"A China desenvolve e opera capacidades espaciais e contraespaciais como parte de uma estratégia de modernização militar", afirma a US Space Force em seu site, enquanto "a Rússia vê o espaço como um domínio de combate e acredita que a supremacia espacial será um fator decisivo em conflitos futuros."
Autoridades militares dos EUA têm alertado repetidamente que os dois países estão testando novas capacidades ofensivas no espaço, citando exemplos como missões de treinamento de constelações de satélites russos que Washington afirma poder demonstrar "táticas de ataque e defesa" para combates futuros e o desenvolvimento pela China de um míssil hipersônico de órbita parcial com capacidade nuclear.
Conforme a CNN noticiou em 2024, informações de inteligência dos EUA sugerem que a Rússia também envidou esforços para desenvolver uma arma nuclear baseada no espaço que utilizaria uma onda de energia massiva, conhecida como pulso eletromagnético, para potencialmente neutralizar uma grande parcela de satélites comerciais e governamentais — alegação que Moscou negou.
Tal arma poderia ter impactos amplos e devastadores — por exemplo, comprometendo os satélites dos quais o mundo depende para prever o tempo e responder a desastres, ou até mesmo potencialmente afetando sistemas de navegação global usados para tudo, desde operações bancárias e transporte de cargas até o acionamento de aplicativos de transporte e o despacho de ambulâncias.
"É de extrema importância que mantenhamos nossa dominância não apenas no ar, mas também no espaço, e por isso tivemos que tomar medidas para garantir que, quando formos ameaçados, possamos lidar com isso", disse Meink na segunda-feira.
A CNN entrou em contato com a Space Force para obter comentários.
Embora o Tratado do Espaço Sideral de 1967 proíba armas nucleares ou armas de destruição em massa em órbita, ele não veda o uso de armas convencionais no espaço nem o uso de armas terrestres contra ativos no espaço — deixando margem para interpretação.
Em dezembro passado, Trump assinou uma ordem executiva chamando a superioridade dos EUA no espaço de "uma medida de visão e força de vontade nacional", com ênfase no desenvolvimento de tecnologias de defesa antimíssil de próxima geração e na garantia de capacidades para neutralizar ameaças, incluindo "qualquer posicionamento de armas nucleares no espaço".
A ordem executiva foi um passo em direção ao proposto sistema de defesa antimíssil "Golden Dome" de Trump, um ambicioso plano de vários bilhões de dólares inspirado no Iron Dome de Israel que, segundo autoridades, permitiria aos EUA interceptar mísseis de qualquer lugar do mundo.
Os EUA têm permanecido vagos sobre seus planos para o desenvolvimento do escudo antimíssil, que Trump disse esperar que seja concluído até 2028. Conforme a CNN noticiou anteriormente, o Pentágono agendou seu primeiro grande teste para pouco antes das eleições de 2028, de acordo com duas fontes familiarizadas com o assunto.
Falando na segunda-feira, Meink também disse que um programa americano de interceptadores espaciais havia avançado "do contrato inicial ao hardware pronto para voo em menos de um ano", sem revelar mais detalhes.
Rashard Rose, Simone McCarthy, Natasha Bertrand e Zachary Cohen, da CNN, contribuíram para esta reportagem.
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