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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Irã lançará mísseis de longo alcance em exercício militar

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INTERNACIONAL --\\-- IRÃ

Teerã dá demonstração de força em momento de tensão renovada com Ocidente


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O Globo
Militares gritam slogans contra EUA e Israel, em foto divulgada pelo governo iraniano Foto: Reuters
Militares gritam slogans contra EUA e Israel, em foto divulgada pelo governo iraniano Reuters

#=-|:|-=# TEERÃ - Num momento de renovada tensão com o Ocidente, com ameaças recíprocas sobre o crucial Estreito de Ormuz, o Irã decidiu dar uma demonstração de força. Nesta sexta-feira, anunciou que, durante um exercício naval de rotina no sábado, vai testar também mísseis de longo alcance, alguns com capacidade para atingir Israel e bases americanas no Oriente Médio.


Nos últimos dias, EUA e Irã trocaram acusações sobre o estreito, considerado pelo próprio governo americano como a mais importante rota mundial do petróleo. Teerã diz que vai fechar o canal caso, por conta de seu programa nuclear, seja alvo de novoa sanções do Ocidente. Washington, por sua vez, disse que não vai aceitar uma interrupção na rota.


"A Marinha iraniana vai testar vários tipos de seus mísseis, incluindo os mísseis de longo alcance, no Golfo Pérsico no sábado", disse o almirante Mahmoud Mousavi, subcomandante da Marinha, citado pela agência de notícia estatal Fars.


EUA e Israel já disseram que não descartam uma ação militar contra o Irã se fracassarem os esforços diplomáticos para resolver a disputa sobre o programa nuclear, que Teerã afirma ter apenas fins pacíficos, mas que o Ocidente suspeita ser para construir um arsenal nuclear.


O Irã afirma que teria forte poder de retaliação se for atacado. No sábado, a República Islâmica iniciou um exercício naval de dez dias de duração.


"O lançamento de mísseis é a parte final do exercício naval", disse Mousavi. "A fase final do exercício é preparar a Marinha para confrontar o inimigo em situações de guerra."


O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico — e países produtores de petróleo como Bahrein, Kuwait, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos — ao Oceano Índico. O próprio Irã é o quarto maior produtor mundial de petróleo e depende da exportação do produto para obter 80% de suas divisas.


Um relatório da ONU indicando que o Irã realizou atividades relacionadas ao desenvolvimento de artefato nuclear levou ao debate de novas sanções, que desta vez poderiam atingir o petróleo e que enfureceram Teerã.


A União Europeia deve decidir em janeiro se boicotará o petróleo iraniano. E países como Japão e Coreia do Sul estão sob pressão americana para parar de comprar óleo do país. Assim, o governo americano espera forçar Teerã a paralisar seu programa nuclear.
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Em MS, grupo aposta R$ 10 mil em bilhete único na Mega-Sena da Virada

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Aposta máxima é de 15 números, e chance de acerto é de 1 para 10 mil.
Dona de lotérica diz que foi a primeira que computou aposta tão alta.


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Do G1 MS

Em MS, grupo aposta R$ 10 mil em bilhete único na Mega-Sena da Virada (Foto: Ademir Almeida/Arquivo Pessoal)Reprodução do comprovante foi editado para preservar a aposta (Fotos: Ademir Almeida/Reprodução e Hedio Frazan/O Progresso

Um grupo de 100 pessoas em Dourados, a 225 quilômetros de Campo Grande, registrou na última quarta-feira (28) uma aposta única no valor de R$ 10.010 na Mega-Sena da Virada. O bilhete de 15 números tem chance de acerto de 1 para 10 mil, segundo a Caixa Econômica Federal. Com uma aposta simples, de seis números, as chances de ganhar seriam de 50 milhões para um.
    O idealizador do bolão, o fotógrafo Ademir de Almeida, de 33 anos, conta que teve a ideia no ano passado, quando organizava uma aposta coletiva entre os funcionários da empresa onde trabalhava. “Eu sempre organizava o bolão na empresa, mas sempre fazíamos várias apostas de seis números, então pensei que fazer a maior aposta possível, com 15 números, apesar de muito mais cara, matematicamente aumenta nossas chances de ganhar”, explica.


    Almeida começou a divulgar a ideia no dia 5 de dezembro, e em pouco mais de duas semanas, fechou o grupo. Cada pessoa investiu R$ 100 na aposta. O bilhete original foi guardado em um local secreto e muito bem guardado, diz o fotógrafo. "Apenas dez pessoas sabem onde está", afirma.


    Segundo a proprietária da lotérica, Iria Rodrigues de Lima, é a primeira vez que registra uma aposta desse valor. “Eu já tinha tinha visto de dez números, que custa R$ 420, mas de 15 números, nunca”, conta.
    A Caixa estima pagar R$ 170 milhões na Mega-Sena da Virada este ano. Em 2010, quatro ganhadores dividiram R$ 194,3 milhões.

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    Merkel: ‘Economia alemã se volta mais para a América Latina’

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    Patricia Salazar Figueroa, do El Tiempo/GDA

    'No futuro, a América Latina deverá ter participação mais ativa em buscar soluções para desafios globais', afirma Angela Merkel Foto: AFP
    'No futuro, a América Latina deverá ter participação mais ativa em buscar soluções para desafios globais', afirma Angela Merkel AFP

    ||*=*=*|| BERLIM - No último dia 8, ao fim da cúpula extraordinária de governantes da União Europeia — que durante 36 horas debateram o pacote franco germânico de arriscadas reformas para tentar salvar o euro e a Zona do Euro em 2012 —, o mundo acabou compreendendo que 66 anos depois de terminada a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha, desta vez com fins e meios pacíficos, voltou a assumir o papel de liderança no futuro da Europa.


    De fato, num discurso em novembro, o presidente Nicolas Sarkozy se encarregou de oficializar essa liderança, incluindo uma espécie de proclamação que suscitou uma semana de manchetes e comentários da imprensa em todos os idiomas da Europa: "Boa parte da minha tarefa consiste em aproximar a França de um sistema que funciona: o sistema alemão", disse.


    À frente desse sistema, se encontra há seis anos Angela Merkel, de 57 anos, a primeira mulher a se tornar chanceler federal da Alemanha, a primeira ex-cidadã da extinta Alemanha Oriental eleita chefe de governo e, como se fosse pouco, a pessoa mais jovem a exercer o cargo em toda a História do país. Uma governante cuja imagem e estilo de governo podem ser definidos com os mesmos adjetivos usados para o sistema econômico alemão: estável, resistente, impermeável e extremamente bem controlado.


    "Merkel tem êxito porque domina a política como se fosse um assunto científico: quanto mais complicado o teorema, maior a capacidade de concentração para encontrar a fórmula que o resolva", escreveu Dirk Kurbjuweit, editor de Política da revista "Der Spiegel".


    O silêncio de Merkel com a imprensa latino-americana durou seis anos. Mas ela aceitou responder, por escrito, a perguntas do Grupo de Diários América (GDA), abrindo, por fim, o diálogo com a imprensa da região.



    Qual é o significado do processo de transformação da América Latina, considerando as suas relações com a Alemanha?
    ANGELA MERKEL - Nos últimos anos, a América Latina não só tem passado por uma recuperação econômica impressionante, mas também conquistou um espaço de atuação e autoconfiança na política externa. Isso é um desenvolvimento muito positivo, pois agora vislumbramos a chance de, juntos, vencermos os desafios da globalização. Mas o novo peso da América Latina na política externa e na economia também implica maior responsabilidade. No futuro, a América Latina deverá ter uma participação mais ativa do que até agora quando se trata de buscar soluções para os desafios globais. Para a Alemanha, isso significa que nós ainda teremos que nos articular melhor com os nossos parceiros latino-americanos e desenvolver iniciativas conjuntas. Isso também inclui a crise de endividamento atual.


    Especialistas advertem que a Alemanha e a UE estão perdendo influência na América Latina porque a região é subestimada. Quais são as principais áreas em que as relações entre a Alemanha e a América Latina precisariam ser reforçadas?
    MERKEL - Queremos relações mais estreitas e mais fortes em todas as áreas. Uma das coisas mais importantes é alcançarmos melhor articulação no cenário internacional, sobretudo no âmbito das Nações Unidas. A América Latina e a Europa são aliadas naturais, pois temos valores comuns que queremos consolidar firmemente no mundo de amanhã. Na área da economia, alemães e latino-americanos já trabalham muito estreitamente há mais de cem anos. A nossa estatística comercial nos mostra que o setor econômico alemão está se voltando ainda mais para a América Latina. Mas o potencial da nossa cooperação ainda está longe de ser plenamente explorado. Nos primeiros anos após a reunificação da Alemanha e a queda da Cortina de Ferro, nossas empresas obviamente estiveram mais focalizadas nos países vizinhos do Leste da Europa e apostaram mais nos mercados asiáticos, que estavam crescendo de forma dinâmica. A estabilidade política e o crescimento econômico sólido também têm tornado a América Latina um parceiro muito atraente. 


    Tradicionalmente, a engenharia mecânica e automotiva, a eletrotécnica, bem como a química e a farmacêutica são ramos muito bem representados na América Latina. Além disso, vão ganhando cada vez mais importância o fornecimento de matérias-primas, todas as áreas da política energética, mas também de infraestrutura, segurança, tecnologia médica e prospecção e extração de petróleo e gás na região. Nossas pequenas e médias empresas também são altamente capacitadas nessas áreas. A Alemanha também vê a América Latina como um importante local de produção da ciência e da pesquisa. A cooperação entre os nossos centros de pesquisa e instituições de ensino superior está se tornando cada vez mais estreita e interessante. No Chile, foi fundado o primeiro Instituto Fraunhofer; na Argentina, o primeiro Instituto Max Planck; e em fevereiro o Ministro do Exterior, Guido Westerwelle, estará em São Paulo para inaugurar o Centro Alemão de Inovação e Ciência. É uma especial satisfação saber que cada vez mais bolsistas da América Latina são acolhidos nas instituições de ensino superior da Alemanha. Só o Brasil pretende enviar até dez mil jovens com bolsas de estudo do governo federal nos próximos anos. Estamos nos preparativos do Ano Brasil-Alemanha de 2013/2014, no qual queremos nos apresentar como parceiros nas mais diversas áreas, como o setor econômico, a ciência, a formação e a cultura.


    A senhora foi escolhida a Personalidade do Ano pelos editores de 11 importantes jornais latino-americanos. Eles justificaram a escolha devido à sua capacidade de superar crises e à cabeça fria mesmo em situações críticas. O que isso significa para a senhora?
    MERKEL - Essa distinção é uma grande honra para mim. Mas se estamos avançando no desenvolvimento da união econômica e monetária agora, isso não se deve a uma única pessoa e nem a um único país. A força da UE reside no fato de enfrentarmos os nossos desafios conjuntamente e aprendermos, juntos, com o passado, o que, aliás, estamos fazendo de maneira muito consequente neste momento.


    O ministro alemão da Economia, Philipp Roesler, disse que se o acordo comercial entre a UE e a América Latina não for assinado, uma solução possível seria concluir acordos bilaterais, por exemplo entre a UE e o Brasil. Isso é uma posição oficial do seu governo?
    MERKEL - Consideramos acordos de associação e de comércio livre com sub-regiões e com países individuais elementos particularmente importantes da parceria estratégica da UE com a América Latina. Eles abrem mercados, geram empregos e crescimento dos dois lados e apoiam os parceiros latino-americanos no seu desenvolvimento sustentável. Fico muito satisfeita que, além dos acordos existentes com o Chile e o México, agora também conseguimos assinar outros com a Colômbia, o Peru e a América Central. Em 2010, as negociações com o Mercosul foram retomadas depois de um longo período de inatividade. A Alemanha está muito interessada no avanço rápido desse processo. Queremos um acordo ambicioso com o qual pretendemos reduzir, de maneira eficiente, barreiras comerciais existentes.

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