lo", explica o professor de biologia celular Ash Toye, da Universidade de Bristol, no Reino Unido. "E, se você receber novamente transfusão daquele sangue, pode ser fatal."

Os dois sistemas de grupos sanguíneos que causam a maior reação imunológica são o ABO e o Rhesus (Rh).

Uma pessoa do tipo sanguíneo A possui antígenos A sobre a superfície dos seus glóbulos vermelhos. Já alguém do tipo B possui antígenos B.

O tipo sanguíneo AB possui os dois antígenos e o grupo O não possui nenhum deles. E cada tipo pode ser Rh positivo ou negativo.

As pessoas com sangue O negativo costumam ser descritas como doadores universais. Seu sangue não contém os antígenos A ou B, nem Rh. Mas esta é uma simplificação excessiva.

Em primeiro lugar, existem atualmente (outubro de 2024) 47 grupos sanguíneos conhecidos e 366 antígenos diferentes.

Ou seja, uma pessoa que recebe doação de sangue O negativo ainda poderá sofrer reação imunológica a qualquer um dos outros antígenos presentes, mas alguns antígenos provocam reação imunológica mais forte do que outros.

Em segundo lugar, existem mais de 50 antígenos Rh. Ou seja, quando as pessoas afirmam que seu sangue é Rh negativo, elas se referem ao antígeno Rh(D), mas seus glóbulos vermelhos ainda contêm outras proteínas Rh.

Existe também imensa diversidade de antígenos Rh espalhados pelo mundo. Isso aumenta a dificuldade de encontrar coincidências reais entre doador e receptor, especialmente entre pessoas de minorias étnicas em um dado país.

O sangue tipo Rh nulo é extremamente raro, mas muito útil na medicina. — Foto: Getty Images via BBC
O sangue tipo Rh nulo é extremamente raro, mas muito útil na medicina. — Foto: Getty Images via BBC

Mas as pessoas com Rh nulo não contêm nenhum dos 50 antígenos Rh. Elas não podem receber outro tipo de sangue, mas o sangue Rh nulo é compatível com todos os diversos tipos de Rh.

Por isso, o sangue do tipo O Rh nulo é extremamente valioso. Ele pode ser doado para a maioria das pessoas, incluindo indivíduos com todas as variantes de ABO.

Em situações de emergência, quando o tipo de sangue do paciente não é conhecido, o sangue tipo O Rh nulo poderá ser fornecido com baixo risco de reação alérgica. Por este motivo, cientistas de todo o mundo procuram formas de reproduzir esse "sangue dourado".

"Os antígenos Rh acionam uma grande reação imunológica", explica Toye. "Por isso, se você não tiver nenhum deles, essencialmente não há nada para reagir em termos de Rh."

"Se você tiver sangue tipo O e Rh nulo, é praticamente universal. Mas existem ainda outros grupos sanguíneos que precisam ser considerados."

A origem do sangue Rh nulo

Pesquisas recentes revelaram que o sangue Rh nulo é causado por mutações genéticas que afetam uma proteína que desempenha papel fundamental nos glóbulos vermelhos do sangue, conhecida como glicoproteína associada ao Rh (RHAG).

Essas mutações aparentemente reduzem ou alteram o formato dessa proteína, fazendo com que ela desestabilize a expressão de outros antígenos de Rh.

Em um estudo de 2018, Toye e seus colegas da Universidade de Bristol recriaram sangue Rh nulo em laboratório. Para isso, eles tomaram uma linhagem celular (uma população de células cultivada em laboratório) de glóbulos sanguíneos vermelhos imaturos.

A equipe utilizou em seguida a técnica de edição genética Crispr-Cas9 para excluir os genes codificadores dos antígenos dos cinco sistemas de grupos sanguíneos que, coletivamente, são responsáveis pela maior parte das incompatibilidades em transfusões.

Eles incluem os antígenos ABO e Rh, além de outros, conhecidos como Kell, Duffy e GPB.

"Descobrimos que, se eliminássemos cinco, isso criaria um glóbulo ultracompatível, pois teria cinco dos grupos sanguíneos mais problemáticos removidos", segundo Toye.

Os glóbulos sanguíneos resultantes seriam compatíveis com todos os grupos sanguíneos mais comuns, mas também com os tipos raros, como o Rh nulo e o fenótipo Bombaim, presente em uma a cada quatro milhões de pessoas.

As pessoas com este grupo sanguíneo não podem receber sangue O, A, B ou AB.

Mas o uso de técnicas de edição genética permanece controverso e rigorosamente regulamentado em muitas partes do mundo. Isso significa que, às vezes, pode ser necessário algum tempo para que esse tipo de sangue ultracompatível possa se tornar disponível para uso clínico.

Seria preciso realizar muitas rodadas de testes e exames clínicos até conseguir a aprovação.

Toye é um dos fundadores da empresa spin-out Scarlet Therapeutics, derivada das pesquisas da Universidade de Bristol. Ela coleta doações de sangue de pessoas com grupos sanguíneos raros, incluindo Rh nulo.

A equipe espera usar o sangue para criar linhagens celulares que possam ser cultivadas em laboratório, a fim de produzir glóbulos vermelhos do sangue indefinidamente. Esse sangue cultivado em laboratório poderá ser congelado e armazenado para uso em emergências, em caso de necessidade entre pessoas com tipos raros de sangue.

Toye espera criar bancos de sangue raro em laboratório sem empregar edição genética, mas não descarta adotar esta técnica no futuro.

"Se pudermos fazer tudo sem editar, ótimo, mas a edição é uma opção para nós", segundo ele.

"Parte do que estamos fazendo é selecionar cuidadosamente os doadores para tentar fazer com que todos os seus antígenos tenham a maior compatibilidade possível para todas as pessoas. Provavelmente, teremos, então, que fazer a edição genética para torná-los compatíveis para todos."

Cientistas estudam técnicas para fazer com que o sangue dos doadores possa ser compatível com a maioria dos tipos de sangue existentes, para uso em emergências. — Foto: Getty Images via BBC
Cientistas estudam técnicas para fazer com que o sangue dos doadores possa ser compatível com a maioria dos tipos de sangue existentes, para uso em emergências. — Foto: Getty Images via BBC

Em 2021, o imunologista Gregory Denomme e seus colegas do Instituto de Pesquisa do Sangue Versiti em Milwaukee, nos Estados Unidos, usaram a tecnologia de edição genética Crispr-Cas9 para criar tipos raros de sangue customizados, incluindo o Rh nulo, com células-tronco pluripotentes induzidas humanas (hiPSC).

Estas células-tronco possuem propriedades similares às células-tronco embrionárias. Elas apresentam potencial de se transformar em qualquer célula do corpo humano, com as condições adequadas.

Outros cientistas utilizam uma espécie diferente de células-tronco, já previamente programadas para se transformar em glóbulos sanguíneos, mas ainda não determinaram qual tipo.

Cientistas da Universidade Laval em Quebec, no Canadá, por exemplo, extraíram recentemente células-tronco do sangue de doadores tipo A positivo.

Em seguida, eles empregaram tecnologia Crispr-Cas9 para excluir os genes que codificam os antígenos A e Rh, produzindo glóbulos vermelhos imaturos do tipo O Rh nulo.

Pesquisadores de Barcelona, na Espanha, também retiraram recentemente células-tronco de um doador de sangue Rh nulo e usaram Crispr-Cas9 para transformar seu sangue do tipo A para o tipo O, que é mais universal.

Mas, apesar de todos esses impressionantes esforços, é importante salientar que a criação em escala de sangue artificial, cultivado em laboratório para uso das pessoas, ainda está muito distante. Uma das dificuldades é conseguir as células-tronco para transformá-las em glóbulos vermelhos maduros.

Os glóbulos vermelhos são produzidos a partir de células-tronco na medula óssea, que produz sinais complexos para orientar seu desenvolvimento. É difícil reproduzir este processo em laboratório.

"Existe também o problema de que, ao criar Rh nulo ou qualquer outro tipo de sangue nulo, o crescimento e a maturação dos glóbulos vermelhos podem ser perturbados", afirma Gregory Denomme. Ele trabalha atualmente como diretor da empresa de assistência médica Grifols Diagnostic Solutions, especializada em medicina de transfusão.

"A produção de genes de grupos sanguíneos específicos poderá causar a desagregação da membrana celular ou a perda da produção eficiente de glóbulos vermelhos em cultivo celular", explica ele.

Atualmente, Ash Toye é um dos líderes do teste RESTORE, o primeiro exame clínico do mundo para avaliar a segurança do fornecimento a voluntários saudáveis de glóbulos vermelhos cultivados artificialmente em laboratório, a partir de células-tronco sanguíneas de doadores.

O sangue artificial do teste não foi editado geneticamente, mas foram necessários 10 anos de pesquisas para se chegar ao estágio de teste em seres humanos.

"No momento, retirar sangue do braço de alguém é muito mais eficiente e econômico", explica Toye. "Por isso, precisaremos de doadores de sangue ainda por um bom tempo."

"Mas, em relação às pessoas com tipos raros de sangue, para os quais existem poucos doadores, será realmente emocionante se pudermos cultivar mais sangue para elas."

Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Innovation.

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terça-feira, 18 de novembro de 2025

Denza: a nova marca de luxo da BYD desembarca no Brasil com SUV 4x4 e perua esportiva

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Os modelos foram confirmados pelos executivos da marca em evento para a imprensa na noite desta terça-feira (18) e a marca não descarta a possibilidade de produzir os carros de luxo na Bahia.
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Por Vinicius Montoia, g1 — São Paulo

Postado em 18 de Novembro de 2.025 às 21h10m
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Denza B5 será o primeiro SUV da marca de luxo da BYD
Denza B5 será o primeiro SUV da marca de luxo da BYD

A divisão de luxo da BYD, chamada Denza, desembarcou no Brasil e venderá três carros no Brasil inicialmente. Os modelos foram confirmados pelos executivos da marca em evento para a imprensa na noite desta terça-feira (18).

Os carros confirmados para o mercado brasileiro são Denza B5, em novembro de 2025, Z9GT no primeiro semestre de 2026 e D9 no segundo semestre de 2026.

Denza Z9 GT — Foto: Divulgação | Denza
Denza Z9 GT — Foto: Divulgação | Denza

O primeiro deles será uma perua — ao estilo Audi RS6 — de 965 cv de potência e 97 kgfm de torque. Ao menos, é isso que a montadora divulga do veículo na China. O Denza Z9 GT tem 5,23 m de comprimento, 1,99 m de largura, 1,50 m de altura e 3,13 m de distância entre-eixos.

É um carro bastante largo, pois explora bastante a esportividade. E um carro largo é sempre melhor para garantir a estabilidade.

A frente possui faróis bem afilados, gerando um design mais agressivo. A traseira vai na contramão, com lanterna pronunciadas de uma ponta à outra.

Denza Z9 GT — Foto: Divulgação | Denza
Denza Z9 GT — Foto: Divulgação | Denza

Segundo a marca, a prova de 0 a 100 km/h é feito em apenas 3,4 segundos, parecido com os dos Porsche topo de linha, que ultrapassam R$ 1 milhão, como o 911 GT3.

No padrão chinês, o Denza Z9 GT dispõe de 630 km de autonomia. Lembrando que o Brasil não adota essa medição e tem uma metodologia própria, executada pelo Inmetro. O pacote de baterias tem 100,1 kWh de capacidade, que é uma das maiores baterias do mercado.

Denza Z9 GT — Foto: Divulgação | Denza
Denza Z9 GT — Foto: Divulgação | Denza

Para ter noção, um BYD Dolphin Plus tem bateria de 60 kWh e, pelo ciclo de avaliação brasileiro, tem 330 km de autonomia.

Denza B5, o primeiro SUV híbrido aventureiro da BYD

Denza B5 tem mais de duas toneladas e acelera de 0 a 100 km/h em menos de cinco segundos — Foto: Vinicius Montoia | g1
Denza B5 tem mais de duas toneladas e acelera de 0 a 100 km/h em menos de cinco segundos — Foto: Vinicius Montoia | g1

O outro produto trazido pela Denza é o B5, um SUV que concorre com GMW Tank 300 e Jeep Wrangler Rubicon e Land Rover Defender. Esse será o primeiro SUV da marca com capacidade off-road.

Por dentro, o carro tem interior com design que remete a correntes, sobretudo nas saídas de ar-condicionado. Há três telas, sendo uma de 12,3 polegadas para o painel de instrumentos, outra de 15,6 polegadas para a multimídia e uma terceira de 12,3 polegadas para o passageiro da dianteira.

São 4,89 metros de comprimento, 1,97 m de largura, 1,92 m de altura e 2,80 m de entre-eixos.

Denza B5 tem 677 cv de potência — Foto: Vinicius Montoia | g1
Denza B5 tem 677 cv de potência — Foto: Vinicius Montoia | g1

No ciclo chinês, segunda a Denza, é possível alcançar até 1.200 km de autonomia. Por ser um híbrido plug-in, o B5 pode ser recarregado na tomada. A bateria é de 31,8 kWh.

Com motorização híbrida, o carro acelera de 0 a 100 km/h em 4,8 segundos. E isso só é possível com 677 cv de potência e 76,6 kgfm de torque extraídos do conjunto híbrido que une a potência de um motor 1.5 turbo com a tração integral proveniente de dois motores elétricos (um em cada eixo).

Além disso, o veículo possui suspensão inteligente, com 20 sensores que leem o terreno, e adaptam o comportamento e altura dos amortecedores para extrair o melhor do carro. O ajuste do curso pode chegar a 14 cm (sendo 9 cm de elevação e 5 cm mais baixo que a altura tradicional).

O carro será vendido em cinco opções de cor externa e três acabamentos diferentes para o habitáculo.

Denza B5 tem três telas na cabine — Foto: Vinicius Montoia | g1
Denza B5 tem três telas na cabine — Foto: Vinicius Montoia | g1

Os preços ainda não foram divulgados. A história da Denza começou há 15 anos, com uma parceria feita com a Mercede-Benz, marca alemã de carros de luxo. Denza significa:

  • D = Diverse (diverso);
  • E = Elegance (elegância);
  • N = Novel (novo);
  • Z = Zenith (apogeu);
  • A = Aspirational (aspiracional).

"Nós que conhecemos a Denza, sabemos que ela surgiu de uma parceria com a Mercedes-Benz. Mas ela será apresentada no Salão do Automóvel nos próximos dias para que o público fique sabendo. É uma marca que une sofisticação, elegância e tecnologia", afirmou Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD e diretor comercial e marketing da BYD Auto.

"O objetivo da BYD é ter grande volume, enquanto o da Denza é de conquistar o consumidor do mercado de luxo. Nós podemos produzir a Denza no Brasil, só depende da aceitação do público brasileiro. O Brasil é o país mais importante para a BYD fora da China", garantiu o executivo.

Confira o vídeo com o concorrente do B5:

GWM Tank 300 inaugura segunda invasão chinesa ao Brasil
GWM Tank 300 inaugura segunda invasão chinesa ao Brasil

O terceiro veículo prometido pela Denza é a D9, uma van de luxo que o g1 já viu no festival interlagos de 2024. O D9 pode ter motor híbrido tradicional, plug-in e 100% elétrico, mas a BYD não informou quais versões serão vendidas por aqui. Confira mais imagens abaixo:

Denza D9

Denza D9 — Foto: Imagem: André Fogaça/g1

Denza D9 — Foto: Imagem: André Fogaça/g1

Denza D9 — Foto: Imagem: André Fogaça/g1
Denza D9 — Foto: Imagem: André Fogaça/g1

Denza D9

Denza D9

Denza D9
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