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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Fitch mantém Brasil abaixo do grau de investimento e reafirma perspectiva negativa

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Agência cita crescimento fraco e 'repetidos episódios de instabilidade política'.

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A agência de classificação de risco Fitch anunciou nesta sexta-feira (19) que decidiu manter a nota de crédito soberano do Brasil em "BB" - dois degraus abaixo do grau de investimento (selo de bom pagador). Ao mesmo tempo, reafirmou a perspectiva negativa para o rating do país.

Ao manter inalterada o rating do Brasil, a agência destacou o crescimento fraco da economia e "repetidos episódios de instabilidade política" como riscos.

"O rating do Brasil é contido pela fraqueza estrutural em suas finanças públicas, peso crescente da dívida do governo, perspectivas fracas de crescimento, indicadores mais fracos de governança em relação a outros, e repetidos episódios de instabilidade política que afetam a política e têm implicações negativas para a economia", apontou a Fitch em nota.

Por outro lado, a agência destaca que as fraquezas são compensadas pela diversidade econômica do país e instituições consolidadas, citando ainda como motivo para não alterar a nota do Brasil a queda da inflação e reformas como a do teto dos gastos.

Governo diz ter compromisso com consolidação fiscal
Em nota, o Ministério da Fazenda disse estar compromissado com a busca da consolidação fiscal do país e a sustentabilidade da dívida pública. 

"A avaliação da agência reforça a importância das iniciativas que visam à recuperação da economia brasileira e à construção das bases para o crescimento sustentado", disse a Fazenda, destacando que a decisão da agência faz menção "à importância e ao desafio da aprovação das reformas em curso, as quais ajudarão na reversão do cenário fiscal, contribuindo para uma trajetória benigna de endividamento público".
 (Foto: Arte G1)(Foto: Arte G1)

Incertezas
"A perspectiva negativa reflete incertezas continuadas em torno das perspectivas de recuperação econômica do Brasil, de estabilização da dívida pública e aos avanços na agenda legislativa, em especial a reforma da Previdência", acrescentou.

A Fitch prevê crescimento de 0,5% PIB do Brasil em 2017 e de 2,5% em 2018.
"Entretanto, recentes eventos políticos relacionados ao presidente Temer elevaram a incerteza em relação ao processo de reformas e podem afetar a confiança e as perspectivas de recuperação econômica", completou a agência.

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou abertura de investigação contra Temer depois que Joesley Batista, dono da JBS, gravou um diálogo com o presidente. Segundo o jornal "O Globo", Joesley informou aos investigadores que, nessa conversa, ele e Temer discutiram a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na Lava Jato, com o objetivo de evitar que ele fizesse delação.

Fitch segue S&P
A nota do Brasil e a perspectiva seguem a mesma na classificação da agência desde maio de 2016.


Perda do grau de investimento
Atualmente, a nota do Brasil está na mesma posição nas escalas das 3 principais agências de classificação de risco: dois degraus abaixo do grau de investimento, considerado uma espécie de selo de país bom pagador.

Na Moody´s, perspectiva foi elevada de negativa para estável em março. Em comunicado nesta sexta, entretanto, a agência afirmou que "as alegações envolvendo o presidente Michel Temer prejudicam a perspectiva de crédito do Brasil ameaçando paralisar ou reverter o positivo momento político e econômico observado recentemente".

O Brasil conquistou o grau de investimento pelas agências internacionais Fitch Ratings e Standard & Poor’s pela primeira vez em 2008. Em 2009, conseguiu a classificação pela Moody’s.

A S&P foi primeira a tirar o selo de bom pagador do Brasil, em setembro de 2015, ação que foi seguida pelas outras duas grandes agências internacionais: Fitch e Moody´s.
Segundo analistas de mercado, historicamente, países costumam levar cerca de 5 a 10 anos para recuperar o selo de país bom pagador.
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Astrônomos da USP descobrem por que região do Sol é habitável em nossa galáxia

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Segundo estudo, o Sol fica exatamente entre dois "braços espirais" e gira na mesma velocidade que eles. Por isso, não corre o risco de cruzá-los, o que seria catastrófico. 

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Representação gráfica de nossa galáxia, a Via Láctea, que é organizada em braçios espirais formados por estrelas gigantes que iluminam os gases e poeiras interestelares (Foto:  NASA/Adler/U. Chicago/Wesleyan/JPL-Caltech)Representação gráfica de nossa galáxia, a Via Láctea, que é organizada em braçios espirais formados por estrelas gigantes que iluminam os gases e poeiras interestelares (Foto: NASA/Adler/U. Chicago/Wesleyan/JPL-Caltech)

O Sol fica exatamente entre dois braços espirais da Via Láctea e jamais os cruza enquanto orbita o centro da nossa galáxia. Por isso a região que o Sistema Solar ocupa na galáxia é favorável à vida: cruzar com a nuvem densa de gases que compõe esses braços espirais poderia ter consequências desastrosas.

A conclusão é de um estudo desenvolvido por uma equipe liderada pelo professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São paulo (IAG-USP), Jacques Lépine, que foi aceito para publicação pela revista "Astrophysical Journal".

A Via Láctea tem o formato de um disco composto por estrelas e gás que se organizam formando braços espirais. As estrelas giram em torno do centro da galáxia, que é formado por um buraco-negro. O Sol, por exemplo, demora 200 milhões de anos para fazer uma órbita completa.

Por causa de sua localização na Via Láctea, a 26 mil anos-luz do centro da galáxia, nosso Sol gira na mesma velocidade que os braços galácticos. Como ele fica exatamente entre dois braços espirais - Sagittarius e Perseus - e gira na mesma velocidade que eles, o Sol jamais vai cruzá-los.
 Mapa mostra localização do Sol (cruz azul), entre os braços espirais de Perseus e Sagittarius  (Foto: Lépine et.al./Divulgação)Mapa mostra localização do Sol (cruz azul), entre os braços espirais de Perseus e Sagittarius (Foto: Lépine et.al./Divulgação)

Sempre se especulou sobre o que acontecia cada vez que o Sol atravessa os braços, e se pensava que isso acontecia periodicamente, por exemplo a cada 150 milhões de anos, afirmou Lépine, em um comunicado divulgado pelo IAG.
Para chegar à conclusão, os pesquisadores usaram dados de posições de estrelas jovens e cálculos das órbitas na Via Láctea.

A pesquisa também ajudou a entender a existência de um braço espiral anômalo, o "Braço Local". Segundo os autores do estudo, esse braço é formado por muitas estrelas que ficam presas entre os braços de Sagittarius e Perseus, assim como o Sol. 
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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Mercado tem 26,5 milhões de trabalhadores subutilizados, diz IBGE

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Taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 24,1% no primeiro trimestre. No trimestre anterior, ela ficou em 22,2%.

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O mercado de trabalho encerrou o primeiro trimestre do ano com 26,5 milhões de trabalhadores desempregados e subocupados – 2,2 milhões a mais que no trimestre anterior. É o que aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) divulgada nesta quinta-feira (18) pelo Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa composta de subutilização da força de trabalho agreda os trabalhadores desempregados, aqueles que estão subocupados por insuficiência de horas trabalhadas e os que fazem parte da força de trabalho. Ela ficou em 24,1% no primeiro trimestre, o que representa um aumento de 9,2% em relação ao trimestre anterior e de 28,2% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado.

Subocupação
No detalhamento da pesquisa, o IBGE também divulgou a "taxa de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas e desocupação", ou seja, o índice relativo às pessoas ocupadas com uma jornada de menos de 40 horas semanais, mas que gostariam de trabalhar em um período maior somadas às pessoas desocupadas).

Esse indicador ficou em 18,8%, o que representa 5,3 milhões de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas e 14,2 milhões de desocupados. No trimestre anterior, a taxa foi de 17,2% e no primeiro trimestre de 2016, de 15%.

Força de trabalho potencial
Outro detalhamento da pesquisa aponta o contingente de pessoas que gostaria de trabalhar, mas não procuraram trabalho, ou que procuraram mas não estavam disponíveis para trabalhar (força de trabalho potencial)

Esse índice chamado de "taxa combinada da desocupação de da força de trabalho potencial", ficou em 19,3%, o equivalente a 21,3 milhões de pessoas. No trimestre anterior a taxa foi de 17,4% e no primeiro trimestre do ano passado de 15,4%.

Desempregados
Conforme o IBGE já havia divulgado em abril, o número de desempregados no Brasil no primeiro trimestre deste ano atingiu número recorde da série histórica da PNAD, iniciada em 2012. A taxa ficou em 13,7%, o que equivale a 14,2 milhões de desempregados.

Conforme detalhou o instituto nesta quinta-feira, a taxa de desocupação subiu em todas as grandes regiões do país. Na comparação com o 4º trimestre de 2016, ela subiu de 14,4% para 16,3% na Região Nordeste; de 12,7% para 14,2% na Região Norte; de 12,3% para 14,2% no Sudeste, de 7,7% para 9,3% no Sul e de 10,9% para 12,0% no Centro-Oeste.

Os dados mostram que o Nordeste permanece apresentando a maior taxa de desocupação do país, seguida pelo Sudeste.
Em todo o país, a taxa de desocupação dos jovens de 18 a 24 anos ficou em 28,8% e continuou apresentando patamar superior às demais faixas etárias.
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