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quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Pela primeira vez, cientistas transformam células da pele em óvulos fecundáveis

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No futuro, técnica pode oferecer respostas à infertilidade e ainda permitir que casais do mesmo sexo tenham filhos geneticamente ligados aos dois.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 01 de Outubro de 2.025 às 14h35m
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Ciência registra processo de ovulação em vídeo
Ciência registra processo de ovulação em vídeo

Cientistas anunciaram, nesta terça-feira (30), que conseguiram pela primeira vez transformar células da pele humana em óvulos e fertilizá-los com esperma em laboratório, um avanço que poderia tornar possível algum dia que mulheres inférteis tenham filhos.

A técnica ainda está a anos de ser acessível para futuros pais, alertou a equipe de cientistas liderada pelos Estados Unidos.

No entanto, especialistas externos assinalaram que esta pesquisa poderia dar uma resposta para a infertilidade, que afeta uma em cada seis pessoas em todo o mundo.

Esta nova abordagem no campo da gametogênese in vitro permitiria que mulheres mais velhas ou que não produzem óvulos por outras razões possam se reproduzir geneticamente, explicou à AFP Paula Amato, coautora do estudo.

"Também permitiria que casais do mesmo sexo tenham um filho geneticamente relacionado aos dois membros", acrescentou Amato, pesquisadora da Universidade de Ciências e Saúde do Oregon, nos Estados Unidos.

Nos últimos anos, os cientistas têm conseguido avanços significativos neste campo: no início do ano, pesquisadores japoneses criaram camundongos com dois pais biológicos.

Mas este novo estudo, publicado na revista Nature Communications, representa um avanço importante, pois usa DNA humano no lugar do DNA de camundongo.

Primeiro, os cientistas extraíram o núcleo de células da pele e o transferiram para um óvulo doado, que teve seu núcleo removido previamente.

Cientistas da Universidade de Ciências e Saúde do Oregon (EUA) conseguiram transformar células da pele em óvulos. Na imagem, um óvulo aparece ao lado do núcleo de uma célula da pele antes da fertilização. — Foto: Oregon Health & Science University
Cientistas da Universidade de Ciências e Saúde do Oregon (EUA) conseguiram transformar células da pele em óvulos. Na imagem, um óvulo aparece ao lado do núcleo de uma célula da pele antes da fertilização. — Foto: Oregon Health & Science University

Esta técnica, chamada transferência nuclear de células somáticas, foi utilizada para clonar a ovelha Dolly em 1996.

No entanto, ainda havia um problema a resolver: as células da pele têm 46 cromossomos, enquanto os óvulos têm 23.

Os cientistas conseguiram eliminar os cromossomos adicionais mediante um processo ao qual chamaram de "mitomeiose", que imita a forma como as células se dividem normalmente.

Eles criaram 82 ovócitos, que em seguida foram fertilizados com esperma mediante fecundação in vitro (FIV).

Depois de seis dias, menos de 9% dos embriões se desenvolveram ao ponto em que hipoteticamente poderiam ser transferidos para o útero em um processo padrão de FIV.

Método disponível em uma década

No entanto, os embriões apresentaram diversas anomalias e por isso o experimento foi suspenso.

Amato estimou que este método poderia estar disponível em uma década.

"O maior obstáculo é obter óvulos geneticamente normais com o número e a combinação correta de cromossomos", disse.

Mas estes resultados são suficientemente importantes para despertar o entusiasmo de vários pesquisadores.

É um avanço "emocionante", que poderia "algum dia abrir o caminho para a criação de células similares aos ovócitos e espermatozoides para quem não tem outra opção", opinou a pesquisadora Ying Cheon, especialista em medicina reprodutiva na Universidade de Southampton, no Reino Unido, em uma declaração ao organismo Science Media Centre.

Outros cientistas que tentam criar óvulos em laboratório estão usando uma técnica diferente. Esta consiste em "reprogramar" células não reprodutivas para desenvolvê-las a um estado indiferenciado, ou seja, antes de se tornarem especificamente células da pele, do coração, do cérebro... E depois transformá-las em óvulos.

"É cedo demais para saber qual método será mais bem sucedido", disse Amato. "De qualquer forma, ainda estamos a muitos anos disso", acrescentou.

Segundo o estudo, os pesquisadores seguiram as diretrizes éticas vigentes nos Estados Unidos sobre o uso de embriões.


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Clubes que jogarem Libertadores ou Sul-Americana não disputarão torneios regionais; entenda

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Atual campeão do Nordeste, Bahia pode ficar fora do regional do ano que vem. Novidade faz parte de novo calendário do futebol brasileiro em 2026
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Por João Guerra, Raphael Zarko e Tiago Lemos — Rio de Janeiro e Salvador

Postado em 01 de Outubro de 2.025 às 11h25m
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Novo calendário do futebol brasileiro: conheça as mudanças que vão entrar em vigor em 2026
Novo calendário do futebol brasileiro: conheça as mudanças que vão entrar em vigor em 2026

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou, nesta quarta-feira, o calendário do futebol brasileiro 2026, na sede da entidade, no Rio de Janeiro. Entre as novidades, está uma mudança que impacta as Copas do Nordeste, Verde e a recém-criada Sul-Sudeste: os times classificados para competições internacionais não vão disputar torneios regionais.

Campeão da Copa do Nordeste nesta temporada, o Bahia pode ficar fora da competição regional do próximo ano. Sexto colocado no atual Brasileirão, o Tricolor deve ao menos garantir vaga na Sul-Americana 2026, o que seria suficiente para não disputar a próxima edição do Nordestão.

+ Entenda o novo calendário do futebol brasileiro
+ Brasileirão 2026 será disputado de janeiro a dezembro: entenda a mudança

Redação sportv debate calendário: "Maior mudança desde a implantação dos pontos corridos"
Redação sportv debate calendário: "Maior mudança desde a implantação dos pontos corridos"

O Bahia está na sexta posição do Campeonato Brasileiro e, neste momento, garante classificação para a fase prévia da Libertadores. Se a Série A acabar desta forma, o Tricolor não vai defender o título da Copa do Nordeste em 2026.

Em 2025, além do Bahia, o Fortaleza disputou a Libertadores, e o Vitória jogou a Copa Sul-Americana. Em um novo cenário como este, as três equipes não poderiam disputar a Copa do Nordeste.

Julio Avellar explica divisão de datas entre estaduais e Brasileirão
Julio Avellar explica divisão de datas entre estaduais e Brasileirão

A CBF também vai divulgar novos formatos das competições. A Copa Verde vai ser reformulada e virar uma Supercopa de dois torneios diferentes: Copa Norte e Copa Centro-Oeste. Ao todo, 24 clubes vão participar da competição que vai ter 10 datas.

A Copa do Nordeste vai passar a contar com 20 clubes participantes (atualmente são 16), com 10 datas disponíveis.

E a janela de reforços? Julio Avellar responde
E a janela de reforços? Julio Avellar responde

Outra novidade vai ser a criação da Copa Sul-Sudeste, com 12 clubes e 10 datas. Os regionais serão disputados entre 25 de março e 7 de junho de 2026, depois do fim dos estaduais.

Como ficam os regionais:

  • Copa Verde (Copa Norte x Copa Centro-Oeste): 24 clubes e 10 datas;
  • Copa do Nordeste: 20 clubes e 10 datas;
  • Copa Sul-Sudeste: 12 clubes e 10 datas.
Novo calendário

A ideia com as mudanças é desafogar o calendário dos times, alvo de críticas ao longo dos últimos anos. O Bahia, por exemplo, é o clube com mais jogos disputados até aqui nesta temporada, com 66.

Julio Avellar detalha calendário do futebol brasileiro
Julio Avellar detalha calendário do futebol brasileiro

A ausência dos clubes participantes das competições da Conmebol também vai abrir a possibilidade para os regionais terem todo o seu calendário definido. Em 2025, por conta da Libertadores, o Bahia teve jogos adiados na primeira fase, e a competição só foi finalizada no início de setembro (em 2024, acabou em junho).

Mas as mudanças não param por aí e afetam o calendário brasileiro por inteiro. As mais importantes tratam do início do Campeonato Brasileiro, marcado para o fim de janeiro, e a final da Copa do Brasil, que passa a ter jogo único.

Principais novidades do calendário 2026:

  • Brasileirão vai começar dia 28 de janeiro;
  • Copa do Brasil com 126 clubes (128 em 2027), duas fases a mais e final em jogo único;
  • Série C com 24 clubes em 2027 e 28 em 2028;
  • Série D com 96 clubes a partir de 2026;
  • Criação da Copa Sul-Sudeste;
  • Copa Verde vira uma Supercopa de dois torneios diferentes: Copa Norte e Copa Centro-Oeste;
  • Estaduais de janeiro a março. Regionais de março a junho;
  • Times da Libertadores e Sul-Americana não jogam regionais.

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terça-feira, 30 de setembro de 2025

Desemprego fica em 5,6% em agosto e repete mínima histórica, diz IBGE

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O resultado repetiu o percentual do trimestre encerrado em julho, quando a taxa de desocupação atingiu o menor nível da série histórica do instituto, iniciada em 2012.
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Por Micaela Santos, g1 — São Paulo

Postado em 30 de Setembro de 2.025 às 10h00m
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Desemprego fica estável no trimestre fechado em agosto e repete mínima histórica
Desemprego fica estável no trimestre fechado em agosto e repete mínima histórica

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,6% no trimestre móvel encerrado em agosto, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta terça-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O percentual se manteve em relação ao trimestre encerrado em julho, quando a taxa de desocupação atingiu o menor nível da série histórica do IBGE, iniciada em 2012. No trimestre encerrado em maio, a taxa era de 6,2%, enquanto no mesmo período de 2024 havia sido de 6,6%.

Ao todo, 6,084 milhões de pessoas estavam sem emprego no país — o menor número já registrado na série histórica. Esse resultado representa uma queda de 9% (605 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e de 14,6% (cerca de 1 milhão de pessoas) na comparação com o mesmo período de 2024.

Emprego com carteira assinada no setor privado bate recorde

A população ocupada no país atingiu um recorde de 102,4 milhões de pessoas no período.

Desse total, os empregados com carteira assinada no setor privado (excluindo trabalhadores domésticos) também bateram recorde na série do instituto, chegando a 39,1 milhões.

Em relação ao trimestre encerrado em maio, o número permaneceu estável, mas cresceu 3,3% no ano, o equivalente a 1,2 milhão de pessoas que assinaram a carteira em 2025.

Dois setores principais analisados puxaram a ocupação no trimestre:

  • Administração pública, saúde, educação e serviços sociais (+1,7%, ou mais 323 mil pessoas);
  • Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (+4,4%, ou mais 333 mil pessoas).

Por outro lado, o grupo de serviços domésticos registrou queda de 3,0%, o que equivale a 174 mil pessoas a menos. Os demais setores analisados pelo IBGE permaneceram estáveis.

O nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas em idade de trabalhar que estão empregadas, alcançou 58,8%, aumento de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.

Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, embora o número de trabalhadores com carteira tenha atingido recorde, a redução da desocupação no período foi impulsionada pelos trabalhadores sem carteira no setor de educação pública.

Esse grupo avançou 5,5% em relação ao trimestre encerrado em maio e permaneceu praticamente estável (0,8%) na comparação com o mesmo período de 2024.

"A educação pré-escolar e fundamental fazem contratações ao longo do primeiro semestre. São trabalhadores sem carteira, com contratos de trabalho temporários", explica.

A categoria de trabalhadores domésticos, estimada em 5,6 milhões de pessoas, registrou queda de 3,3% em relação ao trimestre de março a maio de 2025. Na comparação com o período de junho a agosto de 2024, o recuo foi de 197 mil pessoas.

Kratochwill explica que, em períodos de maior dificuldade econômica, há migração para os serviços domésticos. Atualmente, o movimento é inverso: “Os trabalhadores encontram melhores oportunidades, com condições e rendimentos mais vantajosos, e deixam os serviços domésticos”, avalia.

Veja os destaques da pesquisa

  • Taxa de desocupação: 5,6%
  • Taxa de subutilização: 14,1%
  • População desocupada: 6,084 milhões
  • População ocupada: 102,4 milhões
  • População fora da força de trabalho: 65,8 milhões
  • População desalentada: 2,7 milhões
  • Empregados com carteira assinada: 39,1 milhões
  • Empregados sem carteira assinada: 13,5 milhões
  • Trabalhadores por conta própria: 25,9 milhões
  • Trabalhadores informais: 38,6 milhões

Menor subutilização desde 2012; desalentados registram recuo

De acordo com a pesquisa do IBGE, a taxa composta de subutilização atingiu 14,1%, repetindo o menor patamar da série. Esse índice representa queda de 0,8 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (14,9%) e de 1,9 ponto percentual ante o mesmo período de 2024 (16,0%). Atualmente, 16 milhões de pessoas estão nessa situação.

O IBGE classifica como força de trabalho subutilizada aqueles que estão desocupados, subocupados por insuficiência de horas, ou que não procuraram trabalho apesar de estarem disponíveis, assim como aqueles que buscaram emprego, mas não estavam disponíveis para assumir a vaga.

O percentual de desalentados, que são aqueles que desejam trabalhar, mas desistiram de buscar emprego, ficou em 2,4%, apresentando queda de 0,2 ponto percentual no trimestre e 0,4 ponto percentual em relação ao ano anterior.

Segundo o analista da PNAD Contínua, a melhora no mercado de trabalho tem incentivado esse grupo a retomar a busca por emprego e reintegrar-se à força de trabalho.

"A queda na quantidade de desalentados indica que o mercado de trabalho está conseguindo absorver rapidamente esse contingente, uma vez que a taxa de desocupação segue caindo", diz.
Informalidade aumenta

A taxa de informalidade atingiu 38% da população ocupada, equivalente a 38,9 milhões de pessoas, contra 37,8% (38,6 milhões) no trimestre anterior e 38,9% (39,1 milhões) no trimestre encerrado em agosto de 2024.

O crescimento foi impulsionado pelos trabalhadores por conta própria sem CNPJ, que chegaram a 19,1 milhões, alta de 1,9% em relação ao trimestre anterior e de 2,9% em comparação com 2024.

Segundo o IBGE, esse movimento reflete a preferência de muitos brasileiros pelo trabalho autônomo. São, em geral, pessoas com menor escolaridade, atuando principalmente em comércio e alimentação. Parte dos desalentados, por exemplo, pode ter migrado para a informalidade.

Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) — Foto: Divulgação/Agência Brasil
Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) — Foto: Divulgação/Agência Brasil


Entenda como o desemprego é calculado no Brasil
Entenda como o desemprego é calculado no Brasil

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segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Como uma enorme mancha de lixo virou um ecossistema no oceano?

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Área três vezes maior que a Bahia concentra redes, garrafas e microplásticos levados por correntes marítimas.
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Por Roberto Peixoto, g1

Postado em 29 de Setembro de 2.025 às 06h00m
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Como uma enorme mancha de lixo virou um ecossistema no oceano?
Como uma enorme mancha de lixo virou um ecossistema no oceano?

No meio do Oceano Pacífico, entre os Estados Unidos e o Japão, existe uma mancha de lixo com mais de 1,5 milhão de km². Para ter uma ideia, é como se o estado da Bahia fosse coberto três vezes por plástico.

Essa massa de detritos não está parada por acaso.

Ela é mantida no mesmo ponto pelos giros oceânicos, grandes correntes marítimas que circulam em redemoinhos e acabam reunindo redes de pesca, garrafas e milhões de microplásticos em uma mesma região.

O mais surpreendente, porém, é que essa mancha se transformou em um ecossistema inusitado.

a COP 30 e nosso futuro



Pesquisadores já identificaram caranguejos, anêmonas, algas e até microrganismos vivendo e se reproduzindo no plástico.

O fenômeno ganhou até nome: “plastisfera”, uma espécie de recife artificial em alto-mar.

Apesar da dimensão, a mancha não aparece em imagens de satélite.

O motivo é que o plástico é muito disperso — ocupa menos de 0,02% da superfície da área — e se mistura facilmente a algas e sedimentos.

Por isso, o que existe são mapas de concentração feitos a partir de navios e drones.

Sistema de coleta de lixo plástico no oceano da iniciativa The Ocean Cleanup em testes no Oceano Pacífico em 2021 — Foto: Divulgação/The Ocean Cleanup
Sistema de coleta de lixo plástico no oceano da iniciativa The Ocean Cleanup em testes no Oceano Pacífico em 2021 — Foto: Divulgação/The Ocean Cleanup

Mas esse novo ecossistema também tem um lado perigoso.

As mesmas correntes que reúnem o lixo transformam os resíduos em verdadeiras balsas, capazes de transportar espécies de um continente a outro.

Isso favorece a propagação de organismos invasores e até de micróbios que podem causar doenças.

A fauna marinha também sofre os efeitos: baleias, tartarugas e peixes confundem o plástico com alimento e muitas vezes acabam morrendo asfixiados.

Há iniciativas internacionais para recolher parte desse lixo, mas o desafio é grande.

A remoção pode levar junto as espécies que conseguiram se adaptar ao recife artificial criado pelo plástico.

Por isso, especialistas defendem que a solução precisa vir antes de o lixo chegar ao mar.

Entre as alternativas, estão barreiras em rios e sistemas flutuantes capazes de reter plásticos ainda próximos à costa, evitando que sejam levados pelas correntes até o meio do oceano.

Lixo plástico coletado pelo sistema de redes criado pelo holandês Boyan Slat, da The Ocean Cleanup — Foto: Divulgação/The Ocean Cleanup
Lixo plástico coletado pelo sistema de redes criado pelo holandês Boyan Slat, da The Ocean Cleanup — Foto: Divulgação/The Ocean Cleanup

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