Total de visualizações de página

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Calor nas cidades pode ser até o dobro do previsto com o aquecimento global, aponta estudo

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Análise de 104 cidades mostra que 8 em cada 10 devem aquecer mais rápido que áreas rurais ao redor, mesmo se o aquecimento global for limitado a 2 °C. Trabalho inclui cidades brasileiras e indica que o efeito varia conforme vegetação, urbanização e clima local.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Por Roberto Peixoto, g1

Postado em 08 de Fevereiro de 2.026 às 07h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
#.* --  Post. - Nº.\  12.081 --  *.#

Vale qualquer sombra: em Madureira, pessoas esperam o ônibus na sombra do poste — Foto: Marcos Serra Lima/g1/Arquiv
Vale qualquer sombra: em Madureira, pessoas esperam o ônibus na sombra do poste — Foto: Marcos Serra Lima/g1/Arquiv

Um novo estudo científico recém-publicado indica que o aquecimento global pode ter um efeito ainda mais intenso dentro das cidades do que o previsto por modelos climáticos tradicionais.

A pesquisa, publicada na prestigiada revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)", analisou 104 cidades de porte médio em regiões tropicais e subtropicais e concluiu que, em cerca de 81% delas, a temperatura urbana tende a subir mais rapidamente do que nas áreas rurais ao redor.

O trabalho utilizou projeções climáticas combinadas com modelos estatísticos e técnicas de aprendizado de máquina para estimar como fatores como a chuva, a umidade e a vegetação influenciam o aquecimento urbano.

COP30 - Por que limitar o aquecimento a 1,5°C é a meta perseguida?
COP30 - Por que limitar o aquecimento a 1,5°C é a meta perseguida?

2️⃣ Em parte das cidades avaliadas, o aumento de temperatura pode chegar a ser até o dobro do registrado no entorno rural.

Entre as cidades analisadas estão municípios de vários países da América Latina, incluindo o Brasil.

O estudo cita, por exemplo, Campo Grande, além de outras cidades brasileiras avaliadas nas projeções.

Nos resultados, os pesquisadores observaram que o comportamento das cidades brasileiras tende a ser diferente do registrado em regiões mais áridas ou densamente urbanizadas da Ásia e do Oriente Médio.

Em partes do Brasil, porém, a diferença entre o aquecimento urbano e o regional pode ser menor, em parte por causa da presença de vegetação e da maior disponibilidade de umidade, fatores que ajudam a reduzir a intensidade da chamada ilha de calor urbana.

Ainda assim, o estudo mostra que essas cidades continuam aquecendo junto com o clima regional, o que pode aumentar a frequência de dias muito quentes e de noites abafadas.

Os resultados mostram, contudo, que o comportamento de cidades pelo mundo não é uniforme: em alguns casos, a diferença entre o aquecimento urbano e o regional é pequena, enquanto em outros há um aumento mais expressivo.

Ainda assim, os pesquisadores destacam que mesmo variações aparentemente pequenas podem ter impacto relevante na vida cotidiana.

➡️ Em cidades já quentes, um aumento adicional de alguns décimos de grau pode elevar a frequência de dias muito quentes e noites abafadas, com efeitos sobre saúde, consumo de energia e qualidade de vida.

O fenômeno por trás desse resultado é conhecido como ilha de calor urbana. Cidades tendem a reter mais calor do que áreas rurais por causa da presença de concreto, asfalto e edifícios, além da menor quantidade de vegetação.

Esses materiais absorvem energia durante o dia e liberam calor lentamente à noite, mantendo as temperaturas elevadas.

São Paulo registrou 39 °C em 25 de dezembro, em pleno dia de Natal, durante uma onda de calor. — Foto: RENATO S. CERQUEIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
São Paulo registrou 39 °C em 25 de dezembro, em pleno dia de Natal, durante uma onda de calor. — Foto: RENATO S. CERQUEIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Segundo os autores, os modelos climáticos globais são essenciais para prever o aquecimento do planeta, mas não conseguem representar com precisão o microclima das cidades, especialmente as de porte médio.

🌡️ Isso acontece porque esses modelos trabalham com áreas muito grandes, nas quais diferenças locais acabam diluídas.

Para contornar essa limitação, o estudo combinou dados climáticos com informações de satélite e modelos capazes de estimar com mais detalhe a temperatura da superfície nas áreas urbanas.

Os resultados indicam que, ao considerar esses fatores locais, o aquecimento nas cidades pode ser maior do que o estimado apenas com base nas médias regionais.

Em algumas regiões do mundo, como norte da Índia e partes da China, as projeções apontam aumentos urbanos significativamente superiores aos das áreas vizinhas.

Já em cidades brasileiras analisadas, a diferença tende a ser menor em média, embora o aumento geral de temperatura ainda seja significativo.

Os pesquisadores também ressaltam que o estudo não considerou a expansão futura das cidades.

E caso áreas urbanizadas continuem crescendo nas próximas décadas, o aquecimento local pode ser ainda maior do que o estimado.

Silhueta de uma mulher contra o sol poente. — Foto: AP Photo/Charlie Riedel
Silhueta de uma mulher contra o sol poente. — Foto: AP Photo/Charlie Riedel

Por que limitar o aquecimento a 1,5°C é a meta perseguida?

A meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais surgiu como um consenso científico e diplomático em 2015, com o Acordo de Paris.

Ela foi definida após uma série de estudos mostrarem que esse valor representava um limite seguro para evitar os efeitos mais devastadores das mudanças climáticas – como secas intensas, colapso de ecossistemas, aumento extremo do nível do mar e impactos graves à saúde humana.

A lógica por trás desse número era clara: quanto menor o aquecimento, menores os riscos. Relatórios do IPCC (painel da ONU sobre clima) mostraram que, mesmo com 1,5°C, o planeta já enfrentaria perdas consideráveis, mas que esses impactos seriam muito piores com 2°C ou mais.

Estabelecer esse teto era uma forma de preservar o futuro de bilhões de pessoas, especialmente nas regiões mais vulneráveis.

No entanto, os dados mais recentes apontam que esse limite já está sendo superado. Em 2024, o planeta atingiu a marca de 1,6°C de aquecimento: a questão que os cientistas avaliam é se isso foi um novo padrão ou apenas o registro pontual em um ano.

E, pior: estudos publicados nas revistas "Nature Climate Change e Nature Communications" indicam que manter o aquecimento em 1,5°C talvez não seja mais suficiente para impedir o colapso de geleiras na Groenlândia e na Antártida – regiões que armazenam gelo capaz de elevar o nível do mar em até 65 metros nos próximos séculos.

Além disso, um relatório da ONU afirma que, mesmo no cenário mais otimista, a chance de limitar o aquecimento global a 1,5°C é de apenas 14%.

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Por que bitcoin despencou ao menor nível desde que Trump assumiu o poder

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Preço da moeda digital desabou apesar do apoio público do presidente americano, Donald Trump.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------
TOPO
Por BBC

Postado em 06 de Fevereiro de 2.026 às 08h10
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
#.* --  Post. - Nº.\  12.080 --  *.#

Bandeira dos EUA exibida na tela de um laptop e representação da criptomoeda Bitcoin em 6 de novembro de 2024. — Foto: Getty Image via BBC
Bandeira dos EUA exibida na tela de um laptop e representação da criptomoeda Bitcoin em 6 de novembro de 2024. — Foto: Getty Image via BBC

O preço do bitcoin caiu ao nível mais baixo em 15 meses, apesar do apoio pessoal dado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, às criptomoedas.

Um único bitcoin agora vale US$ 65 mil (ou cerca de R$ 342 mil), o menor valor desde outubro de 2024. A cotação já desabou 24% desde o início deste ano.

A queda ocorreu após meses de alta, que levaram a criptomoeda a atingir um recorde histórico de US$ 122 mil em outubro.

Bitcoin atinge menor patamar desde eleição de Trump
Bitcoin atinge menor patamar desde eleição de Trump

O envolvimento de Trump no setor, seu apoio declarado às criptomoedas e suas promessas de flexibilizar a legislação sobre o setor deram impulso ao ativo.

Uma das primeiras ações de Trump ao retornar à Casa Branca em janeiro de 2025 foi publicar uma ordem executiva com o objetivo de tornar os EUA a "capital mundial das criptomoedas".

Em seu primeiro ano de volta ao cargo, Trump lançou sua própria criptomoeda, com a maior parte dos lucros indo para suas empresas. E ele manteve seu envolvimento com a World Liberty Financial, um veículo de investimento para outros ativos cripto que pertence à família Trump.

Até o momento, seu governo sancionou uma lei para dar respaldo federal às criptomoedas e dissolveu uma equipe do Departamento de Justiça focada na aplicação da regulamentação de criptomoedas. A Comissão de Valores Mobiliários (SEC, na sigla em inglês) abandonou o trabalho de fiscalização e as investigações relacionadas às criptomoedas.

Em novembro, os democratas do Comitê Judiciário do Senado criticaram a "agenda pró-criptomoedas" de Trump, observando que o presidente acumulou participações em criptomoedas no valor de mais de US$ 11 bilhões e obteve uma renda pessoal de US$ 800 milhões com transações desde que assumiu o cargo.

Com a queda da cotação registrada na quinta-feira, o bitcoin acumula 32% de baixa nos últimos 12 meses, se aproximando de patamares registrados no início de 2024 e em 2021.

O bitcoin é a maior e mais conhecida criptomoeda — uma forma de dinheiro exclusivamente digital que não é controlada por uma instituição financeira centralizada.

Por que o Bitcoin perdeu valor?

A cotação do bitcoin tende a ser volátil, mas analistas do Deutsche Bank afirmaram em uma nota na quarta-feira que a queda mais recente foi "desencadeada" pela nomeação de Kevin Warsh por Trump como o novo presidente do Federal Reserve (o banco central dos EUA).

Alguns acreditam que ele adotará uma abordagem mais "agressiva", mantendo as taxas de juros mais altas, enquanto uma política monetária mais expansionista favoreceria o investimento em ativos como criptomoedas.

A cotação do bitcoin tem apresentado uma tendência de queda nos últimos quatro meses, observou o Deutsche Bank, com um crescente sentimento negativo em relação às criptomoedas de modo geral.

"Essa venda constante, em nossa opinião, sinaliza que os investidores tradicionais estão perdendo o interesse, e o pessimismo geral em relação às criptomoedas está crescendo", afirmou o banco.

O Deutsche Bank não acredita que as criptomoedas vão desaparecer, mas também não prevê que o bitcoin volte às altas impulsionadas por Trump.

O banco afirmou que a moeda digital está passando de um "ativo puramente especulativo" para uma fase mais realista, como um ativo que "precisa encontrar seu papel específico".

William Barhydt, diretor executivo da Abra Capital Management, uma empresa de investimentos focada em criptoativos, concordou que as criptomoedas estão amadurecendo, mas espera que os preços se recuperem.

"Eu não diria que elas precisam se recuperar, mas não consigo imaginar como isso não aconteceria", disse Barhydt, observando que esta não é a primeira vez que o bitcoin apresenta oscilações significativas de valor.

"A única maneira de isso não acontecer é se acabarmos em algum tipo de guerra", acrescentou Barhydt.

Outras criptomoedas populares são ethereum e solana. Seus preços caíram cerca de 37% até agora em 2026.

De acordo com a CoinGecko, que monitora o desempenho de milhares de criptomoedas, o mercado perdeu mais de US$ 1 trilhão em valor apenas no último mês e US$ 2 trilhões desde que atingiu seu pico em outubro.

A Stifel, uma empresa de investimentos e pesquisa com sede nos EUA, afirmou em um comunicado aos investidores que os preços do bitcoin podem cair para até US$ 38 mil. A empresa apontou para uma nova tendência de criptomoedas seguirem mais de perto os preços do dólar americano.

Na semana passada, o dólar caiu para sua cotação mais baixa em quatro anos.

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Cientistas criam solução "inafundável" para evitar um novo Titanic

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Tubos de metal podem permanecer flutuando independentemente do tempo ou da gravidade dos danos sofridos com o novo design
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Ana Julia Bertolaccini, da CNN Brasil*
04/02/26 às 03:34 | Atualizado 04/02/26 às 04:54
Postado em 04 de Fevereiro de 2.026 às 05h45m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
#.* --  Post. - Nº.\  12.079 --  *.#


O Titanic era considerado "inafundável" antes de bater em um iceberg em sua viagem inaugural  • Imprensa Central/Arquivo Hulton/Getty Images

Pesquisadores do Instituto de Óptica da Universidade de Rochester, em Nova York, projetaram um design hidrofóbico de tubos de metal que pode evitar naufrágios de grandes navios como o "Titanic". O estudo foi publicado na revista Advanced Functional Materials, na terça-feira (27 de janeiro).

Mesmo após mais de 100 anos de seu naufrágio, o navio, que inspirou o filme, continua motivando engenheiros que sonham com a construção de embarcações "inafundáveis".

O design dos novos tubos de metal — desenvolvidos pela Universidade de Rochester — são uma indicação de que esse futuro pode estar próximo.

De acordo com as informações do estudo, esses tubos são capazes de permanecer flutuando independentemente do tempo que forem submersos ou da gravidade dos danos sofridos por eles.

Tubos metálicos interligados em forma de jangada • Universidade de Rochester / J. Adam Fenster
Tubos metálicos interligados em forma de jangada • Universidade de Rochester / J. Adam Fenster

Na produção dos tubos de alumínio, os pesquisadores criam micro e nanoporos na superfície que a tornam super-hidrofóbica, repelindo a água e mantendo-a seca. Quando o tubo tratado entra em contato com a água, a superfície aprisiona uma bolha de ar estável em seu interior, impedindo que ele fique encharcado e afunde.

O mecanismo é semelhante ao utilizado por aranhas-mergulhadoras para manter a flutuabilidade debaixo d'água ou por formigas-de-fogo que formam jangadas flutuantes com seus corpos hidrofóbicos.

Leia mais

Segundo Chunlei Guo, professor de óptica e física e cientista sênior do Laboratório de Energética a Laser da Universidade de Rochester, mesmo se alguém empurrar o tubo verticalmente na água, a bolha de ar permanece presa dentro dele e o tubo mantém sua capacidade de flutuar.

Essa tecnologia foi demonstrada pela primeira vez em 2019, com dois discos super-hidrofóbicos selados para criar sua flutuabilidade, mas design atual do tubo simplifica e aprimora a tecnologia em diversas áreas importantes.

Os discos que os pesquisadores desenvolveram anteriormente podiam perder a capacidade de flutuar quando girados em ângulos extremos, mas os tubos são resistentes a condições turbulentas como as encontradas no mar.

Quando estruturados e interligados, vários tubos podem criar jangadas que serviriam de base para navios, bóias e plataformas flutuantes.

De acordo com Guo, a tecnologia poderia ser facilmente adaptada para os tamanhos maiores necessários para dispositivos flutuantes que suportam carga.

O projeto recebeu apoio da Fundação Nacional de Ciência (National Science Foundation), da Fundação Bill e Melinda Gates e do Instituto Goergen de Ciência de Dados e Inteligência Artificial da Universidade de Rochester (URochester).

*Sob supervisão de AR.

CNN Brasil Siga a CNN Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Tópicos


++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========---------------------------------------------------------------------  -----------====-++---

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Da praia à pista de skate: reciclagem de bitucas de cigarro faz lixo virar negócio de R$ 3 milhões

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Empresa criada em Ubatuba investe em tecnologia para transformar um dos resíduos mais poluentes do mundo em matéria-prima e faturamento dentro da economia circular.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Por PEGN

Postado em 03 de Fevereiro de 2.026 às 06h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
#.* --  Post. - Nº.\  12.078 --  *.#

Como a reciclagem de bitucas de cigarro virou um negócio milionário no litoral de São Paulo
Como a reciclagem de bitucas de cigarro virou um negócio milionário no litoral de São Paulo

Pequenas, quase invisíveis na areia ou no asfalto, as bitucas de cigarro estão entre os resíduos mais comuns — e mais poluentes — do mundo.

No litoral norte de São Paulo, um empreendedor decidiu olhar para esse problema de outra forma: transformando o descarte em matéria-prima, inovação e negócio.

Em Ubatuba, Marcos Poiato comanda uma empresa especializada na reciclagem de bitucas de cigarro.

O projeto começou há cerca de 16 anos, depois de muita pesquisa e investimento, e hoje alia sustentabilidade, educação ambiental e geração de renda.

Eu descrevo a minha empresa como uma empresa de conceito inovador. A gente trabalha com um resíduo que é complexo e que, por hábito, as pessoas descartam indevidamente no chão, explica Marcos.

Como a reciclagem de bitucas de cigarro virou um negócio milionário no litoral de São Paulo — Foto: Reprodução/PEGN
Como a reciclagem de bitucas de cigarro virou um negócio milionário no litoral de São Paulo — Foto: Reprodução/PEGN

As bitucas podem levar até 15 anos para se decompor e, nesse período, liberam substâncias tóxicas que contaminam o solo, a água e afetam a vida marinha.

Com experiência anterior na indústria farmacêutica, Marcos percebeu que poderia aplicar conhecimento técnico para enfrentar o problema ambiental.

O primeiro desafio foi a coleta. O empreendedor começou instalando cerca de 150 coletores na cidade onde o projeto teve início.

Hoje, a rede cresceu: são cerca de 9 mil pontos de coleta espalhados por diferentes estados brasileiros, muitos deles em praias, espaços públicos e áreas de grande circulação. Mas recolher era só o começo. A grande pergunta era como tratar o material.

A resposta veio após Marcos conhecer uma pesquisa desenvolvida pela Universidade de Brasília (UNB), que resultou em uma tecnologia capaz de eliminar as toxinas presentes nas bitucas e reaproveitar o resíduo com segurança.

Foi quando fechamos o ciclo, resume Thérèse Hofmann, pesquisadora da Universidade de Brasília (UNB), ao explicar a parceria de licenciamento da tecnologia.

Como a reciclagem de bitucas de cigarro virou um negócio milionário no litoral de São Paulo — Foto: Reprodução/PEGN
Como a reciclagem de bitucas de cigarro virou um negócio milionário no litoral de São Paulo — Foto: Reprodução/PEGN

Entre o desenvolvimento do processo e a viabilização do negócio, Marcos investiu cerca de R$ 1 milhão ao longo de seis anos. O esforço deu resultado. Em 2025, a empresa faturou aproximadamente R$ 3 milhões.

Depois de tratadas, as bitucas se transformam em uma massa de celulose — um material versátil, sem odor e livre de toxinas. Aqui é o resultado da reciclagem. A bituca deixa de ser um plástico poluente e vira celulose, pronta para ser reaproveitada, explica o empreendedor.

Essa massa é destinada a artesãos, artistas e projetos sociais, que usam o material para criar produtos e gerar renda.

Também ganha aplicações menos óbvias, como na construção civil. Em Ubatuba, uma pista de skate sustentável foi construída com a celulose reciclada misturada ao concreto.

O custo final da pista caiu entre 30% e 40%, e ainda reduzimos o impacto ambiental, conta o pesquisador e skatista George Rotatori, que acompanha o desempenho do material. É incrível andar de skate sabendo que aquilo poderia estar poluindo praias, ruas e bueiros.

Como a reciclagem de bitucas de cigarro virou um negócio milionário no litoral de São Paulo — Foto: Reprodução/PEGN
Como a reciclagem de bitucas de cigarro virou um negócio milionário no litoral de São Paulo — Foto: Reprodução/PEGN

Além da reciclagem, a empresa investe em educação ambiental. Em parceria com prefeituras, ONGs e associações de bairro, promove palestras, oficinas de arte e ações educativas para conscientizar a população sobre o descarte correto das bitucas.

Para a bióloga e educadora Paula Borges, o projeto une sustentabilidade e economia de forma prática. Quando a gente transforma um resíduo tão poluente em matéria-prima, reduz custos, gera trabalho e cria produtos, estamos falando de sustentabilidade real, afirma.

Para Marcos, os resultados são fruto de persistência. Alguns negócios demoram um, dois anos para vingar. O nosso demorou mais. Mas tivemos resiliência, calma e a certeza de que o resultado viria, diz. Talvez muita coisa ainda aconteça depois de mim, mas eu sei que o caminho já está trilhado. 

POIATO RECICLA LTDA.
  • 📍Rua Domingos Arruda Ferraz, 51 - Parque Jataí - Votorantim /SP - CEP: 18.117-236
  • 📞Telefone: (15) 3242-6140
  • 📧Email: contato@poiatorecicla.com.br
  • 🌐Site: www.poiatorecicla.com.br
  • 📸Instagram: https://www.instagram.com/poiatorecicla/

++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========---------------------------------------------------------------------  -----------====-++---

Índia firma acordo comercial com EUA uma semana depois de fechar com Europa Detalhes ainda não estão claros, mas pivô em direção aos europeus pode ter servido de incentivo para Trump

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Detalhes ainda não estão claros, mas pivô em direção aos europeus pode ter servido de incentivo para Trump
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Blog
Lourival Sant'Anna
Analista de Internacional. Fez reportagens em 80 países, incluindo 15 coberturas de conflitos armados, ao longo de mais de 30 anos de carreira. É mestre em jornalismo pela USP e autor de 4 livros
02/02/26 às 22:25 | Atualizado 02/02/26 às 22:25
Postado em 03 de Fevereiro de 2.026 às 05h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
#.* --  Post. - Nº.\  12.077 --  *.#


Como todo acordo anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o dessa segunda-feira (2), entre ele e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, é vago e repleto de incertezas.

Mesmo assim, é um acordo muito importante, e revelador das táticas de Trump, para ser ignorado.

Trump escreveu em sua rede social, Truth Social, que Modi concordou em por fim à importação de petróleo da Rússia, que havia motivado a imposição de uma alíquota adicional de 25% sobre os produtos indianos, além dos 25% em tarifa recíproca.

Por sua vez, em sua postagem na rede X, o primeiro-ministro indiano não fez referência a esse compromisso.

Ele confirmou que a tarifa americana para produtos indianos passa a ser de 18%, mas não fez menção à alíquota zero sobre todos os produtos americanos, anunciada por Trump.

Modi também não citou o compromisso de “comprar produtos americanos a um nível muito mais alto, além de mais de US$ 500 bilhões em energia, tecnologia, produtos agrícolas, carvão e muitos outros”.

Leia mais

Mas o aspecto mais revelador do acordo é que ele foi firmado apenas seis dias depois do anúncio do acordo de livre comércio entre Índia e União Europeia, ao fim de duas décadas de negociações.

O incentivo para ambas as partes foi precisamente a postura predatória de Trump no comércio e de abandono de compromissos na área de defesa.

Além da eliminação de tarifas, o acordo com os europeus tem também um componente cooperação na área militar.

Mais da metade do arsenal indiano é de origem russa, e o país se vê pressionado pelo crescente fornecimento de armas da China para o Paquistão, com o qual mantém disputas territoriais que levam a conflitos armados periódicos.

Trump por sinal alega ter mediado a solução do último, travado entre 7 e 10 de maio do ano passado.

A Índia é um dos países mais protecionistas do mundo. A aceitação de alíquota zero para os produtos americanos seria uma mudança muito significativa de política por parte de Nova Délhi.

Entre janeiro e novembro do ano passado, a Índia exportou US$ 95 bilhões para os EUA e importou apenas US$ 42 bilhões.

Importação de petróleo

A eliminação de toda a importação do petróleo russo também seria a renúncia a um negócio altamente lucrativo. Em novembro, a Índia importou 1,7 milhão de barris de petróleo russo.

Em dezembro, esse volume caiu para 1,2 milhão. Isso representa entre 30% e 40% das importações de petróleo pela Índia.

Desde a invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2002, e consequente imposição de sanções pela Europa e Estados Unidos, a Índia e a China – que por sinal nunca foi sequer ameaçada de tarifas por esse motivo por Trump – se beneficiam da compra de petróleo russo a descontos de US$ 6 a US$ 8 por barril.

O petróleo é refinado na Índia; parte é consumida por seu mercado interno e a outra parte, vendida para a Europa. Recentemente os governos europeus se deram conta de que estavam indiretamente violando suas sanções contra a Rússia por meio desse triângulo com a Índia, e estão fechando essa brecha.

Por esse prisma talvez já tivesse se tornado mais interessante para a Índia oferecer essa concessão a Trump, em troca da eliminação da tarifa adicional e redução da alíquota “recíproca”.

Quanto a Trump, ele nunca perde a oportunidade de anunciar um bom negócio, mesmo se os detalhes não forem exatamente como ele diz.

CNN Brasil
Siga a CNN Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Tópicos


++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========---------------------------------------------------------------------  -----------====-++---