Total de visualizações de página

domingo, 13 de julho de 2025

Rocha marciana vai a leilão nos EUA e pode custar até R$ 22,2 milhões

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Maior pedaço de Marte já achado na Terra estava no deserto do Saara; esqueleto de um dinossauro com mais de 2 metros de altura também está à venda.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
TOPO
Por Associated Press

Postado em 13 de Julho de 2.025 às 10h50m

#.* --  Post. - Nº.\  11.720  --  *.#

Meteorito marciano que será leiloado em Nova York pesa quase 25 kg — Foto: Richard Drew/AP
Meteorito marciano que será leiloado em Nova York pesa quase 25 kg — Foto: Richard Drew/AP

À venda: uma rocha de quase 25 kg. Preço estimado no leilão: entre US$ 2 milhões (cerca de R$ 11,2 milhões) e US$ 4 milhões (R$ 22,2 milhões).

Por que tão caro? Trata-se do maior pedaço de Marte já encontrado na Terra.

A casa Sotheby's, em Nova York, colocará à venda na quarta-feira (16) o meteorito NWA 16788. Além da rocha marciana, o pacote inclui também o esqueleto de um ceratossauro, com mais de 2 metros de altura e quase 3 metros de comprimento.

Segundo a Sotheby's, o meteorito provavelmente foi lançado da superfície de Marte por um impacto de grande intensidade, causado por um asteroide. Depois, percorreu cerca de 225 milhões de quilômetros até atingir a Terra, caindo no deserto do Saara.

Um caçador de meteoritos encontrou a rocha no Níger, em novembro de 2023, informa a casa de leilões.

A peça, em tons de vermelho, marrom e cinza, é cerca de 70% maior do que o segundo maior fragmento marciano já descoberto na Terra.

De acordo com a Sotheby's, ela representa quase 7% de todo o material de origem marciana atualmente conhecido no planeta.

O meteorito mede aproximadamente 37,5 x 27,9 x 15,2 centímetros.

Rocha marciana de 25 kg que irá a leilão — Foto: Richard Drew/AP
Rocha marciana de 25 kg que irá a leilão — Foto: Richard Drew/AP

“Este meteorito marciano é, de longe, o maior pedaço de Marte já encontrado”, afirmou Cassandra Hatton, vice-presidente de ciência e história natural da Sotheby's. “Ele é mais do que o dobro do tamanho daquele que antes era considerado o maior.”

A rocha é também um achado raro. Dos mais de 77 mil meteoritos oficialmente reconhecidos na Terra, apenas cerca de 400 têm origem comprovada em Marte, diz a Sotheby's.

Hatton explicou que um pequeno fragmento foi removido da peça principal e enviado a um laboratório especializado. A análise confirmou sua origem marciana.

O material foi comparado à composição química distinta de outros meteoritos marcianos identificados pelas sondas espaciais Viking, que pousaram em Marte em 1976.

Segundo a Sotheby's, trata-se de uma rocha formada a partir do resfriamento lento do magma marciano, com textura de grão grosso e presença dos minerais piroxena e olivina.

O meteorito possui ainda uma superfície vítrea, provavelmente causada pelo intenso calor gerado durante sua entrada na atmosfera terrestre. “Essa foi a primeira pista de que não era apenas uma rocha comum caída no chão”, comentou Hatton.

A rocha já esteve em exibição na Agência Espacial Italiana, em Roma. A Sotheby's não divulgou quem é o atual proprietário.

Não se sabe ao certo quando o meteorito atingiu a Terra, mas análises sugerem que a queda pode ter ocorrido nos últimos anos.

Esqueleto de dinossauro

Esqueleto de Ceratosaurus nasicornis jovem que vai a leilão — Foto: Richard Drew/AP
Esqueleto de Ceratosaurus nasicornis jovem que vai a leilão — Foto: Richard Drew/AP

Já o esqueleto juvenil de Ceratosaurus nasicornis foi descoberto em 1996, perto de Laramie, no estado de Wyoming (EUA), na Bone Cabin Quarry — um local famoso por sua riqueza em fósseis de dinossauros.

Cerca de 140 ossos fósseis foram reunidos, complementados por materiais esculpidos, para recriar o esqueleto. A montagem já está pronta para exibição, segundo a casa de leilões.

Estima-se que o exemplar tenha vivido no final do período Jurássico, há cerca de 150 milhões de anos. Seu valor de leilão é estimado entre US$ 4 milhões e US$ 6 milhões - R$ 22,2 milhões e R$ 33,3 milhões, respectivamente.

Os ceratossauros eram dinossauros bípedes, com braços curtos, de aparência semelhante ao Tyrannosaurus rex, embora menores. Podiam alcançar até 7,6 metros de comprimento, enquanto o Tyrannosaurus rex chegava a cerca de 12 metros.

O esqueleto foi adquirido no ano passado pela Fossilogic, empresa especializada na preparação e montagem de fósseis, com sede em Utah.

O leilão da Sotheby's inclui outros 122 itens, como meteoritos, fósseis e pedras preciosas.

Novo estudo questiona existência de água líquida em Marte
Novo estudo questiona existência de água líquida em Marte

++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========----------------------------------------------------------------------  -----------====-++----  

sábado, 12 de julho de 2025

Mesmo golpeado, Hamas adota táticas de guerrilha contra Israel

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Recente sequência de ataques mostra que o objetivo de Netanyahu de erradicar o grupo palestino continua muito distante
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Oren Liebermann e Dana Karni, da CNN*
12/07/25 às 18:22 | Atualizado 12/07/25 às 18:23
Postado em 12 de Julho de 2.025 às 19h00m

#.* --  Post. - Nº.\  11.719  --  *.#


Abu Ubaida, porta-voz das brigadas al-Qassam do Hamas  • 11/11/2019REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa

Na noite de segunda-feira (7), um grupo de soldados israelenses caminhava por uma rota usada por tanques e veículos blindados, a cerca de 1,6 km da cerca de fronteira, quando uma bomba explodiu.

Operada remotamente, ela atingiu as tropas do batalhão Netzah Yehuda, uma unidade composta por soldados ultraortodoxos.

Mais forças israelenses correram para prestar socorro quando uma segunda bomba explodiu, também acionada remotamente.

Momentos depois, uma terceira bomba foi detonada, acompanhada por uma rajada de tiros de armas leves disparados por uma célula do Hamas que estava escondida nas proximidades. Em poucos minutos, cinco soldados israelenses estavam mortos e outros 14 feridos, alguns com lesões críticas.

Leia mais

O ataque ocorreu na cidade de Beit Hanoun, no canto nordeste de Gaza, facilmente visível da cidade israelense de Sderot, em um território que supostamente estaria sob controle militar israelense.

Uma investigação inicial descobriu que a célula do Hamas posicionou as bombas nas 24 horas anteriores, preparando uma emboscada contra as forças israelenses, que provavelmente acreditavam estar operando com relativa segurança tão perto do território israelense.

O ataque complexo destaca uma mudança do Hamas para táticas de guerrilha, à medida que o grupo militante, abalado e enfraquecido após quase 21 meses de guerra, conduz uma campanha de insurgência contra o exército israelense.

Mesmo em seu estado debilitado, o Hamas continua realizando ataques letais contra as forças israelenses na Faixa de Gaza.

Ao longo da guerra, as forças israelenses tiveram que retornar repetidamente a partes de Gaza, à medida que o Hamas reaparecia em áreas que Israel afirmava já ter vistoriado. A recente sequência de ataques mostra que o objetivo de Israel de erradicar o Hamas continua muito distante.

A ala militar do Hamas, as Brigadas Al-Qassam, afirmou que o ataque de segunda-feira ocorreu “em uma área que a ocupação achava segura, depois de revirar cada pedra”.

Sequestros e foguetes

Em uma declaração, o Hamas descreveu a guerra como uma “batalha de atrito” contra Israel, na qual tentaria capturar mais soldados, como ocorreu nos ataques de 7 de outubro.

“Mesmo que tenha conseguido milagrosamente libertar seus soldados do inferno recentemente, pode fracassar depois, deixando-nos com novos prisioneiros”, disse o Hamas.

Recentemente, militantes do Hamas atacaram um veículo de engenharia militar israelense em Khan Younis, lançando um foguete propelido por granada (RPG) e avançando contra o veículo enquanto o motorista tentava fugir, conforme visto em um vídeo do ataque divulgado pelo Hamas.

Segundo o exército israelense, os militantes tentaram sequestrar um soldado, que acabaram matando. A tentativa foi frustrada por forças israelenses que operavam na área.

Em uma declaração publicada no Telegram dois dias depois, as brigadas Al-Qassam prometeram: “o destino do próximo soldado será melhor, como nosso novo prisioneiro”.

Veículo militar de Israel passa em frente a cartaz que pede volta de reféns feitos pelo Hamas perto da fronteira com Gaza • Kai Pfaffenbach/Reuters
Veículo militar de Israel passa em frente a cartaz que pede volta de reféns feitos pelo Hamas perto da fronteira com Gaza • Kai Pfaffenbach/Reuters

A guerra brutal e desgastante em Gaza contrasta fortemente com a operação rápida e precisa de Israel no Irã, uma campanha realizada por ar e por terra sem baixas militares. Desde o fim do conflito de 12 dias entre Israel e Irã, pelo menos 19 soldados foram mortos em Gaza, segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF), incluindo o ataque em Beit Hanoun.

No dia do cessar-fogo entre Israel e Irã, um militante do Hamas lançou um dispositivo incendiário de um veículo blindado de engenharia no sul de Gaza, matando todos os sete soldados que estavam dentro. Foi um dos incidentes mais letais em meses para as IDF em Gaza.

Hamas recruta centenas de novos combatentes

O ex-chefe IDF, tenente Herzi Halevi, disse em janeiro que Israel matou 20 mil combatentes do Hamas desde o início da guerra.

Israel também assassinou grande parte da liderança superior da organização terrorista. Mas o Hamas recrutou novos combatentes, afirmou um alto oficial militar israelense no início deste ano, repondo suas fileiras. Em março, a emissora pública israelense Kan News relatou que o Hamas havia recrutado “centenas” de novos combatentes.

O que resta é um grupo de células militantes fracamente organizadas, capazes de realizar ataques do tipo “bater e correr”, usando o que sobrou da rede de túneis subterrâneos de Gaza para se mover e permanecer escondidas, segundo o Major-General reformado Israel Ziv, ex-chefe da Diretoria de Operações das IDF.

O Hamas teve tempo para estudar como as IDF operam, disse Ziv à CNN, e está usando isso a seu favor.

“A guerra deles é construída em torno das nossas fraquezas. Eles não defendem território — eles procuram alvos”, afirmou.

Organização em pequenas células

Ziv disse que a pressão sobre o efetivo militar de Israel permitiu que o Hamas explorasse vulnerabilidades, mesmo em seu estado enfraquecido.

“O Hamas passou por uma transformação — tornou-se uma organização guerrilheira operando em pequenas células. Possui abundância de explosivos, muitos deles provenientes das munições que as IDF lançaram ali. Esta é uma guerra de IEDs (artefatos explosivos improvisados). O Hamas está criando emboscadas e tomando a iniciativa ao controlar gargalos estratégicos”, disse Ziv.

Operando como grupos descentralizados e independentes, ficou mais difícil para Israel atingir uma estrutura de liderança coesa. No mês passado, um oficial militar israelense disse à CNN que se tornou mais difícil atingir de forma eficaz o que restou do Hamas.

“Agora é mais difícil alcançar objetivos táticos”, afirmou o oficial.

O Hamas há muito tempo esgotou a maior parte de seu arsenal de foguetes, sendo capaz agora de lançar apenas foguetes esporádicos, com impacto quase nulo.

Integrantes do Hamas reunidos em Khan Younis, sul de Gaza • Reuters
Integrantes do Hamas reunidos em Khan Younis, sul de Gaza • Reuters

Mas sua capacidade de se movimentar entre as ruínas de Gaza, armado com explosivos improvisados feitos a partir de dezenas de milhares de munições israelenses, transformou os escombros do enclave sitiado em uma fonte de resistência.

Mesmo enfrentando gangues armadas no sul de Gaza e uma população que expressa abertamente seu ressentimento contra o grupo, o Hamas encontrou uma maneira de continuar lutando, cobrando um preço mortal a cada semana que passa sem um cessar-fogo.

Mesmo com as negociações em andamento em Doha e sinais de algum progresso, um cessar-fogo permanece fora de alcance, com os mediadores ainda incapazes de superar as principais divergências entre os lados.

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou, durante sua recente viagem a Washington, DC, que o Hamas deve entregar armas, abrindo mão de sua capacidade militar e de governo, ou Israel retomará a guerra.

Mas o Hamas não demonstrou disposição para fazer concessões tão grandes nas negociações, e os ataques recentes são uma indicação do poder que o grupo ainda mantém.

Tópicos


++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========----------------------------------------------------------------------  -----------====-++----  

sexta-feira, 11 de julho de 2025

Paul Krugman faz nova crítica às tarifas de Trump contra o Brasil: 'descaradamente ilegal'

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Economista e ganhador do Prêmio Nobel de Economia afirma que as tarifas impostas contra produtos brasileiros 'não tem nada a ver com economia', e ressalta que Trump está tentando interferir na política de outro país.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 11 de Julho de 2.025 às 14h15m

#.* --  Post. - Nº.\  11.718  --  *.#

Paul Krugman critica Trump por tarifa de 50% aplicada ao Brasil
Paul Krugman critica Trump por tarifa de 50% aplicada ao Brasil

Em artigo publicado nesta sexta-feira (11), o ganhador do Prêmio Nobel de Economia classificou a taxação como "descaradamente ilegal" e afirmou que a decisão do republicano "não tem nada a ver com economia", sendo, na verdade, uma "tentativa de interferir na política de outro país".

"Escrevi outro dia sobre a tarifa de Trump para o Brasil, que é, como eu disse, maligna e megalomaníaca. Mas esqueci de destacar que ela é descaradamente ilegal", diz o economista.

"Talvez — provavelmente — a Suprema Corte esteja tão corrompida neste ponto que irá ratificar qualquer coisa que Trump fizer. Mas não podemos ao menos colocá-los contra a parede? Não podemos forçar Scott Bessent a explicar por que apoia um abuso tão grotesco do poder presidencial?", continua.

Krugman explica que a legislação dos EUA realmente concede ao Poder Executivo ampla "margem" para impor tarifas sem necessidade de aprovação legislativa adicional. "Isso existe por um motivo: tarifas temporárias foram concebidas como uma válvula de escape política que tornaria sustentáveis as tarifas baixas resultantes de acordos internacionais."

"Isso funcionou bem enquanto tivemos presidentes responsáveis; tem sido um desastre sob Trump", afirma.

Ainda de acordo com Krugman, as tarifas só podem ser aplicadas com base em justificativas específicas.

Veja abaixo:

  • Seção 201- disrupção de mercado: a seção determina que se houver um aumento repentino nas importações que coloque alguma indústria dos EUA em risco, o governo pode impor tarifas temporárias para dar tempo à indústria de se readaptar;
  • Seção 232 - segurança nacional: a lei determina que tarifas podem ser usadas para sustentar indústrias que possam ser necessárias durante confrontos internacionais;
  • Seção 301 - práticas desleais: nesse caso, a seção determina que tarifas podem ser usadas para compensar, por exemplo, subsídios à exportação de países estrangeiros;
  • Direitos antidumping: determina que tarifas possam ser impostas quando empresas estrangeiras venderem abaixo do custo;
  • Emergência Econômica Internacional: determina que o presidente dos EUA tem amplos poderes para definir tarifas durante uma crise econômica.
Paul Krugman em encontro com Biden na Casa Branca, em agosto de 2023 — Foto: Adam Schultz/Official White House Photo
Paul Krugman em encontro com Biden na Casa Branca, em agosto de 2023 — Foto: Adam Schultz/Official White House Photo

Segundo Krugman, Trump "abusou enormemente" dessas justificativas — especialmente da última, já que os EUA não enfrentam nenhuma emergência econômica e, conforme o próprio Trump declarou, a economia do país vai muito bem.

"Mas a tarifa contra o Brasil é outra coisa: não tem nada a ver com economia, é uma tentativa de interferir na política de outro país. Quem diz isso? O próprio Trump", diz o economista, destacando o início da carta enviada pelo republicano ao presidente brasileiro.

Na carta enviada ao Brasil, Trump inicia o texto destacando o quanto conhece e respeita Jair Bolsonaro (PL), afirmando que a maneira como o país está tratando o ex-presidente representa uma "vergonha internacional".

Para Krugman, a carta representa "basicamente uma confissão" de que as tarifas impostas por Trump não têm base econômica. "E isso não é permitido legalmente", afirmou o economista.

"Recado para a grande mídia: Não, Trump não está 'testando os limites de sua autoridade' ou qualquer outro eufemismo. Ele está violando a lei. Ponto final. E isso deveria ser noticiado dessa forma.", conclui.
Defensor de Bolsonaro

Nesta sexta-feira (11), o presidente norte-americano afirmou que pretende conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre as novas taxas "em algum momento, mas não agora", destacando que ele está "tratando o presidente Bolsonaro de forma muito injusta".

Essa não foi a primeira vez que Trump saiu em defesa de Bolsonaro — nos últimos dias, o presidente norte-americano publicou diversas mensagens em suas redes sociais sobre o assunto.

Nas postagens, Trump declarou que o ex-presidente deveria ser “deixado em paz” e sugeriu que ele está sendo perseguido. O republicano chegou a utilizar a expressão “caça às bruxas” para se referir ao julgamento de Bolsonaro, que réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.

Lula respondeu afirmando que o processo judicial contra os envolvidos na tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023 é de competência exclusiva da Justiça brasileira, e “não está sujeito a nenhum tipo de ingerência ou ameaça que fira a independência das instituições nacionais”.

“O Brasil é um país soberano com instituições independentes que não aceitará ser tutelado por ninguém”, disse Lula, em manifestação oficial após a publicação da carta de Trump nas redes sociais.

Em entrevista ao Jornal Nacional desta quinta-feira (10), Lula também disse o Brasil quer negociar, mas cobrou respeito às decisões brasileiras e admitiu responder com tarifas iguais se não houver acordo.

“É importante a gente deixar claro para opinião pública que não é uma taxação ao Brasil. Ele vem taxando todos os países do mundo desde que tomou posse. É um direito dele, mas é um direito dos países reagir”, disse Lula.

++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========----------------------------------------------------------------------  -----------====-++----  

quinta-feira, 10 de julho de 2025

Tarifaço vai impactar venda de carne aos EUA, mas não é só o Brasil que perde; entenda

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


País é o 2º maior comprador da carne nacional, depois da China. Vendas neste ano estavam batendo recordes porque rebanho diminuiu nos EUA.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Paula Salati, g1

Postado em 10 de Julho de 2.025 às 15h20m

#.* --  Post. - Nº.\  11.717  --  *.#

Governo discute como responder às tarifas de 50% de Donald Trump sobre os produtos brasileiros
Governo discute como responder às tarifas de 50% de Donald Trump sobre os produtos brasileiros

O Brasil nunca tinha vendido tanta carne bovina para os Estados Unidos como neste ano, mesmo depois da tarifa adicional de 10% que Donald Trump impôs aos produtos brasileiros, em abril.

Mas o anúncio repentino do presidente dos EUA de aumentar a taxa para 50%, a partir de 1º de agosto, amargou as boas expectativas do setor, e a avaliação, agora, é de que as vendas brasileiras aos americanos fiquem praticamente "inviáveis", se não houver negociação.

Entenda os principais pontos da relação do produto brasileiro com o mercado norte-americano:

  • Uma queda nas vendas não seria algo desprezível para os produtores brasileiros.
  • Isso porque os EUA são o segundo maior comprador da carne bovina nacional, depois da China: eles importam 15% de todo o volume que o Brasil vende para o exterior, enquanto os chineses levam quase metade, segundo o Ministério da Agricultura.
  • A tendência é que os frigoríficos brasileiros se direcionem ainda mais para o mercado asiático, avalia Fernando Henrique Iglesias, analista do Safras & Mercados.
  • Mas não é só o Brasil que perde. A inflação da carne bovina para o consumidor americano está batendo recorde por causa de uma redução histórica do rebanho do país, que encareceu o preço do boi por lá – ele está custando duas vezes mais que o boi brasileiro. Daí a disparada nas importações da carne.

"Os Estados Unidos não são mais autossuficientes no abastecimento de carne bovina, embora sejam um dos maiores exportadores globais", diz Carlos Cogo, da Cogo Consultoria.

O Brasil não é o principal fornecedor de carne bovina dos EUA. Esse posto é ocupado pela Austrália, que não compete diretamente com a carne brasileira.

Enquanto os australianos vendem diretamente para os supermercados dos EUA, o Brasil fornece carne para a indústria do país.

Além disso, até agora, o preço da carne brasileira era o mais barato do mercado externo.

Em maio, por exemplo, os Estados Unidos pagaram, em média, US$ 6.143 por tonelada pela carne do Brasil, segundo dados do Safras & Mercado.

No mesmo mês, a carne australiana estava custando US$ 7.169 por tonelada, enquanto a argentina, US$ 6.733.

Mas, com a nova tarifa, o produto brasileiro deve perder competitividade. "Com o adicional de tarifas, a carne bovina brasileira deve atingir o valor de US$ 8.415 por tonelada", pontua Iglesias.

Preço da carne moída nos EUA. — Foto: Arte/g1
Preço da carne moída nos EUA. — Foto: Arte/g1

Qual é o impacto direto para o Brasil?

Se as vendas de carne bovina para os EUA caírem, isso não significa que os frigoríficos brasileiros vão colocar mais carne no mercado nacional, diz Iglesias.

"Os frigoríficos vão tentar redirecionar esse produto para o mercado internacional para não gerar um efeito tão negativo. [...] A nossa sorte é que tem mais 100 países comprando carne do Brasil", diz ele.

Iglesias lembra que, neste ano, a Associação Brasileira da Indústria de Carnes (Abiec) abriu um escritório na China, medida que tem ajudado o país a abrir novos negócios no mercado asiático.

"É possível haver uma compensação em relação ao mercado norte-americano", avalia.

Iglesias destaca ainda que, diante do novo cenário, frigoríficos nacionais e o governo brasileiro podem acelerar negociações com nações que ainda não compram carne do Brasil, como o Japão e a Coreia do Sul.

"Vou reforçar essas ações, buscando os mercados mais importantes do Oriente Médio, do Sul Asiático e do Sul Global, que têm grande potencial consumidor e podem ser uma alternativa para as exportações brasileiras", disse o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, nesta quinta-feira (10).

EUA são o segundo maior comprador de carne do Brasil, depois da China. — Foto: Tiago Ghizoni/ NSC /Arquivo
EUA são o segundo maior comprador de carne do Brasil, depois da China. — Foto: Tiago Ghizoni/ NSC /Arquivo

Taxa para a carne pode chegar a 76,4%

Por causa de acordos firmados, o Brasil tem direito a vender 65 mil toneladas de carne bovina para os EUA sem tarifas. Mas essa quantidade é vendida rapidamente no início do ano.

Quando essa cota acabava, os americanos pagavam, tradicionalmente, uma taxa de 26,4% para importar a carne brasileira.

Porém, em abril, Trump taxou todas as importações do Brasil em mais 10 pontos percentuais, o que fez essa tarifa subir para 36,4%.

Mesmo assim, as vendas de carne para os americanos dispararam, o que surpreendeu o setor.

De janeiro a maio, o Brasil enviou 163 mil toneladas de carne bovina para os EUA, volume recorde da série histórica do Ministério da Agricultura, iniciada em 1997, e quase três vezes maior em relação mesmo período do ano passado.

Agora, a taxa de 10% foi substituída por 50%. Somando com os 26,4% que já faziam parte do acordo, os americanos devem começar a pagar 76,4% de tarifa para importar a carne brasileira a partir de 1º de agosto.

"Mas ainda não está claro como a nova tarifa será aplicada — se será sobre o excedente da cota ou de forma geral", esclarece Cogo.

"A nova taxa inviabiliza totalmente nossa exportação para lá. Muitos frigoríficos estão fora das compras, esperando alguma resolução", comenta Gonçalves, da Scot Consultoria.

Quantidade de bois no território americano ao longo dos anos. — Foto: Arte/g1
Qantidade de bois no território americano ao longo dos anos. — Foto: Arte/g1


Infográfico - Entenda taxa de 50% anunciada por Trump ao Brasil e a relação econômica com os EUA. — Foto: Arte/g1
Infográfico - Entenda taxa de 50% anunciada por Trump ao Brasil e a relação econômica com os EUA. — Foto: Arte/g1


PF prato do futuro: o rastreamento de bois com chip na Amazônia
PF prato do futuro: o rastreamento de bois com chip na Amazônia

++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========----------------------------------------------------------------------  -----------====-++----