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terça-feira, 1 de julho de 2025

Embraer fecha contrato avaliado em R$ 21,7 bilhões para venda de 45 aviões comerciais

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Primeiras entregas estão previstas para o final de 2027. Acordo ainda prevê direito de compra para mais 10 jatos.
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Por Carlos Santos, g1 Vale do Paraíba e Região

Postado em 01 de Julho de 2.025 às 11h20m

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Embraer anuncia a venda de 45 jatos E195-E2
Embraer anuncia a venda de 45 jatos E195-E2

A Embraer anunciou nesta terça-feira (1º) a venda de 45 jatos comerciais do modelo E195-E2 para a Scandinavian Airlines, em um contrato avaliado em US$ 4 bilhões — cerca de R$ 21,7 bilhões na cotação atual.

As entregas serão feitas ao longo de quatro anos, com início previsto para o fim de 2027. O contrato também inclui a opção de compra de mais 10 aeronaves.

Segundo a Embraer, essa é a maior encomenda feita pela Scandinavian Airlines desde 1996 e faz parte da renovação da frota da empresa.

O E195-E2 é o maior avião comercial já produzido pela Embraer. Ele pertence à nova geração de jatos E-Jets, lançada em 2016, e pode ser configurado com até 120 assentos em duas classes ou 146 em classe única.

Em junho, durante o Paris Air Show — uma das maiores feiras do setor aeronáutico — a Embraer já havia fechado acordos para vender ao menos 70 jatos comerciais. Um deles, com a empresa americana SkyWest, prevê a entrega de 60 aeronaves por US$ 3,6 bilhões, o equivalente a R$ 19,5 bilhões.

Embraer fecha contrato avaliado em R$ 21,7 bilhões para venda de 45 aviões comerciais — Foto: Embraer/Divulgação
Embraer fecha contrato avaliado em R$ 21,7 bilhões para venda de 45 aviões comerciais — Foto: Embraer/Divulgação

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segunda-feira, 30 de junho de 2025

'Drone mosquito': conheça o 'nanoespião' da China capaz de atuar no campo de batalha

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Pequim quer usar minúsculo espião em atividades de inteligência e combate. Minidrones potentes são cada vez mais requisitados no campo de batalha. Mas tecnologia ainda não é tão acessível assim.
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TOPO
Por Deutsche Welle

Postado em 30 de Junho de 2.025 às 12h50m

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Drone 'mosquito', desenvolvido pela China e exibido em reportagem na TV chinesa. — Foto: CCTV/ SCMP via DW
Drone 'mosquito', desenvolvido pela China e exibido em reportagem na TV chinesa. — Foto: CCTV/ SCMP via DW

O sonho de todo serviço secreto parece uma mosca, tem duas asas translúcidas, um corpo miúdo e três perninhas. Mas não é um inseto, e sim um minidrone desenvolvido pela Universidade Nacional de Tecnologia de Defesa (NUDT) da China.

O minúsculo equipamento foi projetado para uso em operações militares e de inteligência, segundo o jornal "South China Morning Post", de Hong Kong. Ele foi apresentado em uma reportagem recente do canal militar CCTV7, parte da rede de emissoras estatais controladas pelo governo chinês.

"Aqui na minha mão está um robô parecido com um mosquito. Minirrobôs biônicos como este são especialmente indicados para obtenção de informações e operações especiais no campo de batalha", afirmou à CCTV7 Liang Hexiang, pesquisador da NUDT que também desenvolve robôs humanoides.

A reportagem também exibiu o protótipo de um outro minidrone com quatro asas que pode ser controlado por um smartphone.

Corrida militar pelo menor drone

A reportagem do CCTV7 surpreendeu não só pela demonstração dos avanços dos militares chineses no setor de tecnologia robótica, mas também pela revelação pública da existência do minúsculo drone espião.

Ao redor do mundo, militares trabalham há anos no desenvolvimento de drones cada vez menores e mais potentes. O processo é complexo, já que requer a acomodação de diversos componentes, como microfones, câmeras, controles e baterias.

Ao mesmo tempo, o produto final precisa ser silencioso, robusto, potente e capaz de percorrer grandes distâncias.

A fabricação de minidrones também demanda conhecimentos específicos em diversas disciplinas, como robótica, ciência de materiais e sensores – expertise técnica disponível principalmente em instalações militares.

Muito semelhante a modelo americano

Mas não são só os militares da China que investem pesado no desenvolvimento de drones minúsculos inspirados em abelhas, vespas ou mosquitos.

O modelo chinês da NUDT lembra o "RoboBee", um drone de cerca de três centímetros de tamanho que foi apresentado em 2013 por pesquisadores de Harvard. O aparelho, porém, havia sido projetado para o monitoramento agropecuário e ambiental, e é bem maior que a versão chinesa.

Alguns modelos autônomos do "RoboBee" são capazes de nadar embaixo da água e, dali, alçar voo, ou manter-se "sobre superfícies com a ajuda de eletricidade estática", segundo o Wyss Institute, de Harvard.

Nanodrones robustos para uso no campo de batalha

Vídeo mostra momento em que drone russo atinge prédio em Kiev
Vídeo mostra momento em que drone russo atinge prédio em Kiev

Mas esses minidrones espiões não são robustos o suficiente para uso em campo de batalha. Para isso, eles teriam que resistir às intempéries do clima. Além disso, as imagens e dados teriam que ser precisos, a bateria teria que ter maior durabilidade e o alcance teria que ser tal que possibilitasse a soldados controlá-los de uma posição segura.

Por isso, os militares se empolgam mais com drones do tamanho aproximado da palma da mão, como o "Black Hornet" desenvolvido na Noruega e que já é usado há alguns anos para reconhecimento seguro em operações de combate.

O aparelho, que lembra um mini-helicóptero de brinquedo, também está em uso pela Bundeswehr, as forças armadas alemãs. Ele serve para o "reconhecimento óptico silencioso em áreas táticas próximas" e "permite que os soldados realizem um reconhecimento imediato e discreto, mesmo sem um treinamento especial", segundo a instituição.

O "Black Hornet" também dispõe de tecnologia infravermelha, é "muito leve e não emite praticamente ruído nenhum", afirma a Bundeswehr. Com uma capacidade de voo de até 25 minutos, o nanodrone portátil entrega vídeos ao vivo e imagens em HD, o que pode ser útil para reconhecer armadilhas.

O Exército norte-americano também desenvolve minidrones próprios, conforme anunciado pela Força Aérea dos EUA em 2021. Mas a instituição mantém segredo sobre o estágio de desenvolvimento e uso de seus produtos.

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domingo, 29 de junho de 2025

Observatório do Chile captura o universo com câmera de 3.200 megapixels; confira novas imagens

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Com 3.200 megapixels, a supercâmera já identificou mais de 2.100 asteroides em 10 horas e promete gerar 1.000 imagens por noite do céu do hemisfério sul.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 29 de Junho de Junho de 2.025 às 08h00m

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O aglomerado estelar aberto Messier 21 é visto em uma imagem produzida pelo Observatório Vera C. Rubin, em Pachón, Região de Coquimbo, Chile, em 12 de junho de 2025. — Foto: RubinObs/NOIRLab/SLAC/NSF/DOE/AURA/Handout via REUTERS
O aglomerado estelar aberto Messier 21 é visto em uma imagem produzida pelo Observatório Vera C. Rubin, em Pachón, Região de Coquimbo, Chile, em 12 de junho de 2025. — Foto: RubinObs/NOIRLab/SLAC/NSF/DOE/AURA/Handout via REUTERS

O Observatório Vera C. Rubin do Chile, que possui a maior câmera digital do mundo, começou a exibir suas primeiras imagens do cosmos. As imagens podem permitir que os astrônomos descubram como o sistema solar se formou e até mesmo se um asteroide representa uma ameaça para a Terra.

O observatório detectou mais de 2.100 asteroides nunca antes vistos somente em 10 horas, concentrando-se em uma pequena área do céu visível. Seus pares terrestres e espaciais descobrem, no total, cerca de 20.000 asteroides por ano.

Localizado na Colina Pachón, na região de Coquimbo, o telescópio de 8,4 metros tem uma câmera de 3.200 megapixels que alimenta um poderoso sistema de processamento de dados.

Os céus mais escuros sobre o árido deserto do Atacama fazem do Chile um dos melhores lugares do mundo para a observação astronômica.

A cada noite, o Rubin fará cerca de 1.000 imagens do céu do hemisfério sul, permitindo que ele cubra todo o céu do sul a cada três ou quatro noites.

A Nebulosa Trífida é vista em uma imagem produzida pelo Observatório Vera C. Rubin, no Cerro Pachón, Região de Coquimbo, Chile, em 12 de junho de 2025. — Foto: RubinObs/NOIRLab/SLAC/NSF/DOE/AURA/Handout via REUTERS
A Nebulosa Trífida é vista em uma imagem produzida pelo Observatório Vera C. Rubin, no Cerro Pachón, Região de Coquimbo, Chile, em 12 de junho de 2025. — Foto: RubinObs/NOIRLab/SLAC/NSF/DOE/AURA/Handout via REUTERS

"Isso realmente mudará e desafiará a maneira como as pessoas trabalham com seus dados", disse William O'Mullane, gerente de projeto focado em dados no Vera Rubin.

O'Mullane disse que o observatório permitirá que os astrônomos coletem grandes quantidades de dados rapidamente e façam descobertas inesperadas.

"Em vez [da apresentação] das habituais observações e da redação de um artigo acadêmico. Não, eu lhe darei um milhão de galáxias, um milhão de estrelas ou até mesmo um bilhão, porque nós as temos: 20 bilhões de medições de galáxias", afirmou ele.

O nome do centro é uma homenagem à astrônoma norte-americana Vera C. Rubin, pioneira na descoberta de provas conclusivas da existência de grandes quantidades de material invisível conhecido como matéria escura.

"O número de alertas que o telescópio enviará todas as noites é equivalente às caixas de entrada de 83.000 pessoas. É impossível que alguém dê uma olhada em cada um deles. Teremos que usar ferramentas de inteligência artificial", disse o astrofísico Francisco Foster.

O aglomerado globular NGC 6544 é visto em uma imagem produzida pelo Observatório Vera C. Rubin, em Pachón, Região de Coquimbo, Chile, em 12 de junho de 2025. — Foto: RubinObs/NOIRLab/SLAC/NSF/DOE/AURA/Handout via REUTERS.
O aglomerado globular NGC 6544 é visto em uma imagem produzida pelo Observatório Vera C. Rubin, em Pachón, Região de Coquimbo, Chile, em 12 de junho de 2025. — Foto: RubinObs/NOIRLab/SLAC/NSF/DOE/AURA/Handout via REUTERS.


As Nebulosas Trífida e Laguna são vistas em uma imagem produzida pelo Observatório Vera C. Rubin, no Cerro Pachón, Região de Coquimbo, Chile, em 12 de junho de 2025. — Foto: RubinObs/NOIRLab/SLAC/NSF/DOE/AURA/Handout via REUTERS
As Nebulosas Trífida e Laguna são vistas em uma imagem produzida pelo Observatório Vera C. Rubin, no Cerro Pachón, Região de Coquimbo, Chile, em 12 de junho de 2025. — Foto: RubinObs/NOIRLab/SLAC/NSF/DOE/AURA/Handout via REUTERS


Galáxias distantes são vistas em uma imagem produzida pelo Observatório Vera C. Rubin, no Cerro Pachon, Região de Coquimbo, Chile, em 18 de junho de 2025 — Foto: RubinObs/NOIRLab/SLAC/NSF/DOE/AURA/Handout via REUTERS
Galáxias distantes são vistas em uma imagem produzida pelo Observatório Vera C. Rubin, no Cerro Pachon, Região de Coquimbo, Chile, em 18 de junho de 2025 — Foto: RubinObs/NOIRLab/SLAC/NSF/DOE/AURA/Handout via REUTERS


Super telescópio James Webb fotografa, pela primeira vez, um planeta fora do Sistema Solar
Super telescópio James Webb fotografa, pela primeira vez, um planeta fora do Sistema Solar

sábado, 28 de junho de 2025

Análise: Trump ordenou ataques ao Irã por “Fomo”? Entenda

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Priscila Yazbek explica que o líder americano autorizou ofensiva contra programa nuclear iraniano por "medo de ficar de fora" de situações
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Da CNN
28/06/25 às 04:00 | Atualizado 28/06/25 às 05:17
Postado em 28 de Junho de 2.025  às 07h00m

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Donald Trump ordenou ataques às instalações nucleares do Irã no último sábado (21), alegando ter concluído uma operação "muito bem-sucedida" contra os complexos de Fordow, Natanz e Isfahan.

Segundo Priscila Yazbek, correspondente da CNN, Trump teria autorizado o ataque devido ao fenômeno conhecido como "Fomo" (Fear of Missing Out), que pode ser traduzido como "medo de ficar de fora".

Ela sugere que o líder americano estava ansioso para não perder a oportunidade de participar da ofensiva contra o Irã e receber crédito por uma operação considerada bem-sucedida, especialmente após ações realizadas por Israel.

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A correspondente da CNN destaca que essa ação reflete um padrão de comportamento de Trump, que frequentemente acredita ser capaz de solucionar questões complexas baseando-se em sua experiência como negociador imobiliário.

No entanto, Yazbek ressalta que as tentativas de negociações diplomáticas de Trump não têm sido bem-sucedidas, evidenciando suas limitações nessa área.

Críticas também foram direcionadas a Steve Witkoff, enviado especial de Trump, cuja falta de experiência diplomática tem sido questionada por muitos especialistas.

Essa situação, segundo Yazbek, afeta a visão americana sobre as possibilidades de acordos e falha em alertar Trump sobre os riscos de tais intervenções.

Eficácia do ataque contra o Irã

Priscila Yazbek pondera que há debates sobre a real eficácia do ataque dos EUA contra o Irã.

Citando Rafael Grossi, da Agência Internacional de Energia Atômica, a correspondente indicou que, embora possa ter havido algum dano, é exagerado falar em "obliteração" do programa nuclear iraniano.

Em briefings realizados no Senado e na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, a oposição argumenta que está longe de se poder afirmar que o programa nuclear do Irã foi neutralizado.

Yazbek alerta por fim que tais interferências externas em conflitos podem, a médio prazo, agravar a situação, mesmo que o Irã pareça momentaneamente enfraquecido.


Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. 


Tópicos


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Terras raras: conheça os minerais pouco conhecidos que dão poder à China na era digital

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Presentes em celulares, carros elétricos e armas militares, os elementos desses compostos são estratégicos — e quase todos vêm do gigante asiático.
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TOPO
Por Deutsche Welle

Postado em 28 de Junho de 2.025 às 06h00m

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Terras raras: o que são as matérias-primas do acordo comercial anunciado por Trump entre EUA e China
Terras raras: o que são as matérias-primas do acordo comercial anunciado por Trump entre EUA e China

As terras raras formam um grupo de 17 elementos químicos essenciais para o funcionamento de diversos produtos modernos — de smartphones e televisores a câmeras digitais e LEDs. Apesar de usados em pequenas quantidades, são insubstituíveis.

O uso mais importante dessas substâncias está na fabricação de ímãs permanentes. Potentes e duráveis, esses ímãs mantêm suas propriedades magnéticas por décadas. Com eles, é possível produzir peças menores e mais leves, algo essencial para turbinas eólicas e veículos elétricos.

Esses elementos também são fundamentais para a indústria de defesa. Estão presentes em aviões de caça, submarinos e equipamentos com telêmetro a laser. Justamente por essa relevância estratégica, o valor comercial é elevado.

O quilo de neodímio e praseodímio — os mais usados na produção de ímãs — custa cerca de 55 euros (R$ 353). Já o de térbio pode ultrapassar 850 euros (R$ 5.460). Para comparação, o minério de ferro custa cerca de R$ 0,60 o quilo.

Apesar do nome, as terras raras não são exatamente raras. Estão espalhadas por todo o mundo, mas em concentrações muito pequenas. O desafio é encontrar depósitos onde a extração seja economicamente viável.

Hoje, 70% da produção global vem da China, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). A principal mina é Bayan Obo, no norte do país. Ela reúne enormes quantidades de todos os elementos usados em ímãs permanentes e supera em larga escala depósitos como Monte Weld, na Austrália, e Kvanefjeld, na Groenlândia.

Depois de extraídos, os elementos passam por processos complexos de separação e refino até se tornarem compostos utilizáveis. Essa etapa também é dominada pela China, que lidera a produção mundial de ímãs.

O controle é ainda maior em relação a certos elementos. Os mais leves — com exceção de neodímio e praseodímio — são mais abundantes e fáceis de extrair. Mesmo assim, a União Europeia importa de 80% a 100% desse grupo da China. Para os elementos mais pesados, a dependência chega a 100%.

Na última quinta (26), os Estados Unidos anunciaram um acordo com a China para acelerar a chegada de terras raras vindas do país asiático.

O domínio chinês acendeu alertas no Ocidente. Nos últimos anos, EUA e UE começaram a formar reservas estratégicas de terras raras e outros materiais críticos.

Em 2024, a União Europeia aprovou a Lei de Matérias-Primas Críticas, com metas não obrigatórias para aumentar a produção interna até 2030. O texto também cria a figura dos “projetos estratégicos” — dentro do bloco ou com aliados, como a Noruega — para facilitar acesso a financiamento e acelerar processos de aprovação.

Nos Estados Unidos, o Departamento de Defesa investe desde 2020 em empresas nacionais com o objetivo de criar, até 2027, uma cadeia de fornecimento completa — da extração ao ímã final. Elementos como gálio, germânio e antimônio estão entre os mais relevantes para o país.

UE e EUA também demonstram interesse em novas fontes desses minerais. Sob o governo Trump, a Ucrânia e a Groenlândia foram apontadas como potenciais fornecedoras. "Ambas têm depósitos promissores, mas o acesso é difícil".

Enquanto isso, o futuro do abastecimento de terras raras no Ocidente segue incerto — e no centro de disputas geopolíticas e tecnológicas.

As terras raras são minerais compõem um grupo de 17 elementos químicos encontrados na natureza, — Foto: Reprodução/Jornal Nacional
As terras raras são minerais compõem um grupo de 17 elementos químicos encontrados na natureza, — Foto: Reprodução/Jornal Nacional

O lavador de pratos que criou a Nvidia, a empresa mais valiosa do mundo
O lavador de pratos que criou a Nvidia, a empresa mais valiosa do mundo

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