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terça-feira, 12 de agosto de 2025

Dólar cai abaixo dos R$ 5,40 após dados de inflação do Brasil e dos EUA

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Na véspera, a moeda americana fechou em alta de 0,14%, cotada a R$ 5,4434. Já a bolsa encerrou em queda de 0,21%, aos 135.623 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 12 de Agosto de 2.025 às 09h30m

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Ipsos-Ipec: 49% concordam que Brasil deve retaliar tarifaço; 43% discordam
Ipsos-Ipec: 49% concordam que Brasil deve retaliar tarifaço; 43% discordam

O dólar abriu a sessão desta terça-feira (12) em queda, acompanhando os dados inflacionários do Brasil e dos Estados Unidos. Por volta das 15h23, a moeda americana caía 1%, a R$ 5,389. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subia 1,89%, aos 138.190 pontos.

▶️ O IBGE divulgou às 9h o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), termômetro oficial da inflação no Brasil, referente a julho. No mês, a alta foi de 0,26%, e nos últimos 12 meses, avançou 5,23% — abaixo das expectativas do mercado. (Veja mais abaixo)

▶️Também foi divulgado o índice de preços ao consumidor dos EUA (CPI, na sigla em inglês). O indicador avançou a 2,7% em 12 meses, abaixo da expectativa do mercado, de alta a 2,8%.

▶️ Na agenda política, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de audiência pública sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Há ainda a expectativa pelo plano de contingência do governo em relação às sobretaxas aos produtos brasileiros nos EUA.

▶️Já a agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prevê encontros com ministros ao longo do dia. Ontem à noite, ele teve uma conversa por telefone com o presidente da China, Xi Jinping, sobre o papel do G20 e do BRICS na defesa do multilateralismo.

▶️ No exterior, Donald Trump anunciou ontem a nomeação do economista E.J. Antoni como novo comissário do Bureau of Labor Statistics (BLS), órgão responsável pela divulgação dos principais indicadores econômicos do país.

Veja abaixo como esses fatores impactam o mercado.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +0,14%;
  • Acumulado do mês: -2,81%;
  • Acumulado do ano: -11,91%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -0,21%;
  • Acumulado do mês: +1,92%;
  • Acumulado do ano: +12,75%.
IPCA de julho

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, aponta que os preços subiram 0,26% em julho, segundo dados divulgados nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado representa uma alta 0,02 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de 0,24% de junho.

No ano, o IPCA acumula alta de 3,26% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 5,23%, abaixo dos 5,35% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2024, a variação havia sido de 0,38%.

O resultado ficou levemente abaixo das projeções do mercado. Especialistas ouvidos pela Reuters previam uma alta mensal de 0,37%, e de 5,34% nos últimos 12 meses.

Um dos principais alívios veio da queda dos preços dos alimentos — com destaque para a queda do preço do em arroz, feijão, ovos, carnes vermelhas e itens in natura, como batata-inglesa, frutas e hortaliças.

"Qualitativamente, o resultado foi misto, mas melhor do que o esperado. Olhando à frente, mantemos nossa projeção de inflação para 2025 em 5,1%. Seguimos observando um balanço de riscos equilibrado, com efeitos líquidos desinflacionários da guerra tarifária", avalia Igor Cadilhac, economista do PicPay,

Cadilhac destaca que, com exceção dos serviços (0,59%), todas as demais medidas vieram melhores do que as projeções. No entanto, como os serviços subjacentes (0,49%) representam uma das principais métricas qualitativas, ele ressalta que o resultado deve ser interpretado com cautela.

Lula conversa por telefone com Xi Jinping

Em meio às tarifas dos EUA, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com o líder chinês Xi Jinping nesta segunda-feira (11) em meio ao tarifaço dos Estados Unidos imposto pelo presidente americano Donald Trump. A realização da ligação foi confirmada pelo Planalto.

De acordo com fontes do governo, a conversa, feita a pedido de Lula, também tratou das relações bilaterais entre os países e a conjuntura geopolítica internacional.

Em nota, o governo informou que a ligação durou cerca de uma hora e que os dois países "concordaram sobre o papel do G20 e do BRICS na defesa do multilateralismo".

Quando o governo americano aumentou tarifas de importação de mercadorias brasileiras para 50%, o Planalto classificou a medida como unilateral.

Mercados globais

As bolsas de Wall Street abriram em alta nesta terça-feira (12), com os investidores americanos reagindo a uma inflação menor do que o esperado.

O índice de preços ao consumidor (CPI) registrou alta de 2,7% nos últimos 12 meses, ficando abaixo da previsão do mercado, que era de 2,8%.

Com esses dados, o mercado aumenta as expectativas de que o Federal Reserve (Fed) reduza os juros na reunião de setembro, o que deixaria a taxa entre 4,00% e 4,25% ao ano.

Após a divulgação dos dados, Donald Trump voltou a pedir que o Federal Reserve reduza a taxa de juros dos Estados Unidos. O presidente citou "uma grande ação judicial" contra o chair do banco central americano, Jerome Powell, por causa da reforma do prédio do banco central.

"Jerome 'Tarde Demais' Powell deve AGORA baixar os juros", escreveu Trump em sua rede social. No entanto, estou considerando permitir que uma grande ação judicial contra Powell avance por causa do trabalho horrível e grosseiramente incompetente que ele fez ao gerenciar a obra dos prédios do Fed."

Ainda nos EUA, Trump anunciou hoje a nomeação do economista E.J. Antoni como novo comissário do Bureau of Labor Statistics (BLS), órgão responsável pela divulgação dos principais indicadores econômicos do país.

A decisão ocorre dez dias após a demissão de Erika McEntarfer, ex-líder da agência, acusada por Trump — sem apresentar provas — de manipular dados do mercado de trabalho.

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta após Donald Trump estender por mais 90 dias a suspensão das tarifas sobre importações chinesas.

A trégua tarifária entre Pequim e Washington venceria em 12 de agosto. Nesta semana, Trump já havia sinalizado que a China estava colaborando nas negociações com os EUA.

Na mesma direção dos mercados asiáticos e americano, os principais índices da Europa fecharam em alta nesta terça-feira (12). O índice Stoxx 600 encerrou o dia com alta de 0,24%, alcançando 548,07 pontos.

Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,20%, chegando a 9.147,81 pontos. Já o DAX, de Frankfurt, registrou queda de -0,23%, fechando aos 24.024,78 pontos. Em Paris, o CAC 40 teve valorização de 0,71%, atingindo 7.753,42 pontos.

Notas de dólar. — Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters
Notas de dólar. — Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters

* Com informações da agência de notícias Reuters

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Guerra em Gaza: Pelo menos 180 jornalistas foram mortos desde 2023

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Assassinato de profissionais da emissora Al Jazeera foi condenado por organizações internacionais
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Da CNN
11/08/25 às 16:00 | Atualizado 11/08/25 às 17:31
Postado em 12 de Agosto de 2.025 às 06h15m

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O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) afirmou que pelo menos 180 jornalistas foram mortos na guerra Israel-Gaza desde outubro de 2023. Segundo a organização, "178 desses jornalistas eram palestinos mortos por Israel".

O levantamento foi divulgado após um ataque israelense matar cinco funcionários da emissora Al Jazeera. As Forças de Defesa de Israel disseram que tinham como alvo o correspondente Anas Al-Sharif, após acusá-lo de liderar uma célula do Hamas. A Al Jazeera nega veementemente que Al-Sharif tivesse ligação com o grupo palestino.

A ONU chamou o ataque de “grave violação do direito internacional humanitário”. O secretário-geral António Guterres pediu uma "uma investigação independente e imparcial" sobre os ataques.

• CNN
• CNN

"Jornalistas e profissionais da mídia devem ser respeitados, devem ser protegidos e devem ter permissão para realizar seu trabalho livremente, livres de medo e assédio", disse Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral. Dujarric acrescentou que pelo menos 242 jornalistas foram mortos em Gaza desde o início da guerra, número ainda maior do que o divulgado pelo Comitê de Proteção a Jornalistas.

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Além dos funcionários da Al Jazeera, o ataque também teria matado Mohammad Al-Khaldi, um repórter freelancer local, segundo médicos do Hospital Al Shifa.

Palestinos se reuniram nesta segunda-feira (11) na Cidade de Gaza para velar os corpos.

Entenda a guerra na Faixa de Gaza

A guerra na Faixa de Gaza começou em 7 outubro de 2023, depois que o Hamas lançou um ataque terrorista contra Israel.

Combatentes do grupo radical palestino mataram 1.200 pessoas e sequestraram 251 reféns naquele dia.

Então, tropas israelenses deram início a uma grande ofensiva com bombardeios e por terra para tentar recuperar os reféns e acabar com o comando do Hamas.

Os combates resultaram na devastação do território palestino e no deslocamento de cerca de 1,9 milhão de pessoas, o equivalente a mais de 80% da população total da Faixa de Gaza, segundo a UNRWA (Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos).

Desde o início da guerra, pelo menos 61 mil palestinos foram mortos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. O ministério, controlado pelo Hamas, não distingue entre civis e combatentes do grupo na contagem, mas afirma que mais da metade dos mortos são mulheres e crianças. Israel afirma que pelo menos 20 mil são combatentes do grupo radical.

Parte dos reféns foi recuperada por meio de dois acordos de cessar-fogo, enquanto uma minoria foi recuperada por meio das ações militares.

Autoridades acreditam que cerca de 50 reféns ainda estejam em Gaza, sendo que cerca de 20 deles estariam vivos.

Enquanto a guerra avança, a situação humanitária se agrava a cada dia no território palestino. De acordo com a ONU, passa de mil o número de pessoas que foram mortas tentando conseguir alimentos, desde o mês de maio, quando Israel mudou o sistema de distribuição de suprimentos na Faixa de Gaza.

Com a fome generalizada pela falta da entrada de assistência na Faixa de Gaza, os relatos de pessoas morrendo por inanição são diários.

Israel afirma que a guerra pode parar assim que o Hamas se render, e o grupo radical demanda melhora na situação em Gaza para que o diálogo seja retomado. 



Esse conteúdo foi publicado originalmente em

inglês                  Ver original   


Tópicos


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segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Madonna pede que papa Leão visite Gaza “antes que seja tarde demais”

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Cantora afirmou que os "portões humanitários" precisam ser totalmente abertos para salvar crianças inocentes
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Christian Edwards e Catherine Nicholls, da CNN
11/08/25 às 19:02 | Atualizado 11/08/25 às 19:02
Postado em 11 de Agosto de 2.025 às 19h30m

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Madonna e papa Leão XIV
Madonna e papa Leão XIV  • Reprodução/Instagram e Reuters

Madonna pediu ao papa Leão XIV que visite a Faixa de Gaza em uma missão humanitária para ajudar crianças palestinas que estão famintas, alertando que "não há mais tempo".

A cantora, que foi criada como católica romana, fez o pedido ao novo pontífice em uma publicação no Instagram nesta segunda-feira (11).

“Santíssimo Padre. Por favor, vá a Gaza e leve sua luz às crianças antes que seja tarde demais. Como mãe, não suporto ver o sofrimento delas. As crianças do mundo pertencem a todos. O Senhor é o único de nós a quem não se pode negar a entrada", comentou.

Madonna afirmou que enviou a mensagem ao pontífice porque "a política não pode afetar a mudança", mas "a consciência pode".

Na publicação, feita no aniversário do filho Rocco, Madonna pontuou que o melhor presente que poderia dar a ele é "pedir a todos que façam o que puderem para ajudar a salvar as crianças inocentes atingidas pelo fogo cruzado em Gaza".

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Ainda assim, a estrela da música ressaltou que não está "apontando dedos, colocando culpas ou tomando partido".

"Todos estão sofrendo. Inclusive as mães dos reféns. Rezo para que elas também sejam libertadas", destacou.

A CNN entrou em contato com o Vaticano e aguarda retorno.

Madonna pede maior entrega de ajuda humanitária em Gaza

Ainda no post, Madonna afirmou que os "portões humanitários" precisam ser totalmente abertos para salvar crianças inocentes.

"Não há mais tempo. Por favor, diga que você irá”, escreveu ela.

O bloqueio israelense à ajuda humanitária no território palestino resultou no que a OMS (Organização Mundial da Saúde) classificou como "fome em massa provocada pelo homem".

Ramesh Rajasingham, chefe do Ocha (Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários), disse em uma reunião do Conselho de Segurança da ONU no domingo (10) que "esta não é mais uma crise de fome iminente – é fome pura e simples".

Israel controla rigorosamente o fluxo de ajuda e pessoas para o enclave.

Críticas do papa Leão à guerra em Gaza

Desde o início de seu pontificado, em maio, o papa tem sido firme nas críticas à guerra de Israel em Gaza, expressando constantemente preocupação com os civis palestinos que enfrentam os bombardeios israelenses.

“Estou acompanhando com grande preocupação a terrível situação humanitária em Gaza, onde a população civil sofre de fome severa e continua exposta à violência e à morte”, disse ele em julho, pedindo um cessar-fogo.

Segundo a Unicef, a agência das Nações Unidas para a infância, mais de 18 mil crianças foram mortas no território palestino desde o início da guerra, em outubro de 2023.

A agência pontuou que, em média, 28 crianças morrem no local por dia.

Chefe da OMS agradece Madonna

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, respondeu à publicação de Madonna, agradecendo por sua "compaixão, solidariedade e compromisso em cuidar de todos os envolvidos na crise de Gaza, especialmente as crianças".

"Isso é extremamente necessário. A humanidade e a paz devem prevalecer", ressaltou.

Pelo menos 222 pessoas – incluindo 101 crianças – morreram de desnutrição desde o início da guerra, segundo o Ministério da Saúde palestino.


Esse conteúdo foi publicado originalmente em

inglês                           Ver original 

Tópicos

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Japão teve maior queda populacional da história em 2024

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População japonesa diminui pelo 16º ano consecutivo, com baixa taxa de natalidade e envelhecimento acelerado da população
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Jessie Yeung e Yumi Asada, da CNN
09/08/25 às 14:00 | Atualizado 09/08/25 às 14:10
Postado em 11 de Agosto de 2.025 às 13h45m

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Bandeira japonesa na sede do Banco do Japão, em Tóquio
Bandeira do Japão  • 23/01/2025REUTERS/Issei Kato

O declínio acentuado da população do Japão não mostra sinais de desaceleração, com o país registrando uma redução de mais de 900 mil pessoas no ano passado – a maior queda anual já registrada, segundo dados do governo.

Os dados, divulgados pelo Ministério de Assuntos Internos e Comunicações na quarta-feira (6), mostraram que o número de cidadãos japoneses diminuiu em 908.574 em 2024, reduzindo a população total para 120 milhões.

Desde que atingiu o pico de 126,6 milhões em 2009, a população tem diminuído por 16 anos consecutivos, afetada por diversos fatores, como problemas econômicos e normas de gênero profundamente enraizadas.

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Com a população de cidadãos japoneses destinada a continuar despencando nas próximas décadas, o país sentirá o impacto em seus sistemas de aposentadoria e saúde, além de outras infraestruturas sociais que são difíceis de manter com uma força de trabalho em declínio.

O governo tem tentado combater o declínio há mais de uma década, com esforços se intensificando nos últimos anos. As medidas vão desde oferecer assistência para habitação e novos nascimentos até incentivar os pais a tirarem licença-paternidade.

Mas a cada ano, menos bebês nascem e mais mortes são registradas – um ciclo vicioso e um sintoma de uma população que envelhece cada vez mais. A proporção de idosos é muito alta – representando quase 30% de toda a população, segundo os novos dados – enquanto a proporção de adultos jovens, em idade fértil e ativa, diminui continuamente.

O ano passado não foi exceção. O número de nascimentos registrados, apenas 687.689, foi o mais baixo desde o início dos registros em 1968 – enquanto o número de mortes, em quase 1,6 milhão, foi o mais alto já registrado.

A população em idade ativa, definida entre 15 e 64 anos, representou apenas 59% da população no Japão no ano passado – muito abaixo da média global de 65%, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Esse declínio vem se desenvolvendo há décadas, devido à consistentemente baixa taxa de fertilidade do Japão desde os anos 1970. Por causa disso, sociólogos e demógrafos afirmam que não há solução rápida – e não é reversível.

Mesmo se o Japão conseguir aumentar sua taxa de fertilidade drástica e imediatamente, sua população continuará diminuindo por pelo menos mais algumas décadas até que a proporção desequilibrada entre jovens e idosos se equilibre, e os bebês que estão nascendo agora atinjam a idade fértil.

Os imigrantes são a solução?

Especialistas apontaram o alto custo de vida do Japão, a economia e os salários estagnados, o espaço limitado e a cultura de trabalho exigente como razões pelas quais menos pessoas estão optando por namorar, casar ou ter filhos.

Para as mulheres, os custos econômicos não são o único fator desencorajador. O Japão continua sendo uma sociedade altamente patriarcal onde se espera que as mulheres casadas assumam o papel de cuidadoras, apesar dos esforços do governo para envolver mais os maridos. Pais solteiros são muito menos comuns no Japão do que em muitos países ocidentais.

Muitas dessas questões também afetam outras nações do Leste Asiático com seus próprios problemas populacionais, incluindo China e Coreia do Sul.

Uma possível solução, apontada por especialistas, seria preencher a lacuna recebendo mais imigrantes – um tópico controverso no Japão, um país majoritariamente conservador que se percebe como etnicamente homogêneo. Residentes estrangeiros e cidadãos japoneses de etnia mista há muito tempo se queixam de xenofobia, racismo e discriminação.

Mas o governo tem se inclinado para essa opção, lançando um novo visto para nômades digitais e elaborando um novo plano para qualificar trabalhadores estrangeiros. E há sinais de que isso pode estar surtindo efeito; o número de residentes estrangeiros no Japão aumentou mais de 10% no ano passado, atingindo um recorde de 3,6 milhões de pessoas, segundo os novos dados.

De acordo com modelos governamentais, que foram revisados mais recentemente em 2023, a população do Japão cairá 30% até 2070 – mas até lá, "o ritmo do declínio populacional deverá diminuir ligeiramente, principalmente devido ao aumento da migração internacional."

Esse conteúdo foi publicado originalmente em

Internacional         Ver original 

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