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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

9 em cada 10 cadastrados em lista de 'bom pagador' são das classes D e E

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Consumidores da classe C formam 9,87% do cadastro positivo, diz SPC.
Maior parte dos inscritos tem idades entre 25 e 38 anos.

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Do G1, em São Paulo
15/09/2016 12h56 - Atualizado em 15/09/2016 12h56
Postado às 13h30m
Os brasileiros de renda mais baixa são os que mais participam de forma voluntária do Cadastro Positivo – uma lista de "bons pagadores" que mostra quem não tem o nome sujo, segundo um levantamento nacional divulgado nesta quinta-feira (15) pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).
CADASTRO POSITIVO (Foto: ARTE/g1)
A cada 10 inscritos no Cadastro Positivo, nove (85,75%) pertencem às classes D e E – mais da metade (54,10%) da classe D e 32,65% da classe E, diz o SPC. Os consumidores da classe C representam 9,87% da lista e os das classes A e B apenas 1,38% dos cadastrados.
As famílias das classes D e E possuem o menor poder aquisitivo, não costumam ter acesso a serviços financeiros e enfrentam dificuldades para comprovar a renda e conseguir crédito, segundo o SPC.

Em vigor desde agosto de 2013 após uma resolução do Banco Central, o Cadastro Positivo é um banco de dados que funciona de maneira inversa ao chamado Cadastro Negativo. Em vez de catalogar o CPF de inadimplentes, a lista mostra o histórico de pagamentos em dia.

O levantamento do SPC também mostra que após aderirem ao Cadastro Positivo, as financeiras e os bancos (52,83%) foram os que mais buscaram consumidores da 'lista de bons pagadores'. Outros segmentos foram estabelecimentos que vendem artigos e peças de vestuário (16,97%), comércio de calçados (16,44%) e empresas de telefonia (13,76%).

Adultos jovens lideram lista
Segundo o estudo, a maior parte das pessoas que aderiram ao Cadastro Positivo é composta por consumidores recém-iniciados na fase adulta da vida ou em fase da maturidade profissional e com famílias já constituídas. Do total de inscritos, 44,37% têm entre 25 e 38 anos de idade.

Renegociação de dívida (Foto: Divulgação/ Procon Campos)
Brasileiros do Centro-Oeste lideram a lista
(Foto: Divulgação/ Procon Campos)

A segunda faixa etária de maior destaque são consumidores entre 39 a 45 anos (15,24%). Os mais jovens, compreendidos na faixa de 18 a 24 anos, representam 12,57%. Completam a lista os adultos de 46 a 52 anos (11,08%), de 53 a 59 anos (7,74%) e os idosos acima de 60 anos (6,94%). Na participação por gênero, 47,04% são mulheres e 50,97%, homens.

São os brasileiros da região Centro-Oeste os mais interessados em participar do Cadastro Positivo: eles representam 47,68% da fatia. Em seguida, aparecem as regiões Sul e Sudeste, que juntas agregam 27,83% e as regiões Norte e Nordeste, que também de forma associada somam 24,50% do total de inscritos.

Em 2016, as regiões Sul e Sudeste foram as que mais cresceram na quantidade de adesões se comparado ao ano passado: crescimento de 59,15% de um ano para o outro. Na região Centro-Oeste, a alta na quantidade de novos inscritos foi de 51,35% e nas regiões Norte e Nordeste, houve um aumento de 51,29%.

Sete em cada 10 não têm contas em atraso
Embora liste apenas o histórico de pagamentos em dia, não são somente os consumidores adimplentes que podem aderir ao Cadastro Positivo - quem está ou esteve com o nome negativado em virtude de qualquer atraso também pode.


Quase um quarto (24,14%) dos inscritos na lista tem restrições no CPF. Por outro lado, sete (73,87%) em cada dez no cadastro têm as suas contas em dia. Desde 2013, há uma redução da participação de inadimplentes no total de inscritos no Cadastro Positivo. 

Em 2015, os adimplentes eram 66,12% e os inadimplentes eram 32,70% – um aumento de 7,75 pontos percentuais nos adimplentes, enquanto que os inadimplentes do Cadastro Positivo tiveram recuo de 8,56 pontos percentuais.

Entre os que aderiram ao Cadastro Positivo mas têm contas atrasadas, as empresas que mais negativaram o CPF foram as de telefonia, internet e TV por assinatura (22,80%), comércio especializado na venda de artigos e vestuários (11,35%), distribuidoras de energia elétrica (10,08%), comércio de calçados (6,91%) e lojas de eletrodomésticos (5,93%).
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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Brasil fechou mais empresas do que abriu em 2014 pela 1ª vez desde 2008

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Segundo IBGE, saídas somaram 944 mil empresas e entradas, 726,3 mil.
Entradas caíram 16,7% e causaram recuo de 4,6% no pessoal ocupado.

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Cristiane Caoli-Do G1, no Rio
14/09/2016 10h00 - Atualizado em 14/09/2016 10h00
Postado às 17h15m
Lojas com portas fechadas na Rua da Carioca (Foto: Káthia Mello/G1)Diferença entre empresas que fecharam e abriram no mercado é negativa em 2014 pela primeira vez desde 2008, mostra IBGE (Foto: Káthia Mello/G1)

No ano de 2014, pela primeira vez desde 2008, quando começou a pesquisa, a diferença entre o número de empreendimentos que entraram e saíram no mercado foi negativa. As saídas totalizaram 944 mil empresas, enquanto as entradas somaram 726,3 mil. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No ano, as entradas foram 16,7% menores e provocaram um recuo de 4,6% de pessoal ocupado assalariado, em comparação com 2013. Já as saídas mostraram um aumento de 35,7%, causando uma perda 0,3% maior do que em 2013 de pessoal ocupado assalariado.

Entre 2013 e 2014, a taxa de saída das empresas cresceu 6,1 pontos percentuais, passando de 14,6% para 20,7%, a maior taxa da série, iniciada em 2008, e correspondendo a um total de 944 mil empresas que saíram do mercado, ressaltou o estudo.

Ainda segundo a pesquisa Demografia das Empresas, em 2014, as entradas representaram um acréscimo de 847,1 mil pessoas assalariadas. As saídas, porém, corresponderam a um decréscimo de 525,7 mil pessoas assalariadas.

Em relação a 2013, houve um decréscimo de 4,6% no número de empresas, ou 217,7 mil, queda de 0,2% no pessoal ocupado total, 71,1 mil, e crescimento de 0,5% do pessoal ocupado assalariado, 170,4 mil.
Saldo de empresas foi negativo em 2014 pela primeira vez desde 2008 (Foto: Reprodução / IBGE) (Foto: Reprodução / IBGE)

Taxas de entrada é a menor desde 2008
Segundo o instituto, todas as seções de atividades mostraram crescimento nas taxas de saída de empresas do mercado, entre 2013 e 2014. A taxa de entrada caiu de 18,3% em 2013 para 15,9% no ano seguinte, a menor desde 2008. Entraram em atividade, em 2014, 726,3 mil empresas.


Já a taxa de sobrevivência ficou em 84,1%, também a maior da série. No entanto, esse total de empresas sobreviventes, ou 3,8 milhões, foi inferior ao verificado em 2013.

"As maiores elevações foram apuradas em Outras atividades de serviços, com 10,5 pontos percentuais, Artes, cultura, esporte e recreação, 8,7 pontos percentuais, Construção, 7,9 pontos percentuais, e Informação e comunicação, com 6,8 pontos percentuais", afirmou o estudo.

O IBGE informou ainda que todas as seções de atividades, exceto Eletricidade e gás, mostraram recuo nas taxas de entrada de empresas no mercado.

"As maiores reduções foram verificadas nas seções Indústrias extrativas (-4,9 pontos percentuais); Construção (-4,0 pontos percentuais); e Artes, cultura, esporte e recreação; e Água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação (ambas com -3,5 pontos percentuais)", apontou o estudo.
Número de empresas e pessoal ocupado assalariado, por tipos de eventos demográficos, com indicação da respectiva taxa - Brasil - 2008-2014 (Foto: Reprodução / IBGE) (Foto: Reprodução / IBGE)

Comércio
A pesquisa mostrou também que o comércio foi a atividade que registrou tanto os maiores ganhos como as maiores perdas em pessoal ocupado assalariado derivados dos movimentos de entrada e saída de empresas em 2014.


“A atividade revelou, contudo, ganho absoluto no pessoal ocupado assalariado, com um saldo positivo de 118,2 mil pessoas”, disse o IBGE.

O setor do comércio representa 44,9%, ou 2 milhões do total de empresas e também se destacou em relação ao número absoluto de empresas que entraram, ou 289,3 mil, saíram 437,7 mil, e sobreviveram 1,8 milhões, representando, 39,8%, 46,4% e 45,8% do total das empresas para cada movimento, respectivamente.

Do total de 847,1 mil de pessoal ocupado assalariado gerado pelas empresas que entraram no mercado, as atividades com as maiores participações relativas foram Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas, com 252,9 mil (29,9%); Construção, com 146,5 mil (17,3%); e Alojamento e alimentação, com 104,1 mil (12,3%), segundo o instituto.

O comércio também se destacou entre as atividades das empresas que saíram do mercado, entre o total de 525,7 mil de pessoal ocupado assalariado: reparação de veículos automotores e motocicletas, com 134,7 mil,  ou 25,6% do total; Indústrias de transformação, com 118,8 mil, ou 22,6%; e Atividades administrativas e serviços complementares, com 85,4 mil (16,3%).

Sobreviventes
No ano, 39,6% das 694,5 mil empresas que nasceram em 2009 ainda estavam ativas no mercado. Ou seja, cinco anos após o nascimento, mais de 60% das empresas não sobrevivem, ressaltou o instituto.


De 2010 a 2014, as seções de atividades que apresentaram as taxas mais altas de sobrevivência foram saúde humana e serviços sociais, com 55,3%, atividades imobiliárias, 51,5%, e atividades profissionais, científicas e técnicas, ou 47,3%.

4,6 milhões de empresas ativas
O Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) tinha 4,6 milhões de empresas ativas que ocupavam 41,8 milhões de pessoas. Destas, 35,2 milhões, ou 84,2%, como assalariadas e 6,6 milhões, ou 15,8%, na condição de sócio ou proprietário.


Os salários e outras remunerações pagos pelas entidades empresariais totalizaram R$ 939,8 bilhões, com um salário médio mensal de R$ 2 030,70, equivalente a 2,8 salários mínimos mensais médios. A idade média dessas empresas era de 10,6 anos, informou o estudo.
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Custos industriais têm 1ª queda desde 2014 e lucro sobe, informa CNI

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Indicador de custos industriais do 2º trimestre foi divulgado nesta quarta.
Queda do dólar ajudou na redução do indicador de custos industriais.

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Do G1, em Brasília
14/09/2016 11h17 - Atualizado em 14/09/2016 11h24
Postado às 12h35m
O indicador de custos industriais registrou queda de 1,1% no segundo trimestre deste ano, em relação aos primeiros três meses de 2016, informou a Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (14). Foi a primeira queda do indicador desde o terceiro trimestre de 2014.

O indicador de custos industriais é calculado com base na estrutura de custos da indústria de transformação brasileira, disponibilizada pela Pesquisa Industrial Anual (PIA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), informou a entidade. O indicador é formado pelos Índices de Custos de Produção, de Capital de Giro e de Custo Tributário.

Capital de giro, bens intermediários e produção
A redução dos custos industriais no segundo trimestre deste ano, segundo a CNI, foi puxada pela queda dos custos com capital de giro e com bens intermediários importados, mas o Índice de Custos de Produção também registrou recuo - de 0,8% no segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre.


"No segundo trimestre, o custo com capital de giro caiu 7,7% e o de custos com bens intermediários recuou 11,2% na comparação com o período imediatamente anterior, especialmente por causa da recente valorização do real diante do dólar", acrescentou a entidade.

Embora tenha impacto positivo sobre os custos, a Confederação Nacional da Indústria avaliou que a mudança no câmbio - com queda do dólar no segundo trimestre - "prejudicou a competitividade da indústria brasileira nos mercados interno e externo".

"A redução de 12,1% no preço dos manufaturados importados, em reais, foi maior que a queda de 1,1% nos custos industriais", observou a CNI. Com a queda do dólar, avaliou a entidade, "os produtos estrangeiros têm mais chances de competir com os brasileiros no mercado interno".

Lucro das empresas sobe pelo terceiro trimestre
No entanto, a Confederação Nacional da Indústria informou que queda dos custos industriais, associada ao aumento de 1,1% os preços dos produtos industrializados no mercado brasileiro, permitiram uma "recomposição dos lucros das empresas".


"É o terceiro trimestre consecutivo em que o aumento dos preços supera o aumento dos custos industriais, o que indica um período de descompressão das margens de lucro", acrescentou a entidade.
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