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terça-feira, 3 de maio de 2016

Indústria cresce em março, mas fecha trimestre com maior baixa desde 2009

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Em março, produção subiu 1,4% - a maior alta desde janeiro de 2014.
No primeiro trimestre, indústria acumula queda de 11,7%.

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Anay Cury e Cristiane Caoli-Do G1, em São Paulo e no Rio
03/05/2016 09h00 - Atualizado em 03/05/2016 09h47
Postado ás 10h15m
A produção da indústria brasileira cresceu 1,4% em março, na comparação com o mês anterior, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (3). O avanço é o maior desde janeiro de 2014, quando chegou a 1,8%.
Carros novos da Ford estacionados em pátio da fábrica em São Bernardo do Campo. (Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)Carros novos da Ford estacionados em pátio da fábrica em São Bernardo do Campo. (Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)

No entanto, no primeiro trimestre deste ano, a indústria acumula um recuo de 11,7%. Segundo a pesquisa, essa é a maior retração - para o período - desde 2009, quando a atividade fabril caiu 14,2%. Em 12 meses, o indicador sofreu redução de 9,7%, a maior desde outubro de 2009, quando chegou a 10,3%.

De acordo com André Luiz Macedo, gerente de indústria do IBGE, o resultado positivo observado no mês de março “se deve muito mais a uma base de comparação mais baixa... na medida que a queda do mês anterior já tinha sido bastante relevante. Então, essa questão da base de comparação mais reprimida explica a magnitude do avanço desse mês.”

PRODUÇÃO DA INDÚSTRIA
em %, mês a mês
Created with @product.name@ @product.version@-1,20,3-1,1-1,6-0,9-1,9-0,8-2,3-0,80,4-2,71,4Abr/15Mai/15Jun/15Jul/15Ago/15Set/15Out/15Nov/15Dez/15Jan/16Fev/16Mar/16-3-2-1012
Fonte: IBGE
De fevereiro para março, a principal influência positiva entre os setores analisados partiu da indústria de produtos alimentícios, que avançou 4,6%. 

Também cresceram as produções de máquinas e equipamentos (8,5%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (8,3%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (2,7%), além de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (3,6%) e produtos de madeira (4,2%). 

O aumento do indicador mensal não foi maior porque a produção das indústrias de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, entre outras, recuou 6,5%.

A categoria de bens de capital - que são máquinas e equipamentos, que caíram durante meses seguidos, cresceu 2,2%. Os setores produtores de bens de consumo semi e não-duráveis também avançaram: 0,9%, de bens de consumo duráveis, 0,3%, e de bens intermediários, 0,1%.

Segundo o gerente do IBGE, em alguns segmentos, como o setor de alimentos, equipamentos de informática e eletrônicos, houve uma melhora no nível dos estoques, o que também impactou positivamente a taxa no mês.

“Vemos alguns setores normalizando os estoques que permaneceram por bom tempo um nível acima. Em alguns segmentos há uma melhora. Outro ponto: alguns movimentos de alguns grupos relacionados com as exportações dando contribuição positiva”. Macedo ressaltou, porém, que esse crescimento “não suplanta em nada a perda observada em especial nos últimos trimestres de 2015.”


Nem tanto otimismo
Em termos de distanciamento do ponto mais elevado da produção industrial, Macedo afirmou que o patamar observado em março de 2016 “está algo em torno de 20,5% de distância, em relação a junho de 2013, quando foi observado o patamar mais alto da série.”

“Em nada muda o cenário que a gente vem comentando. Ou seja, o março mostrou uma melhora de ritmo, mas não recupera as perdas passadas do setor indústria. E mais do que isso, não reverte a tendência de trajetória de queda que vimos mostrando. Não é uma melhora que signifique uma reversão de cenário”, afirmou.


No trimestre
No trimestre, a maioria dos ramos da indústria registrou fortes quedas. A de veículos automotores, reboques e carrocerias, por exemplo, recuou 27,8%, e as extrativas, 15,3%.


Também mostraram resultados negativos as produções de máquinas e equipamentos (-23,7%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-34,7%), de metalurgia (-13,9%) e de produtos de borracha e de material plástico (-15,7%), entre outros.

Na análise das grandes categorias econômicas, a de bens de capital caiu 28,9% e a de bens de consumo duráveis, 27,3%, "pressionadas especialmente pela redução na fabricação de bens de capital para equipamentos de transporte (-28,6%), na primeira; e de automóveis (-25,3%) e eletrodomésticos (-34,8%), na segunda".

Recuaram ainda os segmentos de bens intermediários (-10,3%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (-4,5%).

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segunda-feira, 2 de maio de 2016

Corpos de alpinistas são encontrados no Himalaia 16 anos após avalanche

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Alpinistas encontraram corpos dos norte-americanos mortos em 1999.
Alex Lowe e David Bridges foram localizados na semana passada.

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Da Reuters
02/05/2016 12h05 - Atualizado em 02/05/2016 17h58
Postado às 20h05m

Imagem sem data mostra os alpinistas americanos Alex Lowe e Conrad Anker (Foto: Chris Noble/noblefoto.com via AP)Imagem sem data mostra os alpinistas americanos Alex Lowe e Conrad Anker (Foto: Chris Noble/noblefoto.com via AP)

Os corpos dos renomados montanhistas norte-americanos Alex Lowe e David Bridges, mortos em uma avalanche em 1999 no Himalaia, foram encontrados por outra dupla de alpinistas, de acordo com uma organização de caridade fundada e comandada pela viúva de Lowe.

Os alpinistas David Goettler, da Alemanha, e Ueli Steck, da Suíça, se preparavam para tentar alcançar o topo do Shishapangma, no Tibet, o 14° pico mais alto do mundo, quando encontraram dois corpos congelados em uma geleira, informou a Fundação de Caridade Alex Lowe em comunicado em seu site.

Os corpos estavam com roupas e equipamentos correspondentes aos que Lowe e Bridges usavam quando desapareceram. A rede NBC News relatou que os corpos foram encontrados na semana passada.

Lowe, que tinha 40 anos, era visto por muitos como o melhor alpinista norte-americano de sua geração quando ele e Bridges foram derrubados por uma avalanche durante expedição no pico de cerca de 8.000 metros. Um terceiro alpinista, Conrad Anker, ficou ferido, mas sobreviveu.
Foto de 9 de abril de 2016 mostra picos nevados no Himalaia, ao norte da vila de Lobuche, no Nepal, e a cerca de três horas de caminhada do campo base do Everest  (Foto: Karin Laub/AP)
Foto de 9 de abril de 2016 mostra picos nevados no Himalaia, ao norte da vila de Lobuche, no Nepal, e a cerca de três horas de caminhada do campo base do Everest (Foto: Karin Laub/AP)

"Alex e David sumiram e ficaram congelados no tempo", disse a viúva de Lowe, Jennie Lowe-Anker, em comunicado. "Dezesseis anos de vida se passaram e agora eles foram encontrados.

Estamos agradecidos. Conrad, os meninos e eu iremos peregrinar ao Shishapangma. É hora de colocar Alex para descansar".

Jennie casou com Conrad Anker em 2001 e o alpinista adotou os três filhos dela. Ela comanda a fundação Lowe, que dá auxílio financeiro e apoio a programas humanitários que operam em partes remotas do mundo.

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Consumo em supermercados voltou ao nível de 2010, diz pesquisa

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Mesmo assim, consumidores elegem produtos dos quais não abrem mão.
Número de idas ao supermercado por domicílio caiu de 85 para 81 vezes.

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Karina Trevisan-Do G1, em São Paulo
02/05/2016 10h50 - Atualizado em 02/05/2016 12h05
Postado às 13h00m
Apas apresenta resultados de pesquisa sobre comportamento do consumidor  (Foto: Karina Trevisan/G1)Apas apresenta resultados de pesquisa sobre comportamento do consumidor (Foto: Karina Trevisan/G1)

O consumo nos supermercados voltou ao nível de 2010 em volume de compras. Mesmo assim, os consumidores não querem abrir mão do padrão de consumo conquistado nos anos pré-crise.

Os dados são de uma pesquisa da Associação Paulista de Supermercados (APAS), realizada em parceria com as empresas Nielsen e Kantar Worldpanel. O estudo foi divulgado nesta segunda-feira (2) durante a 32ª Feira e Congresso de Gestão Internacional APAS 2016, em São Paulo.

Segundo o levantamento, em 2015, o número de idas ao supermercado por domicílio caiu de 85 para 81 vezes no ano. O número de produtos comprados em cada ida ao supermercado também caiu, com redução de 1,5%.


Para manter compra de cerveja mais cara, por exemplo, classe C escolhe produtos de limpeza mais baratos.
Mesmo assim, após o aumento do consumo nos anos anteriores, especialmente entre 2008 e 2014, os consumidores elegem produtos dos quais não querem abrir mão. 

A classe C, por exemplo, não deixou de comprar produtos considerados “premium”, como cervejas, e para isso procura economizar comprando marcas mais baratas de produtos de limpeza e outras categorias que não considera prioridade.

Christine Pereira, da  Kantar Worldpane, explica que o fenômeno é explicado pela definição entre os consumidores de momentos específicos para consumir produtos mais caros. 

“O consumidor está se permitindo, em alguns momentos, a consumir por exemplo a cerveja premium, como nos finais de semana, e durante a semana ele consome outro segmento mais básico. A gente está vendo muito essa sobreposição de segmentos.”

A pesquisa também destaca que os consumidores trocaram as marcas de produtos de 50% das categorias para outras com preço menor. Além disso, cerca de 20% dos consumidores que trocaram marcas de alimentos por outras mais baratas pretendem manter esse comportamento depois que o cenário melhorar.

Aposta em produtos básicos e ‘saudáveis’
Entre os supermercadistas, os pessimistas em relação ao desempenho do setor nos próximos meses são maioria. Em maio, 61,7% dos empresários se diziam pessimistas em relação ao setor. Enquanto isso, apenas 10,3% se diziam otimistas.

Mesmo assim, uma categoria específica de produtos foi destacada pela pesquisa como aposta para puxar as vendas para cima: produtos relacionados a alimentação saudável. De acordo com a pesquisa, essa é a preocupação de 49% dos consumidores.

A compra de refrigerantes em geral, por exemplo, caiu 5%, ao mesmo tempo que a de água de coco subiu 11%. Outro exemplo é o da margarina, que teve queda de 1,2% nas vendas enquanto a manteiga teve alta de 10%. Já a compra de leites comuns caiu 6%, enquanto os produtos com menor quantidade de lactose subiu 78%.

Já a categoria de iogurte, que sempre esteve presente entre os maiores crescimentos, passou a apresentar alta mais fraca nas compras. Segundo a Nielsen, isso reflete a priorização de produtos considerados mais essenciais pelas famílias em momentos de crise. De acordo com a pesquisa, as famílias passaram a priorizar os chamados itens “básicos” e para consumo dentro de casa, em detrimento de produtos para consumir fora do lar, como bebidas alcoólicas.

Crise econômica e o setor
Para 2016, o setor de supermercados espera faturar R$ 336 bilhões, um crescimento nominal de 6,5% - taxa menor que a registrada no ano passado, de 7%, com faturamento de R$ 315,7 bilhões. A variação real (descontada a inflação), no entanto, foi de queda de 3,6%. Segundo a Apas, essa queda real é uma demonstração do aumento do desemprego e da queda da reda dos consumidores de uma maneira geral.

Para se adaptar ao novo cenário, a associação diz que a meta do setor é se ajustar às novas necessidades dos consumidores em meio ao cenário de crise, identificando as categorias de produtos que devem apresentar queda ou alta nas vendas.

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