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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Cientistas estudam mecanismo que faz as lagartixas grudarem na parede.

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Adesivo no dedo dos répteis permite fixação em superfícies verticais.
Força que prende os animais diminui quando as patas ficam molhadas.

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09/08/2012 07h00 - Atualizado em 09/08/2012 11h17
Do Globo Natureza, em São Paulo

Uma pesquisa feita pela Universidade de Akron, no estado americano de Ohio, analisa a estrutura adesiva nos dedos das lagartixas que permite que elas se fixem às superfícies verticais por onde passam, como árvores e paredes. Os resultados estão publicados na atual edição da revista "Journal of Experimental Biology".

Os cientistas avaliaram como esses répteis se comportam em lugares secos e úmidos, e como se esforçam para se manter presos quando o local está molhado.

A equipe, formada pelos pesquisadores Alyssa Stark, Timothy Sullivan e Peter Niewiarowski, queria saber como os animais da espécie Tokay (Gekko gecko) se comportam em seu habitat natural, ou seja, em florestas tropicais, onde costuma chover muito.
Lagartixa valendo (Foto: Edward Ramirez/Journal of Experimental Biology)Lagartixa tem adesivo nas patas que as faz grudar (Foto: Edward Ramirez/Journal of Experimental Biology)
Em ambientes secos, por exemplo, as lagartixas são capazes de aguentar uma força de até 20 vezes o próprio peso, mas, quando as patas se encharcam – após 90 minutos, no caso dos testes realizados –, os indivíduos se desprenderam após uma força quase igual ao próprio peso.

Isso indica que esses animais podem caminhar por superfícies molhadas, mesmo que seus pezinhos estejam razoavelmente secos. No entanto, assim que as patas se molham, os répteis mal conseguem se segurar, pois os dedos deles são hidrofóbicos, ou seja, repelem a água.

De acordo com os autores, a estrutura de aderência na sola das patas das lagartixas contém pelos microscópicos, que são atraídos pelo solo por meio de uma interação entre moléculas chamada "força de van der Waals".

Esse mecanismo de fixação altamente desenvolvido permite, por exemplo, que os répteis não escorreguem nem caiam da copa das árvores, por exemplo. Mas, no caso de um vidro vertical, liso e molhado, eles têm mais dificuldade de controlar o adesivo e, após alguns passos, acabam se desgrudando.

Os cientistas agora estão ansiosos para entender quanto tempo as lagartixas levam para se recuperar desse "encharcamento" e voltar à capacidade total da cola sob as patas.

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Postada em 09 de agosto de 2012 às 10h 05m
Fonte: terradagente.com.br
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Perereca-araponga

Imagem:
Nome Científico: Hypsiboas albomarginatus
Família: Hylidae
Ordem: Anura
Distribuição: Na faixa litorânea brasileira, desde o Estado do Rio Grande do Norte até Santa Catarina.
Habitat: Mata Atlântica
Alimentação: Insetos.
Reprodução: Apresenta ovos e girinos exotróficos (que se alimentam de nutrientes do Meio Ambiente) em água parada. Para impressionar a fêmea o macho costuma estufar o papo e coaxar ritmado. Quando há mais de um deles na disputa, a competição pode descambar para a agressão. Ou seja: os machos disputam "no braço" o amor da fêmea.
De porte médio (entenda-se por isso entre 5 e 7 centímetros de comprimento), esta perereca-verde tem um diferencial: seu tom é próximo ao de um limão-pálido, o que a ajuda a se esconder em meio à folhagem.

As membranas interdigitais dos pés e das mãos, além das partes ocultas das coxas, são de cor alaranjada.

Geralmente ela vive em áreas abertas da Mata Atlântica e ainda é considerada abundante neste habitat.

Arborícola, vive na copa das árvores e tem suas atividades centralizadas no período noturno. Durante o dia, costuma dormir. Para cantar, escolhe brejos ou lagos.

O nome "araponga" vem da semelhança com o som da ave quando esta perereca coaxa. Não é só isso: como estratégia de defesa costuma ter duas reações distintas: um grito de agonia e a camuflagem.

Saiba mais:

Anfíbios da Mata Atlântica, de Célio F.B. Haddad, Luís Felipe Toledo e Cynthia P.A. Prado;

Anfíbios do Goiapaba-açu, Fundão, Estado do Espírito Santo, de Aparecida Demoner Ramos & João Luiz Gasparini.
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‘New York Times’: Brasil expande negócios e influência ao ajudar África

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8 de agosto de 2012 | 17h31
Atualizado em 09 de agosto às 08h 58m
Sílvio Guedes Crespo

Os projetos brasileiros de ajuda à África têm aumentado a influência do País no continente e ajudado empresas a fechar negócios, segundo uma reportagem do “New York Times“.
“O Brasil, país com maior número de afrodescendentes, está aumentando sua presença na África, na indústria, na infraestrutura e no comércio”, afirma o jornal na primeira página, sob a chamada “Brasil se afirma na África”.

O País destinou US$ 23 milhões para construir uma fábrica de medicamentos contra Aids em Moçambique, onde 2,5 milhões de pessoas têm a doença mas apenas 300 mil têm acesso à droga que a fábrica produzirá.

No Kenia, o Brasil ofereceu um empréstimo de US$ 150 milhões por meio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para construção de estradas e mais US$ 80 milhões para ajudar a mecanização da agricultura local.

Projetos como esses abrem espaço para a entrada de empresas brasileiras no países. O New York Times afirma que a Odebrecht, por exemplo, já é um dos maiores empregadores da Angola, a Vale está investindo US$ 6 bilhões no setor de carvão em Moçambique e o banco BTG Pactual lançou um fundo de US$ 1 bilhão para investir na África. A corrente comercial entre o Brasil e os países africanos cresceu de US$ 4,3 bilhões em 2002 para US$ 27,6 bilhões em 2011.

Atualmente, 55% do US$ 1 bilhão desembolsado pela Agência Brasileira de Cooperação, do Ministério das Relações Exteriores, são destinados à África.


Além do aspecto comercial, existe a cooperação que aumenta a influência diplomática. O País tem hoje 36 embaixadas no Continente Africano – mais do que, por exemplo, o Reino Unido – e agendou para este ano a abertura da 37ª, no Malawi.

Na Angola, um acordo de segurança assinado recentemente tem o objetivo de expandir o treinamento de militares do país africano no Brasil.
O Times acredita que, diferentemente de outros países latino-americanos, como Venezuela e Cuba, que se baseiam em uma espécie de solidariedade entre países em desenvolvimento, “a crescente presença do Brasil na África é mais complexa, envolvendo a ambição de transformar o País em uma potência econômica e diplomática.

A reportagem aponta, ainda, críticas às incursões do Brasil na África. Por exemplo, por causa da aproximação do País com líderes associados a violações de direitos humanos, como é o caso do presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Mbasogo.

Outra crítica vem de jovens africanos que participam de um projeto para estudar no Brasil. Alguns reclamam de discriminação no País. O moçambicano Eleutério Nhantumbo, que ganhou uma bolsa para estudar no Rio, disse que estava saindo de uma loja e foi abordado por policiais, que lhe pediram para levantar a camisa. 

Quando perguntou por que estavam fazendo, conta o estudante, ouviu como resposta um insulto racista. Os policiais perguntaram, ainda, de onde ele era. Depois que respondeu, os policiais teriam dito: “Onde é Moçambique?”. “Eles não sabiam que existe um país chamado Moçambique”, afirmou Nhantumbo ao jornal.

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