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terça-feira, 22 de dezembro de 2020

IPCA-15: prévia da inflação oficial sobe 1,06% em dezembro e fecha 2020 em 4,23%

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Foi a maior variação mensal do índice desde junho de 2018 (1,11%). Taxa em 12 meses ficou acima da meta central do governo para o IPCA em 2020, que é de 4%. Alimentos tiveram alta de 14,36% no ano.  
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Por Darlan Alvarenga, G1  
22/12/2020 09h00 Atualizado há 3 horas
Postado em 22 de dezembro de 2020 às 12h00m



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Movimentação de clientes em supermercado de São Paulo. — Foto: Bruno Rocha/Fotoarena/Estadão Conteúdo
Movimentação de clientes em supermercado de São Paulo. — Foto: Bruno Rocha/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Pressionado mais uma vez pelos preços dos alimentos, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), que é considerado uma prévia da inflação oficial do país, ficou em 1,06% em dezembro, após ter registrado avanço de 0,81% em novembro, informou nesta terça-feira (22) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado, o índice fechou o ano com aumento de 4,23%, indicando que a alta dos preços encerrará o ano pouco acima do centro da meta do governo para o IPCA em 2020, que é de 4%.

A alta de 4,23% em 2020 foi a maior taxa anual desde 2016 (6,58%). Em 2019, o acumulado do IPCA-15 foi de 3,91%.

IPCA-15, prévia da inflação oficial (variação mensal) — Foto: Economia G1
IPCA-15, prévia da inflação oficial (variação mensal) — Foto: Economia G1

A variação de 1,06% registrada em dezembro foi o maior índice mensal desde junho de 2018 (1,11%). Em dezembro de 2019, o IPCA-15 foi de 1,05%.

Apesar da aceleração, o resultado veio um pouco abaixo do esperado. A expectativa era de uma alta de 1,14%, segundo a mediana das estimativas de 26 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data. As projeções variavam de aumento de 0,98% a 1,30%.

Alimentos acumulam alta de 14,36% no ano

Segundo o IBGE, a maior alta em dezembro foi mais uma vez registrada pelo grupo alimentação e bebidas (2%), que respondeu por um impacto de 0,42 ponto percentual no índice geral. No acumulado no ano, a inflação dos alimentos foi de 14,36% – mais de o triplo do índice geral.

Entre os itens que mais subiram no mês, destaque para batata-inglesa (17,96%), óleo de soja (7%), carnes (5,53%), arroz (4,96%) e frutas (3,62%). Entre as quedas, ficaram mais baratos o tomate (-4,68%), o alho (-2,49%) e o leite longa vida (-0,74%).

Em dezembro, apenas o grupo vestuário apresentou deflação (-0,44%).

Veja o resultado de dezembro e em 2020 para cada um dos grupos:

  • Alimentação e bebidas: 2%/14,36%
  • Habitação: 1,50%/3,10%
  • Artigos de residência: 1,35%/5,29%
  • Vestuário: -0,44%/-1,75%
  • Transportes: 1,43%/1,36%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,03%/1,11%
  • Despesas pessoais: 0,39%/0,97%
  • Educação: 0,34%/1,23%
  • Comunicação: 0,46%/3,22%
Energia elétrica e combustíveis mais caros

A segunda maior alta em dezembro veio do grupo habitação (1,50%), que contribuiu com 0,23 p.p. no índice do mês. A principal influência foi o aumento do item energia elétrica (4,08%), puxado pela volta da bandeira vermelha patamar 2 (com acréscimo de R$ 6,243 a cada 100 quilowatts-hora consumidos) após 10 meses consecutivos de bandeira verde, em que não há cobrança extra.

Os transportes (1,43%) apresentaram o segundo maior impacto no índice de dezembro (0,29 p.p.). A maior contribuição (0,14 p.p.) veio das passagens aéreas (28,31%). Além disso, os combustíveis (2,40%) registraram aumento frente a novembro, com destaque para a gasolina (2,19%) e o etanol (4,08%).

IPCA-15, prévia da inflação oficial (variação anual) — Foto: Economia G1
IPCA-15, prévia da inflação oficial (variação anual) — Foto: Economia G1

Todas as regiões tiveram alta em dezembro

Todas as regiões do pais pesquisadas apresentaram alta em dezembro, sendo o menor resultado registrado por Brasília (0,65%) e o maior em Porto Alegre (1,53%).

Meta de inflação e perspectivas

O ano de 2020 começou com o cenário de inflação baixa. Entretanto, em meados do ano os preços passaram a apresentar repique, com os alimentos subindo forte no final do ano em meio às exportações, fortalecimento do dólar e estímulo do auxílio emergencial.

Os analistas projetam uma inflação para 2020 acima da meta central do governo, de 4%. A expectativa do mercado para este ano passou 4,39%, de acordo com a última pesquisa Focus do Banco Central.

Apesar da aceleração nesta reta final do ano, a inflação oficial ainda está dentro do intervalo de tolerância existente. Pela regra vigente, o IPCA pode oscilar de 2,5% a 5,5% neste ano sem que a meta seja formalmente descumprida.

Para Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos, o resultado de dezembro do IPCA-15 abaixo do esperado sugere revisões para as projeções do IPCA de dezembro e perspectiva deflacionária para janeiro.

Metas para a inflação estabelecidas pelo Banco Central — Foto: Aparecido Gonçalves/Arte G1
Metas para a inflação estabelecidas pelo Banco Central — Foto: Aparecido Gonçalves/Arte G1

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), atualmente em 2% – mínima histórica.

O mercado segue prevendo manutenção da taxa básica de juros neste patamar até o fim deste ano, subindo para 3% no final de 2021. Ou seja, a expectativa é que a Selic deve voltar a subir no ano que vem.

Para o IPCA de 2021, o mercado financeiro espera uma inflação de 3,37%. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

O BC vem ainda mantendo a avaliação de que os choques atuais ligado à inflação deverão ser passageiros, ao mesmo tempo em que prevê retomada mais lenta no mercado de trabalho e na volta à normalidade após as restrições impostas pela pandemia do coronavírus, projetando crescimento da economia de 3,8% em 2021.

Na avaliação de economistas ouvidos pelo G1, espera-se que a inflação não registre em 2021 picos como os observados nos último meses. Mas, para permanecer dentro da meta central de 3,75%, o Banco Central terá de se posicionar de forma mais firme nos primeiros meses do ano, afirmam os analistas.

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Começo do ano terá aumento na abertura de vagas, dizem empresas de recrutamento; veja setores em alta

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Candidatos devem se preparar desde já para reaquecimento do mercado de trabalho; movimento vai na esteira das contratações para a Black Friday e Natal.  
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Por Marta Cavallini, G1  
21/12/2020 05h01 Atualizado há 6 horas
Postado em 21 de dezembro de 2020 às 11h05m



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Em meio ao desemprego recorde por causa da pandemia, quem pretende começar o ano de 2021 com a tão sonhada vaga no mercado de trabalho pode ter esperança. As perspectivas de empresas que fazem a intermediação de mão de obra são otimistas para a abertura de vagas entre dezembro e fevereiro.

Setores com maior demanda

De acordo com José Luiz Tortato, gerente de negócios do Banco Nacional de Empregos (BNE), as vagas que se mantiveram em crescimento durante a pandemia continuarão em alta nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, como funções operacionais na área de logística, tecnologia (principalmente na área de desenvolvimento de aplicativos e softwares) e saúde de modo geral.

As perspectivas são de mais vagas temporárias. A contratação é mais flexível neste momento de incertezas. Dessa forma, os empregadores se sentem mais confortáveis fazendo a contratação de temporários para uma demanda específica e com período de contrato definido, diz.

Na Catho, ao longo de 2020, os setores de saúde, e-commerce e tecnologia tiveram aumento no volume de contratações em função da pandemia e devem permanecer em alta no início do ano que vem.

Segundo Fernando Morette, CEO da Catho, os cargos que tiveram maior abertura de vagas em 2020 foram os de fisioterapeuta hospitalar (725%), respiratório (716%), web developer (182%), analista de SAC (158%), vendedor de e-commerce (117%), repositor de perecíveis (116%), operador de call center (100%) e programador ADVPL (85%).

Levando em consideração os tipos de vagas publicadas nos últimos meses na Catho, a previsão é de que as mais ofertadas sejam em regime CLT.

Para a Robert Half, as oportunidades serão em diversos níveis, de assistentes a diretores, posições permanentes e temporárias, com grande destaque para as áreas de tecnologia, vendas, logística e operações.

Segundo Leonardo Berto, gerente de recrutamento da Robert Half, áreas como finanças, RH e jurídico também mostram boas perspectivas, diretamente relacionadas à preparação das empresas para um cenário de mercado mais atrativo em 2021. Ele destaca ainda que construção civil, infraestrutura e automotivo dão bons sinais de retomada, além do agronegócio.

O gerente de recrutamento aponta que as perspectivas são favoráveis tanto para posições permanentes como temporárias.

O InfoJobs aponta que os setores da indústria e tecnologia devem manter o crescimento na abertura de vagas em 2021.

A indústria vem demonstrando boa performance nos últimos meses. Já o setor de TI teve um importante papel em 2020 e deve continuar esse crescimento em 2021, já que muitas empresas já deram passos para a transformação digital, afirma a country manager, Ana Paula Prado. 
Veja abaixo 11 setores com mais vagas no site InfoJobs, que concentram 90% das oportunidades:

  1. Comercial, Vendas: 36,66%
  2. Telemarketing: 21,13%
  3. Logística: 7,65%
  4. Administração: 5,16%
  5. Industrial, Produção, Fábrica: 3,69%
  6. Informática, TI, Telecomunicações: 3,20%
  7. Construção, Manutenção: 2,92%
  8. Alimentação / Gastronomia: 2,83%
  9. Saúde: 2,83%
  10. Serviços Gerais: 2,59%
  11. Segurança: 2,08%

Atualmente, o maior número de vagas no site está concentrado em:

  • Operador de telemarketing home office
  • Agente de atendimento chat e e-mail
  • Vendedor temporário
  • Atendente call center
  • Auxiliar de Operações temporário
  • Auxiliar de carga e descarga
  • Técnico em Enfermagem
  • Conferente temporário
  • Caixa temporária
  • Auxiliar de Loja

Para Ana Paula, a demanda do mercado por temporários no final do ano pode se estender para o começo do ano, mas a retomada da economia no pós-pandemia também pode impulsionar vagas efetivas.

A Luandre RH prevê maior demanda em tecnologia, finanças, vagas operacionais relacionadas ao e-commerce e logística e indústria.

A superintendente de seleção, Gabriela Mative, acredita que em um primeiro momento a demanda será mais forte por temporários, devido ao momento de insegurança, e se o reaquecimento permanecer, as oportunidades serão permanentes.

Luciana Calegari, especialista em RH da Vagas.com, aposta que a demanda será grande em tecnologia, todos os cargos relacionados a elevar o sucesso e experiência do cliente, e segmentos de logística, e-commerce, imobiliário, telecomunicações, saúde e alimentos, tanto para vagas CLT quanto PJ.

Aquecimento começou no final do ano

O movimento de abertura de vagas, segundo algumas das principais empresas recrutadoras do país, já começou com as contratações temporárias para a Black Friday e Natal.

Em janeiro sempre tivemos os maiores picos, tanto de candidatos buscando emprego como empresas procurando funcionários. Boa parte das vagas de fim de ano acaba não sendo preenchida pela baixa procura de candidatos. Obviamente, existem vagas urgentes que não dá para esperar o início do ano, principalmente se for de reposição, por isso, os candidatos que ainda buscam uma oportunidade para este ano não podem desistir. E, apesar do fim do ano fraco, historicamente janeiro e fevereiro são ótimos meses para buscar uma nova oportunidade, afirma o gerente de negócios do Banco Nacional de Empregos (BNE), José Luiz Tortato.

Apesar da expectativa do aumento habitual de vagas nos dois primeiros meses do ano, Tortato alerta que a abertura deve ser menor em comparação com os anos anteriores por causa da pandemia, principalmente com a retomada no crescimento de casos e possível volta das medidas restritivas de isolamento.

Na visão da Catho, os primeiros meses de 2021 devem ser de reaquecimento do mercado de vagas. Embora o aumento na oferta e procura no mercado de trabalho seja característico desses meses, a perspectiva de aquecimento se deve à tendência de melhora verificada no terceiro trimestre que se estendeu aos últimos meses do ano. Em novembro, a plataforma registrou aumento de 6% nas publicações de vagas em comparação com o mesmo período do ano passado.

Esse período é historicamente o momento em que as companhias retomam as contratações e criam outras oportunidades a fim de preverem novas posições de trabalho para o ano que se inicia, explica Fernando Morette, CEO da Catho.

Segundo ele, o aumento da oferta acompanha o crescimento na procura por emprego, e as pessoas buscam vagas principalmente em janeiro e fevereiro motivadas pelo otimismo e esperança com a chegada do novo ano.

A tendência é de que, caso não haja outros eventos negativos relativos à pandemia, o volume de vagas siga em ascensão. Atualmente, a abertura de vagas no site da Catho é maior que nos anos anteriores e, em nossa visão, deve continuar crescendo nos próximos meses, prevê.

No site InfoJobs, embora tenha havido uma queda de 35% no número total de vagas durante o ano, é possível observar uma retomada gradual das atividades, com aumento de 118,7% no número de vagas anunciadas entre maio e agosto.

O número ainda é baixo quando comparado com mesmo período de 2019, mas vem se intensificado com as vagas de final de ano. Além disso, no segundo semestre de 2020, nossa base apresentou um crescimento de empresas em 34,4% em dezembro, o que mostra que mais companhias estão em busca de candidatos, por isso, estamos otimistas com o começo de 2021, diz a country manager, Ana Paula Prado.

Ela elenca três fatores que são determinantes para o crescimento da abertura de vagas. A demanda reprimida, que já mostra sinais, por exemplo, de falta de insumo em algumas indústrias. Em um cenário mais seguro, as empresas devem voltar a produzir mais para atender à demanda.

Outro fator é a reestruturação. Muitas empresas deixaram de existir na pandemia, o que abre espaço para a expansão de outras marcas. E o fato de algumas empresas que deixaram para o futuro os planos que tinham para 2020 se sentirem mais confortáveis para colocá-los em prática a partir de agora.

De acordo com Leonardo Berto, gerente de recrutamento da Robert Half, o comportamento do mercado de trabalho no período entre as festas e os dois primeiros meses do ano é bastante intenso.

Para atender à demanda do período, as empresas se preparam com bastante antecedência, planejando seus orçamentos e quadros de funcionários, por isso, as perspectivas são favoráveis e existem boas oportunidade para quem está em busca de recolocação ou movimentação de carreira, diz.

Berto explica que as contratações permanentes seguem um ritmo de crescimento mais estável, pois na maioria dos casos estão relacionadas à estrutura fixa necessária para o período pré e pós festas, independente das variações de resultados possíveis.

Já as posições temporárias ou por projetos têm um crescimento mais agressivo e um número maior, diretamente relacionados ao aumento sazonal do volume de negócios. O destaque fica por conta das posições ligadas a vendas, suporte técnico, atendimento ao cliente, logística, abastecimento e projetos técnicos ou operacionais nas áreas de tecnologia, desenvolvimento e finanças.

Com a perspectiva de retomada da atividade econômica e melhora significativa na expectativa de recrutadores e profissionais especializados em relação ao mercado de trabalho, aliadas aos movimentos de contratações para a demanda geradas pelas festas de final de ano, existe uma tendência de crescimento no número de vagas oferecidas, diz.

Na Luandre RH, houve crescimento de 35% na abertura de vagas temporárias no final de ano. As empresas precisaram se reestruturar e as grandes varejistas também. Por conta disso, muitas pessoas foram desligadas e, para atender à demanda de Black Friday e Natal, precisaram contratar um volume grande de temporários. Outro fator foi o afastamento de funcionários efetivos por causa da Covid, diz Gabriela Mative, superintendente de seleção.

Para janeiro e fevereiro, a expectativa é que o crescimento continue no e-commerce, área que foi grande destaque na abertura de vagas em 2020, além da indústria e setor de saúde.

Estamos apostando nesse reaquecimento do mercado de vagas a partir do início do ano. Ao que tudo indica, em janeiro e fevereiro a indústria deve ter um crescimento significativo e toda a cadeia deve crescer junto em razão desse reaquecimento. Também prevemos um crescimento nas áreas de saúde e assistenciais, dependendo do desenrolar da crise de saúde causada pela Covid, diz.

De acordo com Luciana Calegari, especialista em RH da Vagas.com, muitas empresas que represaram as vagas no decorrer do ano estão abrindo novamente. Aqui na Vagas.com, congelamos as contratações e desde novembro retomamos com tudo, diz.

Luciana aponta que o mercado já começou a aquecer, até mesmo por uma demanda reprimida de contratações ao longo deste ano. E o cenário deve ser positivo no início de 2021, já que, enquanto alguns segmentos sofreram os impactos do Covid, outros elevaram seus resultados pelo mesmo cenário.

As empresas descobriram novos caminhos, formas de trabalhar e agora estão investindo para manter tudo isso vivo em forma de continuidade de investimento, afirma.

Sua Chance: aprenda a destacar seus pontos fortes durante entrevista de emprego
Sua Chance: aprenda a destacar seus pontos fortes durante entrevista de emprego

Como se preparar

O candidato deve aproveitar esse período de festas e se cadastrar em plataformas online de empregos, além de se preparar para entrevistas online. E, se for viajar, precisa levar os equipamentos necessários para isso. Veja abaixo as dicas dos seis especialistas:

  • O primeiro passo é insistir na busca e separar um tempo do dia para se dedicar exclusivamente à procura de emprego;
  • Acompanhe a abertura de vagas nas redes sociais profissionais, sites de carreira e de consultorias de recrutamento;
  • O candidato precisa se adaptar às mudanças trazidas pela pandemia, tanto na procura por cargos que estejam em alta como na procura por qualificação;
  • Tenha em mãos o currículo bem escrito e atualizado;
  • Faça um trabalho de pesquisa sobre as empresas com vagas e identifique os pré-requisitos solicitados;
  • Este é o momento para se qualificar e aumentar o leque de oportunidades profissionais: estudar os segmentos que seguem aquecidos; se qualificar por meio de cursos; acompanhar nas redes sociais das empresas as principais ações e movimentos;
  • Prepare-se para a entrevista remota: teste a conexão da internet, a câmera e o áudio do microfone com antecedência e prepare o ambiente para estar silencioso, iluminado e organizado;
  • Quem está em recolocação pode tirar férias, mas é importante ficar online, de olho no WhatsApp, e ir para um local onde tem sinal de internet, munido de computador, fone de ouvido, webcam, celular e se possível um tripé para colocar o smartphone ou uma haste de selfie.
  • Estude sobre a empresa em que irá participar da seleção, bem como o mercado de atuação dela, seus concorrentes e o momento pelo qual a companhia está passando;
  • Demonstre segurança ao falar de sua carreira, pensando nela como uma história a ser contada onde você é o protagonista;
  • Reflita sobre seus pontos fortes e os que ainda faltam desenvolver;
  • Use e abuse do networking.

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domingo, 20 de dezembro de 2020

Dirigimos a RAM 1500 V8, a maior e mais cara picape do Brasil

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Utilitário médio-grande finalmente chega ao Brasil para elevar o padrão (e o preço) no segmento  
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Por Rodrigo Ribeiro  
10/12/2020 19h30 Atualizado há uma semana
Postado em 20 de dezembro de 2020 às 13h00m



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Dirigimos a RAM 1500 V8, a maior e mais cara picape do Brasil

A RAM 1500 chega na versão única Rebel V8 5.7 a gasolina de 400 cv por R$ 399.990. Na pré-venda, que começa neste mês, será oferecido um lote de cem unidades com os dois únicos pacotes opcionais por R$ 419.990. O valor fica mais de R$ 170 mil acima da maioria das versões topo de linha das principais picapes médias à venda no Brasil, e supera até o da enorme 2500, que custa R$ 361.990. Não à toa, estudos da FCA indicam que o potencial consumidor da novidade tem até dez carros — não necessariamente picapes — na garagem.

Os escapamentos duplos pioram o ângulo de saída da Rebel em relação às versões convencionais — Foto: Divulgação
Os escapamentos duplos pioram o ângulo de saída da Rebel em relação às versões convencionais — Foto: Divulgação

A diversidade dos modelos analisados como referência mostra a futura solidão no mercado da enorme 1500, com seus 5,93 metros de comprimento, já que ela foi comparada com BMW X3, Ford Mustang e até Porsche 718.

RAM 1500 Rebel  — Foto: Divulgação
RAM 1500 Rebel — Foto: Divulgação

Segundo Breno Kamei, diretor da RAM, Dodge e Chrysler no Brasil, a 1500 terá foco em um público urbano, em contraste com a pegada mais rural (leia-se: agronegócio) da ainda maior 2500. Por isso, aliás, será destacada uma característica muito aguardada pelos clientes: a possibilidade de dirigir com CNH de categoria B.

A picape tem peso bruto total (PBT) de 3,2 toneladas, próximo de outras médias. Só que ela carrega muito menos — somente 610 kg. Sim, menos do que uma Fiat Strada cabine simples, que leva 720 kg.

O controle do câmbio automático, da tração 4x4 e do assistente de descida ficam no painel — Foto: Divulgação

O controle do câmbio automático, da tração 4x4 e do assistente de descida ficam no painel — Foto: Divulgação

Esse é um tema sensível dentro da FCA, que, quando questionada por Autoesporte, logo tratou de explicar que o cliente da 1500 valoriza mais a capacidade de reboque. De fato, a RAM se dá muito melhor quando o assunto é puxar carga, podendo tracionar mais de cinco toneladas.

A ociosidade da caçamba fica clara pela escolha dos equipamentos da versão brasileira, que incluem as RAM Box. São dois compartimentos com mais de 100 litros de volume cada que podem ser fechados com chave (inclusive a presencial) e até preenchidos com gelo, virando uma caixa térmica para festas ao ar livre. É quase como se fossem pequenos porta-malas, com direito até a iluminação e uma tomada de 115V.

As caixas na caçamba funcionam como pequenos porta-malas e têm até uma tomada de 115V — Foto: Divulgação
As caixas na caçamba funcionam como pequenos porta-malas e têm até uma tomada de 115V — Foto: Divulgação

Para quem ainda duvida que a 1500 está mais para um carro de passeio do que para uma picape, dê uma olhada nos principais itens de série: faróis de LED com facho alto automático, controlador de velocidade adaptativo com frenagem de emergência, assistente de manutenção de faixa, sistema de estacionamento automático e teto solar panorâmico.

O DNA norte-americano, que valoriza o menor esforço, também é forte, com pedais ajustados eletricamente, vigia traseira elétrica, nove entradas USB (sendo quatro do tipo C) e mais uma tomada de 115V — mas que não virá no padrão brasileiro de três pinos. Há aquecimento para volante e quatro bancos (sendo que os dianteiros têm ajuste elétrico), mas faz falta a ventilação dos assentos.

Serão disponibilizados no Brasil somente dois opcionais. O primeiro é um pacote com escurecimento de emblemas e rodas, chamado Night Edition. O segundo adiciona retrovisor central eletrônico (que reproduz a imagem de uma câmera traseira no espelho), som Harman Kardon de 900W e 19 alto-falantes com cancelamento ativo de ruído, projeção de informações no para-brisas (HUD) e a exclusiva tampa de caçamba bipartida.

A tampa com trava elétrica e amortecimento pode ser aberta para baixo... — Foto: Divulgação
A tampa com trava elétrica e amortecimento pode ser aberta para baixo... — Foto: Divulgação

Ela pode ser aberta para baixo, como em qualquer outra picape, mas também para os lados, em duas peças assimétricas — como na Fiat Toro. Todo o processo é simples e pode ser comandado por dois botões elétricos. Um sistema de amortecimento também alivia o peso da peça, que aguenta até 900 kg com o carro parado.

RAM 1500: é picape ou virou um carro de luxo?

RAM 1500: é picape ou virou um carro de luxo?


...ou para os lados, se o cliente optar pelo equipamento opcional — Foto: Divulgação
...ou para os lados, se o cliente optar pelo equipamento opcional — Foto: Divulgação

Da parente distante feita em Goiana (PE), a picape importada de Michigan (Estados Unidos) repete o conforto a bordo. A suspensão traseira com molas helicoidais absorve e retém as oscilações da carroceria vazia de forma impecável, sem aquela sensação de que a caçamba vazia fica quicando. A direção elétrica responde rapidamente, apesar de a rolagem da carroceria ser elevada.

Mesmo assim, os pneus todo-terreno exclusivos da versão com pegada off-road entregam boa aderência e, especialmente, baixo ruído de rolagem. Os freios a disco nas quatro rodas podiam ter modularidade melhor, mas são eficientes. As medidas mastodônticas (são 3,67 m de entre-eixos) garantem espaço de Mercedes Classe S para cinco adultos. Os porta-trecos totalizam mais de 151 litros de volume, e o compartimento entre os bancos dianteiros comporta até um laptop de 15".

A 1500 tem 5,93 m de comprimento, 2,08 m de largura  e 3,67 m de entre-eixos — Foto: Divulgação
A 1500 tem 5,93 m de comprimento, 2,08 m de largura e 3,67 m de entre-eixos — Foto: Divulgação

O isolamento acústico é reforçado pelos vidros dianteiros laterais laminados e pela calibração do câmbio automático de oito marchas da ZF (feito sob licença pela FCA). Até quando a tração 4x4 e a reduzida são acionadas o silêncio a bordo se destaca. Só não chama mais a atenção que a enorme central multimídia de 12 polegadas herdada da 2500. A tela vertical pode mostrar o controle de dois sistemas distintos, porém Android Auto e CarPlay só funcionam com fio.

Não foi possível aferir os números de desempenho, mas a FCA promete zero a 100 km/h em 6,4 segundos. Os mais de 2 m de altura e a suspensão elevada em 2,5 cm não ajudam em altas velocidades, então a máxima é limitada a 174 km/h.

O consumo de combustível não é um problema para quem paga o equivalente ao preço de uma Hilux e meia, mas os 5,3 km/l no ciclo urbano e 6,6 km/l na estrada farão com que você coloque gasolina no tanque de 98 litros com mais frequência. E podia ser até pior, já que a 1500 tem grade ativa do radiador e sistema de desativação de quatro cilindros associado ao ciclo Atkinson no clássico V8 com câmaras hemisféricas, 16V e comando simples no bloco de ferro.

A expectativa é de que as primeiras unidades sejam vendidas antes mesmo que os modelos de test-drive cheguem às concessionárias. Executivos afirmam que o interesse é tão grande que, em breve, virão novas versões. Até a superesportiva TRX de 712 cv está no radar, ao contrário da V6 turbodiesel, que precisaria de ajustes para carregar a 1 tonelada obrigatória pela legislação. Os preços, claro, serão ainda maiores. Mas isso não será problema para uma picape que criou um segmento próprio.

RAM 1500 Rebel

Ficha Técnica
Motor: Dianteiro, longitudinal, 8 cilindros em V, 5.7, 16V, comando simples no bloco
Potência: 400 cv a 5.600 rpm
Torque: 56,7 kgfm a 3.950 rpm
Câmbio: Automático, 8 marchas, 4x4 com reduzida
Direção: Elétrica
Suspensão: Independente, duplo A (dianteira), dependente, eixo rígido com molas helicoidais (traseira)
Freios: Discos ventilados
Pneus: 275/65 R18
Comprimento: 5,93 m
Largura: 2,08 m
Altura: 2,01 m
Entre-eixos: 3,67 m
Tanque: 98 litros
Caçamba: 1.200 litros
Peso: 2.610 kg
Central multimídia: 12 polegadas, sensível ao toque

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