Objetivo:
“Projetando o futuro e o desenvolvimento autossustentável da sua empresa, preparando-a para uma competitividade e lucratividade dinâmica em logística e visão de mercado, visando sempre e em primeiro lugar, a satisfação e o bem estar do consumidor-cliente."
A luta pelos alimentos na pré-história pode ter significado a extinção do maior tubarão que já viveu no planeta. ===+===.=.=.= =---____--------- ---------____------------____::_____ _____= =..= = =..= =..= = =____ _____::____-------------______--------- ----------____---.=.=.=.= +==== Por Helen Briggs, BBC
Postado em 04 de junho de 2022 às 15h40m #.*Post. - N.\ 10.352*.#
O megalodonte, ou megalodon, perambulava pelos oceanos cerca de 3 até 22 milhões de anos atrás — Foto: Getty Images via BBC
A luta pelos alimentos na pré-história pode ter significado a extinção do megalodonte, o maior tubarão que já viveu no planeta.
Um estudo dos dentes de fósseis desse gigante dos oceanos indica que ele precisava competir por alimentos com outro predador feroz, o grande tubarão-branco. E a batalha pela redução da quantidade de baleias e outras presas pode ter levado o megalodonte à extinção, três milhões de anos atrás.
Mas pressões ambientais, como mudanças dos níveis dos mares, também fizeram sua parte.
A extinção do megalodonte é um mistério que persiste há muito tempo. Vários fatores diferentes foram propostos, desde a perda do habitat devido a mudanças dos níveis dos mares até a redução da quantidade de presas. Dentes de megalodonte (à esquerda) e do grande tubarão-branco (à direita) — Foto: Getty Images via BBC
No estudo mais recente, pesquisadores internacionais usaram isótopos de zinco nos dentes de tubarões vivos e extintos como ferramenta para entender a alimentação de animais mortos há muito tempo.
Vestígios de substâncias nos dentes de tubarões vivos e em 13 fósseis de dentes de megalodonte indicam que o grande tubarão-branco e o megalodonte um dia ocuparam posições similares na cadeia alimentícia e podem ter competido pelos mesmos alimentos, incluindo baleias, golfinhos e botos. E este pode ter sido um fator para a extinção dos megalodontes, além de mudanças climáticas e outros fatores ambientais, segundo os cientistas.
"Esta é uma peça do quebra-cabeças de evidências de que houve concorrência entre o grande tubarão-branco moderno e o megalodonte por recursos alimentícios aquáticos nos oceanos, quando os dois ainda vivam", segundo Thomas Tutken, professor da Universidade Johannes Gutenberg, de Mainz, na Alemanha, que chefiou o estudo. O número de grandes tubarões-brancos está diminuindo — Foto: Getty Images via BBC
Ao comentar sobre a pesquisa, publicada na revista Nature Communications, Catalina Pimiento, da Universidade de Swansea, no País de Gales, afirmou que mais trabalho era necessário para resolver o mistério do que aconteceu com o megalodonte. Segundo ela, a extinção foi estudada de muitos ângulos diferentes ao longo da última década e estudos indicam diversos fatores.
"O mistério sobre o que comia o megalodonte e até onde ele competia com os outros tubarões permanece", afirma Pimiento.
Qual era o tamanho do megalodonte?
O megalodonte (Otodus megalodon) era um tubarão com dentes enormes, que perambulava pelos oceanos entre 3 e 22 milhões de anos atrás. Seu nome significa "dente grande".
Três vezes maior que o grande tubarão-branco, o megalodonte podia crescer até 18 metros de comprimento e pesar até 60 toneladas.
O megalodonte chegou ao noticiário recentemente, quando um menino de seis anos de idade encontrou um dente de tubarão que pertencia a um gigante megalodonte pré-histórico em Suffolk, no leste da Inglaterra. Sammy Shelton encontrou o dente de 10 cm de comprimento na praia de Bawdsey, em Suffolk, durante um feriado prolongado.
Em pouco mais de três meses, foco do conflito mudou, mas rastro de destruição é imenso. Relembre os principais acontecimentos. ===+===.=.=.= =---____--------- ---------____------------____::_____ _____= =..= = =..= =..= = =____ _____::____-------------______--------- ----------____---.=.=.=.= +==== Por France Presse 03/06/2022 00h30 Atualizado há 6 horas Postado em 03 de junho de 2022 às 06h50m #.*Post. - N.\ 10.351*.#
Svetlana Savchenko ao lado do prédio destruído onde seu apartamento
estava localizado em Mariupol, em março — Foto: Reuters/Alexander
Ermochenko
Veja os principais acontecimentos desde o início da invasão russa da
Ucrânia, que completa 100 dias nesta sexta-feira (2) e já deixou
milhares de mortos.
Início da invasão
Presidente Putin anuncia ofensiva militar em pronunciamento
televisionado; ele instou os soldados ucranianos a se renderem e
voltarem para casa — do contrário, a própria Ucrânia seria culpada pelo
derramamento de sangue, e acrescentou que o conflito entre as forças
russas e ucranianas são 'inevitáveis' e 'apenas uma questão de tempo' —
Foto: Reuters
Em 24 de fevereiro,
o presidente Vladimir Putin anuncia uma "operação militar" para
defender as "repúblicas" separatistas do Donbass no leste ucraniano,
cuja independência tinha acabado de reconhecer unilateralmente.
As forças terrestres russas então penetram no território ucraniano.
No dia 26, o exército russo recebe a ordem de intensificar a ofensiva.
A União Europeia anunciou a primeira compra e entrega de armas à
Ucrânia. Os ocidentais aplicam sanções econômicas contra a Rússia cada
vez mais rígidas.
Mapa mostra locais da Ucrânia que foram bombardeados em primeiro ataque feito pela Rússia — Foto: Arte g1
Primeiras negociações
No dia 28, Moscou e Kiev iniciam negociações.
Vladimir Putin exige o reconhecimento da Crimeia como território russo,
um "status neutro" para a Ucrânia e sua "desnazificação". Moscou busca
há meses garantias de que Kiev jamais integrará a Otan.
Em 2 de março,
tropas russas chegam a Kharkiv (norte), segunda maior cidade do país.
Ao sul, Kherson, próxima da Crimeia, fica sob controle russo.
Soldados russos em Kherson, na Ucrânia — Foto: Olexandr Chornyi/AP
No dia 8, o presidente americano, Joe Biden, decreta um embargo sobre o gás e o petróleo russos.
No dia 10,
os líderes dos 27 países-membros descartam uma rápida adesão da Ucrânia
à UE, exigida pelo presidente Volodimir Zelensky, ao mesmo tempo em que
abrem as portas para estreitar os laços.
Mariupol cercada
04/04 - Soldados de tropas pró-Rússia recolhem corpos para levar a necrotério em Mariupol — Foto: REUTERS/Alexander Ermochenko
No dia 21, Bruxelas denuncia "um grande crime de guerra" em Mariupol, um porto estratégico no Mar de Azov.
Dezenas de milhares de pessoas estão presas lá. Uma maternidade, depois
um teatro onde os civis estão abrigados são bombardeados.
Vista de Teatro de Mariupol atingido por ataque na Ucrânia, na quarta-feira (16). — Foto: Reuters
No dia 24, a Otan decide equipar a Ucrânia contra a ameaça química e nuclear e reforça suas defesas em seu flanco leste.
No dia seguinte, Moscou anuncia que estava se concentrando na "libertação do Donbass".
Horror em Bucha
Em2 de abril,
a Ucrânia anuncia ter retomado o controle da região de Kiev após a
retirada das forças russas, que se deslocam para o leste e o sul do
país.
Imagens de drone mostram tanques atirando na direção de um ciclista em Bucha
Em diversos locais próximos de Kiev, como Bucha, a descoberta de dezenas de cadáveres de civis provoca forte reação internacional.
No dia 8, um bombardeio da estação de trem de Kramatorsk (leste) deixa 57 mortos.
Vídeo mostra momento do bombardeio em estação de trem de Kramatorsk, na Ucrânia
Navio russo afundado
No dia 14,
os ucranianos alegam ter atingido com mísseis o Moskva, principal navio
de guerra da frota russa no Mar Negro. Segundo Moscou, o navio afundou
após um incêndio causado pela explosão de munição a bordo.
No dia 21,
Vladimir Putin reivindica o controle de Mariupol, mas cerca de 2 mil
soldados ucranianos, entrincheirados no complexo siderúrgico Azovstal
com mil civis, ainda resistem.
Foto divulgada em redes sociais mostra o que seria o navio russo Moskva momentos antes de afundar — Foto: Reprodução
No dia 27, o exército ucraniano reconhece um avanço russo no leste, com
a captura de várias cidades nas regiões de Kharkiv e Donbass.
Candidatura à Otan
Em 3 de maio, forças russas e pró-russas lançaram um "poderoso ataque" contra a siderúrgica Azovstal.
No dia 8, sessenta pessoas foram dadas como desaparecidas após o bombardeio de uma escola na região de Luhansk.
No dia 18, Suécia e Finlândia apresentam seus pedidos de adesão à Otan.
No dia 19, o Congresso americano libera US$ 40 bilhões para apoiar o esforço de guerra ucraniano.
No dia seguinte, o G7 promete US$ 19,8 bilhões de dólares para ajudar Kiev.
Azovstal sob controle russo
Nodia 20,
Moscou anuncia o controle da Azovstal. De acordo com Kiev, Mariupol
está 90% destruída e pelo menos 20 mil pessoas morreram na cidade.
Siderúrgica de Azovstal, em Mariupol, com uma densa camada de fumaça
preta por cima do telhado — Foto: REUTERS/Alexander Ermochenko TPX
IMAGES OF THE DAY/File Photo/File Photo
A leste, as cidades de Severodonetsk e Lyssytchansk constituem o último
bastião de resistência ucraniana na região de Lugansk, no Donbass.
No dia 23,
um soldado russo foi condenado em Kiev à prisão perpétua no primeiro
julgamento por crimes de guerra desde o início da invasão.
Soldado russo, de 21 anos, durante o primeiro julgamento por crimes de
guerra contra a Rússia, no qual foi condenado, em 13 de maio de 2022 —
Foto: Viacheslav Ratynskyi/ Reuters
As forças russas intensificam sua ofensiva no Donbass.
No dia 28,
Moscou confirma a tomada por separatistas pró-russos da localidade
chave de Lyman. As forças russas controlam "parte" de Severodonetsk,
segundo o governador regional no dia 31.
Embargo do petróleo russo
Os líderes da UE chegam a um acordo no dia 30 para reduzir as importações de petróleo russo em cerca de 90% até o final do ano.
Depois de impor a mesma medida à Finlândia, Bulgária e Polônia, a russa
Gazprom suspende suas entregas de gás para a Holanda no dia 31, diante
da recusa de pagamento em rublos.
Nível da atividade econômica alcança patamar 1,6% acima do período pré-pandemia, mas ainda está 1,7% abaixo da melhor marca histórica, alcançada em 2014. ===+===.=.=.= =---____--------- ---------____------------____::_____ _____= =..= = =..= =..= = =____ _____::____-------------______--------- ----------____---.=.=.=.= +==== Por Darlan Alvarenga e Daniel SIlveira, g1 02/06/2022 09h00 Atualizado há 2 horas Postado em 02 de junho de 2022 às 11h00m #.*Post. - N.\ 10.350*.#
Pessoas transitam pela rua 25 de Março, tradicional região de comércio
em São Paulo, em 26 de março de 2022 — Foto: Renato S. Cerqueira/Futura
Press via Estadão Conteúdo
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1% no 1º trimestre,
na comparação com os três meses imediatamente anteriores, conforme
divulgado nesta quinta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE). Frente ao mesmo trimestre de 2021, o avanço foi de 1,7%. Em valores correntes, o PIB chegou a R$ 2,249 trilhões.
Trata-se do terceiro resultado positivo seguido,
depois do recuo registrado no segundo trimestre de 2021 (-0,2%). O
avanço, porém foi menor que o alcançado no 1° trimestre do ano passado
(1,1%) frente ao 4º trimestre de 2020.
Veja no gráfico:
Variação trimestral do PIB desde 2017 — Foto: Arte g1
O resultado representa uma aceleração frente aos trimestre anteriores, impulsionada pelo setor de serviços–
o mais impactado pela pandemia e de maior peso na economia –, que ainda
tem encontrado espaço para recuperar o nível de atividade pré-Covid,
apesar dos impactos da inflação e dos juros altos.
De acordo com o IBGE, com esse resultado, o
PIB está 1,6% acima do patamar do quatro trimestre de 2019, período
pré-pandemia, e 1,7% abaixo do ponto mais alto da atividade econômica do
país, registrado no primeiro trimestre de 2014, o que equivale ao patamar observado em meados de 2013.
"Isso
significa que a gente mais que superou a retração que teve com a
pandemia, mas ainda não foi suficiente para recuperar o patamar anterior
à crise de 2016", destacou a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.
Mediana de pesquisa do jornal "Valor Econômico" com 82 instituições
financeiras e consultorias projetava uma alta de 1% para o PIB do 1º
trimestre, em relação ao 4º trimestre de 2021. Já a expectativa de
pesquisa da Reuters era de avanço de 1,2%.
Miriam Leitão analisa resultado do PIB do primeiro trimestre do ano
Revisão de dados
OIBGE revisou os dados trimestrais de 2021.
Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, a alta do PIB nos
3 primeiros meses do ano passado foi de 1,1%, diferente do crescimento
de 1,4% divulgado anteriormente.
Já a queda registrada no segundo trimestre foi revisada de -0,3% para
-0,2%. No terceiro trimestre, houve crescimento de 0,1,% em vez de queda
de 0,1%. Já a alta do 4º trimestre passou de 0,5% para 0,7%.
No acumulado em quatro trimestres, o PIB cresceu 4,7%, comparado aos quatro trimestres imediatamente anteriores.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e é o
principal indicador usado para medir a evolução da economia (entenda como ele é calculado).
Principais destaques do PIB do 1º trimestre:
Serviços: 1%
Indústria: 0,1%
Agropecuária: -0,9%
Consumo das famílias: 0,7%
Consumo do governo: 0,1%
Investimentos: -3,5%
Exportações: 5%
Importação: -4,6%
Inflação freia crescimento
Principal destaque do PIB no primeiro trimestre de 2022, o setor de serviços – o de maior peso na economia brasileira –foibeneficiado pelo aumento no consumo das famílias,
que cresceu tanto na comparação com o 4º trimestre (0,7%) quanto em
relação ao 1º trimestre de 2021 (2,2%). Mas esse crescimento poderia ter
sido ainda maior, não fosse a inflação tão alta.
“A
gente só não tem como calcular quão maior esse consumo poderia ter sido
sem o impacto da inflação”, enfatizou a gerente da pesquisa Rebeca
Pallis.
Esse desempenho do consumo das famílias se deve, segundo a
pesquisadora, ao comportamento do mercado de trabalho, que vem “andando
de lado”.
“A gente tem um crescimento importante da ocupação, mas com osrendimentos reais em queda.
O consumo das famílias é muito direcionado pela massa salarial, que por
sua vez é muito influenciada pela inflação”, enfatizou.
Rebeca apontou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no país, acumulado em 12 meses ficou 10,7% acima do registrado no primeirotrimestre de 2021. Associada à inflação, a taxa básica de juros passou de 2% para 10,1% ao ano.
Análise setorial
Entre os grandes setores, houve queda na agropecuária (-0,9%), variação perto da estabilidade na indústria (0,1%) e elevação dos serviços (1%).
Pela ótica da despesa, a o consumo das famílias cresceu 0,7%, o consumo do governo teve variação de 0,1% e os investimentos caíram 3,5%.
O
setor de serviços representa 70% do PIB do país. “Dentro dos serviços, o
maior crescimento foi de outros serviços, que tiveram alta de 2,2%, no
trimestre, e comportam muitas atividades dos serviços prestados às
famílias, como alojamento e alimentação. Muitas dessas atividades são
presenciais e tiveram demanda reprimida durante a pandemia”, explicou a
coordenadora da pesquisa.
PIB sob a ótica da oferta — Foto: Arte g1
Também houve avanço no PIB dos serviços de transporte, armazenagem e
correio (2,1%), comércio (1,6%), atividades imobiliárias (0,7%) e
administração, saúde e educação pública (0,6%). Os únicos recuos foram
em informação e comunicação (-5,3%) e na intermediação financeira e
seguros (-0,7%).
Segundo o IBGE,
o setor de turismo e viagens também contribuiu para o crescimento dos
serviços no 1º trimestre, com avanço no transporte de passageiros,
sobretudo o aéreo, além de alojamento e alimentação.
Frente ao primeiro trimestre do ano passado, os serviços avançaram
3,7%, com alta na maior parte de suas atividades, com destaque para
"outras atividades"(12,6%), que foram beneficiadas pela reabertura da
economia e retomada da demanda por serviços presenciais.
Queda na agropecuária e nas indústrias extrativas
Segundo oIBGE,
a queda de 0,9% da agropecuária é explicada principalmente pela
estiagem no Sul, que causou a diminuição na estimativa da produção de
soja, a maior cultura da lavoura brasileira.
Na indústria, o único desempenho negativo ocorreu nas indústrias
extrativas (-3,4%). Houve avanço nas atividades de eletricidade e gás,
água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (6,6%), indústrias de
transformação (1,4%) e construção (0,8%).
Na comparação interanual, o IBGE
apontou que o recuo de 8% da agropecuária foi puxado, principalmente,
pela queda nas safras da soja (-12,2), do arroz (-8,5%), de fumo (-7,3%)
e de mandioca (-2,7%).
Já o recuo de 1,5% da indústria se deve, sobretudo, à queda na produção
de máquinas e aparelhos elétricos (a indústria de transformação recuou
4,7%) e à queda na extração de minérios ferrosos (a indústria extrativa
recuou 2,4%).
A construção, por sua vez, avançou 9% na comparação interanual e
registrou avanço de 12,8% no número de trabalhadores ocupados. O IBGE atribui este avanço às obras públicas, aceleradas em ano eleitoral.
PIB sob a ótica da demanda — Foto: Arte g1
Consumo cresce e investimento cai
O consumo, tanto das famílias quanto do governo, avançou pelo segundo
trimestre seguido – respectivamente de 2,1% para 2,2%, e de 2,8% para
3,3%.
Já os investimentos mantiveram trajetória de piora, com queda de 3,5%
frente aos 3 meses anteriores e de 7,2% na comparação interanual.
No
primeiro trimestre, a taxa de investimento foi de 18,7% do PIB, ficando
abaixo da registrada no mesmo período do ano passado (19,7%). “Essa
queda foi impactada pela diminuição na produção e importação de bens de
capital, apesar de a construção ter crescido no período”, destacou a
pesquisadora.
Nesta divulgação do IBGE
não foram incluídas as Contas Econômicas Integradas (que inclui a taxa
de poupança e taxa de necessidade de financiamento do país) e a Conta
Financeira Trimestral (que mostra quais ativos foram mais usados para
financiar a economia do país).
“Essa
duas contas são muito focadas no balanço de pagamentos mas, por conta
da não divulgação do balanço de pagamentos de março pelo Banco Central,
desta vez não foi possível incluí-las nesta divulgação”, afirmou Pallis,
citando os impactos da greve dos servidores nas divulgações do BC.
Padovani: PIB do trimestre é resultado do ambiente global positivo, mas quadro não parece promissor
Perspectivas
O bom resultado do 1º trimestre e indicadores antecedentes positivos
nos últimos meses têm levado a uma revisão para cima das projeções para o
crescimento da economia em 2022. Analistas apontam para um avanço do
PIB acima de 1% no ano, enquanto o governo estima uma alta de 1,5%.
Por outro lado, parte das previsões para 2023 têm sido revistas para
baixo, com algumas casas apontando até mesmo para o risco de retração, em
meio à inflação persistente, juros em alta, temores de recessão global e
incertezas relacionadas à corrida eleitoral no Brasil.
O Santander, por exemplo, passou a projetar crescimento de 1,2% em
2022. Contudo, a revisão agora vê uma ameaça maior de recessão em 2023.
"Estimamos uma contração de -0,6%”, destacou o banco.