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segunda-feira, 26 de maio de 2014

Artistas Musidasi e Bandas da Região Sisaleira fa Bahia.

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Postado em 26 de maio de 2014 às 13h55m
daRedaçãoGipope-Gariba's

Quero dividir com todos mais uma realização, mais um sonho que se transformou em realidade!! Agradeço e abraço a todos que mantiveram a fé e nos motivaram a continuar. 

Família, amigos e toda a produção do clipe: Toni Rousseau, Ney Carlos, Lega, Karol, Diogo e por fim a família Abrigo Central. Joey, Marcelêza, Jsj e Wesley Andrade. Amo todos vocês! A minha felicidade é maior que o universo!!! Obrigado!!!
Banda: Abrigo Central Música: No Fim do TúnelProdução e edição: Toni Carvalho Atores: Diogo Moura, Ana karoline e Neto Guimarães.Assistentes de Produção: Ney Carlos e Lega Valente
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3.983!!! SERÁ que vamos bater os 4.000 hoje? Haha..‪#‎VamoNessaAbrigoooo‬!!
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Economistas comentam críticas de investidor dinamarquês ao Brasil


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25/05 às 11h25 - Atualizada em 25/05 às 11h31
Postado em 26 de maio de 2014 às 07h55m

O economista-chefe de investimentos do Saxo Bank da Dinamarca, Steen Jakobsen, fez uma série de críticas à economia brasileira durante evento realizado em São Paulo no início deste mês. 

Para ele, presidente e Banco Central estão perdidos e país é "campeão em fracassos". Economistas brasileiros consultados pelo JB reforçam que as “análises pessimistas” podem ser resultado de uma visão superficial, ou ainda o ponto de vista do investidor que apenas visa o lucro

Apontam, no entanto, que algumas medidas do governo geraram grande resistência e um certo recuo, e ainda a real necessidade do país de realizar um planejamento estratégico de longo prazo, que dê continuidade ao movimento de distribuição de renda iniciado na década passada.

Jakobsen declarou que a situação macro do Brasil é a pior dos países que ele visitou, criticou Dilma Rousseff por não saber o que quer e ainda estar "completamente perdida", assim como o Banco Central. Reclamou ainda da ausência de reformas e decisões políticas "fora do bom tom" e disse que o Brasil precisa de uma crise de verdade, "com uma magnitude enorme", para "tomar jeito" - apesar de ter ressaltado que o país é "campeão mundial de fracassos" e que nunca aprende. 

Comentou também que receber a Copa e as Olimpíadas foi um erro gigante, que acabou desviando recursos importantes para "coisas inúteis".
O economista Pedro Rossi, professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), acredita que existe no discurso do setor financeiro e de parte da mídia uma "realidade inventada". “Acho que esse tipo de pessimismo beira a irracionalidade e a esquizofrenia. 

Por mais que haja problemas na economia brasileira, em especial o baixo crescimento, o país vive o seu índice de desemprego mais baixo das últimas décadas (5%) e vem distribuindo renda, o que melhora as condições de vida da população mais pobre, ou seja, não estamos à beira do colapso”, completa Rossi. 

Heron do Carmo, professor do Departamento de Economia da Universidade de São Paulo (USP), esclarece que as críticas parecem ser baseadas mais em impressões sobre o Brasil do que em análise fundamentada. “Por exemplo, com relação à Copa ele deve ter esquecido que o Brasil recebeu o evento em 1950 e o realizou a contento, incluindo a construção do Maracanã. Naquela época nosso PIB era cerca de 5% do atual.”

Francisco Lopreato, também professor de Economia na Unicamp, reforça a necessidade de avaliação dos interesses e perspectivas de Jakobsen, um investidor, focado, provavelmente, na maior rentabilidade para suas aplicações financeiras. “Talvez, para esse tipo de gente, realmente as condições estavam melhores anos atrás do que no momento mais recente. 

Durante o governo do Fernando Henrique e até mesmo em alguns momentos do Lula, mas na gestão de FH muito mais, depois que passou turbulência de 1999, a rentabilidade que eles estavam conseguindo no Brasil era extremamente elevada. A taxa de juros era bastante alta, para eles era o melhor dos mundos.”

O ponto de vista do investidor dinamarquês pode não ser o mesmo da população brasileira, que, reforça Lopreato, assistiu a uma melhor distribuição de renda e melhor nível de emprego, que está entre os mais baixos do mundo, além do maior número de bolsas de financiamento estudantil e de programas como o Ciência sem Fronteiras.

Em relação às críticas diretas à presidente Dilma Rousseff, de que ela estaria completamente perdida, o professor destaca que o governo realmente perdeu um pouco o rumo, devido à resistência que enfrentou com algumas medidas como as adotadas para favorecer a indústria, que exigiu mudanças nos juros, na questão tributária e no câmbio.

“Ela defendeu e ampliou a política de apoio ao setor industrial que veio do Lula, contrária a do FHC, e, principalmente quando reduziu a taxa de juros, causou frenesi. A gente não pode esquecer que, desde o final do período de alta inflação, nós temos como característica da economia brasileira um nível de rentabilidade das aplicações financeiras muito alto. 

Quando você mexe na taxa de juros, isso causa uma resistência muito grande. Ela comprou uma série de brigas e pagou caro para isso, perdeu algumas batalhas”, esclarece.
Isso fez com que o governo recuasse em alguns momentos, como na taxa de juros, na inflação e na questão tributária. Havia um rumo claro, destaca Lopreato, mas o governo teve que “dar um passo atrás”. 

“Quando ela mudou a trajetória da taxa de juros, ela perdeu um pouco o rumo, teve que ceder um pouco para atender demandas e, talvez, o foco que ela tinha muito claro, nesse último ano, está meio difuso.”
Sobre as críticas à realização da Copa e da Olimpíadas no Brasil - o dinamarquês falou em um desvio de recursos importantes para "coisas inúteis" -, Lopreato destaca que seria ingenuidade imaginar que se não tivéssemos a Copa os recursos iriam para educação e saúde. 

Ele explica ainda que um investimento maciço nos setores sociais, no entanto, seria o passo seguinte ao movimento de distribuição de renda iniciada no governo Lula.
“O problema não é a Copa. O que está em falta no Brasil é uma discussão mais consubstancial de um projeto de longo prazo, mas para fazer isso depende de consolidação de interesses mínimos, o que, no Brasil, é difícil, porque cada um puxa para um lado. 

O último movimento de planejamento estratégico em regime democrático foi com Juscelino. Depois disso, tivemos alguns momentos como o milagre econômico, mas foi da Ditadura, né? Tivemos um proposta na época de Fernando Henrique, que era de reforma, não tinha grandes planejamentos de longo prazo”, comentou.

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domingo, 25 de maio de 2014

Inflação corrói nova classe média

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Alta de preços reduz em R$ 73 bilhões consumo de brasileiros que subiram na pirâmide social

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Gabriela Valente (Email)
Publicado:
Postado às 16h15m


Catia Soares, com as duas filhas (Beatriz, de branco, e Isabela, de azul) precisou adequar os hábitos de consumo: criou o ‘dia da carne’ e o ‘dia da fruta’
Foto: Guito Moreto / O GLOBO
Catia Soares, com as duas filhas (Beatriz, de branco, e Isabela, de azul) precisou adequar os hábitos de consumo: criou o ‘dia da carne’ e o ‘dia da fruta’ Guito Moreto / O GLOBO
BRASÍLIA e RIO - A escalada da inflação atinge de forma perversa a parcela da população brasileira que ascendeu para a classe C e passou a consumir produtos e serviços antes inatingíveis. O dragão abocanhou R$ 73,4 bilhões desse grupo nos últimos 12 meses, segundo estudo do Instituto Data Popular, feito a pedido do GLOBO. 

A classe C movimenta cerca de R$ 1,17 trilhão por ano, calcula o instituto. Nos últimos 12 meses, a inflação acumula alta de 6,28%, pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A mordida no orçamento só não foi mais doída porque a renda da classe C continuou a subir. 

No entanto, ainda em fase de expansão, a nova classe média já está dividida. Boa parte se encontra em uma “zona de rebaixamento” e corre o risco de voltar à classe D por causa das condições da economia brasileira: combinação de inflação persistente e juros altos.

Segundo uma estimativa construída pela corretora Gradual, dos 108 milhões de pessoas da classe C, cerca de 10 milhões estariam na fronteira da classe D e seriam mais vulneráveis a um rebaixamento. 

Elas ascenderam à classe média (grupo que, segundo os critérios da Data Popular, tem renda familiar de R$ 1.216 a R$ 4.256) com o aumento dos ganhos salariais no passado, mas ainda têm renda errante que pode diminuir ao sabor do quadro econômico.

— O dilema na mesa do Banco Central é se deve controlar a inflação de serviços, que atualmente roda em 8,99%, por meio de uma elevação da taxa básica de juros a tal patamar que jogaria a nova classe C de volta ao subconsumo da classe D (com o aumento do juro, o crédito fica mais caro) — explica o economista-chefe da Gradual, André Perfeito.

Na visão de Perfeito, o governo tem gasto além da conta e isso coloca combustível na inflação, que prejudica não apenas a classe média, mas principalmente os mais pobres.
O presidente do Data Popular, Renato Meirelles, acrescenta que o debate tem de ser ainda mais amplo: a melhoria de vida da população passa necessariamente por aumento da produtividade e de investimentos.

— Não dá para ficar apenas na corda bamba de segurar a demanda num país que tem demandas tão reprimidas como o Brasil — afirma Meirelles.

A assistente social carioca Cátia Soares de Sant'Anna trabalha em Angra dos Reis de segunda a quarta. As filhas ficam sob o cuidado da mãe dela no Rio. Desde o ano passado, diz que sentiu os preços subirem e alterou hábitos de consumo.

— Antes eu fazia compras num mercado e só me preocupava com o produto. Hoje me preocupo com o valor. Compras, só no "dia da carne" ou no "dia da fruta". Vestuário também é preciso pesquisar. Não tem outra saída, tenho que planejar o que fazer com o salário — conta.

E esse planejamento incluiu o lazer das filhas: evitar ao máximo gastar fora de casa é uma regra. Se a família sai, o lanche vai preparado na bolsa. Cátia tem renda de R$ 1.335 — era de R$ 7 mil até 2012, quando se separou e perdeu o emprego.

Vaudiram Mendes Novais ganhava cerca de R$ 1.600 como garçom. Precisou sair do emprego e passar um tempo com a família na Bahia. Quando voltou para Brasília, não achou mais vaga em bares e restaurantes com o mesmo rendimento. Resolveu trabalhar como vendedor no quiosque de livros do cunhado e o salário caiu para R$ 1.200.

— No supermercado, já senti o aumento dos preços e com a queda do meu salário cortei o supérfluo, como doces e biscoitos, e fiquei com o necessário: arroz, feijão e carne. E consegui baixar a conta do mercado de R$ 300 para R$ 200.

70% acreditam que preços subirão
Vaudiram não é o único que teve de ajustar as compras ao limite do orçamento. De acordo com o levantamento do Data Popular, 85% dos brasileiros acham que não conseguem ter mais o que adquiriam no passado com os mesmos recursos. Além de comprar menos, a pesquisa de preço voltou a ser tendência para os consumidores.

— O brasileiro está mais criterioso e pesquisa mais preços na hora de comprar e isso não é só a classe C, é geral — diz Renato Meirelles.
Segundo o Instituto Data Popular, 70% dos brasileiros apostam que os preços aumentarão ainda mais em 2014. E duas em cada três pessoas acham que não está fácil pagar as contas.

Rochelle Matos é uma delas. Até melhorou de vida no último ano. Deixou de ser caixa de supermercado para vender artigos esportivos. O salário saltou de R$ 1.108 para cerca de R$ 1.500. O dinheiro, entretanto, parece estar mais curto. 

Na hora de listar o que deixou de comprar, ela dispara sem nenhuma dúvida:
— Roupa e sapato! — conta antes de dar uma boa risada. — Isso era uma coisa que eu comprava muito mais antes.

Já na família da recepcionista Kelly Lucy Pimenta, o corte no orçamento foi carnívoro. Ela, o irmão gari, a irmã manicure e a mãe podóloga tiraram a picanha do fim de semana da lista de compras. O contrafilé também desapareceu da geladeira. E sonhos de consumo foram adiados.

— Queria trocar de celular e comprar um tablet, mas só Deus sabe quando.
Kelly está entre os 54% da população do país que fazem parte da classe média, segundo os critérios do Instituto Data Popular. Mesmo com os brasileiros que estão na zona de rebaixamento, a projeção é que essa camada da população aumente e chegue a 58% em 2023, ou seja, 125 milhões de pessoas.

— Só que para caber mais gente no andar de cima da pirâmide social será preciso investir e estancar o processo inflacionário estrutural em curso— arremata o economista André Perfeito.

* Colaboraram Clarice Spitz e Luciano Abreu