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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Hacker cria PC mais lento do mundo: máquina demora 4 horas para inicializar

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Dmitry Grinberg resolveu criar o computador mais "lento, barato, simples de montar, com menos peças e mais rústico que roda Linux"


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03 de Abril de 2012 | 16:12h
Atualizado em 04 de abril de 2012 || 09h 38


||#-$-#|| Todos nós queremos PCs cada vez melhores e mais rápidos, certo? Bom... as coisas não funcionam exatamente dessa forma. O hacker russo Dmitry Grinberg resolveu criar o PC mais lento do mundo, somente para mostrar como o sistema Ubuntu – baseado no Linux – é versátil. Para termos uma ideia, o PC leva quatro horas somente para inicializar o sistema.

O projeto é chamado "Linux on a 8-bit micro?" ("Linux em um computador de 8 bits?", em tradução livre) e usa um processador ATmega de 24MHz. A velocidade dele é tão baixa que Dmitry criou um emulador para que o Ubuntu conseguisse se comunicar com o hardware, já que o sistema só reconhece placas de mais de 32 bits.

O hacker utilizou portas seriais para conectar um teclado e um monitor LCD e utiliza um cartão SD de 1GB para armazenamento. Para se ter uma ideia da velocidade – se é que pode-se chamá-la assim –, o clock do processador ficou em 6,5MHz, milhões de vezes mais devagar que um hardware atual.


Dmitry diz que, com o boot completo, o sistema roda medianamente: ao inserir um comando manual, o sistema leva cerca de um minuto para responder. Dmitry diz que "pode não ser definitivamente o mais rápido, mas acho que pode ser o mais barato, lento, simples de montar, com menos peças e rústico computador com Linux", segundo seu site.

Ele gastou míseros US$20 (cerca de R$36) no desenvolvimento do projeto. E se você também quiser um computador superlento aí na sua casa, basta entrar no site de Dmitry que ele te ensina como montar. Aproveite e veja abaixo o vídeo do computador mais lento do mundo em ação:


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Pacote chega sob fortes críticas de empresários, economistas e sindicalistas


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Paulinho da Força critica 'pacotinho' e diz que PDT pode sair da base



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*||]-=-[||* BRASÍLIA e RIO — Sob fortes críticas de empresários, economistas e sindicalistas, o governo lançou nesta terça-feira o sexto pacote de estímulo à economia em pouco mais de três anos. O plano de R$ 60,4 bilhões, anunciado como a segunda etapa do programa Brasil Maior, incluiu medidas de desonerações, aumento e barateamento do crédito, incentivos às exportações e à produção nacional de veículos, entre outras.
Depois da cerimônia de lançamento das novas medidas para estimular a produção nacional, o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), criticou as medidas, afirmando que as novas regras de haver um conteúdo regional na questão automotiva irão prejudicar a indústria nacional, principalmente o setor de autopeças. O sindicalista elogiou o discurso da presidente Dilma Rousseff, mas acrescentou que o que foi anunciado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, não era a mesma coisa. Paulinho classificou o pacote de "pacotinho".


— Os ministros apresentaram outro plano. Ela (Dilma) está sendo enganada. Muitas medidas são requentadas do pacote de agosto. O pacote não toca no principal: juros altos e câmbio. Com o câmbio a R$ 1,80, não tem empresa que aguente. Temos 127 setores, e o governo desonerou 11(...) E, no setor automotivo, falar em conteúdo regional quer dizer que vamos importar da Argentina e não da China. Jamais vamos aceitar conteúdo regional: falar nisso é quase um palavrão — disse o sindicalista, afirmando que a presidente Dilma, em seu discurso, falou em conteúdo nacional.


Ele disse que a reivindicação do setor é que, dentro do conteúdo nacional dos carros, hoje de 65%, as autopeças ficassem com 21%, como no México, contra os atuais 8%.


Paulinho disse que nesta quarta-feira haverá um ato em São Paulo contra a desindustrialização.
— Sinto muito, mas amanhã (quarta-feira) vamos bater muito na Dilma — disse.
O parlamentar também se mostrou insatisfeito com a situação do seu partido, o PDT. Paulinho disse que, se nesta semana, mesmo com Feriado, a presidente Dilma não definir a questão do Ministério do Trabalho, ele defenderá na semana que vem que o partido saia da base e adote uma posição independente, como o PR. O PDT quer reassumir o Ministério do Trabalho, mas não tem entendimento sobre o melhor nome.


— O PDT deve ter vergonha e sair da base. É palhaçada. O Partido deveria ficar independente, liberar também o governo para fazer o que quiser. Se passar desta semana, vou trabalhar para o PDT sair da base — disse Paulinho.


Para Fábio Kanzuc, professor da USP, as medidas são tímidas e repetem o que ocorreu no passado:
— O governo deveria ter dado medidas gerais, que elevariam a competitividade da indústria. Mas, ao contrário, elegeu alguns setores. E pode ter escolhido mal — questiona.


O economista Rafael Bacciotti, da Tendências Consultoria, afirmou que o impacto do pacote no total da economia é reduzido e, por isso, não alterou suas previsões de crescimento da produção industrial (2%) e do Produto Interno Bruto (PIB, de 3,2%) para 2012.


— As medidas não atrapalham, mas também não resolvem nossos entraves. São positivas, mas sem grande projeção — disse o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf.


Executivo pede mais combate ao contrabando de produtos
Para discutir o pacote e o processo de desindustrialização no país, entidades empresariais e de trabalhadores esperam reunir na manhã desta quarta-feira mais de 100 mil trabalhadores na Assembleia Legistiva de São Paulo, no evento intitulado “Grito de Alerta em defesa da produção e do emprego”.
Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, avaliou que cada vez mais o governo dá a entender que a solução para conter a desindustrialização passa pelo câmbio depreciado e medidas protecionistas, que têm efeitos inflacionários.


Fernando Zelveti, professor de tributação e política fiscal da Fundação Getulio Vargas (FGV), de São Paulo, disse que o pacote não passa de um “tapa buracos” para remediar a ausência de uma política industrial.


Já o advogado trabalhista Maurício Tanabe, do TozziniFreire, aprovou a desoneração da folha. Ele lembra que isso reduz o custo fixo das empresas, que vão pagar mais quando faturarem mais:
— Em todos os locais onde houve esta mudança o emprego cresceu quase que imediatamente.
A ausência de medidas no câmbio fez o dólar cair ontem. A moeda fechou em baixa de 0,27%, a R$ 1,827, após o Banco Central voltar a comprar dólares no mercado à vista.


O diretor-executivo da Werner Tecidos, de Petropólis (RJ), Luiz Fernando D'Aguiar, diz que as medidas de incentivo à indústria estão na direção certa, mas que o governo "precisa pisar mais no acelerador". Para ele, uma atuação mais forte da Receita Federal na repressão ao contrabando seria mais positiva do que todas essas medidas, "apesar de serem boas e bem-vindas".


— O governo está na direção certa, mas precisa pisar mais no acelerador, principalmente contra o contrabando. Isso teria um aspecto muito mais positivo do que todas essas medidas, apesar de serem boas e bem-vindas — diz D'Aguiar, que comanda a fabricante de tecidos de seda.
Sem revelar valores, ele diz que, no caso da sua empresa, vai haver redução do gasto com encargos previdenciários, o que ajuda a ganhar competividade.


— Mas ainda não vai reduzir muito o preço do produto final — disse o executivo.
A Werner Tecidos mantém atualmente 370 funcionários, mas já chegou a ter 600 colaboradores. D'Aguiar diz que postos de trabalho foram eliminados nos últimos anos em razão da perda de mercado para produtos chineses mais baratos.
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Veja casos de empresários que fracassaram, mas deram a volta por cima

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04/04/2012 - 07h00
Atualizado as 08h 25
Afonso Ferreira
Do UOL, em São Paulo

]$.-=-.$[ Superar desafios está no sangue dos empreendedores. Não são raros os casos em que a falência de uma empresa não os faz desistir. Trata-se de um obstáculo, mas não do fim da linha. E há quem tire da experiência de fechar as portas lições fundamentais para a hora de tentar de novo.


Edmilson Amori, proprietário de uma confecção de uniformes, e Juvenal Fernando de Almeida Silva, dono de uma oficina mecânica, aprenderam com o fracasso e hoje estão no caminho de se reerguer.


Sem público definido, empresa não sobreviveu

O maior erro cometido pelo empresário Edmilson Amorim na antiga confecção de uniformes profissionais foi não definir seu público. Segundo ele, a empresa aceitava qualquer tipo de demanda e, em alguns casos, as encomendas eram desvantajosas. "Em alguns pedidos precisávamos fugir do que sabiámos fazer, o que demandava muito esforço e investimento para pouco retorno", declara.

  • O empreendedor Edmilson Amorim teve de fechar sua confecção por não ter foco de atuação definido.
O empreendedor reconhece que faltou planejamento, pois nem todas as demandas eram lucrativas. Os erros se tornaram custosos e a empresa teve de recorrer a empréstimos e financiamentos para pagar as contas. Quando os bancos pararam de conceder créditos, Amorim percebeu que era hora de fechar as portas e amargar um prejuízo de R$ 150 mil.

Mas Amorim não desistiu. Remodelou o negócio tendo em vista um nicho específico: uniformes administrativos. Reaproveitou o maquinário que possuía e reabriu a empresa com o nome de Brasil Uniformes, em 2005, apenas dois meses depois de fechar a primeira fábrica. Hoje, a confecção já conta com 18 funcionários.

"Com a experiência anterior e um foco definido acreditava que dessa vez daria certo. Já recuperamos 60% do prejuízo", afirma.

De acordo com o empreendedor, a falência da primeira confecção o ensinou a recusar pedidos que tenham pouca lucratividade, a economizar e a não misturar contas pessoais com as da empresa.

"Agora, trabalhamos com mais profissionalismo. Não temos dó de dizer não quando um pedido não é interessante para nós."


Produto inovador ficou nas prateleiras

A oportunidade de vender um produto inovador encheu os olhos do empresário Juvenal Fernando de Almeida Silva. Ampliaria muito seus rendimentos. Mas o que ele não previu foi a baixa aceitação do público e as prateleiras cheias de peças encalhadas.

A grande inovação era um equipamento para encher pneus em poucos minutos, sem a necessidade de usar macaco hidráuculo. Encantado com a demonstração do fornecedor, o empresário, que já era sócio da oficina mecânica Vanguarda, aceitou na hora ser representante comercial da marca.

Nos primeiros cinco meses, a venda do equipamento foi um sucesso. Empolgado, o empresário investiu na nova atividade e abriu 15 pontos de venda e no treinamento de sua equipe. Nos meses seguintes, porém, a demanda diminui e o produto começou a ficar parado nas prateleiras.

Ao completar oito meses à frente da representação comercial, o empresário não conseguia vender o mesmo número de peças do início. Para não ter prejuízos financeiros ele decidiu que era o momento de encerrar as atividades. "Agi por impulso, achei o produto inovador e não pesquisei sobre o mercado. Com o passar do tempo, percebi que não era vantajoso", declara.

  • O empresário Juvenal Fernando de Almeida Silva tentou vender equipamento para encher pneus, mas produto ficou encalhado nas prateleiras de suas lojas
Mas o empresário estava obstinado a expandir os negócios. Em 2008, depois de fazer uma pesquisa com os clientes da própria oficina mecânica, optou por abrir uma agência de veículos.


O questionário aplicado foi fundamental para descobrir que poderia também oferecer uma consultoria para quem desejasse comprar um carro em outra revendedora. "Com 25 anos de atuação no ramo automotivo, as pessoas se sentem à vontade para trazer o veículo para eu avaliar e dar uma opinião", afirma.

A experiência de fracasso com a representação comercial trouxe um enorme apredizado ao empreendedor. Ele conta que outras oportunidades de negócio apareceram, mas sempre avalia a utilidade do produto, aceitação do público e preço antes de dar uma resposta. "Já recusei muitas propostas por perceber que não eram vantajosas para mim. Não vou cair na mesma armadilha."


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