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sábado, 18 de fevereiro de 2023

Superlaboratório Sirius atrai atenção de cientistas da Argentina, Grã-Bretanha, Alemanha e EUA

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Acelerador de partículas em Campinas (SP) recebeu propostas de pesquisa de diversas instituições brasileiras e internacionais. Trabalhos selecionados serão agendados a partir de março.
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Por Fernando Evans, g1 Campinas e Região

Postado em 18 de fevereiro de 2023 às 15h10

 #.*Post. - N.\ 10.689*.#

Sirius, laboratório de luz síncrotron de 4ª geração instalado em Campinas (SP) — Foto: Nelson Kon
Sirius, laboratório de luz síncrotron de 4ª geração instalado em Campinas (SP) — Foto: Nelson Kon

Acelerador de partículas capaz analisar diversos tipos de materiais em escalas de átomos e moléculas, o superlaboratório Sirius chama atenção não só da comunidade científica brasileira, como atrai o interesse do mundo. Pesquisadores de Argentina, Grã-Bretanha, Alemanha, Arábia Saudita, Estados Unidos e Suíça demonstraram interesse em usar o equipamento em seus estudos.

Após abrir chamado de propostas de pesquisa para as seis primeiras estações experimentais, as equipes do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), ficaram surpresas com o volume de propostas recebidas e a mobilização internacional.

Foram 334 propostas recebidas, sendo 298 provenientes de instituições brasileiras de 17 estados, e 36 de instituições estrangeiras, de 15 diferentes países.

"A procura internacional, embora possa chamar atenção, na minha opinião, ainda virá a ser maior. Com a crise energética na Europa, muitos síncrotrons internacionais estão com a operação reduzida. Então, o Sirius surge como uma alternativa, já que a máquina é mundialmente competitiva, possibilita diferentes tipos de análise com qualidade e com rapidez", analisa Harry Westfahl Jr., diretor do Laboratório Nacional de Luz Síncroton (LNLS), responsável pela operação do Sirius.

Do total de propostas, 25% foram submetidas por novos usuários, ou seja, por cientistas que nunca utilizaram as instalações abertas disponíveis em nenhum dos quatro laboratórios nacionais que fazem parte do CNPEM (Luz Síncrotron, Biociências, Biorrenováveis e Nanotecnologia).

Segundo o CNPEM, dentre as propostas submetidas, a área do conhecimento mais frequente é "Ciência dos Materiais e Nanotecnologia, seguida pelos campos de Física, Química, Terra e Meio Ambiente e Ciências de Agricultura".

Seleção e agendamento

De acordo com a organização, a seleção agora vai privilegiar o mérito científico, em avaliação por um sistema de revisão por pares com duplo anonimato. O uso do acelerador será agendado a partir de março de 2023.

"Estimamos o atendimento de um terço dessas propostas, neste primeiro momento. Esse é um índice muito positivo, que demonstra o interesse da comunidade científica pelo Sirius", comenta Westfahl Jr.

O diretor destaca que mais que o volume, a qualidade das propostas enviadas chamou atenção. "As propostas são muito boas, várias delas excepcionais. Pesquisas de altíssimo nível. É uma competição dura. Neste momento, estamos em fase de balizamento das avaliações distribuídas. A partir da disponibilidade de turnos disponíveis, divulgaremos os resultados da seleção. Em abril, já deve haver uma nova chamada. Logo, quem não for contemplado agora terá a chance de submeter novamente", explica.

Não há custos para o uso acadêmico do Sirius. No caso de pesquisadores de instituições brasileiras e estrangeiras que residam em países da América Latina e Caribe, caso tenham propostas aprovadas, estes poderão solicitar auxílio financeiro para a utilização das instalações do Sirius e viagem à Campinas (SP).

Sirius: Estrutura gigantesca permitirá aos cientistas enxergar detalhes na escala de átomos — Foto: Cristiane Duarte/CNPEM
Sirius: Estrutura gigantesca permitirá aos cientistas enxergar detalhes na escala de átomos — Foto: Cristiane Duarte/CNPEM

Linhas de pesquisa experimentais

  • Carnaúba: Linha de micro e nano-fluorescência e espectroscopia de raios-X e pticografia. Realiza análises dos mais diversos materiais nano-estruturados, visando a obtenção de imagens 2D e 3D com resolução nanométrica da composição e estrutura de solos, materiais biológicos e fertilizantes, além de outras investigações nas áreas de ciências ambientais.
  • Cateretê: Imagem por difração coerente (pticografia) e espectroscopia de correlação de fótons de raios-X (XPCS). Otimizada para a obtenção de imagens tridimensionais com resolução nanométrica de materiais para as mais diversas aplicações.
  • Ipê: Espectroscopia de absorção (XAS) e de fotoelétrons excitados por raios-X (XPS). Essa linha é otimizada para estudar a distribuição dos elétrons em átomos e moléculas presentes em interfaces líquidas, sólidas e gasosas. Permite sondar como as ligações químicas ocorrem nas interfaces de materiais como catalisadores, células eletroquímicas, materiais sujeitos a corrosão, ou ainda como a corrente elétrica se propaga em diferentes materiais, desde isolantes até supercondutores.
  • Ema: Difração e espectroscopia de raios X em altas pressões. As técnicas disponíveis nesta linha permitem a investigação de materiais submetidos a condições extremas de temperatura, pressão ou campo magnético. O estudo da matéria nessas condições pode revelar novas propriedades com características que não existem em condições ambientes normais.
  • Imbuia: Micro e nano-espectroscopia de infravermelho (FTIR). Esta estação experimental é dedicada a experimentos utilizando a luz infravermelha, que permite a identificação dos grupos funcionais de moléculas e a análise da composição de praticamente qualquer material, com resolução nanométrica.
  • Manacá: Micro cristalografia de Macromoléculas (MX). Primeira linha a ficar operacional, está equipada com instrumentos que permitem revelar estruturas tridimensionais de proteínas e enzimas com resoluções atômicas, revelando a posição de cada um dos átomos que compõem uma determinada proteína estudada, suas funções e interações com outras moléculas, como as usadas como princípios ativos de novos medicamentos.
Estação de pesquisa Manacá, primeira a ficar pronta e operacional no Sirius, em Campinas (SP) — Foto: CNPEM/Divulgação
Estação de pesquisa Manacá, primeira a ficar pronta e operacional no Sirius, em Campinas (SP) — Foto: CNPEM/Divulgação

O que é o Sirius?

Principal projeto científico brasileiro, o Sirius é um laboratório de luz síncrotron de 4ª geração, que atua como uma espécie de "raio X superpotente" que analisa diversos tipos de materiais em escalas de átomos e moléculas.

Para observar as estruturas, os cientistas aceleram os elétrons quase na velocidade da luz, fazendo com que percorram o túnel de 500 metros de comprimento 600 mil vezes por segundo. Depois, os elétrons são desviados para uma das estações de pesquisa, ou linhas de luz, para realizar os experimentos.

Esse desvio é realizado com a ajuda de imãs superpotentes, e eles são responsáveis por gerar a luz síncrotron. Apesar de extremamente brilhante, ela é invisível a olho nu. Segundo os cientistas, o feixe é 30 vezes mais fino que o diâmetro de um fio de cabelo.

Sirius: maior estrutura científica do país, instalada em Campinas (SP). — Foto: CNPEM/Sirius/Divulgação
Sirius: maior estrutura científica do país, instalada em Campinas (SP). — Foto: CNPEM/Sirius/Divulgação

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

Papiro de 2 mil anos com contracheque de soldado romano é descoberto em Israel

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Documento data do ano 72 e é um dos três únicos holerites já descobertos em todo Império Romano.
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Por g1

Postado em 17 de fevereiro de 2023 às 07h00m

 #.*Post. - N.\ 10.688*.#

Papiro de 2 mil anos com contracheque de soldado romano é descoberto em Israel — Foto: Autoridade de Antiguidades de Israel
Papiro de 2 mil anos com contracheque de soldado romano é descoberto em Israel — Foto: Autoridade de Antiguidades de Israel

Um papiro latino com o contracheque detalhado de um soldado do Império Romano foi descoberto no leste israelense, perto do Mar Morto, informou a Autoridade de Antiguidades de Israel na quarta-feira (15). O artefato data do ano 72 e foi encontrado em uma antiga fortificação conhecida como Massada.

O pergaminho faz parte de uma coleção de pelo menos 14 documentos latinos recuperados em vários estados de preservação na região. Segundo os especialistas, este é o papiro o mais bem preservado de Massada e um dos três únicos holerites descobertos em todo o Império Romano.

O contracheque desse soldado incluía deduções para botas e uma túnica de linho, e até mesmo para forragem de cevada para seu cavalo, afirmou Oren Ableman, pesquisador da Unidade de Manuscritos do Mar Morto da Autoridade de Antiguidades de Israel, em comunicado.

Além disso, o papiro fornece um resumo detalhado do salário do soldado em dois dos três períodos de pagamento anuais.

Surpreendentemente, os detalhes indicam que as deduções quase ultrapassaram o salário do soldado. Embora este documento forneça apenas um vislumbre das despesas de um único soldado em um ano específico, [fica] claro que, considerando a natureza e os riscos do trabalho, os soldados não permaneciam no exército apenas pelo pagamento", disse o especialista. "Quais eram seus outros incentivos?"

Ableman explicou que talvez os soldados romanos fossem autorizados a realizar saques durante campanhas militares, ou talvez estivessem envolvidos em outros negócios.

A segunda alternativa, por exemplo, é corroborada por um documento do mesmo período encontrado anteriormente na região. Este outro papiro registra o empréstimo realizado entre um soldado e um residente da área — e mostra que o oficial romano cobrava juros muito mais altos do que o permitido.

"Este documento reforça o entendimento de que os salários dos soldados romanos poderiam aumentar por fontes adicionais de renda, tornando o serviço no exército romano muito mais lucrativo", afirmou.

 Israel

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

'Prévia do PIB' do Banco Central tem alta de 2,9% em 2022 e indica desaceleração da economia

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Números do IBC-Br, entretanto, nem sempre batem com o PIB, que será divulgado em 2 de março. Desaceleração acontece em cenário de juros altos para combater pressões inflacionárias.
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Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Postado em 16 de fevereiro de 2023 às 11h05m

 #.*Post. - N.\ 10.687*.#

O Índice de Atividade Econômica (IBC-BR) do Banco Central, considerado a "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB), registrou expansão de 2,9% em 2022 na comparação com o ano anterior, informou a instituição nesta quinta-feira (16).

Como são períodos iguais, o resultado foi calculado sem ajuste sazonal — que é um tipo de "compensação" para comparar épocas diferentes do ano.

Apesar do crescimento em 2022, o ritmo de alta mostrou desaceleração em relação ao ano anterior, quando houve uma expansão maior: de 4,68%.

'Prévia' do PIB do Banco Central
% sem ajuste sazonal
1,051,05-4,2-4,24,684,682,92,92019202020212022-6-4-20246
Fonte: Banco Central

O resultado oficial do PIB, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, será divulgado somente em 2 de março pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

  • O mercado, segundo pesquisa realizada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras na semana passada, estima uma alta de 3% para a economia brasileira em 2022.
Razões para a desaceleração

A queda no ritmo de crescimento da economia brasileira aconteceu em um cenário de alta da taxa básica de juros para conter pressões inflacionárias.

No ano passado, em meio à campanha eleitoral para a Presidência da República, a Selic, fixada pelo Banco Central, subiu de 9,25% para 13,75% ao ano — o maior nível em seis anos.

Preocupado com o impacto do juro alto no crescimento, nos investimentos e no emprego, o patamar da taxa de juros está sendo questionado pelo presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva.

Mudança na meta de inflação não vai ser discutida pelo CMN, diz HaddadMudança na meta de inflação não vai ser discutida pelo CMN, diz Haddad

Ele tem cobrado o presidente do BC, Roberto Campos Neto, a reduzir a Selic. Também tem indicado que pode manobrar para mudar as metas de inflação dos próximos anos, o que possibilitaria, em tese, uma redução mais rápida dos juros nos próximos meses.

Campos Neto, que tem mandato até 2024 em um BC autônomo, entretanto, tem alertado que um aumento da meta de inflação, neste momento, pode ter o efeito contrário ao desejado, ou seja, impulsionaria ainda mais a alta dos preços.

Além dos juros elevados, o alto nível de endividamento da população, e uma inflação ainda acima das metas fixadas pelo governo, também têm freado nível mais alto do nível de atividade econômica.

PIB x IBC-Br

Os resultados do IBC-Br são considerados uma "prévia do PIB". Porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do Produto Interno Bruto.

O cálculo dos dois é um pouco diferente – o indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (incorporado no cálculo do PIB do IBGE).

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária.

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A China e uma nova globalização

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A China oferece ao mundo uma globalização inclusiva, tolerante, pacifista e que gere valor e riqueza material a todos os países envolvidos nos projetos do Cinturão e Rota.
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Por Elias Jabbour – do Rio de Janeiro
História por CdB • Há 35 m
Postado em 16 de fevereiro de 2023 às 08h35m


 #.*Post. - N.\ 10.686*.#

Desde o início do processo de financeirização da economia internacional e , no início da década de 1990, o fim das primeiras experiências socialistas, o mundo tornou-se cada vez mais instável com crises financeiras recorrentes que trazem consigo um imenso rastro de destruição em todos os aspectos.

A China oferece ao mundo uma globalização inclusiva, tolerante e pacifista
A China oferece ao mundo uma globalização inclusiva, tolerante e pacifista© Fornecido por Correio do Brasil

A pobreza, a concentração de renda e a falta de esperança de populações inteiras no futuro têm aberto condições a um mundo cada vez mais intolerante e onde ideologias de extrema-direita, em sua maioria nascidas e desenvolvidas nos Estado Unidos e exportadas ao mundo, ganham terreno. Por exemplo, nos Estados Unidos o racismo praticado dentro do país se transforma em política de Estado quando este país age fora de seu território. O fascismo, o neocolonialismo e o imperialismo estão, mais do que nunca, presentes no horizonte internacional. 

“Globalização financeira”

Muitos analistas anunciaram o fim da globalização. Não acreditamos nisso. O que está chegando ao fim é uma forma não inclusiva de globalização. Uma globalização voltada aos interesses de um único país, que patrocinou uma chamada globalização financeira, e que em nenhum momento atendeu aos interesses dos povos da periferia do sistema. Esta globalização está em seu fim. Um fim melancólico com a potência hegemônica do mundo patrocinando guerras e intolerância por toda parte. Por outro lado, a República Popular da China com a Iniciativa Cinturão e Rota e a decisão firme de construir uma comunidade de destino compartilhado oferece ao mundo uma outra globalização: inclusiva, tolerante, pacifista e que gere valor e riqueza material a todos os países envolvidos nos projetos do Cinturão e Rota. 

Cinturão e Rota para a Saúde

Mas esta iniciativa não se encerra somente na construção de grandes obras de infraestruturas. Enquanto alguns países estavam buscando politizar a questão da pandemia, a China foi pioneira no lançamento do Cinturão e Rota para a Saúde. Outras iniciativas com o mesmo espírito inclusivo têm sido diariamente debatidas entre autoridades chinesas e estrangeiras. Porém, a que nos tem chamado muito a atenção é a chamada construção de uma comunidade de intercâmbio cultural. Esta iniciativa chinesa leva em consideração que os grandes desafios que enfrenta hoje a humanidade não passam somente por maior integração econômica entre os países ou cooperação em áreas-chave no setor de ciência, tecnologia e inovação.

Existe uma questão nodal que é a necessidade da construção de uma outra subjetividade no mundo que também acompanhe a superação da globalização financeira proposta pelos EUA cujos resultados estão aí: guerras, fome, desemprego, racismo, fascismo, intolerância. 

Essa iniciativa chinesa de construir uma comunidade de intercâmbio cultural é parte da necessidade de se construir um ambiente onde as diferentes formas de pensar e de sistemas políticos ou mesmo de ideologia deixem de ser obstáculos para a construção de um mundo melhor. Ao contrário, das grandes diferenças e do diálogo podem se encontrar soluções a um grande problema que afeta a humanidade: a falta de confiança entre os diferentes países e diferentes povos e civilizações. Todos nós sabemos que a época em que um único país ou o que chamam de Ocidente podiam ditar as regras para o restante do mundo e usar as diferenças entre povos e países como forma de atingir seus próprios interesses. Grandes parcelas da humanidade que inclui países como a China, Índia, Rússia, Brasil, República Islâmica do Irã e parcelas significantes da América Latina e Ásia já perceberam que juntos e exercitando a tolerância mútua o mundo poderá atingir um outro patamar de convivência e tolerância. 

Comunidade de intercâmbio cultural

Devemos louvar e levar às últimas consequências esta iniciativa chinesa de construção de uma comunidade de intercâmbio cultural. Por exemplo, em um país como o Brasil são várias as iniciativas neste sentido. Desde a promoção de viagens de grandes delegações de estudantes, professores, jornalistas e profissionais de diversas áreas de atuação até a ação do Instituto Confúcio. Este instituto não pode ser visto somente como um meio de divulgar a língua e a cultura chinesas. É um instrumento efetivo de difusão de cultura de paz e tolerância. A base material do mundo mudou significativamente nas últimas quatro décadas. Povos e países clamam por voz e igualdade nas relações internacionais. Clamam por tolerância e pelo fim da pilhagem e da violência. Repetimos: devemos ir às últimas consequências no sentido de apoiar essa iniciativa de construção de uma comunidade de intercâmbio cultural.

 

Elias Jabbouré doutor e mestre em Geografia Humana (FFLCH-USP). Professor Adjunto da FCE/UERJ. Membro do Comitê Central do PCdoB.

As opiniões aqui expostas não representam necessariamente a opinião do Correio do Brasil

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