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domingo, 25 de março de 2012

Para conter vazamentos, país precisa de banco de dados com ‘DNA do petróleo’

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Especialistas afirmam que medida é essencial para agilizar a identificação dos responsáveis.


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Técnico Carlos Filipe Santos faz testes com petróleo no Laboratório de Estratigrafia e Química e Geoquímica Orgânica da Uerj
Foto: Marcos Tristão / O Globo
Técnico Carlos Filipe Santos faz testes com petróleo no Laboratório de Estratigrafia e Química e Geoquímica Orgânica da Uerj Marcos Tristão / O Globo
|^|!"!|^| RIO — Diante do novo vazamento de petróleo da gigante americana Chevron e do ritmo acelerado de exploração de petróleo em alto-mar no país previsto para os próximos anos com o pré-sal, especialistas alertam que o Brasil precisa com urgência criar um banco de dados que identifique o "DNA" dos óleos produzidos nos campos do país. Segundo técnicos e pesquisadores do setor de petróleo e gás, a medida é essencial para agilizar a identificação dos responsáveis por acidentes.


As características básicas da formação de um reservatório de óleo — tipos de rocha, sedimento, matéria orgânica, além de condições de tempo, temperatura e pressão — são tão particulares quanto uma impressão digital ou o DNA, afirma o coordenador do Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (Lamce) da Coppe/UFRJ, o engenheiro Luiz Landau. Assim, é possível determinar se uma amostra veio do campo de uma petrolífera ou de outra, fazendo com que a empresa responsável pelo vazamento seja acionada mais rapidamente para tomar medidas de contenção do derramamento e recolhimento do óleo.
— Com isso, acabaria o mistério sobre as chamadas manchas órfãs — diz ele, referindo-se à classificação dada pelo setor às manchas provocadas por vazamentos de óleo sem autoria comprovada.


O vazamento da Chevron de novembro, inicialmente, foi considerado mancha órfã, identificada pela Petrobras entre os campos de Frade e Roncador. Só dois dias após o início do derramamento, no dia 9, a empresa comunicou oficialmente sua responsabilidade e iniciou procedimentos de segurança.


A Chevron afirma que o petróleo que tem vazado, este mês, nas águas da Bacia de Campos não veio do mesmo poço do acidente do fim do ano passado. Para embasar isso, segundo comunicado emitido na quarta-feira, a empresa alegou que uma análise feita pelo Ipex, laboratório do grupo HRT Oil & Gas, e revisada por seus próprios técnicos, atestava que as origens das amostras são diferentes.


Mas invocando um contrato de confidencialidade com a Chevron, o Ipex não deu informações sobre o material analisado para a petrolífera nem quis explicar os procedimentos e parâmetros que adota para as análises. A Chevron alegou que o estudo está na fase final de elaboração e não pode fornecer detalhes.


Nova medida pode culpar petroleira
Para Luiz Landau, da Coppe-UFRJ, o banco de dados brasileiro deve ser centralizado e conter a “assinatura química” do óleo de cada poço:
— As companhias possuem bancos de dados porque interessa comercialmente. A informação sobre a composição de petróleo e sua relação com outras tem um valor estratégico para a definição de atividades de exploração.


Geólogo e coordenador do Laboratório de Estratigrafia Química e Geoquímica Orgânica da Uerj, Egberto Pereira diz que um banco de dados abrangente e mais acessível à sociedade do que os atuais — restritos às empresas de petróleo — também é fundamental para culpar ou inocentar uma companhia.
— Se um navio deixa vazar uma quantidade de petróleo e ela não bate com o de nenhum campo, teremos a certeza de que não se trata de óleo extraído do Brasil. Pode ser da Costa da África, do Golfo do México — exemplifica.


A análise do óleo produzido nos poços do país é feita, basicamente, por três métodos, com crescentes graus de complexidade e confiabilidade: análise isotópica (em que se avalia a presença de carbono-12 e carbono-13, que são as variações naturais e estáveis do elemento), cromatografia (em que se faz uma análise geral das substâncias presentes na amostra) e análise de biomarcadores (compostos orgânicos que ocorrem em petróleo, extratos de rochas ou sedimentos).


Informações sigilosas por até dez anos
Os aparelhos necessários, segundo Pereira, professor da Uerj, custam entre US$ 500 mil e US$ 1,5 milhão cada. Na maioria das vez, diz ele, precisam ser importados:
— Nada que esteja fora do alcance dos acadêmicos, considerando as atuais verbas de fomento à pesquisa.
Ao mesmo tempo em que pode determinar de onde veio uma amostra de óleo, a análise do seu perfil químico oferece indícios importantes sobre o possível valor do material no reservatório — o tempo de maturação do óleo, se é mais leve ou mais pesado. Por isso, são informações estratégicas para a exploração, sobre as quais as concessionárias mantêm direitos de sigilo de até dez anos, dependendo do tipo — o que é previsto na portaria 188 da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que estabelece regras para a coleta das informações.


— Na indústria do petróleo, quem quer ter dados relevantes para trabalhar, seja no que for, tem que colocar a mão no bolso — afirma um engenheiro químico com mais de 20 anos de experiência no setor de petróleo e gás. — Para os pesquisadores e pessoas em geral, são liberados gratuitamente dados pouco relevantes ou ultrapassados, que certamente não se aplicam a avaliar, por exemplo, responsabilidades em vazamentos.


As empresas normalmente possuem bancos de análises dos óleos dos poços em que operam, que podem ser requisitados pela ANP. Desde 2000, a agência, que regula o setor e herdou as informações do PetroBank Master Data Store, da Petrobras, obtidas ao longo de seu período de monopólio, opera o Banco de Dados de Exploração e Produção (BDEP). Nele as empresas que operam no país depositam diferentes dados sobre os reservatórios. Hoje, o BDEP acumula 3,12 petabytes de informações.


Os dados são vendidos em pacotes para clientes regulares, que vão de R$ 30 mil (dados de 46 poços) a R$ 430 mil (300 poços) por ano. Há ainda uma listagem com oito serviços de dados adicionais para estes pacotes, variando de R$ 320 a R$ 1.150, e de 12 serviços para clientes eventuais, de R$ 580 a R$ 1.550. O site lista 39 clientes, incluindo muitas das principais empresas nacionais e internacionais do setor — exceto a Chevron.


Superintendente de Dados Técnicos da ANP e coordenador do BDEP, Sérgio Henrique Almeida diz que o sistema não foca em utilizações. No site do BDEP, no entanto, a missão descrita na página de abertura é “receber, armazenar, gerenciar e disponibilizar dados e informações visando o fomento das atividades de E&P (Exploração e Produção) no país”.


— Há dados sobre os perfis geoquímicos dos óleos de alguns poços, mas o BDEP congrega principalmente informações sobre as bacias sedimentares — diz Almeida.
De acordo com a ANP, a criação de um sistema desse tipo teria de ser avaliada pelo governo federal, via Ministério das Minas e Energia (MME). Até o fechamento da edição, o ministério não havia respondido se tem intenção de criar um banco de dados nestes moldes.

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Dilma viaja neste domingo para reunião com Brics na Índia

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Crescimento, ambiente e segurança serão temas do encontro de emergentes.
Com Temer no exterior, Marco Maia assumirá Presidência por três dias.


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25/03/2012 07h00- Atualizado em 25/03/2012 07h00
Atualizado em 25/03/2012 -- 08h 25
Priscilla MendesDo G1, em Brasília

Dilma Rousseff conversa com o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, durante reunião com líderes do Brics, em novembro, na França (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
Dilma Rousseff conversa com o primeiro-ministro
da Índia, Manmohan Singh, durante reunião com
líderes do Brics, em novembro, na França
(Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

[|//:-:\\|] A presidente Dilma Rousseff embarcará neste domingo (25) a Nova Déli, capital da Índia, onde participa da 4ª reunião dos Brics – grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
O encontro da cúpula, marcado para quinta-feira (29), será pautado principalmente pelos efeitos da crise econômica internacional nos países emergentes e pela criação de um banco único de desenvolvimento dos Brics.


Além de economia, os líderes deverão debater formas de estimular o crescimento sustentável, meio ambiente e temas de paz e segurança global. Dilma deverá levar à pauta a conferência ambiental Rio+20 – a ser realizada em junho, no Rio de Janeiro – e negociar bolsas de estudos para o programa Ciência sem Fronteiras, que incentiva brasileiros a estudarem no exterior.


De acordo com a subsecretária-geral de política do Itamaraty, Maria Edileuza Fontenele Reis, a cúpula irá avaliar a atuação dos Brics no Conselho de Segurança da ONU. Segundo a embaixadora, haverá a condenação da onda de violência no Oriente Médio e no norte da África.


Dilma deixará o Brasil neste domingo, mas só chegará a Nova Déli na terça-feira (27) pela manhã. Até quarta-feira (28) à noite, quando participará de um jantar oferecido pelo primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, a presidente não terá agenda oficial.


Na sexta (30), Dilma será recebida pela presidente da Índia, Pratibha Patil, e pelo primeiro-ministro. Haverá cerimônia de assinatura de atos bilaterais entre os países.


Segundo a embaixadora, devem ser assinados vários acordos de cooperação técnica em meio ambiente, cultura, promoção da igualdade de gênero e avanços na área científica e tecnológica. Até 2015, serão US$ 15 milhões em transações comerciais entre os dois países, afirmou a embaixadora do Itamaraty.


A presidente poderá se reunir com lideranças empresariais indianas e com o líder da oposição do país. Outros encontros bilaterais com chefes de estado também poderão ocorrer, mas não foram confirmados até o momento. A volta ao Brasil está prevista para sábado (31).


Presidente interino
Durante parte da estada de Dilma na Índia, o vice-presidente, Michel Temer, também estará no exterior, na Coreia do Sul. Assim, quem assumirá interinamente a presidência do país será o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS). Esta é a terceira vez que o petista assume o cargo mais alto da República.



A Constituição Federal estabelece que, em caso de ausência do presidente da República, assumirá o vice. Se os dois estiverem ausentes, o cargo deve ser ocupado pelo presidente da Câmara. O quarto na linha sucessória é o presidente do Senado, seguido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal.


Coreia do Sul
O vice-presidente, Michel Temer, viajou nesta quinta-feira (22) a Seul, capital da Coreia do Sul, para participar da 2ª Cúpula sobre Segurança Física Nuclear. Durante o encontro, que ocorre na segunda (26) e terça-feira (27), o Brasil deverá reafirmar sua posição de que o uso da energia nuclear deve estar relacionado estritamente "à promoção do desarmamento e não-proliferação nucleares", segundo informou o Itamaraty.



A volta de Temer ao Brasil está prevista para a noite de quarta-feira (28), quando assumirá a Presidência.

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Cantor João Mineiro morre em Jundiaí

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Músico ganhou fama em sua primeira dupla, com Marciano, que durou até 1992.


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25 de março de 2012 | 2h 08

Edevaldo Figueiredo, do estadão.com.br
Texto atualizado às 03h36
Cantor sertanejo João Mineiro, de 76 anos - Reprodução
Reprodução
Cantor sertanejo João Mineiro, de 76 anos

[[**=**]] SÃO PAULO - O cantor sertanejo João Mineiro, de 76 anos, faleceu na noite de sábado, 24, após complicações decorrentes do diabetes, doença que ele já sofria há pelo menos 1 ano e meio. O artista estava internado na UTI do Hospital Paulo Sacramento, em Jundiaí, interior de São Paulo.


João Mineiro ganhou fama em sua primeira dupla, com Marciano, que durou até 1992, quando seguiu carreira junto com Mariano.


O velório começa as 07h00 da manhã deste domingo, 25, no velório municipal Adamastor Fernandes, no centro de Jundiaí.


O corpo seguirá a partir das 16h30, para a cidade natal do cantor, Andradas, no sul de Minas Gerais, próximo de Poços de Caldas, onde será sepultado na tarde de segunda-feira, 26. 

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