Objetivo:
“Projetando o futuro e o desenvolvimento autossustentável da sua empresa, preparando-a para uma competitividade e lucratividade dinâmica em logística e visão de mercado, visando sempre e em primeiro lugar, a satisfação e o bem estar do consumidor-cliente."
Os jacarés leucísticos são a variação genética mais rara do jacaré americano. Eles diferem dos crocodilos albinos, que têm olhos rosados e perda completa de pigmento. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por g1 Postado em 11 de dezembro de 2023 às 14h10m #.*Post. - N.\ 11.041*.#
Jacaré branco extremamente raro nasce em parque de répteis nos EUA
Um jacaré branco leucístico extremamente raro nasceu em Gatorland, um parque de répteis nos Estados Unidos(EUA). A espécie foi descoberta há 36 anos por um pescador nos pântanos
da Louisiana. Segundo o parque, nunca havia sido registrado o
nascimento de um jacaré com essa variação genética no mundo.
“Isso
é muito raro. É absolutamente extraordinário e o primeiro no mundo",
disse Mark McHugh, presidente e CEO da Gatorland, em comunicado.
A fêmea, de 49 centímetros, tem a pele completamente branca e olhos
azuis. Segundo o parque, existem apenas sete crocodilos leucísticos no
mundo - três deles localizados em Gatorland.
Os jacarés leucísticos são a variação genética mais rara do jacaré
americano. Eles diferem dos jacarés albinos, que têm olhos rosados e
perda completa de pigmento. O leucismo em jacarés causa coloração
branca, mas eles geralmente apresentam manchas ou manchas de coloração
normal na pele. Sem a pigmentação mais escura da pele, eles não podem
receber luz solar direta por longos períodos de tempo porque queimam
facilmente.
Os visitantes do parque poderão ver o jacaré leucístico e seu irmão de
cor normal no início do próximo ano. “Por enquanto, porém, continuamos a
mantê-los seguros, onde podemos monitorar de perto sua saúde e
crescimento”, disse McHugh. Gatorland também está pedindo ajuda para
batizar os novos jacarés do parque.
Existem apenas sete crocodilos leucísticos no mundo, com três deles
localizados em Gatorland — Foto: Ken Guzzetti/Gatorland via AP
Foto fornecida por Gatorland mostra jacaré leucístico de pele branca — Foto: Ken Guzzetti/Gatorland via AP
Na quinta-feira (7), criminosos armados chegaram a render uma família no interior de SP para roubar pedras avaliadas em R$ 280 mil. Outras partes inusitadas do boi, como chifres e glândulas, são aproveitadas pela indústria. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por g1 09/12/2023 07h32 Atualizado há dois dias Postado em 11 de dezembro de 2023 às 08h25mh30m #.*Post. - N.\ 11.040*.#
Pedras da vesícula de boi — Foto: Reprodução/TV Integração e PRF/Divulgação
As pedras da vesícula de um boi são tão valiosas que chegam a ser alvos
de roubos no Brasil. O mais recente aconteceu na quinta-feira (7),
quando dois criminosos armados renderam uma família em São João da Boa Vista (SP) para levar pedras avaliadas em R$ 280 mil.
No mercado asiático, as pedras retiradas da vesícula dos bovinos podem
custar até US$ 50 por grama, o que, na cotação atual, corresponde a R$
245,57.
🐂 Mas por que as pedras de boi são tão valiosas?
Porque elas são raras, principalmente as maiores.
"Elas não são encontradas em todos os bovinos. Na maioria das vezes são
grãos muito pequenos, que não chegam a um grama. Pedras grandes e de
alto valor são achados raríssimos", disse a pesquisadora da Clínica
Médica da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Daniela Gomes da
Silva, em entrevista ao g1.
Além disso, o preço das pedras é muito variável e sujeito a muita
especulação por ser controlado praticamente apenas pelo mercado
asiático.
"O tamanho, a cor, o formato e a condição da pedra, se inteira ou
quebrada, influenciam o seu valor que pode chegar a 50 dólares o grama,
no caso de pedras grandes e de alta qualidade", diz Daniela.
🐮 O que são as pedras de boi?
Os cálculos são resultados do acúmulo de sais na vesícula dos animais.
"Esses cálculos se formam na vesícula devido ao acúmulo de sais
biliares e de cálcio, sendo encontrados somente em alguns animais. Por
isso a fonte mais comum das pedras são os frigoríficos. No processo de
abate, as vesículas biliares são retiradas e depois o conteúdo é
peneirado para verificar a presença de cálculos. É importante ressaltar
que os cálculos biliares não prejudicam a qualidade da carne para o
consumo humano", diz Daniela
💊 Qual o uso mais comum?
A pesquisadora afirma que a pedra de boi pode ter uso medicinal.
"A pedra de boi é muito utilizada na medicina tradicional chinesa para o
tratamento de convulsões, desmaios, febre e várias outras doenças.
Dezenas de drogas da medicina tradicional chinesa podem utilizar as
pedras de boi na sua composição", afirma.
Outras partes inusitadas do 🐂
Além da pedra na vesícula, outras partes do boi inusitadas, como
chifres e glândulas, são utilizadas na fabricação de diferentes
produtos.
De acordo com a Embrapa, 49 tipos de indústria dependem do boi. Abaixo, você confere como algumas partes inusitadas são aproveitadas.
🐮Chifres e ossos🧯
Dos chifres dos bovinos são extraídos componentes presentes no pó dos extintores de incêndio e na fabricação de pentes e botões.
Já os ossos - fonte de cálcio e fósforo - são usados na produção de farinhas e rações para cães, gatos e aves. Uma vez calcinados, eles também podem ser aproveitados na fabricação de porcelana e cerâmica.
Além disso, usinas utilizam a ossada do animal como carvão para alvejar e refinar açúcar.
🐂Pele✂️
Após ser tratada, a pele do boi passa a ser chamada de couro. A partir daí, o material é usado na fabricação de roupas, bolsas, calçados, revestimentos, bancos e em material esportivo.
Da pele do boi se extrai ainda o colágeno, uma substância poderosa utilizada em cosméticos, como cremes e esmaltes. O produto também é usado na fabricação de medicamentos, de filmes radiológicos e de chicletes.
🧈Gordura e sebo 🍧
A gordura dos bovinos é aproveitada em receitas de sorvetes e produtos de confeitaria. Já o sebo, que não é comestível, serve para produção de velas, de sabão e de sabonetes perfumados.
🥩Glândulas 💉
Das suprarrenais, da tiróide e do pâncreas são extraídas substâncias usadas em medicamentos e perfumaria.
A insulina para diabéticos, por exemplo, é extraída do pâncreas bovino. Enquanto isso, do intestino, produzem-se fios usados em cirurgias.
🐄Pelos🖌️
Até mesmo os pelos dos animais são aproveitados na fabricação de pincéis e escovas
de cabelo, de roupa e de limpeza. Já os pelos localizados nas orelhas
dos bois são produzidos por pincéis, finíssimos, de pintura.
🩸Sangue 🌱
O sangue dos bovinos também é usado na produção de plasma, de soro, de
farinha de sangue ou sangue solúvel. Conforme divulgado pela Embrapa, o
plasma é usado na fabricação de alimentos embutidos (como a linguiça) e, do seu soro, confeccionam-se vacinas.
Por seu alto teor de nitrogênio, a farinha de sangue ainda é aplicada como fertilizante.
Tendões 🍮
Por fim, tendões e ligamentos dos bovinos são transformados, pela indústria, em gelatina.
Os cientistas afirmam que a preservação do animal – e das pequenas criaturas que ele comeu – lança uma nova luz sobre como esses grandes predadores viviam. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por BBC 09/12/2023 21h56 Atualizado há 17 horas Postado em 10 de dezembro de 2023 às 15h00m #.*Post. - N.\ 11.039*.#
Os cientistas Darla Zelenitsky e François Therrien com o fóssil
completo do tiranossauro — Foto: Royal Tyrell Meseum of
Palaeontology/BBC
A última refeição de um tiranossauro de 75 milhões de anos foi revelada
por cientistas em um estudo recente: o gigante comeu dois bebês dinossauros antes de morrer.
Os pesquisadores afirmam que a preservação do animal – e das pequenas
criaturas que ele comeu – lança uma nova luz sobre como esses predadores
viviam.
“É uma evidência sólida de que os tiranossauros mudaram drasticamente a
sua dieta à medida que cresciam”, diz Darla Zelenitsky, da Universidade
de Calgary, no Canadá.
O espécime é um gorgossauro juvenil – um primo próximo do gigante T. rex, o famoso Tyrannosaurus rex.
Este Gorgossaurus
em particular tinha cerca de sete anos de idade – equivalente a um
adolescente em termos de desenvolvimento. Ele pesava cerca de 330 kg
quando morreu – por volta de um décimo do peso de um animal adulto.
Os membros posteriores de dois pequenos dinossauros parecidos com
pássaros, chamados citipes, são visíveis abaixo da caixa torácica do
gorgossauro.
“Sabemos agora que estes [tiranossauros] adolescentes caçavam
dinossauros pequenos e jovens”, diz Zelenitsky, um dos principais
cientistas do estudo publicado na revista Science Advances.
Uma série de evidências fósseis anteriores, incluindo marcas de
mordidas nos ossos de dinossauros maiores que correspondem aos dentes
dos tiranossauros, permitiram aos cientistas construir uma imagem de
como os gorgossaurus adultos de três toneladas atacavam e comiam grandes
dinossauros herbívoros que viviam em rebanhos.
François Therrien, do Museu Real de Paleontologia de Tyrell, descreveu
estes tiranossauros adultos como “comedores bastante indiscriminados”.
Eles provavelmente atacaram presas grandes, “mordendo ossos e raspando
carne”, diz Therrien.
Mas, acrescentou Zelenitsky, “estes tiranossauros menores e imaturos
provavelmente não estavam prontos para saltar para um grupo de
dinossauros com chifres, que pesavam milhares de quilos quando estavam
adultos”.
O gorgossauro 'adolescente' teria perseguido pequenos terápodes e os
‘dissecado’ com seus dentes em forma de lâmina — Foto: Royal Tyrell
Meseum of Palaeontology/BBC
Caixa torácica
O fóssil foi originalmente descoberto em Alberta Badlands em 2009 – um ponto de acesso para caçadores de dinossauros no Canadá.
Sepultado na rocha, o fóssil levou anos para ser preparado para o estudo científico.
Na época da descoberta, não havia ficado claro que havia uma presa lá
dentro. A equipe do Museu Real de Paleontologia Tyrell de Alberta
finalmente notou pequenos ossos dos pés saindo da caixa torácica.
“A rocha dentro da caixa torácica foi removida para expor o que estava
escondido dentro”, explicou Therrien, que também atuou no estudo. "E
vejam só, as patas traseiras completas de dois bebês dinossauros, ambos
com menos de um ano de idade."
Zelenitsky disse que encontrar só as pernas dos bebês sugere que este
gorgossauro adolescente “parece ter preferido essa parte do corpo
provavelmente porque ela era mais carnuda”.
O Gorgossaurus é uma espécie um pouco menor e mais antiga que o T. rex. Totalmente crescidos, eles eram "grandes e corpulentos tiranossauros", segundo Therrien.
Eles se transformavam à medida que amadureciam. “Os menores eram muito
mais leves, com pernas mais longas e dentes muito parecidos com
lâminas”, explicou o cientista. “Os dentes dos adultos eram muito mais
redondos, nós os chamamos de ‘bananas assassinas’. Este espécime é
único, é a prova física da estratégia alimentar muito diferente dos mais
novos”, diz.
O crânio do tiranossauro e os dentes em forma de lâmina — Foto: Julius Csotonyi/BBC
Enquanto os adultos mordiam e raspavam a carne com seus poderosos
dentes de “banana assassina”, “este animal selecionava e até dissecava
suas presas, arrancando-lhes as patas e engolindo-as inteiras”.
O professor Steve Brusatte, paleontólogo da Universidade de Edimburgo e
do Museu Nacional da Escócia, disse que ver presas nas entranhas dos
dinossauros deu uma visão real dos animais: “Eles não eram apenas
monstros, eram coisas reais, vivas e bonitas. Eram caçadores
sofisticados."
Relembrando uma representação do T. rex no filme Jurassic Park
de 1993 - quando o dinossauro gigante persegue um carro pelo parque
temático fictício - Brusatte acrescentou: "Um grande T. rex adulto não
teria perseguido um carro. Se houvesse carros ou jipes naquela época, o
dinossauro não conseguiria se mover tão rápido porque seu corpo era
muito grande.”
"Seriam os jovens, os filhos do T. rex, que você teria que ficar de olho."
Equipamento vai passar por obra de R$ 7 milhões a partir de janeiro. Confira curiosidades sobre a criação do elevador. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por g1 BA e TV Bahia 08/12/2023 06h13 Atualizado há 11 horas Postado em 09 de dezembro de 2023 às 11h20m #.*Post. - N.\ 11.038*.#
Confira o especial 'Elevador Lacerda - 150 anos'
Basta R$ 0,15 para fazer uma viagem de 30 segundos no transporte mais famoso da Bahia: o Elevador Lacerda, em Salvador.
O meio que liga a Cidade Alta à Cidade Baixa completa 150 anos de
serviço e história com soteropolitanos e turistas na sexta-feira (8).
Para celebrar a data, a TV Bahia fez um programa especial sobre o
cartão postal de Salvador, que foi exibido no sábado (9). Nele, a
repórter Andréa Silva conta a história e revela curiosidades sobre o
meio de transporte. [Assista o programa completo acima]
O Elevador Lacerda é um dos pontos turísticos de Salvador — Foto: Divulgação/Semob
Confira curiosidades sobre o elevador:
👉O elevador tem vista para a Baía de Todos-os-Santos, amaior do Brasil e a segunda maior do mundo, atrás apenas da Baía de Bengala, na Ásia.
👉Criado entre 1869 e 1873, o equipamento é o primeiro elevador urbano
do mundo e compõe a beleza arquitetônica do Centro Histórico. Para 2024,
a promessa é de modernidade.
👉O elevador não tem esse nome à toa. Dois "Lacerda" fazem parte de sua
formação — o engenheiro Antônio, que idealizou o projeto, e seu irmão
Augusto, que assina a construção.
👉Inicialmente, a estrutura era chamada de Elevador Hidráulico da
Conceição, porque o maquinário usava uma bomba óleo, movida a vapor,
para fazer o transporte de pessoas ao longo dos 63 metros de altura. Só
em 1896, 23 anos após a inauguração, se tornou Lacerda.
👉Com quatro cabines, a estrutura atual tem 72 metros de altura. Cabem 32 passageiros por viagem em cada uma.
👉Como é característico dos projetos em Salvador, o equipamento tinha
que ser superlativo. Quando construído, foi considerado o elevador
urbano mais alto do mundo. No Brasil, detém o título de primeiro
edifício modernista.
Elevador Lacerda à época da inauguração, em dezembro de 1873 — Foto: Divilgação/Secom
👉Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
(Iphan) desde 2006, o Elevador Lacerda era caracterizado pela art déco,
representada pelo uso do concreto armado, linhas retas e formas
retangulares.
Vista de baixo do Elevador Lacerda — Foto: Jefferson Peixoto/Secom
👉Em janeiro, a Superintendência de Obras Públicas (Sucop) da Prefeitura de Salvador prevê o início de uma obra de revitalização.
👉O espaço vai ganhar varandas na parte alta, sistema renovável de
ar-condicionado, nova pintura e ajustes nas áreas elétrica e mecânica.
Com investimento de cerca de R$ 7 bilhões, a reforma deve ser concluída
em cinco meses.
Imagem do projeto de revitalização do Elevador Lacerda, em Salvador — Foto: Divulgação/Prefeitura de Salvador
Constatação é de um estudo de pesquisadores da Universidade de Exeter, no Reino Unido. "Pontos de inflexão representam uma 'ameaça para a humanidade de uma magnitude sem precedentes", alerta líder de estudo sobre o tema. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Roberto Peixoto, g1 09/12/2023 05h01 Atualizado há 02 horas Postado em 09 de dezembro de 2023 às 07h15m #.*Post. - N.\ 11.037*.#
O mundo está perto de atingir 5 pontos de não retorno
que podem desencadear catástrofes ambientais irreversíveis. E o
aquecimento global tem culpa nisso, alertaram cientistas nesta semana.
Ou seja, se não controlarmos o aumento global da temperatura, eventos como o colapso de corais de águas quentes, odegelo do permafrost e oderretimento de grandes porções de gelo no Árticoe na Antártida se tornariam cada vez mais prováveis(entenda mais abaixo).
A constatação é de um estudo de pesquisadores da Universidade de
Exeter, no Reino Unido, e financiado pelo Fundo Bezos Earth, do
empresário norte-americano Jeff Bezos.
"Esses
pontos de inflexão [como também são chamados] representam uma 'ameaça
para a humanidade de uma magnitude sem precedentes', alertou à AFP o
chefe do relatório, Tim Lenton, especialista em sistemas terrestres da
Universidade de Exeter.
2023 deve ser o ano mais quente em 125 mil anos, diz observatório europeu
Abaixo, entenda por que a preocupação com os 5 sistemas abaixo:
Corais de águas quentes
Manto de gelo da Groelândia
Manto de gelo da Antártida Ocidental
Permafrost - solo congelado do Ártico
Circulação do Atlântico Norte
1. Corais de águas quentes
Ao todo, o relatório descreve 26 pontos de inflexão, porém os mais
dramáticos são os 5 que vamos explicar aqui. Segundo os cientistas, esses processos parecem já estar atingindo seu limite.
No caso dos corais de águas quentes não é difícil entender o motivo.
Francyne Elias-Piera, PhD em Ciência e Tecnologia Ambiental pela
Universitat Autònoma de Barcelona, explica que os recifes de corais de
águas quentes são ecossistemasaltamente sensíveis às mudanças climáticas, sendo particularmente vulneráveis ao aumento da temperatura da água e à acidificação dos oceanos.
Eles estão localizados em áreas ao redor do equador onde a água é mais quente e, como mostram dados globais(veja o gráfico abaixo), eventos moderados e severos de branqueamento estão acontecendo cada vez mais nos últimos anos.
Isso porque devido ao aumento da temperatura da água, desencadeado pelo
aquecimento global, os corais expulsem as algas simbióticas que vivem
em seus tecidos, resultando na perda da coloração que ameaça a saúde dos
recifes.
Um estudo de 2020 inclusive, publicado pela Rede Global de
Monitoramento de Recifes de Coral (GCRMN), revelou que o mundo perdeu
cerca de 14% de seus recifes de coral desde 2009. Este relatório,
pioneiro em sua categoria, baseou-se em dados coletados em mais de
12.000 locais de coleta em 73 países ao longo de um período de mais de
40 anos (1978-2019).
Por isso, Francyne sugere algumas ações práticas que no futuro podem salvar os corais, como por exemplo:
Monitoramento eficaz: o uso de tecnologias como drones e satélites para observar de perto a temperatura da água e a saúde dos corais.
Cooperação entre cientistas e comunidade:
compartilhamento de informações sobre práticas sustentáveis de pesca,
evitando poluição e práticas prejudiciais ao ambiente marinho.
Apoio a iniciativas existentes:suporte a projetos que já trabalham no plantio de corais e na recuperação de recifes danificados.
Estabelecer áreas protegidas:a criação de zonas onde a pesca é controlada, permitindo a recuperação dos ecossistemas.
"A comunidade científica necessita estar unida com a comunidade local,
para que passe as informações dos estudos científicos para a população e
para que a população local também passe informações do que está
acontecendo no ecossistema", diz.
Coral embranquecido é visto no local onde redes de pesca abandonadas o
cobriram em um recife na área protegida de Ko Losin, na Tailândia,
depois que um grupo de mergulhadores voluntários e o Centro de Pesquisa
de Recursos Costeiros, auxiliado pela Marinha Real da Tailândia,
removeram 2.750 m² de rede, no dia 20 de junho de 2021. — Foto: Jorge
Silva/Reuters
2. Circulação do Atlântico Norte
Adriana Lippi, mestranda em ciência e tecnologia do mar na Unifesp,
explica que temos no nosso planeta um grande distribuidor de calor, a
chamada circulação termohalina, que é movida principalmente pelas
diferenças de temperatura e salinidades entre regiões equatoriais e
polares.
"Com
o aquecimento global, todo o oceano tem se aquecimento [veja gráfico
abaixo] e as regiões mais frias estão cada vez mais aquecidas e isso
desacelera a circulação termohalina", diz.
Como cerca de 90% do calor global está armazenado nos oceanos, as
mudanças nessas correntes influenciam o clima em diversas regiões do
globo.
E alguns estudos indicam que já estamos tendo uma desaceleração de 15%
no sistema de correntes atlânticas desde meados do século 20,
especialmente na corrente do Giro Subpolar do Atlântico Norte,
localizada perto das costas da Groelândia e Labrador.
Segundo o IPCC, tanto nesse Giro Subpolar, no Mar do Labrador e nos
Mares Nórdicos, foram observadas grandes mudanças na salinidade que
foram associadas a alterações nas entradas de água doce (derretimento do
gelo, circulação oceânica e escoamento fluvial).
Por isso, de acordo com os cientistas, a única maneira de impedir a
paralisação desse sistema é reduzir as emissões de gases do efeito
estufa e o consequente aquecimento do planeta.
3. Manto de gelo da Groelândia
O planeta está esquentando, e isso já é sabido há algum tempo. Desde a
Revolução Industrial, a temperatura média subiu em torno de 1,1°C a
1,2°C. Contudo, os impactos não se limitam à nossa atmosfera; eles
alcançam os oceanos, gerando transformações significativas.
Francyne explica que correntes atmosféricas e marinhas agora estão mais
quentes. Por isso, quando atingem áreas como a Groenlândia, causam o
derretimento do manto de gelo. E esse processo é uma peça-chave no
aumento do nível do mar, podendo atingir proporções alarmantes.
"Nesses
locais, as montanhas e as rochas são de uma cor escura, e sem o gelo,
ficam expostas. As rochas escuras absorvem o calor do sol, esquentando
ainda mais o local", diz a pesquisadora.
No relatório, os pesquisadores citam ainda um ponto crítico a
considerar nessa questão. Se o manto de gelo da Groenlândia se
desintegrar, isso pode levar a uma mudança abrupta na Circulação Meridional Atlântica,
uma corrente crucial que fornece a maior parte do calor à Corrente do
Golfo. Esse evento, por sua vez, pode intensificar o fenômeno El Niño,
um dos padrões climáticos mais poderosos do planeta, que já está
trazendo diversas transformações ao nosso clima nos últimos meses.
E em 2023, a Groenlândia perdeu gelo pelo 27º ano consecutivo. O
derretimento foi alto em julho, com chuvas e neve acima do normal na
primavera e início do verão no Hemisfério Norte (veja gráfico abaixo).
Por isso os cientistas alertam que a possibilidade de chegarmos a um
ponto de não retorno na Groelândia não está tão longe, onde o
desaparecimento do manto de gelo se torna irreversível. É um cenário
desafiador que exige atenção imediata, considerando as implicações não
apenas para o nível do mar, mas também para padrões climáticos globais.
4. Manto de gelo da Antártida Ocidental
Na Antártida a situação é bem parecida, como evidenciado pelo recorde
de menor extensão do gelo marinho em julho de 2023, desde que os
registros por satélite contínuos começaram em 1978 (veja gráfco abaixo).
E isso também é resultado do aquecimento global, que está fazendo a água do oceano aquecer e o gelo derreter.
E há algum tempo os cientistas alertam em específico sobre o
derretimento acelerado da camada de gelo na Antártida Ocidental,
impulsionado pelo aquecimento do Oceano Austral, especialmente na região
do Mar de Amundsen.
Icebergs no Mar de Amundsen, na costa oeste da Antártida, em foto de outubro de 2015. — Foto: ESA
5. Permafrost - solo congelado do Ártico
O permafrost é um tipo de solo congelado que geralmente é encontrado em
regiões muito frias, como o Ártico, incluindo lugares como a
Groenlândia, o estado norte-americano do Alasca, Rússia, China e a
Europa Oriental.
O descongelamento desse solo, que cobre cerca de23 milhões de km² no norte do planeta, não é facilmente visível, pois ele fica abaixo da superfície, mas representa um problemão.
Isso porque, segundo estudos mais recentes, o permafrost como um todo
armazena uma enorme quantidade de carbono, aproximadamente 1.700 bilhões de toneladas.
"O
descongelamento do permafrost pode levar a uma série de impactos
significativos, incluindo a liberação de gases de efeito estufa
armazenados, mudanças na hidrologia local e instabilidade do solo",
alerta Francyne.
E por causa do aquecimento global, as temperaturas do permafrost estão
subindo mais rápido que a temperatura do ar no Ártico, aumentando entre
1,5 a 2,5 graus Celsius nos últimos 30 anos. Isto é, as camadas de
permafrost já estão derretendo.
E um aumento de 3 graus Celsius nas temperaturas globais pode derreter
cerca de 30 a 85% das camadas superiores de permafrost no Ártico,
causando danos à infraestrutura e mudanças irreversíveis nas paisagens e
ecossistemas únicos do mundo.
"Entre as estratégias preventivas a abordagem mais eficaz é a redução
global das emissões de gases de efeito estufa para limitar o aquecimento
global e, assim, reduzir o descongelamento do permafrost", acrescenta.
Aquecimento global é natural? Não tem nada que a gente possa fazer?