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terça-feira, 10 de setembro de 2019

'Preto fosco' reinventado: BMW mostra carro com pintura que não reflete

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Marca alemã usou tecnologia aeroespacial no X6 Vantablack. Ainda como conceito, ele é um dos carros mais curiosos do Salão de Frankfurt.
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 Por André Paixão, G1 — Frankfurt, Alemanha - o jornalista viajou a convite da Anfavea  

 Postado em 10 de setembro de 2019 às 20h20m  

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Salão de Frankfurt: conheça o BMW com pintura que não reflete a luz
Salão de Frankfurt: conheça o BMW com pintura que não reflete a luz

Lembra do "preto fosco", que foi uma febre quando surgiu o envelopamento dos carros? Pois a BMW virou o jogo e apresenta no Salão de Frankfurt uma pintura que absorve 99,8% da luz. Ou seja: não reflete nadinha. Assista no vídeo acima.

É um dos carros mais curiosos do salão. A pintura, que parece um veludo, não deixa nem ver os vincos da carroceria. Mas não dá para dizer se ela tem um toque aveludado ou não: é proibido tocar na unidade exposta na Alemanha.

Por enquanto, o X6 Vantablack ainda é só um conceito. Do que vai para as lojas ele só tem a grade ampla e iluminada do SUV.
BMW X6 Vantablack — Foto: André Paixão/G1BMW X6 Vantablack — Foto: André Paixão/G1


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O dia em que o mundo dos dinossauros veio abaixo

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Cientistas fazem uma reconstituição dos segundos, minutos e horas após o impacto do asteroide que dizimou os antigos habitantes do planeta.
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 Por BBC  

 Postado em 10 de setembro de 2019 às 19h45m  

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Ilustração mostra o impacto do asteróide, que deve ter desencadeado ondas gigantescas — Foto: Barcroft Productions/BBCIlustração mostra o impacto do asteróide, que deve ter desencadeado ondas gigantescas — Foto: Barcroft Productions/BBC

Cientistas têm um registro do pior dia da Terra – ou, pelo menos, o pior nos últimos 66 milhões de anos.

Ele está num trecho de 130 metros de uma rocha retirada do Golfo do México.
Esses são sedimentos depositados logo após um imenso meteoro se chocar com o planeta.
Você deve saber do que estamos falando: do evento que cientistas consideram ter causado a extinção dos dinossauros e a ascensão dos mamíferos.

A rocha que conta essa história foi resgatada por uma equipe liderada por americanos e britânicos, que passaram várias semanas em 2016 cavando na cratera aberta pelo impacto.
Hoje, essa estrutura com 200 km de diâmetro fica embaixo sob a península de Yucatán, no México. Suas partes mais preservadas estão bem próximas ao porto de Chicxulub.

A equipe retirou várias porções da rocha, mas é esta seção com 130 metros que documenta o primeiro dia do que geólogos conhecem por Era Cenozóica, também chamada por outros de Idade dos Mamíferos.

O impacto que mudou a vida na Terra
Um objeto com 12 km de diâmetro abriu um buraco de 100 km de largura e 30 km de profundidade na superfície da Terra.
Essa fenda então colapsou, deixando uma cratera de 200 km de largura e alguns quilômetros de profundidade. Houve um novo desabamento no centro da cratera, formando um anel interno.

Hoje, boa parte da cratera está sob o solo do mar, abaixo de 600 metros de sedimentos. A parte em terra está hoje coberta por rochas calcárias, e sua borda é marcada por um arco de cavernas.

O trecho da rocha é um combinado de materiais estilhaçados, mas seu conteúdo está disposto de tal forma que cientistas dizem ser capazes de perceber uma narrativa clara.

Os últimos 20 metros são dominados por destroços que lembram vidro. Essa é a rocha que foi derretida pelo calor e pela pressão do impacto. Ela escorreu pela base da cratera segundos e minutos após o choque.

Em seguida, há um trecho de rocha derretida fragmentada - formado por explosões conforme a água jorrava pelo material quente.

A água vinha do mar raso que cobria a área naquela época. Ela foi expulsa temporariamente pelo impacto, mas, quando voltou e entrou em contato com a rocha incandescente, gerou violentos fenômenos. Algo similar ocorre em vulcões, quando o magma interage com a água do mar.

Essa fase transcorreu durante uma hora. Conforme a água continuava a fluir para a cratera, e um monte se formou no centro do buraco com destroços carregados pela água. Grandes fragmentos foram acompanhados por materiais mais e mais finos.
Esse processo transcorreu nas primeiras horas depois do impacto.

Depois, bem no topo da seção retirada da cratera, há sinais de um tsunami. Os sedimentos afundaram numa só direção, e sua organização indica que eles foram depositados por um evento de grande energia.

Cientistas dizem que o impacto gerou uma onda gigantesca que deve ter avançado centenas de quilômetros terra adentro. Essa onda acabou por voltar - e os destroços carregados por ela cobrem o topo da rocha extraída do fundo do mar pelos pesquisadores.

Explosão de enxofre
"Isso tudo foi no dia 1", diz o professor Sean Gulick, da Universidade do Texas em Austin. "Tsunamis se moveram na velocidade de um jatinho. Vinte e quatro horas são uma quantidade suficiente de tempo para que as ondas tenham entrado e saído repetidamente", ele disse à BBC News.

A equipe de Gulick acredita na explicação sobre o tsunami porque, misturado com os depósitos extraídos, há sinais de solo e carvão - evidências dos grandes incêndios que teriam surgido pelo calor gerado pelo impacto –, tudo transportado para a cratera pelas ondas.

Estranhamente, o que os cientistas não encontraram em nenhum ponto da rocha extraída foi a presença de enxofre. É uma surpresa, porque o asteroide teria se chocado com um fundo do mar composto por até metade de minerais que contêm enxofre.

Por algum motivo, o enxofre deve ter sido ejetado ou vaporizado. Mas isso apenas reforça a teoria atual sobre como os dinossauros tiveram um fim.

O enxofre misturado à água e despejado na atmosfera pode ter reduzido dramaticamente a temperatura, tornando a vida difícil para todos os tipos de plantas e animais.

A injeção de bilhões de toneladas de enxofre no ar causou uma queda de 25 graus Celsius na temperatura por pelo menos 15 anos, fazendo com que a maior parte do planeta congelasse, diz Gulick.

A emissão de enxofre foi muitas vezes superior ao que um vulcão como o Krakatoa é capaz de fazer, também gerando uma diminuição periódica da temperatura.

Os mamíferos emergiram a partir dessa calamidade. Os dinossauros ficaram para trás.
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    segunda-feira, 9 de setembro de 2019

    'Fungo zumbi' controlando besouro e outras fotos incríveis de concurso sobre vida animal

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    A BBC selecionou algumas das imagens que estão competindo no prêmio Wildlife Photographer of the Year, um dos mais importantes na área de imagens da vida selvagem no mundo.
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     Por BBC  

     Postado em 09 de setembro de 2019 às 20h00m  
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    Besouro parasitado por um fungo zumbi é fotografado por campeão de concurso de fotografia.  — Foto: Frank Deschandol/WPY2019Besouro parasitado por um fungo zumbi é fotografado por campeão de concurso de fotografia. — Foto: Frank Deschandol/WPY2019

    Parece bizarro... e absolutamente bonito ao mesmo tempo.
    Eles não são um arranjo estranho nas antenas de um besouro, mas os corpos frutíferos de um "fungo zumbi" que assumiu o controle do inseto.

    Com sua conquista completa, o fungo está prestes a espalhar seus esporos ao vento para encontrar novas vítimas.

    Registrada pelo fotógrafo francês Frank Deschandol, essa é uma das imagens fascinantes da Wildlife Photographer of the Year (WPY), uma das principais premiações de fotografias de vida selvagem do mundo.

    Os vencedores serão anunciados pelo Museu de História Natural de Londres no próximo mês.
    A foto de Deschandol foi tirada na Amazônia peruana, perto de Iquitos, na estação biológica Madre Selva.

    "No começo, eu estava imaginando o que poderia ser essa coisa estranha", disse ele. "Então, cheguei mais perto e fiquei realmente impressionado com essa visão e com a simetria perfeita do fungo", disse ele à BBC News.

    Frank tinha visto outros besouros parasitados pelo fungo, mas nenhum em pose tão fotogênica.
    O parasitismo, quando um organismo adapta todo o seu modo de vida à exploração de outro, é uma das grandes maravilhas da evolução. E, às vezes, pode se tornar bastante sofisticado.

    Nesse caso, o fungo se espalha dentro do besouro, assumindo o controle químico da criatura e a obrigando a escalar uma planta. Quando atinge uma altura adequada - para o fungo - o inseto trava no caule e morre. Na foto, você pode ver que o brilho desapareceu dos olhos.

    Enquanto isso, os corpos frutíferos do fungo começam a crescer. As cápsulas no topo acabarão estourando e liberando inúmeros esporos minúsculos para infectar novas presas.
    "A simetria perfeita me fez pensar em fotografar o besouro pela frente para alinhar todo o fungo e a cabeça dele", disse Frank.
    "Além disso, como o besouro estava morto e imóvel, tentei uma longa exposição sob a luz do dia, evitando o sol para reduzir o contraste do fundo."

    Agora com 55 anos, a Wildlife Photographer of the Year se tornou uma das competições mais prestigiadas do gênero em qualquer lugar do mundo. Quase 50 mil inscrições foram recebidas para o evento deste ano.

    Os vencedores do grande prêmio e das premiações por categoria serão anunciados em uma cerimônia em 15 de outubro no Museu de História Natural de Londres. O museu abrirá sua exposição anual das melhores fotos na sexta-feira seguinte.

    Um guepardo fugindo de cães selvagens, por Peter Haygarth, do Reino Unido
    Foto de cães selvagens em reserva na África do Sul. — Foto: Peter Haygarth/WPY2019Foto de cães selvagens em reserva na África do Sul. — Foto: Peter Haygarth/WPY2019

    Cães selvagens africanos são conhecidos por serem caçadores muito eficazes. Não na ocasião em que essa foto foi registrada, no entanto. Esse guepardo solitário conseguiu escapar do ataque com vida.

    A foto foi tirada em uma reserva de caça na África do Sul. Categoria - Comportamento: Mamíferos.

    Círculo da vida, por Alex Mustard, do Reino Unido
    Cardume de peixes no Mar Vermelho é finalista de concurso de fotografia.  — Foto: Alexander Mustard/WPY2019Cardume de peixes no Mar Vermelho é finalista de concurso de fotografia. — Foto: Alexander Mustard/WPY2019

    Um cardume de peixes no Mar Vermelho. Seu movimento em forma de círculo é um exercício de namoro, embora também sirva para deter predadores. Categoria - Preto e Branco.

    O guaxinim no Ford dos anos 1970, por Jason Bantle, do Canadá
    Guaxinim é fotografado sobre carro antigo no Canadá. — Foto: Jason Bantle/WPY2019Guaxinim é fotografado sobre carro antigo no Canadá. — Foto: Jason Bantle/WPY2019

    Um guaxinim prende o rosto no vidro de um Ford dos anos 1970 em uma fazenda deserta em Saskatchewan, no Canadá. O animal estava usando o carro como um lugar seguro para criar seus filhotes.

    O buraco no vidro era pequeno demais para os coiotes predadores passarem. Categoria - Vida Selvagem Urbana.

    Toque de confiança, por Thomas Peschak, da Alemanha
    Baleia cinzenta em San Ignacio, no México. — Foto: Thomas P. Peschak/WPY2019Baleia cinzenta em San Ignacio, no México. — Foto: Thomas P. Peschak/WPY2019

    Uma curiosa e jovem baleia cinzenta se aproxima de um par de mãos que saem de um barco turístico na lagoa de San Ignacio, no México. Baleias mães e jovens na lagoa buscam ativamente contato com as pessoas para serem tocadas na cabeça ou nas costas. Categoria - Fotojornalismo da Vida Selvagem.

    O casulo de fios, por Minghui Yuan, da China
    Espécie de 'gaiola' construída por mariposa é clicada por fotógrafo chinês.  — Foto: Minghui Yuan/WPY2019Espécie de 'gaiola' construída por mariposa é clicada por fotógrafo chinês. — Foto: Minghui Yuan/WPY2019

    Essa estrutura complexa é uma espécie de gaiola produzida por uma mariposa. A lagarta tece a barreira para se proteger dos predadores durante sua grande metamorfose em uma mariposa adulta. Categoria - Comportamento: Invertebrados.

    Resíduos da praia, por Thomas Ware, dos Estados Unidos
    Poluição no mar que atinge tartaruga no Alabama, EUA, é retratada por fotojornalista.  — Foto: Matthew Ware/WPY2019Poluição no mar que atinge tartaruga no Alabama, EUA, é retratada por fotojornalista. — Foto: Matthew Ware/WPY2019

    Poluir os oceanos tem consequências. Essa tartaruga marinha foi estrangulada por equipamentos de pesca que ficaram presos em uma cadeira de praia lavada pelo mar. A foto foi tirada no Alabama, nos Estados Unidos. Categoria - Fotojornalismo da Vida Selvagem.

    Último suspiro, por Adrian Hirschi, Suíça
    Hipopótamo devora filhote da mesma espécie em lagoa no Zimbábue.  — Foto: Adrian Hirschi/WPY2019Hipopótamo devora filhote da mesma espécie em lagoa no Zimbábue. — Foto: Adrian Hirschi/WPY2019

    Um hipopótamo recém-nascido é atacado por um animal maior nas águas rasas do lago Kariba, no Zimbábue. Esse comportamento é raro, mas pode acontecer se houver competição por espaço entre eles ou se um macho quiser impor seu domínio na área. Categoria - Comportamento: Mamíferos.


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