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quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

Por que 1ª clonagem de macaco Rhesus por cientistas chineses causou polêmica

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O macaco Rhesus tem fisiologia semelhante à dos humanos, por isso a sua clonagem abre portas à experimentação científica, mas também tem recebido críticas de ativistas dos direitos dos animais.
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TOPO
Por BBC

Postado em 18 de janeiro de 2024 às 06h00m

#.*Post. - N.\ 11.082*.#

Seria ReTro o pioneiro em uma nova geração de macacos clonados para experimentação científica? — Foto: Zhaodi Liao, Nature (BBC)
Seria ReTro o pioneiro em uma nova geração de macacos clonados para experimentação científica? — Foto: Zhaodi Liao, Nature (BBC)

Cientistas chineses realizaram a clonagem do primeiro macaco Rhesus, uma espécie amplamente utilizada em pesquisas médicas devido à sua fisiologia semelhante à dos humanos.

👉 Os macacos de laboratório clonados têm o potencial de acelerar os testes de medicamentos, já que animais geneticamente idênticos produzem resultados semelhantes, proporcionando maior precisão nos ensaios.

Tentativas anteriores de clonar um Rhesus não foram bem-sucedidas, com as criaturas morrendo pouco tempo após o nascimento. Uma organização de defesa dos animais expressou "profunda preocupação" em relação a essa clonagem.

A reprodução sexual em mamíferos resulta em descendência com uma combinação de genes do pai e da mãe.

Na clonagem, técnicas são utilizadas para criar uma cópia geneticamente idêntica de um único animal.

A ovelha Dolly, o animal clonado mais famoso, nasceu em 1996, e os cientistas reprogramaram células da pele de outra ovelha para criar embriões, compostos por células básicas capazes de se desenvolver em qualquer parte de um organismo. Esses embriões foram então implantados na barriga de aluguel de Dolly.

❗ Em um artigo da revista Nature Communications, os pesquisadores afirmam ter realizado essencialmente o mesmo processo, mas com um macaco Rhesus.

Eles relatam que o animal permaneceu saudável por mais de dois anos, indicando o sucesso do processo de clonagem.

O cientista Falong Lu, da Universidade da Academia de Ciências da China, declarou à BBC que "todos estavam radiantes de felicidade" com o resultado.

No entanto, um porta-voz da Real Sociedade para a Prevenção da Crueldade contra os Animais (RSPCA) no Reino Unido alegou que a organização acredita que o sofrimento causado aos animais supera qualquer benefício imediato para os pacientes humanos.

Os macacos Rhesus são encontrados na natureza na Ásia, com populações no Afeganistão, Índia, Tailândia, Vietnã e China.

Eles são usados em experimentos para estudar infecções e imunidade. Os primeiros macacos foram clonados em 2018, mas os pesquisadores médicos preferem os Rhesus devido à sua semelhança genética com os humanos.

Zhong Zhong foi um dos primeiros macacos clonados em 2018 — Foto: Academia Chinesa de Ciências (BBC)
Zhong Zhong foi um dos primeiros macacos clonados em 2018 — Foto: Academia Chinesa de Ciências (BBC)

Complicações

O desafio de reprogramar células adultas para torná-las embrionárias reside no fato de que na maioria das tentativas ocorrem erros na reprogramação, resultando em pouquíssimos embriões que efetivamente chegam a nascer, e ainda menos que nascem saudáveis, geralmente entre 1% e 3% na maioria dos mamíferos.

Esse processo se mostrou ainda mais complexo com os macacos Rhesus, sem nenhum nascimento bem-sucedido até dois anos atrás.

Eles descobriram que, nas tentativas malsucedidas com Rhesus, as placentas, responsáveis por fornecer oxigênio e nutrientes ao feto em crescimento, não haviam sido reprogramadas adequadamente durante o processo de clonagem e, como resultado, não se desenvolveram normalmente.

Os pesquisadores resolveram o problema ao não utilizar a parte do embrião clonado que se desenvolve posteriormente para se tornar a placenta, ou seja, a parte externa.

Em vez disso, extraíram as células internas, que se desenvolvem no corpo do animal, e as inseriram em um embrião externo não clonado, na esperança de que se transformasse em uma placenta normal.

ReTro

Os pesquisadores utilizaram 113 embriões, dos quais 11 foram implantados, resultando em dois casos de gravidez e um nascimento. O macaco foi batizado de "ReTro", em homenagem ao método científico chamado "trophoblast replacement", em inglês, empregado para criar o animal.

A Real Sociedade para a Prevenção da Crueldade contra os Animais alegou ter sérias dúvidas em relação à pesquisa.

Não há uma aplicação imediata para este estudo. Espera-se que assumamos que os pacientes humanos se beneficiarão desses experimentos, mas qualquer aplicação na vida real levará anos e é provável que sejam necessários mais 'modelos' animais para desenvolver essas tecnologias.
— Porta-voz da Real Sociedade para a Prevenção da Crueldade contra os Animais

"A RSPCA está profundamente preocupada com o grande número de animais que sofrem e ficam angustiados nesses experimentos, e com a taxa de sucesso muito baixa. Os primatas são animais inteligentes e sensíveis, não apenas ferramentas de pesquisa", concluiu.

ReTro foi criado usando a mesma técnica Dolly, mas com um ajuste extra — Foto: BBC
ReTro foi criado usando a mesma técnica Dolly, mas com um ajuste extra — Foto: BBC

Preocupações

O professor Robin Lovell-Badge do Instituto Francis Crick de Londres também expressou sua preocupação, apoiando firmemente a pesquisa com animais apenas quando os benefícios para os pacientes superam o sofrimento dos espécimes.

Ele apontou que "ter animais com a mesma composição genética reduzirá uma fonte de variação nos experimentos, mas é preciso questionar se realmente vale a pena".

"O número de tentativas necessárias foi enorme. Eles tiveram que utilizar muitos embriões e implantá-los em muitas mães substitutas para conseguir um animal nascido vivo", argumentou o professor.

Ele também expressou preocupação com o fato de os cientistas terem alcançado apenas um nascimento vivo.

"Não se pode tirar conclusões sobre a taxa de sucesso dessa técnica quando há apenas um nascimento. É absurdo afirmar que é possível. Você precisa de pelo menos dois, de preferência mais", afirmou o professor.

Em resposta, Falong Lu explicou à BBC News que o objetivo da equipe é obter mais macacos clonados e, ao mesmo tempo, reduzir o número de embriões utilizados.

Ele assegurou ter obtido todas as aprovações éticas para a pesquisa.

"Todos os procedimentos com animais em nossa pesquisa seguiram as diretrizes estabelecidas pelos Comitês de Uso e Cuidado de Animais do Instituto de Ciências Biológicas de Xangai, da Academia Chinesa de Ciências (CAS) e do Instituto de Neurociência do Centro de Excelência em Ciência do Cérebro e Tecnologia da Inteligência da CAS."

Ele afirmou que o protocolo também foi aprovado pelo Comitê de Uso e Cuidado de Animais desse importante centro de pesquisa chinês sediado em Xangai.

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quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

As impressionantes cavernas abertas por derretimento no maior iceberg do mundo, que pode desaparecer

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Durante mais de 30 anos, o Iceberg ficou rigidamente preso nas lamas do fundo do Mar de Weddell, como uma "ilha de gelo" estática, medindo cerca de 4.000 km² de área. Isso é o equivalente a mais de três vezes o tamanho da cidade do Rio de Janeiro.
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TOPO
Por BBC

Postado em 17 de janeiro de 2024 às 07h30m

#.*Post. - N.\ 11.081*.#

Maior iceberg do mundo se desprende e segue em direção ao oceano Antártico

A erosão está tendo efeitos dramáticos no maior iceberg do mundo durante estes que serão, provavelmente, os últimos meses da existência dele.

Um navio operado pela empresa de expedições Eyos chegou ao gigante congelado, A23a, no domingo (14) e encontrou enormes cavernas e arcos escavados em suas paredes congeladas.

O iceberg está sendo destruído pelo ar mais quente e pelas águas superficiais que encontra à medida que se afasta lentamente da Antártida.

Como consequência, ele derreterá e desaparecerá.

"Vimos ondas de uns bons 3 ou 4 metros de altura colidindo com o iceberg", disse o líder da expedição, Ian Strachan, à BBC News. "Isso estava criando cascatas de gelo — um estado constante de erosão".

Foto do espaço: A23a fica a cerca de 200 km a oeste das Ilhas Órcades do Sul, nesta imagem parcialmente coberta por nuvens — Foto: COPERNICUS DATA/ESA/SENTINEL-3
Foto do espaço: A23a fica a cerca de 200 km a oeste das Ilhas Órcades do Sul, nesta imagem parcialmente coberta por nuvens — Foto: COPERNICUS DATA/ESA/SENTINEL-3

O A23a se descolou da costa antártica em 1986, mas só recentemente iniciou uma grande migração.

Durante mais de 30 anos, ele ficou rigidamente preso nas lamas do fundo do Mar de Weddell, como uma "ilha de gelo" estática, medindo cerca de 4.000 km² de área. Isso é o equivalente a mais de três vezes o tamanho da cidade do Rio de Janeiro.

O colosso está atualmente à deriva na Corrente Circumpolar Antártica, a grande corrente de água que circunda o continente no sentido horário.

Essa corrente, juntamente com os ventos de oeste, está empurrando o A23a na direção das Ilhas Órcades do Sul, que ficam a cerca de 600 km a nordeste da ponta da Península Antártica.

Está seguindo firmemente na rota do que os cientistas chamam de "corredor dos icebergs" — o principal caminho de gelo do continente.

A interação entre ventos, frentes oceânicas e redemoinhos determinará o curso desse gigante nas próximas semanas. Mas muitos desses icebergs de topo achatado, ou tabulares, acabam passando pelo Território Britânico Ultramarino da Geórgia do Sul.

O seu provável destino é fragmentar-se e definhar até desaparecer. Seu legado é a vida oceânica que ele semeia ao liberar nutrientes minerais. Desde o plâncton até as grandes baleias — todos se beneficiam do efeito de "fertilização" do degelo dos icebergs.

No domingo, a equipe Eyos chegou perto o suficiente do A23a para fazer imagens usando um drone. Os penhascos de 30 metros de altura do iceberg estavam cobertos por uma névoa densa. Icebergs nesta escala criam seu próprio clima.

"Foi dramático e lindo fotografar", disse o cinegrafista da Eyos, Richard Sidey. "É incrivelmente grande. Na verdade, não acho que possamos entender o quão grande é. Só podemos saber o quão grande é pela ciência. É certamente grande demais para ser fotografado. Ele se estende até onde a vista alcança em qualquer direção."

As observações por satélite podem monitorar a cobertura da sua área e avaliar a sua espessura, que em alguns locais ultrapassa os 300 metros. Em termos de massa, não está muito longe de um bilhão de toneladas, embora ela esteja diminuindo dia após dia.

A grande questão é: quanto tempo o A23a sobreviverá, à medida que se afasta dos climas mais frios da Antártida?

As temperaturas mais amenas do ar criarão lagoas na superfície que se infiltrarão no iceberg, ajudando a abrir fissuras.

E essas espectaculares catacumbas e arcos superficiais entrarão em colapso, deixando extensas áreas de gelo submersas que então se erguerão para corroer as bordas do iceberg.

Mas outro grande bloco de gelo à frente do A23a pelo caminho pode ser instrutivo para compreender a sua potencial longevidade.

O iceberg D28, também conhecido pelo seu nome popular "Molar Berg", está se movendo para o Atlântico Sul, cerca de 200 km a norte da Geórgia do Sul.

Embora tenha perdido cerca de um terço da sua área desde o nascimento na plataforma de gelo Amery, na Antártida, em 2019, o D28 conseguiu manter a sua forma básica.

Poderia o A23a, com suas próprias dimensões quadradas, ter vida igualmente longa?

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terça-feira, 16 de janeiro de 2024

Estudo aponta que 82% das espécies de árvores exclusivas da Mata Atlântica estão ameaçadas de extinção

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Entre essas espécies se destacam por exemplo o Pau-Brasil, que foi classificado como "criticamente em perigo" porque perdeu 84% da população selvagem.
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Por Caroline Giantomaso, g1 Piracicaba e Região

Postado em 16 de janeiro de 2024 às 18h15m

#.*Post. - N.\ 11.080*.#

Árvore de Pau-brasil — Foto: Terra da Gente
Árvore de Pau-brasil — Foto: Terra da Gente

Um estudo conduzido por pesquisadores brasileiros, e publicado na revista científica Science na última semana, aponta que a maioria das espécies de árvores da Mata Atlântica estão ameaçadas de extinção. Entre as espécies exclusivas do bioma, 82% têm algum grau de ameaça. Entenda abaixo. 👇

A pesquisa foi coordenada pelo professor de ecologia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP), Renato Lima. Segundo ele, do total de 4.950 espécies arbóreas presentes no bioma, cerca de metade são endêmicas, ou seja, exclusivas da Mata Atlântica.

Entre as endêmicas, 82% apresentam algum grau de ameaça de extinção. Já incluindo todas as espécies, mesmo as que ocorrem em outros biomas além da Mata Atlântica, 65% estão ameaçadas de alguma forma.

"O que a gente constatou foi principalmente que boa parte, pelo menos dois terços das espécies árvores, estão classificadas dentro de alguma das categorias de ameaça de extinção da IUCN, a União Internacional para Conservação da Natureza", explicou.

Entre essas espécies se destacam por exemplo o Pau-Brasil, que foi classificado como "criticamente em perigo" porque perdeu 84% da população selvagem. Já Araucária, Palmito-juçara e a Erva-mate tiveram declínio de pelo menos 50%, então são consideradas "em perigo".

Um total de 13 espécies endêmicas - espécies que ocorrem apenas na Mata Atlântica e em nenhum outro lugar do mundo - foram classificadas como possivelmente extintas, ou seja, podem ter desaparecido do planeta.

Araucaria é uma das espécies ameaçadas de extinção, conforme estudo — Foto: Anderson Kassner Filho
Araucaria é uma das espécies ameaçadas de extinção, conforme estudo — Foto: Anderson Kassner Filho

Por outro lado, cinco espécies que antes eram consideradas extintas na natureza foram redescobertas pelo estudo.

A pesquisa foi feita com base nas populações nativas de cada espécie de árvore presente na Mata Atlântica, ou seja, não entraram na conta as árvores plantadas em praças ou jardins, mas sim as que estão presentes em florestas.

"O que entra no cálculo são as populações nativas que estão na mata mesmo. É lá que a IUCN reconhece que todos os processos ecológicos e todos os processos evolutivos necessários para manter a espécie a longo prazo ocorrem e estão sendo mantidos, para garantir que a espécie vai se manter na natureza por si só", explicou.

Categorias de risco ⚠️

As espécies de árvores foram categorizadas conforme quatro critérios, segundo Renato. O principal deles está relacionado à diminuição do tamanho das populações das espécies nas últimas três gerações - um tempo que é específico pra cada espécie.

"O desmatamento gera perda de floresta. Perda de floresta gera perda de árvores. Então, se houve uma perda de mais de 30% nos últimos três tempos de geração da espécie, por exemplo, vamos dizer que a espécie tem um tempo de geração de 20 anos. Então, se nos últimos 60 anos a espécie perdeu mais de 30%, ela está vulnerável à extinção", explicou.

Mata atlântica tem 65% das espécies com risco de extinção — Foto: Hans ter Steege
Mata atlântica tem 65% das espécies com risco de extinção — Foto: Hans ter Steege

A partir desses critérios, cada espécie foi incluída em uma das categorias:

  • Vulnerável - perda de 30% a 50%
  • Em perigo - perda de 50% a 80%
  • Criticamente em perigo - perda de 80% ou mais

Além da perda de população, outros três critérios foram usados: distribuição geográfica restrita; populações pequenas em declínio; populações muito pequenas.

Como resolver esse problema? 🌳

A resposta para essa pergunta parece simples, mas vai além de apenas plantar árvores. Segundo Renato, antes disso é preciso preservar as áreas onde os últimos indivíduos arbóreos das espécies ameaçadas estão.

"Muitas dessas áreas estão em propriedades privadas. Então, várias pessoas têm nos seus fragmentos, nas suas fazendas, os últimos estoques dos indivíduos de árvores ameaçadas da mata atlântica. Então, não desmatar esses fragmentos é essencial, senão a gente perde mais indivíduos e a situação piora", argumentou.

Mas, para além disso, o pesquisador aponta que seria necessário fazer planos de ação para conservar ao menos os genes das espécies mais ameaçadas, plantando em jardins botânicos, por exemplo.

Mata atlântica tem maioria das espécies com risco de extinção — Foto: Renato Lima
Mata atlântica tem maioria das espécies com risco de extinção — Foto: Renato Lima

"Às vezes ela está extinta na natureza, mas ela está em algum jardim botânico. Assim como ocorre com algumas espécies animais". completou.

Outra medida essencial é conservar os fragmentos que ainda sobraram das espécies em extinção. "Melhorar as condições deles para que essas espécies possam se manter a longo prazo nessas áreas", explicou.

"É possível reverter sim, mas como em geral a gente vê que a Mata Atlântica continua sendo desmatada, continua sendo perturbada, o prognóstico não é muito bom. A gente teria que realmente parar e tomar providências mais drásticas do que tem sido tomadas atualmente."

Mais uma alternativa que pode trazer resultados a longo prazo é a restauração florestal. "Se a gente for plantar floresta e nessas florestas a gente usar espécies que estão em alto risco de ameaça na mata atlântica, a gente consegue repor na natureza um pouco das populações que foram perdidas. Consegue, ao longo do tempo, dizer que as populações estão sendo repostas."

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Economia da China cresceu 5,2% em 2023, antecipa premiê chinês

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No Fórum Econômico Mundial, Li Qiang afirmou que a taxa de crescimento em 2023 foi alcançada sem “estímulos maciços” e que a economia estava em “progresso constante”.
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TOPO
Por Valor Online

Postado em 16 de janeiro de 2024 às 15h10m

#.*Post. - N.\ 11.079*.#

O novo primeiro-ministro da China, Li Qiang, durante congress do Partido Comunista, em 11 de março de 2023.  — Foto: Greg Baker/ Pool via Reuters
O novo primeiro-ministro da China, Li Qiang, durante congress do Partido Comunista, em 11 de março de 2023. — Foto: Greg Baker/ Pool via Reuters

O premiê chinês, Li Qiang, afirmou nesta terça-feira (16) em um discurso em Davos que a economia da China cresceu cerca de 5,2% no ano passado, superando a meta oficial do país de 5% e a expansão de 3% em 2022, segundo o Financial Times.

Durante sua fala no Fórum Econômico Mundial, Li afirmou que a taxa de crescimento em 2023 foi alcançada sem estímulos maciços e que a economia estava em progresso constante. Para o primeiro-ministro, a economia chinesa pode lidar com altos e baixos no seu desempenho, assim como uma pessoa com um sistema imunológico forte.

Li também disse que o retorno do investimento estrangeiro direto na China foi de cerca de 9% e que o país permaneceu aberto aos negócios internacionais, reiterando que escolher o mercado chinês não é um risco, mas sim uma oportunidade. Abraçamos os investimentos em empresas de todos os países de braços abertos, acrescentou.

A meta de crescimento de 5% para 2023 foi a mais baixa da China em décadas, em meio a emergência econômica prejudicada por uma desaceleração imobiliária após a pandemia de Covid-19, a queda das exportações e a falta de confiança dos investidores.

Balança comercial Brasil-China bate recorde em 2023

O anúncio do PIB pelo premiê veio como uma surpresa para os economistas, que esperavam a divulgação oficial dos dados apenas nesta quarta-feira (17) pelo Departamento Nacional de Estatísticas.

Além disso, Li tentou acalmar as preocupações sobre a recuperação do país da pandemia e citou o que ele descreve com um déficit de confiança entre as nações. Em uma crítica velada aos EUA, ele disse que o multilateralismo não significa que apenas alguns países poderiam definir as regras.

Li disse ao público em Davos que a compreensão do momento atual da economia chinesa e para qual direção está indo se assemelha a caminhar nos Alpes, já que para ver a beleza das montanhas é preciso diminuir o zoom e olhar de longe.

Um comunicado divulgado hoje pelo gabinete do presidente chinês, Xi Jinping, mostrou o interesse do país em investir em uma economia voltada para pessoas mais velhas, à medida que procura capitalizar as oportunidades comerciais oferecidas pelo rápido envelhecimento da população.

O documento apresentou um plano para realização da meta, além de abordar a necessidade de investimento financeiro para satisfazer as necessidades dos idosos e um maior acesso a serviços de saúde, educação e lazer.

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