Objetivo:
“Projetando o futuro e o desenvolvimento autossustentável da sua empresa, preparando-a para uma competitividade e lucratividade dinâmica em logística e visão de mercado, visando sempre e em primeiro lugar, a satisfação e o bem estar do consumidor-cliente."
Vítimas poderão recuperar arquivos sem pagar o resgate. Sistemas brasileiros também foram atacados, segundo investigadores. ===+===.=.=.= =---____--------- ---------____------------____::_____ _____= =..= = =..= =..= = =____ _____::____-------------______--------- ----------____---.=.=.=.= +==== Por Altieres Rohr É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos Postado em 17 de junho de 2021 às 11h00m |||==---____ ____-------___ ___ _____ ___-- ________ ____::__||| .| .Post.- N.\ 9.857. |. |||.__-_____ _____ ____ ______ ____- _|||
Sites do vírus Avaddon foram retirados do ar e chaves de decifragem
foram enviadas a especialistas. — Foto: Armin Hanisch/Freeimages.com
Especialistas identificaram que os servidores da infraestrutura do vírus de resgate Avaddon não estão mais disponíveis
e que o site na "deep web" usado para negociar os pagamentos também foi
retirado do ar, indicando que as operações foram encerradas.
O conteúdo publicado por perfis que os criadores do vírus mantinham em fóruns de hackers também foi eliminado.
Um arquivo contendo 2.934 chaves de decifragem também foi enviado ao
site "Bleeping Computer", que é especializado em segurança e tem
destaque na cobertura de ataques desse tipo de praga digital. A mensagem
tinha um remetente anônimo.
Os vírus de resgate embaralham os arquivos dos sistemas atacados e
exigem que a vítima pague para receber uma ferramenta capaz de desfazer o
estrago. No entanto, com as chaves divulgadas, é possível criar uma ferramenta que recupere os dados sem o pagamento.
Esse trabalho já foi realizado pela Emsisoft, que colocou a ferramenta em seu site. A ferramenta também poderá ser sugerida pelo site "No More Ransom", caso ele identificar um arquivo cifrado pelo Avaddon. É possível recuperar arquivos sequestrados por vírus de resgate?
Segundo autoridades policiais nos Estados Unidos e na Austrália, que
compilaram uma lista de países atacados pelo Avaddon, os hackers
atingiram alvos no Brasil.
Segundo a empresa de segurança Cybereason, os hackers enviavam e-mails
com anexos de extensão dupla (como".jpg.zip") para confundir o
destinatário e conseguir uma porta de entrada para a rede das empresas.
O Avaddon pertence ao grupo de vírus de resgate que tentam extrair dados dos sistemas das vítimas e ameaçam vazar as informações caso o pagamento seja negado.
Sendo assim, a recuperação dos sistemas nem sempre é o suficiente para anular o prejuízo causado pelo vírus.
Contudo, a queda do site onde o Avaddon listava suas vítimas também
significa que essas informações não estão mais acessíveis, embora seja
possível que elas voltem ao ar em outro canal.
Além do Brasil, da Austrália e dos Estados Unidos, o vírus também atingiu diversos países na Europa e no Oriente Médio. Site do Avaddon onde vítimas podiam obter informações específicas e
negociar pagamento com criminosos. — Foto: Reprodução/Cybereason
Atividade encerrada após um ano
O Avaddon foi descoberto em junho de 2020,
mas não chamou muita atenção até maio de 2021, quando o FBI e a polícia
australiana publicaram o alerta sobre a atividade dos criminosos.
Segundo dados da empresa de segurança Recorded Future, o Avaddon se tornou um dos vírus mais ativos após esse aumento nos ataques – até ele ser repentinamente desativado.
Ainda de acordo com a empresa, os hackers haviam anunciado a pretensão
de mudar o funcionamento do ransomware para um modelo "privado",
abandonando o formato "ransomware como serviço", em que muitos
criminosos podem atuar para instalar o vírus nas redes de empresas.
Alguma mudança no vírus de resgate já era esperada após essa
movimentação, mas não havia indícios de que a operação seria
definitivamente encerrada.
É o segundo vírus de resgate que encerra suas operações em pouco mais
de um mês. Pouco após atacar o oleoduto da Colonial Pipeline nos Estados
Unidos, os operadores do vírus DarkSide também "fecharam as portas", alegando pressão das autoridades.
Especialistas chegaram a cogitar a possibilidade de que os responsáveis
pelo DarkSide teriam tentado fugir com o dinheiro para dar "calote" nos
"afiliados" que ainda deveriam receber sua comissão referente aos
ataques que ajudaram a realizar.
O FBI revelou depois que estava de fato monitorando esses invasores e
que conseguiu interceptar as criptomoedas pagas como resgate pela
Colonial Pipeline. Porém, nenhuma prisão foi realizada.
Ordem dos Illuminati ou dos Illuminati da Baviera? Veja o que se sabe sobre a famosa organização clandestina. ===+===.=.=.= =---____--------- ---------____------------____::_____ _____= =..= = =..= =..= = =____ _____::____-------------______--------- ----------____---.=.=.=.= +==== Por Emma Slattery Williams, BBC 14/06/2021 08h42 Atualizado há uma hora Postado em 14 de junho de 2021 às 09h45m |||==---____ ____-------___ ___ _____ ___-- ________ ____::__||| .| .Post.- N.\ 9.856. |. |||.__-_____ _____ ____ ______ ____- _|||
Emblema dos Illuminati da Baviera — Foto: BBC
Illuminati é o nome dado tanto a uma sociedade real formada há 245 anos, quanto a uma sociedade fictícia.
A versão fictícia até hoje alimenta teorias de conspiração, incluindo alegações de que se trataria de uma organização global secreta e misteriosa cuja intenção seria dominar o mundo.
Supostamente, eles estariam por trás de algumas das maiores revoluções e assassinatos da história.
Mas quem realmente eram os Illuminati? É verdade que eles controlam o planeta?
Veja o que se sabe sobre esta que se tornou uma das sociedades secretas mais fascinantes da história.
1. Quem eram os Illuminati originais?
A Ordem dos Iluminados, ou Illuminati, foi uma sociedade secreta formada na Baviera (hoje parte da Alemanha contemporânea) que existiu de 1776 a 1785. Seus membros originalmente se referiam a si próprios como perfetibilistas.
O grupo foi inspirado pelos ideais do Iluminismo e fundado pelo professor de direito canônico Adam Weishaupt (1748-1830). Ele queria promover a educação da razão e da filantropia e se opor à superstição e à influência religiosa na sociedade.
Weishaupt buscava mudar a forma como os Estados eram governados na Europa, removendo a influência da religião no governo e dando ao povo uma nova fonte de "iluminação", ou esclarecimento.
Acredita-se que a primeira reunião dos Illuminati da Baviera ocorreu em uma floresta perto de Ingolstadt em 1º de maio de 1776. Lá, cinco homens estabeleceram as regras que orientariam a ordem secreta.
Com o tempo, os objetivos do grupo se concentraram em influenciar decisões políticas e mudar instituições como a monarquia e a Igreja.
Alguns membros dos Illuminati se juntaram aos maçons para recrutar novos membros.
Um pássaro conhecido como a 'coruja de Minerva' (Minerva é a antiga deusa romana da sabedoria) acabou se tornando seu símbolo principal. Coruja europeia era animal sagrado da deusa Atenas na mitologia grega; na cultura romana, era o pássaro de Minerva — Foto: Getty Images via BBC
2. Qual é a relação entre os Illuminati e os maçons?
Os maçons são uma ordem que se desenvolveu a partir de agremiações de construtores de catedrais da Idade Média.
Em alguns países, especialmente nos Estados Unidos, existe uma certa paranoia histórica sobre os maçons. Em 1828, um movimento político conhecido como Partido Antimaçônico foi estabelecido com o único objetivo de combater a ordem.
Como os Illuminati recrutaram originalmente os maçons, os dois grupos costumam ser confundidos um com o outro.
3. Como era possível se unir aos Illuminati?
Representação do século 19 de um ritual de iniciação Illuminati. Na verdade, poucos detalhes sobre verdadeira natureza da cerimônia são conhecidos — Foto: Getty Images via BBC
Para se juntar aos Illuminati, você precisava ter o consentimento total dos outros membros, possuir riqueza e ter uma boa reputação dentro de uma família considerada adequada.
Além disso, havia um sistema hierárquico para os membros dos Illuminati.
Depois de entrar como "novato", você se graduaria como "minerval" e depois para um "iluminado minerval". Mais tarde, essa estrutura se tornou mais complicada, exigindo 13 graus de iniciação para se tornar um membro.
4. Os Illuminati tinham rituais?
Eles faziam rituais – embora a maioria permaneça desconhecida – e usavam pseudônimos para manter as identidades dos membros em segredo.
No entanto, graças a documentos secretos apreendidos, sabe-se como os novatos conseguiam passar para um nível superior na hierarquia dos Illuminati:
Produzir um relatório sobre todos os livros que possuíam
Escrever uma lista de seus próprios pontos fracos
Revelar os nomes de seus próprios inimigos.
O novato então prometia sacrificar interesses pessoais pelo bem da sociedade.
5. O que é o olho que tudo vê?
Pirâmide e "olho que tudo vê", símbolos usados no Grande Selo dos Estados Unidos (usado para autenticações) e impressos em papel-moeda no país. — Foto: Getty Images via BBC
O "Olho da Providência", um símbolo que lembra um olho dentro de um triângulo, aparece em igrejas ao redor do mundo, bem como em edifícios maçônicos e na nota de um dólar americano.
Além de ser associado à Maçonaria, também foi associado aos Illuminati como um símbolo do controle e vigilância do mundo pelo grupo.
Originalmente um emblema cristão, "o olho que tudo vê" tem sido usado em pinturas para representar a vigilância de Deus sobre a humanidade.
No século 18, começou a ser usado de novas maneiras, por exemplo, na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de Jean-Jacques-François Le Barbier (1738-1826), uma versão ilustrada do documento de direitos humanos aprovado pela Assembleia Nacional Constituinte de França em 1789.
Nesse caso, indicava um instrumento que representava o policiamento de uma nação que há pouco tempo havia se tornado democrática.
Não há uma ligação oficial entre o olho que tudo vê e os Illuminati; a conexão atribuída a eles provavelmente se deve ao fato de que o grupo original compartilhava semelhanças com os maçons, que usavam a imagem como símbolo de Deus
6. Os Illuminati conseguiram dominar o mundo?
Algumas pessoas acreditam que os Illuminati controlam o mundo hoje. Segundo essa tese, eles seriam tão discretos que conseguiriam ter todo esse poder sem que a sociedade tivesse clareza sobre isso.
Como muitos membros da Ordem dos Illuminati se misturaram aos maçons e vice-versa, é difícil julgar o sucesso dos Illuminati, mas a maioria dos historiadores acredita que o grupo original só conseguiu ter uma influência moderada.
7. Houve algum membro famoso entre os Illuminati?
Em 1782, os Illuminati haviam crescido para cerca de 600 membros, incluindo nobres alemães como o Barão Adolph von Knigge, que, como ex-maçom, ajudou a moldar a organização e a expansão do grupo.
Inicialmente, os alunos de Weishaupt eram os únicos membros, mas médicos, advogados e intelectuais logo passaram a fazer parte.
Em 1784, estima-se que havia entre 2 mil e 3 mil membros Illuminati. Algumas fontes dizem que o renomado escritor Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832) também aderiu ao grupo, mas isso é contestado.
8. Os Illuminati desapareceram?
Em 1784, Karl Theodor, duque da Baviera, proibiu a criação de qualquer tipo de sociedade que não fosse previamente autorizada por lei. No ano seguinte, ele aprovou uma segunda regra, proibindo expressamente a existência dos Illuminati.
Durante a prisão de membros suspeitos dos Illuminati, documentos comprometedores (defendendo ideias como ateísmo e suicídio) foram encontrados em sua posse, bem como instruções para a realização de abortos.
Isso cimentou a crença de que o grupo era uma ameaça tanto para o Estado quanto para a Igreja.
Depois disso, a Ordem dos Illuminati parece ter desaparecido, embora alguns acreditem que ela continue ativa.
9. O que aconteceu com Adam Weishaupt?
Johann Adam Weishaupt (1748-1830), filósofo alemão, fundador da Ordem da Sociedade Secreta dos Illuminati. — Foto: Getty Images via BBC
Adam Weishaupt acabou sendo destituído de seu posto na Universidade de Ingolstadt.
Depois de ser exilado da Baviera, ele passou o resto de sua vida em Gotha, na Turíngia (Alemanha), e morreu em 1830.
10. Por que o mito dos Illuminati continuou vivo?
A partir do momento em que foram dissolvidos, as teorias da conspiração sobre os Illuminati começaram a se estabelecer.
Em 1797, o padre jesuíta Augustin Barruel sugeriu que sociedades secretas como a Ordem dos Illuminati haviam liderado a Revolução Francesa. Barruel é considerado o pai da Antimaçonaria.
O primeiro presidente dos EUA, George Washington (1732-1799), escreveu uma carta no ano seguinte dizendo acreditar que a ameaça dos Illuminati havia sido evitada, acrescentando mais combustível à ideia de que a ordem ainda existia.
Livros e sermões condenando o grupo continuaram aparecendo, e o terceiro presidente dos Estados Unidos, Thomas Jefferson (1743-1826), foi falsamente acusado de ser um de seus membros.
11. Por que tanta gente ainda acredita nos Illuminati hoje em dia?
A ideia da existência de Illuminatis dominando o mundo nunca desapareceu totalmente e ainda se insinua na cultura popular.
Em 1963, um texto chamado "Principia Discordia" foi publicado, promovendo um sistema de crenças alternativo conhecido como 'Discordianismo'. O conteúdo apelava à anarquia e à desobediência civil perpetrando informações falsas, e entre seus seguidores estava o escritor Robert Anton Wilson (1932-2007).
Alguns seguidores do discordianismo enviaram cartas falsas a revistas afirmando que eventos como o assassinato do presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy (1917-1963), havia sido obra dos Illuminati.
Wilson posteriormente publicou um livro com Robert Shea, "The Illuminatus! Trilogy", que se tornou um sucesso e inspirou um novo gênero de ficção de conspiração, incluindo o romance do americano Dan Brown (e filme subsequente)"Anjos e Demônios".
Nestas obras, os Illuminati também estavam ligados ao satanismo e a outros ideais que estavam muito distantes daqueles associados ao grupo bávaro original do século 18.
12. O que é a nova Ordem Mundial e como ela se conecta aos Illuminati?
Aqueles que acreditam na teoria de uma Nova Ordem Mundial defendem a ideia de que um grupo de pessoas da elite global estaria tentando governar o mundo.
Além dos presidentes dos Estados Unidos, várias estrelas pop foram acusadas de serem membros, incluindo até Beyoncé e Jay-Z. Ambos negam as acusações.
Por razões desconhecidas, o núcleo interno do nosso planeta, uma massa compacta de ferro e níquel, está crescendo mais rápido de um lado que do outro. ===+===.=.=.= =---____--------- ---------____------------____::_____ _____= =..= = =..= =..= = =____ _____::____-------------______--------- ----------____---.=.=.=.= +==== Por BBC 15/06/2021 07h36 Atualizado há 2 horas Postado em 15 de junho de 2021 às 09h45m |||==---____ ____-------___ ___ _____ ___-- ________ ____::__||| .| .Post.- N.\ 9.855. |. |||.__-_____ _____ ____ ______ ____- _|||
Núcleo da Terra é uma 'cápsula do tempo' — Foto: Getty via BBC
A milhares de quilômetros embaixo da terra está ocorrendo um fenômeno científico que ninguém sabe explicar.
É que o núcleo interno do nosso planeta, uma massa compacta de ferro e
níquel, está crescendo mais rápido de um lado que do outro.
Um estudo realizado por sismólogos da Universidade da Califórnia, em Berkeley,
nos Estados Unidos, e publicado na revista científica Nature
Geoscience, revelou que a área do núcleo, localizada numa zona abaixo do
mar de Banda, na Indonésia, é maior que a parte que se encontra no
outro extremo, debaixo do Brasil.
Por meio de simulações de computador, os especialistas criaram uma
espécie de mapa que mostra o crescimento do núcleo da Terra durante os
últimos 1 bilhão de anos.
E chegaram à conclusão que ele se comportou num "padrão
desequilibrado", com novos "cristais de ferro" que se formam mais
rapidamente do seu lado asiático.
"O lado oeste tem aparência diferente do lado leste até o centro, não
só na parte superior do núcleo interno, como alguns sugeriram. A única
maneira de explicar isso é que um lado esteja crescendo mais rápido que o
outro", disse Daniel Frost, um dos cientistas que participaram da
pesquisa, em um comunicado.
De acordo com os especialistas, esse fenômeno tem implicações para o
campo magnético da Terra (que nos protege das partículas perigosas doSol).
Isso porque o campo magnético é formado pela convecção no núcleo
externo, impulsionada pela liberação de calor do núcleo interno.
As evidências
O interior da Terra
é formado por camadas parecidas com as de uma cebola. A última delas (a
mais profunda) é o núcleo interno sólido de ferro e níquel, que tem um
raio de 1.200 km, aproximadamente três quartos do tamanho da Lua.
Ele é rodeado por um núcleo externo fluido de ferro fundido e níquel,
de aproximadamente 2,4 mil km de espessura. O núcleo externo, por sua
vez, é circundado por um manto de rocha quente com 2,9 mil km de
espessura e coberto por uma fina crosta rochosa fria na superfície.
Por meio do estudo de ondas sísmicas, os especialistas analisam como se
comportam essas camadas, mas faz anos que têm notado que as ondas não
se distribuem na mesma direção quando viajam entre os polos e na zona
equatorial.
Essa suposição foi a base para a compreensão de que poderia haver uma
certa diferença no núcleo da Terra, responsável por esse fenômeno.
"O movimento do ferro líquido no núcleo externo retira o calor do
núcleo interno, fazendo com que ele congele", disse Frost na revista
científica Live Science.
"Isso significa que o núcleo externo tem recebido mais calor do lado
leste (sob a Indonésia) do que do oeste (sob o Brasil)", acrescentou.
Segundo o cientista, a melhor forma de visualizar o que está
acontecendo a milhares de quilômetros de profundidade é imaginar um
corte do tronco da árvore formado por anéis de crescimento que partem de
um ponto central.
O centro dos anéis, neste caso, seria deslocado do centro da árvore, de
modo que os círculos fiquem mais espaçados no lado leste da árvore e
mais próximos no lado oeste.
No entanto, este crescimento mais rápido sob o Mar da Indonésia não deixou o núcleo desequilibrado, explicam os cientistas.
A gravidade distribui o novo crescimento uniformemente, mantendo o
núcleo interno esférico e expandindo seu raio em média um milímetro por
ano.
A idade do núcleo
As simulações por computador permitiram também aos sismólogos
estabelecer uma data mais precisa para a formação do núcleo terrestre.
E sabe-se que o núcleo se formou quando a Terra já havia se organizado,
aparentemente a partir da concentração de metais como ferro e níquel.
"Determinamos limites bastante flexíveis para a idade do núcleo
interno, entre 500 e 1,5 bilhão de anos, o que pode ajudar no debate
sobre como o campo magnético foi gerado antes que o núcleo interno
sólido existisse", disse Barbara Romanowicz, outra pesquisadora que
participou do estudo.
"Sabemos que o campo magnético já existia 3 bilhões de anos atrás,
então outros processos devem ter conduzido a convecção no núcleo externo
naquela época", acrescentou.
De acordo com a pesquisa, a idade mais jovem do núcleo interno pode
significar que, no início da história da Terra, o calor que fervia o
núcleo do fluido vinha de elementos leves que se separaram do ferro, não
da cristalização deste metal.
Além da falta de água nas torneiras de casa, da conta de luz mais cara e do risco de apagão, a seca pode ter impactos significativos na economia brasileira, de acordo com pesquisador. Três fenômenos explicam a redução de chuvas em todo o Brasil; entenda. Sabesp diz que demanda por água na região metropolitana é menor do que em 2014. ===+===.=.=.= =---____--------- ---------____------------____::_____ _____= =..= = =..= =..= = =____ _____::____-------------______--------- ----------____---.=.=.=.= +==== Por Bárbara Muniz Vieira, G1 SP — São Paulo 14/06/2021 05h56 Atualizado há 6 horas Postado em 14 de junho de 2021 às 12h00m |||==---____ ____-------___ ___ _____ ___-- ________ ____::__||| .| .Post.- N.\ 9.854. |. |||.__-_____ _____ ____ ______ ____- _|||
Sistema Cantareira: Vista da Represa do Jaguari, em Jacareí, em foto de
2 de junho de 2021. — Foto: LUIS LIMA JR/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Cinco estados brasileiros, entre eles São Paulo, enfrentam o que já é
considerada a pior seca em 91 anos, de acordo com um comitê de órgãos do
governo federal, que emitiu pela primeira vez na história um alerta de emergência hídrica para o período de junho a setembro. Mas por que tem chovido menos?
De acordo com especialistas, três fenômenos explicam a falta de chuvas no Brasil:
O desmatamento da Amazônia;
O aquecimento global causado por queima de combustíveis fósseis;
O fenômeno natural La Niña
Além da falta de água nas torneiras de casa, da conta de luz mais cara
e do risco de apagão, a seca pode ter impactos significativos na
economia brasileira, de acordo com o cientista Paulo Artaxo, doutor em
física atmosférica pela Universidade de São Paulo (USP) e estudioso da
Amazônia há 37 anos.
“Estamos
em uma trajetória que está colocando em xeque a economia brasileira. A
economia quase que exclusivamente baseada em carne e soja pode não ser
mais viável em 10 anos. Qual é o futuro do Brasil que queremos? O futuro
como exportadores de carne e soja está comprometido. Queremos um país
com riscos de vulnerabilidade tão fortes, que pode quebrar com uma seca?
Além disso, se os países não pararem de queimar combustível fóssil, o
Brasil está perdido”, afirma.
O déficit de chuvas atual já é considerado severo, segundo Sistema
Nacional de Meteorologia (SNM), que representa o comitê de órgãos do
governo federal. O alerta emitido vale para os estados que se localizam na bacia do Rio Paraná: São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná.
No caso de São Paulo, o paulistano ainda tem fresco na memória o que
foi o desabastecimento de água na capital de 2014 a 2015. No final de
maio de 2014, quando houve crise hídrica, o volume do Sistema Cantareira
atingiu 3,6% de sua capacidade, e a Sabesp passou a operar bombeando
água do chamado volume morto.
No vídeo abaixo, veja quando o governo emitiu alerta de crise hídrica para cinco estados: Governo emite alerta para crise hídrica em cinco estados
Trata-se de uma reserva com 480 bilhões de litros de água situada
abaixo das comportas das represas do Cantareira. Até então, essa água
nunca tinha sido usada para atender a população.
Só o Cantareira abastece, por dia, cerca de 7,5 milhões de pessoas, ou
46% da população da Região Metropolitana de São Paulo, segundo a Agência
Nacional de Águas (ANA), órgão que regulamenta o setor.
Começo de ano seco
No primeiro trimestre deste ano, o volume de chuva na região que abastece o Sistema Cantareira foi o mais baixo desde o final dacrise hídrica, em 2016, e ficou abaixo do registrado no primeiro trimestre de 2013.
As chuvas de verão são importantes para garantir a recarga dos
mananciais e, assim, haver água suficiente para atravessar os meses mais
secos do ano.
Por isso é preocupante que tenha chovido pouco nos primeiros meses de
2021, de acordo com análise de Pedro Luiz Côrtes, professor do Programa
de Pós-Graduação em Ciência Ambiental do Instituto de Energia e Ambiente
(IEE) da Universidade de São Paulo (USP).
Há risco de haver nova seca e crise de abastecimento em 2022, já que
teremos uma redução das chuvas com o início do período de estiagem. A
Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) nega
haver possibilidade de desabastecimento.
Neste domingo (13), o Cantareira operava com 46,6% de sua capacidade,
menos de dez pontos percentuais do que foi registrado no mesmo dia de
junho de 2013, pré-crise hídrica.
Entenda os fenômenos que afetam o volume de chuvas:
Desmatamento na Amazônia
Sim, o desmatamento da Amazônia é uma das causas para chover menos na
região central do Brasil, inclusive no estado de São Paulo. Uma das
provas disso aconteceu em agosto de 2019, quando uma chuva preta caiu na capital paulista e o dia "virou noite".
Na época, o Climatempo disse que a fumaça proveniente de queimadas na
região amazônica, dos estados do Acre e Rondônia e da Bolívia, chegou a
São Paulo pela ação dos ventos, o que causou a chuva preta e a escuridão
na capital.
Esses ventos que muitas vezes trazem chuva para São Paulo vêm da região equatorial do Oceano Atlântico e são chamados de ventos alísios.
Eles trazem a umidade do oceano no sentido leste a oeste e, chegando na
Amazônia, essa umidade se precipita em forma de chuva. Essa chuva
hidrata o solo e é absorvida pelas raízes mais profundas das grandes
árvores, que são essenciais nesse processo.
As árvores drenam a umidade e por meio da transpiração, devolvem a umidade para o ar, de forma que o ciclo de umidade e chuva vai se repetindo levada pelos ventos, de acordo com Cortês, da USP.
“A soja ou a pastagem, por exemplo, não têm raízes profundas e não
conseguem desempenhar o mesmo papel. Com a intensificação do
desmatamento, a floresta corre o risco de entrar em um ciclo em que
perde a capacidade de manutenção da umidade atmosférica e esse processo
pode tornar-se irreversível”, explica.
Depois de passarem pela Amazônia e se “recarregarem” com a umidade da
floresta, os ventos seguem o caminho em direção à Cordilheira dos Andes.
Ao se encontrarem com a formação rochosa do local, “fazem a curva” em
direção à região central do Brasil, chegando ao Sudeste e Sul.
Por onde passam, esses ventos, se forem úmidos, trazem chuva – daí o nome popular de rios voadores para o que os cientistas chamam de Ventos de Zona de Convergência do Atlântico Sul.
Porém,
com cada vez menos árvores na Amazônia, há cada vez menos umidade para
os ventos “transportarem” e cada vez menos chuva no Centro-Oeste,
Sudeste e Sul.
Mesmo que a floresta seja restaurada, demora-se anos para que as
árvores criem raízes profundas para desempenhar o mesmo papel das que
vem sendo devastadas. Uma plantação de soja não desempenha o mesmo papel da floresta nativa. Infográfico simplificado mostra importância de floresta amazônica para chuvas no Brasil central — Foto: G1
A situação é preocupante. A taxa anual de desmatamento da Amazônia,
calculada via monitoramento de satélite pelo Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais (taxa Prodes), voltou a crescer a partir de 2015,
saltando para mais de 11 mil quilômetros quadrados em 2020.
“O que tem acontecido é que os ventos continuam soprando, mas geram
menor quantidade de chuvas na região central e isso tem afetado
reservatórios como Serra da Mesa, Furnas, Emborcação e Itumbiara. São
reservatórios que estão com níveis baixos e isso não é uma situação
sazonal ou eventual, isso já vem acontecendo nos últimos 8 a 10 anos”, afirma Côrtes.
Prejuízo
Um estudo publicado em maio deste ano na prestigiada revista científica
Nature Communications por pesquisadores da Universidade Federal de
Minas Gerais (UFMG) e outras fez um cálculo usando as áreas desmatadas
no sul da Amazônia para saber o quanto isso reduziu a precipitação de
chuvas e quanto trouxe de prejuízo.
Trata-se da região que mais sofreu com a expansão agrícola e madeireira no país e que concentra a maior parte das terras cultiváveis e de pastagens da região.
O estudo demonstrou que o avanço do desmatamento da Amazônia é
economicamente prejudicial para a agricultura da região, já que a
prática reduz o volume anual de chuvas, essencial para as plantações. O prejuízo chega a U$ 1 bilhão por ano.
Segundo os pesquisadores, essa redução avança de tal modo que, em
breve, se nada for feito, poderá inviabilizar o lucrativo sistema de
dupla safra hoje praticado na região. Desmatamento na Amazônia atingiu em 2020 o maior índice dos últimos 12 anos — Foto: Getty Images via BBC
Aquecimento global
O aumento global da temperatura e a alteração global no ciclo
hidrológico está impactando o Brasil fortemente, reduzindo as chuvas
principalmente no Nordeste brasileiro e na região central, segundo
Artaxo.
“Essas
não são projeções para o futuro, é o que já está acontecendo hoje.
Todos os modelos climáticos mostram que o aumento da temperatura reduz a
precipitação no Brasil central. E o que estamos observando é que essa
seca na maior parte do país é uma combinação de todos esses impactos
juntos”, afirma o professor.
Uma das previsões mais óbvias do aquecimento global é que em algumas
áreas continentais, em particular o Nordeste brasileiro e a região
central, vão se tornar mais secas, de acordo com Artaxo.
“A própria vazão do rio São Francisco diminuiu significativamente.
Regiões do Nordeste brasileiro que eram áreas semiáridas já estão se
tornando áridas. Não é previsão para o futuro, isso já está acontecendo
agora”, afirma.
Atualmente o
aquecimento global é causado principalmente por emissões da queima de
combustíveis fósseis, como carvão, petróleo e gás natural.
Calcula-se que 83% de todos os gases de efeito estufa lançados na
atmosfera vêm da queima de combustível fóssil e 17% das emissões globais
vêm de desmatamento de florestas tropicais. O Brasil é de longe o maior
emissor de gases de efeito estufa por causa do desmatamento, de acordo
com o pesquisador.
“Os gases de efeito estufa já aumentaram em 1,4 grau a temperatura no
Brasil central e estamos indo na trajetória de ter um aumento de
temperatura de 3 a 4 graus. Isso vai reduzir significativamente a chuva e vai dificultar a produtividade agrícola.”
Para frear esse processo, segundo o professor, é preciso fazer muito mais do que economizar água.
“O
que tem de fazer são duas coisas: parar o desmatamento da Amazônia e
fazer pressão nos países desenvolvidos para que eles reduzam a emissão
de gases de efeito estufa com a queima de combustíveis fósseis. Sem isso
a gente vai ficar enxugando gelo", afirma Artaxo.
"É perigoso entrar nesse argumento de economizar água. Nós vamos ter de
economizar água nos próximos 50 anos? Mesmo que pararmos de desmatar a
Amazônia hoje, se os países desenvolvidos não pararem de queimar
combustíveis fósseis, o Brasil vai continuar a se tornar cada vez mais
seco."
La Niña
Um fenômeno natural responsável por chover menos na Região Sul do
Brasil é o La Niña. A última vez que ele chegou ao país foi no segundo
semestre de 2020 e durou até o começo de maio de 2021, provocando uma
estiagem severa no Sul, que atingiu também o estado de São Paulo.
O La Niña é um fenômeno que, ao contrário do El Niño, diminui a
temperatura da superfície das águas do Oceano Pacífico tropical central e
oriental. Mas, assim como o El Niño, gera uma série de mudanças
significativas nos padrões de precipitação e temperatura no planeta.
O que acontece é que o La Niña muda o padrão de ventos na região
equatorial, que se tornam mais ou menos intensos, e isso muda a chegada
das frentes frias da região sul em direção a São Paulo.
Assim, o fenômeno reduz as chuvas na porção Sul do Brasil,
e isso pode ter repercussão em São Paulo dependendo de sua intensidade.
Ao mesmo tempo, o La Niña leva mais chuva ao Norte e ao Nordeste. Em
2021, especificamente, isso já vem ocorrendo com intensidade maior no
Norte, de acordo com Côrtes. Infográfico simplificado mostra os efeitos no clima causados pelo La Niña — Foto: G1
O déficit de chuvas na região metropolitana de São Paulo deve continuar
nos próximos meses, que são tradicionalmente mais secos, e avançar
inclusive para o verão, quando normalmente chove mais, de acordo com
Côrtes.
"O prognóstico é ruim. Estamos
em um período de estiagem que está ainda mais seco que o usual. Quando
voltar o período de chuvas em outubro, o prognóstico é que haverá um
novo La Niña, então novamente a região sul vai ser comprometida com
menos chuvas. Tudo indica que teremos primavera e verão tão secos quanto
no ano passado e começo deste ano, e novamente teremos dificuldade de
recarga nos reservatórios”, diz Côrtes.
Esse cenário de estiagem permanece a até o segundo semestre do ano que
vem, de acordo com o especialista. Na região central, em Goiás e Minas, o
prognóstico é de redução da estiagem com a chegada do verão.
“Alguns reservatórios vão conseguir acumular água, mas não a ponto de
reverter a situação. Se tivermos a entrada de um El Niño no ano que vem,
logo após o término do La Niña, ele só vai fazer efeito no segundo
semestre de 2022, trazendo chuvas”, afirma Côrtes.
Em nota, a Sabesp afirmou que modelos de previsão climáticas têm
limitações e vêm apontando chuvas inferiores às médias. Por isso, a
Companhia reforça a importância sobre uso consciente da água não só na
estiagem, mas em qualquer época do ano, tema de campanhas permanentes da
empresa.
De acordo com a Sabesp, "não há risco de desabastecimento neste momento
na Região Metropolitana de São Paulo, mas a Companhia reforça a
necessidade do uso consciente da água."
"É importante destacar ainda que a demanda atualmente na RMSP é
inferior à registrada antes da crise de 2014 (como resultado da mudança
de hábitos pela população e das campanhas permanentes de uso
consciente): 70 mil L/s no primeiro trimestre de 2013, ante 63 mil L/s
no primeiro trimestre de 2021."
"A Sabesp vem realizando nos últimos anos ações que estão ampliando a
segurança hídrica e tornando o sistema de abastecimento da Região
Metropolitana de São Paulo mais resiliente, com destaque para:
• Integração do sistema, envolvendo 155 reservatórios e 10 áreas de
interligações, o que permite transferências rotineiras entre regiões,
conforme a necessidade operacional. A capacidade de transferência de
água tratada foi ampliada em 300% desde 2014;
• Interligação Jaguari-Atibainha, que traz água da bacia do rio Paraíba do Sul para o sistema Cantareira;
• Novo Sistema Produtor São Lourenço;
• Centro de Controle dos Mananciais (CCM), com sistemas automatizados
para acompanhamento de níveis dos reservatórios e pluviometria e tomada
de decisões."
"Estão em andamento atualmente:
• A interligação do rio Itapanhaú, principal obra para reforçar a
segurança hídrica na RMSP, inicia operação no fim de 2021 transferindo
400 L/s desse rio para o Sistema Alto Tietê. Até julho de 2022, serão em
média 2,0 mil L/s;
• As interligações Rio Grande-Taiaçupeba e a Guaió-Taiaçupeba serão
reativadas em 2021 após terem suas estruturas modernizadas;
• Está ativa a campanha Cuide Bem da Água, Cuide Bem de Você, sobre uso consciente."