Total de visualizações de página

quinta-feira, 1 de abril de 2021

Produção industrial cai 0,7% em fevereiro, após 9 altas seguidas

= =---____------- ===  ----                                            -----________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::________                       --------- ====  -----------____---= =


Em 12 meses, setor acumula queda de 4,2%, segundo o IBGE. No ano, ainda tem alta de 1,3%.
= =---____------- ===  ----                                            -----________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::________                       --------- ====  -----------____---= =
Por Darlan Alvarenga

Postado em 01 de abril de 2021 às 10h00m


|       .      Post.- N.\ 9.744       .      |
|||.__-_____    _____ ____    ______    ____- _||

Fábrica de peças para tratores em Piracicaba (SP) — Foto: Edvaldo de Souza/ EPTV
Fábrica de peças para tratores em Piracicaba (SP) — Foto: Edvaldo de Souza/ EPTV

A produção industrial brasileira caiu 0,9% em fevereiro, na comparação com janeiro, interrompendo uma sequência de 9 altas consecutivas, segundo divulgou nesta quinta-feira (1º) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com fevereiro de 2020, porém, houve avanço de 0,4% – sexta taxa positiva consecutiva nessa base de análise.

Em 12 meses, o setor acumula uma queda de 4,2%. No ano, ainda tem alta de 1,3%.

Produção industrial mensal  — Foto: Economia G1
Produção industrial mensal — Foto: Economia G1

O resultado veio pior que o esperado. As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de alta de 0,4% na variação mensal e de 1,5% na base anual.

Nos últimos meses nós já vínhamos observando uma mudança de comportamento nos índices da indústria, que, embora ainda estivessem positivos, já apresentavam uma curva decrescente, demonstrando um arrefecimento, afirmou o gerente da pesquisa, André Macedo.

Segundo o IBGE, com a interrupção da sequência de altas, o setor se encontra agora 13,6% abaixo do patamar recorde alcançado em maio de 2011 e 2,8% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020).

A média móvel trimestral para o total da indústria mostrou variação positiva de 0,2% no trimestre encerrado em fevereiro, depois de registrar alta de 0,7% em janeiro e de 0,9% em dezembro (0,9%).

Indústria brasileira recua 0,7% em fevereiro e registra 1ª queda após nove altas seguidas
Indústria brasileira recua 0,7% em fevereiro e registra 1ª queda após nove altas seguidas

O que puxou a queda

Em fevereiro, 3 das quatro das grandes categorias econômicas da indústria tiveram queda, com recuo em 14 dos 26 ramos pesquisados.

14 dos 26 ramos industriais pesquisados pelo IBGE tiveram queda em fevereiro — Foto: Economia G1
14 dos 26 ramos industriais pesquisados pelo IBGE tiveram queda em fevereiro — Foto: Economia G1

Entre as atividades, as quedas que mais pressionaram o resultado geral da indústria em fevereiro vieram de veículos (-7,2%) e indústrias extrativas (-4,7%).

O ramo de veículos vem sendo muito afetado pelo desabastecimento de insumos e matérias primas. Mesmo assim, a produção de caminhões vem tendo resultados positivos. Porém, a de automóveis e autopeças vem puxando o índice geral para o campo negativo, avaliou Macedo.

  • Duas das 4 grandes categorias econômicas acumulam queda no ano

Entre as grandes categorias econômicas, os bens de consumo duráveis (-4,6%) tiveram a maior queda na passagem de janeiro param fevereiro, sendo o segundo mês seguido de redução. A única alta foi na produção de bens intermediários (0,6%). Confira abaixo:

  • Bens de Capital: -1,5%
  • Bens Intermediários: 0,6%
  • Bens de Consumo: -1,1%
  • Duráveis: -4,6%
  • Semiduráveis e não Duráveis: -0,3%

No acumulado do ano, a maior alta acumulada no ano foi em bens de capital (16,6%), mas o segmento de bens intermediários (1,7%) também cresceu acima da média da indústria. Por outro lado, o setor de bens de consumo duráveis (-6,3%) teve a queda mais intensa, seguido por bens de consumo semi e não-duráveis (-1,1%).

Perspectivas

Segundo o IBGE, além do desabastecimento de matérias-primas, o grande número de desempregados, o aumento de preços, dificuldades no mercado internacional e a interrupção da concessão do auxílio emergencial no final do ano são alguns dos fatores que vêm influenciando a cadeia produtiva.

Apesar da recuperação observada nos últimos meses, partiu da indústria o segundo maior impacto negativo sobre o Produto Interno Bruno (PIB) em 2020, que despencou 4,1%. O setor teve queda de 3,5%, interrompendo dois anos seguidos de alta.

Indicadores antecedentes têm mostrado uma queda no ritmo da atividade econômica e da confiança de empresários e consumidores neste começo de ano em meio ao agravamento da pandemia e novas medidas restritivas.

Pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) mostrou que a confiança da indústria caiu em março para o menor nível desde agosto de 2020.

A XP prevê outra variação negativa da produção industrial em março, mas uma expansão de 0,3% no 1º trimestre. Em relatório a clientes, alertou que a escassez de insumos em alguns setores industriais permanece como um risco importante a ser monitorado. "Não prevemos problemas generalizados nas cadeias de suprimentos, o que corrobora nossa visão de que o declínio na produção industrial no curto prazo será muito mais suave do que o observado no 1º semestre de 2020", avaliou o economista Rodolfo Margato.

Economistas avaliam que uma melhora mais consistente do mercado de trabalho só deverá ser observada no segundo semestre, a depender também do avanço da vacinação e da redução das incertezas econômicas.

Para 2021, os analistas do mercado financeiro estimam uma alta do PIB em 3,18%, conforme o último Relatório Focus do Banco Central.

Um dia após Governo divulgar recorde de empregos, IBGE anuncia 14,3 milhões de desempregados
Um dia após Governo divulgar recorde de empregos, IBGE anuncia 14,3 milhões de desempregados

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================---------------------------------------------------------------------------------====-++------

terça-feira, 30 de março de 2021

Nova imagem revela detalhes de buraco negro 3 milhões de vezes maior que a Terra

= =---____------- ===  ----                                            -----________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::________                       --------- ====  -----------____---= =


Você se lembra que em 2019 vimos pela primeira vez como é um buraco negro? Agora podemos ver como é seu campo magnético.
= =---____------- ===  ----                                            -----________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::________                       --------- ====  -----------____---= =
TOPO
Por BBC

Postado em 30 de março de 2021 às 12h40m


|       .      Post.- N.\ 9.743       .      |
|||.__-_____    _____ ____    ______    ____- _||

2019: Astrônomos apresentam a primeira imagem de um buraco negro já registrada
2019: Astrônomos apresentam a primeira imagem de um buraco negro já registrada

Em 2019, astrônomos surpreenderam o mundo com a primeira imagem de um buraco negro.

Dois anos depois, eles nos revelam o que acontece no campo magnético que cerca esse famoso monstro gravitacional.

O objeto em estudo é o buraco negro gigante, ou supermassivo, localizado no centro da galáxia Messier 87 (M87), na constelação de Virgem, a 55 milhões de anos-luz da Terra.

Este buraco negro é três milhões de vezes maior que o nosso planeta, e tem uma massa de 6,5 ​​bilhões de vezes a do sol.

Com a nova imagem, os pesquisadores puderam estudar pela primeira vez a região no entorno do buraco, onde se localiza seu campo magnético.

"O que vemos é uma evidência crucial para entender como os campos magnéticos se comportam em torno dos buracos negros", disse em comunicado Monika Mościbrodzka, pesquisadora do Event Horizon Telescope (EHT, na sigla em inglês), uma colaboração de cerca de 300 cientistas que tornou possível a primeira imagem do buraco.

Imagem mostra luz saindo do buraco negro no centro da galáxia M87 — Foto: EHT COLLABORATION
Imagem mostra luz saindo do buraco negro no centro da galáxia M87 — Foto: EHT COLLABORATION

O que mostra a imagem?

O que a imagem mostra é o vórtice de ondas de luz geradas pelo campo magnético ao redor do buraco.

A imagem revela que uma parte significativa da luz em torno do buraco negro está polarizada devido à atração do campo magnético.

Isso significa que uma luz que normalmente viajaria em todas as direções (despolarizada) repentinamente se ordena e vai em apenas uma direção (polarizada) devido a uma força externa.

Nesse caso, a forte gravidade do buraco faz com que seu campo magnético se curve e faça com que as ondas de luz se polarizem, ou seja, oscilem em uma mesma direção ordenada.

Dessa forma, o campo magnético atua como um poderoso filtro polarizador que nos permite ver o que está acontecendo ao redor do buraco.

Os cientistas do EHT aproveitaram o fenômeno para observar melhor o que está acontecendo naquela área, da mesma forma que óculos escuros ou um filtro polarizado nas janelas de um carro nos permitem muitas vezes enxergar melhor.

O buraco está no centro da galáxia Messier 87, a 55 milhões de anos-luz da Terra — Foto: ESO
O buraco está no centro da galáxia Messier 87, a 55 milhões de anos-luz da Terra — Foto: ESO

O que é um buraco negro?

  • Um buraco negro é uma região do espaço onde a matéria colapsou sobre si mesma
  • A atração gravitacional é tão forte que nada, nem mesmo a luz, pode escapar
  • Os buracos negros surgem do desaparecimento explosivo de certas estrelas grandes
  • Mas alguns são realmente gigantescos e têm bilhões de vezes a massa do nosso sol.
  • Os buracos negros são detectados pela forma como influenciam seu entorno
Jatos de luz

As linhas que aparecem na imagem correspondem à luz polarizada no campo magnético do buraco negro. O que vemos são os raios polarizados que conseguem escapar do horizonte e eventos, que é a fronteira onde o buraco engole tudo que chega até ele.

A imagem mostra a intensidade e a direção desses raios descontrolados.

Um buraco negro engole a maior parte da matéria que o atinge, mas algumas partículas conseguem escapar e são lançadas ao espaço a grandes distâncias na forma de jatos.

Imagem mostra jatos de luz polarizada escapando do buraco negro — Foto: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)
Imagem mostra jatos de luz polarizada escapando do buraco negro — Foto: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)

Jatos de energia e matéria na forma de plasma (gás quente) escapando do M87 podem viajar cerca de 5 mil anos-luz de distância, bem além da própria galáxia, de acordo com o EHT.

Graças a esta nova imagem, os especialistas podem estudar pela primeira vez aquela região onde o buraco engole e ejeta a matéria.

"As observações sugerem que os campos magnéticos na borda do buraco negro são fortes o suficiente para puxar o gás quente, fazendo com que ele resista à atração gravitacional", explica Jason Dexter, pesquisador do EHT.

Com a nova imagem, informações ainda estão sendo coletadas para entender o grande monstro gravitacional M87.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================---------------------------------------------------------------------------------====-++------

segunda-feira, 29 de março de 2021

Galeria física de arte NFT é inaugurada em Nova York .

= =---____------- ===  ----                                            -----________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::________                       --------- ====  -----------____---= =


Imateriais por natureza, obras podem ser vistas em uma tela gigante ou por projeção. Entenda o que é NFT e como funciona registro de coleções digitais.
= =---____------- ===  ----                                            -----________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::________                       --------- ====  -----------____---= =
TOPO
Por France Presse

Postado em 29 de março de 2021 às 16h45m


|       .      Post.- N.\ 9.742       .      |
|||.__-_____    _____ ____    ______    ____- _||

Galeria física de arte NFT é inaugurada em Nova York — Foto: Timothy A. Clary / AFP
Galeria física de arte NFT é inaugurada em Nova York — Foto: Timothy A. Clary / AFP

Uma galeria totalmente dedicada a obras digitais comercializadas como NFTs, ou "non-fungible tokens", foi inaugurada esta semana em Nova York, apresentando-se como o primeiro espaço físico de exposição no mundo dedicado a esses ativos virtuais, que atraem cada vez mais colecionadores.

Imateriais por natureza, as obras são apresentadas em uma tela gigante ou por projeção, em um espaço localizado a dois passos da Union Square, em Manhattan.

Obras de cinco artistas serão expostas diariamente, com uma rotatividade por 60 dias, totalizando 300 criadores até 25 de maio.

O NFT permite associar a qualquer item virtual um certificado de autenticidade que o torna uma peça única.

A popularidade desses ativos nos últimos seis meses transformou o mercado da coleção digital, a ponto de atrair bilhões de dólares em investimentos.
Na galeria de NFT em Nova York, pessoas podem ver obras digitais por projeção ou uma tela gigante  — Foto: Timothy A. Clary / AFP
Na galeria de NFT em Nova York, pessoas podem ver obras digitais por projeção ou uma tela gigante — Foto: Timothy A. Clary / AFP

Cada obra apresentada na galeria será posteriormente leiloada, explicou Ed Zipco, fundador e diretor da galeria Superchief, que expõe obras digitais desde 2016.

"O objetivo de uma galeria é mostrar como se vê pessoalmente a obra, como o artista gostaria que ela fosse vista", descreveu o galerista. "As pessoas que colecionam essas obras querem viver com elas."

Cerca de 70% dos artistas que serão apresentados no espaço não são criadores digitais, assinalou Zipco. A maioria é escultor, pintor ou fotógrafo.

"Cada vez mais artistas conhecidos dos museus estão se envolvendo. É tão novo, que muita gente ainda tem dificuldade de entender. É tecnologia, de forma que sempre há um pouco de aprendizado, de pedagogia a ser feita, mas logo se tornará algo totalmente comum", comentou.

Obra de Beeple foi vendida por valor recorde — Foto: Reprodução/Christie's
Obra de Beeple foi vendida por valor recorde — Foto: Reprodução/Christie's

A arte digital existe há décadas, mas a chegada do NFT tranquilizou os colecionadores quanto ao risco de cópias. É possível duplicar uma obra digital, mas o certificado NFT com a qual a mesma é vendida impede falsificações.

No último dia 11, uma obra digital do artista americano Beeple foi vendida por 69,3 milhões de dólares na casa de leilões Christie's.

Obra de arte digital é vendida por quase US$ 70 milhões; entenda o que é o NFT
Obra de arte digital é vendida por quase US$ 70 milhões; entenda o que é o NFT

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================---------------------------------------------------------------------------------====-++------

Brasil tem mais mortes por Covid em 1 semana do que EUA, México, Itália e Rússia somados

= =---____------- ===  ----                                            -----________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::________                       --------- ====  -----------____---= =


País supera sozinho as outras 4 nações com mais vítimas do novo coronavírus atualmente juntas. Brasil concentrou 26,7% de todos os novos óbitos do mundo e voltou a superar a União Europeia.
= =---____------- ===  ----                                            -----________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::________                       --------- ====  -----------____---= =
Por Lucas Sampaio, G1

Postado em 29 de março de 2021 às 10h30m


|       .      Post.- N.\ 9.741       .      |
|||.__-_____    _____ ____    ______    ____- _||

Coveiros carregam caixão de vítima da Covid-19 em cemitério municipal de Porto Alegre na sexta-feira (26) — Foto: Silvio Avila/AFP
Coveiros carregam caixão de vítima da Covid-19 em cemitério municipal de Porto Alegre na sexta-feira (26) — Foto: Silvio Avila/AFP

O Brasil teve mais mortes por Covid-19 nos últimos sete dias do que Estados Unidos, México, Itália e Rússia somados, apontam dados do Our World in Data desta segunda-feira (29).

O país registrou 18.164 óbitos, contra 16.031 dos outros quatro com mais óbitos na semana passada (6.787 nos EUA, 3.587 no México, 2.991 na Itália e 2.666 na Rússia).

EUA, México, Itália e Rússia têm somados mais de 650 milhões de habitantes, mais que o triplo da população brasileira (209 milhões).


Fonte: Our World in Data

Com 1.605 mortes nas últimas 24 horas, o Brasil atingiu um novo recorde na média de óbitos pelo terceiro dia consecutivo. A alta é de 40% na comparação com a média de 14 dias atrás.

27% das mortes do mundo

Sozinho, o Brasil respondeu por 27% de todas as 68.002 novas vítimas do coronavírus do mundo e voltou a superar a União Europeia (17.887), que reúne 27 países da Europa.

O bloco europeu tem 446 milhões de habitantes, mais que o dobro da população brasileira.

O Brasil registrou quase o dobro de mortes do que a Ásia (7.716) e a África (2.010) somadas. Os dois continentes têm, juntos, quase 5,5 bilhões de habitantes (mais de 70% da população mundial).

A África tem 930 milhões de habitantes, quase o quádruplo da população brasileira, e a 4,5 bilhões de pessoas vivem na Ásia, mais de 21 vezes o número de habitantes do Brasil.

Mortes por Covid-19 nos últimos 7 dias
Brasil supera os outros 4 países com mais óbitos somados e também a União Europeia

Fonte: Our World in Data

Escalada da pandemia

A disparada no número de mortes no Brasil ocorre em meio a recordes diários de vítimas em vários estados, à proliferação de variantes pelo país e atrasos na entrega de vacinas contra a Covid-19.

Mais da metade dos estados brasileiros já registram recorde mensal de mortes por Covid-19 em março, antes mesmo de o mês acabar, segundo dados das secretarias estaduais de Saúde.

Já foram 56.012 óbitos pela doença neste mês no Brasil, de longe o pior número mensal desde o começo da pandemia. Até então, o pior número havia sido visto em julho, com 32.912 (veja gráfico abaixo).

Infográfico mostra que, mesmo 12 dias antes de terminar, março já é o mês mais letal da pandemia no Brasil, com 35.507 mortes pela Covid-19. — Foto: Guilherme Luiz Pinheiro/G1
Infográfico mostra que, mesmo 12 dias antes de terminar, março já é o mês mais letal da pandemia no Brasil, com 35.507 mortes pela Covid-19. — Foto: Guilherme Luiz Pinheiro/G1

Em meio ao recrudescimento da pandemia, a variante P1, originalmente detectada em Manaus, já representa 64% de todos os infectados na cidade de São Paulo, segundo a prefeitura da capital paulista.

Atrasos na entrega de vacinas

Enquanto isso, a vacinação contra a Covid-19 ainda caminha a passos lentos. Quase 15,5 milhões de brasileiros receberam ao menos uma dose do imunizante (o equivalente a 7,3% da população brasileira). Outros 4,6 milhões receberam as duas doses previstas (2,2%).

Na terça-feira (23), o Ministério da Saúde reduziu em quase 10 milhões o total de doses de vacinas contra Covid-19 previstas para abril (1 milhão de doses a menos da Pfizer e 8,85 milhões de Oxford).

O governo previa no dia 15 repassar 57,1 milhões de doses em abril, mas a projeção caiu para 47,3 milhões. Houve redução também nas entregas previstas para maio.

Foto mostra outdoor com texto 'obrigado presidente, pelos esforços e verbas destinadas ao combate a Covid-19 #fechadoscombolsonaro' ao lado do rosto do presidente Jair Bolsonaro coberto de tinta vermelha e pichado com a palavra 'genocida' em Carpina (PE), na Zona da Mata Norte pernambucana, a 45 km de Recife. — Foto: Leo Malafaia/AFP
Foto mostra outdoor com texto 'obrigado presidente, pelos esforços e verbas destinadas ao combate a Covid-19 #fechadoscombolsonaro' ao lado do rosto do presidente Jair Bolsonaro coberto de tinta vermelha e pichado com a palavra 'genocida' em Carpina (PE), na Zona da Mata Norte pernambucana, a 45 km de Recife. — Foto: Leo Malafaia/AFP

Já o Instituto Butantan, do governo do estado de São Paulo, liberou mais 5 milhões de doses da vacina CoronaVac ao Ministério da Saúde nesta segunda-feira (29).

É a maior remessa de doses envasadas pelo instituto, que já entregou 32,8 milhões de doses ao governo federal desde o início de janeiro.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================---------------------------------------------------------------------------------====-++------

domingo, 28 de março de 2021

Viver mais pode estar relacionado com as bactérias do seu intestino, aponta estudo

= =---____------- ===  ----                                            -----________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::________                       --------- ====  -----------____---= =


Pesquisa sugere que indivíduos que sofrem alterações na flora intestinal ao longo dos anos vivem mais e melhor.
= =---____------- ===  ----                                            -----________::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::________                       --------- ====  -----------____---= =
Por Bruna de Alencar, G1

Postado em 28 de março de 2021 às 13h00m


|       .      Post.- N.\ 9.740       .      |
|||.__-_____    _____ ____    ______    ____- _||

Variação no sistema digestivo pode ter relação com longevidade e qualidade de vida — Foto: GettyImages
Variação no sistema digestivo pode ter relação com longevidade e qualidade de vida — Foto: GettyImages

Parte das respostas de como envelhecer bem podem estar nas nossas entranhas. Após observar mais de 4 mil adultos entre 18 e 98 anos, pesquisadores americanos descobriram que o segredo para se viver mais e melhor pode estar na alteração das bactéricas, vírus e fungos que habitam nossa flora intestinal.

Ao contrário do que se imagina, envelhecer com qualidade não está relacionado a manter o corpo que se teve na juventude - pelo menos, não no que se refere ao microbioma intestinal. Nesse caso, quanto mais alterações tivermos, maiores são as chances de vivermos mais e melhor.

Mudança da flora intestinal

No estudo publicado na revista científica Nature Metabolism foi observado que pessoas que tiveram uma alteração significativa no microbioma ao longo dos anos, alcançando um perfil único de microrganismos, também tinham níveis mais elevados de compostos promotores de saúde no sangue, incluindo compostos produzidos por micróbios intestinais que lutam contra doenças crônicas.

Em pessoas saudáveis, os tipos de microrganismos que dominam na fase adulta estarão presentes em menor proporção nas décadas futuras, dando lugar a novos micróbios que surgirão. Em pessoas menos saudáveis, foi observado que o microbioma intestinal pouco se altera e elas tendem a viver menos.

As descobertas indicam que o envelhecimento saudável do microbioma intestinal envolva o esgotamento de um determinado núcleo de micróbios e a sua substituição por micro-organismos menos comuns.

De acordo com os pesquisadores, as alterações no intestino começam ocorrer após uma certa idade na fase adulta e vão se tornando cada vez mais exclusivos. Esse fato foi notado tanto em homens quanto em mulheres, mas por uma razão que ainda não se sabe qual, o fato foi 50% mais pronunciado em mulheres.

Intestino e saúde mental: saiba como o funcionamento da digestão tem a ver com ansiedade e
Intestino e saúde mental: saiba como o funcionamento da digestão tem a ver com ansiedade e

É muito possível que se tornar cada vez mais diferente com a idade seja uma característica universal, afirmam os autores no estudo. Ainda assim, segundo eles, esse novo fato pode ajudar cientistas do mundo inteiro a compreender um pouco mais sobre o ainda desconhecido processo de envelhecimento e apontar caminhos mais exatos para a medicina e seus tratamentos.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================---------------------------------------------------------------------------------====-++------