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quarta-feira, 26 de março de 2014

Câmara aprova Marco Civil da Internet e projeto segue para o Senado

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Para facilitar e agilizar a votação, PMDB retirou todos os destaques apresentados ao texto

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BRASÍLIA - Depois de mais de três anos de discussão no Legislativo, a Câmara aprovou na noite de ontem o projeto do Marco Civil da Internet. 

Por acordo entre os partidos governistas e de oposição, foram mantidos dispositivos que preveem a chamada neutralidade da rede e que desobrigam as grandes multinacionais da internet de manterem data centers no Brasil. 

O texto agora segue para o Senado, com urgência constitucional, ou seja, em 45 dias passa a trancar a pauta se não for votado. 

O objetivo da presidente Dilma Rousseff é apresentar a nova lei, já sancionada, no encontro internacional sobre governança da internet que ocorrerá no fim de abril, em São Paulo. O relator, Alessandro Molon, nega que as alterações feitas tenham prejudicado o teor final do Marco Civil.

— Não há no projeto nenhum recuo em relação aos pontos iniciais do governo. Houve só avanços e vitórias da sociedade brasileira. A neutralidade da rede, a liberdade de expressão e a privacidade do usuário estão integralmente preservadas. O governo federal sai daqui com um gol de placa — festejou Molon.

Mudança sobre data centers facilita acordo
Após atravessar no início do mês um grave crise política na base aliada, o governo atuou fortemente nas últimas semanas para garantir a aprovação da matéria que havia sido apresentada em 2011. 

Deputados aliados dizem que, entre quinta e sexta-feira, houve liberação de emendas parlamentares e acertos de nomeações de indicados em cargos da máquina federal. Mas o acordo começou a ser costurado de fato há duas semanas com a retirada da regra que obrigava a instalação dos data centers em solo nacional. 

Essa era a principal resposta da presidente Dilma Rousseff à espionagem americana sobre o governo brasileiro revelada pelo GLOBO, mas a ampla maioria dos deputados da base e da oposição eram contrários à proposta, que implicaria em um elevado gasto para empresas como Google e Facebook.

No caso dos data centers, o governo cedeu acordando que os dados podem ser armazenados no exterior, mas fez questão de marcar posição, obrigando essas empresas a “obedecer a legislação brasileira”. A preocupação central é que os provedores de conteúdo não possam se negar a colaborar com a Justiça brasileira, alegando que os dados são de responsabilidade de sua matriz.

Outro ponto que envolvia grandes interesses corporativos era o que tratava da neutralidade da rede. As grandes empresas de telefonia eram contra a proposta, alegando que ela inviabilizava a criação de pacotes alternativos de internet. Nesse aspecto, no entanto, o relator não abriu mão e a neutralidade foi mantida. 

Como o maior partido aliado do governo, o PMDB, era inicialmente contra a proposta, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo negociou um acordo na semana passada e aceitou uma emenda do líder peemedebista Eduardo Cunha que pouco alterava o conteúdo, mas viabilizava a manutenção do espírito do texto.

Originalmente, o texto previa que os únicos casos em que a neutralidade não seria seguida ficariam definidos por decreto presidencial. Tanto Cunha quanto a oposição alardeavam que isso permitiria à presidente alterar a regra a seu bel-prazer. 

Assim, a nova redação determinou que essas exceções sejam feitas de acordo com o artigo 84, inciso IV da Constituição, definindo que essa regulamentação só ocorrerá para “fiel cumprimento da lei”. 

Pelo novo texto, tanto a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) quanto o Comitê Gestor da Internet (CGI) precisam ser ouvidos para a definição desses casos. Na prática, o ministro da Justiça considera que isso não alterou o conteúdo da neutralidade da rede.

Desde a tarde de ontem o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), já tinha segurança de que o texto seria aprovado. Durante a votação, Alves comemorou o fato de a votação ter ocorrido quase por unanimidade.
— Essa Casa não é do enfrentamento, tanto que discutiu este tema à exaustão. Provamos que pelo convencimento esta Casa tem o seu melhor desempenho — disse Alves.

O PPS foi o único partido a encaminhar contra o Marco Civil. O líder do partido na Casa, Rubens Bueno, criticou exatamente o formato final do texto sobre a neutralidade:
— Hoje, estamos com neutralidade absoluta e estamos deixando nas mãos da presidente — disse o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), vaiado pelas galerias.

“Blocão” apoia o governo
No início da tarde, o chamado “blocão”, que reúne quatro partidos da base aliada e que se mantinha contra a proposta, se reuniu e fechou apoio ao texto acordado com o governo. O entendimento foi de o PMDB retirar todos os destaques que havia apresentado ao parecer de Molon. O líder Eduardo Cunha ajudou a fechar o texto e acertou com os partidos do blocão o apoio ao parecer. 

Como porta-voz do grupo, o líder do PSC, André Moura (SE), disse que o governo havia recuado em relação à neutralidade e aos data centers e que, por isso, votariam a favor.

— Fechamos acordo em relação a todo o Marco Civil, depois que houve recuo do governo no caso dos data centers e do decreto (no caso da neutralidade). O governo recuou e atendeu nossos pleitos — disse o líder André Moura.
Mais tarde, Eduardo Cunha reuniu sua bancada e unificou o discurso a favor do projeto. 

Na véspera, Cunha já tinha apostado na aprovação, mas politicamente precisava tornar sua posição oficial dentro da bancada. Até poucas horas antes do início da votação, o PMDB e parte da oposição avisaram que iriam tentar derrubar o artigo 20 na votação do projeto — que prevê que o provedor só será processado civilmente por danos decorrentes do conteúdo publicado depois de ordem judicial neste sentido.

O líder Eduardo Cunha queria que o provedor fosse responsabilizado a partir da notificação judicial, alegando que este direito já está previsto no Código Civil. Mas após o chamado “blocão” e a oposição se dividirem, a decisão foi pela manutenção do texto original. O líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE), disse que apoiava o texto do governo sobre o artigo 20.

— Concordamos em votar o texto, porque o governo retirou a palavra decreto e estreitou o espaço para a presidente atuar, tendo que ouvir o Comitê Gestor e a Agência Nacional de Telecomunicações. E somos a favor do texto do governo sobre artigo 20 — disse Mendonça Filho.

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Para especialistas, Marco Civil da Internet combina liberdade e regulação equilibrada.


Brasil passa a ser vanguarda na defesa dos direitos dos internautas
Publicado:Atualizado:

Ronaldo Lemos, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS) Foto: Ana Branco / O Globo
Ronaldo Lemos, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS) Ana Branco / O Globo


RIO - Especialistas ouvidos pelo GLOBO afirmam que o texto do Marco Civil da Internet, aprovado na terça-feira no Congresso, oferece uma oportunidade de regular a internet de maneira equilibrada, mesmo com modificações. 

Na verdade, o que o texto garante é que não haja mudança significativa na vida dos internautas. De acordo com o advogado Ronaldo Lemos, um dos diretores do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS), no Rio, e colaborador de primeira hora na redação do projeto, a primeira versão do texto era mais firme.

— Mas é claro que, de lá para cá, ele entrou na vida política do Congresso, e foram feitas mudanças para obter apoio. No entanto, considero que o texto atual ainda é positivo e favorece a neutralidade da rede — diz Lemos. — Ele impedirá coisas como a Netflix pagando a Comcast nos EUA para ter conexão privilegiada. Isso, sim, fere de frente a neutralidade, que já não existe por lá.
Segundo Lemos, o fim da obrigatoriedade de guarda de dados em servidores locais é bem-vindo no projeto.
— A obrigatoriedade criaria mais um custo para as empresas e poderia afastar novos empreendedores, atrapalhando a inovação no país.

O dever de um marco civil para a grande rede é livrá-la de distorções futuras. É o que indica Joe McNamee, diretor executivo da European Digital Rights (Edri), organização não governamental que defende direitos civis na internet.

— Sem a garantia da neutralidade, se você quer pôr algo on-line, nem todo mundo poderá ver esse conteúdo numa realidade em que os grandes players podem obter acesso privilegiado via grandes provedores — afirma McNamee.

Para o advogado Renato Opice Blum, especializado em Direito Digital, embora o texto do Marco Civil esteja correto no geral, parte dele já constava da Lei Geral de Telecomunicações, por exemplo.

— Mas na neutralidade considero que ele oferece um equilíbrio — diz. — Já o fim da obrigatoriedade da guarda de dados aqui é um alívio, porque não se justifica a ideia, dada a própria arquitetura da internet.

Celeridade na tramitação
O sociólogo Sérgio Amadeu da Silveira, representante da sociedade civil no Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), destaca que a aprovação do Marco Civil coloca o país na vanguarda na defesa dos direitos dos internautas. 

Em outros países, quando se discutem marcos legais para a rede, normalmente é no sentido de criminalizar o usuário, em vez de protegê-lo.

Partícipe dos debates desde o início, o especialista é crítico das emendas que foram sendo colocadas no texto original e pede por celeridade na tramitação do projeto, pois, com a aproximação do período eleitoral, as operadoras podem aumentar o poder de influência entre os congressistas.

— O texto foi piorando ao longo do tempo, mas ainda é aceitável — afirma.
Para o advogado Daniel Pitanga, especialista em Direito Digital, a aprovação do Marco Civil é apenas o primeiro passo no sentido de uma ordenação legal da internet no país. 

Ele destaca o artigo 20, que trata da retirada de conteúdos do ar. Além de criar exceções, o texto não trata de questões de direitos autorais, que serão reguladas por legislação específica.

Patricia Queiroz, professora de Direito da Faculdade Mackenzie, comemora a aprovação, mas lembra a necessidade de o internauta se informar.

— Você tem direitos e deveres, mas deve conhecê-los. A lei garante a privacidade dos dados dos internautas, mas quem lê os termos dos serviços de internet?

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Imagens de satélite da França identificam 122 possíveis objetos do voo 370


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Destroços foram localizados no sul do Oceano Índico
KUALA LUMPUR — Mais de 122 novos objetos que poderiam ser do voo desaparecido da Malaysia Airlines foram identificados por um satélite francês, informou nesta quarta-feira o ministro dos Transportes malaio, Hishammuddin Hussein. 

As imagens, capturadas em 23 de março, mostram objetos de até 23 metros de comprimento flutuando no sul do Oceano Índico, cerca de 2.557 quilômetros da cidade australiana de Perth. Alguns deles são possivelmente de material sólido e brilhantes.

As buscas da aeronave foram retomadas nesta quarta-feira com a ajuda de uma dúzia de aeronaves da Austrália, Estados Unidos, China, Japão e Coreia do Sul. O mau tempo de terça-feira obrigou a suspensão da operação. O Voo MH370 de Kuala Lumpur a Pequim desapareceu em 8 de março, com 239 pessoas a bordo.

O primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, confirmou esta semana que a aeronave havia caído no sul do Oceano Índico. Citando análises de dados de satélite da empresa britânica Inmarsat, ele disse que não havia dúvida de que o Boeing 777 caiu em um dos lugares mais remotos da Terra, admitindo que provavelmente não havia sobreviventes.

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Chefe da Malaysia Airlines diz à BBC que empresa não esconde nada sobre voo


Em entrevista à BBC, Ahmad Jauhari Yahya descartou deixar o cargo por ora pois 'há coisas a serem feitas' após sumiço do MH370.



25/03/2014 13h05 - Atualizado em 25/03/2014 13h20
Postado em 26 de março de 2014 às 07h45
BBC
O CEO da Malaysia Airlines disse à BBC que tem certeza que o voo MH370 está desaparecido (Foto: BBC/Reprodução)
O CEO da Malaysia Airlines disse à BBC que tem certeza que o voo MH370 está desaparecido (Foto: BBC/Reprodução)

vale este mapa malásia MH370 atualiza 24/3   (Foto: Arte G1)
O presidente da Malaysia Airlines, companhia aérea do voo MH370 que desapareceu na Ásia em 8 de março com 239 pessoas a bordo, disse em entrevista exclusiva à BBC que a empresa "não está escondendo nada" sobre o voo e que seu possível afastamento do cargo é uma "decisão pessoal" que será decidida "depois".

Ahmad Jauhari Yahya disse que não deixará o cargo agora pois 'há coisas a serem feitas' e q ualificou de injustas as dúvidas levantadas por familiares dos passageiros de que as autoridades malaias, e ele próprio, não estão divulgando todas as informações sobre o desaparecimento.

"Nós estamos fazendo tudo que podemos, dentro das nossas possibilidade, para ajudá-los", disse, se referindo aos parentes dos passageiros.
E ressaltou: "É importante lembrar que em incidentes como esse há sempre pistas, e nesse caso, não tivemos nenhuma até, provavelmente, a noite passada (segunda-feira)".

Buscas suspensas
Em coletiva realizada na segunda-feira, o primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, disse que uma análise de dados de satélite confirma que o avião da Malaysia Airlines caiu em águas remotas do Oceano Índico, no oeste da Austrália.

"É com grande tristeza e pesar que eu tenho que informar a vocês que, de acordo com novos dados, o voo MH370 chegou a seu fim no sul do Oceano Índico", disse Razak.

O pronunciamento foi feito cinco dias depois terem sido iniciadas buscas na região. "É uma localização remota, longe de qualquer lugar possível de aterrissar", explicou o primeiro-ministro.

Nesta terça-feira (25), as buscas pelo avião da Malaysia Airlines no Oceano Índico foram suspensas devido ao mau tempo.
A Autoridade de Segurança Marítima na Austrália (Amsa, na sigla em inglês), que está comandando as buscas, disse que fortes ventos e chuva impedem aviões de voar com segurança.

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Entenda como são feitas as buscas pelo avião da Malaysia Airlines


Ao menos 26 países participam de rastreamento no Oceano Índico.
Aviões, navios, submarinos e satélites apoiam trabalho a oeste da Austrália.


25/03/2014 17h14 - Atualizado em 25/03/2014 17h16
Postado em 26 de maeço de 2014 às 07h45m
Do G1, em São Paulo
Ao menos 26 países se mobilizaram nas buscas pelo Boeing da Malaysia Airlines que desapareceu no dia 8 com 239 pessoas a bordo. Nesta segunda-feira (24), o governo da Malásia afirmou que o avião caiu no sul do Oceano Índico, a 2.500 km a sudoeste de Perth, a grande cidade da costa oeste australiana, um dos lugares mais inóspitos do mundo.

A posição exata onde o avião teria caído ainda é uma dúvida. A queda na região foi concluída por causa de registros de satélites da Inglaterra que confirmaram um último sinal recebido pelo avião nessas imediações, que uma hora depois não existia mais.

Imagens de satélite da França, da China e da Austrália registradas nos últimos dias levantaram indícios de que possíveis destroços do voo MH370 poderiam estar flutuando pelo sul do Oceano Índico. Mas, até o momento, equipes de resgate não tiveram êxito em encontrar sinais definitivos da aeronave.

Nesta segunda-feira, uma aeronave australiana, envolvida nas buscas, avistou dois novos objetos. Um deles era circular e de cor verde acinzentada. O segundo, laranja e retangular.

Agora, os trabalhos de busca estão sendo coordenados pela Austrália, que é o país mais próximo da última posição conhecida do avião, em conjunto com autoridades da Malásia e da China. As área de buscas têm cerca de 2,97 milhões de milhas quadradas - uma área quase do tamanho dos Estados Unidos. 


Consultado pelo G1, o oceanógrafo David Zee, que é professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), estima que a profundidade na região de buscas seja de cerca de 1.500 metros.

Nesta terça-feira (25), as buscas foram interompidas devido ao mau tempo na região, afetada por fortes ventos e ondas gigantes, informou a Autoridade Australiana de Segurança Marítima (AMSA, na sigla em inglês). As circunstâncias climáticas são perigosas para qualquer atividade de busca, visto que não há nenhum lugar próximo onde os aviões podem pousar.


Veja o que está sendo usados nas buscas:

P-3AM Orion, avião que será utilizado no patrulhamento da região do pré-sal (Foto: Divulgação/FAB)
P-3AM Orion (Foto: Divulgação/FAB)

Aeronaves
Ao menos 10 aeronaves de reconhecimento, com militares, e também outros modelos, equipados com sensores termais, estão no local à procura dos destroços.

Quatro aviões civis de pequeno porte da região também estão na área. Austrália, Nova Zelândia, Inglaterra, Estados Unidos e Japão mandaram aviões de modelos semelhantes ao P3 Orion, que é dotado de radares e equipamentos eletro-ópticos.

O mesmo modelo de avião é usado pela Força Aérea Brasileira para as buscas de um avião que desapareceu no Pará e também para patrulhar a costa do país na proteção do pré-sal.


Foi um P3 Orion da Força Aérea Real da Nova Zelândia que localizou peças que poderiam ser do avião nesta segunda-feira (24).  O avião tem capacidade de longo alcance – podendo voar por até 16 horas em patrulhas marítimas - e é perfeito para este tipo de busca, segundo especialistas. Seus sofisticados sensores conseguem captar dados a até 304 metros de profundidade.
Avião da Força Aérea chinesa deve se juntar às buscas pelo voo que desapareceu. (Foto: Jason Reed/Reuters)
Avião da Força Aérea chinesa apoia os trabalhos
(Foto: Jason Reed/Reuters)

Os EUA mandaram também um P8 Poseidon, recém-adquirido ao arsenal da marinha americana e que possui um alcance de até 12 mil metros, divulgou o governo norte-americano.
A aeronave fará durante as buscas, no entanto, voos curtos visuais a uma distância máxima de até 1.524 metros, em zigue-zague no Oceano e a baixa velocidade e altitude. O objetivo é permitir que os militares possam observar no mar se há alguma peça do avião.

Já a Força Aérea chinesa enviou dois aviões Ilyushin Il-76. Com quatro turbinas e de médio alcance, é um avião de transporte militar que tem equipamentos de transferência de informações, que poderiam ser úteis caso algo concreto seja retirado do mar.

Aeronave australiana procura por destroços do avião da Malasyian Airlines (Foto: Richard Wainwright/Pool/Reuters)
Aeronave australiana procura por destroços
(Foto: Richard Wainwright/Pool/Reuters)

vale este mapa malásia MH370 atualiza 24/3   (Foto: Arte G1)

Navios

O navio australiano HMAS Success está perto e é possível que recolha os objetos avistados em breve, segundo o ministro malaio dos Transportes, Hishamuddin Hussein. A embarcação está equipada com um guindaste, o que permite enganchar e rebocar destroços de grande envergadura.

A China enviou sete barcos, entre eles um quebrador de gelo que atua na Antártica. Outros dois navios mercantes, um deles britânico, que estavam passando pela rota, foram chamados para apoiar nas buscas.


A Marinha britânica também despachou para a região o navio de patrulha costeira HMS Echo, que opera desde 2002 e é equipado com submarinos e coleta de material oceanográfico, podendo oferecer apoio de perícia e análises químicas, em caso de necessidade.

A 7ª Frota da Marinha dos EUA enviou também embarcações e navios sofisticados de buscas, que ainda estão a caminho do local, segundo a agência Reuters. O porta-voz da 7º frota, comandante William J. Marks, afirma que um dos navios possui o sistema "TPL-25 Towed Pinger Locator System", sistema que pode ser jogado no mar para localizar os sensores das caixas-pretas a até 6.096 metros de profundidade, segundo a emissora de TV CNN.

Satélites
Imagens de satélites da China, França e Estados Unidos estão sendo usadas para rastrear possíveis destroços. É atribuído ao modelo de observação terreste “Gaofen-1” a identificação das últimas imagens que apontam destroços a sudoeste da Austrália. Um satélite comercial australiano também está direcionado para apoiar possíveis objetos no Oceano Índico.

A NASA também divulgou que está solicitando de um satélite que possui câmeras operadas a partir da Estação Espacial Internacional o envio de imagens em boa resolução para tentar identificar objetos nas profundezas do Oceano Índico.

Especialistas alemães querem buscar avião malaio com minisubmarino (Foto: Reprodução/Geomar.de)
Especialistas alemães querem buscar avião malaio
com minisubmarino (Foto: Reprodução/Geomar.de)

Submarinos
Um grupo de especialistas do Instituto Helmholtz de Oceanografia de Kiel, no norte da Alemanha, ofereceu o minissubmarino não-tripulado "Abyss”, um dos três submarinos que existem no mundo em condições de realizar buscas a três mil metros de profundidade.

Outros dois modelos norte-americanos, que participaram das buscas do Airbus da Air France, que caiu no Oceano Atlântico em 2009, também participarão do trabalho conjunto quando o avião for localizado.

A Malásia pediu aos Estados Unidos que forneçam a tecnologia de vigilância submarina para ajudar nas buscas, anunciou o Pentágono, que ainda avalia os equipamentos que irá enviar.


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