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sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Reinfecção por coronavírus mais do que dobra risco de morte, diz estudo nos EUA com grupo na faixa dos 60 anos

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Pesquisa feita com mais de 480 mil pessoas demonstrou que o risco é cumulativo e quanto mais infecções, mais chances de desenvolver sequelas ou morrer.
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Por Júlia Putini, g1

Postado em 11 de novembro de 2022 às 17h40m

 #.*Post. - N.\ 10.552*.#

Variante da ômicron descoberta no Brasil — Foto: NIAD-NATIONAL INSTITUTE OF ALLERGY AND INFECTIOUS
Variante da ômicron descoberta no Brasil — Foto: NIAD-NATIONAL INSTITUTE OF ALLERGY AND INFECTIOUS

Um estudo publicado na revista científica "Nature" na quinta-feira (10) demonstrou que reinfecções por Covid-19 aumentam o risco de morte, hospitalização e desenvolvimento de sequelas em múltiplos sistemas de órgãos.

Embora amplo, o público pesquisado é formado por pacientes mais velhos, na faixa dos 60 anos, e geralmente homens, o que não reflete a população em geral (veja mais abaixo).

De acordo com a pesquisa liderada por Ziyad Al-Aly e uma equipe da Universidade de Washington, quando comparadas com um grupo de não infectados, as pessoas que tiveram várias infecções apresentam um risco cumulativo para a saúde. Ou seja, quanto mais infecções, mais chances de desenvolver Covid longa.

Entre as sequelas apontadas estão problemas pulmonares, cardiovasculares, gastrointestinais, renais, psicológicos e neurológicos, além de diabetes. De acordo com os pesquisadores, "os riscos foram evidentes independentemente do estado vacinal".

O estudo comparou 443.588 pessoas com uma única infecção com 40.947 que tiveram reinfecções. Dos reinfectados, 37.997 tiveram duas infecções, 2.572 tiveram três infecções e 378 sofreram quatro ou mais infecções. Todos foram acompanhados durante seis meses depois da última infecção ou reinfecção.

Para aqueles que contraíram a doença apenas uma vez, a taxa de mortalidade é de 16,77 a cada 1.000 pessoas. Já para os reinfectados, a taxa saltou para 36,10 a cada 1.000 pessoas, ou seja, mais do que dobrou. A chamada fase aguda, que compreende os 30 dias após a infeção, é o período mais crítico. No caso das hospitalizações, a taxa triplicou entre os reinfectados.

Eles também tiveram riscos elevados para problemas nos pulmões, coração, sangue, rins, ossos e músculos, além de diabetes, questões de saúde mental e desordens neurológicas.

"Mesmo se a pessoa tiver tido uma infecção prévia e sido vacinada, o que significa que tem uma dupla imunidade da infecção anterior e mais as vacinas, ela ainda está suscetível a resultados adversos ao se reinfectar", disse Al-Aly. 
Limitações do estudo

Apesar de a amostragem de pacientes ser considerada expressiva, que contou com os bancos de dados de saúde do Departamento de Assuntos de Veteranos dos EUA, os pesquisadores reconhecem que a maioria das pessoas eram homens brancos e na faixa etária de 60 anos, o que é apenas um recorte específico e não representa toda a complexidade da realidade.

Especialistas não envolvidos no estudo ponderam ainda que, entre os veteranos, geralmente, tem mais idosos e pessoas doentes do que na população geral.

Além disso, outra conclusão dos pesquisadores é que para reduzir a carga geral de morte e doença pelo SARS-CoV-2 será necessário desenvolver estratégias para prevenção de reinfecções.

Covid longa

Um estudo holandês publicado em agosto apontou que um em cada oito adultos infectados com o vírus Sars-CoV-2 experimenta sintomas de Covid longa, que é quando um ou mais sintomas persistem quatro semanas após a infecção.

A pesquisa descobriu que vários sintomas eram novos ou mais graves três a cinco meses depois de a pessoa ter tido Covid-19, em comparação com os sintomas antes da infecção e grupo controle (que não positivou para o vírus). Os principais sintomas registrados foram:

  • Dor no peito
  • Dificuldade respiratória
  • Dor ao respirar
  • Dor nos músculos
  • Perda do tato/cheiro
  • Formigamento das mãos/pés
  • Nódulo na garganta
  • Sensação alternada de frio/calor
  • Braços e pernas cansados
  • Cansaço geral

Outro estudo, baseado em dados de pesquisas e registros eletrônicos de saúde no Reino Unido, revelou que ser mulher, apresentar problemas de saúde em geral antes da pandemia, ter entre 50 e 60 anos, sofrer de asma e ter sobrepeso ou obesidade são fatores de risco para o desenvolvimento da Covid longa.

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Como Gautam Adani, homem mais rico da Ásia, conseguiu aumentar espetacularmente sua fortuna

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Conexões políticas e alta do petróleo após invasão da Ucrânia fizeram o magnata indiano subir no ranking dos mais ricos do mundo.
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TOPO
Por BBC

Postado em 11 de novembro de 2022 às 15h00m

 #.*Post. - N.\ 10.551*.#

Adani subiu rapidamente no ranking dos mais ricos do mundo — Foto: Getty Images via BBC
Adani subiu rapidamente no ranking dos mais ricos do mundo — Foto: Getty Images via BBC

Homens, brancos, dos Estados Unidos ou de algum país europeu. Assim era formado até pouco tempo o exclusivo clube das 5 pessoas mais ricas do mundo.

Mas isso mudou há apenas algumas semanas, quando o empresário indiano Gautam Adani desbancou Bill Gates, fundador da Microsoft, da quarta posição e tirou o megainvestidor Warren Buffett do grupo, segundo os índices de bilionários elaborados pela revista Forbes e pela agência de notícias Bloomberg.

O magnata indiano entrou no seleto círculo porque sua fortuna teve um aumento significativo nos últimos anos e, em particular, nos últimos 12 meses. Hoje, estima-se que as empresas e bens de Adani ultrapassem US$ 125 bilhões, que é o dobro do Produto Interno Bruto (PIB) do Uruguai de 2021.

Só no ano passado, a riqueza do empresário aumentou em US$ 48,7 bilhões, fazendo dele o homem mais rico de toda a Ásia.

Em contrapartida, os outros membros do clube (Elon Musk, fundador da Tesla e novo dono do Twitter; Bernard Arnault, dono da Louis Vuitton; Jeff Bezos, fundador da Amazon; e Bill Gates) sofreram perdas significativas, devido às turbulências que os mercados vêm sofrendo, especialmente após a invasão russa da Ucrânia.

Um sobrevivente

Adani é fundador de um conglomerado de empresas chamado Adani Group, que tem negócios em setores que vão desde infraestrutura e logística até energia.

Mas como esse império começou?

Adani não ficou milionário por herança. Ele nasceu em junho de 1962 em uma família de classe média em Ahmedabad, no Estado de Gujarat, perto de Mumbai. Seu pai era um pequeno comerciante têxtil. Depois de terminar o colégio, ele começou a estudar negócios na Universidade de Gujarat, mas desistiu no segundo ano.

Em 1981, seu irmão mais velho comprou uma fábrica de plásticos em Ahmedabad e o convidou para fazer parte do negócio. Adani se dedicava à importação de PVC, mas anos depois expandiu para outros produtos – e começou a exportar tecidos, produtos agrícolas e pedras preciosas (diamantes).

A sorte sorriu para ele. Foi assim que, em 1995 ele passou a operar seu primeiro porto na Índia, e hoje opera vários em todo o país.

Mas a prosperidade atraiu a atenção de grupos criminosos – e um deles o sequestrou em 1997, quando estava saindo de um clube exclusivo. Ele foi liberado horas mais tarde, mas depois de pagar US$ 1,5 milhão, segundo a imprensa local.

Anos depois, em 26 de novembro de 2008, quando Adani estava no luxuoso Taj Mahal Palace Hotel em Mumbai, o mesmo foi atacado por extremistas islâmicos. O empresário estava jantando com colegas, mas saiu ileso, pois conseguiu se esconder no porão do prédio até que as tropas indianas conseguiram liquidar os terroristas.

"Vi a morte a 4 metros", declarou mais tarde. 
Conexões com o poder

Dos portos e da distribuição de mercadorias, Adani saltou para o setor de energia. Assim, hoje ele não só possui usinas geradoras de energia elétrica, como também empresas que a distribuem e comercializam diretamente para os lares indianos.

Relação de Adani com o premiê Modi é, para muitos, a explicação para o surpreendente sucesso do empresário — Foto: Getty Images via BBC
Relação de Adani com o premiê Modi é, para muitos, a explicação para o surpreendente sucesso do empresário — Foto: Getty Images via BBC

Também é dono do controverso projeto Carmichael, na Austrália, uma mina de carvão a céu aberto que abastece usinas de energia, pelo qual recebeu duras críticas de ambientalistas e até processos judiciais.

No entanto, em seu país ele tem fábricas que desenvolvem painéis solares e também centros de processamento de dados.

Além do faro e da visão para os negócios, na Índia há quem acredite que existem outros motivos que explicam o sucesso de Adani. Uma dessas razões é sua relação com o atual primeiro-ministro do país, o nacionalista hindu Narendra Moodi, com quem mantém uma relação próxima desde a época em que era governador do Estado de Gujarat (2001-2014), onde Adani nasceu e onde estão as sedes de suas empresas.

"Ele obteve tratamento preferencial do Estado", disse o pesquisador Hemidra Hazari à rede americana CNBC.

Em 2019, Adani ganhou o contrato para administrar seis aeroportos no país, apesar de não ter experiência nesta área.

"Na Índia, está ocorrendo algo parecido com o que aconteceu com os oligarcas russos, após a dissolução da União Soviética, que enriqueceram com a privatização de antigas propriedades soviéticas enormes, conglomerados e monopólios setoriais, graças a seu acesso aos líderes", acrescentou Hazari.

Além disso, Adani tem sido um importante financiador do Bharatiya Janata, o partido de Moodi. E prova disso é que, quando o primeiro-ministro chegou ao poder em 2014, ele usou o avião do magnata para voar de Gujarat a Nova Déli, a capital do país, para assumir o cargo, informou o jornal britânico Financial Times em novembro de 2020.

Com o aval do governo, Adani agora quer se aventurar em outra área: as comunicações. Em agosto, fez uma oferta para adquirir 26% da New Delhi Television (NDTV), a principal emissora de notícias do país. Alguns no país veem isso como mais um passo que favorece as chances de Moodi, face as eleições gerais de 2024.

As conexões de Adani com o poder político indiano também parecem tê-lo protegido das turbulências financeiras que a invasão russa da Ucrânia causou. A razão? O governo Moodi se recusou a impor sanções a Moscou e, em resposta, o Kremlin decidiu vender à Índia seu petróleo e gás com desconto.

Essa política explicaria por que Adani é um dos poucos bilionários que viu o valor de suas empresas subir nos últimos meses.

Neste ano, o preço das ações da Aldani Power, a divisão de energia do grupo, subiu 293%, enquanto da Adani Gas aumentou 146%, de acordo com os relatórios da Bloomberg.

- Este texto foi publicado originalmente em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-63584455

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quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Tomate, cebola, passagem aérea, etanol: veja as 50 maiores altas e baixas em outubro e no acumulado de 12 meses

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Na inflação acumulada em 12 meses, cebola lidera, superando 150% de alta, e gasolina e etanol têm maiores quedas; passagem aérea está novamente entre os itens que mais subiram no mês e em 12 meses.
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Por Marta Cavallini, g1

Postado em 10 de novembro de 2022 às 11h35m

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Passagem aérea, limão e tomate estão entre os vilões da inflação de outubro  — Foto: Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo, TVCA/ Reprodução e Eddie Pipocas/Unplash
Passagem aérea, limão e tomate estão entre os vilões da inflação de outubro — Foto: Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo, TVCA/ Reprodução e Eddie Pipocas/Unplash

O tomate voltou a ser um dos vilões da inflação em outubro, assim como o pepino, a batata-inglesa e o limão. A passagem aérea está novamente entre os itens que mais subiram no mês e é o único entre os 10 com as maiores altas em outubro que não está no grupo de alimentos.

Já o leite longa vida voltou a dar trégua e foi o segundo item com maior queda no mês de outubro, perdendo apenas para o melão. O óleo diesel e a gasolina também recuaram, assim como o transporte por aplicativo.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, acelerou para 0,59% em outubro. A alta veio após três deflações seguidas - quedas de 0,68%, 0,36% e 0,29%, respectivamente, em julho, agosto e setembro.

No acumulado de 12 meses, a cebola lidera o ranking dos 50 itens com maior alta, superando os 150%. O limão vem em seguida, com avanço de mais de 90%. A passagem aérea novamente é destaque de alta, com mais de 40%. E o óleo diesel também, com mais de 30%.

Entre os destaques de queda, o etanol e a gasolina foram os campeões. A energia elétrica vem na quinta colocação, abaixo do tomate e do pimentão.

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A 'máquina do tempo do clima' que mostra aquecimento global desde o século 19

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Agência espacial americana mapeou o aumento da temperatura da Terra de 1884 a 2022.
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TOPO
Por BBC

Postado em 10 de novembro de 2022 às 06h20m

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O Estúdio de Visualização Científica da Nasa mapeou o aumento da temperatura da Terra de 1884 a 2022.

Os dados coletados por sonda infravermelha atmosférica (AIRS, ou Atmospheric Infrared Sounder) da Nasa a bordo da nave espacial Aqua também mostram a distribuição global da concentração de CO2 em um período de 20 anos.

- Este vídeo foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/media-63546224

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quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Vendas do comércio crescem 1,1% em setembro, diz IBGE

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Na comparação com setembro de 2021, houve alta de 3,2%. Já nos nove meses do ano, o setor acumula aumento de 0,8%. Nos últimos 12 meses, há queda de 0,7%.
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Por Marta Cavallini, g1

Postado em 09 de novembro de 2022 às 11h00m

 #.*Post. - N.\ 10.548*.#

Fecomércio-BA prevê movimento de cerca de R$ 4,3 bilhões no comércio varejista em novembro deste ano — Foto: Reprodução/TV Bahia
Fecomércio-BA prevê movimento de cerca de R$ 4,3 bilhões no comércio varejista em novembro deste ano — Foto: Reprodução/TV Bahia

As vendas do comércio cresceram 1,1% de agosto para setembro. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com setembro de 2021, houve alta de 3,2%. Já nos nove meses do ano, o setor acumula aumento de 0,8%. Nos últimos 12 meses, há queda de 0,7%.

No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, o volume de vendas em setembro cresceu 1,5% frente a agosto e 1% ante setembro de 2021. O acumulado no ano ficou em -0,6%, e nos últimos 12 meses, em -1,6%.

De acordo com Cristiano Santos, gerente da pesquisa, desde maio o comércio não apresentava crescimento - ele considera que os dados ficaram na estabilidade ou no campo negativo nos meses anteriores. Santos informa ainda que o mês de setembro registrou o ponto mais alto desde a passagem de fevereiro para março, quando foi de 1,4%.

"Neste ano, a série está exibindo uma volatilidade menor do que nos anos anteriores e estamos começando a ver um comportamento mais parecido ao que era antes da pandemia, sem muita amplitude na margem, avalia.

O resultado de setembro está 3,6% abaixo do nível recorde de outubro de 2020 e 2,8% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020). Já o varejo ampliado se encontra 1,5% abaixo de fevereiro de 2020.

6 das 8 atividades cresceram

Seis das oito atividades pesquisadas tiveram desempenho positivo e duas recuaram de agosto para setembro. Veja abaixo:

  • Livros, jornais, revistas e papelaria (2,5%)
  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (1,7%)
  • Combustíveis e lubrificantes (1,3%)
  • Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,2%)
  • Tecidos, vestuário e calçados (0,7%)
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, e de perfumaria (0,6%)
  • Móveis e Eletrodomésticos (-0,1%)
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-1,0%)

No varejo ampliado, as duas atividades tiveram estabilidade na comparação de agosto para setembro: Veículo e motos, partes e peças (-0,1%) e Material de construção (0,0%).

Duas atividades puxaram o aumento na margem: Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que tem o maior peso e faz o papel de ancoragem no resultado, e, em segundo lugar, Combustíveis e lubrificantes. Elas também tiveram influência no varejo ampliado, uma vez que suas duas atividades complementares ficaram na estabilidade, explica o gerente.

Segundo Santos, o crescimento de Combustíveis e lubrificantes se deve à queda nos preços - a queda na receita nominal foi de 4,4% em julho, de 3,8% em agosto e de 6,2% em setembro. Porém, o crescimento no volume de vendas vem diminuindo: 12,6% em julho, 3,8% em agosto e 1,3% em setembro.

Já Hiper e supermercados, que perdeu fôlego nos últimos meses, voltou a crescer após três meses sem registrar avanço, destaca o pesquisador.

Em termos setoriais, poucas atividades estão acima do patamar pré-pandemia. Contando com o varejo ampliado, das 10 atividades, apenas quatro estão acima do patamar pré-pandemia: Artigos farmacêuticos (20,8%), Combustíveis de lubrificantes (18,7%), Hiper e supermercados (3,8%) e Material de construção (2,0%), diz Santos.

No acumulado de 12 meses, os destaques de queda ficaram com móveis e eletrodomésticos (-13%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (-7,2%). Nessa base de comparação, cinco das oito atividades tiveram desempenho positivo, com destaque para combustíveis e lubrificantes (7,6%).

Já nos nove meses do ano, seis das oito atividades subiram, com destaque para combustíveis e lubrificantes (12,7%).

Em relação a setembro de 2021, cinco atividades cresceram: Combustíveis e lubrificantes (34,8%), Livros, jornais, revistas e papelaria (31,8%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (6,8%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (5,9%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,8%).

Três setores tiveram queda: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-10,0%), Tecidos, vestuário e calçados (-9,5%), Móveis e eletrodomésticos (-5,9%).

No âmbito do varejo ampliado, ambas as atividades caíram: Veículos e motos, partes e peças (-1,2%) e Material de construção (-7,9%).

Crescimento em 18 unidades da Federação

Na passagem de agosto para setembro, 18 unidades da Federação tiveram alta, com destaque para Paraíba (4,5%), Rio de Janeiro (3,1%) e Pernambuco (2,3%). Por outro lado, Mato Grosso do Sul (-1,7%), Espírito Santo (-1,5%) e Roraima (-1,2%) recuaram e Tocantins apresentou estabilidade (0,0%).

Frente a setembro de 2021, houve resultados positivos em 24 estados, com destaque para Paraíba (41,6%), Amapá (13,7%) e Roraima (13,2%). Por outro lado, pressionando negativamente estão: Rio de Janeiro (-3,1%), Bahia (-2,5%) e Pernambuco (-2,1%).

Vendas mais sensíveis à renda sobem e a crédito caem

Rodolfo Margato, economista da XP, ressalta que apenas três entre as 10 atividades do varejo ampliado cresceram no 3º trimestre devido às condições de crédito mais apertadas e o elevado grau de endividamento das famílias que vêm pesando sobre as vendas do comércio brasileiro.

Segundo ele, as vendas dos bens mais sensíveis à renda aumentaram 1,5% no 3º trimestre em relação ao 2º trimestre e 4,9% em relação a dezembro de 2021.

Para ele, a retomada firme do mercado de trabalho – expansão mais suave do emprego nos últimos meses –, combinada com estímulos fiscais de curto prazo ajudam a suavizar a desaceleração das vendas varejistas.

Já as vendas de bens mais sensíveis ao crédito caíram 4,3% no 3º trimestre e 4,5% em relação ao final de 2021.

Para ele, nesse caso, a tendência não deverá ser revertida nos próximos meses, e projeta estagnação para o varejo ampliado no final do ano.

Margato cita ainda a incerteza a respeito dos impactos da Copa do Mundo e das vendas da Black Friday sobre o desempenho do varejo neste último trimestre. Ele acredita que o efeito da Copa sobre as vendas totais do comércio poderá ser negativo devido principalmente ao menor fluxo de consumidores nas lojas físicas.

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terça-feira, 8 de novembro de 2022

Pessoas recebem sangue criado em laboratório em teste inédito

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A expectativa é de que possa revolucionar o atendimento a pacientes com grupos sanguíneos raros e que precisam de transfusões regulares.
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TOPO
Por James Gallagher, BBC

Postado em 08 de novembro de 2022 às 12h20m

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O sangue criado em laboratório está sendo mantido em Bristol, no Reino Unido — Foto: BBC/NHSBT
O sangue criado em laboratório está sendo mantido em Bristol, no Reino Unido — Foto: BBC/NHSBT

Voluntários receberam transfusões de sangue criado em laboratório, no primeiro ensaio clínico do tipo no mundo, realizado por pesquisadores do Reino Unido.

Pequenas quantidades estão sendo testadas para ver como o sangue de laboratório se comporta dentro do corpo.

O objetivo desse teste não é substituir as doações de sangue por completo — a maior parte das transfusões de sangue vai sempre depender de doadores voluntários. A meta do experimento é fabricar sangue para grupos sanguíneos ultrarraros, difíceis de se obter com doadores.

É o caso de pacientes que dependem de transfusões de sangue regulares para condições como anemia falciforme.

Se o sangue não for exatamente compatível, o corpo começa a rejeitá-lo, e o tratamento não funciona. Este nível de compatibilidade de tecidos vai além dos conhecidos grupos sanguíneos A, B, AB e O.

A professora Ashley Toye, da Universidade de Bristol, no Reino Unido, afirma que alguns grupos são "muito, muito raros" — e "pode ​​haver apenas 10 pessoas no país" capazes de doar.

No momento, existem apenas três unidades do grupo sanguíneo "Bombay" — identificado pela primeira vez na Índia — em estoque em todo o Reino Unido, por exemplo.

Um glóbulo vermelho cultivado em laboratório, que transporta oxigênio e dióxido de carbono ao redor do corpo — Foto: NHSBT/BBC
Um glóbulo vermelho cultivado em laboratório, que transporta oxigênio e dióxido de carbono ao redor do corpo — Foto: NHSBT/BBC

Como o sangue é criado?

O projeto de pesquisa é conduzido por equipes de Bristol, Cambridge, Londres e do NHS Blood and Transplant, órgão do sistema público de saúde do Reino Unido. Ele se concentra nos glóbulos vermelhos que transportam oxigênio dos pulmões para o resto do corpo.

É assim que funciona:

  • O teste começa com uma doação normal de cerca de 470 ml de sangue;
  • Esferas magnéticas são usadas para "pescar" células-tronco flexíveis que são capazes de se tornar um glóbulo vermelho;
  • Essas células-tronco são incentivadas a crescer em grande número nos laboratórios;
  • Depois, elas são direcionadas a se tornar glóbulos vermelhos.

O processo leva cerca de três semanas e uma reserva inicial de cerca de meio milhão de células-tronco resulta em 50 bilhões de glóbulos vermelhos.

Estes são então filtrados para se obter cerca de 15 bilhões de glóbulos vermelhos que estão no estágio certo de desenvolvimento para transplante.

"Queremos produzir o máximo de sangue possível no futuro, então vejo na minha cabeça uma sala cheia de máquinas produzindo continuamente a partir de uma doação de sangue normal", conta Toye.

— Foto: NHSBT/BBC
— Foto: NHSBT/BBC

Duas pessoas já participaram do ensaio, que visa testar o sangue em pelo menos 10 voluntários saudáveis. Eles vão receber duas transfusões de 5 a 10 ml com pelo menos quatro meses de intervalo — uma de sangue normal e outra de sangue criado em laboratório.

O sangue foi marcado com uma substância radioativa, frequentemente usada em procedimentos médicos, para que os cientistas possam ver quanto tempo dura no corpo.

Espera-se que o sangue cultivado em laboratório seja mais potente que o normal.

Os glóbulos vermelhos duram normalmente cerca de 120 dias antes de precisarem ser substituídos. Uma doação de sangue típica contém uma mistura de glóbulos vermelhos jovens e velhos, enquanto o sangue cultivado em laboratório é feito na hora, então deve durar os 120 dias completos.

Os pesquisadores suspeitam que isso poderá permitir doações menores e menos frequentes no futuro.

Há, no entanto, desafios financeiros e tecnológicos consideráveis.

A doação de sangue comum custa ao NHS cerca de 130 libras (R$ 750). O cultivo de sangue custará muito mais, embora a equipe não diga quanto.

Outro desafio é que as células-tronco colhidas acabam se exaurindo, o que limita a quantidade de sangue a ser fabricado. Serão necessárias mais pesquisas para produzir os volumes que seriam necessários clinicamente.

"Esta pesquisa líder a nível mundial estabelece as bases para a fabricação de glóbulos vermelhos que podem ser usados ​​​​com segurança para fazer transfusão em pessoas com distúrbios como anemia falciforme", afirma Farrukh Shah, diretor médico de transfusão do NHS Blood and Transplant.

"O potencial deste estudo para beneficiar pacientes com dificuldade para fazer transfusão é muito significativo."

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