Total de visualizações de página

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Desemprego cai para 12,1% em outubro, mas ainda atinge 12,9 milhões, aponta IBGE

===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====


Rendimento médio encolhe 11,1% em 1 ano, para R$ 2.449 – o menor valor já registrado na série histórica iniciada em 2012.
===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====
Por Darlan Alvarenga, g1

Postado em 28 de dezembro de 2021 às 09h15m

Post.- N.\ 10.143

Desemprego cai para 12,1%, mas ainda atinge 12,9 milhões
Desemprego cai para 12,1%, mas ainda atinge 12,9 milhões

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 12,1% no trimestre encerrado em outubro, mas a falta de trabalho ainda atinge 12,9 milhões de brasileiros, segundo informou nesta terça-feira (28) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Trata-se da menor taxa de desemprego desde o trimestre encerrado em fevereiro de 2020 (11,8%), mas ainda maior que o patamar de antes do início da pandemia de coronavírus.

Apesar da queda do desemprego, o rendimento médio da população ocupada encolheu pelo 5º trimestre seguido, para uma mínima histórica.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). No levantamento anterior, referente ao trimestre encerrado em setembro, a taxa de desemprego estava em 12,6%, atingindo 13,5 milhões de pessoas.

Evolução da taxa de desemprego — Foto: Economia g1
Evolução da taxa de desemprego — Foto: Economia g1

O resultado de veio um pouco melhor do que o esperado. A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 12,3%.

"A população desocupada (12,9 milhões de pessoas) diminuiu 10,4% (menos 1,5 milhão de pessoas) frente ao trimestre terminado em julho (14,4 milhões de pessoas) e caiu 11,3% (menos 1,7 milhão de pessoas) ante ao mesmo trimestre móvel de 2020 (14,6 milhões de desocupados)", informou o IBGE.


Ocupação cresce, mas renda média atinge mínima histórica

O contingente de ocupados no país aumentou 3,6%, o que representa 3,3 milhões de pessoas a mais no mercado de trabalho em relação ao trimestre encerrado em julho. Em 1 ano, houve aumento de 8,7 milhões de trabalhadores.

O nível de ocupação, que é o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, subiu para 54,6% no trimestre encerrado em outubro, o maior desde abril do ano passado.

Apesar da queda do desemprego e aumento do número de ocupados, o rendimento médio real habitual do trabalhador (descontada a inflação) caiu para R$ 2.449 – o menor valor já registrado na série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. O valor representa uma queda de 4,6% frente ao trimestre anterior e uma redução de 11,1% relação a igual trimestre de 2020.

Já a massa de rendimento foi de R$ 225 bilhões, com queda de 1,1% na comparação com o trimestre anterior e recuo de 1,9% em 1 ano, o que foi classificado pelo IBGE como estatisticamente estável.

Apesar de haver um crescimento significativo da ocupação, a massa de rendimento permanece estável. Isso acontece porque o rendimento do trabalhador tem sido cada vez menor – seja porque a expansão do trabalho ocorre em ocupações de menores rendimento, seja pelo avanço da inflação nos últimos meses, explicou a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy.

A pesquisa do IBGE mostra que o rendimento médio do trabalhador com carteira assinada foi de R$ 2.345, enquanto que o do emprego sem carteira assinada e do trabalho por conta própria informal foram de R$ 1.528 e R$ 1.458, respectivamente.

No comparativo com outubro do ano passado, as seis principais posições de ocupação tiveram queda no rendimento médio: empregado com carteira de trabalho assinada (-8%), empregado sem carteira de trabalho assinada (-11,9%), trabalhador doméstico (-5,1%), empregado no setor público (-10,6%), empregador (-15,0%) e trabalhadores por conta própria (-4%).

Entre as atividades, as maiores reduções na renda média foram observadas na indústria (-16,1%), administração pública (-11,6%) e no comércio (10%).

40,7% dos ocupados na informalidade

A taxa de informalidade manteve a trajetória de alta, atingindo 40,7% da população ocupada, ou 38,2 milhões de trabalhadores. No trimestre anterior, a taxa havia sido 40,2% e, no mesmo trimestre de 2020 estava em 38,4%.

O aumento da população ocupada tem sido puxado pelo trabalhado por conta própria. O número de trabalhadores dessa modalidade, que inclui os bicos, cresceu 2,6% (638 mil pessoas) na comparação mensal e 15,8% (3,5 milhões de pessoas) na comparação anual. São 25,6 milhões de pessoas nessa categoria, o maior número desde o início da série histórica da pesquisa.

O número de empregados sem carteira assinada chegou a 12 milhões, com alta de 9,5% (1 milhão de pessoas) ante o trimestre anterior e de 19,8% (2 milhões de pessoas) em relação a igual trimestre de 2020.

número de empregados com carteira de trabalho assinada totalizou 33,9 milhões de pessoas, subindo 4,1% (mais 1,3 milhão de pessoas) frente ao trimestre anterior e 8,1% (mais 2,6 milhões de pessoas) frente a 2020.

Trabalho por conta própria puxa alta da ocupação — Foto: Economia g1
Trabalho por conta própria puxa alta da ocupação — Foto: Economia g1

Do acréscimo de 3,3 milhões de pessoas na população ocupada nos últimos 3 meses, 40% foram trabalhadores com carteira assinada, segundo o IBGE. "Embora o emprego com carteira no setor privado ainda esteja em um nível abaixo do que era antes da pandemia, vem traçando uma trajetória de crescimento, destacou a pesquisadora.

O comércio liderou a geração de postos de trabalho no trimestre encerrado em outubro. O número de ocupados no comércio cresceu 6,4% em 3 meses, o que representa 1,1 milhão de pessoas a mais trabalhando no setor. Em 1 ano, o avanço foi e 10,9% (1,7 milhão a mais). Veja gráfico abaixo:

Evolução da população ocupada por segmento de atividade — Foto: Economia g1
Evolução da população ocupada por segmento de atividade — Foto: Economia g1

5,1 milhões de desalentados e 7,7 milhões de subocupados

O número de desalentados (pessoas que desistiram de procurar trabalho devido às condições estruturais do mercado foi estimado em 5,1 milhões de pessoas, o que representa uma queda de 3,8% (menos 199 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e de 11,9% (menos 683 mil) no comparativo internanual.

A população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas, ou seja, que trabalha menos horas do que gostaria totalizou 7,7 milhões de pessoas, contra 7,8 milhões no trimestre. Há 1 ano, porém, o número era menor: 6,5 milhões.

Faltam oportunidades para 29,9 milhões

O levantamento do IBGE mostrou ainda que faltavam oportunidades no mercado para cerca de 29,9 milhões de trabalhadores. Este contingente forma o que o instituto classifica como trabalhadores subutilizados. Há 1 ano, porém, a mão de obra "desperdiçada" somava 33,1 milhões.

A taxa composta de subutilização caiu para 25,7%, ante 27,9% no trimestre anterior e 29,6% no 3º trimestre do ano passado.

Entre os destaques positivos, houve queda de 2,1% na população fora da força de trabalho na comparação com o último trimestre e redução de 7,7% no comparativo interanual. O total de pessoas que não estavam nem ocupadas nem desocupadas somaram 65,2 milhões de pessoas. Há 1 ano, eram 70,5 milhões fora do mercado de trabalho.

Fome, desemprego, alta dos preços: os retratos da economia de 2021 na vida real
Fome, desemprego, alta dos preços: os retratos da economia de 2021 na vida real

Repercussão e perspectivas

Apesar da trajetória de queda do desemprego, a recuperação do mercado de trabalho tem sido puxada pelo aumento o número de trabalhadores subocupados e informais, e vem sendo marcada pela queda do rendimento médio da população ocupada.

O economista da Necton, André Perfeito, destaca que a massa salarial, ou seja, a quantidade de "dinheiro na mesa" por assim dizer, permanece no mesmo patamar do pior momento da crise da pandemia.

"Geralmente comemoramos a queda do desemprego uma vez que isto sugere que o mercado de trabalho aquecido deve elevar os salários, mas nada mais longe da verdade que isso no momento atual. A combinação de atividade ainda fraca, que tem segurado os salários, e inflação ainda elevada criou os piores resultados possíveis quando se chega a renda efetivamente", avaliou.

Vale lembrar que nos meses anteriores à pandemia, a taxa de desemprego no país estava ao redor de 11,5% e a população ocupada superava 95 milhões.

Entre os fatores que dificultam uma retomada mais firme do mercado de trabalho e a geração de vagas de melhor qualidade estão a piora das expectativas para a economia em 2022, as incertezas fiscais e políticas em ano de eleições presidenciais, e a trajetória de alta da taxa básica de juros, que encarece os investimentos e os financiamentos de empresas e consumidores.

Os índices de confiança do comércio e de serviços voltaram a cair em dezembro, segundo mostrou nesta terça o Instituto Brasileiro de Economia da FGV (FGV IBRE), indicando a piora do otimismo dos empresários.

A projeção do mercado financeiro para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2022 passou de 0,50% para 0,42%, segundo o boletim Focus do Banco Central. Já a estimativa para a Selic é de 11,50% ao ano para o fim de 2022, o que pressupõe novas altas do juro básico da economia no próximo ano. Para a inflação, a previsão é de 5,03%.

Para o mercado de trabalho, a expectativa é de desaceleração do ritmo de recuperação e de ligeira alta da taxa de desocupação no ano que vem. A XP projeta que o desemprego atingirá 11,8% ao final de 2021, chegando a 12,4% ao final de 2022. "A nosso ver, a taxa de desocupação subirá - ainda que modestamente - no 2º semestre do próximo ano, em linha com o enfraquecimento da demanda doméstico", destacou em relatório.

Economia: 2021 pesou no bolso dos brasileiros
Economia: 2021 pesou no bolso dos brasileiros

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================--------------------------------------------------------------------------------====-++-----

domingo, 26 de dezembro de 2021

As impressionantes imagens de natureza captadas por fotógrafo amador durante horário de almoço

===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====


Dave Newman tira fotos da vida selvagem no centro da cidade de Sleaford, no Reino Unido, no meio do dia.
===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====
TOPO
Por BBC

Postado em 26 de dezembro de 2021 às 14h55m

Post.- N.\ 10.142

Fotógrafo amador da vida selvagem Dave Newman tira muitas de suas fotos impressionantes durante horário de almoço — Foto: Dave Newman/BBC
Fotógrafo amador da vida selvagem Dave Newman tira muitas de suas fotos impressionantes durante horário de almoço — Foto: Dave Newman/BBC

Fotos impressionantes da vida selvagem tiradas por um fotógrafo amador durante seu horário de almoço renderam a ele milhares de fãs.

Dave Newman faz regularmente uma breve viagem de carro de seu escritório no centro de Sleaford, em Lincolnshire, no Reino Unido, até o rio local para registrar seus animais e pássaros.

O que começou como uma alternativa ao tédio no horário do almoço se transformou em um hobby que atraiu fãs ao redor do mundo.

Newman afirma que ficou emocionado com a atenção e faz um apelo para que outros fotógrafos iniciantes "simplesmente saiam e fotografem".

Sua obsessão pela fotografia começou quando ele se viu perdido durante os intervalos de almoço e queria fazer algo mais do que simplesmente caminhar pela cidade.

"Desço com meu carro para o rio em dois minutos", diz ele.

Dave Newman conseguiu capturar martins-pescadores no Rio Slea, perto do centro da cidade de Sleaford — Foto: Dave Newman/BBC
Dave Newman conseguiu capturar martins-pescadores no Rio Slea, perto do centro da cidade de Sleaford — Foto: Dave Newman/BBC

Um de seus locais favoritos para fotografar na cidade de cerca de 18 mil habitantes é Cogglesford Mill, no "cristalino" Rio Slea.

"Outro dia, estava do lado de fora do centro de lazer quando fotografei um pato-mandarim e havia muita gente em volta", afirma.

"Para mim, trata-se de estar sozinho, longe dos problemas que absorvem a atmosfera e o ar fresco", explica Newman.

"Você não sabe o que vai ver de um dia para o outro."

"Se você pudesse prever a natureza, seria muito chato, para ser sincero."

Dave Newman atualizou aos poucos seu equipamento de fotografia à medida que seu hobby evoluía — Foto: Dave Newman/BBC
Dave Newman atualizou aos poucos seu equipamento de fotografia à medida que seu hobby evoluía — Foto: Dave Newman/BBC


'Quanto mais você faz, mais você aprende', diz o fotógrafo autodidata — Foto: Dave Newman/BBC
'Quanto mais você faz, mais você aprende', diz o fotógrafo autodidata — Foto: Dave Newman/BBC

No entanto, às vezes ele "gostaria que as coisas simplesmente ficassem paradas, e não ficam".

Newman, que começou a fotografar há apenas três anos, fez um chamado para que os aspirantes a fotógrafos, inclusive aqueles que nunca pegaram uma câmera antes, "simplesmente peguem e comecem a fotografar".

"Os pássaros do jardim são um ótimo lugar para começar, ou rio abaixo onde patos e cisnes estão acostumados com os humanos", sugere.

Newman ainda tem alguns alvos que espera capturar com suas lentes, e no ano que vem planeja ir para a Escócia. Ele adoraria fotografar, por exemplo, cervos selvagens ou uma águia-real.

Mas sua maior ambição é fazer um "safári africano propriamente dito para ver grandes felinos e os demais (animais)".

"Se eu tivesse aprendido sobre fotografia quando estava na escola, não estaria neste trabalho, é uma paixão minha".

Fotógrafo produziu calendários com seu trabalho — Foto: Dave Newman/BBC
Fotógrafo produziu calendários com seu trabalho — Foto: Dave Newman/BBC


Fotos de Dave Newman foram transformadas em calendários e publicadas em jornais e revistas — Foto: Dave Newman/BBC
Fotos de Dave Newman foram transformadas em calendários e publicadas em jornais e revistas — Foto: Dave Newman/BBC


Newman conta que organiza as imagens em casa à noite após a sessão de fotos — Foto: Dave Newman/BBC
Newman conta que organiza as imagens em casa à noite após a sessão de fotos — Foto: Dave Newman/BBC

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================--------------------------------------------------------------------------------====-++-----

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

IPCA-15: prévia da inflação fecha o ano em 10,42%, maior valor desde 2015

===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====


Índice em dezembro ficou em 0,78%. Entre as principais influências para a alta estão o preço da gasolina e da energia elétrica.
===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====
Por g1

Postado em 23 de dezembro de 2021 às 12h25m

Post.- N.\ 10.141

Consumidores reclamam das sucessivas altas dos preços da gasolina — Foto: Cristina Boeckel/ g1
Consumidores reclamam das sucessivas altas dos preços da gasolina — Foto: Cristina Boeckel/ g1

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial, subiu 0,78% em dezembro e encerrou o ano de 2021 com alta acumulada de 10,42%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (23). Esse é o maior acumulado do ano desde 2015.

Dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados, 7 apresentaram alta em dezembro. A maior variação veio de Transportes (2,31%), que encerrou o ano com alta acumulada de 21,35%. O resultado foi influenciado principalmente pelos preços dos combustíveis (3,40%).

No grupo Habitação a alta foi de 0,90%, impactada pelo preço da energia elétrica. Desde setembro, está em vigor a bandeira Escassez Hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos. Segundo a Aneel, o motivo é a piora da crise hídrica, que exigiu medidas adicionais do setor elétrico para não faltar energia em outubro e novembro – os meses mais críticos do ano.

Conta de luz sobe com nova taxa de 'escassez hídrica'
Conta de luz sobe com nova taxa de 'escassez hídrica'

Em Alimentação e bebidas, a alta de 0,35% teve contribuição individual do café moído (9,10%), além dos preços das frutas (4,10%) e das carnes (0,90%) que subiram em dezembro, após recuos do mês anterior. No lado das quedas, os destaques foram o tomate (-11,23%), o leite longa vida (-3,75%) e o arroz (-2,46%).

O grupo Educação não registrou aumento. O único com queda foi Saúde e cuidados pessoais que teve variação negativa (-0,73%). Isso correu principalmente por conta dos itens de higiene pessoal (-3,34%), em particular o perfume (-9,82%), os produtos para pele (-8,70%) e os artigos de maquiagem (-4,71%).

Piora das expectativas

Na última pesquisa Focus do Banco Central, divulgada no início desta semana, os analistas do mercado financeiro reduziram a estimativa de inflação para 2021 e também passaram a prever uma expansão menor do nível de atividade neste ano.

De acordo com o BC, a projeção dos analistas para a inflação de 2021 recuou de 10,05% para 10,04%. Foi a segunda semana seguida de queda do indicador.

Se confirmada a previsão, será a primeira vez que a inflação atinge o patamar de dois dígitos desde 2015, quando somou 10,67%.

O centro da meta de inflação em 2021 é de 3,75%. Pelo sistema vigente no país, será considerada cumprida se ficar entre 2,25% e 5,25%. Portanto, a projeção do mercado equivale a mais que o dobro da meta central de inflação.

Para 2022, o mercado financeiro elevou de 5,02% para 5,03% a estimativa de inflação. Com isso, a inflação segue acima do teto do sistema de metas para o ano que vem (5%).

A meta central de inflação para 2022 é de 3,50%.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================--------------------------------------------------------------------------------====-++-----

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Desmatamento em áreas que deveriam ser protegidas aumentou 79% em 3 anos de gestão Bolsonaro, diz levantamento

===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====


Segundo relatório do Instituto Socioambiental, há uma alta de 138% apenas em terras indígenas em comparação com o período de 2016 a 2018.
===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====
Por Carolina Dantas, g1

Postado em 22 de dezembro de 2021 às 08h00m

Post.- N.\ 10.140

O desmatamento durante a gestão Bolsonaro (2019 a 2021) aumentou 79% em comparação com os três anos anteriores (2016 a 2018) nas áreas que deveriam ser protegidas na Amazônia (Unidades de Conservação e terras indígenas). A análise foi feita por especialistas do Instituto Socioambiental (ISA) e obtida com exclusividade pelo g1.

Os dados foram extraídos do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), base do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) considerada a mais precisa para medir as taxas anuais. O governo já havia anunciado em novembro uma alta geral de 22% em todo bioma em comparação com o ano anterior.

O relatório do ISA tem um enfoque diferente e, apesar de usar a mesma base de dados, analisa os resultados dos últimos três anos para as áreas protegidas, que representam um dos pilares para a proteção da floresta na legislação ambiental do país. O g1 entrou em contato com o Ministério do Meio Ambiente para complemento da análise feita pelo instituto e, se possível, uma explicação das políticas em andamento. Até a publicação dessa reportagem, a pasta não havia enviado uma resposta.

A alta de 79% é referente ao desmate realizado em todos os tipos de Unidades de Conservação (UCs), sejam elas federais ou estaduais e terras indígenas da Amazônia, referentes aos estados de Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Amapá, Tocantins, Mato Grosso, Maranhão e Acre.

As UCs são reguladas pela Lei nº 9.985, de 2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e são demarcadas com o objetivo de preservar a biodiversidade. Elas podem ser de uso sustentável - quando há liberação para extração dos recursos por moradores, respeitando normais específicas - ou de proteção integral – sem usufruto de comunidades.

Antônio Oviedo, coordenador do Programa de Monitoramento de Áreas Protegidas do ISA, e um dos autores do relatório, avalia que além da política nacional de "desmonte" das políticas ambientais, também há um aspecto local:

"Os estados também costumam travar uma guerra fiscal, flexibilizando regras e normas para atrair projetos e investimentos. Na Amazônia, isso reflete em desmatamento".

Veja o recorte para as maiores altas:

130% de alta nas UCs federais

Nos últimos três anos, as UCs federais perderam uma área de floresta 130% maior do que no mesmo período anterior. Segundo o documento, as UCs federais "sofrem com altos níveis de invasões e ilegalidade na exploração de recursos naturais". No caso das UCs estaduais, a alta foi de 50%.

Maiores perdas de área de floresta em 2021 nas Unidades de Conservação Federais

Estado PRODES 2021
FLONA do Jamanxim Pará 18.984,69
APA do Tapajós Pará 10.587,03
RESEX Chico Mendes Acre 8.171,08
FLONA de Altamira Pará 5.706,39
ESEC da Terra do Meio Pará 2.716,36
FLONA de Itaituba II Pará 1.567,66
PARNA do Jamanxim Pará 1.340,04
FLONA do Bom Futuro Rondônia 1.118,35
RESEX Verde para Sempre Pará 1.097,37
REBIO Nascentes da S. do Cachimbo Pará 1.053,52

Entre as 334 UCs federais, 14 representam 90% da perda de vegetação. Dez delas estão no Pará. A Floresta Nacional do Jamanxim, localizada no sudoeste do estado, teve a maior área afetada e apresentou uma alta de 54% na taxa de desmatamento em comparação com o ano passado. Em 2019, após reportagem do Fantástico, o Ministério Público Federal abriu uma investigação para apurar a construção de uma ponte dentro da área.

Ponte é construída sem autorização sobre o rio Jamanxim, no Pará — Foto: Reprodução/TV Globo
Ponte é construída sem autorização sobre o rio Jamanxim, no Pará — Foto: Reprodução/TV Globo

138% em terras indígenas

Apesar de a taxa de desmatamento entre os relatórios de 2020 e 2021 nas terras indígenas ter caído 18,6%, a soma dos últimos três anos representou uma alta total de 138% nessas áreas.

Entre os 268 territórios analisados, 20 representam 80% do desmatamento.

A bacia do Rio Xingu responde por quase metade de toda a perda de floresta, principalmente nos territórios Ituna/Itatá, Apyterewa, Cachoeira Seca do Iriri, Trincheira Bacajá e Kayapó. Nessa lista, a primeira terra indígena é ocupada por índios isolados; a segunda é a mais desmatada do último ano e passa por processo de redução da área; a terceira, não menos importante, é a que mais perdeu floresta na história do monitoramento do Inpe.

Terras indígenas com maior área de perda de floresta

Estado Área (hectares)
Apyterewa Pará 6.771,21
Trincheira/Bacajá Pará 3.552,79
Kayapó Pará 2.573,96
Cachoeira Seca Pará 2.345,38
Munduruku Pará 2.212,30
Piripkura Mato Grosso 2.151,98
Sete de Setembro Rondônia/Mato Grosso 1.478,70
Marãiwatsédé Mato Grosso 1.039,89
Kayabi Pará 842,75
Karipuna Rondônia 669,72

Há, ainda, uma alta impressionante de 9.175% na perda de floresta na terra indígena Piripkura. O território possui um total de 243 mil hectares onde vivem os dois últimos integrantes da mesma etnia. No final de novembro, o g1 noticiou que o avanço da pecuária ameaça a sobrevivência dos indígenas, que vivem isolados no noroeste de Mato Grosso - 15 a 28 fazendas, dependendo do parâmetro utilizado, estão nas áreas não demarcadas do território.

Terras indígenas com maior alta do desmatamento entre 2020 e 2021

PRODES 2020 PRODES 2021 VARIAÇÃO EM %
POYANAWA 0,19 29,44 15.496
PIRIPKURA 23,20 2.151,98 9175
RIO URUBU 0,20 14,71 7273
PARACUHUBA 2,91 36,25 1176
MARÃIWATSÉDÉ 167,20 1.478,70 784
JAUARY 27,24 201,90 641
SEPOTI 30,69 197,76 544
P. DOS CANELA-APÃNJEKRA 1,66 9,85 495
SISSAÍMA 40,31 202,73 403

Apesar de o agregado de desmatamento dos últimos três anos demonstrar uma forte alta, a curva do Brasil começou a subir já em 2013. Desde o início do monitoramento do Inpe, o pior ano foi 1995, com 29,1 km² de área perdida. Veja abaixo o gráfico com os dados ano a ano:

Entre 2004 (o segundo pior ano, quando o país tinha uma taxa de 27 mil km²) e 2012 (a mais baixa da história, com 4,5 mil km²), houve um plano de governo criado objetivamente para o combate à perda de floresta: o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm). Entre as medidas, estava o fortalecimento das ações de fiscalização.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================--------------------------------------------------------------------------------====-++-----