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quinta-feira, 19 de julho de 2018

Navio russo que afundou em 1905 é descoberto na Coreia do Sul

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Rumores dão conta de que navio carregava 200 toneladas de barras de ouro. 
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Por G1 

 * Série Carros Antigos - N. 005 * 






















TV noticia nesta quinta-feira (19) caso da descoberta de navio russo na costa da Coreia do Sul (Foto: Lee Jin-man/AP Photo) 

Um navio russo que afundou no início do século 20 foi encontrado no último domingo na costa da Coreia do Sul pelo grupo sul-coreano Shinil, que pretende pedir às autoridades locais uma autorização para explorá-lo. 

Rumores dão conta de que o navio transportava cerca de US$ 132 bilhões em moedas e 200 toneladas de barras de ouro. 

"Encontramos o corpo do Dmitrii Donskoi a 434 metros de profundidade no mar, a 1,3 quilômetros da Ilha Ulleung, por volta das 9h50 de domingo", diz a nota do grupo Shinil. "O nome Dmitrii Donskoi foi descoberto na popa do navio", acrescenta.
Espectadores assistem nesta quinta-feira (19) à notícia de navio russo descoberto na costa da Coreia do Sul (Foto: Lee Jin-man/AP Photo) 

O navio da Frota Báltica Imperial da Rússia afundou durante uma batalha com a marinha do Japão em 1905, quando os dois países estavam em guerra.

Rumores de que o navio carregava mais de US$ 132 bilhões em moedas e cerca de 200 toneladas de barras de ouro circulam há tempos. No entanto, estudiosos russos questionam o carregamento valioso, dizendo que ele seria transportado por trens e não navios.

De acordo com a agência sul-coreana Yonhap, uma lei local estabelece que qualquer escavação de tesouro sob o mar exige uma autorização de autoridades marítimas e um depósito de 10% do valor estimado.
CORÉIA DO SUL   RÚSSIA 
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Relatora da ONU prova, em estudo, que indígenas são guardiões das florestas

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Por Amelia Gonzalez, G1 

 * Série Carros Antigos - N. 004 * 


Amélia Gonzalez (Foto: Arte/G1) 

Um relatório divulgado esta semana pela Relatora Especial das Nações Unidas para os Povos Indígenas, Victoria Tauli-Corpuz, é o que faltava para acabar de vez com a falsa imagem que alguns brancos construíram e fizeram "viralizar", de que os índios são meros destruidores da natureza. O estudo encabeçado por Victoria, que se tornou uma ativista indígena internacional da etnia Kankana-ey Igorot, não poupa críticas ao movimento global de conservação, lembrando que a terra precisa ser conservada para os humanos. A mensagem é mais ou menos esta: meio ambiente sem gente é inútil.

Escrito em coautoria com a ONG norte-americana Rights and Resources Initiative (RRI), o estudo condena, explicitamente, a ideia de que para proteger florestas e preservar a biodiversidade é preciso isolar alguns territórios, transformando-os em unidades de conservação.

"Este modelo – favorecido pelos governos há mais de um século – ignora as crescentes evidências de que as florestas prosperam quando os povos indígenas permanecem em suas terras e têm direitos legalmente reconhecidos para gerenciá-las e protegê-las", disse a autora à reportagem do jornal britânico The Guardian.

Até porque, para criar as tais "áreas protegidas", denuncia o relatório, os homens brancos submeteram os índios a impactos devastadores.

"Cerca de 250 mil pessoas despejadas à força de suas casas e terras entre 1990 e 2014. 
Casas foram incendiadas, acesso a terras e locais importantes negados, assassinatos cometidos, conflitos sociais, acesso à Justiça obstruído e soberania alimentar corroída por proibições à caça de subsistência e à 'difamação' e 'criminalização' da agricultura 'derrubada e queimada'. Na Índia, por exemplo, de acordo com um relatório de 2017 da British Broadcasting Corporation, as autoridades do Parque Nacional de Kaziranga, na Índia, foram responsáveis por 106 assassinatos – incluindo idosos e crianças – nos 20 anos anteriores. 
Áreas protegidas causaram – e continuam a causar – padrões crônicos de abuso e violações de direitos humanos em larga escala. E, embora os povos indígenas e as comunidades locais habitualmente possuam mais de 50% das terras do mundo, eles só têm direitos legais seguros para 10%", diz o relatório.

Nos últimos 14 anos tem sido assim, e nada foi feito para mudar este cenário. De verdade, os povos indígenas deveriam ser vistos como "gestores efetivos de biodiversidade e conservação" e "guardiões primários da maioria das florestas tropicais remanescentes do mundo e dos hotspots de biodiversidade", lembra o relatório.

Para aqueles que gostam de dados mais específicos, o estudo os produziu aos montes. A perda de cobertura de árvores, por exemplo, é inferior à metade nas terras indígenas, quando comparados a outros lugares. Sobretudo quando têm o direito à terra reconhecido, aí mesmo é que os indígenas são capazes de dar uma aula prática sobre como evitar os impactos que aceleram o aquecimento do planeta. Mas, quase ninguém reconhece. O financiamento oficial para terras protegidas , segundo o relatório, é estimado em 6 a 6,5 bilhões de dólares, mas esse valor não chega aos indígenas, apenas uma pequena porcentagem.

Tem mais dados: em 2004, a Forest Trends publicou um relatório documentando as contribuições dos indígenas e das comunidades locais para a conservação da biodiversidade. Tal estudo mostrou que os estimados 370 milhões de hectares de áreas florestais pertencentes à comunidade ou designadas para a comunidade frequentemente coincidiam com áreas de alta biodiversidade. A análise estimou que as comunidades investiram de US $ 2 bilhões a 4 bilhões por ano em gestão de recursos e conservação, equivalente a um quarto do montante gasto para conservação em todas as áreas protegidas em todo o mundo.

A questão crucial é descrita por um líder de Kasepuhan, tribo da Índia, ouvido para o relatório: "A conservação tem significados diferentes para pessoas com ou sem educação. Para a população local, estamos fazendo conservação, estamos assumindo a responsabilidade pelo que está vivo e o que morreu. Mas para pessoas com educação, conservação significa que não fazemos nada: quando a floresta é verde, as pessoas só podem olhar para ela". Faz todo sentido, ou não?

Vamos lembrar a pioneira do ativismo ambiental, Rachel Carson, que escreveu "Primavera Silenciosa", em 1952, considerado por muitos a bíblia do ambientalismo. Carson denunciou o uso abusivo de substâncias tóxicas no meio ambiente, um dos muitos impactos que somente o homem branco, ocidental, causa às terras que ocupa. Os índios conseguem se alimentar sem precisar aspergir veneno nas plantações.

Portanto, não é preciso manter intactas as florestas, mas saber usar seus bens para tirar delas aquilo de que a humanidade precisa, sem causar impactos destruidores. Mas, para isso, é preciso também não ceder ao desenvolvimentismo, coisa que se impregnou em nossa humanidade nos últimos tempos. É impactante a frase com a qual Victoria Tauli-Corpuz encerra a apresentação do estudo coordenado por ela:

"Os líderes mundiais têm uma solução poderosa na mesa para salvar as florestas e proteger o planeta: reconhecer e apoiar os povos indígenas do mundo. Temos sido uma solução comprovada para a mudança climática por gerações. Reconheça os nossos direitos e podemos continuar a fazê-lo para as gerações vindouras."
Bom para refletir.
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quarta-feira, 18 de julho de 2018

Eventos climáticos extremos devem ser cada vez mais fatais

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Recentes enchentes no Japão e onda de calor no Canadá mataram centenas. Segundo especialistas, tendência é crescente, e vítimas podem chegar a mais de 150 mil por ano na Europa. Acordo de Paris segue como esperança.
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Por Deutsche Welle 
Recentemente, chuvas pesadas e inundações fizeram 200 vítimas no oeste do Japão, enquanto no Canadá uma onda de calor sem precedentes deixou cerca de 70 mortos. Em meio a esse cenário, climatologistas advertem que mortes provocadas por condições meteorológicas extremas podem se multiplicar, caso as emissões de gases do efeito estufa não sejam controladas.

O número de eventos atmosféricos extremos aumentou nas últimas décadas, aponta Stefan Rahmstorf, copresidente do setor de pesquisa Análise do Sistema Terrestre no Instituto de Potsdam de Pesquisa do Impacto Climático (PIK).

"Nossa Terra está mais uma vez sendo atingida por fenômenos meteorológicos extremos, incluindo calor e incêndios incontroláveis na Califórnia e enchentes pluviais devastadoras no Japão. Com base nas leis da física, em face do aquecimento global nós temos que contar com eventos mais frequentes e piores."

Tais fenômenos extremos – que incluem tempestades severas, inundações inesperadas e imprevisíveis, ondas de calor e ondas de frio fora de época – já mataram centenas de milhares e prejudicaram milhões nos últimos 20 anos, aponta um relatório conjunto de 2015, da Organização Meteorológica Mundial (WMO) e da Organização das Nações Unidas (ONU).

Cientistas apontam que as mudanças clima´ticas estão aumentando a frequência e a intensidade de eventos extremos do tipo, fazendo com que seja mais difícil que governos se preparem e respondam a desastres. Isso significa um custo de bilhões de dólares para governos mundo afora, e um impacto incalculável sobre vidas humanas.

Europa na mira do clima
Segundo um estudo de 2017 publicado na revista especializada The Lancet Planetary Health, entre 2071 e 2100, cerca de 152 mil pessoas na Europa poderiam morrer por ano em consequência direta de intempéries – número 50 vezes superior ao registrado de 1981 a 2010.

Empregando métodos ultramodernos para analisar os desastres meteorológicos dos anos recentes e projetando os padrões detectados sobre populações futuras, os autores atribuem 99% das mortes estimadas a ondas de calor.

Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, Giovanni Forzieri, coautor de um estudo do Centro Conjunto de Pesquisa da União Europeia na Itália, afirmou que as projeções poderiam ser ainda mais drásticas.

"Essas estimativas são realmente alarmantes, mas nosso cenário não é o pior que poderíamos escolher: é o cenário médio de emissões de gases do efeito estufa", disse.

Os europeus enfrentam um aumento de riscos de mais de 90%, devido às mudanças climáticas, acrescentou. As mudanças projetadas são dominadas pelo aquecimento global e pelo incremento de riscos de fundo meteorológico, como frentes frias e ondas de calor.

Dados simplificados demais?
Por sua vez, Clare Nullis, encarregada de imprensa da WMO, alerta contra correlações diretas demais.

"Precisamos ser cuidadosos com os dados, porque há cenários demais a se considerar. O ano passado foi um dos mais caros já registrados, devido às perdas econômicas relacionadas à temporada de furacões. No entanto, o número de mortes nem chegou perto dos níveis vistos algumas décadas atrás", afirma.

Também segundo Ovais Sarmad, vice-diretor da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, em Bonn, Alemanha, é possível que os resultados sejam supersimplificados, considerando-se diversos fatores durante a coleta de dados.

"Embora haja tentativas de fixar esses dados, isso se tem provado extremamente difícil, devido a imprecisões, registros insuficientes e dados pouco confiáveis", aponta.

Sarmad também ressalta que a metade das vidas perdidas se deve a impactos secundários, como deslizamentos de terra em seguida a chuvas torrenciais, sendo extremamente difíceis de registrar.

Forzieri já antecipara as ressalvas: "Apesar do fato de nossas estimativas estarem sujeitas a incerteza, elas não deixam de ressaltar tendências importantes. Aquecimento global, transformações demográficas e expansão urbana podem resultar num rápido aumento dos efeitos dos perigos relacionados às intempéries sobre os seres humanos da Europa."

Acordo de Paris segue valendo
Os especialistas concordam que, apesar da variação das cifras, para contrapor essa dinâmica preocupante o mundo precisa adotar e implementar o Acordo do Clima de Paris – "rápida e integralmente", a fim de "estabilizar nosso clima", diz Rahmstorf.

Igualmente enfatizando a importância do pacto internacional, Sarmad lembra que a ONU tem atuado junto a governos e empresas, em todos os níveis: 178 países ratificaram o Acordo de Paris, e o setor privado tem investido mais tempo e esforços para reduzir as emissões de gases do efeito estufa, frisa o funcionário das Nações Unidas.

"A ONU tem colaborado com grupos de interesse não partidários e com governos para reduzir os gases do efeito estufa, de forma a darmos fim ao número preocupante de mortes relacionadas a desastres meteorológicos. Isso é encorajador e mostra a importância de deixar um meio ambiente melhor para a próxima geração."

Algumas dessas colaborações incluem melhores métodos de prevenção, os quais, segundo Nullis, são outro aspecto-chave no combate à alarmante tendência.

"As mudanças climáticas estão certamente tendo um forte impacto em diversos aspectos de nossa vida, incluindo segurança alimentar, saúde, gestão hídrica e deslocamentos demográficos. Porém melhores previsões e redução dos riscos de desastres têm ajudado a salvar vidas."

Apesar de um certo sentimento de desânimo quanto a metas de proteção do clima, muitos governos seguem comprometidos com a limitação dos impactos das mudanças climáticas. Num relatório divulgado em 2017, dois anos após a adoção do Acordo de Paris, a União Europeia afirmou que reduziria suas emissões em no mínimo 40% até 2030.
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