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segunda-feira, 31 de julho de 2023

Maior avião de carga do mundo pousa na Bahia: veja curiosidades e fotos do Antonov An-124 Ruslan

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Esta é a quarta vez que a aeronave ucraniana pousa na Bahia.
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Por g1 BA

Postado em 31 de julho de 2023 às 12h10m

 #.*Post. - N.\ 10.894*.#

Antonov An-124 Ruslan, maior avião de carga do mundo — Foto: Will Recarey
Antonov An-124 Ruslan, maior avião de carga do mundo — Foto: Will Recarey

O Antonov An-124 Ruslan, maior avião de carga do mundo, pousará na Bahia pela quarta vez na noite desta segunda-feira (31). A previsão é de que a aeronave ucraniana chegue ao Aeroporto Internacional de Salvador entre o final desta tarde e o início desta noite.

A última vez que o cargueiro pousou na Bahia foi em setembro de 2020, quando ainda ocupava o posto de segundo maior do mundo. O Antonov Ruslanrecuperou a primeira posição em fevereiro de 2022, depois que o então maior, o Antonov-225 Mryia, foi queimado na guerra da Rússia na Ucrânia.

A carga transportada pelo Antonov Ruslan não foi divulgada, nem como o seu peso. O voo partiu da cidade de Greer, que fica no estado da Carolina do Sul, nos Estados Unidos.

O avião sairá de Salvador na noite de terça (1º), em direção a Leipzig, na Alemanha, onde fica a base operacional da Antonov Airlines, já que espaço aéreo ucraniano está fechado por causa da guerra.

Veja curiosidades sobre o Antonov An-124 Ruslan:

Antonov An-124 Ruslan, maior avião de carga do mundo — Foto: TV Bahia
Antonov An-124 Ruslan, maior avião de carga do mundo — Foto: TV Bahia

🔧 O cargueiro tem origem soviética e foi fabricado pela Antonov Design Bureau, na Ucrânia, há 40 anos, em 1982. Por seis anos, o Ruslan foi o maior avião do mundo, até que em 1988 a empresa construiu o Mryia, que ocupou o "cargo". Em 2022, o Mryia foi queimado na guerra.

🛫 O nome oficial da aeronave Antonov é Ruslan, em homenagem a um herói dos povos russo e soviético. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) deu ao avião o codinome Condor. No Brasil, entusiastas da aviação o chamam de "Toninho".

✈️ O Antonov An-124 Ruslan tem 69 metros de comprimento – a mesma medição do lado menor de um campo de futebol, onde ficam as traves. De altura, o avião tem cerca de 21 metros de altura, o que equivale a um prédio de seis andares. A envergadura, que é o comprimento de uma asa à outra é de 73 metros.

🛬 A aeronave tem três trens de pouso e 24 rodas, para suportar o próprio peso e a capacidade de transporte.

🛣️ O Antonov Ruslan não pode pousar em qualquer aeroporto, porque para decolar necessita de uma "pista de código 4", que é o nome dado às vias com mais de 1.800 metros. A pista de Salvador tem 3.003 metros. Apesar disso, é necessário apenas mil metros de pista para pousar, o que os aviadores classificam como "pouca pista".

🚌 Falando em capacidade, o cargueiro consegue transportar até 150 toneladas, o peso médio de 10 ônibus básicos. Apesar disso, o recorde já transportado foi de 135 toneladas, em 1993, quando o Antonov Ruslan levou um gerador elétrico da Siemens da Alemanha para a Índia.

👨‍✈️ Hoje o avião transporta todo tipo de carga, principalmente maquinários e produtos de mineração. No entanto, o Antonov Ruslan foi fabricado para o transporte de tanques, tropas e lançadores de mísseis, entre outros materiais militares.

Veja fotos do Antonov An-124 Ruslan, maior avião de carga do mundo

Antonov An-124 Ruslan no aeroporto de Salvador em 2020 — Foto: Will Recarey

Antonov An-124 Ruslan no aeroporto de Salvador em 2020 — Foto: Will Recarey

Antonov An-124 Ruslan no aeroporto de Salvador em 2020 — Foto: Will Recarey
Cargueiro pousará pela 4ª vez na Bahia.

Veja mais notícias do estado no g1 Bahia.

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domingo, 30 de julho de 2023

O que carregava o navio romano de 2.000 anos atrás encontrado na costa da Itália

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Embarcação data do século 1 ou 2 a.C. e foi encontrado carregado com centenas de ânforas — um tipo de jarro romano de terracota, usado para guardar e transportar produtos naquele período.
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TOPO
Por BBC

Postado em 30 de julho de 2023 às 19h20m

 #.*Post. - N.\ 10.893*.#

Centenas de ânforas estavam no navio — Foto: REUTERS via BBC
Centenas de ânforas estavam no navio — Foto: REUTERS via BBC

Os destroços de um antigo navio romano de mais de 2.000 anos atrás foram encontrados na costa da Itália.

O cargueiro foi encontrado no porto de Civitavecchia, cerca de 80 quilômetros a noroeste de Roma.

Ele data do século 1 ou 2 a.C. e foi encontrado carregado com centenas de ânforas — um tipo de jarro romano de terracota, usado para guardar e transportar produtos naquele período.

Os jarros foram encontrados praticamente intactos, disse a divisão de arte da força de segurança italiana em um comunicado.

Não se sabe para que teriam servido as jarras romanas a bordo, embora normalmente as ânforas servissem para o transporte de mercadorias como azeite, vinho ou molho de peixe. Esses artefatos são amplamente encontrados em todo o antigo mundo mediterrâneo oriental.

O navio, cuja estimativa é de que tinha mais de 20 metros de comprimento, foi descoberto em uma área a 160 metros abaixo do nível do mar.

"A descoberta excepcional é um exemplo importante do naufrágio de um navio romano enfrentando os perigos do mar na tentativa de chegar à costa e testemunha antigas rotas comerciais marítimas", disse a polícia.

A descoberta de navios naufragados não é incomum.

Em 2018, um navio mercante grego que data de mais de 2.400 anos foi encontrado deitado de lado na costa búlgara — e foi classificado como o naufrágio intacto mais antigo do mundo.

Também em 2018, dezenas de naufrágios foram encontrados no mar Egeu, datando das eras grega, romana e bizantina.

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sábado, 29 de julho de 2023

Vermes de 46 mil anos voltam à vida após processo de descongelamento

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Os seres vivos passaram por um processos de criptobiose que os preservaram durante os milhares de anos. Cientistas acreditam que estudar os vermes pode ajudar a entender como proteger outros seres vivos.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 29 de julho de 2023 às 19h55m

 #.*Post. - N.\ 10.892*.#

Vermes de 46 mil anos voltam à vida após processo de descongelamentoVermes de 46 mil anos voltam à vida após processo de descongelamento

Cientistas na Alemanha descobriram que nematóides, que são um tipo de verme, de 46 mil anos, encontrados no Permafrost da Sibéria e trazidos de volta a vida após um descongelamento, pertencem a uma espécie que ainda não havia sido descrita anteriormente, a Panagrolaimus kolymaensis.

O estudo foi publicado na revista PLOS Genetics e contou com pesquisadores do Instituto de Zoologia da Universidade de Colônia, do Instituto Max Planck de Biologia Celular e Genética Molecular (MPI-CBG) em Dresden e do Centro de Biologia de Sistemas de Dresden (CSBD),

Em 2018, pesquisadores russos reviveram os dois nematóides, que foram congelados em uma toca fossilizada em depósitos de lodo no permafrost siberiano.

A datação por radiocarbono - um método utilizado para estimar a idade de alguns materiais de até 60 mil anos - revelou que esses nematóides estavam em criptobiose desde cerca de 46 mil anos atrás, durante o final do período geológico Pleistoceno.

Criptobiose é um estado de latência em que a atividade metabólica de alguns seres vivos para, por conta de condições ambientais adversas, até que essas condições voltem à normalidade e permitam uma "volta à vida".

"Finalmente, é superfascinante ver de repente a vida, animais vivos rastejando para fora de um pedaço de solo que está congelado há 46 mil anos", disse o Dr. Philipp Schiffer, da Universidade de Colônia.

Ele concedeu a entrevista diretamente, de uma estação de campo, que fica a cerca de 100 km ao norte de Broken Hill, no sertão australiano, onde atualmente procura outras espécies de nematóides.

Schiffer e seus colegas foram convidados a estudar os vermes recém-descongelados para determinar as espécies e analisar seu genoma.

Ele e sua equipe conseguiram definir a lombriga como uma nova espécie. E parece ter desenvolvido um 'kit de ferramentas moleculares' para a sobrevivência, acrescentou Schiffer.

Os pesquisadores descobriram que a desidratação leve antes do congelamento melhorou a preparação do verme para a criptobiose e aumentou a sobrevivência a -80 graus Celsius. E, como outras espécies de nematóides, produziu o açúcar trealose em nível bioquímico quando levemente desidratado em laboratório, potencialmente permitindo que resistissem ao congelamento e à desidratação intensa.

Eles construíram esse açúcar, trealose, que de alguma forma os ajuda a proteger seu DNA e proteínas enquanto estão nesse estágio de repouso, disse Schiffer.

Estudar essas criaturas, segundo o pesquisador, poderia um dia informar os esforços de conservação à medida que o clima da Terra muda.

Podemos aprender coisas que podem nos informar para talvez salvar espécies ameaçadas e pensar em medidas de proteção e todas essas coisas.

No entanto, Schiffer não viu nenhum perigo imediato de que organismos antigos descongelados pudessem abrigar patógenos perigosos.

"É algo possível. E com o Covid, todos nós vimos o que pode acontecer de repente. Mas eu não diria que há um perigo iminente dessas formas trazerem algumas bactérias que de repente começam a matar humanos", disse ele.

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Bolívia emite alerta para seca em um dos maiores lagos da América Latina

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O lago Titicaca está abaixo da profundidade considerada preocupante.
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Por g1

Postado em 29 de julho de 2023 às 16h25m

 #.*Post. - N.\ 10.891*.#

Visão aérea parcial do lago Titicaca, na Bolívia, em 27 de julho de 2023 — Foto: Juan Karita/AP
Visão aérea parcial do lago Titicaca, na Bolívia, em 27 de julho de 2023 — Foto: Juan Karita/AP

A Bolívia emitiu nesta semana um alerta de seca para o lago Titicaca, um dos maiores da América Latina, localizado na fronteira entre a Bolívia e o Peru.

O Serviço Hidrográfico Nacional da Força Naval da Bolívia informou que a profundidade do lago está dois centímetros abaixo do nível que é considerado preocupante.

Segundo as projeções este é apenas o começo de uma realidade que preocupa as comunidades indígenas aimarás, que dependem do lago para sua subsistência e temem que a seca possa afetar permanentemente a flora e a fauna da região.

Em dezembro, há uma "alta probabilidade" de que o Lago Titicaca esteja 64 centímetros abaixo do nível de alerta de seca, quebrando o recorde de baixa de 33 centímetros estabelecido em 1998.

Homem boliviano caminha na frente de barco na região em que chegava o lago Titicaca na Bolívia em 27 de julho de 2023 — Foto: Juan Karita/AP
Homem boliviano caminha na frente de barco na região em que chegava o lago Titicaca na Bolívia em 27 de julho de 2023 — Foto: Juan Karita/AP

Mateo Vargas, um pescador de 56 anos que viveu no Lago Titicaca por metade de sua vida, disse que costumava pescar "muitos" peixes todos os dias. Agora você é considerado sortudo se conseguir pegar seis.

Sua esposa Justina Condori compartilha sua angústia. Os peixes desapareceram, disse a mulher de 58 anos, que acredita que, se as condições atuais persistirem, haverá até fome.

Homem caminha em região seca que pertencia ao lago Titicaca, na Bolívia, em 27 de julho de 2023 — Foto: Juan Karita/AP
Homem caminha em região seca que pertencia ao lago Titicaca, na Bolívia, em 27 de julho de 2023 — Foto: Juan Karita/AP

As mulheres que vendem peixe frito e outros lanches à beira do lago enfrentam custos mais altos com os ingredientes e aquelas que ganham a vida transportando pessoas de um lado para o outro do lago estão alterando suas rotas, pois suas jangadas e barcos não param mais em suas docas habituais.

Essas dificuldades econômicas estão fazendo com que muitos moradores da área migrem para outras partes do país, deixando para trás seus moradores habituais, principalmente idosos.

As águas do Titicaca sempre foram rasas ao redor da cidade, então a seca é ainda mais visível ali.

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sexta-feira, 28 de julho de 2023

Relíquias da exploração espacial, fitas com cópias originais de gravações da Voyager são leiloadas

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Casa de leilões ainda não divulgou o valor pelo qual as fitas foram arrematadas, mas o lance mínimo para participar do leilão estava estimado em 1,5 milhão de reais.
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Por Roberto Peixoto, g1

Postado em 28 de julho de 2023 às 13h00m

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Recriação gráfica mostra a Voyager 1, da NASA — Foto: Nasa
Recriação gráfica mostra a Voyager 1, da NASA — Foto: Nasa

Uma verdadeira relíquia da história da exploração espacial foi leiloada nos Estados Unidos nesta quinta-feira (27): as cópias originais do famoso disco dourado anexado às sondas Voyager da Nasa, o 1º objeto feito pelo ser humano a deixar o Sistema Solar.

As fitas, que foram usadas para criar as icônicas cápsulas de tempo audiovisuais enviadas em 1977 a bordo das Voyager 1 e Voyager 2, foram leiloadas pela Sotheby's.

Embora a casa de leilões ainda não tenha divulgado o valor exato pelo qual as fitas foram arrematadas, o lance mínimo para participar do leilão era de US$ 300.000 (1,5 milhão de reais), mas a Sotheby's previa que o valor poderia chegar a até US$ 600.000 (quase 3 milhões de reais, na cotação atual).

Essa cópia mestra do "Voyager Golden Record" pertencia ao astrônomo Carl Sagan e sua esposa Ann Druyan, e são consideradas uma mensagem histórica enviada pela humanidade para possíveis civilizações extraterrestres, caso de fato existam.

As fitas leiloadas nesta quinta-feira (27). — Foto: Sotheby's
As fitas leiloadas nesta quinta-feira (27). — Foto: Sotheby's

A gravação foi desenvolvida pela Nasa, a agência espacial americana, para transmitir a diversidade da vida e cultura na Terra. Os discos de ouro incluíam saudações em 59 idiomas, 115 imagens da vida na Terra, 27 peças musicais de diversas tradições culturais ao redor do mundo entre outros sons característicos do nosso planeta.

Fora isso, as Voyager 1 e 2 também foram projetadas para conduzir estudos detalhados de Júpiter e Saturno. Equipadas com instrumentos avançados, cada sonda carrega dez experimentos científicos diferentes, incluindo câmeras de televisão, sensores infravermelhos e ultravioletas.

Operantes há mais de 4 décadas

Uma das principais características das sondas Voyager é o uso de geradores termoelétricos de radioisótopos (RTGs) como fonte de energia. Como as Voyager viajam muito longe do Sol para usar painéis solares, os RTGs são essenciais para fornecer energia suficiente para manter os instrumentos, computadores, rádios e outros sistemas funcionando.

John Casani, gerente de projeto da Voyager, segura uma bandeira dos EUA que foi acoplada na Voyager 2. As duas sondas também levam discos fonográficos com imagens que retratam a vida na Terra. — Foto: Nasa
John Casani, gerente de projeto da Voyager, segura uma bandeira dos EUA que foi acoplada na Voyager 2. As duas sondas também levam discos fonográficos com imagens que retratam a vida na Terra. — Foto: Nasa

Esses dispositivos convertem o calor gerado pelo decaimento radioativo natural do plutônio em eletricidade, tornando as sondas independentes de fontes externas de energia.

Desde o seu lançamento, as sondas também percorreram um caminho incrível, cruzando os confins do Universo. Elas ultrapassaram a chamada heliopausa, a fronteira entre o nosso Sistema Solar e o resto da galáxia. E mesmo após mais de quatro décadas desde seu lançamento, com uma fração do poder de computação dos smartphones atuais, elas continuam respondendo a comandos e mantendo comunicações regulares com a Terra.

Segundo a Nasa, os registros que estão no espaço foram projetados para durar entre 1 bilhão e 5 bilhões de anos.

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Desemprego cai a 8% no segundo trimestre de 2023, diz IBGE

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Desocupação ainda afeta 8,6 milhões de brasileiros, mas o número absoluto de desocupados teve baixa de 8,3% contra o trimestre anterior. Empregos informais puxaram o aumento na ocupação.
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Por Raphael Martins, g1

Postado em 28 de julho de 2023 às  09h20m

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 — Foto: José Fernando Ogura/AEN
— Foto: José Fernando Ogura/AEN

A taxa de desemprego no Brasil foi de 8% no trimestre móvel terminado em junho, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

É o melhor resultado para a taxa de desemprego neste trimestre desde 2014 (6,9%). Em relação ao trimestre imediatamente anterior, entre janeiro e março, o período traz redução de 0,8 ponto percentual (8,8%) na taxa de desocupação. No mesmo trimestre de 2022, a taxa era de 9,3%.

Com isso, o número absoluto de desocupados teve baixa de 8,3% contra o trimestre anterior, chegando a 8,6 milhões de pessoas. São 785 mil pessoas a menos no contingente de desocupados, comparado o último trimestre do ano passado. Em relação ao mesmo período de 2022, o recuo é de 14,2%, ou 1,4 milhão de trabalhadores.

Já o total de pessoas ocupadas cresceu 1,1% contra o trimestre anterior, passando para 98,9 milhões de brasileiros. Na comparação anual, houve crescimento de 0,7%, somando 641 mil pessoas ao grupo.

A pesquisa mostra que o contingente de empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada subiu 2,4% na comparação trimestral, chegando a 13,1 milhões de pessoas. Houve estabilidade na comparação anual.

  • "O tipo de vínculo que se destaca como responsável pelo crescimento da ocupação vem de um dos segmentos da informalidade, que é o emprego sem carteira assinada."
— Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE.

Beringuy explica que todos os subgrupos de trabalhadores sem carteira tiveram aumento no trimestre, com demanda maior no setor privado, de trabalhadores domésticos e de prestadores de serviços para famílias como destaques.

Já o grupo de trabalhadores com carteira assinada no setor privado ficou estável no trimestre. São 36,8 milhões de pessoas, com aumento de 2,8% em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

Veja os destaques da pesquisa

  • Taxa de desocupação: 8%
  • População desocupada: 8,6 milhões de pessoas
  • População ocupada: 98,9 milhões
  • População fora da força de trabalho: 67,1 milhões
  • População desalentada: 3,7 milhões
  • Empregados com carteira assinada: 36,8 milhões
  • Empregados sem carteira assinada: 13,1 milhões
  • Trabalhadores por conta própria: 25,2 milhões
  • Trabalhadores domésticos: 5,8 milhões
  • Trabalhadores informais: 38,7 milhões
  • Taxa de informalidade: 39,2%

O aquecimento do mercado de trabalho trouxe ânimo para parte dos trabalhadores que estavam fora da força de trabalho. Os desalentados, por exemplo, trabalhadores que desistiram de procurar emprego caíram para o menor nível desde o terceiro trimestre de 2016.

Hoje, são 3,7 milhões de pessoas nessa situação, contra um pico de mais de 5,6 milhões no terceiro trimestre de 2020 — momento de pleno choque da pandemia de Covid.

De acordo com Beringuy, do IBGE, há muitos fluxos para a saída de pessoas do desalento. Elas deixam a estatística a partir do momento que retomam a busca por emprego, retornam ao trabalho ou desistem de vez de procurar uma vaga.

A taxa de subutilização também registra queda, que faz a relação entre desocupados, quem poderia trabalhar mais e quem não quer trabalhar com toda a força de trabalho. São 20,4 milhões de pessoas subutilizadas no país, o que gera uma taxa de 17,8% de subutilização.

Esse é o menor número desde 2015, com queda nas duas comparações: 1,0 p.p. no trimestre e 3,4 p.p. no ano.

Rendimento segue estável

O rendimento real habitual ficou estável frente ao trimestre anterior em R$ 2.921. No ano, o crescimento foi de 6,2%.

Já a massa de rendimento real habitual foi estimada em R$ 284,1 bilhões. O resultado também ficou estável frente ao trimestre anterior, mas cresceu 7,2% na comparação anual.

Na comparação trimestral, o crescimento da população ocupada não foi suficiente para, diante da estabilidade do rendimento, provocar aumento da massa. Já no ano temos um panorama em que tanto a população ocupada como o rendimento sobem, ou seja, mais pessoas trabalhando e com maiores remunerações, diz Adriana Beringuy, do IBGE.

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