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quinta-feira, 2 de outubro de 2025

X-59: avião supersônico da NASA terá testes contra barulho extremo; veja explicação das etapas do projeto

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Novo jato experimental da agência norte-americana não levará passageiros nem repetirá o luxo do lendário Concorde. Saiba como a missão quer provar, com dados objetivos e com a percepção de comunidades, que o voo supersônico sobre terra pode ser seguro e viável.
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Por Roberto Peixoto, g1

Postado em 02 de Outubro de 2.025 às 07h00m
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O famoso Concorde, que cruzava o Atlântico em pouco mais de três horas, foi durante décadas o símbolo máximo da aviação supersônica.

Mas também se tornou sinônimo de excessos: bilhetes caríssimos, alto consumo de combustível e, sobretudo, o estrondo ensurdecedor que fez países proibirem voos acima de Mach 1 sobre áreas habitadas.

🔊 ENTENDA: Mach 1 é o nome dado à velocidade do som. Em condições normais, isso equivale a cerca de 1.235 km/h.

O jato franco-britânico voava quase sempre sobre o oceano, mas mesmo assim foi retirado de operação em 2003, selando o fim da era do supersônico.

Duas décadas depois, a NASA, a agência espacial norte-americana agora aposta em um caminho diferente.

Com o X-59 QueSST, um avião de linhas finas e nariz alongado, a agência norte-americana não quer repetir a saga comercial do Concorde, mas resolver o problema que barrou o voo supersônico sobre cidades: o barulho.

Isso porque o modelo foi projetado para voar acima da velocidade do som sem causar o estrondo típico dos supersônicos. Seu nariz alongado, asas inclinadas e motor no topo espalham as ondas de choque, que chegam ao solo como um leve “baque”, parecido com o som de uma porta de carro se fechando.

O X-59. — Foto: Arte/g1 - Thalita Ferraz
O X-59. — Foto: Arte/g1 - Thalita Ferraz

O projeto acaba de passar da fase de fabricação e testes em solo e passa para o primeiro ciclo de voos experimentais ainda este ano, que começam na Califórnia.

“Chamar o X-59 de ‘filho do Concorde’ distorce e minimiza o propósito da missão”, diz ao g1 Peter Coen, gerente de integração da missão Quesst.

Motor do X-59 ilumina o céu durante teste noturno na Califórnia. — Foto: Lockheed Martin/Gary Tice
Motor do X-59 ilumina o céu durante teste noturno na Califórnia. — Foto: Lockheed Martin/Gary Tice

Para ele, a comparação não se sustenta: “O Concorde foi um jato comercial de primeira geração, marcado por um boom sonoro intenso. O X-59, por sua vez, é uma aeronave de pesquisa projetada para enfrentar o desafio do ruído. Em vez de um estrondo, ele produz um baque que lembra mais um trovão distante.”

Por isso, a aposta é que esse som, descrito pela NASA como um “sussurro supersônico”, seja tolerável para comunidades inteiras.

Para provar isso, o projeto inicia em breve uma fase decisiva: os primeiros voos de teste.

A NASA não divulgou uma data específica, mas nesse momento, eles devem acontecer nas redondezas do Armstrong Flight Research Center, centro da NASA dedicado a pesquisas de voo que fica na Base Aérea Edwards, uma instalação no deserto da Califórnia, conhecida por ser palco de grandes marcos da aviação, como o primeiro voo supersônico do mundo.

Ali, o espaço aéreo amplo e controlado oferece segurança para ensaios experimentais do tipo.


Somente depois dessa fase em ambiente controlado é que o X-59 passará a sobrevoar cidades selecionadas pela NASA.

E a escolha desses locais não é aleatória: a agência quer testar diferentes cenários urbanos para entender como o som se espalha em condições reais, entre prédios, casas e áreas abertas.

Nessas comunidades, os voos acontecerão em horários programados, previamente comunicados aos moradores, para que todos saibam quando a aeronave passará.

Ao todo, Coen explica que a experiência terá dois eixos principais. De um lado, a percepção humana: moradores serão convidados a relatar como sentiram o barulho, se ele incomodou ou se soou apenas como um trovão distante.

De outro, a medição técnica: sensores instalados em vários pontos do solo vão registrar com precisão a intensidade e a propagação do ruído.

Com isso, a NASA afirma que quer reunir um retrato fiel de como é a experiência de viver sob a passagem de um avião supersônico que promete ser silencioso.

“É voando sobre comunidades que reuniremos os dados que são a meta da missão”, explica o também engenheiro aeroespacial e piloto.

Simulação do X-59 em voo supersônico mostra como a aeronave foi projetada para transformar o estrondo sônico em um som suave, quase imperceptível no solo. Na imagem, as cores representam a pressão do ar: azul para áreas mais baixas e vermelho para regiões de maior intensidade. — Foto: NASA/James C. Jensen
Simulação do X-59 em voo supersônico mostra como a aeronave foi projetada para transformar o estrondo sônico em um som suave, quase imperceptível no solo. Na imagem, as cores representam a pressão do ar: azul para áreas mais baixas e vermelho para regiões de maior intensidade. — Foto: NASA/James C. Jensen

A porta que a Nasa quer abrir

Coen garante que todos esses dados não vão ficar restritos à NASA.

A intenção da agência, segundo ele, é tornar as informações públicas, de modo que autoridades como a Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, e organismos internacionais de aviação civil possam avaliar os novos padrões.

Hoje, os supersônicos são proibidos de ultrapassar a velocidade do som sobre áreas povoadas.

Assim, se a missão Quesst tiver sucesso, esse limite pode ser trocado por uma regra inédita: em vez de velocidade máxima, um limite de ruído aceitável.

O próprio nome da missão ajuda a entender esse objetivo: Quesst é a sigla em inglês para Quiet SuperSonic Technology, algo como “tecnologia supersônica silenciosa”.


E essa é a “porta” que a NASA pretende abrir: um novo marco regulatório que permita que fabricantes privados desenvolvam jatos viáveis sem repetir os erros do passado.

A comparação com o Concorde, contudo, ajuda nesse ponto a entender o que está em jogo.

O supersônico comercial dos anos 1970 foi uma façanha tecnológica, mas também um fracasso econômico: consumia combustível em excesso, tinha manutenção complexa e nunca conseguiu se expandir para além de uma elite de rotas.

O X-59, por outro lado, não transportará passageiros nem servirá a companhias aéreas.

Ele foi concebido como uma ferramenta científica de convencimento político: provar, com dados objetivos e com a percepção real de comunidades, que o voo supersônico sobre terra pode ser seguro, eficiente e tolerável.

Coen lembra que o ruído é apenas uma parte do quebra-cabeça. “A pesquisa da NASA mira três grupos de barreiras”, afirma.

“Ambientais, que incluem não só o boom, mas também o ruído de aeroportos e as emissões em solo e em altitude. De eficiência, como o alto consumo de combustível, o peso e a complexidade de manutenção. E operacionais, que envolvem a integração desses aviões ao espaço aéreo ocupado por jatos comerciais subsônicos, além da necessidade de novas regulações claras”.

Na fábrica da Lockheed Martin, o nariz do X-59 é preparado para testes; é ele que ajuda a transformar o boom em um simples “baque distante”. — Foto: Lockheed Martin
Na fábrica da Lockheed Martin, o nariz do X-59 é preparado para testes; é ele que ajuda a transformar o boom em um simples “baque distante”. — Foto: Lockheed Martin

Entre outubro de 2024 e janeiro de 2025, a NASA completou com sucesso três fases de testes do motor F414-GE-100 modificado que equipa o X-59.

Os testes incluíram verificação de vazamentos, avaliação de potência máxima e validação da resposta instantânea do motor.

Em julho de 2025, o X-59 fez seus primeiros testes de taxiamento, movendo-se pela primeira vez sob sua própria propulsão na pista da fabricante da aeronave, a Lockheed Martin, em Palmdale, na Califórnia.

Mas o primeiro voo será conservador: terá aproximadamente uma hora de duração, percorrerá 386 km/h e 3.600 metros de altitude, partindo de Palmdale e pousando no Armstrong Flight Research Center.

De forma geral, o programa está estruturado em três fases:

  • Fase 1 (2025): Realização dos primeiros voos em ambiente controlado na Base Edwards e no Centro Armstrong. É nesse etapa que haverá um aumento gradual da velocidade do modelo até ele alcançar o voo supersônico.
  • Fase 2 (2026): Validação acústica em campo de testes restrito, com medições detalhadas para confirmar se o X-59 realmente produz o "sussurro supersônico" previsto.
  • Fase 3 (2026-2028): Testes sobre comunidades selecionadas, com coleta de dados sobre percepção humana e medições técnicas de ruído.
Modelo em escala do X-59 é testado em túnel de vento pela NASA para reduzir o ruído dos voos supersônicos. — Foto: NASA Glenn Research Center/Quentin Schwinn
Modelo em escala do X-59 é testado em túnel de vento pela NASA para reduzir o ruído dos voos supersônicos. — Foto: NASA Glenn Research Center/Quentin Schwinn

Mas apesar dos avanços, o Quesst vem enfrentando custos crescentes e atrasos nos últimos meses.

O orçamento total da empreitada já chega a US$ 838,6 milhões (cerca de R$ 4,5 bilhões), um aumento de 80% em relação à estimativa inicial de 2018.

E os obstáculos foram variados. Em testes estruturais, surgiram problemas de controle de voo que precisaram ser resolvidos e a própria montagem do X-59 se mostrou desafiadora por reunir peças originalmente criadas para diferentes aeronaves, o que aumentou a complexidade da integração.

Fora isso, a pandemia acrescentou mais atrasos ao comprometer a cadeia de suprimentos de peças e equipamentos.

Agora estamos em um momento muito empolgante para o X-59 e para a missão Quesst. Estamos prestes a passar da fase de fabricação e testes em solo para a etapa de voo.
— Peter Coen, gerente de integração da missão Quesst.

Ao longo das próximas fases, o X-59 deve acumular voos e medições até que um quadro robusto de dados esteja disponível para análise pelos reguladores internacionais.

A NASA, contudo, não promete bilhetes mais baratos nem conexões entre Nova York e Tóquio em poucas horas (em tese, o X-59 é tão rápido que poderia fazer esse percurso em cerca de três horas e 44 minutos).

Mas várias empresas privadas também disputam espaço nesse novo capítulo da aviação e já anunciaram projetos de jatos supersônicos comerciais, na expectativa de que os testes do X-59 ajudem a flexibilizar as regras atuais.

Concepção artística mostra o X-59 em sua configuração final, após anos de pesquisa e design da NASA e da Lockheed Martin. — Foto: Lockheed Martin
Concepção artística mostra o X-59 em sua configuração final, após anos de pesquisa e design da NASA e da Lockheed Martin. — Foto: Lockheed Martin

A Boom Supersonic, considerada a mais ambiciosa do setor, vem desenvolvendo por exemplo o Overture, avião projetado para levar entre 65 e 88 passageiros em rotas transoceânicas.

A promessa da empresa é reduzir o tempo de viagem pela metade em trechos como Nova York–Londres, apostando em parcerias com companhias aéreas e em contratos de pré-venda que já somam dezenas de unidades.

Outra concorrente é a Spike Aerospace, que tem um perfil mais voltado ao mercado executivo. O projeto da empresa, o S-512, prevê um jato de luxo para até 12 passageiros, com foco em empresários e autoridades.

Outras companhias, como a Aerion, que encerrou as operações em 2021, também chegaram a investir no setor.

Todas essas iniciativas, no entanto, dependem de um mesmo fator: os resultados do X-59.

Vista da entrada de ar do motor do X-59, posicionada no topo da fuselagem para ajudar a reduzir o impacto do estrondo supersônico. — Foto: Lockheed Martin
Vista da entrada de ar do motor do X-59, posicionada no topo da fuselagem para ajudar a reduzir o impacto do estrondo supersônico. — Foto: Lockheed Martin

Sem os dados de ruído e impacto social que a missão Quesst pretende fornecer, será difícil convencer reguladores a derrubar uma norma que vigora há mais de 50 anos e que proíbe voos supersônicos sobre áreas terrestres nos Estados Unidos e em boa parte do mundo.

No Brasil, voos supersônicos sobre cidades e áreas habitadas são proibidos, salvo em missões militares ou operações autorizadas de forma especial. A restrição é baseada no Código Brasileiro de Aeronáutica (Lei nº 7.565/1986) e em normas complementares fiscalizadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

E apesar dos avanços tecnológicos, o programa do X-59 também enfrenta críticas relacionadas ao impacto ambiental potencial de toda essa aviação supersônica comercial em um futuro próximo.

Pesquisas indicam que aeronaves do tipo consomem entre 4 a 9 vezes mais combustível por quilômetro-passageiro do que aeronaves subsônicas.

Além disso, voar a altitudes superiores a 15.000 metros (contra 9.000 a 12.000 metros dos aviões convencionais) amplifica os efeitos climáticos das emissões.

Coen reconhece essas preocupações, mas enfatiza que a NASA está investindo em pesquisa de combustíveis sustentáveis e tecnologias de eficiência energética.

A partir daí, caberá à indústria privada decidir se haverá mercado viável para uma nova geração de supersônicos.

"Embora o foco atual da NASA seja na barreira para voo supersônico silencioso sobre terra, fizemos avanços significativos nessas outras barreiras no passado e ainda estamos conduzindo pesquisas", conclui Coen.

O X-59, avião experimental da NASA, aparece na pista em Palmdale (EUA) ao nascer do sol, logo após receber a pintura final. — Foto: NASA/Steve Freeman
O X-59, avião experimental da NASA, aparece na pista em Palmdale (EUA) ao nascer do sol, logo após receber a pintura final. — Foto: NASA/Steve Freeman

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Como é a Universidad de Chile, que superou a USP como melhor instituição de ensino superior da América Latina

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Universidade oferece formação em todas as áreas do conhecimento, graças às suas 18 faculdades. O curso de Medicina na UC chega a custar 10 milhões de pesos chilenos (R$ 56 mil) por ano.
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Por Redação g1

Postado em 02 de Outubro de 2.025 às 06h00m
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USP perde liderança para universidade chilena em ranking de melhores da América Latina
USP perde liderança para universidade chilena em ranking de melhores da América Latina

A Pontifícia Universidade Católica do Chile (UC) foi eleita a melhor universidade da América Latina, superando a Universidade de São Paulo (USP), que liderou o ranking nos últimos anos. O resultado marca uma mudança importante e reforça a ascensão da universidade chilena nos índices internacionais de ensino superior.

Fundada em 1888, a UC se consolidou como uma das mais tradicionais e respeitadas universidades da América Latina.

Em 1930, recebeu do Papa Pio XI o título de "Pontifícia". Desde então, consolidou sua identidade acadêmica e garantiu o desenvolvimento de uma rede de ex-alunos influentes na sociedade chilena.

Entre os ex-alunos da instituição, estão dois presidentes do Chile. Eduardo Frei Montalva, que ocupou a presidência de 1964 a 1970, se graduou em Direito pela UC. Já Sebastián Piñera, que liderou o país em duas ocasiões (2010-2014 e 2018-2022), se formou em Economia.

Com cinco campi, incluindo o principal na capital Santiago, a universidade se destaca pela ampla oferta acadêmica distribuída em 18 faculdades.

Entre as principais estão Arquitetura, Engenharia, Medicina, Direito e Física, áreas em que a instituição chilena possui centros de pesquisa renomados, como o Instituto de Astrofísica, além de forte produção científica e impacto acadêmico.

PUC do Chile, em Santiago — Foto: Adobe Stock
PUC do Chile, em Santiago — Foto: Adobe Stock

Principais cursos e faculdades da Universidad de Chile

A universidade oferece formação em "todas as áreas do conhecimento", graças às suas 18 faculdades, que incluem 26 escolas e institutos, 7 institutos interdisciplinares, o programa UC College e o Campus Villarrica. Destacam-se as faculdades de:

  • Arquitetura, Desenho e Estudos Urbanos
  • Engenharia
  • Medicina
  • Direito
  • Física (com o Instituto de Astrofísica muito ativo)
  • Agronomia e Engenharia Florestal
  • Artes
  • Ciências Biológicas
  • Ciências Sociais
  • Comunicações
  • Letras
  • Educação
  • Filosofia
  • Matemática
  • Química
  • Teologia
  • História, Geografia e Ciências Políticas

A instituição não é pública, e tem mensalidades que variam de acordo com a área e o curso. Um estante de Direito, por exemplo, precisa desembolsar, em média, 7,7 milhões de pesos chilenos (cerca de R$ 43 mil) por ano.

A anuidade do curso de Arquitetura é de 8,5 milhões de pesos (R$ 47 mil). Para se graduar em Engenharia na UC, é preciso pagar 9,5 milhões de pesos (R$ 56 mil) ao ano, e Medicina chega a custar 10 milhões de pesos (R$ 56 mil).

Em 2024, a UC Chile tinha mais de 38,5 mil alunos matriculados em algum de seus cursos. Destes, 31,7 mil eram alunos de graduação, e os outros quase 7 mil alunos cursavam mestrado, doutorado ou outra especialização.

Por que a UC Chile é referência na América Latina?

  • Produção científica consistente, com publicações em revistas de alto impacto e grupos de pesquisa de excelência.
  • Internacionalização ativa, com convênios que atraem estudantes e pesquisadores de várias partes do mundo.
  • Alta empregabilidade, já que seus formados são disputados no mercado de trabalho chileno e internacional.
  • Infraestrutura moderna, incluindo hospitais universitários, centros culturais e laboratórios de ponta.
  • Alto volume de produção científica, sendo responsável por parte significativa da produção ensino superior chileno.
  • Forte atuação em pesquisa de ponta, com programas em astrofísica, biotecnologia, gestão das águas e mais.
  • Excelência acadêmica reconhecida em rankings mundiais como QS e Times Higher Education.

O ranking QS avalia critérios como reputação acadêmica, empregabilidade, impacto das pesquisas, citações por docente e internacionalização. A UC se destacou nesses indicadores, evidenciando o crescimento e o equilíbrio no cenário do ensino superior latino-americano.

Nas últimas décadas, a universidade investiu em internacionalização, ampliando programas de dupla titulação, promovendo intercâmbio de estudantes e atraindo professores estrangeiros. Essas medidas reforçaram sua presença em rankings globais e ampliaram a colaboração com instituições de outros países.

De acordo com a QS, a liderança da UC em 2025 reflete avanços consistentes em pesquisa, impacto acadêmico e reputação.

A nova liderança da instituição reforça o papel da universidade como referência internacional e a competitividade do ensino superior na América Latina.

LEIA TAMBÉM:

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quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Pela primeira vez, cientistas transformam células da pele em óvulos fecundáveis

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No futuro, técnica pode oferecer respostas à infertilidade e ainda permitir que casais do mesmo sexo tenham filhos geneticamente ligados aos dois.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 01 de Outubro de 2.025 às 14h35m
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Ciência registra processo de ovulação em vídeo
Ciência registra processo de ovulação em vídeo

Cientistas anunciaram, nesta terça-feira (30), que conseguiram pela primeira vez transformar células da pele humana em óvulos e fertilizá-los com esperma em laboratório, um avanço que poderia tornar possível algum dia que mulheres inférteis tenham filhos.

A técnica ainda está a anos de ser acessível para futuros pais, alertou a equipe de cientistas liderada pelos Estados Unidos.

No entanto, especialistas externos assinalaram que esta pesquisa poderia dar uma resposta para a infertilidade, que afeta uma em cada seis pessoas em todo o mundo.

Esta nova abordagem no campo da gametogênese in vitro permitiria que mulheres mais velhas ou que não produzem óvulos por outras razões possam se reproduzir geneticamente, explicou à AFP Paula Amato, coautora do estudo.

"Também permitiria que casais do mesmo sexo tenham um filho geneticamente relacionado aos dois membros", acrescentou Amato, pesquisadora da Universidade de Ciências e Saúde do Oregon, nos Estados Unidos.

Nos últimos anos, os cientistas têm conseguido avanços significativos neste campo: no início do ano, pesquisadores japoneses criaram camundongos com dois pais biológicos.

Mas este novo estudo, publicado na revista Nature Communications, representa um avanço importante, pois usa DNA humano no lugar do DNA de camundongo.

Primeiro, os cientistas extraíram o núcleo de células da pele e o transferiram para um óvulo doado, que teve seu núcleo removido previamente.

Cientistas da Universidade de Ciências e Saúde do Oregon (EUA) conseguiram transformar células da pele em óvulos. Na imagem, um óvulo aparece ao lado do núcleo de uma célula da pele antes da fertilização. — Foto: Oregon Health & Science University
Cientistas da Universidade de Ciências e Saúde do Oregon (EUA) conseguiram transformar células da pele em óvulos. Na imagem, um óvulo aparece ao lado do núcleo de uma célula da pele antes da fertilização. — Foto: Oregon Health & Science University

Esta técnica, chamada transferência nuclear de células somáticas, foi utilizada para clonar a ovelha Dolly em 1996.

No entanto, ainda havia um problema a resolver: as células da pele têm 46 cromossomos, enquanto os óvulos têm 23.

Os cientistas conseguiram eliminar os cromossomos adicionais mediante um processo ao qual chamaram de "mitomeiose", que imita a forma como as células se dividem normalmente.

Eles criaram 82 ovócitos, que em seguida foram fertilizados com esperma mediante fecundação in vitro (FIV).

Depois de seis dias, menos de 9% dos embriões se desenvolveram ao ponto em que hipoteticamente poderiam ser transferidos para o útero em um processo padrão de FIV.

Método disponível em uma década

No entanto, os embriões apresentaram diversas anomalias e por isso o experimento foi suspenso.

Amato estimou que este método poderia estar disponível em uma década.

"O maior obstáculo é obter óvulos geneticamente normais com o número e a combinação correta de cromossomos", disse.

Mas estes resultados são suficientemente importantes para despertar o entusiasmo de vários pesquisadores.

É um avanço "emocionante", que poderia "algum dia abrir o caminho para a criação de células similares aos ovócitos e espermatozoides para quem não tem outra opção", opinou a pesquisadora Ying Cheon, especialista em medicina reprodutiva na Universidade de Southampton, no Reino Unido, em uma declaração ao organismo Science Media Centre.

Outros cientistas que tentam criar óvulos em laboratório estão usando uma técnica diferente. Esta consiste em "reprogramar" células não reprodutivas para desenvolvê-las a um estado indiferenciado, ou seja, antes de se tornarem especificamente células da pele, do coração, do cérebro... E depois transformá-las em óvulos.

"É cedo demais para saber qual método será mais bem sucedido", disse Amato. "De qualquer forma, ainda estamos a muitos anos disso", acrescentou.

Segundo o estudo, os pesquisadores seguiram as diretrizes éticas vigentes nos Estados Unidos sobre o uso de embriões.


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Clubes que jogarem Libertadores ou Sul-Americana não disputarão torneios regionais; entenda

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Atual campeão do Nordeste, Bahia pode ficar fora do regional do ano que vem. Novidade faz parte de novo calendário do futebol brasileiro em 2026
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Por João Guerra, Raphael Zarko e Tiago Lemos — Rio de Janeiro e Salvador

Postado em 01 de Outubro de 2.025 às 11h25m
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O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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Novo calendário do futebol brasileiro: conheça as mudanças que vão entrar em vigor em 2026
Novo calendário do futebol brasileiro: conheça as mudanças que vão entrar em vigor em 2026

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou, nesta quarta-feira, o calendário do futebol brasileiro 2026, na sede da entidade, no Rio de Janeiro. Entre as novidades, está uma mudança que impacta as Copas do Nordeste, Verde e a recém-criada Sul-Sudeste: os times classificados para competições internacionais não vão disputar torneios regionais.

Campeão da Copa do Nordeste nesta temporada, o Bahia pode ficar fora da competição regional do próximo ano. Sexto colocado no atual Brasileirão, o Tricolor deve ao menos garantir vaga na Sul-Americana 2026, o que seria suficiente para não disputar a próxima edição do Nordestão.

+ Entenda o novo calendário do futebol brasileiro
+ Brasileirão 2026 será disputado de janeiro a dezembro: entenda a mudança

Redação sportv debate calendário: "Maior mudança desde a implantação dos pontos corridos"
Redação sportv debate calendário: "Maior mudança desde a implantação dos pontos corridos"

O Bahia está na sexta posição do Campeonato Brasileiro e, neste momento, garante classificação para a fase prévia da Libertadores. Se a Série A acabar desta forma, o Tricolor não vai defender o título da Copa do Nordeste em 2026.

Em 2025, além do Bahia, o Fortaleza disputou a Libertadores, e o Vitória jogou a Copa Sul-Americana. Em um novo cenário como este, as três equipes não poderiam disputar a Copa do Nordeste.

Julio Avellar explica divisão de datas entre estaduais e Brasileirão
Julio Avellar explica divisão de datas entre estaduais e Brasileirão

A CBF também vai divulgar novos formatos das competições. A Copa Verde vai ser reformulada e virar uma Supercopa de dois torneios diferentes: Copa Norte e Copa Centro-Oeste. Ao todo, 24 clubes vão participar da competição que vai ter 10 datas.

A Copa do Nordeste vai passar a contar com 20 clubes participantes (atualmente são 16), com 10 datas disponíveis.

E a janela de reforços? Julio Avellar responde
E a janela de reforços? Julio Avellar responde

Outra novidade vai ser a criação da Copa Sul-Sudeste, com 12 clubes e 10 datas. Os regionais serão disputados entre 25 de março e 7 de junho de 2026, depois do fim dos estaduais.

Como ficam os regionais:

  • Copa Verde (Copa Norte x Copa Centro-Oeste): 24 clubes e 10 datas;
  • Copa do Nordeste: 20 clubes e 10 datas;
  • Copa Sul-Sudeste: 12 clubes e 10 datas.
Novo calendário

A ideia com as mudanças é desafogar o calendário dos times, alvo de críticas ao longo dos últimos anos. O Bahia, por exemplo, é o clube com mais jogos disputados até aqui nesta temporada, com 66.

Julio Avellar detalha calendário do futebol brasileiro
Julio Avellar detalha calendário do futebol brasileiro

A ausência dos clubes participantes das competições da Conmebol também vai abrir a possibilidade para os regionais terem todo o seu calendário definido. Em 2025, por conta da Libertadores, o Bahia teve jogos adiados na primeira fase, e a competição só foi finalizada no início de setembro (em 2024, acabou em junho).

Mas as mudanças não param por aí e afetam o calendário brasileiro por inteiro. As mais importantes tratam do início do Campeonato Brasileiro, marcado para o fim de janeiro, e a final da Copa do Brasil, que passa a ter jogo único.

Principais novidades do calendário 2026:

  • Brasileirão vai começar dia 28 de janeiro;
  • Copa do Brasil com 126 clubes (128 em 2027), duas fases a mais e final em jogo único;
  • Série C com 24 clubes em 2027 e 28 em 2028;
  • Série D com 96 clubes a partir de 2026;
  • Criação da Copa Sul-Sudeste;
  • Copa Verde vira uma Supercopa de dois torneios diferentes: Copa Norte e Copa Centro-Oeste;
  • Estaduais de janeiro a março. Regionais de março a junho;
  • Times da Libertadores e Sul-Americana não jogam regionais.

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