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Ataques ocorrem após Washington destruir cinco petroleiros iranianos; escalada eleva tensão na região e faz petróleo se aproximar de US$ 100
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Enas Alashray e Idrees Ali, da Reuters
Postado em 09 de Setembro de 2.026 às 09h35m
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O Irã afirmou nesta quarta-feira (9) ter atacado dez embarcações perto do Estreito de Ormuz, depois que os Estados Unidos afundaram cinco petroleiros iranianos, na maior onda declarada de ataques de retaliação contra navios entre os dois lados desde o início da guerra, há seis meses.
Os ataques dentro e nos arredores da importante via marítima fizeram o preço do petróleo disparar. O Brent, referência internacional, ultrapassou US$ 100 por barril pela primeira vez desde julho. O preço médio do diesel no varejo dos Estados Unidos, politicamente sensível, também atingiu um novo recorde histórico, acima de US$ 5,94 por galão.
O Irã também afirmou ter lançado mísseis balísticos contra uma base usada pelas forças americanas na Jordânia. Os ataques realizados pelos dois lados desde o fim de agosto encerraram um mês de relativa calmaria, com Estados Unidos e Irã atingindo alvos militares, embarcações e instalações de energia.
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Nos últimos dias, também houve uma escalada nos combates entre a Arábia Saudita e os Houthis no Iêmen, em uma segunda frente de guerra que ameaça o fornecimento global de energia a partir do Oriente Médio.
Vídeos mostram petroleiros iranianos em chamas
Os Estados Unidos afirmaram ter destruído cinco petroleiros iranianos durante a noite e divulgaram vídeos de embarcações em chamas antes de afundarem. O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) afirmou que os ataques foram uma resposta a dois ataques com mísseis balísticos realizados pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) contra um navio de guerra americano nos dois dias anteriores. Segundo os EUA, nenhum americano ficou ferido.
Washington anunciou uma nova política de atacar petroleiros iranianos em retaliação a disparos que ameacem seus navios de guerra. O Irã afirma que está ampliando a área proibida ao redor do estreito e usando mísseis mais modernos e potentes contra embarcações americanas.
“O Irã continua tentando atingir navios da Marinha dos EUA e, para cada vez que fizer isso ou tentar fazer isso, eles perderão petroleiros”, afirmou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, a jornalistas durante visita à Colômbia.
A IRGC afirmou nesta quarta-feira ter respondido com um ataque de mísseis balísticos contra uma base usada pelas forças americanas perto de Al Azraq, no leste da Jordânia. O grupo também disse ter disparado contra dois navios americanos e oito petroleiros que tentavam atravessar uma área do Estreito de Ormuz declarada proibida pelo Irã.
A agência britânica de segurança marítima UKMTO informou ter recebido relatos de vários navios mercantes atingidos por disparos que os deixaram impossibilitados de navegar no norte do Golfo e no Golfo de Omã, em ambos os lados do estreito. A agência não conseguiu confirmar imediatamente se houve vítimas ou impactos ambientais.
A UKMTO também informou que uma embarcação foi vista inclinada, possivelmente indicando que havia feito água após ser atingida por um projétil perto de Port Rashid, nos Emirados Árabes Unidos.
O Irã também ameaçou petroleiros em portos do Kuwait e do Bahrein, segundo uma declaração divulgada pela imprensa estatal. Uma fonte de segurança marítima informou que um navio-tanque de gás natural liquefeito foi danificado no porto de Khor Fakkan, nos Emirados Árabes Unidos.
O Irã praticamente interrompeu o trânsito pelo estreito, por onde passava um quinto do petróleo mundial antes da guerra.
Washington respondeu com um bloqueio aos portos iranianos e afirma ter conseguido conduzir muitos petroleiros pelo estreito. Monitoramentos independentes, porém, indicam que está cada vez mais difícil avaliar quanto petróleo está conseguindo sair da região. Dados preliminares mostraram apenas seis navios com os transponders ligados atravessando o estreito nas últimas 24 horas.
O Irã afirmou que seus mísseis lançados contra a Jordânia provocaram grandes danos. A Jordânia informou que suas defesas aéreas interceptaram 18 dos 20 mísseis iranianos, enquanto dois caíram em áreas desabitadas e não houve vítimas. Um funcionário americano disse que os ataques iranianos na Jordânia foram ineficazes e que todos os militares dos EUA estavam contabilizados.
Vídeos gravados em Ash-Shajarah, no norte da Jordânia, e verificados pela Reuters mostraram clarões iluminando o céu durante a noite. O Irã tem atacado bases americanas na região ao longo da guerra e matou pelo menos dois militares dos EUA em um ataque na Jordânia em julho.
Ataques dos Houthis contra a Arábia Saudita
A escalada dos combates entre a Arábia Saudita e os Houthis, grupo alinhado ao Irã que controla grande parte das áreas povoadas do Iêmen, aumentou a incerteza nos mercados de energia.
Na terça-feira (8), os Houthis atacaram quatro cidades da Arábia Saudita, provocando grandes incêndios em instalações de petróleo que puderam ser vistos do espaço. As autoridades sauditas informaram que 73 pessoas ficaram feridas.
A Arábia Saudita emitiu um alerta nesta quarta-feira (9) sobre uma possível ameaça contra Khamis Mushait, uma das cidades atingidas no dia anterior, mas posteriormente suspendeu o alerta sem fornecer detalhes.
Os combates no Iêmen se intensificaram nos últimos dias, com um governo apoiado pela Arábia Saudita e sediado no sul lançando uma ofensiva em várias frentes contra áreas controladas pelos Houthis. O grupo afirma que um grande número de pessoas morreu nos ataques aéreos sauditas.
Os Houthis ampliaram a interrupção do tráfego marítimo do Golfo para o outro lado da Península Arábica, na entrada do Mar Vermelho.



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