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terça-feira, 31 de dezembro de 2019

As imagens mais impressionantes do espaço em 2019

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Com algumas grandes missões, 2019 trouxe para a Terra imagens impressionantes do sistema solar e do Universo afora.
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 Por Paul Rincon, BBC  

 Postado em 31 de de dezembro de 2019 às 15h25m  
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Com algumas grandes missões, 2019 trouxe para a Terra imagens impressionantes de todo o Sistema solar. Enquanto isso, alguns dos nossos telescópios mais poderosos foram exercitados nos elementos mais fascinantes do Universo.

Aqui estão algumas das melhores imagens produzidas:
 — Foto: NASA/JPL-CALTECH/SWRI/MSSS/KEVIN M. GILL/BBC— Foto: NASA/JPL-CALTECH/SWRI/MSSS/KEVIN M. GILL/BBC

A espaçonave da Nasa, Juno, tem enviado imagens espetaculares das nuvens de Júpiter desde que chegou na órbita do planeta gigante em 2016. Essa visão incrível e colorida mostra padrões que lembram os de mármore. A foto foi compilada de quatro imagens separadas tiradas pela espaçonave em 29 de maio.

Naquela época, Juno estava próximo do quinto planeta do Sol, chegando a entre 18.600 km e 8.600 km das nuvens rodopiantes de Júpiter.
 — Foto: Kevin McGill/NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS/BBC— Foto: Kevin McGill/NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS/BBC

A imagem acima mostra um turbilhão de nuvens dentro de uma região de correntes em Júpiter.

O boneco de neve
 — Foto: NASA/JHUAPL/SWRI/T. Appere/BBC— Foto: NASA/JHUAPL/SWRI/T. Appere/BBC

Depois de sua exploração em Plutão em 2015, a espaçonave da Nasa New Horizons foi enviada a um novo alvo, no distante Cinturão de Kuiper, que fica para além da órbita de Netuno. Nesse cinturão, há milhares de objetos primitivos e gelados que nos fornecem informações sobre o começo do nosso Sistema Solar.
Cientistas estudaram um objeto chamado MU 69, que só foi descoberto em 2014. MU 69 (depois chamado de Ultima Thule, e agora Arrokoth) é um binário de contato, ou seja, um corpo formado por dois objetos que colidiram um com o outro em baixa velocidade. A coloração avermelhada é causada por compostos orgânicos na superfície.

Fogos de artifício
 — Foto: NASA/ESA/N. SMITH/J. MORSE/BBC— Foto: NASA/ESA/N. SMITH/J. MORSE/BBC

Eta Carinae é um sistema estrelar localizado a 7.500 anos-luz de nós. Há ao menos duas estrelas que, combinadas, emitem cerca de 5 milhões de vezes mais energia que nosso Sol.

Uma das estrelas tem liberado gás quente que expandiu para um par de uma espécie de balões. Por décadas, astrônomos se perguntam se está à beira da destruição, e se vai estourar em uma violenta supernova.

A última imagem do que parecem ser fogos de artifício foi divulgada neste ano, tirada por uma câmera do telescópio Hubble.

Selfie marciana
 — Foto: NASA/JPL-Caltech/MSSS/BBC— Foto: NASA/JPL-Caltech/MSSS/BBC

O rover espacial Curiosity ("curiosidade"), da Nasa, tem explorado a cratera Gale, em Marte, desde 2012. O robô tirou essa "selfie" quando explorava a encosta do Monte Sharp —uma montanha que é o pico central da cratera.

Duas amostras de rocha desse local mostraram quantidades excepcionalmente altas de minerais de argila. Argila muitas vezes se forma na presença de água, que é um ingrediente chave para a vida. Evidências anteriores mostraram que antes havia água na cratera Gale.

O lado oculto da lua
 — Foto: CLEP/BBC— Foto: CLEP/BBC

No dia 3 de janeiro deste ano, a sonda espacial chinesa Chang'e 4 tornou-se a primeira a aterrisar no lado oculto da Lua. Alguns dias depois da aterrisagem, câmeras no rover robótico e seu pousador foram comandados a tirar fotos um do outro.
Satélite/BBC — Foto: CLEP/BBCSatélite/BBC — Foto: CLEP/BBC

A nave carregava câmeras, um radar capaz de espreitar o subsolo da superfície da Lua, um espectrômetro para identificar minerais e um experimento para criar plantas em uma pequena biosfera. Em maio, cientistas chinesas relataram que o Chang'e-4 confirmou uma hipótese antiga sobre a origem da vasta cratera no lado oculto da Lua quando a missão pousou. Eles encontraram evidências de que foi um impacto de um asteróide na Lua há bilhões de anos que penetrou sua crosta que provocou uma vasta depressão naquele lado da Lua.

Rivais da galáxia
 — Foto: ESA/HUBBLE & NASA, A. SETH ET AL./BBC— Foto: ESA/HUBBLE & NASA, A. SETH ET AL./BBC

A imagem tirada pelo telescópio Hubble mostra uma galáxia espiral chamada NGC 772 que está a 130 milhões de anos-luz de distância. A NGC 772 tem muito em comum com nossa própria galáxia, a Via Láctea. Por exemplo, tanto a Via Lactéa quanto a NGC 772 têm pequenas galáxias satélite, que orbitam próximas a outras galáxias.

No entanto, também há aspectos em que são diferentes. Por exemplo, a NGC 772 não tem um elemento central chamado de "barra", constituído de gás e estrelas que ajuda a afunilar materiais por meio do centro da galáxia —talvez abastacendo a formação estelar.

Estamos navegando
 — Foto: Planetary Society/BBC— Foto: Planetary Society/BBC

O LightSail é um projeto desenvolvido pela organização sem fins lucrativos Sociedade Planetária. Seu objetivo é levar a cabo uma navegação solar na órbita da Terra. Velas solares são uma maneira bastante debatida de lançar uma nave espacial. As velas exploram o fato de que a luz solar exerce pressão em uma superfíce espelhada. Isso pode, em teoria, ser usado para propulsão em uma forma semelhante a uma vela sendo propelida pelo vento.

O LightSail 2 foi lançado no dia 25 de junho de 2019. Essa imagem mostra a vela em 23 de julho.


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sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Escavações revelam palácio maia no México

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Resquícios de construção — de seis metros de altura, 55m de comprimento e 15m de largura — foram encontrados durante uma escavação no sítio arqueológico de Kulubá, no Estado de Yucatán.
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 Por BBC  

 Postado em 27 de dezembro de 2019 às 23h05m  
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Arqueólogos descobrem palácio Maia de mais de 1000 anos no México
Arqueólogos descobrem palácio Maia de mais de 1000 anos no México

Arqueólogos descobriram no México as ruínas de um palácio que acreditam remontar ao auge da civilização maia — há cerca de mil anos.

Os resquícios da construção — de seis metros de altura, 55 m de comprimento e 15 m de largura — foram encontrados durante uma escavação no sítio arqueológico de Kulubá, no estado de Yucatán, no sul do país.

Acredita-se que a estrutura tenha sido usada em dois períodos da história maia desde 600 d.C.

A civilização maia, uma das mais proeminentes culturas americanas pré-colombianas, prosperou antes da chegada dos espanhóis à região.
Acredita-se que o palácio teria sido usado durante dois períodos da história Maia — Foto: Reuters
Acredita-se que o palácio teria sido usado durante dois períodos da história Maia — Foto: Reuters

Eles dominavam a arquitetura e a matemática, conheciam a astronomia e tinham um sistema de escrita tão eficiente quanto os que existiam, no mesmo período, na Europa.

A civilização maia deixou marcas que denotam o seu alto grau de desenvolvimento. Mas, quando os europeus chegaram ao continente americano, pouco havia restado.

O motivo pelo qual a civilização maia desapareceu permanece um mistério até hoje.
Em sua época, os maias dominavam grandes extensões de terras, que correspondem hoje ao sul do México, Guatemala, Belize e Honduras.
Há receios de que o sítio arqueológico esteja demasiadamente exposto ao sol e ao vento — Foto: Reuters
Há receios de que o sítio arqueológico esteja demasiadamente exposto ao sol e ao vento — Foto: Reuters

O palácio foi possivelmente usado em dois períodos da história maia, segundo o Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH): o Clássico (600-900 d.C.) e o Pós-Clássico(850-1050 d.C.).

Além do antigo palácio, os arqueólogos estão estudando quatro estruturas encontradas na praça central de Kulubá: um altar, ruínas de duas construções residenciais e uma estrutura redonda que aparentemente era um forno.
"Este trabalho é só começo, mal começamos a escavar uma das estruturas mais volumosas do sítio arqueológico", afirmou o arqueólogo Alfredo Barrera à agência de notícias Reuters.
Há receio, no entanto, de que a intensa exposição ao sol e ao vento possam danificar o sítio arqueológico, localizado nos arredores dos badalados resorts caribenhos de Cancún.
Por isso, ambientalistas estão considerando reflorestar partes de Kulubá.

México

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