Total de visualizações de página

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Greve dos caminhoneiros faz comércio cair pelo 2º mês seguido

/==---____--------------------__________________::________  __________==..===..==..===___________________::________________----------------------____---==\


No fechamento do segundo trimestre, o volume de vendas cresceu 1,6%. No 1º semestre, a alta foi de 2,9%.
==---____--------------------__________________::___________________==..===..==..===____________________::________________----------------------____---==
Por Daniel Silveira e Marta Cavallini, G1 


Comércio na Rua 44 no Setor Central em Goiânia, Goiás (Foto: Vanessa Chaves/G1)Comércio na Rua 44 no Setor Central em Goiânia, Goiás (Foto: Vanessa Chaves/G1)

As vendas do comércio varejista brasileiro caíram 0,3% em junho na comparação com o mês anterior, segundo divulgou nesta sexta-feira (10) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se do segundo resultado negativo consecutivo, acumulando perda de 1,5% em dois meses.

A taxa de maio foi revisada para queda de 1,2% em vez de 0,6%, devido à greve dos caminhoneiros que causou desabastecimento e queda no consumo também no mês seguinte.

Números do varejo:
  • Junho em relação a maio: -0,3%
  • Junho em relação a mesmo mês de 2017: 1,5%
  • 1º semestre: 2,9%
  • 2º trimestre: 1,6%
  • Acumulado de 12 meses: 3,6%
Com o resultado de junho, o patamar de vendas do comércio varejista ficou 7,7% abaixo do nível recorde do setor, alcançado em outubro de 2014. Essa distância chegou a 13,4% em dezembro de 2016, o que demonstra recuperação gradativa do setor.

Em relação a junho do ano passado, o comércio varejista cresceu 1,5%. Foi a 15ª taxa positiva seguida, embora menor que a de maio (2,7%).
Greve de caminhoneiros faz comércio ter segunda queda seguida, aponta IBGE
Greve de caminhoneiros faz comércio ter segunda queda seguida, aponta IBGE

No fechamento do segundo trimestre, o volume de vendas cresceu 1,6% - bem abaixo da alta de 4,3% registrada no primeiro trimestre do ano.

No acumulado no ano, a alta foi de 2,9%, também abaixo do último semestre do ano passado, quando o setor acumulava alta de 4,2%. Apesar da desaceleração, foi o segundo semestre de alta consecutiva, depois de o setor registrar cinco quedas semestrais seguidas.

O acumulado em 12 meses passou de 3,7% em maio para 3,6% em junho, sinalizando estabilidade.
Além dos dados de maio, o IBGE revisou os dados do comércio de todos os meses deste ano. Em abril, a alta de 0,7% foi revisada para 1,1%. Em março, ao invés de um avanço de 1%, a alta foi de 0,9%. Fevereiro, quando havia sido divulgada uma estabilidade de 0%, houve queda de 0,1%. E em janeiro o setor avançou 0,9%, ao contrário do 1% que havia sido divulgado.

Vendas no comércio
Desempenho do varejo mês a mês
Created with Highcharts 5.0.91,61,6-0,5-0,5-0,3-0,30,50,5-0,5-0,50,80,8-0,5-0,50,90,9-0,1-0,10,90,91,11,1-1,2-1,2-0,3-0,3Jun/17Jul/17Ago/17Set/17Out/17Nov/17Dez/17Jan/18Fev/18Mar/18Abr/18Mai/18Jun/18-1,5-1-0,500,511,52
Fonte: IBGE

De acordo com a gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Isabella Nunes, a queda no volume de vendas do varejo em junho foi mais um reflexo da greve dos caminhoneiros.
Os impactos da greve se localizaram na atividade de hiper e supermercados que está compensando um movimento alto observado em maio, disse.
A pesquisadora apontou que houve uma antecipação de compras em maio nos supermercados, já que algumas famílias, preocupadas com o desabastecimento, anteciparam suas compras.

Isabella apontou que a recuperação do comércio ainda sofre influência da conjuntura econômica, sobretudo em razão do desemprego. A trajetória de queda do varejo iniciada em 2014 coincide com o declínio do mercado de trabalho, segundo ela.

O crescimento passou a ser observado a partir do momento em que a massa de rendimento real começou a crescer. Esse aumento da massa de rendimento claramente se dá pelo trabalho informal, já que o emprego formal com carteira assinada continua deteriorado, explicou.

Vendas no comércio
Desempenho do varejo no semestre
Created with Highcharts 5.0.94,34,30,40,4-2,2-2,2-6,4-6,4-6,9-6,9-5,6-5,6-0,2-0,24,24,22,92,91º semestre 20142º semestre 20141º semestre 20152º semestre 20151º semestre 20162º semestre 20161º semestre 20172º semestre 20171º semestre 2018-7,5-5-2,502,55
Fonte: IBGE

Por setores
A greve refletiu também na venda de combustíveis e lubrificantes, mas com menos intensidade que na atividade supermercadista. A venda de combustíveis já vinha num ritmo de queda, porque é uma atividade que vem numa trajetória crescente de aumento de preços, ponderou a pesquisadora.
Vendas no comércio caem pelo segundo mês seguido. E eu com isso?
Vendas no comércio caem pelo segundo mês seguido. E eu com isso?

Das oito atividades do setor varejista pesquisadas, somente combustíveis e supermercados tiveram queda em junho – respectivamente de 1,9% e de 3,5%. O segmento de livros, jornais, revistas e papelaria ficou estável, enquanto as outras cinco atividades apresentaram resultados positivos, sendo a mais expressiva na atividade de móveis e eletrodomésticos, que teve alta de 4,6%.

Resultados por atividades:
  • Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-3,5%)
  • Combustíveis e lubrificantes (-1,9%)
  • Móveis e eletrodomésticos (4,6%)
  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,1%)
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,6%)
  • Tecidos, vestuário e calçados (1,7%)
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,9%)
  • Livros, jornais, revistas e papelaria (0,0%)
No 2º trimestre, a redução atingiu sete das oito atividades, com destaque para outros artigos de uso pessoal e doméstico (de 10,9% no primeiro trimestre para 5,2% no segundo), enquanto Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (de 5% para 6,2%) foi o único que mostrou ganho de ritmo na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2018.

No semestre, quatro das oito atividades tiveram expansão nas vendas, com, destaque para hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (5,4%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (7,9%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (5,6%) e móveis e eletrodomésticos (0,6%). Pressionando negativamente vieram combustíveis e lubrificantes (-6%), tecidos, vestuário e calçados (-3,5%), livros, jornais, revistas e papelaria (-8,8%) e equipamentos e material de escritório, informática e comunicação (-0,5%).

Em relação a junho de 2017, quatro das oito atividades tiveram avanço, com destaque para hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (4,1%), setor de maior peso na estrutura do varejo, seguido por outros artigos de uso pessoal e doméstico (8,7%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (4%) e móveis e eletrodomésticos (0,7%).

Por outro lado, o principal impacto negativo veio de combustíveis e lubrificantes (-11,6%), seguido por tecidos, vestuário e calçados (-3,4%), livros, jornais, revistas e papelaria (-11,5%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,4%). 

Comércio varejista ampliado
No comércio varejista ampliado, o volume de vendas em junho teve expansão de 2,5% em relação a maio, fortemente influenciada pelas vendas de veículos, motos, partes e peças (16%, compensando o recuo de 16% registrado em maio) e material de construção (11,6%, revertendo a queda de -9% de maio)

Em comparação com junho de 2017, o comércio varejista ampliado registrou a 14ª taxa positiva, com avanço de 3,7%, com destaque para o setor de veículos, motos, partes e peças (10,3%), seguido por material de construção (5,2%).

Por região
Em junho, as vendas do comércio varejista recuaram em 12 das 27 unidades da Federação, com destaque para Roraima (-3,1%), Pernambuco (-2,2%) e Amazonas (-1,8%).
Pressionando positivamente, os destaques ficaram com Mato Grosso do Sul (2,8%) e Maranhão e Paraíba (ambos com 1,6%).

Frente a junho de 2017, o comércio varejista nacional avançou 1,5%, com 23 das 27 unidades da Federação com aumento de vendas e destaque para Acre (9,7%), Paraíba (8,8%) e Rio Grande do Norte (8,3%). A pressão negativa veio de quatro estados, com destaque para Distrito Federal (-5,9%). Na composição da taxa do varejo, destacaram-se: Rio Grande do Sul (5,5%), Santa Catarina (6,9%), seguido por Espírito Santo (8,3%).

Recuperação lenta
Com o desemprego ainda elevado e confiança dos empresários ainda baixa diante das incertezas em relação às eleições, a expectativa é um ritmo de recuperação mais lento da economia.

Pesquisa Focus mais recente do Banco Central, que ouve cerca de uma centena de economistas todas as semanas, aponta que as expectativas para o crescimento da economia para este ano estão em 1,50%, metade do que era esperado alguns meses antes. O próprio governo federal reduziu recentemente sua previsão de crescimento do PIB neste ano de 2,5% para 1,6%. Até maio, estava em 2,97%.
IBGE

      Post.N.\8.403  
                      <.-.-.-  Atendimento Personalizado com recepção Vip!  -.-.-.>
    .__-______________________________________________________________________________________-__.
++++====================================================================================++++
Gipope® - Gariba's ™ // Bar & Lanches. Logística & Solutions with Intelligence for 2.018

  Celular.-:) 075 - 99913 - 4248 -.- 98299 - 8117 -.- 98215 - 9520  
.__-______________________________________________________________________________________-__.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Ondas de calor serão mais intensas e já refletem o aquecimento global

/==---____--------------------__________________::________  __________==..===..==..===___________________::________________----------------------____---==\


Especialistas alertam para consequências de aumento de temperatura na Terra.
==---____--------------------__________________::___________________==..===..==..===____________________::________________----------------------____---==
RFI
Por RFI 
Crescendo em volta para cima
* Série Filosofias e Pensamentos - N. 018 

























Mulheres se refrescam com borrifador de água público em Lille, na França, durante onda de calor na Europa (Foto: Philippe Huguen/AFP) 

O calor escaldante que tomou conta da Europa nesse verão traz o assunto do aquecimento global para o centro do debate.

Para o diretor de pesquisa do Laboratório Francês de Ciências do Clima e do Meio Ambiente, Robert Vautard, estamos entrando numa nova era climática, da qual conhecemos a causa. “O que nós sabemos agora é que a amplitude das ondas de calor que estamos tendo na Europa, mas não só na Europa, está relacionada às mudanças climáticas”.

Se cada evento extremo separado não pode ser diretamente relacionado ao aquecimento global, segundo os cientistas é possível mostrar que a frequência deles vem aumentando.
Na França, foram batidos vários recordes de temperatura. Portugal, registrou máxima de 46,8 graus.

Nos Estados Unidos, ainda que as queimadas sejam comuns nessa época, o fogo dessa vez foi mais intenso. Um território equivalente ao tamanho de Los Angeles foi destruído. Em Palm Springs, os termômetros bateram os 50 graus. No Quebec, Canadá, sensação térmica de 45 graus.

A Suécia teve o verão mais quente dos últimos dois séculos. E o Japão registrou 80 mortos pelas altas temperaturas. Um cenário que tende a se repetir, segundo Carlos Rittll, diretor-executivo do Observatório do Clima.

“Mudanças climáticas estão tornando um evento que seria ocasional, de fato mais intenso. Inclusive estudos recentes mostram que as ondas de calor tendem a se tornar mais fortes e mais frequentes. Na própria Europa a gente poderia ter ondas de calor todos os anos, por exemplo".

A Terra 1 grau mais quente
O aquecimento acentuado da Terra é observado numa escala secular, de temperatura e clima. Os registros começaram em meados do século dezenove. E as mudanças observadas, a partir de 1950, não tem precedentes.

O instrumento usado para medir o sistema do clima no planeta leva em consideração medições de temperatura na superfície da terra e dos oceanos. Milhares de estações meteorológicas fornecem os dados, em todo o mundo.
A atividade humana é um elemento central do problema, como explica Carlos Nobre, pesquisador-colaborador do Instituto de Estudos Avançados da USP.

“Hoje, o planeta em geral está um grau mais quente do que cem anos atrás. Isso é mudança climática. Isso é causado pela ingestão de gases de efeito estufa que nossa sociedade moderna colocou na atmosfera e a atmosfera não está conseguindo se livrar de todo o excesso de gases de efeito estufa que nós colocamos".

A maior contribuição do homem para o aquecimento global é a emissão de gases como o dióxido de carbono, metano e óxido nitroso. Em Paris, veículos mais antigos, que poluem mais, foram proibidos de circular. 

Num futuro não tão distante teremos uma Terra mais quente, com situações de descontrole e perigo para muitos, apontam descobertas recentes da Universidade de Copenhagen.

Estudo publicado no dia 6 de agosto, em parceria com a Universidade Nacional da Austrália e do Instituto de Pesquisa de Potsdam, sobre os efeitos das mudanças climáticas na Alemanha, mostra que a Terra poderá se transformar numa espécie de forno. E isso "em apenas algumas décadas", alertam os cientistas, que destacam a importância da transição para uma economia mais sustentável.

Consequências drásticas
Além de mexer nas temperaturas, o aquecimento global pode ter outros efeitos perversos, que vão exigir adaptação, lembra Carlos Rittll. “Como que a gente lida com a projeção de elevação do nível dos oceanos, o que tem que se fazer com a infraestrutura costeira, para proteção das populações que vivem próximas à costa? O que a gente precisa fazer com ondas de calor, mas também ondas de frio, tempestades mais frequentes e mais fortes, multiplicação de doenças”.

A França toma liderança na questão do clima. O objetivo, agora, é cumprir o acordo firmado em Paris, durante a Cop 21. A conferência do clima da Organização das Nações Unidas, de 2015, aprovou metas ambiciosas.

De acordo com o painel intergovernamental de mudanças climáticas (IPCC) o ideal seria que aquecimento do planeta ficasse abaixo de 2º graus celcius em comparação a níveis pré-industriais, período considerado anterior à interferência do homem sobre o clima. Com esforços para limitar em até 1grau e meio.
Paris foi o primeiro pacto, desde o protocolo de Kyoto, a propor um compromisso geral com a redução das emissões de gases de efeito estufa. Antes, somente os países ricos tinham esse compromisso. 

Os governos se comprometeram através das INDCs, (contribuições pretendidas nacionalmente determinadas), que vão vigorar de 2020 a 2030. Mas talvez esses esforços já não sejam suficientes, alerta o diretor do Observatório do Clima. 

“As metas assumidas por todos os países que negociaram o acordo, em 2015, se elas forem cumpridas na sua integridade, ao longo desse século a temperatura aumentaria acima de três graus, ou seja, a conta do clima não fecha, os países tem que fazer mais, precisam aumentar o seu grau de ambição climática, têm que cortar mais suas emissões ao longo do tempo para colocar as emissões globais numa trajetória que permita limitar o aquecimento global bem abaixo de dois graus e, se possível, um grau e meio”. 

Melhorar o manejo do solo, mudanças nas práticas agrícolas, plantio de árvores e reduzir o desmatamento deveriam ser condutas urgentes.

Porém, apesar de parecer uma luta óbvia, o combate ao aquecimento global não é tratado como prioridade por alguns governos. Como o caso dos Estados Unidos, que anunciaram a intenção de abandonar o Acordo do Clima. 

“Os padrões de produção e consumo estão baseados em algo que é insustentável. Muitos países se desenvolveram com base na queima do carvão, do petróleo e gás natural. A gente tem que se valer de outros caminhos e de outras fontes de energia como as energias renováveis", ensina Carlos Rittll. 

Paris envia um sinal poderoso para os mercados de que é o momento de investir em uma economia de baixo carbono e promover a evolução de sua dependência aos combustíveis fósseis. Um novo salto de prosperidade dependerá de planejamento e mudanças imediatas. 
      Post.N.\8.402  
                      <.-.-.-  Atendimento Personalizado com recepção Vip!  -.-.-.>
    .__-______________________________________________________________________________________-__.
++++====================================================================================++++
Gipope® - Gariba's ™ // Bar & Lanches. Logística & Solutions with Intelligence for 2.018

  Celular.-:) 075 - 99913 - 4248 -.- 98299 - 8117 -.- 98215 - 9520  
.__-______________________________________________________________________________________-__.