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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

8 espécies de animais que podem desaparecer para sempre

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A biodiversidade sofreu um grande golpe nos últimos 50 anos graças à ação humana — mas algumas espécies estão muito mais ameaçadas do que outras.
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TOPO
Por Fernando Duarte, BBC

Postado em 01 de fevereiro de 2023 às 09h00m

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A vaquita foi descrita como o mamífero marinho mais raro do mundo — e sua população diminuiu num ritmo alarmante — Foto: WWF/BBC
A vaquita foi descrita como o mamífero marinho mais raro do mundo — e sua população diminuiu num ritmo alarmante — Foto: WWF/BBC

A Conferência para a Biodiversidade da ONU (COP 15), realizada em dezembro do ano passado no Canadá, ganhou as manchetes dos jornais em todo o mundo graças ao anúncio de um acordo histórico para proteger um terço da terra e da água do planeta até o final da década.

No entanto, infelizmente, pode ser um pouco tarde demais para várias espécies animais.

A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), uma das principais ONGs ambientais do mundo, tem mais de 87 mil espécies em sua "lista vermelha" de criaturas ameaçadas de extinção - e alguns animais considerados em "risco crítico" apresentam populações em seu habitat natural tão pequenas que o número de exemplares da espécie pode ser contado nos dedos.

Isso significa que eles podem desaparecer muito em breve — ou apenas serem vistos em cativeiro. A seguir, listamos alguns deles:

Vaquita

Tentativas de criar vaquitas em cativeiro fracassaram — Foto: OMAR VIDAL/WWF/BBC
Tentativas de criar vaquitas em cativeiro fracassaram — Foto: OMAR VIDAL/WWF/BBC

"Não acredito que seja uma batalha perdida, mas precisamos continuar lutando."

Há um quê de exasperação na voz de Lorenzo Rojas-Bravo.

O biólogo mexicano conversou com a BBC sobre sua luta de três décadas para salvar a vaquita, uma toninha descrita como o mamífero marinho mais raro do mundo pelo World Wildlife Fund (WWF).

Vivendo exclusivamente no Golfo da Califórnia, no México, as vaquitas estão desaparecendo rapidamente desde que foram descobertas em 1958 — e estima-se que restem hoje apenas cerca de 10 vivas.

Cinco anos atrás, a população estimada era de aproximadamente 30.

Rojas-Bravo explica que a morte das vaquitas está intimamente ligada à pesca comercial, à medida que elas morrem em redes de pesca ilegais destinadas à totoaba, um peixe mexicano cuja bexiga natatória é usada na medicina tradicional chinesa.

"Temos estudos que mostram que, se as autoridades mantiverem a pesca ilegal sob controle, a população (de vaquitas) poderá prosperar. Mas o tempo definitivamente não está do nosso lado", diz ele.

Tentativas anteriores de criar vaquitas em cativeiro fracassaram.

Saola

O saola percorre as florestas da fronteira do Vietnã com o Laos — Foto: DAVID HULSE/WWF/BBC
O saola percorre as florestas da fronteira do Vietnã com o Laos — Foto: DAVID HULSE/WWF/BBC

Há uma razão pela qual este bovino de chifres longos é conhecido como "unicórnio asiático".

Avistado pela primeira vez no início dos anos 1990, foi celebrado como a primeira descoberta de um mamífero de grande porte em 50 anos, mas o saola é notoriamente esquivo.

Houve apenas quatro avistamentos confirmados do animal desde então, de acordo com o WWF. Isso suscita o temor pela sobrevivência da espécie nas florestas da fronteira do Vietnã com o Laos, onde a caça ilegal é uma grande ameaça.

"Não podemos nem sequer ter certeza de que o saola ainda está por aí, já que a última vez em que um foi fotografado foi em 2013", diz à BBC Margaret Kinnaird, líder global de vida selvagem do WWF. "Não sabemos quantos indivíduos existem, e não estou muito otimista."

Organizações como a IUCN só classificam uma espécie como extinta se "não houver dúvida razoável de que o último indivíduo morreu".

Rinoceronte-de-sumatra

O rinoceronte-de-sumatra enfrenta uma batalha árdua para evitar a extinção — Foto: BBC
O rinoceronte-de-sumatra enfrenta uma batalha árdua para evitar a extinção — Foto: BBC

Este mamífero é um exemplo de por que o tamanho da população não é só o que importa quando se discute o quão ameaçado um animal está: há mais rinocerontes-de-sumatra do que rinocerontes-de-java — outra espécie criticamente ameaçada presente na Indonésia —, mas os primeiros são muito mais vulneráveis à perda e fragmentação de habitat.

O WWF estima que restem menos de 80 rinocerontes-de-sumatra, sobrevivendo em populações pequenas e fragmentadas. Kinnaird explica que isso tem um impacto direto na reprodução deles.

"Eles estão separados e não conseguem se encontrar. Descobrimos que as fêmeas desenvolvem problemas no útero e nos ovários se não se reproduzem por um longo período de tempo", ela adverte.

Kinnaird também destaca que os rinocerontes-de-sumatra são um elo especial com o passado — diferentemente de outros animais da família, eles são cobertos por pelos longos e são parentes muito mais próximos dos rinocerontes-lanudos extintos do que qualquer outra espécie de rinoceronte viva hoje.

"Se eles sumirem, perderemos uma linhagem pré-histórica."

Entufado-baiano

Desde um grande incêndio florestal em 2015, apenas um entufado-baiano foi visto na natureza — Foto: ALEXANDER ZAIDAN/BBC
Desde um grande incêndio florestal em 2015, apenas um entufado-baiano foi visto na natureza — Foto: ALEXANDER ZAIDAN/BBC

Esta ave é nativa da Mata Atlântica brasileira, um dos biomas mais fragmentados e degradados das Américas.

A espécie foi identificada em 1960 graças a um exemplar empalhado em um museu alemão, e só foi vista na natureza pela primeira vez em 1995.

Em 2011, pesquisadores brasileiros estimaram que restavam de 10 a 15 entufados-baianos, majoritariamente em uma floresta no nordeste da Bahia.

Infelizmente, um grande incêndio atingiu a área em 2015 e, desde então, apenas um exemplar da espécie, uma fêmea, foi avistado.

"Ela foi apelidada de 'Esperança', mas não a vemos desde 2019", explica Alexander Zaidan, biólogo que estuda o entufado-baiano.

"Houve expedições a outras áreas para encontrar outros espécimes, mas ainda não avistamos nenhum."

Leopardo-de-amur

O leopardo-de-amur está na lista de espécies ameaçadas da IUCN desde 1996 — Foto: GETTY IMAGES/BBC
O leopardo-de-amur está na lista de espécies ameaçadas da IUCN desde 1996 — Foto: GETTY IMAGES/BBC

Nativo do extremo oriente russo, norte da China e Península da Coreia, este felino sofreu consideráveis declínios populacionais desde a década de 1970, impulsionados pela caça ilegal, perda de habitat e disponibilidade reduzida de presas.

Eles foram listados pela IUCN como criticamente ameaçados de extinção desde 1996 — e a estimativa mais recente é de que restem apenas cerca de 85 leopardos-de-amur.

Lobo-vermelho

O lobo-vermelho parecia ter se recuperado da extinção na natureza, mas sua população entrou em declínio novamente — Foto: GETTY IMAGES/BBC
O lobo-vermelho parecia ter se recuperado da extinção na natureza, mas sua população entrou em declínio novamente — Foto: GETTY IMAGES/BBC

O lobo-vermelho é um caso curioso: uma das duas espécies nativas de lobos da América do Norte, este animal foi declarado extinto na natureza em 1980.

No entanto, exemplares suficientes haviam sido capturados por conservacionistas para iniciar um programa de reprodução em cativeiro e reintrodução na natureza. Eles conseguiram restabelecer uma população que, em 2011, chegou a mais de 130 indivíduos.

Mas, desde então, os lobos foram vítimas do crescente desenvolvimento urbano e de seu maior inimigo: proprietários de terras e fazendeiros que os caçam ou atiram neles para proteger seu gado.

O Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA estima que restam apenas 20 lobos-vermelhos na natureza, todos no estado americano da Carolina do Norte.

Gorila-do-rio-cross

Os gorilas-do-rio-cross são muito desconfiados dos humanos, e as fotos deles são bastante raras — Foto: WCS NIGERIA/BBC
Os gorilas-do-rio-cross são muito desconfiados dos humanos, e as fotos deles são bastante raras — Foto: WCS NIGERIA/BBC

É a espécie mais rara de grandes símios do mundo — e apenas cerca de 300 vivem na natureza, em áreas montanhosas na Nigéria e em Camarões.

Desconfiados dos humanos, eles raramente são vistos, e o WWF diz que estão espalhados em pelo menos 11 grupos.

A caça e a perda de habitat são as principais ameaças aos gorilas. Mas outra ONG, a Wildlife Conservation Society (WCS), acredita que há motivos para esperança.

"Antes considerados extintos, os gorilas-do-rio-cross estão voltando. Essa recuperação foi apoiada pela WCS em colaboração com comunidades locais e parceiros governamentais, como o Serviço Nacional de Parques da Nigéria, e financiada por doadores internacionais", afirmou Andrew Dunn, diretor do escritório da WCS na Nigéria, em comunicado.

Sirfídeos (moscas-das-flores) europeus

Os pesticidas e a agricultura representam um grande desafio para as moscas-das-flores — Foto: GETTY IMAGES/BBC
Os pesticidas e a agricultura representam um grande desafio para as moscas-das-flores — Foto: GETTY IMAGES/BBC

Esses insetos desempenham um papel crucial na polinização e na reprodução das plantas.

Em outubro, a IUCN divulgou os resultados de um estudo que constatou que quase 40% das espécies europeias de sirfídeos (também conhecidos como moscas-das-flores) estão ameaçadas de extinção — cinco são classificadas como criticamente ameaçadas pela ONG.

A agricultura intensiva é o principal fator por trás da diminuição das populações de sirfídeos.

"Para mudar o destino das moscas-das-flores, precisamos urgentemente transformar todos os setores de nossas economias, e especialmente a agricultura, para se tornarem favoráveis à natureza e sustentáveis", declarou Bruno Oberle, diretor-geral da IUCN, em comunicado.

-Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-64370807

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terça-feira, 31 de janeiro de 2023

Cometa verde poderá ser visto a olho nu no Hemisfério Sul nesta semana; no Brasil, melhor fase será a partir de sábado

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O cometa C/2022 E3 (ZTF) atingirá melhor visibilidade a partir do dia 4 de fevereiro.
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Por Júlia Putini, g1

Postado em 31 de janeiro de 2023 às 19h55m

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Cometa C/2022 E3 (ZTF) — Foto: Reprodução/NASA/Dan Bartlett
Cometa C/2022 E3 (ZTF) — Foto: Reprodução/NASA/Dan Bartlett

Um cometa recentemente descoberto pela Nasa passará novamente pela órbita terrestre depois de 50 mil anos. Segundo a agência espacial norte-americana, ele será visível no Hemisfério Sul a partir do dia 1° de fevereiro.

O cometa C/2022 E3 (ZTF) estará em seu ponto mais próximo da Terra, a 42,5 milhões de quilômetros. Ele se aproximará de nosso planeta depois de ter percorrido as constelações da Ursa Menor e Ursa Maior.

De acordo com o Observatório Nacional, a visualização ficará melhor a partir do dia 4 de fevereiro. Com o passar dos dias, o cometa será visto mais alto no céu e com mais tempo de visibilidade.

Com um brilho esverdeado, ele terá a forma de uma mancha leitosa percorrendo o céu e poderá ser visto em qualquer local do país desde que a noite esteja escura, sem Lua, e que a poluição luminosa seja pouca.

No dia 11 de fevereiro, a partir das 19h no YouTube, o Observatório Nacional realizará uma nova edição do evento virtual de observação do céu: Ceu em sua casa: observação remota.

Na transmissão ao vivo, astrônomos amadores e profissionais parceiros do projeto exibirão imagens do cometa C/2022 E3.

O cometa carrega material volátil que incendeia ao se aproximar do sol, o que gera o brilho intenso. — Foto: Reprodução/Instagram/c.2022e3ztf/David Cruz
O cometa carrega material volátil que incendeia ao se aproximar do sol, o que gera o brilho intenso. — Foto: Reprodução/Instagram/c.2022e3ztf/David Cruz

Ancestrais neandertais

Em sua última passagem, os neandertais (ancestrais da espécie humana) ainda habitavam a Terra, que enfrentava uma era glacial.

Descoberto por astrônomos em março de 2022, ele foi capturado pela câmera acoplada ao Telescópio Samuel Oschin, no Observatório Palomar, na Califórnia (EUA). Na época, ele estava dentro da órbita de Júpiter.

"Os cometas são notoriamente imprevisíveis. Mas, se este continuar com sua tendência atual de brilho, será fácil detectá-lo com binóculos, e é possível que se torne visível a olho nu sob o céu escuro", afirmou a Nasa.
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Homem que mais enriqueceu em 2022 perde US$ 8,2 bilhões em um dia e sai do grupo dos 10 mais ricos do mundo

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O indiano Gautam Adani teve um aumento de US$ 33,8 bilhões em sua fortuna no último ano, desbancando Bill Gates e entrando no top 3 homens mais ricos do mundo. No entanto, problemas com seu grupo empresarial o fizeram perder bilhões de dólares.
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Por Bruna Miato, g1

Postado em 31 de janeiro de 2023 às 07h55m

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Gautam Adani, homem mais rico da Ásia em 2022 — Foto: Reprodução Twitter
Gautam Adani, homem mais rico da Ásia em 2022 — Foto: Reprodução Twitter

Gautam Adani, homem mais rico da Ásia e quem mais enriqueceu em 2022, perdeu o acesso a um grupo bastante seleto: o das 10 pessoas mais ricas do mundo. Com base no fechamento dos pregões das bolsas de valores globais nesta segunda-feira (30), o indiano perdeu US$ 8,21 bilhões - cerca de R$ 42 bilhões - em um único dia e caiu para a 11ª posição do ranking de bilionários da Bloomberg.

Atualmente, a fortuna do fundador do Adani Group (conglomerado de sete empresas que vão de operações portuárias na Índia a minas de carvão na Austrália) é estimada em US$ 84,4 bilhões. Apesar do alto valor, há poucos meses, em setembro de 2022, essa fortuna era de US$ 150 bilhões.

A queda mais acentuada da fortuna do bilionário, entretanto, é recente. De acordo com o ranking da Bloomberg, há uma semana, em 23 de janeiro, Adani ainda possuía cerca de US$ 120 bilhões - uma queda de US$ 35,6 bilhões em sete dias.

A forte baixa do patrimônio do magnata indiano é decorrente do derretimento das ações de seu grupo empresarial nas bolsas de valores.

Na semana passada, a empresa de investimentos Hindenburg Research afirmou que o grupo desenvolveu um "sistema de fraude na contabilidade durante décadas", manipulando os lucros "para manter a aparência de boa saúde financeira e de solvência" de todas as suas filiais de capital aberto listadas em bolsa.

Uma das principais subsidiárias do grupo, a Adani Enterprises, despencou cerca de 15% na bolsa de Nova York desde então.

Depois do relatório da Hindenburg apontando supostas fraudes nas empresas de Adani, o grupo rebateu as acusações e disse que elas foram "mal-intencionadas" - o que ainda não foi suficiente para reverter a queda no preço dos papéis das subsidiárias da empresa ou amenizar a baixa na fortuna do bilionário indiano.

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

Realidade aumentada revela 'navio fantasma' encalhado há mais de 100 anos no litoral de SP

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Experiência é possível por meio de uma placa instalada no pontilhão da faixa de areia do canal 5, próximo aos restos da embarcação.
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Por g1 Santos

Postado em 30 de janeiro de 2023 às 08h25m

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Veleiro encalhado há mais de 100 anos em Santos pode ser visto em realidade aumentada — Foto: Francisco Arrais
Veleiro encalhado há mais de 100 anos em Santos pode ser visto em realidade aumentada — Foto: Francisco Arrais

O veleiro inglês Kestrel, encalhado na orla santista há mais de 100 anos, passou a poder ser visto em realidade aumentada em Santos, no litoral de São Paulo. A experiência é possível por meio de uma placa instalada no pontilhão da faixa de areia do canal 5, próximo aos restos da embarcação.

A atração foi inaugurada dentro das comemorações pelo aniversário de 477 anos de Santos. No local, a pessoa deve escanear o QR Code que está na placa e apontar para a direção dos destroços. É possível ver o navio em 3D, sobre a água. O 'Kestrel' é uma espécie de atração turística da cidade.

Além do código de acesso à imagem, a placa conta com instruções para viver a experiência, resume a história do navio em português e inglês e mostra a pintura de Benedito Calixto, na qual a imagem do veleiro foi inspirada.

As pessoas falavam em retirar aqueles destroços e colocar em um local público, como um museu, mas por meio de estudos foi definido pelo próprio Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) que retirar os destroços os levaria a se deteriorar, explicou o secretário municipal de Serviços Públicos (Seserp), Wagner Ramos.

Veleiro encalhado há mais de 100 anos em Santos pode ser visto em realidade aumentada — Foto: Francisco Arrais
Veleiro encalhado há mais de 100 anos em Santos pode ser visto em realidade aumentada — Foto: Francisco Arrais

O Iphan transformou o local em sítio arqueológico. O Ministério Público indicou que a Prefeitura de Santos deveria sinalizar o lugar para evitar acidentes, e instalar uma placa indicando o fato histórico.

Segundo Wagner, a ideia da nova experiência em realidade aumentada é também contar a história do local, levando a população e os visitantes a entenderem o que significa a sinalização, visto que até mesmo os moradores desconhecem a história do veleiro.

Banhistas caminham próximos à destroços de navio encalhado na orla de Santos, SP — Foto: Carlos Nogueira/A Tribuna Jornal
Banhistas caminham próximos à destroços de navio encalhado na orla de Santos, SP — Foto: Carlos Nogueira/A Tribuna Jornal


Descoberta

Funcionários da limpeza urbana do município se depararam com a estrutura parcialmente enterrada na areia durante a limpeza das praias, em agosto de 2017. Equipes da prefeitura foram deslocadas ao local e constataram aquilo que parecia ser parte do casco de uma embarcação de madeira. Na ocasião, a área foi isolada, por segurança.

Quadro pintado em Londres revela o veleiro Kestrel, que encalhou em Santos — Foto: Reprodução
Quadro pintado em Londres revela o veleiro Kestrel, que encalhou em Santos — Foto: Reprodução

"Esse navio estava enterrado ali há muito tempo e, com o rebaixamento da areia, acabou 'aflorando'. Pela mureta do canal, por onde passa parte da estrutura desse barco, dá para ver que mais de 1,5 metro de areia foi rebaixada nessa área", explicou a então subprefeita da região da orla, Fabiana Ramos Garcia Pires.

Na época, o então prático em atividade mais antigo do Brasil, Fabio Mello Fontes, explicou se tratar de uma embarcação construída antes de 1930. "Ferro e madeira não foram mais usados depois desse período, por isso, deve ter mais de 100 anos. Certamente é uma embarcação muito antiga, que ainda requer investigação minuciosa", disse.Ficas de mental nos destroços de navio são encontrados na praia do Embaré, em Santos, SP — Foto: José Claudio Pimentel/G1Ficas de mental nos destroços de navio são encontrados na praia do Embaré, em Santos, SP — Foto: José Claudio Pimentel/G1


Destroços do navio ‘misterioso’ encalhado em Santos — Foto: G1 Santos
Destroços do navio ‘misterioso’ encalhado em Santos — Foto: G1 Santos

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