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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Entidade da Bahia classificada como associação privada recebeu mais de R$ 9 milhões do Ministério do Esporte

Repasse de verbas

GIPOPE - MÍDIA.

NOTÍCIAS & INFORMAÇÃO.
BRASIL -- CIDADES


Cleide Carvalho 

#!.-.!-=.-.!# SÃO PAULO - Um único projeto do Ministério do Esporte, uma fábrica de jogos de xadrez e dama, mudou a relação de forças políticas na cidade de Conceição do Jacuípe, na Bahia. Nos últimos três anos, a Associação Cultural Jacuipense, entidade classificada como "associação privada" pela Receita Federal e responsável pela fábrica, recebeu do Ministério do Esporte R$ 9.815.365,70 - três vezes mais do que as verbas repassadas por programas federais para a prefeitura da cidade, que tem 29 mil habitantes, entre 2009 e 2011. Só este ano, a entidade recebeu R$ 3.825.734. No último dia 2, a quadra da Associação Cultural Jacuipense foi usada pelo PCdoB para fazer uma conferência, onde o partido lançou diretoria provisória e iniciou articulação para as eleições de 2012, com participação de representantes do PT.

"REPASSES: Entidades sem fins lucrativos receberam R$ 23 bilhões do governo federal"

A fábrica emprega 142 pessoas. Seu último contrato com o ministério prevê a fabricação de 180 mil jogos entre julho deste ano e maio de 2012. De acordo com dados do Portal Transparência, foram repassados R$ 1.663.552 para a fabricação de 90 mil jogos de xadrez e outros R$ 1.448.996,37 para 90 mil jogos de dama. Os dois últimos repasses conseguidos pela prefeitura do município, um para habitação popular e outro para pavimentação e drenagem de ruas, não alcançam este montante - somam R$ 1,289 milhão.

A escolha da entidade para administrar a fábrica foi feita de forma bem simples, sem concorrência. Alírio Dantas de Azevedo Filho, um professor de línguas que fundou a Associação Cultural Jacuipense há 30 anos, diz que apresentou o projeto, que foi encampado pelo governo:
- Fizemos o projeto e entregamos ao ministério, que analisou. E fomos contemplados. Não houve nada de especial.

O projeto da fábrica faz parte do Pintando a Cidadania, programa destinado a oferecer oportunidades de emprego em comunidades carentes. Antes de comandá-la, a associação era voltada a ações culturais e de educação. Entre 1997 e 2000 não há registro de repasses federais à associação, que ganhou fôlego após os contatos com o Ministério do Esporte.

Funcionários da fábrica ganham, em média, R$ 600
Alírio nega ter interesse de se candidatar a prefeito no ano que vem. Segundo ele, sua presença na reunião do PCdoB foi meramente um acaso:
- É normal usar a quadra da associação para festas de aniversário e casamento. Fui chamado para a reunião do PCdoB e eu fiquei lá.

Nas últimas eleições, Alírio pediu votos para o ex-deputado estadual Javier Alfaya (PCdoB), que não se reelegeu. O twitter de Alfaya (@alfaya) mostra uma propaganda de convite para discutir a Copa de 2014, em setembro do ano passado, com as fotos do ministro Orlando Silva, de Alfaya e do deputado federal Daniel Almeida (PC do B/BA).

Segundo Alírio, os funcionários da fábrica ganham cerca de R$ 600 mensais e os oito gerentes ganham R$ 1.500. Há ainda dois instrutores de máquinas que atuam como autônomos. Apenas 12 trabalhadores têm registro em carteira de trabalho pela associação.

A entidade já esteve na lista das que não conseguiram cumprir a meta do programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte. Segundo Alírio, a Associação Cultural não tem mais interesse no programa, pelo qual foi citada como uma das entidades que não conseguiram atender ao número de crianças previsto:
- São muitas exigências e nem sempre podemos cumprir. É trabalhoso.
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Corpo de menino brasileiro sumido em 2009 nos EUA é encontrado

GIPOPE - GARIBA'S.

NOTÍCIAS & INFORMAÇÃO.
INTERNACIONAL -- FATOS POLICIAIS

Christopher Szczepanik, de 7 anos, havia desaparecido com os pais em dezembro de 2009; três brasileiros são acusados de assassiná-los.

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Da BBC

Christopher Szczepanik (Foto: Divulgação)
Christopher Szczepanik (Foto: Divulgação)

!*-//:\\-*! O corpo de um menino brasileiro de 7 anos que estava desaparecido havia quase dois anos com seus pais nos Estados Unidos foi encontrado nesta terça-feira (18) no Rio Missouri, no estado de Nebraska.


Os restos de Christopher Szczepanik foram encontrados após o depoimento de um dos três brasileiros que foram indiciados pelo assassinato do menino e de seus pais, Vanderlei e Jacqueline Szczepanik.


O desaparecimento da família, em dezembro de 2009, era um grande mistério. Eles moravam havia quatro anos na cidade de Omaha, onde Vanderlei trabalhava como carpinteiro para uma igreja evangélica, quando sumiram sem deixar pistas.
O alarme foi dado poucos dias depois por parentes e amigos no Brasil, preocupados com a falta de notícias da família.


Segundo a mídia local, testes de DNA confirmaram que o corpo encontrado enrolado em um lençol, no leito do rio Missouri, era mesmo de Christopher. Os corpos dos pais, que também teriam sido assassinados, continuam desaparecidos.


Cartões de crédito
Os três brasileiros acusados pelo crime trabalhavam para Vanderlei na reforma de uma escola ligada à igreja à qual eram filiados.



A desconfiança sobre os três foi gerada após cartões de crédito da família terem sido usados depois do desaparecimento.


Um dos acusados, Valdeir Gonçalves Santos, fez um acordo com a promotoria para testemunhar contra os dois acusados, José Oliveira Coutinho e Elias Lourenço Batista, em troca de uma possível redução na pena.


Ele teria contado que os três mataram Vanderlei Szczepanik a pauladas e depois enforcaram a mãe e o menino, antes de jogar os corpos no rio.


Os investigadores esperam agora também encontrar os corpos dos pais próximo ao local onde foi encontrado o de Christopher.
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Copom deve cortar juros novamente nesta quarta-feira, apostam analistas

GIPOPE - GARIBA'S.

NOTÍCIAS & INFORMAÇÃO.
ECONOMIA - BRASIL


Expectativa maior é de corte de 0,5 ponto percentual, para 11,5% ao ano.
Desaceleração econômica permite redução dos juros, avalia economista.


Alexandro Martello Do G1, em Brasília

*.-$:%:$-.* O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, colegiado formado pelos diretores e presidente da autoridade monetária, se reúne nesta quarta-feira e deve anunciar, no fim do dia, uma nova redução na taxa básica de juros da economia brasileira, segundo economistas do mercado financeiro.


Atualmente em 12% ao ano, a estimativa da maior parte dos economistas dos bancos é de uma redução de 0,5 ponto percentual nos juros, para 11,50% ao ano. Se confirmado, será o segundo corte consecutivo na taxa básica da economia, que já havia recuado no fim de agosto deste ano.

Selic 12% - agosto 2011 (Foto: Editoria de Arte/G1)

Em 11,50% ao ano, os juros retornariam ao menor patamar desde o começo deste ano, quando foram fixados, em janeiro, em 11,25% ao ano. A expectativa dos analistas do mercado financeiro é de uma nova redução da taxa de juros em dezembro deste ano, para 11% ao ano.


Sinalizações do BC
A aposta do mercado financeiro de um novo corte de juros nesta quarta-feira tem por base sinais emitidos pelo próprio Banco Central. Embora a taxa seja definida somente no segundo dia de reunião do Copom, que acontece hoje, a autoridade monetária já dava indicações claras de que voltaria a baixar os juros por conta da crise financeira internacional - que contribui para uma desaceleração mais forte da economia brasileira.



Após baixar os juros para 12% ao ano em agosto, o BC informou, na ata daquela reunião, que "ajustes moderados" na taxa de juros seriam "consistentes com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012". O mesmo recado foi repetido no relatório de inflação, no fim de setembro, e mais recentemente pelo presidente da instituição, Alexandre Tombini.


Metas de inflação
Pelo sistema de metas de inflação, que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas. Neste momento, a autoridade monetária já está nivelando a taxa de juros para atingir a meta do próximo ano.



Para 2011 e 2012, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. O BC busca trazer a inflação para o centro da meta de 4,5% em 2012.
Recentemente, o BC informou, por meio do relatório de inflação do terceiro trimestre deste ano, que prevê um IPCA de 6,4% para este ano, com 45% de chance de "estourar" o teto de 6,50% do sistema de metas, e uma inflação de cerca de 5% para o próximo ano.

Desaceleração mais forte

Para o economista-chefe do banco J.Safra, Carlos Kawall, ex-secretário do Tesouro Nacional, a crise financeira já está gerando uma desaceleração mais forte da economia brasileira. "Nossa visão é de um cenário de desaceleração no exterior e no Brasil", disse ele.


Segundo Kawall, esse ritmo menor de crescimento da economia já vinha aparecendo na produção industrial, e, mais recentemente, também pôde ser observado nas vendas do varejo de agosto, que mostrou desaceleração no consumo. "Acho que o Copom acertou em agosto [ao reduzir os juros]. Revimos a previsão de PIB [de 2011] de 3,3% para 3%, e de 2012 de 3,7% para 3,3%", informou ele.


Sobre a inflação, o economista acredita que o IPCA superará o teto de 6,5% do sistema de metas de inflação neste ano, ficando em 6,7%. Entretanto, estima uma queda para 5,5% em 2012. "O pior momento passa agora. A gente está no pico, de 7,31%, que a gente acumulou em setembro. A gente começa a ter a trajetória de redução. É uma inflação elevada. Ainda no ano que vem vai ter um valor acima do centro da meta [de 4,5%], mas já mais comportada", declarou.


Kawall acredita que os juros terminarão este ano em 11% ao ano, o que pressupõe mais uma redução de 0,5 ponto percentual nos juros em dezembro, e que o IPCA finalizaria 2012 em 10,5% ao ano. Ele não afasta, porém, a possibilidade de a taxa de juros retornar ao patamar de um dígito (abaixo de 10% ao ano) ainda no próximo ano "se a situação se agravar".
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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Dilma tira poder de ministro e assume as negociações sobre a Copa de 2014

GIPOPE - GARIBA'S.

NOTÍCIAS & INFORMAÇÃO.
PODER & POLÍTICA


Fragilizado com denúncia de corrupção na pasta, Orlando Silva deixa de ser o interlocutor do governo brasileiro e perde atribuição de negociar aprovação da Lei Geral da Copa


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18 de outubro de 2011 | 22h 40

João Domingos e Vera Rosa / BRASÍLIA
 e Tânia Monteiro / enviada especial a PRETORIA


Ministro Orlando Silva durante audiência na Câmara nesta terça - Beto Barata/AE
Beto Barata/AE
Ministro Orlando Silva durante audiência na Câmara nesta terça

||*::=.+.=::*|| Por decisão da presidente Dilma Rousseff, o ministro do Esporte, Orlando Silva, não será interlocutor do governo nas negociações da Copa de 2014 e na tramitação da Lei Geral da Copa no Congresso. A partir de agora, as decisões relativas à Copa ficarão centralizadas no Palácio do Planalto, nas mãos da presidente e da chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. A decisão foi tomada diante do desgaste do ministro com a denúncia de que estaria envolvido num esquema de corrupção na pasta.



Embora o futuro de Orlando ainda esteja indefinido e vá depender do desenrolar das acusações – além da consistência de suas respostas –, o certo é que ele já perdeu poder. Na prática, o ministro passará a ser informado das providências a serem tomadas no Planalto.


Dilma não está satisfeita com o trabalho de Orlando. Na segunda-feira, 17, ainda em Pretoria, na África do Sul, ela ficou irritada com o que leu na imprensa e chegou a telefonar para um auxiliar, a fim de saber quem disse que ela aprovava o trabalho do ministro. A presidente, na realidade, afirmou apenas que considerava suficientes as primeiras explicações dadas por ele em relação às denúncias de corrupção.


Logo que assumiu o mandato, em janeiro, Dilma cogitava ela mesma cuidar da realização da Copa do Mundo por considerar Orlando Silva muito próximo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Na prática, a presidente nunca quis proximidade com a CBF por avaliar que a entidade exige privilégios que ela não pretende conceder.


Com as relações cada vez mais azedas entre Dilma e o presidente da CBF, Ricardo Teixeira – e percebendo que, se não mudasse de postura, poderia perder o cargo –, o ministro decidiu trocar de posição. Tanto é que ajudou a presidente a convencer o ex-craque Pelé a assumir o papel de embaixador honorário do Brasil na Copa do Mundo. Foi uma forma de afastar Ricardo Teixeira das cerimônias oficiais relativas à realização do torneio de futebol.


Manobra. No sorteio dos grupos das eliminatórias para a Copa de 2014, realizado em 30 de julho, no Rio, a manobra feita por Dilma deu certo. Teixeira ficou de fora da foto oficial. Nela, apareceram o presidente da Fifa, Joseph Blatter, Pelé e Dilma.


Agora, com as denúncias do policial militar João Dias Ferreira dando conta de que Orlando teria montado um esquema de corrupção no Ministério do Esporte, a presidente decidiu assumir as negociações referentes à Copa. 



Na primeira manifestação a respeito da situação de Orlando, feita na segunda-feira, em Pretoria, Dilma afirmou que o ministro tem direito à “presunção da inocência”. Lembrou, porém, que acompanharia não apenas os esclarecimentos dele como as denúncias. Sem nenhuma reserva, Dilma insistiu que a Copa era uma questão de governo.


Vigilante. Apesar de estar na África, a presidente recebe informações sobre a evolução de toda a crise envolvendo o ministro do Esporte. Seus auxiliares disseram a ela que Orlando teve uma “boa performance” no depoimento desta terça na Câmara, e se defendeu das acusações com muita veemência.


Dilma evitou nesta terça-feira, 18, emitir opinião sobre as últimas denúncias contra o auxiliar. Chegou a ficar impaciente quando foi indagada sobre fatos novos, como a compra de um terreno por Orlando, em Campinas (SP), num local em que passam dutos da Petrobrás.


Ao longo do dia, entre Pretoria e Moçambique, onde embarcou no fim da tarde para a segunda etapa da viagem à África, a presidente conversou pelo menos duas vezes com a ministra Gleisi Hoffmann sobre a situação de Orlando. O governo teme a continuidade do desgaste político. Nesta quarta-feira, 19, Orlando prestará novo depoimento, desta vez no Senado. 

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Moody's reduz em dois níveis nota da dívida espanhola

18/10/2011 - 20h15

 GIPOPE - INFORMATIONS
NOTÍCIAS & INFORMAÇÃO.
INTERNACIONAL -- ECONOMIA & MERCADOS



DA FRANCE PRESSE, EM WASHINGTON
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS


#.$=$-%-$.# A agência de classificação de risco Moody's reduziu nesta terça-feira a nota da dívida espanhola em dois níveis, de "Aa2" para "A1", justificando a medida com a "falta de uma resolução aceitável" para o fim da crise econômica no país.


Com o rebaixamento, o país perdeu sua classificação de "emissor de alta qualidade" e desceu para o nível de "emissores sólidos", mas sujeitos às oscilações da economia internacional.


A Moody's era a única das três grandes agências de classificação de risco que não havia rebaixado a nota da Espanha.


A agência Fitch rebaixou a nota do país no início de outubro, devido às dívidas da zona do euro e às baixas perspectivas de crescimento.


Poucos dias depois, a Standard & Poor's também rebaixou a qualificação da Espanha de AA a AA-, com perspectivas negativas, como consequência também do baixo crescimento, das condições fiscais restritivas e da alta dívida do setor privado.


A decisão foi tomada no mesmo dia em que a agência colocou "sob vigilância" a nota máxima que por enquanto a França mantém.


ENTENDA
O "rating" é uma opinião sobre a capacidade de um país ou uma empresa saldar seus compromissos financeiros. A avaliação é feita por empresas especializadas, as agências de classificação de risco, que emitem notas, expressas na forma de letras e sinais aritméticos, que apontam para o maior ou menor risco de ocorrência de um "default", isto é, de suspensão de pagamentos.


Para publicar uma nota de risco de crédito, os especialistas dessas agências avaliam além da situação financeira de um país, as condições do mercado mundial e a opinião de especialistas da iniciativa privada, fontes oficiais e acadêmicas.


O "rating" é sempre aplicado a títulos de dívida de algum emissor. Se uma empresa quer captar recursos no mercado e oferece papéis que rendem juros a investidores, a agência prepara o "rating" desses títulos para que os potenciais compradores avaliem os riscos.


As agências, portanto, classificam debêntures, "medium-term notes", títulos de dívida conversível, mas não ações.


GRAU DE INVESTIMENTO
A nota de países é preparada a partir da iniciativa do emissor ou da empresa de "rating". As empresas de classificação de risco alegam que, mesmo sob encomenda, o "rating" é uma avaliação independente, porque também há preocupação com a credibilidade da própria agência.


O chamado "rating" global de um país, por exemplo, é sempre a avaliação que uma determinada agência tem sobre o risco dessa nação não pagar os títulos, de longo prazo, que lançou no mercado internacional.


Esses países também são encaixados em categorias. Se a agência considera um país como "bom pagador", ele é classificado na categoria "grau de investimento". Se é visto apenas como um pagador de risco razoável, fica na categoria "grau especulativo", que também inclui nações que declararam moratória de suas dívidas.


As agências monitoram constantemente os países ou empresas. Dessa forma, quando lançam um "rating", também avisam quais as chances dessa nota ser revisada no curto prazo.


Se o panorama é positivo significa que a nota tem maiores chances de ser melhorada. Se é negativo, as maiores chances são de que haja um "downgrade" (seja revisada para baixo, uma nota pior). Se é estável, há poucas chances de que seja mudada nos dois anos seguintes.


LETRAS E SINAIS
As três agências de classificação de risco de maior visibilidade são a Standard & Poor's, a Moody's e a Fitch Ratings.


Arte Folha Online

As agências usam praticamente o mesmo sistema de letras e sinais. Assim, a melhor classificação que um país pode obter é Aaa (Moody's) ou AAA (Standard & Poor's) que, conceitualmente, significam "capacidade extremamente forte de atender compromissos financeiros".


Na ponta oposta, um título classificado como "C", para a S&P ou a Moody's, tem altíssimo risco de não ser pago.


"A taxa média de 'default' [moratória] entre 1970-2000 para títulos [classificados como] Aaa sobre um período de 10 anos foi de apenas 0,67", afirma a Moody's. 
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Tabela da Copa-2014 está pronta depois de 57 versões

GIPOPE - MERCADO

NOTÍCIAS & INFORMAÇÃO
ESPORTES -- FUTEBOL \\ COPA DO MUNDO 2014


 
RODRIGO MATTOS
DO ENVIADO A ZURIQUE


!!*.^+^.*!! Após 57 versões, a tabela da Copa-2014 está pronta. Foi aprovada hoje pelo novo departamento do Mundial da Fifa e será chancelada pelo Comitê Executivo. Será anunciada na quinta-feira.


O esforço foi para conciliar pontos como clima, distâncias, infraestrutura, política e dinheiro. Agora, já há a informação de onde será cada jogo de grupos.


Fábio Seixas -09.jul.2010/Folhapress
Entrada da sede da Fifa em Zurique, na Suíça
Entrada da sede da Fifa em Zurique, na Suíça

A abertura será em São Paulo com a seleção brasileira, com a final no Rio de Janeiro. Ainda é provável que o Brasil atue em Brasília e Fortaleza na primeira fase da competição.
Os locais das outras partidas já foram marcados, mas não há os times conhecidos porque isso depende da fase de classificação, já que nenhuma vaga foi definida.


Para se marcar os jogos, levou-se em conta o clima. Locais quentes como Cuiabá e Manaus terão partidas mais tarde, e os mais frios, mais cedo, como Curitiba e Porto Alegre.
São três horários de jogos por dia. O mais cedo provavelmente será próximo da hora do almoço e o mais tarde no início da noite.


E ainda se evitaram grandes viagens de uma seleção. Não haverá um time, por exemplo, que atue em Manaus em uma partida e em seguida em Porto Alegre.
Alan Marques-27.jun.2011/Folhapress
Vista aérea das obras no estádio Mané Garrincha; arena deve receber jogo da seleção na Copa
Vista aérea das obras no estádio Mané Garrincha em Brasília
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Cinzas de vulcão chileno avançam e chegam a Santa Catarina

GIPOPE - GARIBA'S.

NOTÍCIAS & INFORMAÇÃO.
BRASIL -- SANTA CATARINA


Registros de internautas foram feitos na tarde desta terça-feira (18).
Órgão meteorológico afirma que há nuvem de poeira vulcânica no estado.


Filipe de Souza e Dioni Mafalda Internautas, Araranguá, SC

Detalhe do carro coberto de cinzas do vulcão chileno (Foto: Filipe de Souza/VC no G1)
Detalhe do carro coberto de cinzas do vulcão chileno
(Foto: Filipe de Souza/VC no G1)

|:|**%**|:| Nesta terça-feira (18), a nuvem de cinzas do vulcão chileno Puyehue avançou em direção ao litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Com isso, a companhia aérea TAM cancelou 12 voos que iriam até os dois estados do sul do país.


Durante a tarde, leitores flagraram cinzas vulcânicas em cima de um automóveis na cidade de Araranguá (SC).  "Todos os carros estão com cinzas acumuladas. Agora pouco observei uma planta fora da minha casa ser coberta pela poeira", afirma o Filipe de Souza.


Já Dioni Mafalda relata problemas na respiração dos moradores. "Algumas pessoas relataram sentirem ardência nos olhos entre outros sintomas que podem estar associados a presença das cinzas no ar".


Nota da redação: O Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Epagri/Ciram) afirmou que cinzas vulcânicas avançaram nos últimos dois dias por Argentina, Uruguai, Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina.


Até sexta-feira (21) será possível observar a poeira ao longo do estado devido à baixa umidade no ar. A chamada 'nevoa seca' agrega as partículas do vulcão em níveis mais baixos da atmosfera.


'O céu está escuro, como se fosse chover', relata o leitor. Cinzas ficarão suspensas até sexta-feira (21), segundo o CIRAM (Foto: Dioni Cesa Tonis Mafalda/VC no G1)
'O céu está escuro, como se fosse chover', relata o leitor. Cinzas ficarão suspensas até sexta-feira (21), segundo o CIRAM (Foto: Dioni Cesa Tonis Mafalda/VC no G1)
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Voos com escalas e conexões custam mais no Brasil

GIPOPE - MÍDIA.
NOTÍCIAS & INFORMAÇÃO.
BRASIL -- MERCADO


MAELI PRADO
DE BRASÍLIA


]-[#=-=#]-[ No Brasil, as companhias aéreas cobram em média 30% a mais do passageiro em voos com escalas e conexões, mais desagradáveis e demorados.
Para as empresas aéreas, há serviços, gastos com tripulação e tarifas que pagam para a Infraero, que administra os principais aeroportos.


Extenso levantamento do Nectar (Núcleo de Economia dos Transportes), do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), mostra que esses custos, no Brasil, são repassados para o passageiro.
"A passagem pode ficar até 75% mais cara do que um voo sem parada. Nossa avaliação é que isso acontece porque, no Brasil, há menos concorrência", diz Alessandro Oliveira, pesquisador do Nectar.


Nos EUA, por exemplo, um voo da Delta entre Nova York e Los Angeles com somente uma escala custa US$ 1.668. Um voo com múltiplas paradas entre as mesmas cidades sai por US$ 988.


Como comparação, um voo de Porto Alegre (RS) a Recife (PE) custa R$ 1.684 se tiver uma escala (não há voo direto), ou R$ 1.815, com mais de duas escalas ou conexões.


Os pesquisadores analisaram mais de 2 milhões de tarifas cobradas na internet por voos entre 2008 e 2010, todas com partida dos aeroportos de Congonhas e Guarulhos.
antecedência



O estudo mostra também que, nas compras com antecedência, o preço das passagens aéreas no Brasil pode ser até 55% menor, no caso do aeroporto de Guarulhos. Mas o desconto "se esgota" se a antecedência superar 45 dias.


Comprar com cinco dias de antecedência, por exemplo, resulta em tarifas em média 21,4% mais baratas do que aquisições no dia da viagem. Com dez dias de antecedência, as passagens ficam 27,8% mais baratas, em média. Com 30 dias, o desconto é de 36,5%. E, se o passageiro comprar com antecedência a partir de 45 dias, o desconto chega a 38%, em média.
Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress
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Os pesquisadores afirmam que, nesse caso, o consumidor está assumindo o risco de que uma eventualidade exija mudanças de passagens. "Se houver remarcação de voo, isso pode custar mais do que comprar uma nova passagem", diz Oliveira.


Segundo o estudo, voar em feriados é 3,8% mais caro. Entre as 13h e as 14h e entre as 17h e as 18h, os bilhetes custam até 18% mais.


DEMANDA CRESCE 9%
Em setembro, a demanda por voos domésticos aumentou 9,06% em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil. No acumulado do ano, o crescimento na procura chegou a 18,52%.


A Gol manteve a liderança do mercado doméstico em setembro, com 38,87% de participação. A TAM ficou com 38,22%. As demais empresas, com 22,91%. Nos voos internacionais, a TAM teve 88,55% do mercado, ante 10% da Gol e 1,45% da Avianca. 
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Planalto alega questão de 'segurança' para negar acesso a informações públicas

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|*\\>.<//*| RIO - O Ministério do Planejamento alegou motivo de "segurança" para não permitir o acesso da ONG Contas Abertas a informações que deveriam ser públicas. Após a decisão do Planalto, a entidade pediu cooperação jurídica à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para ter o acesso irrestrito aos dados de sistemas informatizados do governo federal. Foram negados à ONG os acessos ao Sistema Integrado de Dados Orçamentários (Sidor), ao Sistema de Informações Gerenciais e de Planejamento do Plano Plurianual (Sigplan), ao Sistema de Informação das Estatais (Siest) e ao Sistema Integrado de Administração de Serviços Gerais (Siasg). A medida torna impossível, segundo Gil Castello Branco, secretário-geral da entidade, a realização do controle da sociedade dos convênios firmados com empresas privadas e organizações não-governamentais.


A Lei de Diretrizes Orçamentárias, no seu parágrafo 1º do artigo 102, autoriza o acesso irrestrito a essas informações. Em nota, o ministério alegou mudanças na "estrutura de programação" dos sistemas e questão de "segurança":


"Durante os eventos do processo do PPA (Plano Plurianual de 2012-2015), realizados no 1º semestre deste ano, foram escolhidas propostas da sociedade civil organizada, o que ensejou alterações que estão sendo analisadas pela áreas técnicas do Ministério, as quais subsidiarão a criação de módulos específicos de acesso pela sociedade civil e o estabelecimento de condições de segurança para a abertura dos sistemas", diz parte da resposta à ONG.


Gil Castello Branco diz, no entanto, que a desculpa é "ridícula" e "infantil", pois o governo já teria condições de tornar disponíveis informações como essas, uma vez que as medidas de transparência já foram estabelecidas há tempos pela LDO :
" Não há sentido, porque há pelo menos uns quatro anos isso está na lei. E os sites do governo têm uma estrutura boa. Não é crível que o governo não tenha se preparado e alegue motivo de segurança. É um motivo infantil "

- Não há sentido, porque há pelo menos uns quatro anos isso está na lei. E os sites do governo têm uma estrutura boa. Não é crível que o governo não tenha se preparado e alegue motivo de segurança. É um motivo infantil - diz ele.


Além do acesso negado aos sistemas relacionados ao Planejamento, a ONG diz que há outros bancos de dados que deveriam ser supervisionados pela sociedade, mas que são restritos:
- Há uma série de outros sistemas cujos sistemas temos o direito de ter acesso, mas que faltam com a transparência.


O Sistema de Informação e Apoio à Tomada de decisão (Sindec), segundo ele, é um deles. O Sindec é ligado ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), epicentro da crise nos Transportes.


Gil declarou que o acesso à informação não tem apenas garantias na LDO:
- Temos o direito tanto por tratados internacionais , como pela própria legislação brasileira, na Constituição, na Lei de Responsabilidade Fiscal, na Lei complementar 131 e na Lei de Diretriz Orçamentária. Tenho a absoluta convicção que eu tenho o direito ao acesso a várias informações e a várias senhas de sistemas informatizados. Hoje em dia a informática está aí. Não adianta você só ter o sistema se não tem a senha, que possibilita a fiscalização - disse ele.


O Contas Abertas tem dificuldades, em especial, para conseguir senhas que permitem o acesso a sistemas que já estão disponíveis na web.


- Não adianta nada celebrar acordo de livre informação nos EUA enquanto que, aqui, não posso conseguir uma coisa banal, como uma simples senha - diz ele, referindo-se à viagem da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos, onde em Nova York debateu o tema durante Assembleia Geral da ONU. 
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