Total de visualizações de página

domingo, 20 de julho de 2025

Novo estudo alerta que faltam apenas 3 anos para os piores impactos das mudanças climáticas no mundo

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


A cerca de quatro meses da COP 30, cientistas alertam para a falta de planos dos países para a redução das emissões de carbono e cumprimento do Acordo de Paris
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
TOPO
Por The Conversation**

Postado em 20 de Julho de 2.025 às 10h55m

#.* --  Post. - Nº.\  11.723  --  *.#

Presidente da COP30 pede mutirão internacional contra a mudança climática
Presidente da COP30 pede mutirão internacional contra a mudança climática

Notícias ruins sobre o clima estão por toda parte. A África está sendo particularmente atingida pelas mudanças climáticas e eventos climáticos extremos, impactando vidas e meios de subsistência.

Vivemos em um mundo que está aquecendo em uma taxa mais rápida desde o início dos registros. No entanto, os governos têm agido lentamente.

A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30) está a poucos meses de distância. Todos os 197 países membros das Nações Unidas deveriam ter apresentado planos climáticos nacionais atualizados à ONU até fevereiro deste ano. Esses planos descrevem como cada país reduzirá suas emissões de gases de efeito estufa em conformidade com o Acordo de Paris, um tratado internacional legalmente vinculativo. Este acordo compromete todos os signatários a limitar o aquecimento global causado pelo homem a não mais de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais.

Os governos também devem levar seus planos de ação climática nacionais recém-atualizados para a COP30 e mostrar como pretendem se adaptar aos impactos que as mudanças climáticas trarão.

Mas, até agora, apenas 25 países, que respondem por cerca de 20% das emissões globais, apresentaram seus planos, conhecidos como Contribuições Nacionalmente Determinadas. Na África, são eles a Somália, a Zâmbia e o Zimbábue. Isso deixa 172 ainda por vir.

As contribuições nacionalmente determinadas são muito importantes para estabelecer os compromissos de curto a médio prazo dos países em relação às mudanças climáticas. Elas também fornecem uma direção que pode informar decisões políticas e investimentos mais amplos. Alinhar os planos climáticos com os objetivos de desenvolvimento poderia tirar 175 milhões de pessoas da pobreza.

Mas, sem dúvida, apenas um dos planos apresentados – o do Reino Unido – é compatível com o Acordo de Paris.

Somos cientistas climáticos, e um de nós (Piers Forster) lidera a equipe de ciência global que publica o relatório anual Indicadores de Mudança Climática Global. Este relatório oferece uma visão geral do estado do sistema climático. Ele é baseado em cálculos das emissões líquidas de gases de efeito estufa globalmente, como estes estão se concentrando na atmosfera, como as temperaturas estão subindo no solo e o quanto desse aquecimento foi causado por humanos.

O relatório também analisa como as temperaturas extremas e as chuvas estão se intensificando, o quanto os níveis do mar estão subindo e quanto dióxido de carbono ainda pode ser emitido antes que a temperatura do planeta exceda 1,5°C acima do que era nos tempos pré-industriais. Isso é importante porque manter-se dentro de 1,5°C é necessário para evitar os piores impactos das mudanças climáticas.

Nosso relatório mostra que o aquecimento global causado pelo homem atingiu 1,36°C em 2024. Isso elevou as temperaturas médias globais (uma combinação de aquecimento induzido pelo homem e variabilidade natural no sistema climático) para 1,52°C. Em outras palavras, o mundo já atingiu o nível em que aqueceu tanto que não pode evitar impactos significativos das mudanças climáticas. Não há dúvida de que estamos em águas perigosas.

Imagem com temperaturas de até 54 °C na superfície mostra avanço da onda de calor no sul da Europa e Norte da África. Temperaturas extremas são consequências do aquecimento global. — Foto: Dados do Copernicus Sentinel (2025), processados ​​pela ESA
Imagem com temperaturas de até 54 °C na superfície mostra avanço da onda de calor no sul da Europa e Norte da África. Temperaturas extremas são consequências do aquecimento global. — Foto: Dados do Copernicus Sentinel (2025), processados ​​pela ESA

Nosso planeta está perigosamente quente

Embora as temperaturas globais do ano passado tenham sido muito altas, elas também foram alarmantemente comuns. Os dados falam por si. Os níveis recordes contínuos de emissões de gases de efeito estufa levaram ao aumento das concentrações atmosféricas de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso.

O resultado é o aumento das temperaturas, que estão consumindo rapidamente a cota de carbono restante (a quantidade de gases de efeito estufa que pode ser emitida dentro de um prazo acordado). Esta cota será esgotada em menos de três anos, aos níveis atuais de emissões.

Precisamos encarar esta situação de frente: a janela para nos mantermos dentro dos 1,5 °C está praticamente fechada. Mesmo que consigamos baixar as temperaturas no futuro, será um caminho longo e difícil.

Ao mesmo tempo, os extremos climáticos estão se intensificando, trazendo riscos e custos a longo prazo para a economia global, mas também, e mais importante, para as pessoas. O continente africano enfrenta agora a sua crise climática mais mortal em mais de uma década.

Seria impossível imaginar economias funcionando sem acesso rápido a dados fiáveis. Quando os preços das ações despencam ou o crescimento estagna, os políticos e os líderes empresariais agem de forma decisiva. Ninguém toleraria informações desatualizadas sobre vendas ou o mercado de ações.

Mas quando se trata do clima, a velocidade das alterações climáticas muitas vezes ultrapassa os dados disponíveis. Isto significa que não é possível tomar decisões rápidas. Se tratássemos os dados climáticos como tratamos os relatórios financeiros, o pânico se instalaria após cada atualização alarmante. Mas, embora os governos mudem rotineiramente de rumo quando enfrentam uma recessão econômica, eles têm sido muito mais lentos em responder ao que os principais indicadores climáticos — os sinais vitais da Terra — estão nos dizendo.

O aquecimento global está levando a Terra a um ponto crítico, principalmente no Ártico, onde os impactos das mudanças climáticas são ainda mais intensos. — Foto: Kathryn Hansen/NASA
O aquecimento global está levando a Terra a um ponto crítico, principalmente no Ártico, onde os impactos das mudanças climáticas são ainda mais intensos. — Foto: Kathryn Hansen/NASA

O que precisa acontecer a seguir

À medida que mais países desenvolvem seus planos climáticos, é hora de os líderes em todo o mundo enfrentarem as duras verdades da ciência climática.

Os governos precisam ter acesso rápido a dados climáticos confiáveis para que possam desenvolver planos climáticos nacionais atualizados. Os planos climáticos nacionais também precisam ter uma perspectiva global. Isso é muito importante para a justiça e a equidade. Por exemplo, os países desenvolvidos devem reconhecer que emitiram mais gases de efeito estufa e assumir a liderança na apresentação de esforços ambiciosos de mitigação e no fornecimento de financiamento para que outros países possam descarbonizar e se adaptar.

Na África, a ONU está organizando a Semana Climática da UNFCCC em Adis Abeba, em setembro. Além de fazer planos para a COP30, haverá sessões sobre o acesso ao financiamento climático e a garantia de que a transição para zero emissões de carbono causadas pelo homem até 2050 (zero líquido) seja justa e equitativa. A cúpula também tem como objetivo apoiar os países que ainda estão trabalhando em seus planos climáticos nacionais.

Se as contribuições determinadas nacionalmente forem implementadas, o ritmo das mudanças climáticas diminuirá. Isso é vital não apenas para os países — e economias — que atualmente estão na linha de frente contra as mudanças climáticas, mas também para o funcionamento da sociedade global.

Apenas cinco dos países do G20 apresentaram seus planos para 2035: Canadá, Brasil, Japão, Estados Unidos e Reino Unido. Mas o G20 é responsável por cerca de 80% das emissões globais. Isso significa que a atual presidência da África do Sul no G20 pode ajudar a garantir que o mundo priorize os esforços para ajudar os países em desenvolvimento a financiar sua transição para uma economia de baixo carbono.

Outro fator preocupante é que apenas 10 das contribuições nacionalmente determinadas atualizadas reafirmaram ou reforçaram os compromissos de abandonar os combustíveis fósseis. Isso significa que os planos climáticos nacionais da União Europeia, China e Índia serão fundamentais para testar sua liderança climática e manter vivas as metas de temperatura de 1,5 °C do Acordo de Paris. Muitos outros países examinarão o que esses países se comprometem a fazer antes de apresentar seus próprios planos climáticos nacionais.

Os dados em nosso relatório ajudam o mundo a entender não apenas o que aconteceu nos últimos anos, mas também o que esperar no futuro.

Nossa esperança é que esses e outros países apresentem planos ambiciosos e confiáveis bem antes da COP30. Se o fizerem, isso finalmente fechará a lacuna entre reconhecer a crise climática e fazer esforços decisivos para enfrentá-la. Cada tonelada de emissões de gases de efeito estufa é importante.

++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========---------------------------------------------------------------------  -----------====-++----  

O bloco de gelo de 1,5 milhão de anos que guarda segredos sobre o futuro do planeta

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


A reportagem da BBC News entrou em freezers a -23ºC para ver o gelo que pode 'revolucionar' nosso conhecimento sobre as mudanças climáticas.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
TOPO
Por BBC

Postado em 20 de Julho de 2025 às 07h00m

#.* --  Post. - Nº.\  11.722  --  *.#

A extremidade do núcleo de gelo pode ser uma cápsula do tempo de 1,5 milhão de anos ou até mais — Foto: PNRA/IPEV
A extremidade do núcleo de gelo pode ser uma cápsula do tempo de 1,5 milhão de anos ou até mais — Foto: PNRA/IPEV

Um núcleo de gelo que pode ter mais de 1,5 milhão de anos chegou ao Reino Unido, onde os cientistas vão derretê-lo para desvendar informações vitais sobre o clima da Terra.

O cilindro vítreo é o gelo mais antigo do planeta — ele foi extraído das profundezas da camada de gelo da Antártida.

Em seu interior, estão congelados milhares de anos de novas informações que, segundo os cientistas, podem "revolucionar" o que sabemos sobre as mudanças climáticas.

A equipe de reportagem da BBC News entrou na câmara frigorífica a -23°C do British Antarctic Survey, em Cambridge, para ver as preciosas caixas de gelo.

Os núcleos foram armazenados em uma caverna de gelo na Antártida antes de serem transportados de barco para a Europa — Foto: PNRA/IPEV
Os núcleos foram armazenados em uma caverna de gelo na Antártida antes de serem transportados de barco para a Europa — Foto: PNRA/IPEV

"Esse é um período completamente desconhecido da história da Terra", diz Liz Thomas, chefe de pesquisa de núcleos de gelo do British Antarctic Survey.

Luzes vermelhas de advertência piscam acima da porta e, lá dentro, há uma escotilha de emergência para um túnel, caso algo dê errado.

As regras dizem que só podemos entrar por 15 minutos de cada vez, usando macacões acolchoados, botas, gorros e luvas.

O obturador eletrônico da nossa câmera travou, e nosso cabelo começou a estalar à medida que congelava.

Em uma bancada ao lado de caixas de gelo empilhadas, Thomas aponta para os núcleos mais antigos, que podem ter 1,5 milhão de anos. Eles brilham, e são tão transparentes que podemos ver nossas mãos através deles.

Liz Thomas lidera uma equipe que vai analisar os núcleos de gelo no British Antarctic Survey — Foto: BBC News
Liz Thomas lidera uma equipe que vai analisar os núcleos de gelo no British Antarctic Survey — Foto: BBC News

Durante sete semanas, a equipe vai derreter lentamente o gelo arduamente conquistado, liberando poeira antiga, cinzas vulcânicas e até mesmo minúsculas algas marinhas chamadas diatomáceas que ficaram presas quando a água se transformou em gelo.

Esses materiais podem informar aos cientistas sobre padrões de vento, temperatura e níveis do mar há mais de um milhão de anos.

Tubos vão levar o líquido para máquinas em um laboratório ao lado, que é um dos únicos lugares no mundo capaz de fazer essa ciência.

As amostras de gelo em Cambridge vão ser derretidas lentamente ao longo de sete semanas — Foto: BBC News
As amostras de gelo em Cambridge vão ser derretidas lentamente ao longo de sete semanas — Foto: BBC News

Foi um grande esforço multinacional para extrair os núcleos de gelo na Antártida, a um custo de milhões. O gelo foi cortado em blocos de 1 metro e transportado de barco e, na sequência, em uma van refrigerada até Cambridge.

O engenheiro James Veal ajudou a extrair o gelo próximo à base Concordia, no leste da Antártida.

"Segurar aquilo cuidadosamente com as minhas mãos protegidas por luvas, e tomar muito cuidado para não deixar cair, foi uma sensação incrível", diz ele.

No total, 2,8 quilômetros de gelo foram extraídos — mais de oito Torres Eiffel empilhadas de ponta a ponta — Foto: PNRA/IPEV
No total, 2,8 quilômetros de gelo foram extraídos — mais de oito Torres Eiffel empilhadas de ponta a ponta — Foto: PNRA/IPEV

Duas instituições na Alemanha e na Suíça também receberam seções transversais do núcleo de 2,8 quilômetros.

As equipes podem encontrar evidências de um período de tempo há mais de 800 mil anos, quando as concentrações de dióxido de carbono podem ter sido naturalmente tão altas ou até mais altas do que são agora, de acordo com Thomas.

Isso poderia ajudá-las a entender o que vai acontecer no futuro, à medida que o nosso planeta reagir ao aquecimento dos gases retidos na nossa atmosfera.

A perfuração ocorreu a cerca de 40 quilômetros da estação de pesquisa franco-italiana Concordia — Foto: PNRA/IPEV
A perfuração ocorreu a cerca de 40 quilômetros da estação de pesquisa franco-italiana Concordia — Foto: PNRA/IPEV

"Nosso sistema climático passou por tantas mudanças diferentes que realmente precisamos ser capazes de voltar no tempo para entender esses diferentes processos e diferentes pontos de inflexão", diz ela.

A diferença entre a atualidade e as eras anteriores com altos níveis de gases de efeito estufa é que agora os seres humanos causaram o rápido aumento dos gases de aquecimento nos últimos 150 anos.

Isso está nos levando a um território desconhecido, mas os cientistas esperam que o registro da história ambiental do nosso planeta retido no gelo possa nos dar alguma orientação.

Níveis de monóxido de carbono estão mais altos do que em qualquer outro momentos nos últimos 800 mil anos — Foto: BBC
Níveis de monóxido de carbono estão mais altos do que em qualquer outro momentos nos últimos 800 mil anos — Foto: BBC

A equipe vai identificar isótopos químicos no líquido que podem nos indicar os padrões de vento, temperaturas e precipitação de um período de tempo entre 800 mil e 1,5 milhão de anos atrás ou possivelmente mais.

Eles vão usar um instrumento chamado espectrômetro de massas com plasma indutivamente acoplado (ICPMS, na sigla em inglês) para medir mais de 20 elementos e traços de metais.

Isso inclui elementos de terras raras, sais marinhos e elementos marinhos, assim como indicadores de erupções vulcânicas passadas.

O estudo vai ajudar os cientistas a entender uma mudança misteriosa chamada Transição do Pleistoceno Médio, de 800 mil a 1,2 milhão de anos atrás, quando os ciclos glaciais do planeta mudaram repentinamente.

James Veale fez parte da equipe na Antártida que perfurou e extraiu o gelo durante quatro estações — Foto: BBC News
James Veale fez parte da equipe na Antártida que perfurou e extraiu o gelo durante quatro estações — Foto: BBC News

A transição das eras mais quentes para as eras glaciais frias, quando o gelo cobria uma parte muito maior da Terra, ocorria a cada 41 mil anos, mas subitamente mudou para 100 mil anos.

A causa desta mudança é uma das "questões não resolvidas mais empolgantes" da ciência climática, de acordo com Thomas.

Os núcleos podem conter evidências de uma época em que os níveis do mar eram muito mais elevados do que são agora, e em que as vastas camadas de gelo da Antártida eram menores.

A presença de poeira no gelo vai ajudá-los a entender como as camadas de gelo encolheram e contribuíram para o aumento do nível do mar — algo que é uma grande preocupação neste século.

Super telescópio James Webb fotografa, pela primeira vez, um planeta fora do Sistema Solar
Super telescópio James Webb fotografa, pela primeira vez, um planeta fora do Sistema Solar


++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========---------------------------------------------------------------------  -----------====-++----  

segunda-feira, 14 de julho de 2025

Dólar fecha em R$ 5,58, no maior valor em um mês, de olho nas tarifas de Trump e reação do Brasil

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


A moeda norte-americana avançou 0,65%, cotada em R$ 5,5837. Já a bolsa de valores brasileira encerrou em queda de 0,65%, aos 135.299 pontos.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 14 de Julho de 2.025 às 10h00m

#.* --  Post. - Nº.\  11.721  --  *.#

Brasil também pode ser afetado por possíveis tarifas dos EUA à Rússia
Brasil também pode ser afetado por possíveis tarifas dos EUA à Rússia

O dólar fechou a sessão desta segunda-feira (14) em alta de 0,65%, cotado a R$ 5,5837. A moeda americana chegou ao maior valor em mais de um mês, com as preocupações do mercado com as novas tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores, encerrou em queda de 0,65%, aos 135.299 pontos.

▶️ As novas taxas de Trump continuaram a mexer com os mercados financeiros. O republicano anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil na semana passada. Os investidores já antecipam os efeitos da medida para alguns exportadores brasileiros, os impactos do câmbio e na inflação.

▶️ Enquanto isso, esperam os próximos passos do governo brasileiro em relação ao tarifaço. Um comitê de empresários deve ser criado para tratar de saídas para a crise, enquanto o governo trabalha para tentar reverter a tarifa. (leia mais abaixo)

▶️ No exterior, Trump agora ameaçou aplicar um pacote de "tarifas severas" à Rússia, caso o governo de Vladimir Putin não alcance um acordo de paz na Ucrânia em um prazo de até 50 dias. Trump disse que o valor das tarifas será de cerca de 100%.

▶️ Na agenda do dia, o destaque ficou com o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, que teve a primeira queda do ano, de 0,7%.

Veja abaixo como esses fatores impactam o mercado.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +0,65%;
  • Acumulado do mês: +2,76%;
  • Acumulado do ano: -9,64%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -0,66%;
  • Acumulado do mês: -2,57%;
  • Acumulado do ano: +12,48%.
Primeiros impactos das tarifas
Mercado de mel impactado: anúncio de taxação por Donald Trump prejudica a exportação
Mercado de mel impactado: anúncio de taxação por Donald Trump prejudica a exportação

Apesar de alguns exportadores brasileiros já estarem enfrentando efeitos da medida de Trump, como os de mel orgânico e pescados, o impacto mais forte deve começar a ser sentido em agosto — especialmente se a tarifa de 50% for, de fato, aplicada, explica o consultor em comércio internacional Welber Barral.

Segundo ele, como uma carga pode levar até um mês para chegar aos EUA, muitas já foram despachadas na tentativa de desembarcar antes do dia 1º de agosto, quando a taxação entra em vigor.

Entre os setores que devem ser afetados pela tarifa, também estão o de café, carne bovina, suco de laranja, petróleo e aeronaves, produtos que lideram as vendas do Brasil para os EUA.

Outra preocupação no Brasil é a inflação. O mercado financeiro reagiu mal à nova taxa e o dólar subiu forte na semana do anúncio de Trump.

"Se o dólar permanecer alto, a inflação no Brasil persiste e o Banco Central mantém os juros altos [atualmente no patamar de 15%, o maior em quase 20 anos]. Isso desacelera a economia e pode entrar em recessão", alerta o economista Robson Gonçalves, professor de MBAs da FGV.
Brasil estuda como responder Trump

Camarotti: Brasil vai negociar com firmeza tarifaço de Trump
Camarotti: Brasil vai negociar com firmeza tarifaço de Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu, na noite deste domingo (13), ministros e o presidente do Banco Central, no Palácio da Alvorada, residência oficial, para discutir os próximos passos que o governo deve dar em relação ao tarifaço anunciado pelo governo dos Estados Unidos.

Entre os assuntos que foram discutidos, está a criação de um comitê de empresários para tratar de saídas para a crise, que deve acontecer ainda na manhã de segunda-feira (14).

De acordo com apurado pelo blog do Valdo Cruz, Lula quer mostrar que o tarifaço é um problema do país e não só do governo e que, por isso, todos devem se unir para proteger a economia brasileira, independentemente de suas preferências partidárias.

Também neste domingo, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Ro          berto Barroso publicou uma carta pública em defesa da democracia e disse que diferentes visões de mundo "não dão direito a ninguém de torcer a verdade".

O ministro ainda chamou os argumentos do governo americano para o tarifaço de "compreensão imprecisa" dos fatos ocorridos nos últimos anos.

  • 🔎 A fala tem relação com a carta enviada por Trump para anunciar a tarifa de 50%. No documento, o presidente norte-americano justificou a elevação das taxas atacando o julgamento de Jair Bolsonaro no STF e as ações sobre as grandes empresas de redes sociais — as big techs.

Por isso, em notas, discursos e publicações nas redes sociais, o presidente Lula tem dito que o Brasil é um país soberano e que não aceitará ser tutelado por ninguém. Ele também tem afirmado que, embora o país ainda aposte nas negociações com os americanos, usará a lei da reciprocidade se for necessário.

Já nesta segunda-feira, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que o governo realizará reuniões com o setor privado para discutir a resposta brasileira ao aumento das tarifas.

Ainda segundo o vice-presidente, a expectativa é que o governo edite até esta terça (15) o decreto que regulamenta a lei de reciprocidade. (entenda mais sobre a medida)

Trump diz, porém, que se o Brasil reagir elevando suas próprias tarifas, os EUA aumentarão ainda mais as taxas sobre produtos brasileiros.

União Europeia declara que está pronta para responder às tarifas de Donald Trump
União Europeia declara que está pronta para responder às tarifas de Donald Trump

Na semana passada, o presidente Donald Trump prorrogou até 1º de agosto a trégua tarifária iniciada em abril, dando mais três semanas para concluir acordos comerciais ainda pendentes. No entanto, em um movimento de pressão, publicou 25 cartas notificando mudanças tarifárias a países parceiros.

As últimas notificações foram enviadas ao México e a União Europeia, que receberam taxas de 30%. Além disso, Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre todas as importações de cobre nos EUA e de até 200% sobre produtos farmacêuticos.

Em resposta, a União Europeia estendeu a suspensão das medidas do bloco contra o tarifaço até o início de agosto, visando uma solução negociada para o comércio com Washington.

Nesta segunda (14), o ministro das Relações Exteriores dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, disse que as tarifas são "absolutamente inaceitáveis", mas que os membros da UE tentarão negociar com os EUA.

  • 🔎 A volta das atenções de Trump para as tarifas reacende preocupações sobre eventuais efeitos dessas taxas na inflação dos EUA e do mundo. Isso porque a leitura dos investidores é que as taxas impostas por Trump podem acabar aumentando os custos de produção baseados em produtos importados e, consequentemente, elevar os preços ao consumidor.

Caso se concretize, esse cenário tende a pressionar a inflação norte-americana e pode forçar o Fed a manter os juros do país altos por mais tempo — o que, por sua vez, também poderia fortalecer o dólar e afetar as taxas de juros de outros países pelo mundo.

O republicano também ameaçou, nesta segunda-feira, um pacote de tarifas severas à Rússia, caso o governo de Putin não alcance um acordo de paz com a Ucrânia em até 50 dias. Segundo o presidente norte-americano, as taxas serão de "cerca de 100%", além dos valores já aplicados atualmente.

Notas de real e dólar — Foto: Amanda Perobelli/ Reuters
Notas de real e dólar — Foto: Amanda Perobelli/ Reuters
++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========----------------------------------------------------------------------  ----------====-++----