Objetivo:
“Projetando o futuro e o desenvolvimento autossustentável da sua empresa, preparando-a para uma competitividade e lucratividade dinâmica em logística e visão de mercado, visando sempre e em primeiro lugar, a satisfação e o bem estar do consumidor-cliente."
A maior bacia hidrográfica do Brasil e do mundo está em perigo. Segundo a Rede Ambiental Mídia, o avanço dos garimpos ilegais tem aumentado a degradação e o risco de conflitos. ===+===.=.=.= =---____--------- ---------____------------____::_____ _____= =..= = =..= =..= = =____ _____::____-------------______--------- ----------____---.=.=.=.= +==== Por Jornal Hoje Postado em 05 de maio de 2022 às 17h35m #.*Post. - N.\ 10.313*.#
Estudo mostra impactos na maior bacia hidrográfica do Brasil
Um estudo da Rede Ambiental Mídia, formada por cientistas e jornalistas, revelou, a partir de dados públicos, que 20%
da Bacia Amazônica, a maior bacia hidrográfica do Brasil e do mundo, já
estão altamente impactados por atividades como a mineração e a geração
de energia hidrelétrica. O Jornal Hoje mostrou os detalhes.
Das mais de onze mil microbacias da região, 20% sofrem impactos
considerados altos, muito altos ou extremos. Os rios mais ameaçados são o
Xingu, Tapajós, Tocantins e Madeira. Segundo a pesquisa, quase todos os rios com impactos de alto risco são afetados pela agropecuária.
“A
hidrelétrica, a mineração e o garimpo geram alterações muito drásticas
na água, né? Mudam completamente todo o fluxo, todo o curso de um rio,
que é completamente alterado por essas atividades, então elas tiveram um
peso maior no nosso cálculo do índice. Já a agropecuária, embora ela
seja uma alteração mais entre aspas ''sutil'' aos cursos d'água, ela
ocupa uma área muito maior”, explica Cecilia Gontijo Leal, pesquisadora
da USP/Projeto Aquazônia.
O estudo também alerta que as regiões mais críticas da Bacia Amazônica
são aquelas que sofrem impactos de mais de uma atividade ao mesmo tempo.
21% dos rios pesquisados estão
nessa situação, em que os riscos ao meio ambiente e às comunidades
tradicionais podem ser muito mais graves.
Rio Xingu, no Parque Nacional do Xingu — Foto: Secom-MT
O levantamento também mostra a importância das terras indígenas na proteção dos rios. Em mais de 80% desses territórios, o impacto sobre as bacias foi considerado médio ou baixo. Mesmo assim, o avanço dos garimpos ilegais tem aumentado a degradação e o risco de conflitos.
Uma das regiões mais atingidas é a terra indígena Kayapó, no Sul do Pará.
“Estão
impactando o rio, os peixes, toda a nossa forma de alimentação, toda
nossa forma também de existência, porque no meu povo, em outros povos
também, o rio ele faz parte da nossa cultura”, diz Maial Kayapó,
liderança indígena.
Em livro, físico explica como as estrelas e a observação do céu foram determinantes na geração da vida e na evolução das civilizações humanas - e explica por que considera a Astrologia é uma 'pseudociência'. ===+===.=.=.= =---____--------- ---------____------------____::_____ _____= =..= = =..= =..= = =____ _____::____-------------______--------- ----------____---.=.=.=.= +==== Por Paula Adamo Idoeta, BBC — Londres 03/05/2022 21h14 Atualizado há dois dias Postado em 05 de maio de 2022 às 11h30m #.*Post. - N.\ 10.312*.#
Desde a composição do corpo humano até a construção de grandes
civilizações, devemos nossa existência e nossa evolução às estrelas e à
observação do céu. Os astros, então, têm uma influência enorme na nossa
vida.
Curiosamente, porém, é comum que as pessoas atribuam à posição de
planetas, Lua e estrelas outros "poderes" que, do ponto de vista
científico, eles não têm - como moldar nossa personalidade ou
comportamento.
Quem explica isso é Marcelo Girardi Schappo, doutor em Física Atômica e
Molecular, professor do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e
autor de Astronomia - Os astros, a ciência, a vida cotidiana (ed.
Contexto), livro recém-lançado que aborda a importância dos céus no
nosso dia-a-dia.
Em entrevista à BBC News Brasil, Schappo explica quatro influências
determinantes dos astros na existência humana, e duas que, apesar de
bastante populares, não têm respaldo científico.
Somos 'poeira das estrelas'
A maioria dos elementos que compõem o corpo humano foi formada em estrelas, ao longo de bilhões de anos.
Estamos falando de elementos como carbono, oxigênio, enxofre, magnésio e
a maior parte dos nomes que vemos na tabela periódica, existentes em
estrelas que viveram bilhões de anos atrás e foram continuamente
explodindo e se reconstituindo.
Nesse processo, explica Schappo, as estrelas formaram uma "nuvem
inicial", que deu origem ao Sol - a principal estrela do nosso Sistema
Solar -, aos planetas como a Terra e à combinação de elementos que
permitiu que gases, minerais, água e a vida surgissem e evoluíssem por
aqui.
É um processo que se estende por cerca de 13 bilhões de anos e que permitiu a riqueza de elementos químicos da Terra.
Por isso, estudiosos de astronomia costumam dizer que nós, seres vivos, somos feitos de "poeira das estrelas".
As estrelas, explica Schappo, "fazem um processo de fusão nuclear e vão
juntando esses elementos pequenos, que viram elementos mais pesados.
Esses tijolinhos (elementos) fundamentais à nossa vida aqui vieram do
interior de estrelas, que explodiram ou expandiram as suas camadas
externas e enriqueceram quimicamente o ambiente interestelar. É esse
material que vai acabar se aglomerando e dar origem a novas estrelas,
planetas e novos sistemas onde eventualmente a vida pode florescer."
Construção das civilizações
Para além da base fundamental da vida, foi graças aos céus - mais
especificamente, à capacidade de nossos antepassados em observar os céus
- que pudemos construir as civilizações humanas, afirma Schappo.
Ele se refere especificamente às estações do ano.
As diferentes estações existem - e se opõem nos hemisférios Norte e Sul
- por causa da inclinação da Terra em relação ao Sol, enquanto dá a
volta em torno do Sol.
Como a Terra é inclinada em seu eixo, os raios solares incidem de forma
diferente em diferentes partes do mundo, a depender do momento do ano -
assim, a energia do Sol incide com mais intensidade nos meses de verão e
menos intensidade nos de inverno.
Muito antes de adquirirem esse conhecimento científico, nossos
antepassados aprenderam sobre os padrões climáticos observando o céu. Há
constelações de estrelas que só aparecem no céu noturno nos meses de
verão, enquanto outras são visíveis no inverno, detalha Schappo. Várias
civilizações também identificaram as datas de solstícios e equinócios
(dias com mais ou menos luz diurna no ano), o que lhes permitiu
identificar a troca de estações.
Com esses padrões astronômicos, foi possível se antecipar a períodos de
secas ou chuvas, e perceber os melhores momentos de plantar e colher.
"Se
antever a isso ajudou na transição de um sistema nômade para um
sedentário", em que sociedades puderam se desenvolver e prosperar,
argumenta o físico. "É obrigatório conhecer esse ambiente e esses
padrões da Terra."
Agricultura no período neolítico; foi pela identificação de padrões
astronômicos e as estações do ano que os seres humanos começaram a
estabelecer suas civilizações — Foto: SCIENCE PHOTO LIBRARY/BBC
Por isso, ele argumenta que entender astronomia foi uma "questão de sobrevivência".
Esse conhecimento evoluiu para o calendário - o Gregoriano, que vigora
atualmente, foi criado há 440 anos para acompanhar os pouco mais de 365
dias que a Terra demora para dar sua volta em torno do Sol.
Agora que a humanidade está diante de mudanças nos padrões climáticos
da Terra por conta do aquecimento global, Marcelo Schappo argumenta que o
conhecimento astronômico também será fundamental - por conta de sua
capacidade de analisar os padrões do Sol e a forma como a nossa
atmosfera absorve sua energia.
Das navegações ao GPS
Além de ensinar nossos antepassados a entender os ciclos climáticos, a
observação dos céus foi crucial em outro ponto importante na história
humana: as navegações.
"Muitas navegações e métodos de navegação importantes na história foram guiados pelas estrelas", afirma Schappo.
Uma das estrelas da constelação do Cruzeiro do Sul, por exemplo,
"aponta quase no polo Sul celeste - é um bom indicativo de onde está o
sul, e a partir daí sabe onde estão os outros pontos cardeais", explica o
físico.
No hemisfério Norte, a Estrela Polar, na constelação da Ursa Menor, é usada como indicativo do norte.
Hoje, a nossa navegação via satélite também se apoia no conhecimento
astronômico - tanto no envio de satélites ao espaço quanto na utilização
desses satélites para você definir, no GPS do celular, o trajeto que
vai fazer de casa para o trabalho.
"O sistema do GPS funciona com vários satélites, colocados em órbita da Terra", explica Schappo.
"Quando quero usar meu celular para saber minha posição no planeta, o
que ele (aparelho) faz é trocar informações com esses satélites - e o
sinal leva um tempo para sair do celular, chegar no satélite e retornar.
É com essa diferença de tempo de sinal que ele troca com pelo menos
dois ou três satélites que ele calcula exatamente a posição em que você
está no planeta em latitude, longitude e altitude. Portanto, é uma
superferramenta para navegação aérea, marítima e exploração terrestre."
(VÍDEO: O sol de perto: ESA divulga imagem do astro com resolução mais alta já feita até hoje.)
O sol de perto: ESA divulga imagem do astro com resolução mais alta já feita até hoje
Ciclos biológicos
Nossos ciclos biológicos também são obviamente ligados ao Sol: temos
mais sono nos períodos em que não estamos expostos à luz do Sol, e mais
disposição durante o período diurno, por exemplo.
As plantas também dependem da exposição ao Sol para fazer fotossíntese.
"Existem ciclos nos seres vivos, e a biologia estuda como o indivíduo
muda conforme a época do ano ou do mês, o que pode ter a ver com a
mudança na iluminação, com a variação entre o dia e a noite", afirma
Schappo.
No entanto, essa influência biológica ligada a variações na exposição à
luz do Sol não pode ser confundida com a influência comportamental
geralmente atribuída aos astros, afirma Schappo. "Isso não tem nada a
ver com (a suposição de que) 'a Lua influencia o meu estado emocional'.
Aí a gente começa a transitar por uma zona pseudocientífica", diz ele.
É desses mitos que falaremos agora.
Não é ciência: Astrologia
'Quando você vai fazer um mapa astral, ler um horóscopo, ou acha que
está agitado por causa da lua cheia, que tem que cortar o cabelo em tal
lua, ou que bebê vai nascer na virada da lua, isso não é baseado em
evidências", explica o físico.
"Ou seja, que não pode ser corroborado. A gente acredita nas afirmações
de (Albert) Einstein sobre a relatividade porque é (uma teoria) muito
corroborada. Já quanto a mapa astral, cabelo, nascimento dos bebês -
isso já foi testado por experimentos científicos que mostram que essas
afirmações não têm fundamento. Por isso, chamamos de pseudociência - é
algo que fala de planetas, usa dados astronômicos reais, mas leva a
conclusões que não têm fundamento. Parece ciência mas não é."
Embora tenha grande apelo, astrologia não tem embasamento científico — Foto: SPL/BBC
Um dos experimentos que testaram cientificamente a astrologia foi
descrito pela astrofísica Sabrina Stierwalt no podcast Everyday
Einstein.
No experimento, publicado no periódico Nature, foi conduzido um teste
duplo-cego para averiguar se mapas astrais poderiam descrever nossa
personalidade com precisão. O físico Shawn Carlson pediu a 30 astrólogos
que revisassem o mapa astral de 116 pessoas que não conheciam
pessoalmente.
Carlson deu aos astrólogos três descrições para cada uma das 116
pessoas: uma descrição correta e duas descrições erradas (ou melhor, que
descreviam outras pessoas que não aquelas). E pediu aos astrólogos que
identificassem qual das três era a descrição correta, segundo o mapa
astral.
O resultado é que os astrólogos do experimento fizeram a identificação
correta em um terço dos casos. "Se você recebesse três descrições de
personalidade, (também) teria uma entre três chances de selecionar a
correta", diz Stierwalt. Portanto, conclui ela, os astrólogos do estudo
não se saíram melhor do que se tivessem escolhido os perfis ao acaso.
"A astrologia também não é capaz de oferecer um mecanismo que explique
como ela poderia funcionar. Qual é exatamente a conexão entre as
estrelas sobre a sua cabeça quando você nasceu e se você deve ou não
tomar grandes decisões durante o verão?", questiona a cientista.
Muitos entusiastas da astrologia, por sua vez, argumentam que as
descrições de personalidade ligadas ao zodíaco fazem sentido para si e
acham reconfortante acompanhar seu horóscopo. O importante aqui é
destacar que não há nenhum embasamento científico nele.
Não é ciência: influência da Lua
E quanto à influência da Lua na nossa vida - desde nosso comportamento
até corte de cabelo e nascimento de bebês? Mais um mito, argumenta
Marcelo Schappo.
A princípio, argumentar que a Lua nos influencia diretamente pode até
soar factível. Afinal, a Lua influencia diretamente as marés dos oceanos
da Terra. Se nosso corpo é composto majoritariamente de água, por que
não seria igualmente influenciado pela Lua?
Para rebater, isso é preciso entender como funciona a gravidade.
Estamos falando de uma força que interage entre dois corpos com massa.
Quaisquer corpos. Mas a força da gravidade é mais forte quanto maior for
a massa dos corpos, e quanto menor for a distância entre eles.
"Seguindo esse raciocínio, uma pessoa atrai uma cadeira em uma sala
vazia? Sim! Mas a força de atração desse par é muito pequena, pois as
massas da pessoa e da cadeira são pequenas, de modo que elas não geram
efeitos práticos significativos", escreve Schappo.
No caso da Lua e das marés, a influência gravitacional é grande porque
os oceanos formam uma massa gigantesca em nosso planeta.
Já nossos corpos são muito pequeninos em comparação, e a Lua está muito
distante de nós para exercer um efeito gravitacional significativo, diz
o físico.
"Tanto que uma piscina olímpica, que tem muito mais água que o nosso
corpo, não tem maré", detalha. "Então, na vida cotidiana, o que vai
influenciar o comportamento do meu corpo é a gravidade da Terra."
(VÍDEO: Canadá aprova lei para processar crimes cometidos na Lua.)
Canadá aprova lei para processar crimes cometidos na Lua
Valorização do monumento natural, considerado sagrado pelo candomblé, foi um pedido da comunidade. ===+===.=.=.= =---____--------- ---------____------------____::_____ _____= =..= = =..= =..= = =____ _____::____-------------______--------- ----------____---.=.=.=.= +==== Por João Souza, g1 BA 04/05/2022 06h01 Atualizado há 3 horas Postado em 04 de maio de 2022 às 09h10m #.*Post. - N.\ 10.311*.#
Parque da Pedra de Xangô é inaugurado nesta quarta-feira — Foto: Ludmila Gavazza
Unindo beleza, religiosidade e sustentabilidade, o Parque da Pedra de Xangô, localizado no bairro de Cajazeiras 10, em Salvador,
será inaugurado nesta quarta-feira (3). A valorização do monumento
natural, considerado sagrado pelo candomblé, foi um pedido da
comunidade.
Tombada pela prefeituraem maio de 2017, através da Fundação Gregório de Matos (FGM), a Pedra de Xangô, monumento natural, marco da paisagem local e símbolo de ancestralidade, é protegida pela Lei de Preservação do Patrimônio Cultural do Município (8.550/2014).
A instalação do parque, que tem 67 mil m² , foi um trabalho em conjunto
entre a Fundação Mário Leal Ferreira, o arquiteto Floriano Freaza e os
moradores de Cajazeiras. É o primeiro parque do Brasil com nome de orixá, divindade do candomblé e da umbanda.
Parque da Pedra de Xangô é inaugurado nesta quarta-feira — Foto: Ludmila Gavazza
O parque fica instalado na Avenida Assis Valente, em uma área de Mata Atlântica, local que abrigou durante 20 anos (1743 e 1763), o Quilombo Buraco do Tatu.
No local, além de um destaque maior para a Pedra de Xangô, com um lago
artificial, foram criados um memorial com um auditório e uma cantina.
“Tinha um grande problema que todos identificavam. A via passava muito
próxima da pedra e com isso ela estava muito vulnerável e poderia ter um
acidente ali”, disse a presidente da Fundação Mário Leal Ferreira,
Tânia Scofield.
De acordo com Tânia, a construção do memorial foi um pedido da
comunidade, para que o espaço também seja usado para palestras e cursos.
“Tem a questão ambiental, que a gente preservou toda a vegetação
existente na área, tem a religiosidade africana que é a Pedra de Xangô e
tem a questão cultural, histórica, do quilombo de Tatu, onde os
escravos passavam pela pedra e ninguém mais o encontravam”, afirmou.
Parque da Pedra do Xangô será inaugurado nesta quarta-feira — Foto: Ludmila Gavazza
Sustentabilidade
Além do aspecto estético e todo conceito religioso, o Parque da Pedra
de Xangô foi pensado como um equipamento sustentável. Para isso, foram
usados materiais naturais e orgânicos, implementados pela técnica
milenar "Taipa de Pilão", de quatro mil anos, que mistura de argila e
cascalho.
“Eu diria que mais de 90% dos materiais usados no parque são naturais.
Todas as paredes do memorial são de 'Taipa de Pilão', pedras naturais
(granito natural bruto e a pedra portuguesa), além da madeira”, contou a
presidente da fundação.
Parque da Pedra do Xangô será inaugurado nesta quarta-feira — Foto: Ludmila Gavazza
Ato de reparação histórica
Candomblecistas na Pedra de Xangô, em Salvador — Foto: Julio Cesar Almeida/TV Bahia
O espaço é ocupado por muitos devotos do candomblé, que colocam
oferendas sagradas - pela existência da Pedra de Xangô, reconhecida pelo
povo de santo como Altar de Xangô. Outro motivo são os elementos
fundamentais para o ritual da religião, como água e folhas.
O Parque tem o objetivo de preservar o patrimônio e atender a forte
mobilização principalmente de estudiosos e adeptos das religiões de
matriz africana.
"A Pedra de Xangô é terra de preto, é um sítio natural sagrado que
abriga ambiência significativas tanto pelo seu valor simbólico, quanto
por sua importância histórica, cultural, ambiental e geológica", disse a
pesquisadora e autora do livro “Pedra de Xangô”, Maria Alice Silva.
"Para
uma cidade que é um dos principais centros de negritude do mundo, o
Parque Pedra de Xangô para a comunidade do entorno é um ato de reparação
histórica", contou orgulhosa.
Para Maria Alice Silva, que também é advogada, mestra e doutoranda em Arquitetura e Urbanismo pela Ufba, aimplantação do Parque Pedra de Xangôtambém pode ser considerada como uma política pública de promoção da igualdade racial.
"Vai
garantir a pluralidade de crenças, às manifestações culturais,
populares, indígenas e afro-brasileiras e das de outros grupos
integrantes da formação étnica do país".
A pesquisadora explica que atualmente mais de 60% das comunidades de terreiros de Salvador
são considerados "terreiros de laje", ou seja, aqueles que não possuem
espaço interno para a realização de rituais e necessitam das praças,
encruzilhadas e parques para alimentar o seu Axé, o seu Sagrado.
"Sem folhas não há orixá. As matas, árvores, plantas, fontes, pedras,
dentre outros elementos da natureza, são imprescindíveis para a
realização dos atos litúrgicos do Candomblé", afirmou Maria Alice Silva.
O noivo Stefano Diego Borges "Odesì", ou seja, vodunsi iniciado para o
Vodun Odé, e a noiva Sinay Almeida, Gayaku, mãe de santo do Terreiro
Vodun Kwe Tò Zò de nação Jeje, receberam as bênçãos por meio das mãos de
Tata Mutá Imê, sacerdote de nação Angola.
Primeiro casamento afro-brasileiro é realizado na Pedra de Xangô, em Salvador
No entanto, a Pedra de de Xangô não foi só palco de histórias boas. Em dezembro de 2018, o monumento sagrado foialvo de um ataque. A pedra foi vandalizada quando 100 kg de sal foram jogados no local.
O caso foi considerado um ato de intolerância religiosa, já que o sal é
um símbolo de purificação, e o fato de ter sido jogado na pedra dá a
entender que o local cultuado pelo Candomblé estivesse impuro.
Povo de santo durante protesto contra ato de intolerância religiosa na
Pedra de Xangô, em Salvador — Foto: Giana Mattiazzi/TV Bahia
E é com a proposta de fortalecer o respeito às diversas crenças,
religiões, ritos e símbolos sagrados, que o Parque Pedra de Xangô foi
feito.
"Fruto de uma luta de 16 anos do Povo de Terreiro. Na data do
aniversário de 5 anos do tombamento municipal da Pedra de Xangô, vamos
celebrar uma nova conquista: a inauguração do primeiro Parque no Brasil a ostentar o nome de um Orixá, Parque Pedra de Xangô", festejou Maria Alice Silva.
Setor segue perdendo dinamismo, mas avançou 0,3% no 1º trimestre, na comparação com os 3 últimos meses de 2021, interrompendo uma sequência de 4 quedas trimestrais seguidas. ===+===.=.=.= =---____--------- ---------____------------____::_____ _____= =..= = =..= =..= = =____ _____::____-------------______--------- ----------____---.=.=.=.= +==== Por Darlan Alvarenga, g1 03/05/2022 09h00 Atualizado há uma hora Postado em 03 de maio de 2022 às 10h00m #.*Post.- N.\ 10.310 *.#
Produção industrial cresce 0,3% em março, mostra IBGE
A produção industrial brasileiracresceu 0,3% em março, na comparação com fevereiro, segundo divulgou nesta terça-feira (3) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com março do ano passado, entretanto, houve queda de 2,1%.
Mesmo com a segunda alta mensal seguida, osetor não conseguiu eliminar as perdas de janeiro (-2%) e permanece
2,1% abaixo do patamar de antes do início da pandemia, de fevereiro de
2020.
"O
resultado ainda está longe de refletir uma reversão de todos aqueles
saldos negativos dos últimos meses", afirma André Macedo, gerente da
pesquisa, destacando que fatores complicadores na oferta global e na
demanda doméstica continuam dificultam uma retomada da indústria.
"No acumulado do ano, frente ao mesmo indicador de 2021, a indústria recuou 4,5%. O acumulado nos últimos doze meses chegou a 1,8% em março e vem reduzindo sua intensidade de crescimento desde agosto de 2021 (7,2%)", destacou o IBGE.
As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de
crescimento de 0,2% na variação mensal e de perda de 3% na base anual.
1ª alta trimestral desde o final de 2020
Apesar da desaceleração da indústria nos últimos meses, o setor registrou crescimento de 0,3% o 1º trimestre, na comparação com os 3 últimos meses de 2021,
interrompendo uma sequência de 4 quedas trimestrais seguidas. A última
alta frente aos 3 meses imediatamente anteriores tinha sido registrada
no 4º trimestre de 2020 (4,5%).
Já na comparação frente ao 1º trimestre do ano passado a indústria
recuou 4,5%, com todas as grandes categorias no campo negativo.
Ao final de março, a indústria ainda operava 18,5% abaixo do nível recorde, registrado em maio de 2011.
Destaques do mês
Na passagem de fevereiro para março, houve altas em três das quatro
grandes categorias econômicas e em 14 dos 26 ramos pesquisados.
A
atividade com mais influência positiva no mês de março foi a de
veículos automotores, reboques e carrocerias, com crescimento de 6,9%. O
segmento marcou o segundo mês de expansão, mas ainda assim, não
eliminou as perdas de janeiro e segue 13,2% abaixo do patamar
pré-pandemia.
Outros destaques de alta foram observados na produção de outros produtos químicos (7,8%), bebidas(6,4%)e máquinas e equipamentos(4,9%).
Na outra ponta, as retrações com maior impacto no índice foram na produção deprodutos
alimentícios(-1,7%), coque, produtos derivados do petróleo e
biocombustíveis(-2,1%)e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-8,4%).
Entre as grandes categorias econômicas, bens de capital (8,0%) e bens
de consumo duráveis (2,5%) assinalaram as taxas positivas mais
acentuadas em março. O segmento de bens intermediários (0,6%) também
mostrou crescimento, mas abaixo do verificado no mês anterior (1,8%).
Por outro lado, bens de consumo semi e não-duráveis teve queda de 3,3%,
interrompendo 3 meses consecutivos de avanço na produção.
Na
lanterna da indústria, estão os segmentos de bens de consumo duráveis,
que inclui veículos, eletrodomésticos, móveis, com nível de atividade
ainda dois dígitos abaixo do patamar pré-pandemia.
Distância do patamar pré-pandemia nas grandes categorias:
Bens de capital: 16,1% acima do patamar pré-pandemia
Bens intermediários: 1,9% acima do patamar pré-pandemia
Bens de consumo duráveis: 23,1% abaixo do patamar pré-pandemia
Bens de consumo semiduráveis e não duráveis: 8,5% abaixo do patamar pré-pandemia
Perspectivas
A indústria brasileira continua sendo impactada pela alta dos preços
das matérias-primas, falta de insumos e restrições de oferta. A piora do
cenário externo, devido a guerra na Ucrânia, tem atrapalhado as
perspectivas para o ano, em razão das preocupações com a desaceleração
da economia e maior inflação global.
“Além
disso, a inflação vem diminuindo a renda disponível e os juros sobem e
encarecem o crédito. Também o mercado do trabalho, que apresenta alguma
melhora, ainda mostra índices como uma massa de rendimentos que não
avança”, destacou Macedo.
Em nota, a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) alertou
para a perda de fôlego da indústria. "A indústria de transformação, que é
sensível ao aumento dos juros através do canal de crédito, é impactada
expressivamente, adiando uma vez mais seu plano de voo. Ademais, a
inflação elevada aumenta também a preocupação dos empresários com a
queda no consumo", afirmou.