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domingo, 4 de agosto de 2024

BNDES anuncia financiamento de 10 jatos da Embraer à Azul em negócio de quase R$ 2 bilhões

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Segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, a instituição vinculada ao governo vai financiar a aquisição de 10 jatos E195-E2 por parte da companhia aérea.
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Por g1 Vale do Paraíba e Região

07m35m

#.* Post. - Nº.\  11.289 *.#

Jato E195-E2 da Embraer em São José dos Campos — Foto: Poliana Casemiro/g1
Jato E195-E2 da Embraer em São José dos Campos — Foto: Poliana Casemiro/g1

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou que aprovou o financiamento de 10 jatos comerciais da Embraer à Azul Linhas Aéreas. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (2).

De acordo com o BNDES, a Embraer, maior fabricante de aviões do Brasil, vai entregar 10 jatos E195-E2 à Azul, que é uma das principais companhias aéreas do país.

O negócio foi fechado em R$ 1,9 bilhão e é o maior em número de aeronaves já realizado de forma direta entre o banco vinculado ao Governo Federal e a Azul.

Até então, os maiores negócios haviam sido firmados em 2009, quando foram financiadas sete aeronaves no valor de cerca de R$ 360 milhões, e em 2010, quando foram financiadas seis aeronaves, da ordem de R$ 330 milhões.

Ainda segundo o BNDES, o banco já financiou cerca de US$ 25,9 bilhões à exportação e 1.311 aeronaves da Embraer desde 1997, ano do primeiro apoio à empresa.

Os financiamentos do BNDES complementam o financiamento provido pelo mercado privado e possibilitam à Embraer concorrer no mercado externo em igualdade de condições com suas concorrentes, explica o BNDES.

Jato E195-E2 teve cerimônia de certificação tripla em São José dos Campos — Foto: Divulgação/ Embraer
Jato E195-E2 teve cerimônia de certificação tripla em São José dos Campos — Foto: Divulgação/ Embraer

O E195-E2 é a maior aeronave comercial já fabricada pela Embraer, com capacidade para até 146 assentos e autonomia de 4,8 mil quilômetros. O modelo obteve certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em abril de 2019.

O avião entrega economia de até 24% no consumo e de 20% nos custos com manutenção, em relação ao modelo anterior.

Com o modelo é possível voar de São José dos Campos a Bogotá, na Colômbia, sem parar para abastecer.

Jato E195-E2 da Embraer obtém certificação da Anac

Apoio do BNDES à Embraer

Durante um evento em São José dos Campos (SP), onde a Embraer é sediada, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou no dia 19 de julho que três companhias aéreas estavam em negociações avançadas para assumir o compromisso de comprar aviões da Embraer, como contrapartida por um acordo envolvendo dívidas que as empresas possuem com o governo federal.

Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, durante evento em São José dos Campos. — Foto: Reprodução/TV Vanguarda
Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, durante evento em São José dos Campos. — Foto: Reprodução/TV Vanguarda

Uma dessas empresas, segundo Mercadante, é a Azul - o financiamento foi anunciado oficialmente nesta sexta-feira (2). As outras são a Latam e a Gol.

A fala de Mercadante ocorreu durante um evento com o presidente Lula (PT) e ministros, para anunciar o financiamento do BNDES para obras nas rodovias Presidente Dutra e Rio-Santos e para exportações da fabricante brasileira de aviões Embraer.

Em coletiva de imprensa com os jornalistas, Mercadante avaliou o cenário da aviação no país e falou sobre as tratativas estarem avançadas com ao menos três companhias aéreas, para que as empresas assumam o compromisso de comprar aviões nacionais, fabricados pela Embraer.

As três empresas mais importantes, Latam, Azul e Gol, já estão bem avançadas nesse diálogo. Evidente, temos sigilo comercial, não vou entrar em detalhes, mas as três empresas estão bem avançadas na perspectiva de voar com Embraer, afirmou Mercadante na época.

Na sequência, Mercadante contou que esse compromisso que está sendo negociado para comprar aviões brasileiros seria uma contrapartida por um acordo de renegociação de dívidas com a União.

Elas (as empresas) têm um passivo fiscal que está sendo renegociado com a Fazenda, mas tem que ter uma contrapartida, qual é a contrapartida: comprar aviões brasileiros da Embraer. Só 12% das frotas de aviões dessas empresas são da Embraer. Quando você compra Embraer, você está recolhendo impostos, realimentando o sistema econômico do Brasil, está mantendo o investimento, gerando emprego, gerando renda, disse.

"Precisamos apoiar essas empresas, mas elas precisam comprar aviões da Embraer. Essa é uma condição fundamental para todo o esforço que o governo está fazendo de passivo fiscal, de financiar, mas nós precisamos trazer aviões da Embraer. A contrapartida é gerar empregos, impostos e continuar fortalecendo as finanças públicas, que é um grande desafio", completou Mercadante.
Edifício-sede do BNDES, no centro do Rio — Foto: Marcos Serra Lima/g1
Edifício-sede do BNDES, no centro do Rio — Foto: Marcos Serra Lima/g1

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sábado, 3 de agosto de 2024

Por que alguns cientistas acreditam que vida na Terra é mais antiga do que se pensava

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Grupo de pesquisadores diz ter novas evidências de que a vida complexa na Terra começou 1,5 bilhão de anos antes do que se imaginava.
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TOPO
Por Georgina Rannard

Postado em 03 de agosto de 2024 às 06h00m

#.* Post. - Nº.\  11.288 *.#

Uma equipe de cientistas disse ter encontrado evidência de nutrientes que teriam sido criados por formações no Gabão. — Foto: Abderrazzak El Albani
Uma equipe de cientistas disse ter encontrado evidência de nutrientes que teriam sido criados por formações no Gabão. — Foto: Abderrazzak El Albani

Um grupo de cientistas disse ter encontrado novas evidências que amparam a teoria de que a vida complexa na Terra pode ter começado 1,5 bilhão de anos antes do que se imaginava.

A equipe, que trabalhou no Gabão, disse ter encontrado evidências dentro de rochas que mostram haver condições ambientais para vida animal há 2,1 bilhão de anos.

Mas eles dizem que os organismos estavam restritos a um mar dentro de um continente, não conseguiram se espalhar pelo planeta e acabaram desaparecendo.

Essas ideias são muito distintas do consenso científico sobre o tema — e muitos cientistas não as aceitam como válidas. A maioria dos especialistas acredita que a vida animal começou há 635 milhões de anos.

A pesquisa contribui para um debate até hoje não esclarecido sobre se formações encontradas em Franceville, no Gabão, são fósseis ou não.

Os cientistas examinaram as rochas ao redor das formações para verificar se havia evidências de substâncias como oxigênio e fósforo, que ajudam a sustentar vida.

O professor Ernest Chi Fru, da Universidade de Cardiff, trabalhou com uma equipe internacional de cientistas.

Ele disse à BBC que, se sua teoria estiver correta, esses organismos seriam parecidos com bolor limoso — um organismo unicelular que se reproduz com esporos.

Mas Graham Shields, professor da University College London, que não participou da pesquisa, disse que têm algumas dúvidas sobre o trabalho.

"Eu não sou contra a ideia de que havia altos nutrientes há 2,1 bilhões de anos, mas não estou convencido de que isso poderia acarretar em diversificação para formação de vida complexa", diz ele, sugerindo que é preciso haver mais evidências.

Chi Fru diz que seu trabalho ajuda a comprovar ideias sobre os processos de criação de vida na Terra.

"Estamos dizendo: veja bem, há fósseis aqui, há oxigênio, isso estimulou o surgimento dos primeiros organismos vivos complexos", diz.

"Nós vemos o mesmo processo que existia no período cambriano, há 635 milhões de anos — ela (a pesquisa) suporta essa ideia. Ela nos ajuda a entender em última instância de onde todos nós viemos."

Desenho de como vida poderia ter sido há 2,1 bilhões de anos, segundo teoria. — Foto: Abderrazzak El Albani
Desenho de como vida poderia ter sido há 2,1 bilhões de anos, segundo teoria. — Foto: Abderrazzak El Albani

A primeira sinalização de que a vida complexa pode ter começado antes do que se imaginava veio há dez anos com a descoberta de algo chamado de formação de Francevilian.

Chi Fru e seus colegas dizem que a formação é composta de fósseis que indicam evidências de um organismo que conseguia se mexer de lado a lado, por vontade própria.

As descobertas não foram aceitas por todos os cientistas.

Para encontrar mais evidências, Chi Fru e sua equipe analisaram segmentos de sedimentos que foram perfurados na rocha no Gabão.

A composição química da rocha mostra evidências de que um "laboratório" para vida foi criado antes da primeira formação surgir.

Eles acreditam que os altos níveis de oxigênio e fósforo foram feitos por duas placas continentais que se colidiram em baixo da água, criando atividade vulcânica.

A colisão separou uma seção de água do resto dos oceanos, criando um "mar interior marinho raso rico em nutrientes."

Chi Fru diz que esse ambiente protegido tinha condições de permitir a fotossíntese, gerando quantidades significativas de oxigênio na água.

"Isso teria fornecido energia suficiente para promover crescimento em tamanho do corpo e comportamento mais complexo observado em organismos primitivos e simples como os achados em fósseis desse período", diz ele.

Mas ele afirma que o ambiente isolado também levou ao desaparecimento desse tipo de vida, porque não havia novos nutrientes suficientes para servir de alimentos.

O estudante de doutorado Elias Rugen, do Natural History Museum, de Londres, que não participou da pesquisa, disse que concorda com algumas das conclusões do estudo. Ele diz que é claro que "ciclos de carbono, nitrogênio, ferro e fósforo estavam fazendo algo um pouco sem precedentes nesse ponto da história da Terra".

"Não há nada que diga que formas complexas de vida biológica não pudessem ter surgido e prosperado há 2 bilhões de anos", diz — mas ele ressaltou que são necessárias mais evidências para suportar essas teorias.

As descobertas foram publicadas na revista científica Precambrian Research.

Câmera da Nasa capta 1 ano de vida na Terra

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sexta-feira, 2 de agosto de 2024

Especialista explica o que são as 'evidências de vida' encontradas por robô da Nasa em Marte

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Robô da agência espacial detectou recentemente uma rocha no Planeta Vermelho que possui qualidades que "se enquadram na definição de um possível indicador de vida antiga".
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TOPO
Por The Conversation Brasil, Sean McMahon

Postado em 02 de agosto de 2024 às 17h10m

#.* Post. - Nº.\  11.287 *.#

Close up da rocha apelidada de Cheyava Falls em Marte: sinais relacionados à vida, como veios e pontos esbranquiçados, também podem ter sido formados por processos não biológicos. — Foto: NASA/JPL-Caltech
Close up da rocha apelidada de Cheyava Falls em Marte: sinais relacionados à vida, como veios e pontos esbranquiçados, também podem ter sido formados por processos não biológicos. — Foto: NASA/JPL-Caltech

A Nasa anunciou recentemente a primeira detecção de possíveis bioassinaturas em uma rocha na superfície de Marte. A rocha contém a primeira matéria orgânica marciana detectada pelo veículo-robô Perseverance, bem como curiosos pontos descorados que podem indicar a atividade passada de microorganismos.

Ken Farley, cientista do projeto da missão, chamou essa rocha de a mais intrigante, complexa e potencialmente importante já investigada pelo Perseverance.

O Perseverance faz parte da Mars 2020, a primeira missão desde a Viking explicitamente projetada para buscar vida em Marte (oficialmente, para buscar possíveis evidências de vida passada usando observações sobre habitabilidade e preservação como guia). Sem dúvida, esse objetivo já foi alcançado: foram encontradas possíveis evidências de vida no passado de Marte. Mas é necessário muito mais trabalho pôr essa interpretação dos dados sob teste. O que sabemos é o seguinte:

Desde que aterrissou na cratera Jezero há alguns anos, o Perseverance atravessou uma região com uma série de rochas formadas quase quatro bilhões de anos atrás. Naquela época, Marte era muito mais habitável do que o planeta vermelho frio, seco e inóspito de hoje.

Havia milhares de rios e lagos, uma atmosfera espessa e temperaturas e condições químicas confortáveis para a vida. Muitas das rochas em Jezero são sedimentares: lama, lodo e areia despejados por um rio que desaguava em um lago.

A nova descoberta diz respeito a uma dessas rochas. Informalmente chamada de Cheyava Falls (uma cachoeira no Arizona), ela é um pequeno bloco avermelhado do que parece ser uma pedra de lama, enriquecida com moléculas orgânicas. A rocha também é entrelaçada com veios brancos paralelos. Entre os veios há manchas esbranquiçadas em escala milimétrica com bordas escuras. Para um astrobiólogo, todas essas características são intrigantes. Vamos examiná-las uma a uma.

Primeiro, moléculas orgânicassão feitas de carbono e hidrogênio (geralmente com enxofre, oxigênio ou nitrogênio também). Os exemplos incluem proteínas, gorduras, açúcares e ácidos nucleicos, a partir dos quais toda a vida como a conhecemos é construída.

A matéria orgânica é comum nas rochas da Terra, a maior parte dela derivada de restos de organismos antigos. Mas o termo orgânico é um pouco enganador: essas moléculas também podem ser produzidas por reações não biológicas (na verdade, nós sabemos que isso estava acontecendo há quatro bilhões de anos em Marte).

Manchas de redução podem ser produzidas por atividade microbiana na Terra, mas há outras explicações. — Foto: NASA/JPL-Caltech
Manchas de redução podem ser produzidas por atividade microbiana na Terra, mas há outras explicações. — Foto: NASA/JPL-Caltech

Moléculas orgânicas simples não biológicas são comuns no Universo, e o veículo-robô Curiosity, também da Nasa já as encontrou em pedras de lama na cratera Gale. Elas também foram detectadas pelo Perseverance na cratera Jezero no ano passado.

No entanto, Ken Farley considera a nova observação a primeira detecção realmente convincente de orgânicos feita pelo Perseverance. A Nasa não nos informou quais tipos de moléculas orgânicas estão de fato presentes em Cheyava Falls, portanto é difícil avaliar suas origens. Elas poderiam ser biológicas, mas seria necessária uma análise completa usando laboratórios na Terra para resolver essa questão.

Em seguida, os veios. Eles são compostos de sulfato de cálcio, que se precipitou como calcário quando a água líquida correu ao longo de fraturas na subsuperfície. Veios como esses são comuns em rochas sedimentares marcianas (o Curiosity viu muitos deles) e, é claro, não são bioassinaturas, embora normalmente representem condições habitáveis.

Meu próprio trabalho demonstrou que os microrganismos que habitam fraturas subterrâneas podem produzir fósseis químicos que ficam presos em veios de sulfato de cálcio. Estranhamente, porém, os veios em Cheyava Falls também contêm olivina, um mineral ígneo. Isso pode sugerir que a água foi injetada em temperaturas muito altas para a vida. Precisamos de mais dados para saber de uma forma ou de outra.

Por fim, e quanto a esses pontos esbranquiçados e descorados? Elas se parecem com as manchas de redução, também chamadas de manchas de leopardo, comumente vistas em rochas sedimentares vermelhas na Terra. Essas rochas são vermelho-ferrugem porque contêm uma forma oxidada de ferro. Quando as reações químicas modificam o ferro para um estado menos oxidado, ele se torna solúvel. A água leva o pigmento embora, deixando para trás uma mancha branqueada.

Na Terra, essas reações geralmente são conduzidas por bactérias que vivem na subsuperfície. Elas usam o ferro oxidado como fonte de energia, assim como você e eu usamos o oxigênio do ar. Em Marte, organismos semelhantes a bactérias poderiam ter usado a matéria orgânica da rocha para completar a reação (assim como usamos a glicose dos alimentos que ingerimos).

As manchas de redução não foram vistas antes em Marte, embora os halos lineares branqueados observados pelo Curiosity na cratera Gale sejam um pouco semelhantes. Como um dos poucos astrobiólogos que estudou manchas de redução na Terra - e encontrou evidências de processos biológicos nelas - estou pessoalmente encantado. Mas, como sempre, é preciso ter cuidado.

As possíveis causas não biológicas precisam ser exploradas e descartadas. As reações de dissolução de ferro podem acontecer e de fato acontecem em rochas sedimentares sem vida. As margens escuras das manchas de Cheyava Falls são enriquecidas tanto em ferro quanto em fosfato, uma associação sugerida anteriormente para ocorrer em torno de alguns veios de sulfato de cálcio em Marte. Essa observação é consistente com a vida, mas também com reações químicas impulsionadas por fluidos ácidos.

As novas descobertas, no entanto, encorajarão aqueles que pedem que a Nasa e a Agência Espacial Europeia (ESA) prossigam com o problemático programa multibilionário de recuperação de amostras que o Perseverance deveria ter iniciado. O rover já extraiu um pedaço da rocha de Cheyava Falls. Se os planos atuais forem concretizados - um grande se-, futuras espaçonaves coletarão esse pedaço e outros e os trarão para a Terra.

Em seguida, a rocha será analisada em laboratórios de última geração, com muito mais capacidade do que os instrumentos a bordo do Perseverance. Até que isso aconteça, não podemos ter certeza se o Perseverance realmente encontrou fósseis de vida antiga em Marte. As evidências até o momento não são definitivas, mas certamente são promissoras.

Sean McMahon lidera o Grupo de Paleobiologia Planetária na Escola de Física e Astronomia e na Escola de Geociências da Universidade de Edimburgo

** Esta reportagem foi originalmente publicada no site "The Conversation Brasil"

VÍDEO: Compare as fotos do supertelescópio James Webb com seu antecessor





Compare as fotos do supertelescópio James Webb com seu antecessor

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Período de testes do PIX por aproximação começa em novembro, informa Banco Central

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Previsão é que modalidade de pagamentos seja implementada a partir de fevereiro de 2025 para toda a população. Cronograma do projeto piloto ainda será definido.
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Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Postado em 02 de agosto de 2024 às 15h00m

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 — Foto: Núbia Pacheco/g1
— Foto: Núbia Pacheco/g1

O Banco Central informou nesta sexta-feira (2) que o período de testes do PIX por aproximação começa em novembro deste ano. A nova modalidade de pagamentos deverá ser implementada a partir de fevereiro de 2025 para toda a população.

"O Banco Central publicará ato normativo específico para dispor sobre as condições e limites para a realização da etapa de testes em produção prevista para novembro deste ano, com lançamento amplo da funcionalidade em fevereiro de 2025", informou a instituição.

O PIX por aproximação funcionará por meio das carteiras virtuais, semelhante ao que ocorre atualmente com o cartões de débitos e crédito — sem que o cliente tenha de abrir o aplicativo da instituição financeira.

Mudanças no PIX são anunciadas

Ao acionar a carteira virtual e aproximar o celular do aparelho de cobrança, o valor será abatido automaticamente dos valores depositados em conta corrente.

Para possibilitar essa cobrança, entretanto, os clientes bancários também deverão se cadastrar no chamado "open finance"ferramenta que permite aos correntistas o compartilhamento de dados bancários e históricos de transação com bancos e fintechs (pequenas empresas de tecnologia em serviços financeiros).

Segundo a autoridade monetária, haverá obrigatoriedade para 99% das instituições de transações de "iniciação de pagamentos", inseridas no "open finance", de participação nos testes a partir de novembro. O cronograma desse projeto piloto de testes, a partir de novembro, ainda será definido.

Além do PIX por aproximação, as novas regras também visam permitir que os clientes não precisem mais sair do ambiente de compras online, em e-commerces, para realizar o pagamento pelo sistema.

Como habilitar

A chefe de subunidade do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro (Denor), Janaína Pimenta Attie, explicou ao g1, em julho, que o cliente terá ambos os recursos à disposição depois de fazer um cadastro em uma instituição que esteja no Open Finance e liberar as funções nas carteiras digitais.

O primeiro passo do processo, em julho, trará mais elementos em relação às responsabilidades de cada instituição participante nesse novo processo de pagamento, além de informações sobre obrigação de participação e detalhes sobre o fluxo de segurança dessa nova jornada.

"O que precisa ser testado é esse novo modelo, justamente para garantir uma experiência fluída para os clientes quando for lançado em fevereiro", afirmou a servidora, no mês passado.

Ela explicou que um dos pilares dessa nova funcionalidade foi criar novos protocolos de comunicação entre as instituições para garantir mais segurança nos processos, sobretudo na identificação dos clientes.

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