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domingo, 8 de junho de 2014

Brasil pode ter recessão em 2014, acreditam analistas

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Crescimento do primeiro trimestre, Copa e desempenho da produção provocam expectativas pessimistas



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Jornal do Brasil
Hoje às 06h00
Postado às 12h35m


A evolução de 0,2% do PIB no início do ano, com queda de 0,8% da indústria, retração do consumo das famílias de 0,1%, além do desempenho dos investimentos (-2,1%), aliada a outros dados do mercado, gera expectativas pessimistas entre analistas. 

Eles reforçam que as chances do PIB ficar negativo nos próximos trimestres são grandes, o que poderia levar a uma recessão técnica (queda em dois trimestres consecutivos). Soma-se a isso o fato do desempenho ter caído 0,3% no terceiro trimestre de 2013, subido 0,4% no último e agora ter crescido apenas 0,2%.

Pesquisa PMI da Markit/HSBC para maio confirmou que as coisas podem piorar, levando em conta outras mínimas de maio. O resultado do PIB do segundo trimestre será divulgado no dia 29 de agosto, a 36 dias do primeiro turno das eleições presidenciais. 

Paulo Gala, estrategista da Fator Corretora, acredita que se alguma recuperação não vier a partir de julho, podemos ter uma recessão técnica na véspera da eleição. Em conversa com o JB por telefone, ele reforçou que é muito difícil que o Brasil escape de uma recessão em 2014. 

Para ele, está mais ou menos claro que o PIB no segundo trimestre será negativo, o que pode causar uma reavaliação do resultado do primeiro trimestre, além da grande possibilidade de queda no terceiro. 


"É muito difícil escapar da recessão. Todos os indicadores de confiança têm a mínima desde 2008 e 2009, além de dados com queda relevante, na produção industrial, produção de veículos. Indicadores também mostraram queda em abril e maio, e junho deve ser um mês recessivo com a Copa do Mundo. Considerando tudo isso, não vamos escapar de uma recessão", acredita Gala.



Gala destaca que esse cenário já estava no radar da corretora há um mês. O ciclo de crescimento que estava chegando ao fim, "chegou ao fim de vez", marcando o final de mais ou menos uma década de crescimento, com expansão do consumo, no crédito e no investimento. 

"A economia é um pouco assim mesmo, é cíclica, tem começo, meio e fim e a gente chegou ao final, que coincidiu com a época da eleição, com vários problemas na área fiscal, defasagem de preços, como na gasolina e energia elétrica, contas externas, e 'por aí vai'", pondera Gala.

O ex-presidente do BNDES, Luiz Carlos Mendonça de Barros, em entrevista ao  Valor Econômico  no início do mês, ressaltou que todos os elementos de crescimento que prevaleceram nos últimos 15 anos não existem mais. Para ele não há crise, mas, sim, falta de investimento
Disse, no entanto, que a situação da economia brasileira é "muito superior à do passado".

O ex-diretor do Banco Central, Luiz Fernando Figueiredo, da Mauá Sekular Investimentos, por sua vez, declarou à coluna de Claudia Safatle no Valor que já estamos em recessão, já que uma contração no PIB igual ou superior a 0,2% do segundo trimestre deve provocar um ajuste pelo IBGE nos dados do primeiro, que passaria para um PIB negativo - o que caracterizaria uma recessão técnica.

Marcel Grillo Balassiano, da área de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, reforça que, para o segundo trimestre deste ano, as previsões não são nada animadoras, devido ao cenário mais pessimista no setor de serviços, em função do comércio e de serviços da informação. 

A indústria também deve recuar mais, motivada pela indústria de transformação e da construção civil. O índice de confiança da indústria da FGV recuou 5,1%  em maio, em relação ao mês anterior.
>> Copa do Mundo deve ajudar pouco exportações brasileiras: Produção ficará comprometida, haverá atrasos nos embarques e redução nas vendas

"Os índices da situação atual e das expectativas também caíram bastante (5,1% e 5,0%, respectivamente). Um dos motivos da queda da construção civil é a desaceleração do crédito imobiliário. A Copa do Mundo também deve afetar negativamente a produção, em função da diminuição da jornada de trabalho por causa dos jogos", explicou Balassiano ao JB.

Pelo lado da demanda, continua o especialista, o consumo das famílias também apresenta sinais de desaceleração, que pode não ser inferior à registrada no primeiro trimestre, mas que deve apresentar um baixo crescimento devido ao fim do incentivo ao consumo e menor oferta de crédito. Deve ser, contudo, a principal contribuição para o crescimento do PIB, aponta Balassiano.

Os investimentos, por sua vez, ainda de acordo com Balassiano, devem fechar o ano no negativo, em função, entre outros fatores, da queda de confiança dos empresários. O índice de confiança empresarial, calculado pela FGV, caiu 4,9% em maio, o maior recuo desde o final de 2008. 

Os índices da situação atual e das expectativas também caíram 3,9% e 4,9%, respectivamente, e o índice de confiança do consumidor vem recuando - em maio, caiu 3,3%. O menor crescimento dos empréstimos do BNDES, explica, também tem influência no cenário de investimentos.


"Com isso, as projeções, que já eram baixas, estão sendo revisadas para baixo. O último boletim Focus projetou crescimento de 1,5% para 2014 e 1,9% para 2015." Balassiano destaca o desempenho do país em 2013, quando cresceu 2,3%, abaixo dos 3% do mundo, dos 4,7% dos países emergentes e 2,7% da América Latina.


Um dos principais entraves ao crescimento, acredita, é o investimento baixo. A média da taxa de investimento brasileira entre 2004 e 2013  foi de 18,3% do PIB, também abaixo da taxa mundial (23,8%), da América Latina (21,1%) e dos países emergentes (29,9%), alerta. 

Países vizinhos latino-americanos também apresentaram taxas maiores do que o Brasil no período, como Peru (23,1%), México (22,9%), Chile e Colômbia (ambos com 22,5%).
"Então, a chamada 'nova matriz econômica' do governo Dilma resultou num crescimento baixo, inflação alta, déficit em transações correntes e numa política fiscal associada a 'contabilidade criativa'. 

No ano que vem, independentemente de quem ganhar as eleições presidenciais, terá que fazer um forte ajuste para o país ter condições de aumentar a taxas de investimentos, e consequentemente melhorar o crescimento; fazer com que a inflação volte para a meta; melhora da política fiscal, entre outros", diz Balassiano.

Os problemas econômicos do Brasil, explica, são conjunturais e estruturais. O Custo Brasil, que é um conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas que encarecem o investimento no Brasil, como explica Balassiano, compromete a competitividade e a eficiência da indústria. 

Problemas como alta carga tributária, dificuldade para se abrir um negócio, altos custos trabalhistas, burocracia para importação e exportação também dificultam o investimento.

"O impacto de uma recessão, que eu acho pouco provável para esse ano, seria muito ruim, mas mesmo que não haja recessão, esse crescimento medíocre que o Brasil vem passando nos últimos anos é uma questão fundamental para ser atacada pelo próximo governo, inclusive porque esse crescimento baixo está acompanhado de uma inflação alta", indica Balassiano.

Felipe Salto, economista da Tendências Consultoria, explica que se crescemos tão pouco e chegamos ao ponto de discutir uma recessão em 2014, é porque o governo tomou medidas erradas ao longo do tempo, negligenciando a necessidade de aumentar a poupança doméstica, quando a fonte externa secou, com balança de pagamentos negativa, baixa poupança, baixa produtividade e investimentos em infraestrutura.

A consultoria, no entanto, ainda mantém projeção de crescimento 1,3% neste ano, e de 0,2% no segundo trimestre de 2014, levando em conta que o governo ainda tem alguns instrumentos a mão. "A renda do Brasil é um quarto da renda dos desenvolvidos. Por isso crescer pouco é um problema tão sério."

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Engenheiro restaura avião e o transforma em sua casa nos EUA


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Boeing 727 fica ‘estacionado’ em floresta no Oregon.
Bruce Campbell, de 64 anos, mora no avião por seis meses do ano.

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08/06/2014 08h19 - Atualizado em 08/06/2014 08h19
Postado às 11h40m
Da Reuters

O Boeing 727 que é a casa de Bruce Campbell é visto em meio a uma floresta no subúrbio de Portland, no Oregon, Estados Unidos (Foto: Steve Dipaola/Reuters)O Boeing 727 que é a casa de Bruce Campbell é visto em meio a uma floresta no subúrbio de Portland, no Oregon, Estados Unidos (Foto: Steve Dipaola/Reuters)

Um homem de 64 anos que vive no Oregon, nos Estados Unidos, recuperou um Boeing 727 para utilizá-lo como sua casa. O avião está “estacionado” em uma floresta no subúrbio de Portland, e parece ter pousado diretamente no local, em meio a pinheiros gigantescos.

A aeronave está completa, com asas e trem de pouso, e é a casa de Bruce Campbell por seis meses do ano. Em 1999, o engenheiro eletricista teve uma visão – salvar aviões aposentados pelas companhias aéreas, reutilizando-os para que eles não se transformassem em sucata.

Atualmente, Campbell vê essa tarefa como um objetivo de vida. “Minha tarefa é mudar o comportamento da humanidade nesse pequeno nicho”, afirmou o homem.
Bruce Campbell posa ao lado do trem de pouso do avião que transformou em sua casa (Foto: Steve Dipaola/Reuters)Bruce Campbell posa ao lado do trem de pouso do avião que transformou em sua casa (Foto: Steve Dipaola/Reuters)

O americano é uma das poucas pessoas ao redor do mundo que transformou uma aeronave em um espaço capaz de abrigar pessoas ou em outro projeto criativo. A Associação de Reciclagem de Aeronaves, uma organização que envolve líderes da indústria, estima que entre 1,2 mil e 1,8 mil aviões serão desmanchados nos próximos três anos, e que entre 500 e 600 serão aposentados anualmente nas próximas duas décadas.

Campbell tinha 20 e poucos anos quando pagou cerca de US$ 23 mil pelo terreno onde o avião fica atualmente. Seu plano original era transformar o local em casa para vans de carga, mas depois decidiu que um avião seria melhor.

Passados muitos anos, com um gasto estimado de US$ 220 mil, e muito trabalho, ele está pronto para fazer tudo de novo, desta vez com um Boeing 747 que ele espera comprar e levar para o Japão, onde vive a outra metade do ano.
Enquanto restaurava o avião, o americano passou anos vivendo em um trailer. Dentro da aeronave, ele vive uma vida modesta. 

Ele dorme em um futon, toma banho em um chuveiro improvisado e faz comida com um micro-ondas ou uma torradeira, vivendo a base de enlatados e cereais. Quando recebe visitantes, pede que eles tirem seu sapatos e usem os chinelos que tem guardados na aeronave, para evitar que a sujeira de fora entre em sua casa.
Bruce Campbell posa na cabine de comando do Boeing 727 que ele transformou em sua casa (Foto: Steve Dipaola/Reuters)Bruce Campbell posa na cabine de comando do Boeing 727 que ele transformou em sua casa (Foto: Steve Dipaola/Reuters)

O americano Bruce Campbell senta no futon usado como sua cama dentro do Boeing 727 que ele restaurou e transformou em sua casa (Foto: Steve Dipaola/Reuters)
O americano Bruce Campbell senta no futon usado como sua cama dentro do Boeing 727 que ele restaurou e transformou em sua casa (Foto: Steve Dipaola/Reuters)

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sábado, 7 de junho de 2014

Em 1950, laranjas eram usadas como 'arma' nos jogos da Seleção na Copa


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Após 64 anos, Rio volta a receber uma final de Copa do Mundo.
G1 entrevistou jornalista e historiador para visitar a história do Maracanã.

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07/06/2014 06h00 - Atualizado em 07/06/2014 06h00
Postado às 
Lívia Torres Do G1 Rio


Andaimes seguravam a cobertura do Maracanã, em 1950 (Foto: Divugação / Suderj)Andaimes seguravam a cobertura do Maracanã, em 1950 (Foto: Divugação / Suderj)

O silêncio que tomou conta do Maracanã depois que Alcides Ghiggia viu uma brecha entre o goleiro Barbosa e sua trave esquerda e definiu o triunfo do Uruguai por 2 a 1 na final da Copa de 1950, manchando para sempre a história do futebol brasileiro com o "Maracanaço", contrasta com o barulho das manifestações contra o Mundial de 2014. 

Há 64 anos, não havia "Padrão Fifa" rigoroso, nem greve de rodoviários, e a maior preocupação da polícia era coibir a venda de laranjas no entorno dos estádios, usadas como "arma" durante as partidas de futebol. O G1 conversou com um jornalista e um historiador e viajou no tempo para saber as semelhanças e diferenças entre os dois mundiais realizados no Brasil.

"O hábito de chupar laranjas era muito comum nos estádios. O bagaço, muitas vezes, era devidamente utilizado para protestos, apupos e coisas similares. Pelo menos até a década de 1980 os vendedores de laranja faziam a festa na entrada do Maracanã. A laranja lima era a preferida dos torcedores", explica o historiador Luiz Antônio Simas.


Naquela época, ir a uma partida de futebol merecia traje de gala. Bermudas e calças curtas, nem pensar. A vestimenta era paletó, sapatos e chapéu. Em 1950, o Rio era a mais importante das seis cidades-sede do Mundial e o Maracanã era um monumento à ambição brasileira. Quem não conseguia ingressos para os jogos, tinha que se contentar em sintonizar a partida na frequência AM ou ver com atraso nos cinemas.

"Restava mesmo a rádio. A Nacional, maior da época, transmitiu os jogos, com Antônio Cordeiro, Jorge Cury e Luiz Mendes. Impressiona o silêncio no fim da partida, com a derrota da Seleção para os uruguaios. Os cinemas passavam os jogos dois ou três dias depois", diz Simas.
Alunos da Escola Municipal Coronel José Gomes Moreira, em Bangu, vão ver a final da Copa no Maracanã (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)Maracanã em 2014, muito diferente do palco da Copa do Mundo de 1950 (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)

Maracanã despertou controvérsias
Rombos no orçamento e atrasos nos prazos. Tudo o que vem marcando a organização da Copa de 2014 também se fez presente, em menor escala, na primeira edição do torneio no Brasil.

Maracanã foi palco da final da Copa do Mundo em 1950 (Foto: Divugação / Suderj)
Maracanã foi palco da final da Copa do Mundo em
1950 (Foto: Divugação / Suderj)

"No Rio, o Maracanã começou a ser construído em janeiro de 1948, mas o Brasil já era sede da Copa desde 25 de julho de 1946. Assim, o estádio teve de ser erguido em 22 meses. A sete dias da abertura da Copa, no primeiro jogo do Maracanã [Seleção Carioca 1 x 3 Seleção Paulista de Novos, em 17 de junho de 1950], havia andaimes na arquibancada. 

Era preciso, pois eles seguravam a cobertura do estádio, que ainda não tinha secado completamente. A obra era orçada, inicialmente, em 150 milhões de cruzeiros, mas passou de 230 milhões de cruzeiros [R$ 410 milhões]", conta o jornalista Diego Salgado, um dos autores do livro "1950: O Preço de uma Copa".

O impacto das intervenções urbanas em 1950 foi bem menor do que em 2014. Naquela época, a cidade tinha pouco mais de 2 milhões de habitantes. Hoje em dia, esse número é três vezes maior. 

"A Barra da Tijuca [Zona Oeste do Rio], por exemplo, era um areal ainda quase virgem [a primeira ponte sobre a lagoa da Tijuca, facilitando a chegada ao bairro, só foi erguida em 1939], que somente naquela década de 1950 começou a ter seus planos de ocupação embrionariamente pensados. O impacto do turismo era quase nulo [fala-se em 50 mil], com os jogos sendo vistos majoritariamente pelos cariocas. A relação hoje é inversa", explica Simas.

Em 64 anos, tristes semelhanças
Dentre os problemas urbanos mais crônicos da cidade há 64 anos, nem todos mudaram. O historiador cita o fornecimento de serviços públicos, a falta d'água, o sistema de energia precário e as enchentes, que atazanavam a vida dos cariocas. 


Alguns críticos, segundo Simas, reclamaram do local escolhido para a construção do Maracanã, justamente por conta dos alagamentos nos arredores da Praça da Bandeira, na Zona Norte do Rio. Trens, ônibus e linhas de bonde eram os meios de transporte mais utilizados para chegar ao estádio.
Entorno do Maracanã, em 1950, muito diferente do estádio em 2014 (Foto: Divugação / Suderj)Entorno do Maracanã, em 1950, muito diferente do estádio em 2014 (Foto: Divugação / Suderj)

Choque de ordem: furar pneus
Há quem diga que ir a jogo de futebol é "programa de índio". Tudo por conta da insegurança no entorno, ausência de estacionamentos, flanelinhas, entre outras causas que acabam ficando pequenas diante da paixão pela bola. 


De acordo com Simas, o responsável pelo serviço de trânsito em 1950, o major Geraldo Menezes Cortes, utilizava um método curioso. Ele dava ordens para que os carros estacionados irregularmente tivessem os pneus furados, sem clemência. “Parece que funcionou”, diz.

Na final de 50, nos momentos que precederam o trágico "Maracanaço" e antes de o goleiro Moacir Barbosa carregar injustamente por décadas a culpa pelo fracasso da seleção, houve confusão por falta de organização na venda de ingressos. "Foi um estouro de boiada.

Não há quem saiba o número certo de presentes na final, já que o afluxo de público levou à liberação das roletas, diante do medo de uma tragédia sem precedentes [no jogo Brasil x Espanha acontecera a mesma coisa]. Algo, admitamos, inimaginável com os salamaleques para compra e venda de ingressos que a Fifa hoje controla", afirma.
Todos os 11 jogadores da seleção brasileira de 1950 sonhavam em simplesmente ser reconhecidos como vice-campeões. (Foto: GloboNews/Rodrigo Bodstein)Todos os 11 jogadores da seleção brasileira de 1950 sonhavam em simplesmente ser reconhecidos como vice-campeões. (Foto: GloboNews/Rodrigo Bodstein)

Registro de revolta
O jornalista Diego Salgado conta que houve um registro de revolta após a derrota do Brasil. "A maioria das pessoas ficou em silêncio, atônita com o resultado. Há um registro de revolta: o busto do prefeito Ângelo Mendes de Moraes foi derrubado – ele havia sido inaugurado junto com o estádio, ficava no portão de entrada. 


O Maracanã levava o nome do prefeito [ele foi importante para a construção]. No começo da década de 1960, o estádio passou a se chamar Jornalista Mário Filho".

Neste ano, o Maracanã voltará a ser palco da final da Copa do Mundo e como diria Nelson Rodrigues, orgulhoso ao afirmar em uma de suas crônicas esportivas, "O grande sol do escrete". "Nós somos maiores, porque somos Brasil, imensamente Brasil, eternamente Brasil".

Maracanã ganha iluminação roxa em homenagem às mulheres (Foto: Delmiro Júnior / Futura Press / Estadão Conteúdo)Maracanã será palco da final da Copa de 2014 (Foto: Delmiro Júnior / Futura Press / Estadão Conteúdo)

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