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Países vetaram prorrogação do mandato do Conselho de Segurança para que painel de especialistas fizesse a avaliação
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Da Reuters
Postado em 17 de Setembro de 2.026 às 18h20m
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Homem segura bandeira iraniana perto de outdoor anti-EUA representando o presidente dos EUA, Donald Trump, e o Estreito de Ormuz, em Teerã, Irã, em 30 de maio de 2026 • Majid Asgaripour/WANA via Reuters
As sanções foram reimpostas há um ano, depois que França, Reino Unido e Alemanha acusaram Teerã de violar o pacto nuclear de 2015, destinado a impedir o país de desenvolver armas nucleares. O Irã nega buscar armas nucleares.
Isso incluía o retorno de um painel independente de especialistas para monitorar e relatar ao Conselho de Segurança sobre violações e recomendar ações adicionais.
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No entanto, o conselho tem operado sem um painel de especialistas sobre o Irã no último ano, pois não conseguiu chegar a um acordo sobre a nomeação dos integrantes, uma decisão que exige consenso.
Nesta quinta-feira, a Rússia e a China vetaram uma resolução que prorrogaria o mandato para o monitoramento independente das sanções. Onze integrantes do conselho votaram a favor, enquanto o Paquistão e a Somália se abstiveram.
"Sem um painel independente de especialistas, este conselho perde sua principal fonte de relatórios imparciais e baseados em evidências sobre violações de sanções, criando uma lacuna de monitoramento que beneficia apenas o regime iraniano e aqueles que lucram ao burlar essas medidas", disse a vice-embaixadora dos EUA, Jennifer Locetta, ao conselho após a votação.
Os Estados Unidos e Israel entraram em guerra com o Irã há sete meses, argumentando que o objetivo era impedir o desenvolvimento de uma arma nuclear.
Trump retirou os EUA do acordo nuclear com o Irã em 2018, durante seu primeiro mandato, classificando o pacto como "o pior acordo de todos os tempos".
A Rússia e a China acusaram seus homólogos ocidentais de politizar o Conselho de Segurança nesta quinta-feira.
"Instamos fortemente os colegas ocidentais a interromperem suas ações extremamente perigosas na questão do Irã, que ameaçam complicar ainda mais a resolução da crise no Golfo Pérsico", disse o embaixador da Rússia na ONU, Vassily Nebenzia, ao Conselho de Segurança.
"A única maneira de resolver divergências e aliviar preocupações... relacionadas ao programa nuclear iraniano é por meio de esforços políticos e diplomáticos", adicionou.



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